A Lei da Mordaça será votada nesta quarta-feira, 24/10/2007

A Lei da Mordaça será votada nesta quarta-feira, 24/10/2007

O Projeto de Lei que criminaliza a homofobia, PLC 122/06, será apreciado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa – CDH do Senado – no próximo dia 24/10/2007, quarta-feira.

O projeto, dentre outras coisas, institui no Brasil o delito de opinião. Ainda havia outras três audiências públicas marcadas para a análise do projeto, mas a relatora decidiu passar por cima da agenda da comissão e colocar o assunto em discussão assim mesmo. Eles têm pressa em aprovar esse PLC, mas nós podemos orar e agir rapidamente, fazendo a nossa parte!

Disseram-me que o manifesto tem melhor efeito através de FAX e telefonemas para o gabinete dos Senadores. Use todos os recursos, mas quem tiver FAX, utilize-o!

No final desta mensagem tem um modelo de carta e os endereços dos Senadores para o envio de mensagem.

1. Envie e-mails;

2. Coloque no final do modelo da carta o seu Nome, Cidade, União Federativa e RG ou Título Eleitoral;

2. Escreva para o Senador do seu Estado. Deixe claro que você está atento ao trabalho dele no Senado. Ele depende do seu voto, afinal foi você quem o colocou no Senado. Ele está ali para aprovar as leis do seu interesse e não para trabalhar contra você!

3. Ligue para o ALÔ SENADO: 0800 61 22 11 e peça para todos os Senadores votarem CONTRA o PLC 122/2006.

Que Deus nos abençoe!

Carlos Garcia Costa

Ichthus/Urro do Leão

http://www.urrodoleao.com.br

E-MAILS:

1) E-mail da Comissão de Direitos Humanos:

sqm@senado.gov.br

2) E-mails dos senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (selecione o grupo de e-mails e envie sua mensagem):

flavioarns@senador.gov.br, fatima.cleide@senadora.gov.br, paulopaim@senador.gov.br, patricia@senadora.gov.br, inacioarruda@senador.gov.br, leomar@senador.gov.br, geraldo.mesquita@senador.gov.br, paulo.duque@senador.gov.br, wellington.salgado@senador.gov.br, gilvamborges@senador.gov.br, demostenes.torres@senador.gov.br, eliseuresende@senador.gov.br, romeu.tuma@senador.gov.br, jonaspinheiro@senador.gov.br, arthur.virgilio@senador.gov.br, cicero.lucena@senador.gov.br, papaleo@senador.gov.br, cristovam@senador.gov.br, josenery@senador.gov.br

3) E-mails dos Demais Senadores (selecione e envie cada grupo com 15 e-mails por vez):

antval@senador.gov.br, adelmir.santana@senador.gov.br, alfredon@senador.gov.br, almeida.lima@senador.gov.br, augusto.botelho@senador.gov.br, cesarborges@senador.gov.br, delcidio.amaral@senador.gov.br, crivella@senador.gov.br, marco.maciel@senador.gov.br, edison.lobao@senador.gov.br, ecafeteira@senador.gov.br, eduardo.azeredo@senador.gov.br, eduardo.suplicy@senador.gov.br, efraim.morais@senador.gov.br

expedito.junior@senador.gov.br, fernando.collor@senador.gov.br, flexaribeiro@senador.gov.br, francisco.dornelles@senador.gov.br, garibaldi.alves@senador.gov.br, gerson.camata@senador.gov.br, heraclito.fortes@senador.gov.br, ideli.salvatti@senadora.gov.br, j.v.claudino@senador.gov.br, joaquim.roriz@senador.gov.br, jarbas.vasconcelos@senador.gov.br, jayme.campos@senador.gov.br, jefperes@senador.gov.br, joaodurval@senador.gov.br, joaoribeiro@senador.gov.br

jtenorio@senador.gov.br, jose.agripino@senador.gov.br, jose.maranhao@senador.gov.br, katia.abreu@senadora.gov.br, lucia.vania@senadora.gov.br, magnomalta@senador.gov.br, maosanta@senador.gov.br, marconi.perillo@senador.gov.br, maria.carmo@senadora.gov.br, mario.couto@senador.gov.br, marisa.serrano@senadora.gov.br, mercadante@senador.gov.br, alvarodias@senador.gov.br, mozarildo@senador.gov.br, neutodeconto@senador.gov.br

osmardias@senador.gov.br, simon@senador.gov.br, raimundocolombo@senador.gov.br, renan.calheiros@senador.gov.br, renatoc@senador.gov.br, romero.juca@senador.gov.br, rosalba.ciarlini@senadora.gov.br, roseana.sarney@senadora.gov.br, sergio.guerra@senador.gov.br, sarney@senador.gov.br, sergio.zambiasi@senador.gov.br, serys@senadora.gov.br, siba@senador.gov.br, tasso.jereissati@senador.gov.br, tiao.viana@senador.gov.br, valdir.raupp@senador.gov.br, valterpereira@senador.gov.br

MODELO DE CARTA:

Excelentíssimos Senhores Senadores,

Assunto: Manifesto Contra o PLC nº 122, de 2006

Solicito à Vossas Excelências a reprovação ao Projeto de Lei em epígrafe que será votado no dia 24 de outubro de 2007, quarta-feira.

O PLC 122/2006, se convertido em lei, conforme compromisso da Presidência da República, acarretará uma convulsão social sem precedentes em nosso país.

Eis que o projeto de lei em discussão não admite a diversidade de pensamento e, nem no foro mais íntimo, de crença.

A orientação sexual de um indivíduo não se enquadra no conceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, a menos que se queira, por força de lei, impingí-la como tal à população brasileira. A condição homossexual não é raça, nem tampouco a bissexual é etnia ou o travestimo é religião.

Com tal legislação o Brasil estaria instituindo o chamado delito de opinião, o que é inadmissível. É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” – e qualquer proibição ou oposição a esse corolário de “verdade” (é passível de prisão), nada importando que a oposição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso.

A proposta pretende punir com 2 (dois) a 5 (cinco) anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) (art. 7°), fato já previsto aos heterossexuais no Código Penal com penas menores.

Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°).

A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, tratar do assunto condenando poderá ser enquadrado no artigo 8°, (“ação […] constrangedora […] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”).

A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno é prevista pena para 3(três) a 5(cinco) anos de reclusão (art. 5°)

No entanto, as conseqüências acima não são o principal motivo pelo qual o PLC 122/2006 deve ser rejeitado. O cerne da questão não está nas perseguições que hão de vir caso a proposta seja convertida em lei.

O motivo central pelo qual esse projeto deve ser totalmente rejeitado é pela flagrante antijuridicidade e má técnica legislativa descrita a seguir:

A prática do homossexualismo não acrescenta direitos a ninguém. Se um homossexual praticante tem algum direito, conserva-o apesar de ser homossexual, e não por ser homossexual. O toxicônomo, o bêbado e a prostituta têm direitos como pessoas, mas não por causa da toxicomania, embriaguez ou prostituição. Mas pelo simples fatos de serem pessoas!

O que direciona a governabilidade do povo brasileiro é a isonomia, ou seja todos são governados pela mesma lei, sendo, portanto iguais perante ela, princípio este assegurado pela Lei Maior. Os direitos que devem ser garantidos aos “gêneros” são aqueles que devem ser garantidos a todas as pessoas; e não, criar super direitos para tal ou qual grupo de pessoas, tornando-a imune a críticas.

Pelo exposto, e por tudo o mais do que foi relatado nosso parecer é pela inconstitucionalidade, antijuridicidade e má técnica legislativa, sem análise do mérito.

Agradeço.

Coloque aqui seu Nome

Cidade e Estado (UF)

RG ou Titulo Eleitoral (opcional)

Site: www.urrodoleao.com.br

Divulgação: www.juliosevero.com.br

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Fé em quem?

Por Valmir Nascimento M. Santos

Publicado na Revista Defesa da fé

Um enorme equívoco tem sido difundido. Ouvimos constantemente o seguinte: “o importante é ter fé”, “precisamos simplesmente acreditar em alguma coisa”. Ou, ainda: “basta crer”.

Esse tipo de pensamento conduz as pessoas a um caminho obscuro, cujo final é um mundo imaginário e sem saída. Faz que o ser humano tenha fé em qualquer coisa ou em nada. É uma fé sem objetivos, sem fundamentos. Uma fé na fé.

Essa categoria de fé coloca o resultado da crença em si mesma e não em quem se crê. Enfoca somente a intensidade da fé ou no quanto se crê. Não se levam em consideração os fundamentos da fé. Não se analisa. Não se pensa. Não se investiga. Simplesmente se crê.

No âmbito dessa concepção não existe diferença entre ter fé em Cristo e fé num boneco qualquer. Tanto faz ter fé em Deus, Criador soberano, quanto em qualquer deus da mitologia grega. Não há disparidade entre crer na Bíblia, fonte histórica e inspirada, e crer em rabiscos psicografados.

O contexto atual é de surgimento de novas crenças. Religiões são criadas. Deuses sãos inventados. Templos são abertos. Basta escolher aquele tipo de fé que se encaixe ao perfil do praticante. Que faça que ele ou ela se sinta bem. Que deixe a pessoa em alto astral. Depois disso, é só crer!

Será que esse pensamento é correto. Será que tal entendimento é lógico? O simples fato de ter fé é o suficiente? O que mais vale? A fé ou o objeto da fé?

Não precisa ser teólogo ou pastor para responder que tal pensamento está completamente equivocado. Se o simples ato de crer fosse o suficiente, então não precisaríamos de Deus. Não precisaríamos de Cristo. Não precisaríamos de ninguém. Bastaria apenas que tivéssemos fé.

Na relação pessoa –> fé –> objeto (aquele ou aquilo em quem se tem fé) o que mais importa não é o tamanho da fé nem ao que ela remete, mas especialmente a quem ela reclama. Assim, de nada adianta ter uma enorme fé em algo que não tem o poder de salvar ou transformar. De nada vale crer incondicionalmente num objeto sem força, incompetente ou incapaz. Ou, ainda, de nada valerá crer na intensidade supostamente meritória do próprio ato de crer.

Cristo demonstrou isso com as seguintes palavras: “E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (Jo 11.26); “Quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35); “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47).

Nas palavras de Jesus, o mais importante era a pessoa na qual a fé estava alicerçada (Ele) e não o tamanho da fé da pessoa. Tanto é que, em outra ocasião, Jesus argumentou que uma fé do tamanho de um grão de mostarda traria resultado (Mt 17.20).

Crendo em Deus foi que Elias enfrentou os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal. Esses possuidores de uma gigantesca fé no seu deus Baal invocaram-no da manhã até a tarde sem, no entanto, receberem uma resposta. Gritavam, saltavam e até se cortavam com facas à espera de um retorno. Demonstraram uma fé enorme, uma crença admirável, porém, uma fé em algo ou alguém que não poderia atendê-los.

Criam num objeto inanimado, incapaz, sem poder nenhum. Não falava, não agia, não transformava. Elias até caçoou, dizendo: “Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará” (1Rs 18.27). As Escrituras ainda nos dizem que o profeta se aproximou e disse: “Ó Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus e que tu fizeste voltar o seu coração”. Uma oração simples, porém, embasada numa fé correta e direcionada ao Deus verdadeiro. Então caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. Vendo isso, as pessoas caíram sobre os seus próprios rostos e disseram: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus” (1Rs 18.36-39).

Baal é o que não falta atualmente. E pessoas para o adorarem também não. Detentores de enorme fé em deuses irreais, imaginários, fantasmagóricos. Fé em nada. Crença sem objetivo. Sem resultados. Sem salvação. Sem transformação. Fé que não remove nem cutícula de unha. Não muda situações. Não vivifica.

A fé em Cristo, por outro lado, por menor que seja, salva, transforma e traz vida abundante!

Batalhando pela fé

 por T. A. McMahon

Originalmente, Judas pretendia compartilhar com seus companheiros crentes as questões da fé comuns a todos eles. Mas, o Espírito Santo o redirecionou a um assunto de maior urgência. Questões da fé “uma vez por todas… entregue aos santos” estavam sendo tanto sutilmente solapadas como profundamente pervertidas. Hoje em dia acontece o mesmo que naquele tempo. Todos os santos (isto é, cristãos – Ef 1.1; Cl 1.2, etc.) devem batalhar diligentemente pelos ensinos da fé “dados por inspiração de Deus” (comp. 2 Tm 3.16).

O que é batalhar diligentemente?

Batalhar diligentemente por algo não é uma atividade de menor importância. A passagem paralela normal desse versículo é 1 Timóteo 6.12: “Combate o bom combate da fé…” Em ambos os casos, o sentido é de trabalhar fervorosamente, ou esforçar-se, como um atleta que irá participar de um evento esportivo. A analogia do esporte oferece uma ilustração muito clara: bons atletas têm que treinar com vigor para atender às exigências do seu esporte. Da mesma forma, um cristão dedicado deve condicionar-se espiritualmente para atender à exortação de Paulo: “Exercita-te pessoalmente na piedade” (1 Tm 4.7). Paulo usou freqüentemente a correlação entre os esforços dos atletas e o andar dos cristãos para mostrar que a vida de um crente renascido não tem por objetivo a passividade. Ela requer treinamento espiritual, que inclui muitas das qualidades demonstradas por um atleta superior: diligência, dedicação, auto-disciplina, disposição de aprender, etc. Entretanto, do mesmo modo como no cenário esportivo dos nossos dias, muitos de nós se dedicam a ser espectadores – não necessariamente “inativos”, mas definitivamente não jogadores.

Muito freqüentemente a reação à exortação de Judas é dizer que é melhor “deixar o batalhar pela fé para os especialistas”, isto é, para os estudiosos, os teólogos, os apologistas ou autoridades em seitas. Há no mínimo dois problemas com tal idéia. Em primeiro lugar, as palavras de Judas não foram escritas a especialistas em teologia, mas “aos chamados, amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo” – ou seja, a todos os Seus “santos” (Jd 1,3). Em segundo lugar, um dos principais aspectos da batalha pela fé está relacionada com o desenvolvimento espiritual de todo santo. Em outras palavras, batalhar pela fé não é somente para especialistas em seitas, nem envolve necessariamente argumentar ou confrontar os outros. Batalhar pela fé deveria ser o padrão de vida espiritual de todo crente (comp. 1 Pe 3.15).

O desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus

Batalhar diligentemente pela fé requer o desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus. Jesus estabeleceu um programa de crescimento para todos que se entregaram a Ele: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (Jo 8.31). Em 2 Timóteo 2.15, Paulo acentua o exercício prático, diário, de todo crente: “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” O coração do cristianismo é um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Estudar e aplicar as Escrituras é a forma principal de desenvolver nosso relacionamento pessoal com Ele; trata-se de conhecê-lO através da revelação dEle mesmo.

A necessidade de conhecimento

Batalhar diligentemente pela fé exige conhecimento. Não precisamos nos tornar especialistas antes de compartilhar a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”, mas devemos ser diligentes em nossa busca do conhecimento do Senhor. Se bem que se tente fazê-lo muitas vezes, é completamente insensato tentar batalhar por algo sobre o que não se está informado. Salomão escreveu: “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento, e se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a tua voz, se buscares a sabedoria como a prata, e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria, da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos, e escudo para os que caminham na sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos” (Pv 2.1-8).

A prática diligente do discernimento

Batalhar pela fé requer a prática diligente do discernimento. Em Hebreus 5.13-14 está dito: “Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” O “leite” e o “alimento sólido” desses versículos são metáforas que se referem ao crescimento espiritual; limitar-nos a uma dieta e a atitudes de crianças espirituais inibe nosso desenvolvimento espiritual. Entretanto, os que exercitam suas faculdades pelo estudo da Palavra de Deus crescerão em discernimento, não continuando “meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.14).

A disposição de aceitar correção

Batalhar diligentemente pela fé exige que tenhamos a disposição de aceitar correção. Corrigir, entretanto, não é um procedimento “psicologicamente correto” em nossos dias, tanto no mundo quanto na Igreja. A correção é considerada uma ameaça à auto-imagem positiva por muitos que promovem a teologia humanista da auto-estima. É incrível como tal mentalidade mundana influenciou fortemente aqueles que deveriam ser separados do mundo e cujos pensamentos deveriam refletir a mente de Cristo. Mesmo uma pesquisa superficial da Bíblia revela exemplos e mais exemplos de correção, que atualmente seriam vistos como potencialmente destrutivos do bem-estar psicológico das pessoas! Será que a “auto-estima” de Pedro foi psicologicamente danificada e tanto sua auto-imagem como a imagem do seu ministério foram irreparavelmente prejudicadas pela correção pública de Paulo? Foi o ministério de Pedro considerado acabado pela maioria da igreja primitiva porque Paulo não foi suficientemente sensível (ou, bíblico – deixando supostamente de considerar Mateus 18) para ter um encontro particular com Pedro? Não é essa a maneira como muitos na Igreja vêem as coisas atualmente? E o que dizer do trauma sentido pelo ego dos publicamente corrigidos: Barnabé (Gl 2.13), Alexandre (2 Tm 4.14-15), Figelo e Hermógenes (2 Tm 1.15), Himeneu e Fileto (2 Tm 2.17-18), Demas (2 Tm 4.10), Diótrefes (3 Jo 9-10) e outros?

A correção é essencial para a vida de todo cristão. Em sua segunda carta a Timóteo, Paulo orientou seu jovem discípulo a respeito do valor das Escrituras para a correção (como também para a repreensão!), “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-17). A correção tem que começar em casa, isto é, deve haver a disposição não somente de sermos corrigidos por outros, mas também o desejo de corrigirmos a nós mesmos. A admoestação “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Co 13.5) não pede uma avaliação pública; ela requer que analisemos a nós mesmos e então façamos o que for necessário para colocar as coisas em ordem diante do Senhor. Sem a disposição de considerar a possibilidade de uma “trave” em nosso próprio olho, a hipocrisia dominará em qualquer correção a outra pessoa.

Obediência às normas

Batalhar diligentemente pela fé requer obediência às normas. Enquanto alguns evitam praticar a correção segundo as Escrituras, outros a usam como um grande porrete, dando com ele em qualquer um que parecer não concordar com seus pontos de vista. As Escrituras nos dizem que (no contexto dos galardões celestiais) aqueles que competem por um prêmio serão desqualificados a não ser que sua conduta siga as normas do evento (2 Tm 2.5). Isso também deveria ser aplicado ao modo como batalhamos pela fé, especialmente no que se refere à correção mútua. A primeira e mais importante norma é o amor. Correção bíblica é um ato de amor, ponto final. Se alguém não tem em mente o interesse maior de uma pessoa, o amor não está envolvido. Se o amor não é o fator motivador da correção, o modo de agir não é bíblico.
A maneira como nos corrigimos mutuamente é uma parte importante das “normas” da batalha pela fé: “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade” (2 Tm 2.24-25). Entretanto, uma repreensão severa também pode ser bíblica; nas Escrituras há abundância de tais reprovações e repreensões quando a situação as exigia. Mas elas nada têm em comum com correção acompanhada de sarcasmo, humilhação, ataques ao caráter pessoal ou qualquer outra coisa que exalte quem corrige ao invés de ministrar àquele que está sendo corrigido. É irônico que o humor dominante (TV, quadrinhos, etc.) dessa geração profundamente consciente da “auto-estima”, ego-sensível, seja o sarcasmo, especialmente a humilhação. Fazer alguém se sentir inferior tornou-se a maneira preferida de elevar a própria auto-estima.

Um teste simples de correção bíblica é o nível de presunção por parte de quem a pratica. Se houver qualquer indício dela – ele falhará. Outro teste rápido é o termômetro das “maneiras desagradáveis”. Se aquele que corrige trata os outros com maneiras que ele mesmo não aceitaria – ele é parte do problema, não a solução bíblica.

Conhecer pelo que se batalha

Batalhar diligentemente pela fé envolve conhecer pelo que se batalha. Aquilo que envolve a subversão do Evangelho, especialmente das doutrinas principais relacionadas com a salvação, exige nossa séria preocupação e atenção. O livro de Gálatas é um bom exemplo. Os judaizantes estavam coagindo os crentes a aceitar um falso evangelho, isto é, adicionando certas obras da lei como necessárias para a salvação. Paulo os repreendeu duramente, como também instruiu Tito a fazê-lo (Tt 1.10-11,13). No mesmo espírito, argumentamos com os que promovem ou aceitam um falso evangelho para a salvação (mórmons, adeptos da Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová e católicos romanos, entre outros).

Enquanto certas questões podem parecer não estar relacionadas com o Evangelho, elas podem subverter indiretamente a Palavra de Deus, afastando os crentes da verdade e inibindo dessa forma a graça necessária para uma vida agradável ao Senhor. A psicoterapia, por exemplo, é um dos veículos mais populares para levar os cristãos a buscar as soluções ímpias dos homens (e, portanto, destituídas da graça).

Saber quando evitar confrontos

Batalhar pela fé também requer que saibamos quando evitar confrontos. O capítulo 14 de Romanos trata de assuntos em que a argumentação se transforma em contenda. Paulo fala de situações em que crentes imaturos criavam polêmicas em torno de coisas que não tinham importância. Alguns estavam provocando divisões por discutirem quais alimentos podiam ser comidos ou não, ou quais dias deviam ser guardados ou não. Nesses casos, o conselho da Escritura é: há certas coisas que não devemos julgar, pois se trata de questões sem importância, que não negam a fé, e são assuntos a serem decididos pela própria consciência (v. 5). Somente o Senhor pode julgar o coração e a mente de alguém no que se refere a tais assuntos.

Quando Jesus discutiu os sinais dos últimos tempos com Seus discípulos no Monte das Oliveiras (Mt 24), o primeiro sinal que Ele citou foi o engano religioso. Sua extensão atual não tem precedentes na História. Somente esse fato deveria tornar nosso interesse em batalhar diligentemente pela fé uma das maiores preocupações. Isso também significa que há tantos desvios da fé (1 Tm 4.1) a serem considerados, que poderá ser necessário estabelecer prioridades pelo que e quando vamos batalhar. No que se refere ao nosso próprio andar com o Senhor, devemos examinar qualquer coisa em desacordo com as Escrituras, fazendo as necessárias correções. Entretanto, quando se trata de ensinos e práticas biblicamente questionáveis, sendo aceitas e promovidas por outros, o discernimento pode também incluir a necessidade de decidir quando e como tratar deles. Atualmente, não é incomum ser erradamente considerado (ou, de fato, merecer a reputação) como alguém que “acha erros em tudo”; de modo que a busca da sabedoria e orientação do Senhor é sempre essencial para que nosso batalhar seja recebido de forma frutífera.

Não devemos coagir ninguém

Finalmente, batalhar diligentemente pela fé não é coagir. Muito freqüentemente esquecemos que recebemos nossa vida eterna em Cristo como dádiva gratuita, uma dádiva do insondável amor de Deus que deve ser oferecida aos outros em amor. O amor é destruído pela coação. Se bem que nossa intenção pode não ser impor questões de fé aos outros, é importante verificar regularmente nossos motivos e métodos. O batalhar diligentemente pela fé deve ser realizado como uma oferta de amor. Temos que lembrar que somos meramente canais de tal amor e que, se quisermos que ocorra alguma mudança no coração, ela será realizada através da graça de Deus, a única que garante o arrependimento (2 Tm 2.25-26).

Atos 20.27-31 contém alguns pensamentos que atualmente muitos iriam considerar como desproporcionais na batalha por “todo o desígnio de Deus”. Mas, trata-se das palavras de Deus, comunicadas apaixonadamente pelo apóstolo Paulo aos membros da igreja de Éfeso e a nós: “Atendei por vós e por todo o rebanho… Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.”

Nestes “difíceis” tempos finais (2 Tm 3.1), ore para que todos nós, como Paulo, demonstremos apaixonada preocupação pelo bem-estar espiritual dos nossos irmãos e irmãs em Cristo e pela pureza do Evangelho essencial para a salvação das almas (TBC 8/94).

T. A. McMahon é diretor executivo da missão “The Berean Call” (“A Chamada Bereana”) em

Bend, Oregon (EUA). Ele é co-autor (com Dave Hunt) do livro A Sedução do Cristianismo.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 1996.

NOVA ERA: feitiçaria em alto nível

Por Jossy Soares

As supostas estruturas psíquicas chamadas “chakras” tem mais a ver com o ocultismo oriental do que com ciência. Os “médicos” new ages afirmam que se utilizam dessas estruturas para obter curas diversas nos seus pacientes.

Conceitos de Integração da Saúde Física, Mental e Transpessoal estão sendo colocados como verdade, como uma verdadeira epidemia para a sociedade como se fosse uma verdade comprovada pela ciência. Nesta luta em divulgar o pensamento oriental, sobre vivência holística podemos ver uma verdadeira “rede” de organizações governamentais e não governamentais. Há toda uma influência personificada e curiosamente interligada por trás dessa forma de pensar. As coincidências são estranhas, senão vejamos.
Classifico a tendenciosa transigência da atual sociedade em promover o clímax do antropocentrismo, o homem no centro, o homem-deus, fundido com o meio, rastejante em busca do equilíbrio de tentativa de impor uma ordem espiritual contrária ao cristianismo bíblico. Em suma, a comprovação de que não somente as religiões e grupos de estudos assumidamente esotéricos estão na crista da onda mística, mas nesta estão entrando de cabeça as universidades, as clínicas médicas, as empresas privadas, e as empresas públicas, tipo Sebrae, que funcionam com dinheiro de laicos e teístas. Nessa imensa corrente mística pra frente estão também presentes o “moço do horóscopo”, ”a mulher da bola de cristal”, o “zé da macumba”, as “mães dinah’s” da vida e o inconfundível “ligue-djá”, aquele loiro que arranca 5 milhões de dólares por mês de incautos brasileiros.
Papel aceita tudo, inclusive eventos com nome científico e conteúdo ocultista. Todavia é necessário frisar que nem tudo o que será falado no evento do Sebrae/Aleph será estritamente ocultista, até porque seria muito comprometedor para um órgão de caráter público. Mas é importante frisar que conceitos de Esoterismo, Nova Era, Reiki, Bionergia, Astrologia, Neurolinguística, Medicina Holística, etc., vão, inicialmente, de braços dados com a ciência até ali na frente, quando viram a esquina, suas teorias não encontram respaldo científico para subsistirem, então apelam para o ocultismo, iniciação luciférica, terapias de vidas passadas, magias, horóscopos e o sombrio terreno da Nova Espiritualidade do Século.

O “EU” e a Nova Era

Mais um final de milênio desponta e o misticismo vem mais forte do que nunca. É muito comum escutar expressões do tipo “auto conhecimento, auto-estima, auto-ajuda, auto cura, etc. O prefixo “auto” é colocado para identificar a independência do homem e sua mais cobiçada “descoberta”: o homem também é deus. Esta é decididamente a era do ego, o “eu”, o poder interior, o controle das coisas a partir de si mesmo. É claro que o ser humano deve valorizar-se, afinal de contas ele é a imagem de Deus. Mas colocar-se no lugar do próprio Deus é orgulho fatal do tipo que derrubou a humanidade no Éden. Éden, criação, Deus, Jesus Cristo, Verbo, é exatamente isto que incomoda a Nova Era. John Ankerberg, dedicado pesquisador americano afirma: “o pressuposto básico da terapia de auto ajuda é a suposição de que cada pessoa tem um ‘núcleo divino’, ou ‘eu superior’ que pode ser contatado através de métodos apropriados tais como meditação, visualização, práticas xamanistas, etc.” (Ankerberg, The Facts on Holistic Health). O Cristianismo diz que desde o Éden o homem tem procurado se tornar como Deus, mas sempre tem fracassado. Neste final de milênio, esta seja, talvez, a maior tentativa de todos os tempos do homem ser Deus. Será que vai conseguir?
A Nova Era é um sistema que aglutina pensamentos vários e está presente em todas as atividades humanas. Apesar de várias formas de atuação, seu objetivo é um só: extinguir o Cristianismo. E isto importa em estabelecer uma nova ordem mundial onde valores cristãos são reputados por antiquados. Apesar de no Brasil a Nova Era ainda ser tímida, no mundo seus membros são mais afoitos. Veja a declaração de David Spangler, professor da Universidade de Wisconsin, que escreve no New Age Magazine: “Lúcifer atua dentro de cada um de nós para nos levar à plenitude e, conforme caminhamos para a Nova Era, que é a era da plenitude do homem, cada um de nós, de alguma maneira, é levado a um ponto que chamamos de iniciação luciférica, a porta de entrada pela qual o indivíduo deve passar, se pretender chegar a presença da luz e de sua plenitude. Essa é a iniciação luciférica. É aquela que muitas pessoas hoje, e nos dias futuros, estarão enfrentando, porque ela é uma iniciação à Nova Era.”(David Spangler, Reflections on the Christ, 40/44).

Bioenergia, a “força” da Nova Era

O seriado Guerra nas Estrelas protagoniza bem o mundo da Nova Era. Como os conceitos são relativizados, as forças retratadas em Guerra nas Estrelas são os lados brilhante e sombrio da mesma energia. Deduzindo: Lúcifer no lado brilhante e Satanás no lado sombrio, formam uma só força. Não seria esta a famosa energia vital da Nova Era, a bioenergia anticientífica, que nem de longe submete-se aos conceitos da física quântica ainda que muitos bruxos tentem “orgonizar” tal explicação. Curiosamente George Lucas, o idealizador de Guerra nas Estrelas foi aluno de Joseph Campbell, que disse que dentro dele estava o céu, o inferno e todos os deuses. A escola junguiniana que influencia a psicanálise da Nova Era está no currículum de Joseph Campbell. Dr. Maurice Rawlings, cardiologista do Pentágono afirma: “o inconsciente coletivo de Jung expandiu o conceito freudiano de que a mente humana faz parte do universo. Trata-se do deus dentro do indivíduo e não do Deus Criador. O eu era parte integrante do universo, parte das energias controladas pela força, cuja finalidade era energizar a Nova Era.(…) Se cada um de nós é um deus, existem pelo menos quatro milhões de deuses correndo soltos pela terra, cada um fazendo a sua própria vontade. Sem ninguém para tomar conta, cada um estabeleceria a sua própria verdade.”( Maurice Rawlings, To Hell and Back, Nashville, EUA)
Para a Nova Era o homem tem um poder interior que supre suas necessidades físicas, espirituais e sociais. Este poder pode curá-lo e guiá-lo a uma consciência superior. Tudo que o homem precisa é entrar em equilíbrio com a “energia vital”, que mantém todos os segredos da vida e do cosmo. Assim, desenvolvendo sua auto-estima, “religando-se” a tal bioenergia, o homem se torna um deus. Ora, se o homem pode tudo, porque ele precisaria de um Deus Criador? ou muito menos de se Filho Jesus Cristo? Entretanto, como não pode a Nova Era assustar os incautos no Ocidente Cristão, tenta-se apequenar a Cristo, traduzindo-o como um “espírito de luz”, e não como a “Luz do Mundo”, como “espírito evoluído” e não como o “Verbo que se fez carne”. A Nova Era apresenta um Jesus que não é o da Bíblia, pois o Jesus da Bíblia é o Salvador que garante a liberdade total sem precisar de vedas, avatares, mantras, terapias de vidas passadas, etc. O Jesus da Bíblia define a vida do homem a partir do presente e não com base em traumas do passado. Jesus Cristo garante fazer tudo novo para o homem sem precisar ir em busca de sofrimentos e traumas no passado (2.º Coríntios 5.17).
A bioenergia, conceito coqueluche dos novos feiticeiros, nunca foi provada cientificamente. Todavia, é a base para a manipulação dos visitantes do submundo new age. É necessário percepção acurada para não confundir conceitos dispares. O comportamento dos campos elétricos do corpo humano submete-se à leis da física. Não se pode buscar num sistema físico analogia incompatível como o sistema espiritual. As supostas estruturas psíquicas chamadas “chakras” tem mais a ver com o ocultismo oriental do que com ciência. Os “médicos” new ages afirmam que se utilizam dessas estruturas para obter curas diversas nos seus pacientes. Provando que se trata de operações espirituais, tal procedimento está intrinsecamente ligado a estados alterados de consciência.

Porque feitiçaria?
As práticas da medicina da Nova Era, ou medicina holística, utilizam conceitos de bioenergia e consciência corporal extraídos do nascedouro do ocultismo oriental. A Terapia Reiki é uma antiga técnica japonesa de manipulação de “energias” místicas redescoberta pelo Dr. Mikaousui em 1800. A medicina ayurvédica se apóia numa abordagem hindu do corpo e da vida em geral. Sua dependência do hinduismo a torna atraente para muitos terapeutas da Nova Era. A crença na suposta forma latente de energia adormecida kundalini (do sâncrito enrolado) que através da ioga desperta a sai da base da coluna dorsal subindo e ativando os pontos chakras guiando a pessoa ao céu nirvânico, está profundamente comprometida com o paganismo. As serpentes sempre estiveram ligadas ao ocultismo oriental. Buda sentou sobre uma serpente quando escapou duma grande inundação. Os deuses Vishnu, Brahma, e Shiva a trindade do hiduismo têm ligações com serpentes. Shiva o deus da destruição, do hinduismo é conhecido como o “deus das forças” e porta o Rei-Serpente (Bhuja-gendra) no pescoço e aos conceitos new ages.
A Nova Era criou novos termos para perpetuar a feitiçaria em nossa sociedade. Advinhadores são conhecidos como futuristas, possessão demoníaca é traduzida por canalização ou viagem astral, as antigas bolas de cristais deram lugar a pequenos cristais, meditação substituiu auto hipnose, etc. Além disso, os meios de comunicação há muito se filiaram à corrente mística promovendo a Nova Era, sendo vetado outras visões sobre os fenômenos apreciados em suas programações.
Poderíamos provar a falácia da psicologia transpessoal que é um embuste para que a meditação da Nova Era seja ensinada em congressos e nos currículos universitários. Um exemplo claro do grande embuste oculto é a história de Johana Michaelsen, em seu livro A face atraente do mal, editora Candeia. Outro depoimento marcante é do ex-sacerdote brâmane Rabi R. Maharaj, em seu livro Morte de um Guru, editora Vida Nova.
Moisés escreveu: Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha [praticante de magia negra], nem advinhador [cartomante, leitura de mãos], nem prognosticador [médiuns, paranormais, astrólogos], nem agoureiro [hipnotizador, superticiosos], nem feiticeiro [seguidores de satanás, adeptos de culto afro], nem encantador [os que usam tábuas de Ouija, cartas de Tarô, I Ching, pêndulos, psicografias, cristais, talismãs], nem necromante [os que invocam os mortos ou os guias espirituais, ioga, percepção extra sensorial, controle da mente e fenômenos psíquicos], nem mágicos [praticante de ocultismo, bruxos], nem quem conulte os mortos [por meio de sessões espíritas]; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor teu Deus; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança de diante de ti. (Deuteronômio 18.10-12- compilador: Maurice Rawlings) Apesar da parapsicologia tentar explicar esses fenômenos, sempre haverá um momento que o apelo ao sobrenatural é indispensável, e reinos espirituais existe apenas dois: o de Deus, que condena aquelas práticas, e o reino de Satanás.
De forma geral a sociedade está como que seduzida pelo ocultismo oriental deixando que tais terapias tomem conta de nosso mundo, sem nenhum questionamento. A única explicação que concebo é a da Bíblia que fala de um sentimento anticristão no final dos tempos e uma apostasia generalizada, onde os homens deixariam a verdade e voltariam para as fábulas. Isto não é de se admirar pois já tem gente dizendo que acredita em duende.
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Fonte consultada:
1 – Eles viram o inferno – Maurice Rawllings – Multiletra
2 – Os fatos sobre saúde holística e a nova medicina – Weldon e Ankerberg – Chamada da Meia Noite
3 – Entendendo o Oculto – Josh McDowell – Candeia
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Jossy Soares é advogado e Coordenador da Agência Pés Formosos – jossy.soares@uol.com.br

Novas armas, Velhas artimanhas

Por Marcos Guimarães

A inconsistência no estudo sistemático das escrituras sagradas e o abandono das doutrinas fundamentais da fé cristã, tem levado muitos cristãos a aceitarem como doutrinas, práticas que após “espiritualizadas” tem sido facilmente assimiladas como doutrinas bíblicas. Estas por sua vez, revestidas de velhas artimanhas tem prejudicado sensivelmente o crescimento espiritual de muitos cristãos.As velhas armas
Durante a caminhada da igreja, identificamos o nosso adversário lançando mão de diferentes armas. Nos primeiros séculos, a mais contundente foi tentar fazer do cristianismo uma mera ramificação do judaísmo, incorporando costumes e práticas judaicas aos novos conversos, tais como, a guarda do sábado, a obrigação da circuncisão e a observação de práticas dietéticas especifícias ao povo judeu.

A segunda arma foi a perseguição. Milhares de cristãos tiveram suas propriedades confiscadas, foram mortos ao fio da espada, jogados às feras, feitos espetáculo deste mundo como assinalou o apóstolo Paulo (1 Cor. 4:9). A igreja venceu e cresceu de maneira impressionante.Paganismo e Secularismo

No limiar do terceiro século da era cristã, houve uma tentativa quase triunfante do inimigo para estagnar ou prejudicar a caminhada da igreja de Cristo, através de duas frentes principais. Quando o cristianismo foi alçado a religião oficial do império por decreto do imperador Constantino, resultou-se em uma organização mística, que cristianizou o paganismo, lançou mão da veneração de ídolos, estabeleceu a figura do “Pai” da igreja, na ocasião o bispo de Roma, uma cópia disfarçada da veneração ao imperador romano; entre outras práticas condenáveis.
Em ação quase simultânea, a doutrina dos apóstolos foi bombardeada pelo agnosticismo, pelo arianismo, entre outros ensinos que tentaram corrompê-la. O apóstolo Paulo alertou Timóteo com insistência (II Tim. 2:15-18). Durante os próximos séculos, o mundo viu a ascendência de uma organização religiosa corrompida e seduzida pelo poder, que estabeleceu dogmas que eram uma tentativa arrogante de suprimir as verdades bíblicas. O cristianismo viveu dias tenebrosos.

As novas armas
As armas diabólicas de hoje, tem um misto de tudo o que já foi usado no passado, aliado à velha artimanha do engano, tais como, a exaltação do espiritualismo e do papel dos anjos, auto-ajuda disfarçada de evangelho, porém, considero que nenhum ensino tem sido tão prejudicial, quanto a onda de “triunfalismo”, que propalada sob a égide da teologia da prosperidade, promove seus veiculadores, estimulam a emoção, produzindo feridas psicológicas e espirituais que podem comprometer seriamente a teologia pentecostal.Vencendo as artimanhas malignas
O apóstolo Paulo nos exorta “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef. 4:14,15)”.

Não vejo outro objetivo de Deus com a igreja na terra, a não ser refletir por ela um ambiente livre de toda sorte de modismos e práticas místicas, para que os pecadores se arrependam e venham ao conhecimento da verdade.
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo (Ef. 6:10,11). Esta é a minha esperança para um ano novo de muitas vitórias espirituais.

marcosguimaraes.mt@gmail.com

Cristianismo, fé e lógica

Por Valmir Nascimento M. Santos

Existe um pensamento equivocado, principalmente na classe dos ditos “intelectuais”, de que a fé cristã não passa de um salto no escuro, ou ainda, que para ser cristão é necessário jogar a mente no lixo.

Na minha época de faculdade encontrei uma dessas pessoas. Um jovem, ex cristão, que ao adentrar no mundo acadêmico sucumbiu ante as vãs filosofias e ensinamentos relativistas da atualidade. Troquei com ele algumas cartas, debatendo sobre cristianismo, fé e lógica.

Dizia aquele rapaz que o cristianismo era desprovido de lógica e de fundamentos consistentes, e que tudo não passava de um questão de fé do ser humano, fator esse que relegava a religião cristã simplesmente a uma crença sem fundamento. E isso, para ele, era o mesmo que abandonar o raciocínio lógico.

Em uma das minhas respostas dei-lhe o seguinte exemplo: Uma criança recebeu como mesada R$ 10,00 de seu pai, distribuído em dez notas de um real. Ocorre que a criança não sabia o real valor daquele dinheiro, ela simplesmente sabia da sua importância, porém, não conseguia mensurá-la. Determinado comerciante, precisando de dinheiro trocado em seu mercado, faz àquele criança a seguinte proposta: – Troque por favor comigo o seu dinheiro. Dou a você esta nota de R$ 10,00 e você me dá as tuas dez notas de R$ 1,00. A criança após rápida análise responde: – Não! Como pode? Se eu der a você as minhas dez notas e você simplesmente me devolver um nota, eu sairei no prejuízo. Isso é um absurdo! Naquele exato momento o pai do menino entra na conversa: – Filho, não se preocupe! Pode fazer a troca com este senhor. O Filho continua: – Mas pai, eu sairei perdendo, ficarei somente com uma nota. O pai diz: – Certamente não perderá filho, pode trocar. Finalmente a criança aceita: – Tudo bem, pai. Farei isso confiando na sua palavra. Eu acho isso ilógico, absurdo, mas se é o senhor que está dizendo eu acredito e faço.

Baseado nesse relato, dei ao meu colega algumas lições. Aparentemente, o cristianismo é ilógico e desprovido de raciocínio. Porém, ele somente se demonstra ilógico para aqueles que agem como crianças, não conhecem o seu real valor, e, pior ainda, não confiam na voz do Pai. O erro não está no cristianismo, mas na insensatas mentes daqueles que não abriram seus entendimentos para entenderem todas as suas verdades doutrinárias.

Assim sendo, o cristianismo possui, sobretudo, um sistema lógico que apela a inteligência do ser humano. As doutrinas por ele defendidas possuem perfeito encadeamento de idéias e os seus fundamentos são dotados de extrema coerência, cujo teor podem ser compreendidos pelo raciocínio e pela reflexão.

A fé cristã, então, não é um ato irracional ou puramente emocional, pelo contrário ela é baseada em verdades compreensíveis à mente humana. Baseado em evidência históricas o pensamento cristão possui respostas contundentes para as maiores indagações da humanidade: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos?

Tendo dito isto, desafio qualquer pessoa a fazer uma profunda investigação da fé cristã. Uma análise acurada dos fundamentos do cristianismo. Uma busca verdadeira e sobretudo justa em torno das questões fundamentais da vida de Cristo e do seu legado à humanidade.

Pois, creio sinceramente que se você o fizer, se realmente utilizar o seu raciocínio lógico, chegará à seguinte conclusão: Deus existe. O cristianismo é verdadeiro e Jesus Cristo é o Senhor e Salvador!

Novas armas, Velhas artimanhas

Práticas modernas que prejudicam o crescimento espiritual da igreja
Por Marcos Antônio Guimarães

A inconsistência no estudo sistemático das escrituras sagradas e o desprezo pelas doutrinas fundamentais da fé cristã têm levado muitos cristãos a reconhecerem determinadas práticas que uma vez “espiritualizadas”, passam por doutrinas bíblicas genuínas.

Estas práticas modernas revestidas de velhas artimanhas têm prejudicado sensivelmente o crescimento espiritual de muitos cristãos.

As velhas armas
Durante a caminhada da igreja, identificamos o nosso adversário usando diferentes armas contra a igreja de Cristo. A primeira tentativa (mais explícita) do diabo foi fazer do cristianismo uma mera ramificação do judaísmo, implantando costumes e práticas judaicas aos novos conversos, quer seja na guarda do sábado, ou pela obrigação da circuncisão, ou a observação de práticas dietéticas específicas ao povo judeu. A igreja conseguiu vencer.

A segunda arma foi a perseguição. Milhares de servos de Deus tiveram suas propriedades confiscadas, seus filhos arrancados de si, foram mortos ao fio da espada, jogados às feras, feitos espetáculo deste mundo como assinalou o apóstolo Paulo (1 Cor. 4:9). A igreja também venceu e cresceu de maneira impressionante, pois cada cristão perseguido era um missionário em terras distantes.

Paganismo e Secularismo
No limiar do terceiro século da era cristã, houve uma tentativa quase triunfante do inimigo para estagnar ou prejudicar a caminhada da igreja de Cristo, considero que houve duas frentes principais, uma delas foi o cristianismo ter se tornado a religião oficial do império, por decreto do imperador Constantino. Este fato resultou em uma organização mística e permeada por práticas condenáveis, sob o manto da cristianização do paganismo, quer seja pela veneração de ídolos, ou a criação da figura do “Pai” da igreja, então o bispo de Roma, uma cópia disfarçada da veneração ao imperador romano.

A outra frente foi o ataque à sã doutrina, por intermédio de ensinos que se distanciavam das verdades bíblicas, ou que procuraram corrompê-las, tais como o agnosticismo e o arianismo, entre outros. Durante os próximos séculos, o que se viu foi uma organização religiosa corrompida, que procurava atender às suas próprias necessidades, estabelecendo dogmas que eram uma tentativa arrogante de suprimir as verdades bíblicas.

Contudo, Deus conservou um povo separado paralelamente. A partir daí quem perseguia os verdadeiros servos de Deus, não era mais o império (apesar de outros períodos de perseguição), mas a própria igreja organizada que se tinha deixado seduzir pelo poder.

As novas armas
Atualmente o diabo tem procurado gerar confusão na mente dos que já são cristãos, e principalmente daqueles que podem vir a serem, usando outras armas, porém, com a velha artimanha do engano. São práticas cômicas tais como uma espécie de barganha financeira com Deus, exaltação do espiritualismo ao invés da constância na santificação, exaltação do papel dos anjos na presente dispensação.

Considero que nenhum ensino tem sido tão prejudicial, quanto o que tem sido propagado sob a tutela da teologia da prosperidade, provocando uma onda de “triunfalismo” que pode comprometer seriamente a teologia pentecostal. Estas práticas são marcadas por muita emoção e autopromoção de seus propagadores.

Vencendo as artimanhas malignas
O apóstolo Paulo nos exorta “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef. 4:14,15)”. E ainda que “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef. 5: 25b-27).

O objetivo principal de Deus por intermédio da igreja na terra, é promover um ambiente livre de toda sorte de modismos e práticas místicas, para que os pecadores se arrependam e venham ao conhecimento da verdade.

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo (Ef. 6:10,11), só assim venceremos as velhas artimanhas do maligno.

A defesa da fé cristã na era pós-moderna


Por: Valmir Nascimento

Em todos os períodos da história humana o cristianismo tem sido atacado. Do tempo dos apóstolos, passando pelo iluminismo até chegarmos aos dias atuais o pensamento cristão têm sido posto à prova e refutado pelos diversos tipos de culturas/pensamentos que se opõem ao evangelho.

Freqüentemente os cristãos, inclusive os evangélicos, são – convidados – a darem razões acerca da sua fé. Compungidos a argumentarem sobre a evidência de Deus, de Cristo e das sagradas escrituras. Desafiados a defenderem a razão da esperança que têm nas promessas bíblicas.

A essa defesa denominamos – apologia -, que do grego significa “resposta” ou “discurso de justificação”. Constitui um conjunto de respostas razoáveis às perguntas efetuadas sobre Deus, Jesus e o pensamento cristão. A apologia, tipicamente, é uma resposta a uma pergunta ou desafio.

Nos tempos de Paulo teve ele que tirar os obstáculos da cruz de Cristo do pensamento dos judeus. No segundo século, os cristãos tiveram que defender não só as doutrinas cristãs, mas também os próprios cristãos das acusações do ateísmo e do agnosticismo. Depois, tiveram que defender a fé dos ataques dos desafios do islamismo. Na era da iluminação e por muitas décadas depois, defenderam a fé dos ataques do racionalismo e cientificismo. Hoje, o desafio maior é defender a afirmação que existe um conhecimento certo da verdade absoluta e que tal verdade se encontra na Escrituras Sagradas. Assim como nossos antepassados temos sido chamados para darmos respostas racionais e certas pela esperança que temos em Cristo. Nos compete lidar com assuntos contemporâneos por mais que sejam difíceis e incômodos para nós.

O texto áureo da defesa da fé cristã encontra-se em I Pedro 3:15: “Antes santificai a Cristo em vossos corações, e estejais sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.

Pedro, nessa passagem, dá-nos as bases da defesa da apologia cristã. Em relação à pessoa de Cristo é necessário “santificá-lo em nossos corações”; em relação a nós mesmos: “estarmos preparados”; e em relação aos nossos oponentes: “responder com mansidão e temor”.

Finalidade da defesa da fé

Não é objetivo da apologia tão somente ganhar debates/discussões no âmbito filosófico, científico ou teológico; antes pretende cumprir o Ide do Senhor Jesus, de forma a pregar o evangelho a toda a criatura, que no caso em questão será corroborado por um estudo minucioso da Palavra de Deus e das doutrinas cristãs, para destruir todas as cosmovisões que sejam antagônicas ao cristianismo.

Charles Colson afirma que “debater pode ser algumas vezes desagradável, mas pelo menos pressupõe que há verdades dignas de serem defendidas, idéias dignas de se lutar por elas. Em nossa era pós-moderna, todavia, as suas ‘verdades’ são as suas ‘verdades’, as minhas ‘verdades’ são as minhas, e nenhuma é significativa o suficiente para alguém se apaixonar por ela. E se não há verdade, então não podemos persuadir um ao outro através de argumentos racionais. Tudo o que resta é puro poder”.

E esse poder mencionado por Colson não é outro senão aquele mencionado por Moody: “Se quisermos trabalhar… tendo em vista um propósito definido, precisamos ter o poder do alto. Sem esse poder, nossos esforços não passarão de mero e enfadonho trabalho. Com esse poder, nossa labuta se transformará numa tarefa alegre, num serviço agradável.”

Para Moody, “a proclamação do evangelho não pode estar divorciada do Espírito Santo. A menos que Ele dê poder à palavra, infrutíferas serão nossas tentativas em pregá-la. A eloqüência humana – ou a persuasão da linguagem – não passam de mera aparência exterior de um morto, se o Espírito vivo não estiver presente. O profeta pode pregar aos ossos no vale, mas tem de haver o sopro do céu para que tornem a viver.”

Quem deve utilizar a apologia

Embora muitos cristãos pensem que a apologética seja de uso estrito aos pastores e intelectuais, ela deve ser utilizada por todo cristão consciente. Hank Hanegraaf assevera que “a responsabilidade pela apologética não é limitada aos pastores cristãos ou aos intelectuais. Quando desafio pessoas a aprenderem a defesa da fé é pensar como cristãos”, freqüentemente respondem: “Oh, eu não estou pronto para isso”, ou: “É muito profundo para mim”. Mas Deus criou cada um de nós com uma mente, com a capacidade de estudar, pensar e fazer perguntas. Ninguém é expert em toda as áreas, mas cada um de nós pode dominar os assuntos nos quais tem alguma experiência.”

Hanegraaf também argumenta que “um número demasiadamente grande de pessoas acredita que a apologética é do domínio exclusivo dos eruditos e teólogos. Não é verdade ! A defesa da fé não é algo opcional; é um treinamento básico par todo crente.”

Pós-modernismo

A importância da apologia da fé cristã é percebida na medida em que observa a sociedade pós-moderna em que estamos inseridos. Sendo ela caracterizada por um pensamento secular e materialista, o qual exclui Deus da vida cotidiana e o relega à mitologia.

O inicio do século XXI têm sido caracterizado por movimentos filosófico-teológicos que romperam com tudo o que, historicamente, tem sido crido como verdade fundamental, da qual não se poderia abrir mão. Esses movimentos têm tomado vários nomes como: secularismo, relativismo, pós-modernismo e pluralismo.

Para os pluralistas não existe a verdade absoluta, nem existe uma religião verdadeira. Os pós-modernistas rejeitam não somente as leis objetivas de moral, como as leis morais interiores gravadas por Deus em nossos corações. Fé e sexualidade tornarem-se questão de gosto e não de verdade. A Ética é regida pelo querer predominante da sociedade. O aborto tornou-se não somente legal em muitos países, como também uma prática aceitável, como um direito constitucional que a mulher tem sobre o seu corpo.

Nesse contexto, cumpre a cada cristão levantar a bandeira do evangelho e defender as verdades bíblicas. Precisando, para tanto, reporta-se de um estudo sólido da Palavra de Deus bem como se atentar para as novas ideologias que sãos criadas, afim de batalhar pela fé que uma vez foi dadas aos santos.

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