O batismo de Jesus – 2

O BATISMO DE JESUS
Texto Áureo: Jo. 1.31 – Leitura Bíblica em Classe: Mt. 3.1-6; 13.17
Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar que Jesus fora batizado para que a justiça se cumprisse, e nós, também, devemos valorizar o batismo.

INTRODUÇÃO
Jesus quis ser batizado por João Batista, ainda que este tenha se achado indigno de fazê-lo. Jesus fez opção pelo batismo não porque tivesse necessidade de arrependimento, antes para que se cumprisse toda a justiça. Mas, afinal de contas, o que é o batismo? Qual a razão do batismo de João? Tentaremos, na medida do possível, aprofundar algumas dessas questões na lição de hoje.

1. JOÃO, O BATISTA
João é denominado de Batista porque batizava aqueles que ouviam a sua mensagem de arrependimento, pregada às margens do rio Jordão (Mt. 3.1,6; Mc. 1.4,5; 6.14). Esse João, que não deve ser confundido com o evangelista, teve o seu nascimento predito (Mt. 4.5) em resposta a oração de seu pai, Zacarias (Lc. 1.13). Lucas diz que ele era cheio do Espírito Santo desde o ventre materno (Lc. 1.15-17), haja vista seu grandioso ministério, ser o precursor do Messias (Mt. 3.11). Fora preso, decapitado e sepultado por Herodes (Mt. 14.3-12). Em um dos momentos de fragilidade, João recebeu não só a repreensão, mas o apoio e elogio de Jesus (Mt. 11.1-7). A honra que João recebeu de Jesus deva servir de estímulo para todos nós, principalmente, no que tange à humildade (Mt. 3.11; Jo. 3.30).

2. O BATISMO DE JOÃO
Em Mc. 1.4-8, temos um registro da atuação de João em seu ministério de batizar. É dito, nessa passagem, que se tratava de um “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v. 4). Em Mt. 3.11, João contrasta seu batismo, com água, com o batismo no Espírito Santo, que haveria de ser dado por Jesus. O batismo de João, ao que tudo indica, não deve ser confundido com o batismo ordenado por Jesus. Seu batismo, como o próprio texto o explicita, era de arrependimento, e não fazia alusão à Trindade. Justamente por isso, nos tempos de Paulo, alguns seguidores de João, após crerem em Cristo, eram rebatizados (At. 18.24-19.7). Ainda que, nos tempos de João, no contexto anterior à morte e crucificação de Cristo, o batismo de João tinha validade como ritual judaico.

3. JESUS FOI BATIZADO
Jesus precisava ser oficialmente inserido na esfera pública, por isso, veio até João para que fosse batizado. Essa atitude de Cristo justifica-se porque João representava, naquele tempo, a lei e os profetas, isto é, o ritual judaico. O profeta quis, a princípio, eximir-se daquela responsabilidade, por se achar indigno de batizar a Jesus. O Senhor, no entanto, entendeu que Seu ato voluntário, como o da encarnação, carecia de cumprir o ritual religioso. De modo que, para tomar o lugar dos pecadores, Ele fez a opção de ser batizado a fim de que, como Ele mesmo o disse, se cumprisse toda a justiça (Mt. 3.15). Devemos, nesse sentido, fazer a diferença entre o Cristo, sem pecado, e o Seu dever oficial na sociedade judaica, como aconteceu por ocasião de Sua circuncisão (Lc. 2.21-24). Ao submeter-se ao batismo, Jesus, de certo modo, antecipou o outro batismo pelo qual viria a passar no futuro, na cruz, para a remissão dos pecados (Lc. 12.50).

4. O BATISMO CRISTÃO
A palavra “batismo”, no grego neotestamentário, remete ao ato de imergir ou submergir alguém, na água, por razões rituais. Após a Sua ressurreição, por ocasião da Comissão aos Apóstolos, Jesus ordenou aos Seus discípulos que batizassem aqueles que viessem a se tornar discípulos. Esse batismo deveria ser em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt. 28.19). Em cumprimento a essa ordenança, Pedro, em At. At. 2.38, instruiu aos ouvintes a que se arrependessem e que fossem batizados em nome de Cristo, isto é, na autoridade que Jesus havia dado aos discípulos. Na prática bíblica, a decisão pelo batismo resultava de um ato de fé em Cristo para a salvação (Mt. 16.16; At. 2.41). Por meio do batismo nas águas, o crente se identifica, simbolicamente, com a morte e a ressurreição de Cristo (Rm. 6.3; Gl. 3.27).

CONCLUSÃO
Jesus decidiu ser batizado não porque tivesse pecado, dos quais precisaria se arrepender. No ato do batismo, Cristo quis identificar-se com a condição humana, com os rituais judaicos a fim de que, como Ele mesmo afirmara: “se cumprisse toda a justiça” (Mt. 3.15). O batismo cristão, ainda que não seja uma condição para a salvação (Mt. 16.16), é uma prática que precisa ser observada, a fim de que, por meio desse ato, possamos demonstrar, simbolicamente, nossa identificação com Aquele que morreu e ressuscitou para que fôssemos salvos.

BIBLIOGRAFIA
ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
VINE, W.E., UNGER, M. F., WHITE JR, W. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

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