A infância de Jesus – 5

A INFÂNCIA DE JESUS

Pr. Oziel Varela
JESUS – UMA CRIANÇA PERSEGUIDA

LIÇÃO 04-27/01/2007-CPAD
Autor deste comentário: Osvarela
Glossário:
Herodes Magno (Grande) – rei da Judéia, do período de 39 a 4 AC – Lc. 1.5. Reconstruiu o Templo de Jerusalém; Era pai de Herodes Antipas, que degolou a João Baptista e era avô de Herodes Agripa I, que matou a Tiago. Matou em um ataque de ciúme, a Mariane, sua mulher predileta e três de seus filhos. Depois de matar seu filho Antipar, morreu comido de vermes, semelhantemente a seu neto, Herodes Agripa I (At. 12.23).
Belém – Casa de pão; cidade montanhosa de Judá, a 9 km ao sul de Jerusalém; BeittLahm, em árabe, casa de pão. Conhecida também por Belém Efrata – a palavra hebraica Efrata quer dizer: Terra frutífera.
Nazaré – hb. Verdejante; cidade da Galiléia onde Jesus morou após voltar do Egito; En-nasira – em árabe
César Augusto – primeiro imperador romano; reinava quando Jesus nasceu.
Augusto – quer dizer venerado, majestoso; não se trata de nome próprio, mas de um título, usado por imperadores romanos.
Censo demográfico – levantamento estatístico da população de uma região, estado , cidade ou país.
Elate – cidade portuária, de Edom no Mar vermelho; hoje entrada de quem vem do Egito e
Bayit – casa, habitação,; pode significar também, família ou clã; templo, edifício, lar. Aparece cerca de 2.000 vezes no Antigo Testamento.
bar-mitzvah – aos 12 anos, um menino judeu tornava-se “filho da Lei” e começava a observar as exigências da Lei. B’nai Mitzvá (filhos do mandamento) é o nome dado à cerimônia que insere o jovem judeu como um membro maduro na comunidade judaica.
Quando uma criança judia atinge a sua maturidade (aos 12 anos de idade, mais um dia para as moças, e aos 13 anos e um dia para os rapazes), passa a tornar-se responsável pelos seus actos, de acordo com a lei judaica. Nessa altura, diz-se que o menino passa a ser Bar Mitzvá (בר מצווה, “filho do mandamento”); e a menina passa a ser Bat Mitzvá (בת מצווה, “filha do mandamento”). Ao completar 13 anos, o jovem judeu é chamado pela primeira vez para a leitura da Torah (conhecido como Pentateuco pelos cristãos). Ao ser chamado pela primeira vez, o jovem pode, a partir daí, integrar o miniam (quórum mínimo de 10 homens adultos para realização de certas cerimônias judaicas, ou para abrir uma Sinagoga).Antes desta idade, são os pais os responsáveis pelos atos dos filhos. Depois desta idade, os rapazes e moças podem finalmente participar em todas as áreas da vida da comunidade e assumir a sua responsabilidade na lei ritual judaica, tradição e ética.
ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana.
INTRODUÇÃO:
Em tempos de grandes manifestações a favor das crianças, em tempos de combate a pedofilia, em tempos de instalações de Conselhos tutelares da Criança, em tempos de estatuto do Menor, tudo isto para defender nossas crianças, a Lição de número 04 – A Infância de Jesus – vem em bom momento, fazer-nos pensar como foi a infância de um menino chamado Jesus, em pleno período de domínio do Grande Império Romano.
Creio que o Espírito Santo, despertou-me e aguçou, a minha mente, para pensar junto com os leitores, sobre a mais Severa Perseguição, que criança alguma, jamais sofreu.
Esta faceta da infância do menino chamado Jesus, filho de um carpinteiro e nascido de maneira milagrosa, de uma jovem, chamada Maria, em Belém Efrata, nos revela, o quanto Deus é maravilhoso, ao cumprir o seu Plano Divinal de Redenção da Humanidade, através do menino Jesus.
Os Evangelhos, (São um só evangelho, como Paulo diz) por sua própria essência, só são assim chamados, pela narrativa da vida de Jesus o Homem, e encerra na sua narrativa, a biografia deste personagem divino, a sua infância, e todas as suas fases da vida, aqui na Terra.
Seu nascimento;
Sua infância;
Seu ministério;
Seu sofrimento;
Sua morte;
Sua ressurreição;
Sua ascensão.
Então, Evangelho é tudo quanto é dito, mesmo ainda nos dias de hoje, desde que embasado na Bíblia Sagrada, à respeito de cada fase da vida terrena de Jesus Cristo, é o que Paulo chama de Evangelho.
Rm. 1.9: Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,
Lógico, que você já deve ter ouvido diversas fábulas ou estórias que querem transcender a palavra de Deus, em sua narrativa.
Estória, como aquela que conta milagres de uma infância, de Jesus, que desavisadamente mata um pássaro e ao vê-lo morto lhe restitui a vida; ou aquela, em que fazia demonstrações de seu poder, para seus amiguinhos. Como diz Paulo, fábulas de velhas ou simplesmente fábulas.
PERSEGUIDO ANTES DO NASCIMENTO:
Indiretamente quando César Augusto (LUCAS 2.1-6: Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz,…) decreta a necessidade de todo cidadão judeu, se deslocar para a cidade de origem ou seja, a cidade de sua naturalidade, Jesus ainda no ventre de sua mãe Maria, é submetido ao tacão do Império romano.
O recenseamento (verificação do censo demográfico) estabelecido por César Augusto era na realidade, uma forma do Imperador Romano, lembrar ao povo judeu o seu domínio, e uma verificação do crescimento da população, principalmente dos homens.
Imaginem! Quanta dificuldade passou uma jovem grávida, de seu primeiro filho, ao deslocar-se sobre uma montaria, até as regiões montanhosas de Belém.
Jesus em seu ventre, Maria subindo, como diz o texto bíblico, as montanhas desde Nazaré (esta cidade, onde já estivemos, localiza-se num verdadeiro “buraco” geográfico, com encostas escarpadas.A geografia de Israel, é formada basicamente, por duas planícies (do Mar [região costeira, Jope, Tel-Aviv] e do rio Jordão) e uma grande cordilheira.) até Belém, cidade também montanhosa.
Imaginem o sofrimento desta mãe e da criancinha, pois foi assim desta forma, que o menino Jesus sofreu a Primeira Perseguição de sua Vida, a imposta pelos Romanos.
PERSEGUIDO APÓS O NASCIMENTO:
Em 1917 a revolução Bolchevique, levou à morte de toda a família czarista (título dos imperadores da Rússia), inclusive de todas crianças, para que não sobrasse nenhum herdeiro do trono russo.
A própria Bíblia nos mostra um caso semelhante, o caso do menino Mefibosete, um menino coxo, ou paraplégico, que assim ficou, como resultado de uma fuga apressada nos braços de sua ama, que preocupada em lhe resguardar a vida, deixou-o cair, durante a fuga. Mefibosete era filho de Jônatas, filho de Saul, amigo de Davi, morto em batalha com seu pai.
Os que estavam guerreando para Davi, neste período conturbado da história de Israel, procuraram destruir a toda família de Saul, ainda que Davi, este não se alegrou por isto. Era costume desta época, fazer este tipo de matança, par que a oposição fosse destruída.
II Sm. 4.4: Ora, Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Este era da idade de cinco anos quando chegaram de Jizreel as novas a respeito de Saul e Jônatas; pelo que sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo. O seu nome era Mefibosete.
Este trecho da Bíblia relata a destruição de toda a família de Saul, restando apenas o menino coxo Mefibosete.
A narrativa acima, serviu para nos introduzir, sobre a perseguição que sofreu o menino Jesus, após o Rei Herodes tomar conhecimento, pelos magos vindos do Oriente sobre: “um nascido rei dos judeus”.
MATEUS 2.1-3: Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;
Herodes, à partir deste ponto, faz jus ao termo empregado por Jesus, anos após a seu descendente: Lc. 13. 31,32: Naquela mesma hora chegaram alguns fariseus que lhe disseram: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te.Respondeu-lhes Jesus: Ide e dizei a essa raposa …
Começou a agir de maneira sorrateira em busca de informações deste menino nascido como Rei dos judeus.
Leia a seqüência em Mateus do capítulo 2.
A narrativa bíblica sobre o fato, nos diz que, posteriormente à visita dos magos, a Jesus, Herodes ardilosamente tenta encontrar o menino, para matá-lo – Mt. 2.1-12 – sem nenhum remorso, sem pensar na dureza maligna do seu decreto, ele deixa as mães de milhares de crianças, desta faixa etária (0-2 anos) em desespero.
Todos estes acontecimentos trouxeram desconforto a Herodes, que se sentiu ameaçado por vários fatores:
Primeiro: poderia ser acusado de traidor pelos romanos, pela existência de um rei Judeu, descendente de Davi, pois ele consultou aos sacerdotes que lhe informaram sobre as profecias;
Segundo: ser vítima de uma revolução entre os judeus, fortalecidos pela existência de um Rei esperado e Profetizado e aguardado, como Libertador, por séculos;
Sendo pressionado por todos estes pensamentos, informações e incitado por Satanás, baixou o Decreto assassino, pelo qual todas as crianças de dois anos para baixo do sexo masculino, fossem mortas em Belém e arredores, buscando com este insensato ato, de sua rude e cruel personalidade, matar ao menino rei, nascido em Israel – o menino Jesus.
Mas, Deus que conhece tudo, e todos, conhecendo este plano diabólico, preservou a vida do menino, pois o seu Pai divinamente avisado, e fugiu para o lugar determinado pelo anjo: O Egito.
Mateus 2.13-16: E, havendo eles se retirado, eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito, e ali fica até que eu te fale; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Levantou-se, pois, tomou de noite o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. e lá ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Do Egito chamei o meu Filho. Então Herodes, vendo que fora iludido pelos magos, irou-se grandemente e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém, e em todos os seus arredores, segundo o tempo que com precisão inquirira dos magos. Fizemos, eu e minha esposa, uma viagem de ônibus, por estrada de asfalto, desde o Egito a Elate, na fronteira inicial de Israel, e foram horas pelo deserto (Dt.2.8: Assim, pois, passamos por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir, desde o caminho da Arabá de Elate e de Eziom-Geber: Depois nos viramos e passamos pelo caminho do deserto de Moabe.).
Imagine o leitor uma família com um filho pequeno passando por todos estes problemas e dificuldades, numa situação de emergência, em fuga pela vida de seu único Filho.
Esta foi a Segunda Perseguição Vivida pelo menino Jesus, desta vez com o intento maligno de atentar contra a sua, ainda infante vida.
Somos remetidos ao viés desta ação aos tempos do nascimento de Moisés, O libertador de Israel.
Sempre que Deus levanta alguém com um propósito de libertar vidas Satanás – o adversário, busca mata-lo, por isto resista ao diabo e ele fugirá de vós, Deus tem um plano na sua vida, na vida de seu filho, na vida da família, fuja das garras de Satanás, proteja a sua vida e dos seus.
COMPLEMENTOS DO TÓPICO e OUTROS SUBSÍDIOS:
Destaque para alguns pontos:
1-Jesus foi morador de Belém Efrata, até aproximadamente 2 (dois) anos de idade;
2-Os magos não chegaram até Jesus na manjedoura, mas em lugar diferente. (veja na lição CPAD – Mestre), como bem ensina a lição. Os magos chegaram em uma casa,em Belém, onde agora habitava a família de José, com sua esposa Maria e seu primogênito, o pequeno menino Jesus.
3-A estrela que os guiava, permaneceu nos céus até eles acharem o menino Jesus, a estrela foi vista no Oriente e levou-os até o local da sua casa (bayit), ou residência.
4-O período de permanência da família do menino Jesus, não deve ter sido muito alongado, pois historiadores, dão conta que Herodes, já estava enfermo nesta época.
JESUS TEVE UMA FAMÍLIA NORMAL:
Existe no seio da Igreja Católica Apostólica Romana, a crença que Maria não teve outros filhos, e que morreu em estado virginal.
Porém a Bíblia nos mostra que o menino Jesus, foi o primogênito de uma grande família, desta forma ele teve o companheirismo de seus irmãos, as brincadeiras e alegrias do seio da família, porque deus é um Deus de família. E assim, ele teve durante, toda a sua infância, a alegria de desfrutar do amor de sua mãe e seus irmãos.
Marcos 6.3: Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs?
Notamos, como está na lição, que inclusive, por ser o primogênito teve uma profissão, ao lado de seu pai: foi carpinteiro.
ALGUNS MISTÉRIOS DA INFÃNCIA E VIDA DE JESUS:
Ano e Data do seu nascimento;
EM QUE ANO NASCEU JESUS CRISTO?
1- Depois da morte de Jesus os primeiros cristãos não se deram ao trabalho de saber a data do seu aniversário, a Igreja durante séculos, não se interessou pelos detalhes históricos da vida de Jesus.Muito embora Lucas tenha feito um estudo minucioso sobre o período do nascimento de Jesus, ele cita: “Leia em Lucas capítulos 1 e 2: Houve nos dias do Rei Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias… Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado.Ele dá nomes de governantes da época, mas não o ano de tal governo, por parte de Israel, ele dá a turma e o nome do Sacerdote do período. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio (ou Cirênio) era governador da Síria.” .Existiam calendários posteriormente alterados, o que causou confusão ao longo dos tempos.
2- Que calendários seguiam os cristãos daquela época? Estavam vivendo no Império Romano e, por isso, seguiam as determinações de Roma. O calendário romano contava o tempo a partir da fundação da cidade de Roma. Marcavam o ano com as iniciais U.C. (Urbis Conditae), isto é, ano tal, a contar da Fundação da Cidade (Cidade com C grande: Roma).
3- Com o advento da “Cristandade”, muitos começaram a pensar que a fundação de Roma, que fora pagã durante os primeiros 1000 anos de sua existência, não poderia ser o marco mais adequado para começo da computação dos novos tempos. O nascimento de Jesus, sim, deveria ser tido como o acontecimento central da história da humanidade. A idéia se fortaleceu quando, 450 anos depois de Cristo, o Império Romano desmoronou diante da invasão dos Bárbaros. Não havia nenhuma relação entre o cristianismo e o Império Romano. Tornava-se necessário um novo calendário que tivesse como eixo central a pessoa de Jesus Cristo.
4- Foi quando se deram conta de que ninguém sabia o dia, o mês, nem sequer o ano do nascimento de Jesus. Os autores do Evangelho haviam omitido este detalhe. Os Evangelistas contam episódios da vida de Jesus que foram compilados em cima de uma catequese oral anterior e estes escritos nunca tiveram a pretensão de dar uma cronologia exata da vida de Cristo.
SUA ESTADA DESDE CERCA DE 2 (DOIS) ANOS ATÉ POR VOLTA DOS 12 (DOZE) ANOS NO EGITO:
A Bíblia Sagrada nada nos revela sobre a estadia de Jesus no Egito. Muitos querem fantasia-la com estórias sem nexo, trazendo confusão aos que não conhecem a Palavra de Deus e a teem por regra única de Fé. Existem até narrativas apócrifas sobre este período da Infância de Jesus, como no apócrifo Evangelho Pseudo-Tomé. Não caia neste erro, o que Deus quis nos revelar sobre a infância de Jesus é o que nós lemos na Bíblia.
O autor da lição escreve, muito bem, sobre este período.
DESTAQUE:
É interessante notar, que o menino Jesus era impulsionado para estudar as Escrituras e sendo pelo que lemos, nas mesmas Escrituras, um menino inteligente, crescendo na Graça e no conhecimento, contudo existia dentro do lar do menino Jesus um ambiente de ensino, e estudo das Escrituras, e cumprimento da Lei de Moisés: Lucas2.41: Ora, seus pais iam todos os anos a Jerusalém, à festa da páscoa… ou como trecho abaixo de Lucas.
Isto mostra que Jesus teve um crescimento humano, em um corpo humano, mas as coisas do Pai lhe atraiam, por isto ele foi destaque na discussão no templo.
Ocorre-me também o seguinte:
Sabemos, contudo, que Jesus em sua infância, até a sua iniciação (bar-mitzvah), foi ensinado sobre a palavra de Deus, dada a obediência de seu pai, a Lei. Lucas. 2.21-24: Quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. Terminados os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor (conforme está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito será consagrado ao Senhor), e para oferecerem um sacrifício segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas, ou dois pombinhos.
De tal forma, que pode estar no meio dos doutores, discutindo no Templo a Palavra do Pai Celestial, ele que era a Palavra, falava da Palavra.
Pensamento do autor deste texto: Jesus, não chamou apenas atenção dos doutores da lei, somente, por sua compreensão e sabedoria nas Escrituras, mas também, porque ele foi um dos poucos meninos naquele ano, da Região de Belém, com 12 (doze) anos de idade, que foram, até Jerusalém para participar da iniciação, a qual todo menino judeu, tem que passar para poder realizar, em público, a leitura da Torah, tornando-se apto, a partir deste evento especial, para todo menino judeu, e até nisto, vemos que a infância de Jesus foi como de todo menino judeu, uma infância normal e humana. Este fato, de Jesus ser um dos poucos meninos da região de Belém, também deve ter sido notado pelos sacerdotes e mestres, pois Israel, tem o cuidado de manter a Genealogia de seu povo, além do próprio censo romano.
DOS 12(DOZE) ANOS ATÉ O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO NAS BODAS DE CANÁ, DA GALILÉIA.
Lucas2.51,52: Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração. E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens.
João 2.11: Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.
VEJA O QUE DIZEM OS HISTORIADORES E A CIÊNCIA ARQUEOLÓGICA SOBRE JESUS E SUA EXISTÊNCIA:
Para um dos principais especialistas do Brasil na realidade histórica por trás da vida de Jesus, André Chevitarese, historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vai mais longe: Jesus seria virtualmente invisível para um arqueólogo de hoje. “Não só ele como quase toda a primeira e a segunda geração de cristãos. São pessoas periféricas, gente muito simples, de origem rural”, declarou Chevitarese ao G1. Seriam incapazes de deixar restos materiais claros de si mesmos.
Jesus é ‘invisível’ no registro arqueológico.
New York Times/G1
CONCLUSÃO:
A ciência e os que acreditam nos apócrifos querem descaracterizar a Infância de Jesus, mas a Bíblia nos informa pontualmente, aquilo que nos basta para termos entendimento suficiente como ela ocorreu e que de fato ocorreu, sem nenhuma dúvida, até porque a Bíblia- Os Evangelhos- não teem nenhuma preocupação cronológica, e nem de comprovação de suas narrativas, pois: Rm.1.16: Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;
EM TUDO O MENINO Jesus foi provado e em todas as provações ele foi vencedor.
Isto nos alenta como pais cristãos, que devemos ensinar, a palavra de Deus aos nossos filhos;
Que nossos filhos devem ser protegidos por nós, sob a orientação de Deus;
Que devemos procurar o melhor para nossos filhos, e ouvirmos a voz de Deus, através do espírito Santo para podermos promover o bem-estar de nossa família.
É também uma prova cabal de que Jesus, mesmo menino cumpriu toda a vontade de Deus, como homem de sua época.
Importante: não há nenhuma relação entre o batismo ou crisma da ICAR e a consagração das crianças nas Igrejas Evangélicas, muitos que apresentam crianças, cometem este erro ao comentar o ato.

Fonte:
Apontamentos do autor do comentário;
Lição 04-CPAD-1º Trimestre/2008;
Enciclopédia Boyer;
Bíblia Plenitude – SBB
Dicionário Aurélio.
Yahoo – respostas.
Autor: Osiel Varela – Ministro das Assembléias de Deus – Missão.
Consagrado no Belém em 26/09/1996. Membro em Santo André, V. Curuçá. SP.
Ligado ao Belém.Professor de Teologia; Pós – graduado em Bíblia.

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4 comentários sobre “A infância de Jesus – 5

  1. Pingback: A infância de Jesus - subsídios « EnsinoDominical.com - o blog da ebd

  2. Como não foi possível acessar antes este site, quero pedir excusas aos leitores, por ter, o Glossário,ter saído com um erro de digitação.
    Ao transferir o manuscrito como sempre faço, devido a autras atividades, AO DEFINIR O NOME DO IMPERADOR CÉSAR AUGUSTO, coloquei a frase: “não se trata de nome próprio, mas de um título, usado por imperadores romanos.” junto no nome Augusto, o correto é como corrigimos abaixo:
    CORREÇÃO:
    César Augusto – primeiro imperador romano; reinava quando Jesus nasceu.
    César -não se trata de nome próprio, mas de um título, usado por imperadores romanos.
    Augusto – quer dizer venerado, majestoso;

  3. Desculpem mais um erro. É! parece que estou com mania de rapidez, ao digitar:
    Onde se lê:
    “Como não foi possível acessar antes este site, quero pedir excusas aos leitores, por ter, o Glossário,ter saído com um erro de digitação.”
    Leia-se:
    “Como não foi possível acessar antes este site, quero pedir excusas aos leitores, pelo Glossário, ter saído com um erro de digitação”
    Osvarela

  4. Graça e paz a todos.
    Tenho uma dúvida, pode não ser relevante, mas gostaria de uma resposta.
    O Bar mitzva, para os meninos não seria aos 13 anos e mais um dia? aos doze para as meninas? jesus aparece aos 12 anos junto aos doutores da lei no templo, essa diferença de um ano seria tolerável para os Judeus?
    Que Deus nos abençoe.
    Mário Flávio

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