A promessa do batismo no Espírito Santo

A PROMESSA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Texto Áureo: Mt. At. 2.39 – Leitura Bíblica em Classe: At. 2.37-43

Pb. José Roberto A. Barbosa

http://www.subsidioebd.blogspot.com/

Objetivo: Motivar os cristãos a buscarem o Batismo no Espírito Santo, uma promessa disponível a todos quantos quiserem ser testemunhas poderosas do evangelho de Cristo.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje veremos que o Batismo no Espírito Santo é uma promessa para todos os cristãos que seguem ao Senhor Jesus Cristo. Mostraremos que o cumprimento dessa promessa se deu, inicialmente, no dia de Pentecostes, quando os discípulos estavam reunidos no cenáculo, quando todos falaram em línguas conforme o Espírito concedia que falassem. Por fim, refletiremos a respeito do propósito bíblico para o recebimento dessa promessa e a necessidade de que ela seja buscada nos dias atuais.

1. O BATISMO NO ESPÍRITO
o Batismo no Espírito Santo é conhecido, biblicamente, por vários termos. Ele é chamado de “enchimento” (At. 2.4); “derramamento” (At. 2.33; 10.45), “recebimento” (At. 2.38; 8.17) e “descida” (At. 10.44; 11.15; 19.16). A expressão “Batismo no Espírito Santo” ocorre com maior proeminência nos evangelhos (Mt. 3.11; Mc. 1.8; Lc. 3.16; Jo. 1.33). Essa variedade de termos mostra que nenhuma palavra resume completamente o que está envolvido nessa experiência. Há, contudo, uma distinção necessária, no Novo Testamento, entre o batismo “do” Espírito (I Co. 12.13), que é realizado pelo Espírito, integrando o indivíduo no corpo de Cristo, diferentemente, do batismo, “no” Espírito, que é realizado por Cristo, revestindo-o com poder. A palavra “batismo”, no grego, é baptizo e, literalmente, significa “imergir”. Assim, quando Cristo batiza o crente no Espírito, na verdade, o está imergindo na força do Espírito.

2. A PROMESSA DESSE BATISMO
As promessas mais explícitas do Batismo no Espírito Santo se encontram no Novo Testamento. João Batista, em Mt. 3.11, profetiza a respeito desse batismo que viria a ser realizado por Jesus. Nessa passagem, a distinção está entre o batismo para aqueles que se arrependem, de um outro para os que se negam a abandonar os seus pecados. Uma análise contextualizada dessa passagem nos revela que o batismo para os crentes é com o Espírito Santo enquanto que, para os infiéis, será com fogo, isso, no entanto, afasta a relação que esse batismo tem com o simbolismo do fogo (At. 2.3; I Ts. 5.19). Depois de João Batista, Jesus, profetizou e prometeu a realização futura desse batismo. Em Jo. 14.16, temos uma promessa indireta, já que, nesse versículo, é tratado apenas da descida do Espírito Santo, e não, especificamente, do Batismo no Espírito Santo. Em Lc. 24.49, encontramos uma promessa mais detalhada, de Jesus, a esse respeito quando ordena aos seus discípulos que aguardem em Jerusalém até que, do alto, sejam revestidos de poder. Em At. 1.5,8, no contexto da Grande Comissão, Jesus faz alusões diretas e específicas sobre o cumprimento futuro dessa promessa.

2. O CUMPRIMENTO DA PROMESSA
Ao ler o livro de Atos, observamos que essa promessa se cumpriu, cabalmente, na vida da igreja primitiva. No capítulo 2, versículo 4 está escrito que “todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. Essa referência mostra como aconteceu o enchimento do Espírito entre os primeiros crentes. Eles falaram numa outra língua, não, necessariamente, uma língua estranha. Entendemos, assim, que é possível que alguém seja batizado no Espírito Santo e fala uma língua estrangeira, contanto que essa seja estranha para aquele que a está falando, pois não pode ser aprendida. Em Atos, o falar em línguas aconteceu em todas as ocasiões desse derramamento, nos levando a concluir que essa é uma manifestação física dessa experiência (At. 8.14-20; 9.17 comp. I Co. 14.18; At. 10.44-48; At. 19.1-7). Esse falar em línguas deve ser distinguido da variedade de línguas, de I Co. 12.10, no contexto em que Paulo elenca os dons do Espírito Santo. As línguas enquanto dom têm como objetivo a edificação de si mesmo e do corpo de Cristo (I Co. 14.4), principalmente, quando há quem interprete (I Co. 14.5) e não podem ser confundidas com as línguas como manifestação visível do Batismo no Espírito Santo. Quanto à extensão, diz Pedro, em At. 2.39: “a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”,

3. O PROPÓSITO DA PROMESSA
O texto básico que trata do propósito do Batismo no Espírito Santo é o de At. 1.8. Nesse versículo, Jesus diz, aos seus discípulos: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. O batismo no Espírito Santo não objetiva à santificação, para isso há o fruto do Espírito (Gl. 5.22), para a edificação da igreja, os dons espirituais (I Co. 12). O batismo no Espírito Santo é uma capacitação divina, com poder, para que o cristão seja uma testemunha eficaz da morte e ressurreição de Cristo. Como testemunhas, precisamos estar preparados, e para tanto, devemos buscar a revelação profética e apostólica da Escritura. Sem esse conhecimento é improvável que sejamos boas testemunhas. Além disso, é necessário que cultivemos um relacionamento contínuo com o Senhor, para que, em consonância com a Bíblia, testemunhemos do que Ele tem feito em nós. Para que esse testemunho tenha efeito nos que ouvem, devemos fiar nossa confiança, primordialmente, no “dunamis”, isto é, no poder do Espírito Santo.

CONCLUSÃO
Recebemos, do Senhor, a promessa do Batismo no Espírito Santo e Ele a cumpriu, inicialmente, por ocasião do pentecostes e a tem confirmado ao longo da história da igreja. Essa promessa está disponível a todos quantos, nos dias atuais, querem ser testemunhas eficazes do evangelho de Cristo. Para recebê-la, devemos tão somente buscá-la, dando-lhe o devido valor, certos de que o Senhor se compraz em o conceder a tantos quantos o desejam (Lc. 11.13).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. M. O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1993.
PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e com fogo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

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3 comentários em “A promessa do batismo no Espírito Santo

  1. Caro amado.
    Tenho acompanhado vosos escritos e tenho visto realmente muito conteúdo bom! Aliás: Muito bom! Vc escreve maravilhosamente!
    Nesta lição especificamente, ha um engano teológico. Não se o problema foi a lição deonde o amado retirou a base, ou a referência do livro: PALMA,D.D. O batismo no Es. S. e com fogo. CPAD, 2002.
    Quero afirmar que sou pentecostal presbítero da terceira igreja péntecostal a ser instalada no Brasil: A Missão Evangélica Pentecostal do Brasil.
    A análise é porque me chamou atenção. Sei que nós pentecostais gostamos de usar muio as palavras como fogo e poder..que já fazem parte de nosso mundo pentecostal. Mas a grande questão é onde aplicá-la. O texto em questão é o citado na lição; Mt. 3.11; Mc. 1.8; Lc. 3.16; Jo. 1.33).

    Os textos não falam de BATISMO COM FOGO SEJA UMA AÇÃO DO ESPIRITO SANTO. A questão é outra totalmente diferente! Não ha como relacionar o texto Com esse momento específico.
    Então, fica a minha anotação para dar uma espiada melhor, ou uma análise profunda do texto em questão!
    O demais amado. Parabens novamente por seu blog fantástico e de ricas informações.
    Grande abraço amado!

    http://joaobosco.wordpress.com/category/religiao/

    joaoboscoweb@yahoo.com.br

  2. Prezado irmão Valmir, A paz do Senhor!
    Estou estudando sobre o Batismo no Espírito Santo e se houve manifestação de línguas espirituais no dia de Pentecostes. Fiquei com algumas dúvidas ao ler seu estudo e gostaria de colocar para irmão e lhe pedir respeitosamente, e se possível, um esclarecimento.

    Você escreveu:
    “João Batista, em Mt. 3.11, profetiza a respeito desse batismo que viria a ser realizado por Jesus. Nessa passagem, a distinção está entre o batismo para aqueles que se arrependem, de um outro para os que se negam a abandonar os seus pecados. Uma análise contextualizada dessa passagem nos revela que o batismo para os crentes é com o Espírito Santo enquanto que, para os infiéis, será com fogo, isso, no entanto, afasta a relação que esse batismo tem com o simbolismo do fogo (At. 2.3; I Ts. 5.19).”

    Quando leio Mt 3:11, entendo que o batismo no Espírito Santo e o batismo no fogo, ambos são para os cristãos. Haja vista que At. 2.3 diz: “e lhe apareceram línguas como que de fogo” e quem recebeu essas línguas eram os cristãos que aguardavam obedientemente a promessa de Cristo e não os infiéis??!

    Como você chegou a conclusão de que o batismo com fogo é para os infiéis?

    A outra dúvida é com relação ao tipo de língua falada:

    “Eles falaram numa outra língua, não, necessariamente, uma língua estranha. Entendemos, assim, que é possível que alguém seja batizado no Espírito Santo e fala uma língua estrangeira, contanto que essa seja estranha para aquele que a está falando, pois não pode ser aprendida.”

    Se a língua falada no dia de pentecostes foi uma lingua estrangeira (idioma), de onde vem as línguas estranhas, faladas hoje por aqueles que são batizados no Espírito Santo? Pergunto isso por dois motivos:

    1 – Eu sou batizado no Espírito Santo e nunca falei linguas estrangeras e também nunca vi ninguem falar idiomas ao ser batizado no E.S.

    2 – O fato de eu não falar línguas estrangeiras (idimas), quer dizer que meu batismo não é original ou real, ou seja, e não está de acordo com o que diz as as Escrituras em Atos 2?

    Por fim: Se as igrejas pentecostais nasceram da crença no batismo no E.S. com evidência no falar em línguas estranhas e não linguas estrangeiras (idiomas), podemos concluir através do seu estudo que nunca existiu igreja pentecostal???

    Em Cristo…
    Jonas Valêncio

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