Abraão, o amigo de Deus – 4

 

ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS

Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hb 11.8).

Prof. Ezequias Costa

O modo como Deus chamou Abraão, revelou sua sublime intenção de amor para com a humanidade distante, e cada vez mais corrompida pelo pecado.

Foto: Wikipédia

I-ABRAÃO ANTES DO SEU CHAMADO

1.1- Ur dos Caldeus;

1.2 – Harã e Siquém; e

1.3 – Disposição para mudar.

II-CONSEQÜÊNCIAS DA PARCIALIDADE

2.1 – Desgaste espiritual;

2.2 – Desgaste afetivo; e

2.3 – Desgaste econômico

III-A CHEGADA EM CANAÃ

3.1 – Ratificando as promessas; e

3.2 – O testemunho público;

IV-ASPECTOS POSITIVOS DO CARÁTER

4.1 – Generosidade;

4.2 – Firmeza;

4.3 – Fidelidade;

4.4 – Integridade; e

4.5 – Submissão.

V-ASPECTOS NEGATIVOS

5.1 – Medo; e

5.2 – Fingimento

CARACTERÍSTICAS DE ABRAÃO

ABRAÃO

    Hebraico

– םהרבא (Avraham) :

– Pai ou Líder de Muitos

ASPECTOS POSITIVOS

– Generoso

     – Firme

     – Fiel

     – Íntegro

     – Submisso

ASPECTOS NEGATIVOS

– Medo

– Fingimento


 

I – A VIDA NA MESOPOTÂMIA

    1. Cidade de Ur dos Caldeus

Segundo saber que nos empresta a história milenar,¹Ur foi uma cidade da Mesopotâmia localizada a cerca de 160 Km da grande Babilônia, junto ao rio Eufrates, habitada na Antiguidade pelos caldeus e que, de acordo com o livro de Gênesis, foi a terra natal do patriarca dos hebreus. A Ur dos Caldeus era uma capital poderosa, próspera, colorida e industriosa no começo do segundo milênio antes de Cristo.Seus habitantes moravam confortavelmente e suas casas eram vistosas.Em nenhuma outra cidade da Mesopotâmia foram descobertas habitações tão esplêndidas e confortáveis.

1.2 Saída de Ur

Após a morte de Harã, irmão de Abraão, Terá, seu Pai, resolve sair de Ur dos Caldeus para ir à terra de Canaã (Gn 11.31).Mas, chegando à cidade Harã, homônima de seu filho, habitaram ali. O Historiador Flávio Joséfo no livro ²HISTÓRIA DOS HEBREUS, aduz as seguintes linhas em comento: “…… Terá, pai de Abraão, tendo concebido aversão pela Caldéia porque lá perdera seu filho Arã,deixou-a e foi com toda sua família a Harã na Mesopotâmia. Lá morreu na idade de duzentos e cinco anos…..”No decorrer da estada em Harã,Terá,pai de Abraão,morre. Nesse instante, Deus entra no cenário da história para tratar com seu servo determinando prosseguir a caminhada há uma terra que iria lhe mostrar.

A Bíblia não nos dá contexto para afirmar um contato anterior de Deus com seu servo. Entretanto, a historia apresenta Abraão como defensor de um único Deus criador de todas as coisas na sociedade de sua época. Fato esse que abriu caminho para Deus revelar-se a este homem simples e obediente.

_________________________

¹site: http: www.wikipedia.Org

² JOSÉFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 1990.

Em que se pese as palavras do Apóstolo Paulo neste ponto, ao doutrinar sobre o tema fé. Diz ele: “… Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus CREIA que ele existe, e que é galardoador dos que os buscam…”.(Hb.11.6) (grifo nosso).Assim, a condição necessária para que o homem busque a Deus é crer!

1.3 O chamado de Abraão

Apesar da prosperidade em Harã (Gn 12. 5), Abraão ouve a voz de Deus, e continua sua caminhada até Canaã. O homem que está disposto a obedecer a Deus mesmo em detrimento à vantagem: financeira, social, sentimental e política é de fato amigo de Deus, ou seja, ³o ama.

Abraão chegando em Canaã acampa em Siquém, e encontra ali os Cananeus estabelecidos (Gn 12. 5).O Senhor, neste instante, reitera sua promessa a seu servo, que lhe edifica um altar e invoca seu nome. Logo Passando em revista à possessão que Deus lhe prometera. Talvez arrazoasse o motivo por que Deus lhe havia trazido a uma terra já habitada. Entretanto, sem questionar continuou obediente à ordem que recebera.

Uma grande fome assola aquela região, e Abraão tem que descer ao Egito. O Cristão em sua caminhada para a “Canaã celestial” se vê obrigado a descer o Egito (mundo) a fim de buscar sustento pra si e sua família. Contudo, não deve misturar-se, pois não pertence a ele. O Senhor Jesus Cristo assim doutrinou sua igreja dizendo: “ sê vós fosseis do mundo o mundo amaria o que era seu. Mas como não sois do mundo,antes,dele vos escolhi,é por isso que o mundo vos aborrece (Jo 15.19).

Valendo-se de uma estratégia para não ser alvo da incontinência dos Egípcios, apresentou Sara como sua irmã, e não mulher. Note bem, Abraão não mentiu!Como atestam alguns, pois isto nos é esclarecido em outra situação similar, tendo como contexto o Rei Abimeleque. A Bíblia diz: “Respondeu Abraão: eu disse comigo mesmo: certamente não há temor de Deus nesse lugar, e eles me matarão por causa de minha mulher. E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu Pai, mas não filha da minha Mãe; e veio a ser minha mulher”.(Gn 20.11-12)

Tudo mudou no quotidiano de Abraão, desde do instante que se pois em viagem a uma terra distante e desconhecida. Porém, sua certeza era o fato de que Deus se fazia presente em sua vida, e lhe prometera descendência como “às estrelas dos céus”.Isto era para ele mais importante que qualquer adversidade iminente.

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³ LUFT, Celso Pedro. Mini Dicionário Luft. São Paulo: Ática, 8º edição.

II-OBEDIÊNCIA PARCIAL

Entendemos que Deus havia feito um chamado particular a Abraão, após o falecimento de seu Pai. Entretanto, em função de seu laço familiar, levou consigo de Harã, Ló – seu sobrinho- que mais tarde viria a causar-lhe sérios problemas.

2.1 Apego à parentela

Ao chamado de Deus deve o homem responder prontamente.Levando em conta a obediência incondicional.Mas, não foi esse o caso de Abraão, pois pensou que sendo sua mulher estéril, impossibilitada de lhe gerar filhos, sua descendência estaria comprometida, porém através seu sobrinho, que criara como filho, vislumbrou a possibilidade de ver realizada às promessas de Deus.

A pouca experiência do homem com Deus o torna vacilante. Jó a despeito de uma vida justa e consagrada a Deus, pôde no fim de sua provação exclamar: “Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos”.É na tribulação que adquirimos experiência com Deus, e passamos a Conhecer cabalmente sua vontade; que é condição primordial para sermos vitoriosos.

2.2 Contenda em família

Ao subir Abraão do Egito trazendo consigo muitas riquezas (Gn 13. 2), houve contendas entre os seus Pastores, e os de seu sobrinho.O que o levou há apartar-se Ló.E agora!Como se daria continuidade a sua descendência em terra estranha? Deus novamente reitera a Abraão a promessa de dar-lhe descendência como o “pó da terra, naquele lugar. (Gn 13. 14-16)

Uma guerra tem início, e Ló é levado prisioneiro.Ao tomar conhecimento, Abraão junta trezentos e dezoito homens treinados e vai ao resgate de seu parente (Gn. 14.14).Apesar de estar em pequeno número, sai vitorioso e traz de volta Ló, seu sobrinho, os bens dele, e também o povo que fora levado cativo.Concernente a Melquisedeque nos diz O DICIONÁRIO DA BÍBLIA: * Melquisedeque, Rei de Salém, saiu de sua cidade Real para encontra-se com Abraão quando voltava da matança dos reis e o abençoou.O Patriarca reconheceu nele um sacerdote do verdadeiro Deus, e publicamente deu testemunho de ser participante da mesma fé, ao dar-lhe dízimo de todas as coisas, como representante do Deus Altíssimo, atribuindo à vitória alcançada por Abraão ao Criador dos céus e da terra.

O Senhor, numa visão, fala com Abraão apresentando-se como seu escudo(protetor). Nesta oportunidade, Abraão lhe questiona no tocante há não ter filho (descendência), pois já intencionava fazer de seu servo, o damasceno Eliézer, seu herdeiro. (Gn. 15.2)

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*DAVIS, John.DICIONÁRIO DA BÍBLIA.Candeia, 20ª edição.

Note, Abraão mais uma vez intencionava dar um “jeitinho” nas coisas, desbordando os propósitos de Deus.Tinha plena certeza que Deus cumpriria suas promessas.Entretanto, ao olhar para sua idade avançada e a de sua esposa, não via possibilidade de abraçar um filho.

III-ESCLARECIMENTOS E GARANTIA DA PROMESSA

3.1- Esclarecendo as dúvidas

Deus esclarece ao Patriarca, que de suas entranhas sairia um herdeiro para dar-lhe descendência (Gn. 15.4,5).

Deus não vê dificuldade nenhuma na frente do crente, pois é Deus do impossível. Ainda que à frente de seu povo, exista um mar bravio; Ele diz marche!E a natureza se inclina a sua ordem. Abraão nesse instante, passa a entender que a promessa de Deus contempla o seu maior desejo; ser pai.

3.2- Garantia da promessa

Abraão não tinha mais dúvida que um filho lhe daria descendência.Tanto que as escrituras narram: “Creu Abraão no senhor, e isso lhe foi imputado para justiça”.Contudo, pergunta a Deus como tomaria posse daquela terra.Deus determina a Abraão que prepare alguns animais para sacrifício.Neste ponto nos esclarece o Pastor Elienai Cabral, vejamos: “ *Segundo costume dos povos antigos,uma aliança feita e garantida entre dois contratantes,obedecia a um ritual em que ambas as partes teriam de passar entre os pedaços dos animais sacrificados.Esse ato afirma que,se um dos contratantes não cumprisse o pacto feito,ele mesmo seria cortado como aqueles animais.Deus estava mostrando a Abraão o futuro de sua posteridade.Nesse episódio, Deus mesmo passou por entre as metades daqueles animais.Deus, Senhor do princípio e do fim da historia da humanidade, revela a Abraão que sua descendência seria por quatrocentos anos escrava de outra nação.Mas, com justiça julgaria a nação que os escravizara, e os faria possuir a terra que lhe prometera.Assim, firmada foi uma aliança com seu servo Abraão (Gn. 15.12-18).

IV-FRAQUEGANDO NA FÉ

4.1- A Proposta de Sara

Estando Abraão já há dez anos em Canaã, nada mudou na vida de Sara. Entretanto, mais uma vez, não haviam entendido a promessa que Deus fizera. Sara por sua vez passa a culpar a Deus quanto ao não poder gerar filhos.

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*CABRAL, Elienai.Lições Bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Propõe então, tê-los através de uma serva egípcia.Certamente interpretaram o “sair de suas entranhas”, como tendo Abraão descendência através de outra mulher, já que não poderia ter filhos.Abraão considerando o avançar da idade de ambos, e as razões apresentadas por Sara, resolve dar ouvidos a sua mulher (Gn. 16.1,2).Porém, mais problemas presentes e futuros estavam por surgir.

O cristão que almeja viver pela fé, não pode dar ouvidos as supostas facilidades colocadas a sua frente.Tal fraqueza demonstrada pode contribuir para o desvio de seu propósito; porém, não deve jamais recuar.Abraão desviou-se do rumo da benção, mas não recuou dela. A Palavra de Deus assim diz: Mas o justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hb. 10.38).

Sérias foram às conseqüências pelas quais passou Abraão, ao dar ouvido a sua mulher, e deixar de esperar em Deus.Vemos neste quadro, que Abraão estava sendo aperfeiçoado para chegar a condição de “ Pai na fé ”.

Sara ao propor a seu marido ter um filho através de outra mulher, estava excluindo-se das promessas feitas por Deus. Entretanto, desde do início da saída de Abraão de Ur dos Caldeus, Sara fazia parte dela.

4.2- O desprezo de Hagar

Tão logo Hagar deu um filho a Abraão desprezou Sara, credo talvez, merecer o lugar que ainda pertencia a ela.O que ambos haviam pactuado concernente a ter um filho por outra mulher estavam a colher.

Cada ajuste que o homem e a mulher intencionam dar às promessas de Deus, arcam com as conseqüências, Foi o caso de Sara e Abraão (Gn. 16.3,4).Todavia, Deus tem o controle da situação, e acompanha de perto o cenário de todas as coisas.

À distância entre Sara e seu esposo era evidente.Tanto é que foi reclamar com ele a respeito do que estava acontecendo entre ela e sua serva.Outrora, culpava a Deus por não haver lhe dado filhos, e agora passa a culpa para Abraão.Querendo ainda que Deus lhe fosse árbitro de um problema que ela mesma tinha sido a pivô (Gn. 16.3,4).

Tão logo os problemas comessem a surgir na vida do crente, em face de sua inobservância a orientação de Deus, passam a culpar uns aos outros.Não foi assim com Adão e Eva!Por mais essa prova passou Abraão, porém Deus lhe requereu perfeição: “…..Eu sou o Deus todo poderoso;anda em minha presença e sê perfeito…..”(Gn. 17.1).Não há como querer andar com o Senhor, fazer parte de suas promessas, sem aprender com ele.Jesus certa ocasião pode dizer: “ …… tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração….”

V-A ALIANÇA

5.1- A Mudança dos nomes

A maior manifestação da personalidade de alguém se dá através do nome.Adquirimos personalidade, segundo nos empresta o saber jurídico, no exato momento em que nascemos.A Língua Hebraica, dentre outras, pelos seus costumes, sempre associou a personalidade do indivíduo a seu nome.Entretanto, no tocante a Abrão que teve seu nome mudado para Abraão, Deus queria referendar algo mais no tocante a aliança que fizera com seu servo, e as exigências que agora passaria a fazer (Gn. 17.3-14).

O nome Abrão significava “pai elevado” ou “pai das alturas”, mas Deus o mudou para Abraão “pai fecundo” ou “pai de muitos” a fim de ressaltar o que haveria de fazer na vida de seu servo.Também mudou o nome de sua mulher de Sarai para 6 Sara “princesa”.E disse a Abraão que dela lhe daria um filho.Ele riu tendo por base mais uma vez, o avançar da sua idade e de sua esposa (fato esse agravado por ser ela estéril) (Gn. 17.17).Abraão passa então a querer convencer a Deus colocando Ismael como sendo o detentor de toda sua herança, e, por conseguinte, das promessas de Deus.Contudo, Deus lhe reitera que; de Sara lhe daria um filho, e seu nome seria Isaque (Gn. 17.19).

5.2- Falando frente a frente

Para que Abraão entendesse definitivamente o que Deus faria através dele, veio pessoalmente (Gn. 17.1), e tão logo sai de sua presença, após explicar-lhe tudo com riquezas de detalhes, subiu diante de sua presença (Gn. 17.22).Sobre esse ponto nos explica o Pastor Elienai Cabral o seguinte: “ * trata-se da teofania,que significa ‘aparição de Deus’ (em forma humana).Nesta aparição,o Eterno se apresenta como EI SHADAI ( Deus todo poderoso) ”.Que privilégio maravilhoso teve Abraão de poder ver o senhor face a face. A Noiva do Senhor Jesus também tem essa promessa, todavia acrescida; de sermos como Ele é. Louvado seja o nome do Senhor!

Pela segunda vez Deus apareceu a Abraão (teofania).Desta vez na companhia de dois anjos.Note que Abraão parece dirigir-se a um deles (Gn. 18.2,3), prostando-se.Interessante observar que um dos anjos a quem Abraão reverenciou, não recusou sua adoração como seria comum em casos de anjos que traziam de Deus alguma mensagem (Ap. 19.10).Fato esse, que ratifica ser ele a pessoa do próprio Jeová.

5.3- Reiterando a promessa

Deus fala a Abraão que dentro de um ano Sara daria a luz a uma criança.

_________________________________________________

6 DAVIS, John.DICIONÁRIO DA BÍBLIA.Candeia, 20ª edição.

*CABRAL, Elienai.Lições Bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Ela ouviu, e riu-se (Gn. 18.12,13).Sendo contestada pelo Senhor, ela continuou negando.Essa atitude poderia trazer sérias conseqüências para Sara, entretanto, parece-nos que ao se dar conta que não falava a um homem, calou-se “ ……..não é assim,é certo que riste…… O coração do homem e da mulher,bem como sua intenções,estão sempre patentes diante de Deus; “ Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações . O mesmo erro cometeu Ananias e Safira, porém, perderam suas vidas, pois, mentiram ao Espírito Santo de Deus “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E grande temor veio sobre todos os que souberam disto. Levantando-se os moços, cobriram-no e,transportando-o para fora, o sepultaram. Depois de um intervalo de cerca de três horas, entrou também sua mulher, sabendo o que havia acontecido. E perguntou-lhe Pedro: Dize-me vendestes por tanto aquele terreno? E ela respondeu: Sim, por tanto. Então Pedro lhe disse: Por que é que combinastes entre vós provar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e te levarão também a ti ” Ananias e Safira agiram dolosamente,ou seja,tiveram a intenção de cometer tal pecado,pelo amor ao dinheiro.Entretanto, Sara mentiu justificando sua falta de fé, no que sendo advertida, voltou atrás.
VI-A INTERCESSÃO DE ABRAÃO
6.1- Pelos justos

“………ocultarei eu a Abraão o que faço…..” Deus estava pessoalmente decretando seu juízo sobre Sodoma e Gomorra,tendo consigo dois anjos que executariam tal intento (Gn. 18,22).A intercessão de Abraão tem início, quando ele sê dá conta das pessoas inocentes (justos) que poderiam ser destruídas.Queremos também crer na lembrança que tivera de Ló, seu sobrinho, que com ele praticamente fora criado, e no amor que nutria por ele.Sua intenção baseava-se nessa premissa (Gn. 18,23). Abraão então, aproveita a oportunidade de misericórdia dada por Deus “Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles . A oração intercessória é algo deve ser cultivado na vida do crente, pois revela o amor para com o próximo.
6.2- Sodoma e Gomorra

A insistência de Abraão com Deus deu resultado, pois Ló e suas duas filhas escaparam daquela tão grande destruição.Ma os ímpios moradores daquelas cidades foram todos destruídos conforme Deus determinara.

VII-A PROVA FINAL

7.1 – Ouvindo o chamado

Após Deus ter dado um filho a Abraão (Gn. 21,1), tem-se início a sua mais dura prova de fé, que perpetuaria séculos adentro da história, reconhecendo-o como Pai na fé.

Deus começa chamando Abraão, no ele prontamente responde “ …eis me aqui. ” Determina o Senhor que levasse seu único filho à terra de Moriá ,e lá o oferecesse em sacrifício.Abraão houvera passado por alguns descuidos na sua caminhada em rumo a verdadeira fé genuína que agora amadurecido, não intentava discordar da ordem dada por Deus, ainda que por mais dura que fosse.Assim, tomou consigo dois moços e a Isaque seu filho se pos a caminho. Notemos que no coração daquele velho e experiente pai estava de fato a intenção de cumprir cabalmente o propósito que Deus lhe ordenara, pois, levou consigo; lenha, fogo e o cutelo (Gn. 21,6). A bíblia fala que: “Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho…”da mesma forma um dia, o próprio Deus colocaria nas costa de seu filho Jesus Cristo o madeiro(lenha) para cumprir uma promessa feita àquela homem que não hesitara dar seu único filho a seu Deus.Cremos ao contemplar o Senhor tal ato, deu-se totalmente por satisfeito, pois, viu o quanto Abraão lhe amara. Seu filho, entendedor dos propósitos de seu pai, se manteve calado.Da mesma forma que Cristo esteve ao dar sua vida por nós pecadores na cruz do calvário.Aleluia!!

A bíblia não faz alusão,mas Flávio Josefo assevera ter Isaque a idade de vinte e cinco anos quando tal se deu.No exato momento em que Abraão, talvez com suas mãos tremulas e o coração despedaçado, estendeu sua mão para imolar seu filho, Deus não o chama, mas, dá um brado (grito) determinando cessar aquele ato por não ter Abraão negado ao Senhor o seu único filho.A razão do Evangelho do Senhor Jesus se fazer manifestar a toda humanidade está no amor de Deus derramado a todos, bendito o homem e a mulher que atentam para esta tão grande salvação que começando a ser moldada na antiguidade chegou hoje até nós.

Por: Ezequias Costa,professor de EBD da Assembléia de Deus em centenário – Duque de Caxias.

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