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PEDRO, UM DISCÍPULO SINCERO E DINÂMICO

Fonte: http://www.radioboasnovas.net

INTRODUÇÃO

O apóstolo Pedro, sem dúvida, é um dos mais controvertidos personagens do Novo Testamento. Suas qualidades quase sempre são ofuscadas por suas trapalhadas e pulsílamidades que o tornam o discípulo mais sincero, mais previsível de todos. Porém, percebemos na história deste homem de Deus, uma história de superação, aliada à uma vida de completa dependência de Deus.

I – QUEM ERA PEDRO?

Seu nome hebraico original dos apóstolo Pedro é Symeon (At. 15:14; 2 Ped. 1:1), um nome pessoal comum no A.T. O Senhor deu a Simão, filho de Jonas, o nome de Pedro. No grego esse nome significa “pedregulho” ou “pedra pequena”. Algumas vêzes, os evangelhos usam a combinação “Simão Pedro”, como em Mt 16:16, Lc 5:8; Jo 1:40; 6:8; 13:6). O equivalente aramaico do nome Pedro é “Cefas”. Ele era de Betsaida, uma aldeia ao norte da Galiléia (Jo 1:44), possuía “um” irmão por nome André, era pescador, casado e morava com sua sogra em Cafarnaum ( Mc 1:21,29).

II – É PEDRO O FUNDAMENTO DA IGREJA?

A Igreja católica com base em Mt 16:18, ensina que Pedro é a “Pedra” sobre a qual a Igreja está edificada. Entretanto, podemos observar em todo Novo Testamento que:

a) O próprio Pedro usa a palavra para se referir a Jesus (Atos 4:11; 1 Pe 2:4-8);

b) As parábolas de Jesus sobre os dois construtores e os dois alicerceres ensinam que Jesus é a rocha (Mt 7:24-27).

c) O apóstolo Paulo também ensina que Cristo é o fundamento do edifício de Deus (1 Cor 3:11) e a pedra angular (Ef. 2:20-22).

d) A expressão “chaves do reino dos céus”, não significa as chaves da Igreja como se Pedro fosse o primeiro papa da Igreja, fato, aliás, que se torna insustentável pois além do mesmo ser casado (Mc 1:29-30), condição que não é possível a um papa, também não presidia à Igreja primitiva que tinha como líder o apóstolo Tiago (At 15; Gl 2:9). “Chaves” não significa autoridade sobre a Igreja, tampouco sobre os céus (para mandar chuva), pois aos discípulos Jesus deu a mesma autoridade (Jo 20:22,23), mas fala-nos da proeminência na abertura da pregação do evangelho, primeiro aos judeus (At 20) e depois aos gentios (At 10).

III – QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE DE PEDRO?

a) Impulsivo – suas reações eram pulsílames (Mc 1:29; Mt 4:20; 14:28-29; 17:1-13);

b) Egoísta – Pedro demonstra seu egoísmo ao se preocupar consigo mesmo (Mt 16: 18-22).

c) Interesseiro – Sua preocupação era com sua satisfação pessoal (Mt 19:27).

d) Soberbo – para Pedro, tudo o que ele fazia era “o melhor”(Mt 26:33)

f) Inconstante – O mesmo Pedro de diz “Tu és o Cristo, o filho do Deus Vivo”, na mesmo capítulo chama Jesus à parte e repreende-o por o mestre está falando sobre sua morte e ressurreição (Mt 16:22). Antes havia recebido um elogio (Mt 16:18), agora, uma repreensão (MT 16:23).

 

III – DEPOIS DE SUA CONVERSÃO SEU CARÁTER MUDOU?

Claramente podemos ver a mudança de um Simão inconstante, para um Pedro “pedra” maduro, diante das seguintes características em sua vida:

a) A constância de Pedro (At 3:1-7)- Pedro e João estavam indo juntos” ao templo para oração”, quando viram um coxo e disse: “olha para nós”, não era mais o Pedro soberbo e inconstante.

b) A coragem ( At 4:13) – Não obstante à perseguição, manteve-se firme na propagação da mensagem do evangelho.

c) A Sabedoria (At 4:19-20) – Pedro teve sabedoria ao administrar suas emoções.

d) A Alegria (At 5:41) – mesmo depois de sofrer açoites, ele se alegrou.

e) Humildade – (At 9:36-42; 10: 25,26) Pedro mostra humildade ao pedir às pessoas saírem, pois outro prefeririam fazê-lo em público para trazer a glória para si.

e) Espírito de Oração (Atos 10);No monte da transfiguração Pedro não conseguiu ora “uma hora”( Lc 9:32), mas agora orava pelos gentios.

f) O Amor (At 10:21-29); Ao levar à mensagem aos gentios.

g) Amabilidade (At 11:4) – Pedro responde aos da circuncisão na explicação de sua visita à casa de Cornélio com amabilidade.

h) Homem de fé (At 12:6) – dormia porque estava tranquilo, confiante, entregue aos cuidados do pai.

i) Líder – O apóstolo Paulo relata em Gl 2:8 que Pedro era um líder eficiente nos primeiros dias da Igreja.

j) Maturidade – Talvez a maior prova da maturidade do apóstolo Pedro tenha sido a mansidão que ele demonstra quando Paulo o resiste “face-a-face” (Gl 2:11). E mesmo no fim de sua vida, Pedro o chama de “amado irmão Paulo”, reconhecendo sua sabedoria e colocando os escritos de Paulo em pé de igualdade aos do Antigo Testamento.

CONCLUSÃO

A vida do Apóstolo Pedro nos mostra o quanto, como cristãos, precisamos diariamente aperfeiçoar nosso caráter. Pedro com toda sua fragilidade e inconstância, a partir da experiência do Pentecoste, mostrou o que o Espírito Santo é capaz de fazer na vida de um homem quando o mesmo se coloca na vontade de Deus. Portanto, nos entreguemos à Ele sem reservas e vejamos o quanto o Senhor será capaz de realizar em nossas vidas.

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