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Posts de Dezembro, 2007

Como alcançar as promessas de Deus – subsídios

Publicado por Editor em 2007/12/24

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Como alcançar as promessas de Deus – 1

Comentarista: Dr. Caramuru Afonso Francisco

Como alcançar as promessas de Deus – 2

Comentarista: Pb. José Roberto Barbosa

 

 

 

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Como alcançar as promessas de Deus – 2

Publicado por Editor em 2007/12/24

COMO ALCANÇAR AS PROMESSAS DE DEUS
Texto Áureo: II Co. 1.20 – Leitura Bíblica em Classe: Hb. 3.7-18
Pb. José Roberto Alves Barbosa
Objetivo: Mostrar que a confiança no Deus que promete e cumpre é requisito fundamental para alcançarmos o que Ele nos revelou em Sua Palavra.

INTRODUÇÃO
É possível alcançar as promessas de Deus? A resposta da Palavra de Deus, a esse respeito, é afirmativa. Então, o que devemos fazer? Na lição de hoje, veremos que o cumprimento das promessas divinas tem sua fonte nAquele que promete e cumpre com o que diz (Nm. 23.19). Ao final, mostraremos como algumas personagens bíblicas responderam às promessas de Deus e que lições poderemos tirar para a vida cristã diária.

1. O DEUS QUE PROMETE E CUMPRE
Não há uma palavra, no Antigo Testamento, para “promessa”, mas isso não quer dizer que essa idéia não exista na Antiga Aliança. As palavras hebraicas “amar” e “dabar” significam, respectivamente, “dizer” e “falar”. No Novo Testamento, o termo grego “angelia”, que se refere a um “anúncio” ou “mensagem”, está inter-relacionado aos termos hebraicos. Esses termos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, mostram que a base da promessa é a revelação de Deus. Ele, conforme nos diz o autor aos Hebreus (Hb. 1.1,2), é um Pai que fala, isto é, que se revela, e, mais especificamente, que nos tem prometido, em Seu Filho, riquezas celestiais (Ef. 2.7). Fora dEle, corremos o risco de ter nossas expectativas, algumas vezes egoístas, frustradas. Sendo assim, tenhamos o devido cuidado de compreender a natureza das promessas divinas e as condições que o próprio Deus estabeleceu em Sua palavra.

2. AS CONDIÇÕES DIVINAS PARA O CUMPRIMENTO
Conforme estudamos em lições anteriores, algumas promessas de Deus são incondicionais e outras condicionais. Em relação a essas últimas, encontra-se a promessa da vida, que não pode ser desprezada, caso contrário, o final será a morte eterna (Gn. 2.16-17). Mas essa não é a única, já no Antigo Testamento, é possível destacar algumas promessas condicionais: 1) prosperidade se o povo obedecesse a Lei (Js. 1.7-90; e 2) vitória nas batalhas, caso obedecessem aos mandamentos do Senhor (Jz. 7.1-25). No Novo Testamento, que tem mais a ver com a igreja: 1) Deus nos abençoará se seguirmos o caminho da pobreza de espírito, fome e sede de justiça, misericórdia, pureza e perseguição por causa do amor a Deus (Mt. 5.1-12). 2) se buscarmos os valores atemporais, Deus cuidará das necessidades temporais (Mt. 6.25-34); 3) se nos submetermos a Deus e resistir ao Diabo, teremos vitória sobre o Mal (Tg. 4.7); 4) se valorizarmos as virtudes espirituais, seremos participantes da glória divina (II Pe. 1.3,4); 5) se confessarmos nossos pecados, Ele nos perdoará (I Jo. 1.9) e 6) se pedirmos alguma coisa de acordo com a Sua vontade, Ele nos dará (I Jo. 5.14,15). Por fim, é válido ressaltar ainda que as promessas de Deus se cumprem no tempo devido, de acordo com a Sua soberana vontade (Ec. 3.1,11,17). Em Hebreus 11, está registrada a história de homens e mulheres que somente receberam o que o Senhor lhes havia prometido na eternidade (Hb. 11.35-40).

3. EXEMPLOS DE REAÇÕES ÀS PROMESSAS DIVINAS
Portanto, diante das promessas de Deus, sejamos cautelosos. Atentemos para alguns exemplos bíblicos que nos servem de instrução. Como Abraão, tenhamos o cuidado para não duvidar quando as circunstâncias se tornarem desfavoráveis (Gn. 16). Que não venhamos a nos queixar durante a jornada como fizeram os hebreus ao longo da peregrinação pelo deserto (Nm. 14). Do mesmo modo que Jó, que não sejamos precipitados em julgar os decretos divinos e Sua soberana vontade (Jo. 42). Como os discípulos, não devemos estar inquietos a respeito do tempo que Deus determinou para o cumprimento de Suas promessas (At. 1.6-8). Aprendamos, pois, a nos encorajarmos, pela Palavra, diante das adversidades da vida, principalmente, das perseguições (I Co. 15; II Co. 4). Que não venhamos a desfalecer por causa da incredulidade daqueles que nada aguardam a respeito das promessas de Deus para o futuro (II Pe. 3.8-9). Não podemos esquecer que o antídoto contra a incredulidade é a busca pela justiça, bondade, fé , amor e paciência, lutando a boa luta da fé (I Tm. 6.11-12), e, em tempo propício, Cristo se manifestará (v. 15).

CONCLUSÃO
Para permanecermos, como diz o hino 107 da Harpa, firmes nas promessas do Senhor, precisamos avaliar sua aplicabilidade em nossas vidas. Para tanto, conforme estudamos ao longo deste trimestre, é preciso considerar o contexto imediato, e, mais especificamente, o contexto geral da Escritura. Confirmada a promessa bíblica, devamos confiar no Senhor. Sejamos cuidadosos para não nos deixar levar pelo espírito de incredulidade que predomina o cenário moderno. Lembremos sempre, como bem disse D. L. Moody, que “Deus nunca fez uma promessa que fosse boa de mais para ser verdade”.

BIBLIOGRAFIA
RHODES, R. Livro completo das promessas bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STEIN, R. H. Guia básico para a interpretação da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2001

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Como alcançar as promessas de Deus – 1

Publicado por Editor em 2007/12/24

LIÇÃO Nº 13 – COMO ALCANÇAR AS PROMESSAS DE DEUS

Dr. Caramuru Afonso

Fonte: www.escoladominical.com.br

Para que a promessa de Deus se torne uma realidade, torna-se necessário crer e cumprir as condições determinadas pelo Senhor.

INTRODUÇÃO

- Chegamos ao término do ano letivo da Escola Bíblica Dominical. Neste ano de 2007, tivemos estudos eminentemente práticos, relacionados com as atitudes que devemos ter enquanto membros do corpo de Cristo, nesta nossa caminhada para o céu. Que, ao final deste ano, possamos verificar, num auto-exame, que sabemos quais as tarefas que devemos desenvolver na Igreja, quais os obstáculos que o mundo, o diabo e o pecado põem, notadamente nestes últimos tempos, para que não as realizemos, que tenhamos aprendido com as personagens bíblicas estudadas quais condutas devemos e não devemos tomar e, por fim, tenhamos aumentado a nossa fé para desfrutarmos das promessas de Deus constantes da Sua Palavra, direta ou indiretamente.

- Estudamos a Palavra de Deus para melhor servirmos ao Senhor e que isto tenha sido uma realidade neste ano que ora se finda. Que cada um de nós, professores e alunos da Escola Bíblica Dominical, não tenhamos sido ouvintes esquecidos, mas que a prática de tudo quanto aprendemos em 2007 nos tenha feito crescer na graça e conhecimento do Senhor Jesus. Feliz 2008!

I – OS PRESSUPOSTOS PARA BUSCARMOS AS PROMESSAS DE DEUS

Colaboração/Gráfico: Enomir Santos

- Nesta última lição do trimestre, quis o ilustre comentarista nos trazer alguns parâmetros bíblicos concernentes ao desfrute das promessas de Deus, como as Escrituras nos ensinam a alcançarmos tudo quanto está prometido por Deus ao homem. Trata-se, sem dúvida, de uma sábia preocupação, já que vivemos um instante na Igreja em que uma das frases mais ouvidas é “receba a bênção” ou, simplesmente, “receba”, como se as promessas e as bênçãos divinas fossem uma questão tão somente de se pôr à disposição para ser servido pelo Senhor, que, pateticamente, é reduzido a condição de simples “servo”.

- Como vimos, ao longo do trimestre, a promessa de Deus é uma afirmação feita pelo Senhor a respeito de fatos que, para o ser humano, são futuros, mas que são vistos como já concretizados por Deus, para quem o tempo simplesmente inexiste. Assim, quando tomamos conhecimento de uma promessa de Deus, podemos imediatamente entender que a promessa é de cumprimento inevitável, pois, para o Eterno, não há “promessa” propriamente, mas um verdadeiro acontecimento. O que, para nós, é uma promessa, para Deus já é um “fato”, um “acontecimento”.

- Ora, se, para Deus, que é a verdade (Jr.10:10), a promessa já é um fato, já é algo que está concretizado, não há motivo algum para que o crente deixe de crer na promessa divina, visto que ela já aconteceu aos olhos de Deus, Deus este que não pode mentir (Hb.6:18), que é a própria verdade. Tem-se, pois, que a eternidade e a veracidade divinas são, por si sós, suficientes para que cheguemos à conclusão de que a promessa de Deus é de cumprimento inevitável e que, assim, podemos crer nela.

- Mas, além da eternidade e da veracidade divinas, temos, também, um outro elemento decorrente da própria natureza divina para crermos nas promessas do Senhor. Deus não muda (Ml.3:6), é fiel, não pode negar-Se a Si mesmo (II Tm.2:13), de tal modo que o que o Senhor tem falado, não pode ser alterado. Como Ele é soberano e Sua operação ninguém pode impedir (Is.43:13), temos que o que Deus falou, vai acontecer, por causa da Sua imutabilidade (Nm.23:19).

- Não bastasse mais este fator da natureza divina, não podemos deixar de observar, também, que a própria Bíblia Sagrada nos mostra que Deus, apesar de Sua eternidade, veracidade, fidelidade, imutabilidade, que são suficientes para crermos nas Suas promessas, ainda faz questão de revelar ao homem que também está permanentemente cuidando para que o que Ele disse se cumpra. Ao Se revelar a Jeremias, quis o Senhor mostrar que tem este cuidado especial, afirmando que vela pela Sua Palavra para a cumprir (Jr.1:12).

- Em Jr.1:12, o profeta relata uma visão que teve de uma vara de amendoeira. A amendoeira é a primeira árvore a florescer na Palestina, daí porque seu nome em hebraico, “shaqued”(שקך), ser um derivado da palavra “despertar”. A amendoeira seria, então, uma “árvore desperta”, uma “árvore vigilante”, simbolizando a “prontidão”. Isto nos fala que a Bíblia é a Palavra de Deus porque somente em Deus o querer é o efetuar (Fp.2:13) e, portanto, somente Deus pode falar e o que foi falado se cumprir sem que nada necessite ser feito além do próprio pronunciar e Deus no-lo prova através da própria criação. Por isso, podemos dizer, como afirma o pastor Severino Pedro da Silva, membro da Academia Brasileira Evangélica de Letras e da Casa de Letras Emílio Conde, “nem todos os homens cumprem a Palavra de Deus, mas ela se cumpre na vida de todos os homens”.

- A amendoeira também simbolizava a pressa, já que era a primeira árvore a florescer na primavera. Esta pressa significa a impossibilidade de haver obstáculos para o cumprimento da Palavra, bem como a prioridade absoluta que ela assume ante os desígnios divinos. A Bíblia, assim, mostra ser algo que é levado em primeiro lugar, que ocupa o primeiro plano da vontade de Deus, a ponto, inclusive, de o salmista ter dito que Deus a pôs acima dEle próprio (Sl.138:2). O desígnio divino revelado ao profeta é a de que Ele vela pela Sua Palavra para a cumprir, é esta a sua prioridade. Deus tem um compromisso inquebrantável com a Sua Palavra e, assim como a amendoeira é a primeira árvore a florescer, também a Palavra de Deus é a primeira a produzir seus frutos na ordem estabelecida pelo Senhor. Por isso, não se pode, em absoluto, ter outra atitude, enquanto servos de Deus, senão a de pôr a Palavra como única regra de fé e prática nas suas vidas.

- Ninguém pode impedir o cumprimento da Palavra de Deus e, como ela é soberana, engrandecida pelo próprio Deus acima de Seu próprio nome, vemos que nada poderá impedir a ação divina de cumprimento da Sua Palavra (Is.43:13 “in fine”). Desta forma, devemos ter plena consciência de que tudo que está escrito se cumprirá e que nós, como conhecedores desta Palavra, devemos sempre obedecer a ela e, assim, alcançados pelas bênçãos e promessas que ela contém.

- Por fim, ainda sobre a visão tão elucidativa de Jeremias, vemos que Deus mostrou ao profeta “uma vara de amendoeira”, e “vara”, como sabemos, indica orientação, direção, julgamento. A Palavra de Deus é um guia para o homem, é a seta que indica a Cristo, o caminho que conduz à vida eterna. A Palavra, respeitando o livre-arbítrio humano, aponta qual deve ser o Caminho e nós o seguimos, ou não, conforme a nossa própria vontade. No entanto, a Palavra é “uma vara de amendoeira”, ou seja, ela nos julgará pela decisão que tomamos em relação a ela, um julgamento que é, como a amendoeira, pronto, prioritário e que não poderá ser impedido por ninguém (Jo.12:48).

- Por tudo isso, temos que as promessas de Deus estão vinculadas à própria natureza do Senhor, são expressões da Sua própria Deidade, de modo que não podemos entender as promessas de Deus de outra maneira. São as promessas benefícios aos homens? Sem dúvida que são, mas as promessas revelam, antes de mais nada, a natureza de seu autor, a própria Divindade e devem servir, pois, prioritariamente, para que compreendamos quem é este Deus que promete. Diante das promessas de Deus, não deve o crente se apresentar com uma tola ordem de “receba”, mas, sim, em alto e bom som, exclamar: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador(…) porque me fez grandes coisas o Poderoso e santo é o Seu nome.” (Lc.1:46,47,49).

- Mas, além de demonstrar o seu caráter, as promessas de Deus também denotam a soberania divina. Deus promete porque quer, não porque precise prometer. Toda promessa divina é um ato da vontade de Deus, e, por isso, as promessas se apresentam como compromissos que vinculam a Deus mas de acordo com a Sua vontade. Por este motivo, a promessa de Deus se cumpre única e exclusivamente de acordo com a vontade de Deus e para cumprir os propósitos, os desejos delineados pelo Senhor.

- Não foi à toa que, ao nos ensinar a orar, o Senhor Jesus fez questão de ressaltar que sempre devemos pedir que a vontade de Deus se faça assim na terra como no céu (Mt.6:10), tendo, Ele próprio, que sempre ensinou o que fez (At.1:1), orado neste sentido desde quando entrou no mundo (Hb.10:7), como também quando se encontrava em grande agonia no Getsêmane (Lc.22:42). A consciência de que a vontade de Deus deve imperar é algo que todo crente deve ter, principalmente quando se trata de verificar o cumprimento das promessas de Deus. Devemos sempre, quando falarmos em promessas de Deus, lembrar que as promessas de Deus são atos da vontade do Senhor e que, por isso, se cumprem de acordo com esta vontade, para que se atinjam os propósitos delineados por Deus quando se fez a promessa.

- Por isso, quando se trata de buscarmos meios para podermos alcançar as promessas de Deus, temos de ter a lucidez espiritual necessária para sabermos quais são as promessas que o Senhor nos deixou e quais as condições necessárias para que delas desfrutemos. Mais uma vez se mostra como é indispensável que o cristão tenha conhecimento das Escrituras, a fim de que não venha a errar e, enganado pelo inimigo, equivocadamente se decepcionar com o Senhor, dando, assim, margem para a incredulidade e a rebeldia contra Deus, atitudes que o levarão à perdição eterna. Sem conhecimento da Palavra, haverá destruição espiritual (Os.4:6) e, em matéria de promessas, isto se mostra de forma clara e evidente.

- Mas, além de sabermos que a promessa de Deus é um ato de vontade do Senhor, devemos também observar que toda e qualquer atitude divina tem um propósito. Deus é um ser moral, é um ser que deseja e todo desejo tem uma finalidade, um objetivo. Não é surpresa que toda a criação tenha sido organizada em termos de propósito, ou seja, tudo tem seu tempo determinado e seu propósito debaixo do sol (Ec.3:1). Tal circunstância, aliás, não escapou aos próprios gentios, notadamente os filósofos gregos, que sempre apontaram a existência de um objetivo, de um propósito em toda a ordem cósmica, em especial o filósofo Aristóteles.

- Por isso, torna-se ainda mais importante conhecermos a Palavra de Deus para que saibamos como alcançar as promessas de Deus, porque é tão somente a Bíblia quem nos pode trazer quais os propósitos divinos em cada promessa. Os pensamentos de Deus são inalcançáveis pela razão humana (Is.55:9) e, se não for por revelação, jamais poderíamos saber quais os desígnios do Senhor (Am.3:7; Jo.15:15). Daí porque não podermos querer desfrutar das promessas de Deus se, antes, não consultarmos e meditarmos profundamente na Sua Palavra, onde são revelados os mistérios divinos.

- Assim, para quem quer alcançar as promessas de Deus, deve, antes de mais nada, lembrar que a promessa de Deus é uma expressão da natureza do Senhor e de Seu caráter, como também um ato de vontade que, como ato de vontade, tem um propósito, um objetivo, uma finalidade. Tudo isto exige o conhecimento da Palavra de Deus, a revelação do Espírito Santo sobre o texto sagrado, condições indispensáveis para que possamos compreender quais são as promessas e porque e para que elas foram reveladas ao ser humano.

II – OS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA ALCANÇARMOS AS PROMESSAS DE DEUS

Colaboração/Gráfico: Jair César

- Como vimos, antes de mais nada, antes de buscarmos as promessas de Deus, devemos delas ter conhecimento, o que se consegue somente mediante a meditação nas Escrituras Sagradas. Não há meio de buscarmos qualquer promessa de Deus se, antes, não entendermos, na Bíblia Sagrada, qual é o significado desta promessa, porque e para que Deus a fez. Isto vemos claramente no episódio do apóstolo Paulo com aqueles crentes de Éfeso que, por nem saberem que existia Espírito Santo, não podiam, por isto mesmo, buscar o batismo no Espírito Santo (At.19:1-6). Muitos têm se mantido afastados das promessas de Deus, na atualidade, porque ignoram a Palavra de Deus, porque não ouvem o que está no texto sagrado: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm.10:14).

- Vivemos dias muito difíceis, onde há fome e sede de ouvir as palavras do Senhor (Am.8:11,12), palavras que estão escasseando até em muitos púlpitos, onde a Palavra tem cada vez menos espaço, dando lugar a “shows”, a verdadeiros “cafés filosóficos”, quando não simples motivações emocionais, baseadas em técnicas persuasivas, mas que não têm qualquer poder de Deus, numa atitude diametralmente oposta a que era realizada pelo apóstolo Paulo (I Co.2:4).

- Não é difícil entender, portanto, porque muitos crentes não conseguem alcançar as promessas de Deus, visto que delas não têm sequer conhecimento, já que não ouvem a Palavra do Senhor, não tomam ciência nem consciência da sua existência, antes ouvindo fábulas e “contos da carochincha” (II Tm.4:4), que, por não refletirem, em absoluto, o caráter divino, somente levam a uma destruição espiritual, pois tais fábulas nada têm que ver com o poder de Deus (I Tm.1:4; II Pe.1:16).

- O primeiro requisito para que alcancemos as promessas de Deus é resultado direto de termos tido contacto com a Palavra do Senhor. É a fé, fé esta que vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10:17). O primeiro elemento indispensável para que alguém alcance uma promessa de Deus é a fé.

- Acabamos de ver que um dos problemas sérios de se ouvirem fábulas, histórias contadas com base na imaginação dos homens e não na Palavra de Deus, é que tais práticas impedem a edificação de Deus, que o apóstolo Paulo não titubeia em afirmar que “consiste na fé” (I Tm.1:4). Sem que se ouça a Palavra de Deus, não há fé e, sem fé, não se pode, e absoluto, edificar-se espiritualmente. Sem fé, não é possível agradar a Deus, pois é necessário crer que Deus existe e que é galardoador dos que O buscam (Hb.11:6).

- Para alcançarmos as promessas de Deus, precisamos crer no Senhor. O meio pelo qual se herdam as promessas, diz o escritor aos hebreus, são a fé e a paciência (Hb.6:12). Os heróis mencionados em Hebreus 11 abraçaram as promessas, embora não as tenham recebido concretamente, porque creram nelas (Hb.11:13), tanto que, embora não tenham visto cumpridas, nelas se alegraram como se as tivessem alcançado literalmente, o que somente se entende em virtude da fé que possuíam (Jo.8:56). É pela fé que se alcançam as promessas (Hb.11:33). O apóstolo Pedro, também, é incisivo ao nos mostrar que a fé é o primeiro fator pelo qual nos são oferecidas promessas que nos fazem participantes da natureza divina (I Pe.1:1-4).

- A fé, sendo o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem (Hb.11:1), é, mesmo, indispensável para que alcancemos as promessas de Deus. Se a promessa de Deus é uma afirmação que, para o homem, é ainda algo futuro, não há como se ver a promessa como realizada senão pelos olhos da fé. A fé nos faz ver a promessa como um fato, ou seja, nos faz ter a mesma visão que Deus tem quando profere a promessa. É a fé o único fator que explica o comportamento de alguém que, mesmo sem ver algo prometido por Deus, conduz-se de acordo com a afirmação divina, ainda que todas as circunstâncias lhe sejam contrárias.

- A fé não é apenas uma atitude intelectual, uma crença, uma declaração produzida pela mente, mas, muito mais do que isto, é uma disposição para se confiar em Deus e agir de acordo com a Sua vontade, com firmeza e sem qualquer abalo em virtude das circunstâncias que sejam contrárias. Para se alcançar a promessa de Deus é imprescindível que a pessoa tenha fé, que creia e que, por isso, aja conforme a promessa dada pelo Senhor, mesmo que isto pareça loucura sob a perspectiva da lógica humana.

- A falta de fé é o grande obstáculo para que se alcancem as promessas de Deus. A geração do êxodo não conseguiu vir cumpridas em suas vidas a promessa de receberem a terra de Canaã por causa da sua incredulidade (Hb.3:19). De igual forma, os habitantes de Nazaré não puderam desfrutar das bênçãos de Jesus, seu conterrâneo, em virtude da sua incredulidade (Mt.13:58). O próprio povo judeu perdeu a oportunidade de desfrutar da redenção messiânica, prometida por Deus, porque não creram no Senhor Jesus (Jo.1:11). Quando Jesus diz que tudo é possível ao que crê (Mc.9:23), também está dizendo que nada é possível a quem não crê. Pense nisto!

- O segundo requisito para que se alcance a promessa de Deus é o amor. Quando cremos em Jesus como único Senhor e Salvador de nossas vidas, o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm.5:5). Ora, este amor, como temos repetidamente dito nestes comentários, não é uma emoção, um sentimento, mas, sobretudo, um comportamento. Porque amamos a Deus, guardamos a Sua Palavra (Jo.14:21,23,24; I Jo.2:5). Só é amigo de Deus quem faz o que Ele manda (Jo.15:14).

- Para que possamos alcançar as promessas de Deus, portanto, temos de ter amor, pois só quem ama é quem faz o que Jesus manda, quem atende às exigências contidas na Bíblia Sagrada para desfrutar das promessas do Senhor. A obediência é um fator decisivo para que alcancemos as promessas de Deus. Ora, a obediência, pelo que vemos, é nada mais, nada menos, que a demonstração do nosso amor a Deus.

- O amor a Deus nos faz humildes de espírito (Mt.5:3 ARA), isto é, dependentes do Senhor, obedientes à Sua Palavra. Não nos sentimos auto-suficientes (Ap.3:17), mas, sim, pobres e necessitados (Sl.40:17), de modo que não procuramos fazer a nossa vontade, mas a vontade de Deus. Quando assim agimos, renunciamos a nós mesmos e passamos a seguir a Jesus (Mt.16:24). Não mais vivemos, mas Cristo vive em nós (Gl.2:20), não sendo, pois, nenhuma novidade que aquilo que pedimos seja exatamente aquilo que Jesus queira nos dar (Jo.15:7).

- A realidade do amor a Deus faz com que ao buscarmos as promessas de Deus, nada queiramos que não esteja de acordo com a vontade do Senhor. “Tomar posse da bênção” não é um ato de “determinação”, uma demonstração de uma vontade própria, de um capricho, mas a concretização, em nós, da própria vontade de Deus, que nos domina e que nós mesmos pusemos em realce na nossa própria vida. O alcance da promessa de Deus torna-se, assim, um ato de submissão ao Senhor, mais um gesto de renúncia do crente, mais uma responsabilidade que o salvo aceita receber para a glória do nome do Senhor.

- Deus faz as Suas promessas por amor, tomou a iniciativa de ir ao encontro do homem por causa do Seu grande amor e nós, que O amamos porque Ele nos amou primeiro (I Jo.4:19), fazemos aquilo que Ele quer, pedimos aquilo que Ele deseja, buscamos aquilo que Ele nos quer dar. O alcance das promessas é, assim, algo muito mais sublime do que a afirmação de um capricho: é a constatação de que vivemos com Cristo uma unidade, de que fomos feitos participantes da natureza divina. O cumprimento da promessa de Deus nada mais é que a demonstração de que, por sermos um com Deus (Jo.17:21), o poder de Deus tudo nos dá(I Pe.1:3), não porque sejamos “supercrentes”, “poderosos”, mas, sim, alguém que é mera expressão de Cristo nesta Terra, um espelho que reflete a glória do Senhor (II Co.3:18).

- O terceiro requisito para alcançarmos as promessas de Deus é a paciência (Hb.6:12). A paciência ou longanimidade é uma das características divinas que são transmitidas a nós pelo Espírito Santo. Saber suportar as dificuldades presentes, as circunstâncias contrárias porque há uma promessa da parte de Deus de que tudo será modificado, de que os males se tornarão bens, que os prejuízos se converterão em benefícios, é um estágio de crescimento espiritual (Rm.5:3,4), mas uma grande lição que nos tornará mais maduros, com melhores condições de servir ao Senhor. A paciência nos faz aguardar o cumprimento das promessas de Deus sem que sejamos abalados na nossa fé. Pelo contrário, a demora, em vez de nos desanimar, aumenta a nossa intimidade com o Senhor, permite-nos um estreitamento de relacionamento com Ele.

- Quão diferente é esta paciência do imediatismo que caracteriza os dias em que vivemos. Na geração do tempo real, das coisas para já, muitos crentes exigem de Deus o cumprimento imediato das promessas, apresentam-se ao Senhor com precipitação, impaciência e atrevimento. Insistem em dizer que “o Senhor é já” e até citam, equivocadamente, o Sl.68:4, esquecendo que o “JÁ” ali é uma palavra hebraica, forma poética de “Javé”, o nome com que Deus Se revelou a Moisés no Sinai. Não podemos ser ansiosos (I Pe.5:7), mas, antes, ter paciência e, com base nesta paciência, aguardarmos o cumprimento das promessas do Senhor (Sl.40:1).

- O quarto requisito para se alcançar a promessa de Deus é a esperança. A Bíblia nos fala de que a esperança é uma virtude que resulta de um crescimento espiritual que, iniciado pela fé, passa pelas tribulações, pela paciência e pela experiência (Rm.5:3,4), tornando-se a âncora da alma segura e firme (Hb.6:19). A esperança é o fator que nos faz aguardar o cumprimento da promessa, que não nos permite desanimar, que nos mantém firmes e constantes, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor (I Co.15:58). Chegaremos até o fim se tivermos completa certeza da esperança (Hb.6:11). Quem tem esperança, aguarda, com serenidade, sem ansiedade, o cumprimento das promessas de Deus.

- A esperança permite-nos, ainda, ter uma vida de santidade e de pureza na presença do Senhor. Vemos aqui um efeito altamente benéfico para quem crê e espera o cumprimento das promessas de Deus. A crença e a esperança nas promessas de Deus leva-nos a uma vida de santificação (II Co.7:1; II Pe.1:4; I Jo.3:3). Muitos crentes não vivem uma vida de santidade, não se santificam e põem em risco a sua salvação simplesmente porque não crêem nem esperam desfrutar das promessas de Deus. Crer, esperar e buscar incessantemente as promessas de Deus é um meio pelo qual o crente atende à recomendação do Senhor para se santificar sempre até o arrebatamento da Igreja (Ap.22:11).

III – OS OBSTÁCULOS DECORRENTES DE NEGLIGÊNCIA ESPIRITUAL PARA QUE ALCANCEMOS AS PROMESSAS DE DEUS

- Ao analisarmos os requisitos para alcançarmos as promessas de Deus, de certo modo já falamos a respeito daquilo que impede que recebamos as promessas do Senhor. De qualquer maneira, é importante vermos como a Bíblia trata o assunto para que não possamos deixar alguma dúvida sobre os motivos pelos quais, ainda que Deus tenha feito promessas, muitos não nas recebem.

- Antes, porém, é importante entendermos que nem sempre um crente fiel alcança nesta vida a promessa que lhe foi feita. Já tivemos ocasião de estudar no trimestre de que não é correto o entendimento que alguns “papagaios” têm repetido ao longo dos anos e que se tornou uma das “verdades” do senso comum do povo de Deus, qual seja, a de “quem tem promessa de Deus é imortal”.

- Em Hebreus 11, o escritor sagrado apresenta uma lista dos “heróis da fé” e, sem qualquer subterfúgio, de modo claro e objetivo, afirma que todos eles “tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa” (Hb.11:39). Portanto, alcançar a promessa de Deus não é algo inevitável e que tem de ocorrer, de modo que se possa dizer que, enquanto o crente fiel e autêntico, não vê o cumprimento de uma promessa de Deus, simplesmente não pode morrer.

- Nem toda promessa de Deus, cujo cumprimento é inevitável, está condicionada à vida terrena do beneficiário. A promessa dada a Abraão de que sua descendência herdaria a Terra de Canaã não só não precisava de que Abraão estivesse em vida para se ver cumprida, como, mesmo, se bem formos analisar, exigia a sua morte física para que tivesse cumprimento. Deste modo, promessa de Deus não é imunidade automática contra a morte física, como alguns têm, sem qualquer respaldo bíblico, dito e repetido.

- Assim, o fato de alguém não alcançar o cumprimento de uma promessa não quer dizer que seja, por isso, uma pessoa que tenha se desviado ou perdido a salvação. Nem toda promessa feita a um servo do Senhor se cumprirá enquanto este estiver vivo. Alcançar as promessas de Deus não é requisito de comunhão ou de santidade, como bem demonstram os “heróis da fé” do capítulo 11 de Hebreus.

- Esclarecido este fato, devemos, porém, observar que certas condutas que desagradam ao Senhor são fatores pelos quais, muitas vezes, a promessa de Deus não é alcançada. Certos fatores impedem que a promessa de Deus se realize na vida de muitas pessoas e, em virtude desta negligência espiritual (Hb.6:12), muitos perdem a possibilidade de receber o cumprimento de promessas divinas em suas vidas.

- Estamos, portanto, tratando de obstáculos que impedem que a promessa de Deus se realize na vida das pessoas não por força da vontade de Deus, mas, sim, por causa da negligência espiritual destas pessoas que, potencialmente, seriam beneficiárias das promessas. “Negligência”, diz-nos o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, significa “desleixo, falta de cuidado, incúria, falta de atenção, falta de apuro, falta de interesse, falta de motivação”.

- Na Bíblia Sagrada, na Versão Almeida Revista e Corrigida, o termo “negligentes” aparece, no Antigo Testamento, por duas vezes, em Js.18:3 e II Cr.29:11, sendo que, na primeira vez, é tradução da palavra “raphah” (רפה), cujo significado é “fraco, abatido, relaxado, desencorajado” e, no segundo texto, tradução da palavra “shalah”(שלה), cujo significado é “desapontado, enganado, iludido, desorientado”. Em ambos os textos, vemos os israelitas deixando de fazer aquilo que Deus havia ordenado, seja conquistar a Terra, seja efetuar o serviço do Templo, gerando-se dificuldades e situações contrárias que não precisariam existir, se tão somente se fizesse aquilo que havia sido ordenado pelo Senhor.

- Em o Novo Testamento, por duas vezes, também, temos, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a palavra “negligentes”, ambas em Hebreus (Hb.5:11; 6:12), tradução da palavra grega “nothros” (νωθρος), cujo significado é “preguiçoso, indolente”. Em ambos os textos, o escritor aos hebreus utiliza a palavra para dizer de um comportamento daquele que não vai até o fim no trabalho e na dedicação ao Senhor, a começar pela falta de estudo da Palavra de Deus.

- Vemos, pois, que os obstáculos que se vão mencionar têm que ver com atitudes voluntárias da parte do servo de Deus que, por falta de ânimo, falta de aplicação, falta de dedicação e de vontade, não consegue alcançar promessas de Deus, promessas que se realizariam, ainda em vida física desta pessoa, se ela não tivesse apresentado uma conduta que a tornou incapacitada para obter a promessa.

- Também, antes de vermos quais são tais obstáculos, é fundamental lembrar que as promessas de Deus nos vêm por causa da graça de Deus, de onde vem a fé (Ef.2:8), de forma que ninguém é merecedor de receber o cumprimento das promessas de Deus, nem sequer de ser beneficiário das promessas divinas. Assim, não podemos falar que alguém, por apresentar o comportamento que obsta alcançar a promessa de Deus, se tenha tornado “indigno” de receber tal promessa, pois indignos todos somos. Toda e qualquer promessa de Deus que alcancemos é fruto exclusivo da misericórdia de Deus, da Sua graça. Nunca nos esqueçamos disso e que as palavras do poeta sacro João G. da Rocha estejam sempre em nosso coração e mente: “Nada trago a Ti, Senhor!’Spero só em Teu amor! Todo indigno e imundo sou, eis, sem Ti, perdido estou” (primeira parte da terceira estrofe do hino 47 da Harpa Cristã)”.

- O primeiro obstáculo para se alcançarem as promessas de Deus é a incredulidade. Como já se disse supra, a geração do êxodo não entrou na Terra Prometida porque foram incrédulos (Hb.3:19). A incredulidade impede que se usufrua das promessas de Deus. A fé é uma condição para que se alcancem as promessas e, mesmo os que não as alcançaram, delas usufruem quando têm testemunho de fé (Hb.11:39). Herdamos as promessas pela fé e paciência (Hb.6:12), de forma que, sem fé, jamais usufruiremos das promessas de Deus.

- O segundo obstáculo para se alcançarem as promessas de Deus é a dureza de coração, ou seja, a rebeldia, a obstinação, a soberba, a auto-suficiência, a recusa em se submeter ao senhorio de Cristo. De nada adianta ouvirmos a Palavra de Deus, nela crermos se, depois, provocarmos o Senhor, endurecendo o nosso coração, ou seja, não aceitando se submeter a Deus e a Seus propósitos. A dureza de coração nos faz ficar insensíveis ao Espírito Santo, nos faz deixar ser enganados pelo pecado e, por causa disso, deixamos a vida de comunhão com Deus para passarmos a viver conforme os nossos desejos, conforme a nossa concupiscência. O coração endurecido do povo de Israel o impediu, também, de entrar na Terra Prometida (Hb.3:13-17). A obstinação, a tentativa de fazer apenas a própria vontade e de não renunciar a si mesmo leva-nos a não alcançar as promessas de Deus.

- O sábio Agur pedia a Deus que o afastasse da vaidade e da palavra mentirosa (Pv.30:8a), porque sabia que o sentimento de independência em relação a Deus é fatal para o ser humano, tanto que não queria ser rico em demasia para que não viesse a negar a Deus. Quando se chega ao orgulho, à auto-suficiência, à soberba, ao endurecimento do coração, nega-se a Deus e, com isto, não se pode, mesmo, usufruir das promessas de Deus. Se se nega o autor, como se poderá crer, buscar e obter o que Ele prometeu?

- A apostasia que caracteriza os dias difíceis que estamos vivendo apresenta muitos que, com suas consciências cauterizadas (I Tm.4:2), têm seus corações completamente endurecidos, não dando a mínima importância para o tesouro que Deus nos dá e que se encontra no céu. Muito pelo contrário, fazem da Palavra de Deus uma fonte de enriquecimento, pois, há muito tempo, não querem saber das promessas de Deus, mas apenas de ajuntar tesouro na terra (Mt.6:19-21). Amam unicamente as riquezas, a vaidade deste mundo, desprezando totalmente a Deus (Mt.6:24). São os mais miseráveis de todos os homens (I( Co.15:19).

- Estes que endurecem seus corações não buscam mais as promessas de Deus, mas andam atrás das fábulas e genealogias intermináveis(I Tm.1:4), das fábulas profanas e de velhas(I Tm.4:7), das fábulas artificialmente compostas(II Pe.1:16), das fábulas judaicas (Tt.1:14), desviando seus ouvidos da verdade (II Tm.4:4), amontoando doutores que sejam conforme às suas concupiscências (II Tm.4:3). Não querem andar segundo a vontade de Deus (Jr.6:16) e, por isso, crêem na mentira, estando prontos para serem iludidos pela besta (II Ts. 2:9-12). Fujamos destas coisas e busquemos as promessas de Deus genuínas e constantes da Sua Palavra, uma segurança de que continuaremos a caminhar para o céu!

- O terceiro obstáculo para alcançarmos a promessa de Deus é a desobediência. O escritor aos hebreus diz que os que caíram no deserto foram os desobedientes (Hb.3:18), como também o apóstolo Pedro afirma que só herdam as promessas aqueles que escapam da corrupção que há no mundo (II Pe.1:4). A desobediência, ou seja, a prática da iniqüidade é o que impede que haja o conhecimento mútuo entre Deus e o homem (Mt.7:23).

- Não há qualquer possibilidade de se alcançar uma promessa de Deus na desobediência. Fazer a vontade de Deus, como vimos, é um dos propósitos da promessa e como se poderá cumprir o propósito de Deus se a pessoa não o cumpre, desobedecendo ao Senhor? Quem desobedece a Deus contraria o próprio objetivo de Suas promessas, nega a própria razão de ser da promessa. O pecado faz divisão entre Deus e o homem (Is.59:2), e, portanto, não há como se considerar seja possível o alcance de uma promessa de Deus por parte de alguém que desobedece ao Senhor. A obediência foi o caminho pelo qual o Senhor Jesus alcançou a Sua exaltação sobre todo o nome (Fp.2:5-12) e será também o caminho pelo qual o crente alcança tudo quanto o Senhor lhe tem reservado.

- Deixemos, portanto, a incredulidade, a dureza de coração e a desobediência e, certamente, alcançaremos as promessas do Senhor. Feliz 2008!

BIBLIOGRAFIA DO TRIMESTRE

A bibliografia diz respeito aos estudos de todo o quarto trimestre de 2007, não contendo bíblias e bíblias de estudo consultadas, bem assim textos esporádicos, notadamente fontes eletrônicas, cujas referências foram dadas no instante mesmo de suas utilizações.

· AUSUBEL, Nathan. Relações familiares, esquemas tradicionais de. IN: A. KOOGAN (ed.). JUDAICA. Rio de Janeiro: Koogan, v.6, pp.706-14.

· _________________. Mundo-do-Além. IN: A. KOOGAN (ed.). JUDAICA. Rio de Janeiro: Koogan, v.6, pp.586-8.

· BLECH, Benjamin. Se Deus é bom, por que o mundo é tão ruim? Trad. Uri Lam. São Paulo: Sêfer, 2006. 222p.

· CHAFER, Lewis Sperry. Teologia sistemática. Trad. Héber Carlos de Campos. São Paulo: Hagnos, 2003. 4t.

· CHAMPLIN, Russell N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo:

Hagnos, 2001. 6v.

· EX-LÍDER DA Igreja de Toronto denuncia arrependido farsas heréticas: Paulo Gowdy confessou recentemente, em artigo, o que está por trás dos modismos famosos que sua igreja disseminou no meio evangélico mundial. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1468, set. 2007, pp.14-5.

· FOULKES, F. Paz. In: DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia. Trad. João Bentes. 8. reimp. São Paulo: Vida Nova, 1990. t.II, p.1233.

· FRANCISCO, Waldomiro. Os desvios da humanidade: estudo exegético sobre os desvios da humanidade e seus problemas sociais em relação à santidade divina, à luz da Palavra de Deus. Obra no prelo. 157p.(formato do arquivo do revisor)

· GILBERTO, Antonio. A Palavra de Deus é o padrão do genuíno avivamento. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1466, jul. 2007, p.21.

· HOAD, J.W.L. Promessa. In: DOUGLAS, J.D. O novo dicionário da Bíblia. Trad. João Bentes. 8. reimp. São Paulo: Vida Nova, 1990. t.I, pp.1329-30.

· HORTON, Paulo Burleigh e HUNT, Chester L. Sociologia. Trad. de Auriphebo Berrance Simões. Revisão técnica de Sérgio Pessoa de Barros Micelli. São Paulo: Makron Brooks-McGraw-Hill, 1980. 479p.

· MORRIS, L.L. Céu. In: DOUGLAS, J.D. O novo dicionário da Bíblia. Trad. João Bentes. 8. reimp. São Paulo: Vida Nova, 1990. t.I, p. 283-4.

· PACKER, J.I. Justificação. In: DOUGLAS, J.D. (org). O novo dicionário da Bíblia. Trad. João Bentes. São Paulo: Vida Nova, 1990. v.II., pp.896-900.

· SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade. São Paulo: s.n.,

2001. 7v.

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

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FELIZ NATAL!!!

Publicado por Editor em 2007/12/24

Nós, do blog Ensino Dominical.com, desejamos a todos os nossos leitores um FELIZ NATAL na pessoa bendita de Cristo Jesus, e um 2008 repleto de bençãos dos céus, aprendendo e ensinando a Palavra de Deus.

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A promessa de nossa entrada no céu – 4

Publicado por Editor em 2007/12/21

A PROMESSA DE NOSSA ENTRADA NO CÉU

Pr. Osiel Varela 

Texto áureo: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Fp. 3.20.

Verbetes:

Céus – Ouranos – uma palavra, normalmente de uso plural, para denotar o céu e as regiões acima da terra; residência de Deus (Mt.5.34); de Cristo (At.5.21); dos anjos (Mc. 12.25); e dos santos ressuscitados. Por metonímia (veja no blog: http://nucleosetadvilacurucasandresp.globolog.com.br), a palavra refere-se a Deus e aos habitantes do céu.

Anjos – angelos – de angello – “enviar uma mensagem”, portanto mensageiro; personagem divino, espiritual, que serve a Deus e que funciona como mensageiro enviado à Terra para cumprir seus objetivos, são invisíveis.São de diferentes ordens em função e poder.

Teontologia – uma rápida e própria definição, não conclusiva, estudo das característica própria e únicas de Deus.Teontologia – doutrina de Deus acesse: http://www.revsimonton.or/artigos/artigo37.html

‘Elohim – anjos – tem também significado de deuses, pois é uma palavra com sufixo im, que no hebraico pluraliza as palavras. A Septuaginta preferiu traduzir por anjos assim como o autor do livro de Hebreus; eu me permito a entender também desta forma, pode haver controvérsias.

INTRODUÇÃO:

A Igreja aguarda ansiosa a sua entrada nos céus.

A Igreja anela por participar do grande evento, que será único, exclusivo, primo em todas as eras eternais.

Atrevo-me a pensar, pelas frestas de luz da palavra de Deus, como isto poderá acontecer.
Primeiro: creio que a mesma expectativa vivida pela Igreja, de todos os tempos, que leva as nossas almas perguntarem aos Céus: Será Glorioso, será com as sensações que o Espírito Santo, nos faz antever este peso de Glória? Como será?

Segundo: permita-me viajar nas asas do espírito, se a Igreja vive esta expectativa, porque os seres celestiais, também não podem viver um sentimento parecido com o da Igreja, logicamente com sua capacidade, um pouco superior (anjos) que a humana (Sl.8.5; Hb.2.7), também podem estar perguntando, como nós, como será?
Terceiro: todos os seres celestiais (Mt.24.36: Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu…), assim como a Igreja, que faz parte da raça humana, não têm a peculiar capacidade da Onisciência, Onipresença e Onipotência, só o Deus Trino possui, ou seja, o Pai, Filho e o Espírito Santo, capacidades estas que a Teontologia busca encontrar explicações para dar um leve entendimento da grandeza de Deus.

Desta forma é que veremos um quadro singular, a Igreja conhecendo a sua Casa eterna e Os Céus conhecendo a Igreja em todo o seu esplendor.
Você pode me perguntar, mas os céus não conhecem a Igreja, os anjos não são espíritos ministradores para os que servem a Deus (Hb.1.14: Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?), não são mensageiros de nossas orações/

Sim, aí reside o entendimento: a Igreja é conhecida nos céus como tendo e vivendo no presente século a Plenitude da Graça, neste corpo humano, mas naquele dia será conhecida como a Noiva ataviada.

A Igreja é conhecida da esfera espiritual, pelo séqüito (Is. 6.1-3) que Isaías viu, ou seja no plano místico em que vivem os anjos e seres celestiais, mas naquele dia será conhecida corporalmente com o esplendor da glória do Filho, à Ela concedido pelo Espírito Santo! Aleluia.

Entendemos então que se tratará de um evento em que os Céus, com suas miríades de seres, que antevêem na mesma esperança, na mesma expectativa, no mesmo ansioso aguardo, todos eles mais a Igreja, estarão se confraternizando e extasiados com tudo que ocorrerá no momento da entrada da Igreja no Céu.

Todas estas coisas, concorrem para que o evento da Entrada da Igreja no Céu, se transforme num espetacular acontecimento, que será visto em todo o seu esplendor, pelas legiões celestiais, e vivido por nós seres criados por Deus, caídos, resgatados e transformados em seres incorruptíveis, pelo Sangue do Cordeiro, para sermos Eternamente do Senhor.

SÓ HÁ UMA MANEIRA DE ENTRAR PELAS PORTAS DO CÉU:

Quando no patíbulo da cruz, Cristo foi ferido por uma lança, de seu lado, saiu Sangue. Jo.19.34: contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Ali estava literal e simbolicamente, representada toda a efetiva consumação do processo da regeneração da humanidade e de todo aquele que crê em Jesus, ser lavado e libertado pelo Seu Sangue.

Ninguém poderá acessar as portas do Céu sem passar pelo processo da lavagem de sua vestes pelo mais poderoso alvejante espiritual, que nenhum químico, jamais ousou descobrir, leia:

Ap.22.14: Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes no sangue do Cordeiro para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

Ap.1.5-6:…Jesus Cristo…a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém.

A JERUSALÉM CELESTIAL:

Há um texto do apóstolo Paulo em sua Epístola aos Gálatas, que é maravilhoso pelo seu conteúdo, podendo ser utilizado com variadas maneiras em sua interpretação, logicamente com a sensibilidade e cuidado e com a inspiração do Espírito Santo, tanto que o próprio Paulo, diz que se trata de uma alegoria, por isto vou utiliza-lo, numa ótica talvez única, no sentido de nossa Entrada nos Céus, este lugar que Jesus nos prometeu.

Gl.4.22-31: Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre…o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria… Ora, esta Agar…e corresponde à Jerusalém atual, pois é escrava com seus filhos…Mas a Jerusalém que é de cima é livre….irmãos, sois filhos da promessa…

Neste texto Paulo escreve aos Gálatas, e discursa sobre a libertação da Lei e da sua servidão, e a liberdade pelo Novo Nascimento em Cristo, porém eu, sem perder de vista o seu conteúdo sobre a superioridade do Evangelho em relação a Lei, gostaria de usá-lo com a visão do que nos espera e porque esperamos um lugar especial para a Igreja.

Sem dúvida encontramos no texto de Gl.4 alguns pontos que nos permitem utiliza-lo sobre o triunfo da Igreja e sua libertação deste mundo, para alcançarmos e se cumprir a Promessa de Cristo, de um lugar especial para nós: Os céus.

Se continuarmos a leitura do contexto próximo seguinte, veremos que Paulo declara com todas as letras, que entre outros assuntos estava falando sobre a questão de herdarmos o Reino de Deus. Gl.5.21:…como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.O que nos permite fazer uma ilação do texto para: portanto os que não praticarem tais coisas herdarão o Reino de Deus!

A libertação de Cristo mostra que aqueles que adoram a Cristo na fé também triunfarão e herdarão a Jerusalém Celestial; obviamente é necessária uma compreensão, do que isto, representa alegoricamente neste pensamento, para não confundirmos com outros assuntos do tema Jerusalém Celestial. Aqui alegoricamente estamos colocando ela como parte do Local Celestial que entraremos como Igreja.

Podemos também aplicar a visão de João na Ilha de Patmos, narrada em Apocalipse 21.2: E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. Ou ainda : vs.3-4: E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

Imagine um lugar como descreve João, A Santa Cidade, a Nova Jerusalém, é descrita como o lugar onde Deus removerá toda a tristeza. Por toda a eternidade não haverá mais pranto, tristeza ou dor, e isto é só uma pequena amostra do que Deus preparou para a Igreja.

A ESPERANÇA DEVE SER MANTIDA:

O Apóstolo Paulo, descreve em sua Segunda Carta aos Coríntios, no capítulo 5.1-7: Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus (ouranos – lar dos santos ressuscitados – vide verbetes). Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu, se é que, estando vestidos, não formos achados nus. Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser …revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista);

Paulo fala em nós estarmos sempre animados, manter o ânimo, pois estamos ausentes do senhor, pois o que nos faz caminhar é a Fé na promessa de uma entrada nos Céus.

Esperamos portanto a incorruptibilidade, mesmo gemendo nesta casa terrestre (nosso corpo), mas sabendo que quando, possuirmos a Incorruptibilidade, ou ela nos possuir pela Glória do Espírito Santo, estaremos em um átimo de tempo, prestes a entrar nas Mansões Celestiais como moradores e herdeiros dos Céus.Para aqueles que não conheço ou não os vou conhecer nesta vida humana, nos encontraremos nas Entradas celestiais!

Fonte:

Bíblia Plenitude – SBB;Bíblia de Estudo de aplicação pessoal – CPAD;Buckland;Bíblia ARC – SBB; Apontamentos do editor.
Autor: Osiel Varela – Ministro das Assembléias de Deus – Missão.Consagrado no Belém em 26/09/1996. Membro em Santo André V. Curuçá. SP. Pr. Nivaldo Rodrigues. Ligado ao Belém. Professor de Teologia; Pós – graduado em Bíblia.

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A promessa de nossa entrada no céu – 3

Publicado por Editor em 2007/12/21

A PROMESSA DA NOSSA ENTRADA NO CÉU – Fl 13.13-21

Lição 12 – 23/12/2007
Texto Bíblico: Fl 3.20 Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

AQUI NÃO É O NOSSO LUGAR

1. ALMEJE, TEMOS UMA MORADA

  • Ela foi planejada – Fp 3.20 Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus
  • Ela foi preparada – Jo 14.2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
  • Ela foi edificada – 2 Co 5.1 PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

2. ESPERE, TEMOS UMA PROMESSA

  • Seremos transformados – Fp 3.21 Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.
  • Seremos transportados – I Ts 4.17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
  • Seremos estabelecidos – Jo 14.3  E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

3. CONFIE, TEMOS UMA GARANTIA

  • Da Sua fidelidade – Nm 23.19 Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?
  • Da Sua revelação – I Ts 4.16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
  • Da Sua afirmação – Ap 22.7 Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.

  Pastor Adilson Guilhermel
www.pastorguilhermel.com.br

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A promessa de nossa entrada no céu – subsídios

Publicado por Editor em 2007/12/19

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A promessa da nossa entrada no céu – 1

Comentarista: Dr. Caramuru Afonso

A promessa da nossa entrada no céu – 2

 

Comentarista: Pb. José Roberto Barbosa

A promessa da nossa entrada no céu – 3

Comentarista: Pr. Adilson Guilhermel 

A promessa da nossa entrada no céu – 4

Cometarista: Pr. Osiel Varela 

A promessa da nossa entrada no céu – 5

Fonte: Rádio Boas Novas 

 

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A promessa da nossa entrada no céu – 2

Publicado por Editor em 2007/12/17

A PROMESSA DE NOSSA ENTRADA NO CÉU
Texto Áureo: Fp. 3.20 – Leitura Bíblica em Classe: Fp. 3.13-21
Pb. José Roberto A. Barbosa

http://subsidioebd.blogspot.com/

Objetivo: Refletir a respeito do céu, a morada eterna dos salvos em Cristo pelo sangue que Ele derramou, por nós, na cruz.

INTRODUÇÃO
Todos os cristãos têm a esperança de entrarem no céu, e essa, na verdade, é uma promessa que nos foi deixada por Jesus, conforme estudamos na lição passada (Jo. 14.1). É possível antecipar como será a nossa morada eterna? Na lição de hoje, veremos que o céu é a habitação de Deus e o lar dos santos que já partiram. Em seguida, vislumbraremos, com base no Apocalipse, como será a Cidade Celestial e as bênçãos reservadas para aqueles que lá habitarão.

1. CÉU, HABITAÇÃO DE DEUS
O céu é a habitação de Deus. Essa verdade nos é revelada em várias passagens da Bíblia. Em Is. 57.15, diz o Senhor: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos”. Mais especificamente, Salomão, na sua oração de dedicação do templo, reconhece que é do céu que Deus ouve as orações (I Rs. 8.30). O próprio Deus de Israel confirma que é de lá que Ele escuta as orações (II Cr. 7.14). O salmista também testemunha que o céu é o lugar do trono de Deus (Sl. 103.19). Mesmo Nabucodonosor, o rei da Babilônia, refere-se a Deus como o Rei do céu (Dn. 4.37). Em suma, percebemos, na Bíblia, que é do céu que Deus governa toda a criação, escuta e recebe a adoração do Seu povo.

2. O LAR DOS SANTOS QUE PARTIRAM
A morte é uma realidade com a qual os cristãos são obrigados a conviver no seu dia-a-dia. Quantos de nós não já perdemos a companhia de um ente querido? Ela, no entanto, de acordo com o ensino bíblico, não é o fim, mas tão somente uma separação temporária. Devemos sempre ter em mente que Cristo é a ressurreição e a vida, portanto, todos aqueles que nEle crêem têm vida eterna (Jo. 5.24; 11.25,26). Portanto, aqueles que partem no Senhor seguem diretamente à presença de Cristo (Lc. 23.42,23); Fp. 1.21-23; II Co. 5.6-8). É confortador saber que Jesus mostrou interesse para que isso acontecesse, isto é, que estivéssemos com Ele (Jo. 17.24). A única condição para desfrutar da vida eterna ao lado de Cristo, no céu, é crer no seu sacrifício substitutivo pelos nossos pecados (Jo. 3.16).

3. A PROMETIDA CIDADE CELESTIAL
A terra nos foi dada pelo Senhor para que dela fôssemos mordomos, por isso, enquanto aqui estivermos, precisamos tratá-la com carinho, pois esses princípios foram deixados por Deus para Israel e que podem ser aplicados aos dias de hoje (Ex. 23.11,29; Lv. 25.5; II Cr. 36.21; Sl. 104.13,14,30). Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que essa terra, no devido tempo estabelecido por Deus, passará (II Pe. 3.10). Quando isso vier a acontecer, o Senhor nos proverá uma nova terra, a Nova Jerusalém celestial (Hb. 12.22; Ap. 21.1,2), edificada por Deus e prometida aos santos (Hb. 11.16; 12.22) e testemunhada por aqueles que adentraram ao Milênio (Ap. 13.6). Essa será uma espécie de cidade satélite de onde o Rei, Jesus, governará com os santos (Ap. 21.1-3) que foram ressuscitados e/ou arrebatados (I Ts. 4.16,17).

4. AS BENÇÃOS CELESTES
O céu é um lugar de bênçãos sem igual, pois lá não haverá lágrimas (Ap. 21.4), nem morte (Ap. 21.4), e muito menos sofrimento (Ap. 21.4). O escritor sacro nos diz que ali também não haverá noite (Ap. 21.23-25) nem imoralidade, rebelião e violência (Ap. 21.27). A maldição do pecado, por fim, perderá o seu poder (Ap. 22.3). No céu se dará a plenitude do relacionamento com Deus em Cristo, pois lá nós O conheceremos perfeitamente (Ap. 21.3; 22.4), O adoraremos e O serviremos (Ap. 22.3), não havendo, portanto, necessidade de templos (Ap. 21.22). Como se tudo isso já não fosse o bastante, ainda teremos o privilégio de reinar com Cristo (Ap. 22.5).

CONCLUSÃO
Mediante a promessa divina, conforme relatada na Escritura, descansamos na certeza de que um dia adentraremos as mansões celestiais. Contudo, esse não deve ser um motivo para escapismo, isto é, para nos furtar das responsabilidades que Deus determinou para cada um de nós aqui na terra. Estejamos, pois, atentos e dispostos a desenvolver a vocação para a qual fomos chamados. E, ao final, com o conhecimento que já temos e com aquele que haverá de ser revelado, nos surpreenderemos, pois “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2.9).

BIBLIOGRAFIA
PENTECOST, J .D. Manual de Escatologia. São Paulo: Vida, 2002.
SILVA, S. P. Apocalipse versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

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A promessa da nossa entrada no céu – 1

Publicado por Editor em 2007/12/17

LIÇÃO Nº 12 – A PROMESSA DE NOSSA ENTRADA NO CÉU

O objetivo de todo salvo é morar no céu.

Dr. Caramuru Afonso

www.escoladominical.com.br

INTRODUÇÃO

- No encerramento do estudo das principais promessas de Deus para as nossas vidas, falaremos hoje da promessa de nossa entrada no céu, que é o alvo de todo cristão que, ressuscitado com Cristo, busca e pensa nas coisas que são de cima (Cl.3:1,2).

- Se a nossa esperança é a volta de Cristo, como vimos na lição anterior, tal esperança se completa com a perspectiva de habitarmos eternamente na dimensão espiritual, assim como o Senhor, dimensão esta que as Escrituras denominam de “céu”, pois seremos semelhantes a Ele e assim como é O veremos (I Jo.3:2).

I – AS CARACTERÍSTICAS DA PROMESSA DE NOSSA ENTRADA NO CÉU

Colaboração/Gráfico: Enomir Santos

- Um irmão conhecido nosso, que já tem 95 anos de idade e 70 anos de fé, sempre nos encoraja ao nos dizer que aceitou a Jesus para morar no céu e que permanece com o mesmo desejo até o presente. Que exemplo de vida espiritual a ser seguido. Como afirma o poeta e missionário Samuel Nystrom, o cântico de todo cristão deve ser “Aleluia, para o céu vou caminhando, nada me desanimará. Para o céu eu me vou aproximando, sempre meu Jesus me guiará” (coro do hino 332 da Harpa Cristã).

- Esta convicção que encontramos tão vívida no ancião de 95 anos ou no missionário de saudosa memória, era também a esperança do apóstolo Paulo que, mesmo preso, consolava e concitava os irmãos de Filipos a se regozijar no Senhor e dizia que as dificuldades pelas quais estava passando, por causa do Evangelho, não lhe retiravam a alegria, porque seu alvo era atingir o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus, a nossa cidade, que, dizia ele, estava nos céus (Fp.3:14,20), esperança esta repetida pelo escritor aos hebreus, para o qual os heróis da fé, já no passado, buscavam uma pátria melhor, a pátria celestial, uma cidade por eles preparada pelo próprio Deus e destinada não só a eles, mas também a nós (Hb.11:14-16,40).

- Tal convicção apresentada pelos nossos irmãos é resultado da fé que possuem na Palavra de Deus. Com efeito, não temos como deixar de considerar que a promessa de que nos espera o céu é uma das mais lindas promessas feitas pelo próprio Senhor Jesus aos Seus discípulos. Quando das Suas últimas instruções, como nos narra o evangelista João, o Senhor foi taxativo, claro e objetivo, ao afirmar que nos levaria para o céu.

- Em Jo.14:1-3, Jesus prometeu nos levar para o céu. Após ter, mais uma vez, dito que seria preso e morto e lhes ter dado o novo mandamento, o mandamento do amor (Jo.13:34) e, ante a notícia, percebido o entristecimento dos discípulos, o Senhor anunciou a promessa de nossa entrada no céu.

- Jesus afirmou que na casa do Seu Pai havia muitas moradas e temos, então, uma das mais precisas definições a respeito do que é o céu. O céu é a habitação de Deus, o lugar onde Deus habita, onde Deus mora (Dt.26:15; I Rs.8:30,39,49; II Cr.6:21,30,33,39; Is.63:15). Evidentemente, que Deus é onipresente e que, portanto, Ele está em todo o lugar, ao mesmo tempo, não havendo um local específico onde esteja (daí porque ter o sábio Salomão ter dito que nem os céus nem mesmo os céus dos céus podem conter o Senhor – II Cr.2:6), mas há uma dimensão, há um lugar onde Deus habita, onde está o assento de Sua habitação, isto é, um lugar onde a presença do Senhor é toda especial, onde o Senhor Se apresenta como um íntimo companheiro, um Ser extremamente próximo, onde se percebe toda a Sua glória, onde há uma intimidade, onde é possível desfrutar da Sua privacidade, da Sua comunhão. Este lugar é o céu, onde Deus habita e onde habitará com o Seu povo (Ap.21:3).

- O céu é a morada de Deus, ou seja, o local onde o Senhor está presente na plenitude de Sua glória, um local “fixado”, “estabelecido” (sendo este o significado da palavra hebraica “makown”- מכוז, que é traduzida por “assento”) para que Ele Se revele tal como Ele é e não apenas pela expressão da Suas obras, como o que ocorre com o Universo (Rm.1:20); não apenas pela expressão de Seu caráter, seja por intermédio da consciência no homem, seja através da lei (Rm.2:2:14,15,17,18); não apenas pelo Filho, a expressa imagem da Sua pessoa (Hb.1:1-3), que habitou entre nós, fazendo-Se carne (Jo.1:14).

- Jesus afirmou que o céu, a casa do Seu Pai, era um lugar de muitas moradas, ali existentes desde antes da fundação do mundo, moradas estas, porém, que não poderiam ser ocupadas pelos homens, em virtude do pecado. Feito para habitar com o seu Criador, o homem foi posto no Éden, que se situava na terra, mas pecou, não podendo mais conviver com o Senhor. Entretanto, Deus, na Sua misericórdia e bondade, prometeu a este homem fracassado que seria restabelecida a amizade com Deus, que haveria a salvação e esta salvação traria, por paradoxal que possa parecer (pois Deus escolheu as coisas que não são para aniquilar as que são – I Co.1:28), um aperfeiçoamento, pois, em vez de morar na terra que foi amaldiçoada por causa do pecado (Gn.3:17), o ser humano receberia algo melhor, a possibilidade de morar no céu, na cidade celestial (Fp.3:20,21; Hb.11:40).

- Apesar de no céu haver moradas, não havia lugar para o homem. A existência das moradas não significava a existência de lugar para o homem. Quantas casas há, por exemplo, no Brasil, um dos países onde há um dos maiores déficits habitacionais do mundo, e, mesmo assim, são aos milhões os “sem-teto”? Isto ocorre porque, embora haja moradas, casas desocupadas, as pessoas “sem-teto” não podem entrar nestas habitações, porque não pagaram o preço de sua aquisição, porque não têm condições para adquirir as propriedades. Há, pois, moradas, mas não há lugar para estas pessoas.

- Assim era a situação do homem antes que Jesus providenciasse lugar para nós no céu: havia, na casa do Pai, morada, mas não havia lugar. O homem, dominado pelo pecado, não tinha como conviver com seu Criador, não tinha como adquirir o direito de habitar com Deus, mas condenado estava a viver eternamente separado dEle. Apesar das muitas moradas existentes no céu, para o homem não havia lugar.

- Entretanto, Jesus prometeu que nos iria preparar lugar (Jo.14:2). Prometeu e cumpriu. Aleluia! Ao morrer por nós na cruz do Calvário, ao pagar o preço da redenção de nossas almas, o Senhor Jesus conquistou lugar para nós na casa de Seu Pai. Mediante o Seu sangue vertido por nós, pelos nossos pecados, podemos, agora, entrar na cidade santa, na habitação de Deus, no céu. Por isso, só os que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro têm o direito de entrar na cidade pelas portas (Ap.22:14).

- A promessa de Jesus foi clara: se Ele nos preparasse lugar, voltaria para nos buscar e nos levaria para Ele mesmo para que onde Ele estivesse, nós estivéssemos também. Ora, Jesus morreu e ressuscitou e subiu ao céu, assentando-Se à direita do Pai (Mc.16:19; At.1:9; 7:56), de modo que não temos porque duvidar que Ele voltará a fim de nos levar para onde Ele já está, ou seja, no céu, à direita do Pai, como, aliás, reafirmou quando Se apresentou vitorioso ao apóstolo João na ilha de Patmos (Ap.3:21).

- A promessa de entrada no céu é uma promessa dirigida ao povo de Deus. Somente entrarão no céu aqueles que creram em Jesus como o Salvador do mundo. Isto fica evidente pelo fato de Jesus ter feito a promessa apenas para os Seus discípulos, bem como pelo fato de que somente os salvos, aqueles que tiverem suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro, poderem entrar na cidade santa pelas portas. É uma promessa para os salvos, salvos estes que não abrangem apenas a Igreja, mas também, como é claro o escritor aos hebreus (Hb.11:39,40), a todos quantos creram no Messias, mesmo antes de Sua vinda terrena, assim como também os que forem salvos após o arrebatamento da Igreja, seja na Grande Tribulação, seja no Milênio.

- A promessa de entrada no céu é uma promessa condicional, ou seja, somente serão levados para o céu aqueles que tiverem suas vestiduras lavadas no sangue do Cordeiro. O apóstolo Paulo é claro ao dizer que a “nossa cidade está nos céus de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp.3:20), ou seja, para que alguém entre no céu é preciso que tenha sido salvo por Jesus e a salvação, como já tivemos oportunidade de estudar neste trimestre, somente se alcança mediante a fé em Jesus (Rm.5:1; Ef.2:8). A propósito, logo após ter prometido levar os Seus discípulos para o céu, Jesus mostrou que Ele é o caminho através do qual se chega até o Pai (Jo.14:6).

- O propósito da promessa de entrada no céu é a de estabelecer a comunhão plena entre Deus e o homem, uma comunhão superior até a que havia no Éden, pois uma comunhão espiritual, feita numa dimensão espiritual, onde o homem será semelhante ao Senhor Jesus, onde não haverá carne nem sangue, onde o corpo abatido será substituído por um corpo glorioso (Fp.3:21), onde o homem passará a desfrutar da vida eterna (Ap.2:7,11), haverá uma intimidade perfeita com o Senhor (Ap.2:17), desfrutar-se-á do poder de Deus (Ap.2:26,27), da impecabilidade (Ap.3:5), da convivência com Deus (Ap.3:12) e da comunhão existente entre as Pessoas divinas (Ap.3:21). Em suma: o ser humano entrará no céu para que obtenha a glorificação, passe a desfrutar de parcela da glória divina.

II – O QUE É O CÉU

Colaboração/Gráfico: Jair César

- A palavra “céu”, na Bíblia, apresenta duas concepções bem diversas. A primeira é a do “céu físico”, também chamado de “firmamento”, a expansão criada por Deus, quando foi feita a separação entre “as águas de cima” e as “águas de baixo”, como se descreve em Gn.1:7,8, no segundo dia da criação. Como afirma Russel Norman Champlin, “…os antigos pensavam que esse firmamento seria uma espécie de abóbada, que formaria um semicírculo por cima da terra, feito de material sólido, que se apoiaria sobre as montanhas existentes nas extremidades da terra.(…) Os grandes luzeiros, como o sol, a lua e as estrelas seriam relativamente pequenos, fixados à concavidade inferior do firmamento. Não havia conceito de distâncias e dimensões. Também havia o céu simples, a expansão do espaço que era chamado firmamento ou céu atmosférico. Nesse céu estariam as nuvens, a chuva e as condições atmosféricas em geral (Sl.146:8; Zc.2:6; 6:5; Is. 55:9-11)…” (Céu. In: Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.1, p.707).

- Não é este, evidentemente, o significado com que estamos a lidar, embora alguns crentes, principalmente os que não se dedicam ao estudo da Palavra de Deus, façam, muitas vezes, associações com o que a Bíblia diz em relação ao céu com este céu físico, com o “firmamento”, este “céu azul” que vemos todas as manhãs, firmamento este que anuncia, sem dúvida, a glória de Deus (Sl.19:1), mas que não é o céu prometido aos salvos.

- A segunda acepção da palavra “céu” é a que nos interessa, qual seja, a que dá nome ao “lugar da habitação de Deus”, ou, na feliz expressão de L.L. Morris, “…a habitação presente de Deus e de Seus anjos e o destino final de Seus santos que estão na terra….” (Céu. In: DOUGLAS, J.D. (org.). O novo dicionário da Bíblia. Trad. João Bentes., t.I, p.284). Trata-se, portanto, de um lugar espiritual, visto que Deus é Espírito (Jo.4:24), assim como os anjos (Hb.1:14), um lugar onde não podem ingressar a carne e o sangue (I Co.15:50) e que, portanto, é algo que está além da nossa imaginação (I Co.2:9).

- É importante considerarmos que o céu é este lugar espiritual, que está além da nossa imaginação, a fim de que não venhamos a nos embaraçar com conceitos ou afirmações que levam em conta a literalidade do texto bíblico com relação ao céu. Como Deus nos quis revelar o que está preparado para os Seus servos, ante a pequenez de nosso entendimento e de nossa compreensão, utilizou figuras e símbolos a fim de que pudéssemos pelo menos ter uma vaga idéia do que o Senhor nos tem reservado, daquilo que Pedro denominou de “herança incorruptível” (I Pe.1:4).

- Desta maneira, jamais poderemos interpretar literalmente as figuras apresentadas nas Escrituras a respeito do céu, visto que são apenas imagens para a nossa compreensão, sem o que, de modo algum, poderíamos alcançar o que nos está reservado. Lembremos que o céu é a habitação de Deus, é um lugar espiritual, onde a beleza e formosura do Senhor, a Sua glória são plenas e, portanto, tudo quanto nos está revelado por figura será muito mais precioso e maravilhoso do que a própria descrição. Não foi sem razão que o apóstolo Paulo, ao dizer que havia estado no terceiro céu, afirmou que o que viu e ouviu era simplesmente inefável, ou seja, incapaz de ser traduzido em palavras (I Co.12:4).

- A dificuldade de saber o que é o céu se inicia na própria expressão. A Bíblia fala tanto em “céu” quanto em “céus”, havendo, pois, entre os estudiosos das Escrituras uma discussão sem fim a respeito de haver um ou mais de um céu. Há os que defendem que a expressão “céu” ou “céus” são equivalentes, não havendo diferença no singular ou no plural, até porque a palavra hebraica seria utilizada preferentemente no plural (“shamayim” – שמים), como é o caso de L.L. Morris. Outros, no entanto, como Russel Norman Champlin, entendem que há mais de um céu, que a diferença entre singular e plural demonstra a existência de níveis diferenciados de céu, tanto que Paulo menciona o “terceiro céu” e Salomão fala, entre outros, do “céus dos céus”. A tradição rabínica, aliás, defende a existência de “sete céus”, que seriam “níveis de glorificação” crescentes dos seres espirituais.

- Não queremos aqui adentrar nesta discussão, até porque não é o objeto de nosso estudo, mas apenas a ela nos referimos para mostrar quão complexo é o tema e como não podemos, de forma alguma, querer discernir as coisas espirituais que nos estão reservadas além daquilo que nos foi revelado. O importante é saber que Jesus nos preparou lugar, que este lugar as Escrituras chamam de “céu” e que é um lugar espiritual, além de nossa imaginação, um lugar onde as palavras humanas são absolutamente insuficientes para descrever as suas maravilhas e que só ali entrarão aqueles que tiverem suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro.

- O céu é um lugar onde habitaremos com o Senhor em glória, visto que, para ali entrarmos, necessariamente teremos de ser transformados, deixando este corpo de carne e sangue, este corpo abatido e recebendo um corpo glorioso, similar ao que Cristo teve quando ressurgiu dentre os mortos (Fp.3:21; I Co.15:42,49-54). Se a vida com Cristo, já nesta vida, é uma vida de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm.14:15), que não será a vida no lugar da habitação de Deus, sem pecado, sem imperfeição, sem qualquer possibilidade de prejuízo na nossa comunhão com o Senhor. Como diz a poetisa sacra Eufrosine Kastberg: “Já os filhos de Deus bem alegres estão, porém no céu prazer maior terão. Os gozos do cristão apenas gotas são do mar de bênçãos em Sião” (refrão do hino 351 da Harpa Cristã).

- Embora não possamos sequer imaginar o que é o céu, além das figuras que a Bíblia nos apresenta, devemos ter a certeza de que, no céu, teremos plena consciência de quem somos e de que lá estamos. Há muitas pessoas que, inadvertidamente, acham que, no céu, seremos verdadeiros “zumbis”, ou seja, pessoas que não saberão quem são, pessoas que, por terem “esquecido as coisas que para trás ficaram”, serão seres que não terão a mínima noção do que foram na terra e que viverão em um ambiente sobrenatural, de um total vazio, de uma contemplação da glória de Deus que mais parece o estado “zen” de meditação de filosofias e credos orientais tão em voga na atualidade. Não, não e não!

- Quando a Bíblia nos fala que não nos lembraremos das coisas desta vida, está nos dizendo que, ante a glória que viveremos, ante o prazer que desfrutaremos, de modo algum teremos saudade ou desejo do que passou na vida debaixo do sol. A própria Palavra de Deus diz que, no Estado Eterno, não mais haverá a terra e o céu que nos deram guarida em nossa existência terrena (Ap.21:1), o que nos impedirá até de ter elementos físicos que nos façam lembrar o que passou. Este “esquecimento”, contudo, não é uma falta de memória, não é uma ausência de reconhecimento de nossa identidade, não é um “apagão” em nossa consciência, como muitos chegam a afirmar.

- O “esquecimento” mencionado nas Escrituras Sagradas nada mais é que a máxima intensificação do mesmo esquecimento de que já falava o apóstolo Paulo em Fp.3:13, “esquecimento” este já vivenciado dia-a-dia pelos salvos. Embora saibamos perfeitamente o que éramos antes de aceitar a Cristo e o que praticávamos, bem como tudo o que nos tem ocorrido na nossa vida diária, não vivemos do passado, não somos saudosistas, mas “esquecemos o que para trás fica e avançamos para as coisas que estão diante de nós”. Não esquecemos quem somos, não nos tornamos uns desmemoriados, seres que não têm consciência, que não têm identidade, mas, bem ao contrário, embora saibamos quem somos e quem fomos, temos o discernimento de que o que passou não nos leva até o céu, que temos de nos renovar diariamente na nossa caminhada para o céu.

- Ora, quando chegarmos ao céu, também saberemos quem somos e quem fomos. Como admitir que, no lugar da habitação de Deus, junto ao Onisciente, desfrutando da plenitude de Sua glória, tenhamos menos consciência, menos memória do que quando estávamos em um corpo corruptível? Como admitir que, na comunhão plena com o Senhor, saibamos menos do que quando sujeitos à tentação e à imperfeição? Seria a glorificação um estado menor do que a corruptibilidade? Evidentemente que não!

- Ao chegarmos ao céu, não perderemos a nossa identidade. Aliás, em corpo glorioso, ganharemos um novo nome, nome este que somente nós saberemos, pois teremos mantida a nossa individualidade em nosso relacionamento com o Senhor (Ap.2:17), sem deixar de ser povo de Deus (Ap.21:3). Isto mostra que não deixaremos de ser um indivíduo, um ser específico diante de Deus. Ao contrário do que defendem algumas religiões e seitas falsas, a glorificação não é uma absorção pela divindade, não é um sumir dentro de Deus, mas, sim, o manter uma consciência de quem se é. Por isso, não perderemos nossa identidade, não seremos um “zumbi”, mas, sim, um ser consciente de quem se é, mas que esquece as coisas passadas, pois o eterno presente da glória de Deus é algo tão sublime que não permitirá que em nenhum instante se pense, se deseje ou se volte para o que ficou para trás.

- Por isso, também, não devemos esperar no céu uma vida de “sombra e água fresca”, como, aliás, crêem os muçulmanos, cujo paraíso é um grande oásis, um lugar de muita água, mulheres e fartura, sem dúvida algo bem atraente e convidativo para um povo que vive o dia-a-dia da carência do deserto, como é o caso do povo árabe, onde surgiu o Islamismo. Neste particular, aliás, não só os muçulmanos, como também os judeus e muitos cristãos, envolvidos com a literalidade da descrição dos textos sagrados, acabaram construindo uma imagem do céu como um lugar de satisfação dos prazeres carnais, o que deve ser rechaçado pelos verdadeiros e instruídos servos do Senhor.

OBS: “…Todas as religiões, não só a judaica, sentiram a necessidade de acreditar num mundo posterior que fosse tangível, embora invisível, e cuja realidade podia ser incutida nos mais simplórios. Como a maior parte da Humanidade sempre teve dificuldade em compreender idéias abstratas, as recompensas e os castigos prometidos para o Mundo-do-Além precisavam ser traduzidos em termos compreensíveis e concretos através de símbolos acessíveis aos conhecimentos e à experiência de todos. Assim, o Gan Éden [o paraíso, observação nossa] e o Guehinom [o inferno, observação nossa] eram descritos, convenientemente, em termos físicos: eram lugares bem organizados, institucionalizados como os vários departamentos em que se vivia, na Terra. Eram descritos, sob o aspecto geográfico e administrativo, com muitos detalhes e com a precisão de um plano arquitetônico.(…). Talvez os próprios Sábios esclarecidos fossem responsáveis, em parte, pelas idéias primitivas sobre o Guehinom e o Gan Éden que eram aceitas pelo povo Como todos os mestres de religião, também eles apreciavam o simbolismo.(…). Isto conduzia, às vezes, a confusões e mal-entendidos da parte dos mais simplórios. Para citar um exemplo: os Pais da Mishnah [a lei oral judaica, observação nossa] haviam ensinado que ‘este mundo é somente um vestíbulo que leva ao salão de banquetes do Céu’. Os crédulos devem ter perguntado: ‘Que se faz num salão de banquetes?’ Come-se e bebe-se, naturalmente! E, como Deus era um anfitrião muito generoso e tinha de tudo, o povo imaginava que a recompensa para os virtuosos era um banquete contínuo e farto no ‘salão de banquetes do Céu’, brilhantemente iluminado, reclinados como reis em divãs luxuosos… As pièces de résistance [os pratos principais, observação nossa] do cardápio seriam ‘Leviathan’ em salmoura, e ‘boi selvagem’ (shor ha-bar) acompanhados de goles generosos do ‘vinho conservado na uva desde os seis dias da Criação’…” (AUSUBEL, Nathan. Mundo-do-Além. In: JUDAICA, v.6, p.587-8).

- Nossa entrada no céu não tem outro propósito senão o de nos glorificar, ou seja, de nos dar condições de podermos desfrutar da glória divina, de participarmos da “herança incorruptível”. Habitar com Deus, ser parte do povo de Deus, nada mais é que cumprirmos o objetivo inicial da criação do homem, que era o de ser uma criatura com livre acesso ao Criador, a fim de adorá-lO e de servi-lO, desfrutando do Seu amor e de Sua convivência.

- Jesus, em Sua oração sacerdotal, disse que o objetivo de Seu ministério era fazer com que fôssemos um com o Pai, assim como Ele o era (Jo.17:21,22). A perfeição da unidade exige a glorificação, a glória que o Pai deu ao Filho e, pelo qual, o Filho Se sujeita ao Pai, tendo vencido a tudo e a todos (I Co.15:28). Assim, somos glorificados, para entrar no céu, com o propósito de nos sujeitarmos a Deus, ou seja, para o fim de O adorarmos para todo o sempre. Por isso, Jesus disse que seremos como os anjos no céu (Mt.22:30; Mc.12:25), prova de que, no céu, serviremos ao Senhor, prestaremos a Ele louvor e desempenharemos as tarefas que nos forem destinadas.

- No céu, glorificados, seremos semelhantes ao Senhor Jesus (I Jo.3:2) e, por isso, assim como no princípio, antes do pecado, recebermos da parte de Deus tarefas, um trabalho (Gn.2:15), pois Deus é um ser que trabalha, tanto o Pai quanto o Filho (Is.64:4; Jo.5:17). Não se pense, pois, que o céu é um lugar de ociosidade, de satisfação de prazeres carnais, mas um lugar onde estaremos a serviço do Senhor, um serviço prazeroso em glória.

OBS: Recentemente, ouvimos de uma irmã que determinado servo de Deus teve uma visão de que os salvos estavam todos à margem do rio da vida, com os pés na água, brincando de mexer com os pés, como fazem as crianças e que isto seria a vida no céu. Nada mais antibíblico. Deus não nos levará para o céu para ficarmos com brincadeiras infantis de mexer com os pés à margem do rio da vida. Deus nos levará para o céu para desfrutarmos com Ele de uma íntima comunhão, tendo o prazer de servi-lO e adorá-lO em glória na beleza da Sua santidade!

III – O QUE É A NOVA JERUSALÉM

- A Nova Jerusalém é a cidade celestial que foi feita para ser o local onde Deus habitará juntamente com os homens que Lhe foram fiéis e aceitaram a Sua oferta de submissão e obediência à Sua Palavra. A Nova Jerusalém é o local que substituirá o Éden como morada de Deus com os homens. Ela é explicitamente mencionada e revelada no capítulo 21 do livro do Apocalipse, mas, antes da visão do apóstolo João, já havia referências a ela nas Escrituras. O próprio Jesus já havia mencionado existir um lugar que seria por Ele preparado para que os Seus servos nele habitassem para sempre com o Senhor (Jo.14:3).

- A Nova Jerusalém apresenta-se, portanto, como o ambiente, o lugar onde Deus morará com os homens. É a restauração da convivência completa e perfeita entre Deus e os homens que havia antes que o pecado causasse o atual estado de divisão que existe entre Deus e a humanidade. Somente na Nova Jerusalém, esta comunhão será restabelecida por completo, ocorrendo aquilo que é dito pelo apóstolo, de vermos Deus como ele é (I Jo.3:2).

- As Escrituras afirmam que nenhum homem nascido e criado nesta nossa dimensão viu a Deus (Jo.1:18; I Jo.4:12), porque, no atual estado em que nos encontramos, isto não é mesmo possível, pois é preciso que sejamos glorificados para que possamos contemplar o Senhor na Sua plenitude, ou seja, de forma completa, dentro das nossas imperfeições, naturalmente, pois sabemos que Deus é infinito e jamais poderemos contemplá-lo em Sua imensidão.

- O objetivo de Deus é fazer com que tenhamos, novamente, um lugar onde possamos habitar com Deus e a Nova Jerusalém é este local. Mas, se bem analisarmos, veremos que o Senhor é tão maravilhoso que, ao invés de tão somente substituir o Éden, proporcionou um lugar melhor do que o Éden. Senão vejamos:

a) no Éden, havia, a princípio, apenas minerais (Ez.28:13) e só depois Deus plantou nele um jardim para ali colocar o homem (Gn.2:8,9). Na nova Jerusalém, entretanto, há, desde o início, tanto minerais quanto vegetais (Ap.21:12-21, 22:1,2).

b) no Éden, Deus comparecia na viração do dia para falar com o homem (Gn.3:8), enquanto que, na nova Jerusalém, a convivência será eterna, contínua, pois lá não haverá, inclusive, noite (Ap.21:3). Deus visitava o Éden, mas morará na nova Jerusalém.

c) no Éden, o homem, apesar de viver em delícias, tinha dores, pois Deus disse que à mulher que multiplicaria grandemente as suas dores (Gn.3:16) e só pode haver multiplicação de algo que já exista. Na nova Jerusalém, porém, é dito que Deus removerá todo pranto, toda dor, toda lágrima, todo clamor (Ap.21:4).

d) no Éden, havia uma restrição ao homem, que era a de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn.2:16,17). Na nova Jerusalém, porém, não há notícia de qualquer restrição ao homem nem de que esta árvore continue a existir ali, mas se faz menção tão somente da árvore da vida (Ap.22:2).

e) no Éden, o homem era meramente um mordomo, com poder apenas sobre a criação. Na Nova Jerusalém, entretanto, o homem, embora continue sendo servo de Deus, participa do governo divino, não é mais simplesmente servo, mas amigo de Deus (Jo.15:15), tanto que lhe será permitido participar do reino divino (Ap.21:5).

f) no Éden, houve espaço para a maldição divina (Gn.3:14-17), mas, na nova Jerusalém, ninguém ou nada jamais poderão ser amaldiçoados (Ap.22:3).

g) no Éden, o governo e a administração eram humanos, sob supervisão divina (Gn.1:26-28; 2:16), mas, na nova Jerusalém, o governo e a administração serão divinos, com participação humana (Ap.22:3,5).

- Por isso, ao vermos que a Nova Jerusalém é superior ao Éden, temos que concluir que os bem-aventurados que nela puderem entrar (cfr. Ap.22:14) reconhecer-se-ão uns aos outros, serão pessoas conscientes de onde estão, de quem são e porque ali estão. Muitos se indagam se, no céu, nós iremos ter noção de quem somos, de onde estamos e que o que estaremos a fazer. Muitos acham que, como a Bíblia afirma que não nos lembraremos mais de nossas dores e tristezas deste mundo, seremos pessoas sem noção do que fomos aqui na Terra e não teremos condição de nos reconhecermos uns aos outros nos céus. Não entendemos assim, entretanto. Por que Deus salvaria milhões e milhões de homens, para com eles habitar, se estes homens não tivessem sequer a noção de quem são, de quem é Deus e de onde estão? Como homens que venceram o pecado, que combateram o bom combate, que foram fiéis até o fim, passariam a eternidade sem a mínima noção de quem são? Como poderiam homens glorificados terem menos consciência do que quando viviam ainda numa natureza sujeita ao pecado?

- Certamente que homens e mulheres remidos, vivos para todo o sempre, não terão motivo algum para se lembrarem ou se amargurarem com sofrimentos, pesares, reminiscências do tempo em que viveram nos antigos céus e terra. Hoje em dia, num mundo de pecado e de miséria, ninguém se martiriza com lembranças desagradáveis do passado não tão remoto assim e se o fazem, são tidos como portadores de alguma doença mental, geradora de traumas, síndromes ou paranóias. Então, se no ambiente imperfeito que vivemos, o normal é se esquecer do passado sombrio, por que haveria de ser diferente na dimensão sublime da comunhão plena com o Senhor ? Agora, o fato de não nos lembrarmos, de não ficarmos presos a fatos passados, em absoluto significa que seremos verdadeiros “zumbis” no céu, sem saber sequer quem somos. Deus, pelo Seu caráter, jamais iria realizar um plano para a salvação do homem que quis conhecer o bem e o mal, para ter adoradores inconscientes e sem noção sequer de quem são. Como poderá o homem, na eternidade, louvar e bendizer ao Senhor, para todo o sempre, sem sequer saber quem é e que existem outras pessoas ali juntamente com ele ? Definitivamente, não é esta idéia concordante com o que as Escrituras afirmam ser o nosso Deus.

- É importante verificarmos que a nova Jerusalém já está vindo para ocupar o seu devido lugar no novo universo que será formado. Jesus afirmou que a nova Jerusalém já existia ao tempo de Seu ministério terreno. Sua assertiva é bem clara: “na casa do meu Pai, há muitas moradas, se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar”. A cidade santa já existia e já tinha muitas moradas. Embora ela existisse, porém, o homem não poderia habitá-la, ou seja, o homem não estava preparado para poder ingressar nesta cidade, precisamente porque tinha suas vestes manchadas pelo pecado.

- Sabemos todos que há grandes restrições para que alguém entre nos Estados Unidos da América. É preciso que a pessoa obtenha visto do governo norte-americano para li ingressar e são várias as modalidades de visto. Os Estados Unidos existem, têm milhares de cidades, cadas, edifícios, mas não há lugar algum preparado para aquele estrangeiro que não tiver visto para ali entrar. No dia em que lhe for providenciado um visto, ele ali poderá entrar, ele ali terá lugar, enquanto não, não. Pois é exatamente o que ocorre com a Nova Jerusalém. Jesus afirmou que a cidade já existia, que tinha muitas moradas, mas o lugar ainda não estava preparado, porque não havia como o ser humano conseguir ali entrar. Era preciso que alguém morresse e pagasse o preço da desobediência e, assim, retirasse a espada que impedia o acesso do homem à árvore da vida (Gn.3:24). Esta espada foi retirada por Jesus, quando morreu por nós na cruz do Calvário (Lc.2:35) e, assim, nos abriu um novo e vivo caminho que nos introduz à Jerusalém celestial (Hb.10:19-23).

- O primeiro a ingressar na nova Jerusalém foi o próprio Jesus, como nos relata o Sl.24. O salmista indaga quem poderia subir ao monte do Senhor, ao lugar santo, e aqui se refere a este lugar onde Deus conviverá com o homem, figurado pelos altares, tendas e templos que foram construídos ao longo da história da humanidade (observemos, aliás, que este salmo é anterior à construção do próprio templo de Salomão). O salmista afirma que somente poderia ali entrar quem fosse limpo de mãos e puro de coração, que não entregasse a sua alma à vaidade, nem jurasse enganosamente(Sl.24:3,4). Ora, como diz o próprio salmista, em outro salmo, olhando do céu, o Senhor não viu sequer um justo que pudesse preencher estes requisitos (Sl.14:2,3; 53:1). Por isso, o próprio Deus, na pessoa do Seu Filho, desceu ao mundo, para poder executar este indispensável trabalho, pois só assim o Filho poderia receber a bênção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação e criar uma geração de homens que buscassem a face do Senhor(Sl.24:6). Aí, sim, tendo feito o Seu trabalho e satisfeito a justiça divina (Is.53:10-12), ressuscitou e foi o primeiro a entrar na cidade santa (Sl.24:7,8), de onde voltará (Jo.14:3), para lá levar a Sua Igreja (Sl.24:9,10).

- Os segundos a ingressarem na nova Jerusalém serão os arrebatados pelo Senhor no momento imediatamente anterior ao início da Grande Tribulação. Como afirmam alguns estudiosos das Escrituras, entre os quais os pastores Aldery Nelson Rocha e Ailton Muniz de Carvalho, a nova Jerusalém há muito está descendo do céu. Engana-se quem pense que a nova Jerusalém descerá do céu depois do juízo final, pois ela tem descido desde que teve seus lugares preparados para os homens. A partir de então, a nova Jerusalém vem continuadamente vindo em direção à Terra. Chegará à área das regiões celestiais hoje habitadas pelas hostes espirituais da maldade no instante do arrebatamento da Igreja. Depois, já com a Igreja arrebatada em seu interior, continuará a descer e atingirá a atmosfera terrestre exatos sete anos depois, quando, então, ocorrerá a batalha do Armagedom. Após esta batalha, receberá, em seu interior, os que completarem a primeira ressurreição (as duas testemunhas, os 144.000 e os mártires da Grande Tribulação). Em seguida, nos ares de nossa atmosfera, pairará durante todo o Milênio, sendo, segundo estes estudiosos, a sua presença uma das principais responsáveis pelas modificações climáticas e físicas que a natureza terá neste período. Por fim, ao término do Milênio, ocupará o seu devido lugar, nos novos céus e nova terra, que substituirão os antigos céus e terra. A Nova Jerusalém seria, assim, como uma super e gigantesca estação espacial a caminho da Terra.

- A descrição da Nova Jerusalém é sublime e nos enche de gozo e nos faz pensar, como o poeta sacro, que, se é glorioso pensar nas grandezas dali, que não será desfrutá-los e é por isso que o apóstolo Paulo nos conclama a jamais desanimarmos nem desistirmos, por maiores que sejam as provas e as lutas, pois “…as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rm.8:18). No entanto, não devemos nos esquecer que a nova Jerusalém é de outra dimensão, da dimensão celestial e que, portanto, muito de sua descrição é figurativa, é alegórica, não pode ser compreendida literalmente, pois se trata de uma descrição feita por Deus aos homens para que pudéssemos compreender, na limitação da nossa mente, o que nos está reservado, pois é algo que está muito além de nossa parca imaginação (I Co.2:9).

- Em primeiro lugar, devemos observar que a nova Jerusalém tem a glória de Deus (Ap.21:11). A glória de Deus é uma característica típica dos lugares santos e, por isso, a nova Jerusalém é o lugar santo por excelência e nela não haverá necessidade de templo, pois o seu templo será o próprio Deus. A nova Jerusalém é a morada de Deus com os homens, um lugar onde Deus Se manifestará na Sua glória. Teremos um privilégio que um dia foi do querubim ungido, qual seja, o de contemplar a glória de Deus para todo o sempre.

- Em segundo lugar, vemos que a cidade tem doze portas, com os nomes das doze tribos de Israel e o muro da cidade, doze fundamentos, com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Isto, naturalmente, é uma linguagem figurada para nos mostrar que o fundamento, a razão de ser da convivência eterna com Deus é a salvação na pessoa bendita de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A salvação vem dos judeus e através da fé em Cristo Jesus. Daí porque a cidade ostentar tanto os nomes das tribos de Israel, ou seja, os filhos de Jacó que formaram o povo de onde veio a salvação do mundo, como também os nomes dos doze apóstolos, aqueles que foram os “filhos na fé” de Jesus, que foram escolhidos para iniciar a obra da Igreja, o novo povo de Deus. Não há outro caminho para a comunhão com Deus senão Jesus, o Messias de Israel, a cabeça da Igreja: “só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (I Tm.2:5).

- Em terceiro lugar, vemos que a cidade é um cubo, com 2.200 km de comprimento(Ap.22:16 NVI), o que dá um volume de 10.648.000.000 km³, ou, em notação científica, 1,0648 .10¹² km³, o que é quase o volume do próprio planeta Terra, que é de 1,081.10¹² km³, ou seja, a cidade celeste tem praticamente o mesmo volume do planeta, ou seja, há lugar suficiente para quem quiser aceitar a Cristo como Salvador (observando que o planeta não pode ser ocupado pelo homem senão em parte ínfima, já que 2/3 é de água e a crosta terrestre tem uma dimensão extremamente diminuta em relação ao volume do planeta, ou seja, há muito mais lugar na cidade santa do que na própria Terra para o homem).

- Em quarto lugar, a cidade tem um muro, ou seja, é protegida, é organizada. A presença do muro nas cidades antigas era, a um só tempo, demonstração de segurança, de soberania e de organização. Uma cidade que tinha muros era uma cidade que tinha governo, que tinha alguém zelando pela segurança dos cidadãos, que impunha autoridade e respeito. Era uma cidade que tinha ordem, que tinha organização. Era uma cidade que protegia os seus cidadãos contra os inimigos. Enquanto no Éden não há notícia de que houvesse muros, tanto que o inimigo ali adentrou, na nova Jerusalém isto não é possível. Não significa afirmar que haverá um muro literal, físico, até porque, como as Escrituras afirmam, o céu e a terra como conhecemos já não mais existirão a este tempo (Ap.21:1) e a nova Jerusalém é uma cidade que vem do céu, do chamado “Universo absoluto”, não é algo que faça parte da criação relativa que será substituída, que terá desaparecido, como nos descreve o apóstolo Pedro (II Pe.3:10,11) e nos afirma o próprio Jesus (Mt.24:35). Mas é uma forma clara de o Senhor nos revelar que a nova Jerusalém é um local de ordem, de organização, de proteção divina e onde o Senhor estabelecerá o Seu domínio para todo o sempre.

- Em quinto lugar, a cidade é descrita como contendo pedras preciosas e ouro, ou seja, aquilo que é mais venerado e procurado pelos homens que não têm a perspectiva da eternidade, aqueles que servem às riquezas e, por isso, não podem servir a Deus (Mt.6:24; Lc.16:13), é tão somente adorno, enfeite e material para aspectos secundários e supérfluos na cidade santa. Os muros são feitos e ornados de pedras preciosas, as ruas, de ouro. Os remidos pisarão em ruas de ouro, ou seja, os valores materiais, aquilo que os homens tanto veneram e respeitam em nossa vida secular, nada representam na vida celestial. O ouro que é tão procurado, que é alvo de tantas disputas, que faz com que o mundo rode, na conhecida expressão inglesa (“money makes the world go around”, ou seja, o dinheiro faz o mundo rodar), na santa cidade, não passa de chão, de algo que é pisado, nem sequer observado, algo sem qualquer valor. Os valores celestiais, espirituais são muitíssimo superiores aos materiais e é isto que esta alegoria nos revela. Por isso, enquanto é tempo, desprendamo-nos das coisas materiais, não assumamos nem sejamos coniventes com doutrinas e ensinos ditos cristãos que privilegiam a posse de bens materiais, a prosperidade material, porque, se assim fizermos, não seremos achados dignos de morar na nova Jerusalém, onde nada disso tem valor.

- Em sexto lugar, vemos que, mesmo nesta santa cidade, a Palavra de Deus continuará a ter valor. Os céus e a terra passaram, mas a Palavra de Deus nunca passará, permanecerá para sempre, mesmo na santa cidade. A cidade não necessitará de sol nem de luz, porque será iluminada pela glória divina e, mais, terá o Cordeiro como sua lâmpada (Ap.21:23). Ora, o Cordeiro, quando descer desta santa cidade, com a Igreja, para libertar a Israel, mostrará que lâmpada é esta: “…e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.” (Ap.19:13b), “…lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para o meu caminho” (Sl.119:105). Jesus é o Verbo de Deus, a Palavra de Deus e, assim como João viu a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade, ainda que encarnado, nós contemplaremos esta glória eternamente, pois “…a palavra do Senhor permanece para sempre” (I Pe.1:25a) e no céu (Sl.119:89). Compreendamos, portanto, quão poderosa é a Palavra de Deus, que permanecerá válida e soberana até mesmo na Nova Jerusalém, o que não é de se admirar, já que o Senhor pôs a Sua Palavra acima de Si mesmo (Sl.138:2). Será à luz desta Palavra que as nações seguirão na eternidade com Deus e O adorarão (Ap.21:24). Pela presença da Palavra é que a cidade se manterá santa e sem coisa alguma que a contamine (Ap.21:27), pois é a Palavra quem santifica (Jo.17:17).

- Em sétimo e último lugar, a cidade apresenta o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procede do trono de Deus e do Cordeiro e, no meio da praça, a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, cujas folhas são para a saúde das nações (Ap.22:1,2). Esta linguagem, igualmente figurada, fala-nos da eternidade de que desfrutarão os habitantes desta santa cidade. No Éden, como vimos, o homem possuía uma eternidade condicional, fora feito mortal, mas, enquanto obedecesse ao Senhor, jamais morreria. Aqui, porém, a situação é bem diferente. O homem tem a vida eterna, esta dádiva que é recebida por todos aqueles que crêem em Jesus Cristo (Jo.3:16; 17:3; I Jo.5:11,12). O texto fala-nos, assim, da vida eterna.

- Fala-nos da vida, porque o rio puro da água da vida que procede do trono de Deus e do Cordeiro é símbolo da comunhão entre Deus e o homem através de Jesus Cristo, resultado da crença em Jesus. “Quem crê em Mim, como diz a Escritura, rios de água viva manarão do seu ventre” (Jo.7:38) e “…aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna (Jo.4:14). Somente pode morar na Nova Jerusalém quem tem a vida eterna, quem recebeu a água viva oferecida por Jesus e que, recebida em nosso espírito, é distribuída aos homens, levando-nos para a glória celeste. Quem não tem comunhão com Deus através de Jesus Cristo jamais poderá alcançar a salvação, sendo esta uma das passagens que bem demonstraram que só Jesus é o caminho para o aperfeiçoamento espiritual do homem, para que ele atinja o objetivo de viver eternamente com o seu Criador.

- Mas o texto também nos fala de eternidade, porque nos diz que, no meio da praça, há a árvore da vida que, de mês em mês, dá seu fruto e que seu fruto é restaurador, sarador, é para a saúde das nações. A vida na nova Jerusalém é eterna, pois Deus Se encarregará de regenerar constantemente o homem, de impedir que o tempo tenha qualquer efeito sobre ele. É o Estado Eterno, ou seja, o tempo não mais existirá. Os séculos terão se consumado (Mt.28:20), mas o Senhor continuará conosco, providenciando e garantindo a perpetuidade da nossa existência ao Seu lado. A árvore da vida é o próprio Cristo, o Pão da Vida, “…o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra”(Jo.6:50), “…o pão vivo que desceu do céu [que] se alguém comer (…) viverá para sempre.” (Jo.6:51a). A comunhão que nos dá a vida eterna, simbolizada na ceia do Senhor, será, então, uma realidade contínua e completa para todo o sempre. A periodicidade mencionada no texto de Ap.22:2 é figurativa, apenas retrata a constância com que se dará esta comunhão, pois, na nova Jerusalém, não haverá mais tempo, assim como também é figurativa a afirmação concernente à saúde das nações, pois, na nova Jerusalém, não haverá qualquer possibilidade de doença. O que o texto está a afirmar é que a restauração espiritual operada nos homens que perseveraram até o fim será eternamente sustentada e garantida pelo Senhor, a nossa árvore da vida.

OBS: Por isso, até, muitas denominações, inclusive as Assembléias de Deus, estabeleceram a periodicidade mensal da ceia do Senhor, por entender que ela é uma figura da comunhão eterna da nova Jerusalém, comunhão esta descrita em Ap.22:2.

“…Os simbolismos requerem muitos cuidados nas suas interpretações, eles podem ser revestidos de figuras de linguagem, como podem estar revelando grandes verdades. No assunto em pauta [o rio e a árvore da vida, observação nossa], preferimos admitir que estejam sendo reveladas grandes verdades, porém de maneira espiritual e não literal. O próprio Cristo é a árvore da vida que dá vida a todos os homens. Ele é a própria Palavra, o Verbo encarnado. A Palavra de Deus é a fonte de vida para todos que nela crer.(…). Suas folhas dão saúde, assim como Sua Palavra salva e limpa todos os males espirituais da humanidade. As folhas de uma árvore revelam sua condição: quando elas estão amarelas, dizem que a árvore poderá estar doente; quando secas, pode estar morta; quando estão verdes e brilhosas, entendemos que está com vida boa. Assim é o justo que confia no Senhor, quando é nutrido pela Palavra….” (SILVA, Osmar José da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.7, p.195).

- “Conservemos em nossa lembrança as riquezas do lindo país e guardemos conosco a esperança de uma vida melhor, mais feliz. Pois dali, pois dali, uma voz verdadeira não cansa de oferecer-nos do reino da luz o amor protetor de Jesus. Se quisermos gozar da ventura que no belo país haverá, é somente pedir de alma pura, que de graça Jesus nos dará. Pois dali, pois dali, todo cheio de amor, de ternura, deste amor que mostrou-nos na cruz, nos escuta, nos ouve Jesus” (3ª e 4ª estrofes do hino 202 da Harpa Cristã, da autoria de Luiz V. Ferreira).

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

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A promessa da segunda vinda de Cristo – 4

Publicado por Editor em 2007/12/13

A PROMESSA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO Jo 14.1-3; At 1.9-11

Lição 11 – 16/12/2007

Texto Bíblico: At 1.11 Varões galileus, porque estais olhando para os céus? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima nos céus, há de vir assim como para o céu o viste ir.

TRÊS FATOS QUE NÃO PODEM SER IGNORADOS

1. A PARTIDA DE JESUS AO CÉU

  • Foi inesperada – At 1.9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.
  • Foi observada – At 1.10 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco
  • Foi testificada – At 1.11 Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

2. A CHEGADA DE JESUS NO CÉU

  • Foi anunciada – Sl 24.7 Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
  • Foi aguardada – Sl 24.8 Quem é este Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra.
  • Foi celebrada – Sl 98.1 CANTAI ao Senhor um cântico novo, porque fez maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a salvação.

3. O RETORNO DE JESUS DO CÉU

  • Será inevitável – Hb 10.37 Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.
  • Será repentino – Mt 14.27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.
  • Será cumprido – 2 Pe 3.9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.

 Pr Adilson Guilhermel
www.pastorguilhermel.com.br

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A promessa da segunda vinda de Cristo – subsídios

Publicado por Editor em 2007/12/11

 

 

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A promessa da segunda vinda de Cristo – 1

Comentarista: Dr. Caramuru Afonso

A promessa da segunda vinda de Cristo – 2

Comentarista: Pb. José Roberto Barbosa

A promessa da segunda vinda de Cristo – 3

Fonte: Rádio Boas Novas

A promessa da segunda vinda de Cristo – 4

Comentarista: Pr. Adilson Guilhermel 

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A promessa da segunda vinda de Cristo – 2

Publicado por Editor em 2007/12/11

A PROMESSA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Texto Áureo: At. 1.11 – Leitura Bíblica em Classe: Jo. 14.1-3; I Ts. 4.13-17
Pb. José Roberto A. Barbosa

 


Objetivo: Mostrar que a promessa da vinda de Cristo, para arrebatar a Sua igreja, nos dá esperança em relação ao futuro.

INTRODUÇÃO
Antes que Jesus fosse assunto aos céus, os discípulos mostraram-se inseguros a respeito do que haveria de lhes acontecer a partir de então (Jo. 14.1-3). O Senhor, no entanto, prometeu-lhes que voltaria para os levar para si. Esse advento é revelado, mais precisamente, por Paulo em suas epístolas, cujo termo é traduzido, em português, por “arrebatamento”. Veremos, na lição de hoje, que essa manifestação iminente de Cristo, para a igreja, é motivo de esperança, júbilo e santificação.

1. A PROMESSA DO ARREBATAMENTO DA IGREJA
A promessa bíblica ensina que Cristo pode voltar a qualquer momento e arrebatar a sua igreja. É isso que significa iminência, um acontecimento que pode acontecer sem aviso prévio (I Co. 1.7; 16.22; Fp. 3.20; 4.5; I Ts. 1.10; 4.15-18; I Ts. 5.6; I Tm. 6.14; Tt. 2.13; Hb. 9.28; Tg. 5.7-9; I Pe. 1.13; Jd. 21; Ap. 3.11; 22.7,12,20; 22.17,20). Todas essas passagens mostram que não haverá sinais específicos antes do arrebatamento da igreja. Os sinais de Mt. 24 não são para a igreja, mas para os santos da Tribulação, e como bem sabemos, nenhuma passagem da Tribulação se refere à igreja, mas a Israel (Dt. 4.29,30; Jr. 30.4-11; Dn. 8.24-27; 12.1,2). Se existe algum sinal para a igreja, que precede ao arrebatamento, esses se encontram em I Tm. 4.1 e II Tm. 3.1.

2. DESCRIÇÃO TERMINOLÓGICA DO ARREBATAMENTO
Na passagem de I Ts. 4.13-18, Paulo informa a seus leitores de que os crentes que estiverem vivos por ocasião do arrebatamento serão reunidos aos que morreram em Cristo antes deles. A palavra arrebatados, no versículo 17, é “harpazo”, em grego, e significa, literalmente, “dominar por meio da força” ou “capturar”. Essa palavra é usada 14 vezes no Novo Testamento grego, em contextos diferenciados, com significados distintos (Mt. 12.29; Jo. 10.12; Jo. 6.15; 10.28-29; At. 23.10; Jd. 23; At. 8.39; II Co. 12.2,4; Ap. 12.5). Além do termo “harpazo”, o NT usa outros vocábulos para se referir ao arrebatamento: “episynagoge” (reunião – II Ts. 2.1); “allatto” (mudar – I Co. 15.51-52); “paralambado” (levar – Jo. 14.3); “epifanéia” (manifestação – Tt. 2.13); “rhuomai” (atrair para si – I Ts. 1.10); “apocalypsis” (revelação – I Pe. 1.13) e “parousia” (presença – Tg. 5.7-8).

3. O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
O arrebatamento é apresentado no Novo Testamento como um “translado” (I Co. 15.51-52; I Ts. 4.15-17), no qual Cristo virá para a sua Igreja. A vinda de Cristo, propriamente dita, com seus santos, descendo do céu, acontecerá por ocasião do estabelecimento do reino milenial (Zc. 14.4-5; Mt. 24.27-31). Paulo trata do arrebatamento como um “mistério” (I Co. 15.51-54), isto é, uma verdade não revelada até seu desvendamento pelos apóstolos (Cl. 1.26), sendo, assim, um evento em separado, já a segunda Vinda de Cristo, foi predita no Antigo Testamento (Dn. 12.1-3), justamente por ter uma relação maior com Israel. Depois do arrebatamento, haverá um período de aflição, denominado de Grande Tribulação, será um tempo de angústias incomuns para Israel, cuja duração específica será de três anos e meio (Dn. 9.27). Costuma-se fazer a distinção entre a Tribulação da Grande Tribulação, cada uma durará três anos e meios, perfazendo os sete anos totais. No livro do Apocalipse, a Grande Tribulação vai dos capítulos 6 ao 19. A respeito da Tribulação (ou Grande Tribulação), veja as seguintes passagens: Mt. 24.21; Ap. 7.14; Dn. 7.25; Ap. 13.5-8; Mt. 21.21,23; Dt. 4.30; Jr. 25.29-39.

CONCLUSÃO
A promessa do retorno de Cristo para arrebatar Sua igreja é motivo de amor para a Igreja, figurado na expectativa da noiva pelo seu amado (I Pe. 1.8). Essa esperança serve também de estímulo para a santificação, na medida em que buscamos agradar ao Senhor até que Ele venha ( Jo. 3.2-3; II Pe. 3.11-15). Enquanto essa promessa não se cumpre, estejamos, pois, envolvidos na seara do Mestre, sem desperdiçar oportunidades para levar outros a confiarem em Cristo enquanto ainda há tempo (II Pe. 3.8,9,14,15).

BIBLIOGRAFIA
PENTECOST, J .D. Manual de Escatologia. São Paulo: vida, 2002.
ICE, T. e DEMY, T. A verdade sobre o arrebatamento.Porto Alegre: Acctual, 2001

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A promessa da segunda vinda de Cristo – 1

Publicado por Editor em 2007/12/09

A PROMESSA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Dr. Caramuru Afonso
Fonte: Portal Escola Dominical 

A promessa da segunda vinda de Cristo é a promessa mais importante dirigida à Igreja depois da salvação.

INTRODUÇÃO

- A promessa da segunda vinda de Cristo é a promessa mais importante registrada em o Novo Testamento, tanto que é a mais repetida em todo o texto sagrado. Promessa voltada para a Igreja, é a esperança de todo cristão, a razão de ser da sua vida espiritual.

- Os dias difíceis em que vivemos são dias em que muitos já não crêem mais nesta promessa, mas devemos nos alimentar desta esperança todos os dias, pois não crer nesta promessa é sinal de apostasia (I Pe.3:3,4).

I – A PROMESSA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Colaboração/Gráfico: Enomir Santos

- A promessa da segunda vinda de Cristo é a promessa mais repetida em o Novo Testamento. Por 318 vezes, esta promessa é lembrada no texto sagrado, o que mostra, claramente, que se trata da promessa mais importante para a Igreja, a razão de ser da sua própria fé. Paulo, na sua última epístola, mostra que era esta a sua esperança, tanto que diz que esperava a coroa que estava reservada não só a ele, mas a todos quantos amassem a vinda do Senhor (II Tm.4:8), a nos indicar, portanto, que o motivo do bom combate, da guarda da fé e da carreira até o fim era o amor à vinda de Jesus.

- Trata-se de uma promessa dirigida à Igreja. Com efeito, todas as vezes que o Senhor Jesus fala a respeito de Sua vinda, mostra que se trata de uma promessa reservada para os Seus discípulos. No famoso sermão escatológico, o Seu maior sermão, vemos claramente que se trata de uma conversa entre Cristo e Seus discípulos (Mt.24:3; Lc.21:7), sendo nítido, em todo o sermão, que o Senhor traz uma mensagem à Igreja.

- Na parábola das dez virgens, também, vemos que Jesus Se identifica com o noivo, a nos mostrar que se trata de uma promessa dirigida única e exclusivamente à noiva, que outra não é senão a Igreja (Ef.5:23; Ap.19:7; 21:9; 22:17). O apóstolo Paulo, mais de uma vez, também nos mostra que a promessa da volta de Cristo é algo reservado para a Igreja, em passagens como I Co.15:23, 52-58; Fp.3:20,21; I Ts.1:10; 5:9, tendo, no mesmo sentido, se manifestado tanto Tiago (Tg.5:7), Pedro (I Pe.1:4; II Pe.1:16; 3:9,10) e João (I Jo.2:18; 3:1-3).

- A promessa da vinda de Cristo, portanto, é uma promessa dirigida para a Igreja, considerando-se como “vinda de Cristo” o arrebatamento, a promessa que Jesus deixou dirigida aos Seus discípulos em meio a Suas últimas instruções, como se vê de Jo.14:1-3. O plano da salvação envolve a convivência eterna com o Senhor e, por isso, tem-se como necessária a vinda de Cristo para não só nos levar para junto dEle, mas também para premiar aqueles que nEle creram e que, por conseguinte, não merecem sofrer a ira divina que há de vir sobre a face da Terra.

- A promessa da vinda de Cristo é uma promessa incondicional. Jesus diz “certamente cedo venho” (Ap.22:20) ou, ainda, “eis que cedo venho” (Ap.22:12), a mostrar que se trata de uma afirmação do Senhor que não depende de qualquer condição para que seja cumprida. Como diz o poeta sacro Justus H. Nelson, no hino 36 da Harpa Cristã, “Sua vinda é certa”, embora não saibamos quando. Jesus virá, estejamos preparados ou não, o que aumenta a nossa responsabilidade. Existem condições para sermos arrebatados, mas a promessa do arrebatamento é incondicional.

- Por fim, vemos que a promessa da vinda de Cristo, como toda promessa divina, tem um propósito espiritual. Além de ser uma promessa nitidamente espiritual, visto que dirigida para o povo santo, para o povo espiritual que é a Igreja (I Pe.2:9,10), tem-se que Jesus virá buscar a Sua Igreja a fim de que se possa derramar sobre a face da Terra a ira de Deus, o que não seria possível ante a presença de um povo justo e santo (Gn.18:23-26), bem como se possa cumprir a promessa das setenta semanas de Daniel com a redenção do povo de Israel (Dn.9:24-27), primeiro passo para o cumprimento das promessas messiânicas que ainda estão por cumprir.

II – A PROMESSA DA VINDA DE JESUS E A IGREJA PRIMITIVA

- Jesus, em Seus ensinamentos, sempre deixou claro aos discípulos que Ele haveria de voltar a esta Terra. O sermão escatológico de Jesus, o Seu maior sermão registrado nas Escrituras, responde a uma indagação dos discípulos a respeito do tempo em que o templo de Jerusalém seria destruído, como também de quando seria a Sua vinda (cfr. Mt.24:1). Isto nos mostra, de forma clara, que.

- A noção de que Jesus voltaria a esta Terra por uma segunda vez, até a revelação proporcionada por Jesus a Seus discípulos, não era algo tão evidente até então. Nas profecias messiânicas do Antigo Testamento, havia a promessa da vinda do Messias, que livraria Israel dos seus inimigos bem como estabeleceria um concerto eterno entre o povo e Deus, com o término dos pecados e de toda a transgressão, mas nunca se havia cogitado, de uma forma clara, que o Messias viria duas vezes. A profecia mais próxima a permitir uma ilação desta natureza é, precisamente, a profecia das setenta semanas, onde se diz que, na sexagésima nona semana, o Messias seria tirado e não seria mais (Dn.9:26), mas uma pequena porção que passou despercebida pelos escribas e rabinos israelitas, o que, aliás, foi explicado pelo apóstolo Paulo, que disse ter havido como que um véu cobrindo e cegando o entendimento de Israel (cfr. II Co.3:14-16), para que se abrisse a presente oportunidade para todos os gentios (cfr. Rm.11:25).

- A pergunta dos discípulos, entretanto, mostra que Jesus lhes revelara, durante o Seu ministério terreno, mais este segredo, ou seja, o de que o Messias viria, mas seria rejeitado por Israel e formaria um novo povo, a Igreja (cfr. Ef.3:4-12), abrindo uma oportunidade a todos os seres humanos para a salvação, num tempo indeterminado em que seria anunciado o Evangelho, tempo que as Escrituras denominam de “hoje” (cfr. Hb.4:6-11), um “hoje”, entretanto, que, como todo dia, findará à meia-noite (cfr. Mt.25:6), quando, então, ocorrer o encontro da Igreja com Jesus, que é, precisamente, o arrebatamento da Igreja.

- O arrebatamento da Igreja é, portanto, o fato que porá fim à dispensação da Igreja, a este tempo que estamos vivendo em que o Espírito Santo atua livremente, através de todos os homens e mulheres que, independentemente de raça, tribo ou nação, aceitam a mensagem do Evangelho, crêem que Jesus é o Salvador e se submetem ao Seu senhorio, passando a viver segundo a Sua vontade. Arrependendo-se de seus pecados e passando a ser novas criaturas, os salvos em Cristo passam a formar a Igreja e a fazer a vontade de Deus, anunciando, através de sua nova vida e de palavras, confirmadas com sinais, que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o céu. Ao mesmo tempo que pregam o evangelho, os membros da Igreja, que é o corpo de Cristo, não cessam de dizer, também, que Jesus breve virá, que há um tempo para aceitarmos o perdão dos pecados oferecido por Deus através de Jesus Cristo, preparando-se e desejando que Jesus venha para nos buscar, pois, então, cessará o “dia aceitável do Senhor”, dando-se início ao “dia da vingança do nosso Deus” (cfr. Is.61:2).

- Pelo que vemos, portanto, Jesus deixou bem claro aos discípulos a respeito da Sua volta, tanto que é esta a mensagem que mais vezes se repete no Novo Testamento. A vinda de Jesus é o fato futuro que é aguardado pela Igreja, tanto que, no seu instante mais solene, que é a celebração da ceia, ao tomar do pão e do vinho, símbolos do corpo e do sangue de Jesus, aponta para a vinda do Senhor (cfr. I Co.11:26).

- Os escritos dos apóstolos mostram, também, com clareza, que a Igreja esperava ansiosamente a volta de Jesus, ainda para os seus dias. Paulo discorre sobre o arrebatamento (como teremos ocasião de ver infra) tanto na sua primeira carta aos coríntios, no capítulo 15, como em sua carta aos tessalonicenses, no capítulo 4. João refere-se à vinda do Senhor em suas epístolas, assim como Tiago, Pedro e Judas. A revelação dada a João na ilha de Patmos, que resultou no Apocalipse, é como que a coroação da esperança da igreja dos tempos apostólicos na vinda do Senhor, esperança esta que não deveria cessar em momento algum da história da Igreja, tanto que a última oração das Escrituras outra não é senão o de pedido de volta do Senhor: “Ora vem, Senhor Jesus” (Ap.22:20 “in fine”).

- Estes escritos dos apóstolos, por sua vez, mostram claramente que os cristãos dos tempos apostólicos tinham uma viva esperança do imediato retorno de Cristo para buscá-los. O fato de os apóstolos terem escrito a este respeito revela que se tratava de um assunto presente na mente e nos corações dos crentes. Já em Jerusalém, o fato de os crentes terem vendido todas as suas propriedades e de passarem a viver numa comunidade sem maiores preocupações com a vida secular (cfr. At.4:32-37) é um fator que revela que esperavam Jesus para aqueles dias e com um ímpeto tal que se descuidaram completamente da vida secular (e da própria evangelização do mundo), o que, sem dúvida, havia sido aguçado pelo fato de a mensagem da volta de Cristo ter sido reforçada pela visão angelical que se seguiu à ascensão do Senhor (At.1:10,11).

- Os crentes de Tessalônica, por sua vez, começaram a se desesperar ao perceber que alguns crentes estavam falecendo antes da volta de Cristo, a indicar, portanto, que também esperavam Jesus para os seus dias, o que levou Paulo, em suas duas cartas àquela igreja, a fazer ponderações, reavivando seus ensinamentos a respeito do tema, para que não houvesse, ali também, exageros que levassem ao descrédito da mensagem escatológica, descrédito este que já foi sentido pelo apóstolo Pedro, como fica claro na sua segunda epístola, e que, assim como naquele tempo, tem sido uma das principais armadilhas do inimigo no meio do povo de Deus.

III – A IDÉIA DA VOLTA DE CRISTO NA HISTÓRIA DA IGREJA

Colaboração/gráfico Jair César

- Entretanto, até por conta de alguns exageros, a mensagem escatológica, paulatinamente, foi perdendo força no meio da Igreja e, com a assimilação do paganismo, deixou, mesmo, de ser até pregada e ensinada, pois, como já vimos em lições anteriores, passou a ser adotada como doutrina oficial da Igreja Romana, o “amilenismo”, ou seja, a consideração de que não haveria um reino milenial de Cristo, de que o reino de Cristo é o tempo da Igreja, de modo que se passou a dizer que a volta de Cristo somente se daria para o julgamento final, no fim dos tempos, quando viria para julgar os vivos e os mortos.

OBS: Esta idéia foi cristalizada no chamado “Credo dos apóstolos”, que tudo indica tenha sido formulado em Roma por volta do segundo século. Nele é dito: “… E [creio] em Jesus Cristo, Seu Filho Unigênito e nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, sofreu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu ao inferno. Ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos. Subiu ao Céu e assenta-Se à mão direita de Deus Pai, Todo-Poderoso. Dali virá para julgar a vivos e mortos….” (grifo nosso)

- Assim, a expressão “volta de Cristo”, também chamada de “advento” ou, ainda, “segundo advento”, passou a representar apenas o retorno de Jesus para julgar os vivos e os mortos, no final da história da humanidade, após o “triunfo” da Igreja, que prevaleceria sobre os incrédulos na face da Terra, evangelizando o mundo todo. Seria, para se usar aqui da expressão de Agostinho, o teólogo e filósofo que sistematizou a doutrina amilenista, a vitória da “cidade de Deus” sobre a “cidade do diabo”.

OBS: Não era esta, porém, a idéia seguida pelos cristãos até a cristalização do Credo. Em sua obra Teologia sistemática, Lewis Chafer faz questão de trazer à baila diversos estudos de historiadores que evidenciam a crença da Igreja na segunda vinda de Cristo antes do milênio, num contraste com a opinião adotada pela Igreja Romana. Entre elas, merece ser transcrito trecho do grande historiador inglês Edward Gibbon, nada simpático ao Cristianismo, em sua obra clássica Declínio e queda do Império Romano: ‘…era universalmente crido que o fim do mundo estava próximo. A abordagem da proximidade desse evento maravilhoso havia sido predita pelos apóstolos. A tradição dela foi preservada pelos seus discípulos mais antigos, e aqueles que entenderam o sentido literal deles nos discursos do próprio Cristo foram obrigados a esperar a segunda vinda gloriosa do Filho do homem antes que aquela geração fosse totalmente extinta….’(op.cit., v.1, p.532 apud Lewis CHAFER. Teologia sistemática, t.II, v.4, p.613).

- Este ponto-de-vista distorcido das Escrituras, porém, apesar de ter sido o prevalecente na história da Igreja até o século XIX, pois até mesmo entre os reformadores protestantes (Lutero, Calvino, entre outros), apesar de já se vislumbrar uma certa preocupação escatológica, não se debruçaram sobre este tema, centrando seus esforços de interpretação e de estudo da Bíblia Sagrada sobre outros assuntos, como a doutrina da salvação, nunca foi unânime, pois o Senhor jamais deixa que a Sua Palavra venha a ser totalmente sufocada, mormente no período em que vivemos, da dispensação da graça. Vez por outra, ao longo da história da Igreja, havia avivamentos e, nestes avivamentos, sempre surgia a verdade bíblica concernente à vinda de Jesus para a Sua Igreja, a esperança e razão de ser da vida cristã.

- No século II, ou seja, no mesmo século em que surgiu o Credo dos Apóstolos (vide supra), que cristalizou a visão amilenista, a Igreja foi sacudida pelo chamado “movimento montanista”, assim denominado porque teve em Montano a sua principal figura. Montano passou a anunciar o retorno iminente de Cristo, reavivando, assim, a esperança da Igreja. Apesar de certos exageros do movimento, o fato é que o movimento voltou a trazer a idéia da vinda de Cristo e de que este seria o evento que desencadearia as últimas coisas. O movimento, que surgiu por volta de 156, e que chegou a ter entre suas fileiras a proeminente figura de Tertuliano, um dos principais “pais da Igreja” dos primeiros séculos, perdurou até o século VI d.C. no Oriente.

- Com a Reforma, voltou-se a crer na segunda vinda de Cristo como um evento distinto do julgamento final, ou seja, como um acontecimento que antecederia o Milênio. Lutero, citado por Chafer, afirmou que “…Eu creio que todos os sinais que devem preceder os últimos dias já têm aparecido. Não pensemos que a vinda de Cristo está longe; olhemos com as cabeças erguidas; esperemos a vinda de nosso Redentor com anelo e mente alegre….” (apud Lewis CHAFER. Teologia sistemática, t.II, v.4, p.615), bem como Calvino, “…a Escritura uniformemente nos ordena a olhar com esperança para o advento de Cristo…”(Institutas da Religião Cristã, cap.25 apud Lewis CHAFER, op.cit., p.615).

- Foi somente a partir do século XIX, porém, que a idéia bíblica da vinda de Cristo como um evento que antecede o reino milenial e que se desenvolverá em duas fases distintas ganhou corpo, cremos que até como mais um sinal da proximidade da volta do Senhor. Lamentavelmente, como afirma Chafer, “…devido ao lugar central que a Soteriologia [doutrina da salvação, observação nossa] tem recebido dos reformadores e dos escritos teológicos subseqüentes, é que não foi dada a devida consideração à verdade profética…(op.cit., p.595). No entanto, até como uma reação ao chamado “movimento crítico bíblico”, que começava a influenciar os meios religiosos europeus, com a sua idéia de que a Bíblia não seria infalível, bem como ao próprio clima de sensação de fim de mundo surgido na Europa com a Revolução Francesa e as guerras napoleônicas, alguns teólogos e ministros do Evangelho passaram a se interessar pelo estudo das Escrituras e, particularmente, das profecias bíblicas, tendo, então, se sobressaído alguns movimentos e lideranças, entre os quais os chamados “irmãos de Plymouth”, que teve em John Nelson Darby (1800-1882), inglês-irlandês, um de seus maiores expoentes e a quem devemos o início do estudo da volta de Cristo sob a visão das dispensações e, muito especialmente, o chamado “pré-tribulacionismo”, que é a linha de pensamento adotada pelas Assembléias de Deus.

OBS: “…Darby acreditava que era essencial que a Igreja tivesse uma correta esperança. Esta esperança ele entendia que era a segunda vinda de Cristo. Em Sua vinda, sustentava Darby, Cristo levaria os santos para a glória com Ele, para que ela se tornasse a noiva, a esposa do Cordeiro. Darby insiste que ‘ nada é mais proeminente no Novo Testamento do que a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo.’ Ele aponta que é a promessa da volta de Cristo o que foi primeiramente oferecido para consolar os discípulos que testemunharam a ascensão do Senhor como se vêm em At.1:11. Conseqüentemente, diz Darby, ‘ não é de forma alguma estranho que – imediatamente após a conversão ao Deus vivo – que se passe a esperar pelo Seu Filho que virá da glória para nos livrar da ira futura’ ‘…”(Larry CRUTCHFIELD. John Darby:defensor da fé. http://www.according2prophecy.org/darby.html Acesso em 13 set.2004) (tradução nossa).

- Não é por acaso que, ao lado de um estudo mais detido sobre este tema, tenha a Igreja passado a experimentar um novo e vigoroso avivamento, que desencadeou o surgimento do movimento pentecostal. Entretanto, com preocupação, vemos que, nos últimos anos, este mesmo vigor na pregação da vinda de Cristo tem se enfraquecido e cedido seu lugar a outras pregações, em especial a da “teologia da prosperidade”, de forma que precisamos, mais do que nunca, estudarmos e meditarmos nesta mensagem, que é a esperança da Igreja, a razão de ser da nossa vida cristã. “Jesus breve virá” deve ser um tema constante de nossas mentes e corações.

- Assim, quando falamos em “volta de Cristo”, segundo os ensinamentos revigorados há pouco mais de cem anos (mas que já eram ensinados por Cristo e pelos apóstolos, de forma que não há sentido algum naqueles que procuram desacreditar estes ensinos com o argumento de sua “modernidade”), estaremos falando num episódio que tem duas fases bem distintas, a saber:

a) o arrebatamento da Igreja, bem descrito por Paulo em I Co.15 e I Ts.4, que é o momento em que se põe fim à dispensação da graça, quando Jesus vem buscar a Sua Igreja, nos ares, para que ela não passe pela Grande Tribulação.

b) a vinda em glória ou volta triunfal (em grego, a “parousia”), que é mencionada em passagens como Zc.12:9,10; Ap.1:7; 19:11-21, entre outras, que é o momento em que Jesus descerá no monte das Oliveira e impedirá a destruição de Israel, evento que porá fim à Grande Tribulação e ao reinado do Anticristo, na conhecida “batalha do Armagedom”.

IV – O QUE É O ARREBATAMENTO DA IGREJA

- Conforme temos visto, graças à misericórdia do Senhor e à ação do Espírito Santo, foi resgatada a verdade bíblica de que Cristo reinará literalmente sobre a face da Terra por mil anos, cumprindo-se assim as profecias messiânicas do Antigo Testamento. Entretanto, para que isto ocorra, é preciso que Israel se converta, pois ele rejeitou a Jesus, abrindo, assim, a oportunidade para a salvação dos gentios.

- Deste modo, faz-se preciso que o tempo dos gentios se complete, ou seja, que termine a dispensação da graça, e, com ela, termine o tempo do povo criado por Deus na Terra para esta dispensação, que é a Igreja. Esta Igreja, formada tanto por gentios quanto por judeus (cfr. Ef.2:11-22), tem uma promessa de Jesus, qual seja, a de que seria retirada da Terra para viver com o Senhor para sempre (Jo.14:1-3).

- O trabalho da Igreja, portanto, está limitado no tempo pela vinda do Senhor. Jesus mandou que a Igreja pregasse o evangelho, mas, quando houver a conclusão desta obra, “então virá o fim” (Mt.24:14 “in fine”). Estamos no “dia aceitável do Senhor” (Lc.4:19 “in fine”), que é o tempo da Igreja.

- A doutrina das últimas coisas tem de ser entendida dentro da perspectiva de que, para Deus, a Terra possui três povos, ou seja, os gentios, os judeus e a Igreja (I Co.10:32) e os eventos relativos ao final da história tem de levar em conta esta diversidade de povos.

- A Igreja está esperando Jesus(I Co.1:7; Fp.3:20; Tt.2:13; Tg.5:7; II Pe.3:1-13; I Jo.3:1-3; Jd.21); . Na ceia, anuncia a volta de Cristo; prega o evangelho para que alcance todas as nações e o fim do seu tempo sobre a face da Terra; faz o seu trabalho enquanto não se dá o início da última semana da profecia das setenta semanas de Daniel; aguarda o livramento prometido pelo Senhor da “ira futura” (I Ts.1:10).

- O arrebatamento da Igreja é, precisamente, este acontecimento em que Jesus retirará a Sua Igreja da face da Terra, no exato instante em que se iniciar a septuagésima semana de Daniel, quando Deus, então, tratará com os outros dois povos, Israel e os gentios. Será o “dia da vingança do nosso Deus” (Is.61:2 “in fine”), o “tempo de angústia”, tanto para os judeus (Dn.12:1), quanto para as nações (Lc.21:25), pelo qual a Igreja não passará.

- A palavra “arrebatamento” vem da expressão constante de I Ts.4:17, onde é dito por Paulo aos tessalonicenses que os crentes serão “arrebatados” e se encontrarão com o Senhor nos ares. Paulo estava ali falando a crentes a respeito da vinda do Senhor, ou seja, o seu ensino dizia respeito à vinda de Jesus para a Igreja, de forma que tudo ao que ele ali se referiu está relacionado com a Igreja, este novo povo criado na dispensação da graça.

- “Arrebatamento” significa “retirada repentina, rápida, de improviso”, normalmente com violência. Tem o mesmo significado que “rapto”, que, aliás, é a palavra utilizada para a tradução do termo grego de I Ts.4:17 na Vulgata Latina (a tradução da Bíblia para o latim, a língua dos romanos e que até hoje é a tradução oficial da Igreja Romana).

- O arrebatamento da Igreja, portanto, é a retirada repentina, de improviso, dos membros do corpo de Cristo sobre a face da Terra, antes que se inicie o período mais negro da história da humanidade. Jesus, então, como diz Paulo, descerá até as nuvens e se encontrará com a Igreja, que é a reunião dos salvos de todos os tempos, daqueles que creram na pessoa de Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador.

OBS: “…O Senhor não teria inaugurado uma Igreja que estava apenas na fundação. Aqueles discípulos que acompanhavam Jesus, e existiam no dia de Pentecostes, não chegavam a mil, eram apenas parte do fundamento da novel Igreja. Muitos outros foram acrescidos depois daquele dia como fundamento da Igreja Cristã, a exemplo entre eles destacou-se o Apóstolo Paulo. A Igreja de Jesus Cristo é composta de bilhões vezes bilhões de almas, uma multidão que homem algum jamais poderá calcular. Com certeza, a Igreja será inaugurada quando todos os remidos, de todos os tempos, juntamente com os santos que morreram desde o princípio da geração, e foram evangelizados por Cristo após a ressurreição, estiverem reunidos em número incalculável, liderados pelo Senhor Jesus Cristo, que irá adiante da grande multidão e nos apresentará ao Pai, dizendo: Hebreus 2.13:’…Eis-me aqui, e aos filhos que Deus me deu.’…” (Osmar José da SILVA. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.6, p.110). Este pensamento do pastor Osmar José da Silva, aliás, dá o real significado para a palavra “igreja”, ou seja, “reunidos para fora” (“ekklesia”). Só no dia do arrebatamento, a Igreja será realmente reunida em sua totalidade e estará para sempre fora deste mundo.

V – QUANDO SE DARÁ O ARREBATAMENTO DA IGREJA

- A realidade do arrebatamento da Igreja, como vemos nas Escrituras, tem também um aspecto importantíssimo: não há como se definir a data deste arrebatamento. Jesus foi bem claro ao afirmar que “…porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai.” (Mt.24:36; Mc.13:32).

- Esta afirmação de Jesus sempre intrigou e deixou perplexos os estudiosos da Bíblia ao longo da história da Igreja. Como diz sabiamente R.N. Champlin, “…para alguns comentaristas, essas são algumas das palavras mais difíceis de entender que Cristo proferiu. A dificuldade não está em sua interpretação, pois o sentido é perfeitamente claro; o problema está em sua aceitação…” (O Novo Testamento interpretado, v.1, com. Mt.24:36, p.566). Mas é, precisamente, nestas horas que o estudioso da Bíblia deve demonstrar que, acima da razão, está a sua fé na inerrância das Escrituras. Jesus disse que ninguém saberia o dia da Sua volta e devemos nos conformar com esta assertiva, se é que cremos que Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

- Muitos, na sua resistência a este texto, chegaram, mesmo, a deturpá-lo, tanto que alguns manuscritos eliminaram a expressão “nem o Filho” de Mt.24:26, que, entretanto, é autêntico, até porque são perfeitamente consonantes com o texto de Mc.13:32, onde não há esta omissão. Segundo estes resistentes, o texto estaria negando a onisciência de Jesus, pois haveria algo que Jesus não saberia, ou seja, o dia da Sua volta e, portanto, Jesus não seria Deus. Todavia, não é isto o que o texto diz. O texto afirma que Jesus, enquanto homem, enquanto revelação de Deus à humanidade, não estava autorizado e, por isso, em Sua humanidade, não tinha o conhecimento (pois o conhecimento de Jesus enquanto homem tinha como único objetivo a revelação do Pai aos homens – Jo.15:15), não ouviu do Pai a data do arrebatamento da Igreja e, portanto, não poderia transmiti-lo aos homens. Jesus em tudo foi obediente ao Pai (Fp.2:8), despojando-se dos Seus atributos divinos para fazer a vontade do Pai. Assim, enquanto homem, em obediência ao Pai, privou-se do conhecimento da data da Sua vinda, sem que tenha deixado de, enquanto Deus, ter pleno conhecimento dela. Tanto que, ainda hoje, pois que continua como homem e Deus no céu, também não revela esta data a quem quer que seja.

- Por que Deus não revelou a data do arrebatamento da Igreja ao Seu povo ? Deus não revelou a data do arrebatamento da Igreja para o Seu povo, porque não é Deus de confusão (I Co.14:33). Sendo um Deus que quer que o homem retorne à Sua imagem e semelhança, e, portanto, seja santo e viva em santidade (I Pe.1:15,16; Ap.22:11), bem como um Deus que determina aos crentes que perseverem até o fim para que alcancem a salvação de suas almas (Mt.24:13; I Pe.1:9) e que é este instante final que determinará a sorte eterna do homem (Ez.18), como poderia Deus anunciar a que dia viria o Seu Filho para arrebatar a Sua Igreja, permitindo a salvação de todo e qualquer homem sem que se seguisse a recomendação de santidade e de comunhão com Deus ? Onde estaria a justiça e a veracidade da Palavra de Deus ? Vemos, portanto, que o caráter de Deus impõe esta incerteza da data do arrebatamento da Igreja.

- Não é por outro motivo, pois, que a dispensação da graça é o “tempo que se chama hoje”, pois o crente deve viver na perspectiva de que Jesus pode vir a qualquer momento, a qualquer instante. Assim como Deus é um eterno presente, a vida de pureza, de santidade e de comunhão do cristão com o seu Senhor deve ser um permanente presente, uma realidade atual a todo tempo, pois Jesus pode vir a qualquer instante. A vigilância é fundamental para o cristão, é uma atitude indispensável para que alcancemos o fim de nossa fé, que é a salvação de nossas almas, que somente ocorrerá no instante do arrebatamento da Igreja, quando atingiremos a glorificação, de que Paulo fala no capítulo 15 de I Coríntios.

- Não pode haver, portanto, no coração do cristão, um sentimento diverso desta atualidade permanente, deste preparo incessante para subir com Jesus. Devemos estar preparados, com as nossas lâmpadas cheias de azeite, ou seja, em plena comunhão com Jesus neste momento, agora, para que possamos nos reunir com os santos na hora do arrebatamento. A Bíblia deixa bem claro que não podemos nos iludir com as coisas deste mundo e começar a achar que “Jesus está demorando”. Este pensamento ou sentimento de “demora de Jesus” é um indicador perigosíssimo para o crente. É uma atitude típica daqueles que estão se desviando dos caminhos do Senhor, como deixou claro o apóstolo Pedro, que diz que quem assim pensa são “escarnecedores, que andam segundo suas próprias concupiscências” (I Pe.3:3).

- Pouco importa, para o crente fiel e sincero, que se esteja esperando Jesus desde o ano 30 de nossa era e que, quase dois mil anos depois, Jesus ainda não tenha vindo. Isto é irrelevante, pois o crente, como diz o poeta sacro, tem plena convicção e diz: ‘…É fiel, Sua vinda é certa. Quando…Eu não sei. Mas Ele manda estar alerta, do exílio voltarei.” (parte da terceira estrofe do hino 36 da Harpa Cristã).

- Apesar do texto bíblico clarevidente, não foram poucos os que se aventuraram em marcar a data do arrebatamento da Igreja. Na própria igreja apostólica, vemos que certas atitudes dos crentes foram resultantes de cálculos que foram inadvertidamente feitos pelos crentes quanto à vinda de Jesus. Como Jesus havia dito que não passaria aquela geração sem que o que Ele havia predito no sermão profético acontecesse (Mt.24:34), certamente houve quem achasse que, até o ano 40, ou seja, dez anos depois da morte, ressurreição e ascensão de Cristo, Jesus voltaria, o que explica, plenamente, o comportamento dos crentes em Jerusalém, como dissemos supra. Entretanto, veio o ano 40 e nada aconteceu, o que gerou um certo descrédito no meio do povo de Deus.

- Aliás, um dos grandes problemas destas designações de data da volta de Cristo é, precisamente, a decepção que vem sobre a Igreja quando a data não se concretiza (e jamais se concretizará, pelo que vemos nas Escrituras Sagradas). É uma astuta armadilha do inimigo para fazer arrefecer no meio do povo de Deus a esperança na vinda do Senhor. Pedro, por isso, foi bem incisivo ao alertar os crentes para que não dessem ouvidos àqueles que desacreditassem na promessa da vinda do Senhor, ainda que isto seja decorrência de precipitadas e atrevidas previsões, previsões estas que jamais terão qualquer respaldo bíblico, pois, conforme já visto, a Bíblia é clara ao afirmar que ninguém saberá a data do retorno de Cristo, e isto, frisemos bem, é um efeito do próprio caráter de Deus e, portanto, se é algo relacionado com o caráter de Deus, não tem como ser mudado em hipótese alguma.

- A destruição do templo de Jerusalém, certamente, teve um impacto imenso sobre os crentes, que viram, assim, o cumprimento de parte da profecia de Jesus, mas, mesmo assim, apesar disto, não se viu o cumprimento da vinda de Cristo e isto até colaborou para que a visão amilenista acabasse tomando conta de parcela considerável da Igreja. Com a Reforma, entretanto, o quadro começou a mudar, mas, já no século XIX, em meio ao avivamento experimentado, logo surgiu alguém que se arvorou no direito de marcar a data da volta de Cristo. Surgiu, então, o movimento adventista, liderado por William Miller, que definiu a volta de Jesus, primeiro para 1847 e, depois, para 1848, gerando mais uma decepção de grandes proporções, além de ter, de quebra, dado origem a uma importante seita, atuante até os nossos dias, que é o sabatismo, que foi construído sobre os escombros desta precipitada designação de data da volta de Jesus.

- Por trás de outra estapafúrdia designação de data da volta de Cristo está o surgimento de outra heresia, no século XIX, a saber, as Testemunhas de Jeová, para quem o milênio se iniciou em 1914, ou seja, a época de paz da humanidade prometida nas profecias messiânicas do Antigo Testamento teria começado no ano em que estourou a Primeira Guerra Mundial !

- Em 1992, pudemos ver, também, a designação de mais uma data para a volta de Cristo e, nesta oportunidade, no Oriente, mais precisamente na Coréia do Sul, um dos países de maior crescimento da Igreja nos últimos tempos. Ali, um tal de Bang-Ik-Ká, dizendo que o dia e hora da vinda do Senhor não podiam ser revelados, mas que o mesmo não se daria com relação ao “período”, fixou que Jesus voltaria durante a “festa dos tabernáculos” de 1992. Multidões se reuniram em diversos lugares do mundo e, mais uma vez, nada aconteceu. “Passarão os céus e a terra, mas as Minhas palavras não hão de passar”, disse Jesus e, portanto, fiquemos com a Palavra de Deus, que diz que não temos como saber quando Jesus voltará.

- É certo que sabemos que este dia está muito próximo, pois todos os sinais já se cumpriram ou estão se cumprindo, não havendo, aliás, como sabermos quando o evangelho será pregado a todas as gentes. Ora, precisamente porque não temos de detectar em que instante isto ocorrerá e é este sinal que determina o fim (Mt.24:14 “in fine”), temos mais uma prova de que o tempo da graça é “hoje” e não podemos, por isso, deixar que nossos corações sejam endurecidos, mas que estejamos agora, neste momento, em comunhão com Deus, para que possamos ouvir o clamor da última trombeta.

- Uma outra discussão que surge a respeito do momento do arrebatamento da Igreja diz respeito a se ele se dará antes, no meio ou depois da Grande Tribulação. Conforme se responda a esta questão, teremos as três linhas de pensamento existentes entre os chamados “milenistas”, quais sejam: os pré-tribulacionistas, os midi-tribulacionistas e os pós-tribulacionistas.

- Nosso entendimento, que é o oficialmente adotado pelas Assembléias de Deus, é no sentido de que o arrebatamento da Igreja se dará antes do início da Grande Tribulação. A Bíblia diz-nos que Jesus prometeu livrar a Igreja da ira futura (I Ts.1:10), guardar da hora da tentação que há de vir sobre o mundo (Ap.3:10), bem como que o diabo e seus anjos serão precipitados sobre a face da Terra, quando, então, agirão com grande ira (Ap.12:7-12), o que somente se explica pelo fato de os ares que hoje são por eles ocupados terem de dar lugar ao encontro de Jesus com a Sua Igreja. Também é dito que há um que resiste para que o Anticristo ainda não se manifeste e que não haverá tal manifestação enquanto este não for tirado (II Ts.2:7) e sabemos que não há como o Espírito Santo, dentro das obras que Lhe foram confiadas (Jo.14:16-18; 16:13-15), deixar de atuar livremente sobre este mundo com a Igreja ainda aqui habitando, pois isto contrariaria a promessa solene de Jesus de não deixar a Igreja órfã. Ademais, o clamor pela vinda de Jesus é tanto do Espírito quanto da Igreja (Ap.22:17). Por tudo isto, embora respeitemos os outros pontos-de-vista, não podemos senão considerar que o arrebatamento da Igreja se dará no momento imediatamente anterior ao início da Grande Tribulação.

VI – COMO SE DARÁ O ARREBATAMENTO DA IGREJA

- Como vimos, “arrebatamento” é rapto, retirada de surpresa, retirada rápida, retirada repentina. A Bíblia dá-nos uma característica de que como se dá um rapto no episódio narrado no livro de Juízes, a respeito do rapto de mulheres pelos benjaminitas, a fim de impedir que a descendência de Benjamim se perdesse, depois que haviam sido derrotados pelas demais tribos de Israel (Jz.21:13-25). Diz o texto sagrado que os benjaminitas ficaram nas vinhas, em atitude de emboscada e, quando passaram as mulheres, levaram algumas delas, pegando-as rapidamente, com violência e imediatamente saindo daquele local, levando-as para as suas casas. De igual modo, será o arrebatamento da Igreja.

- Assim como os benjaminitas estavam nas vinhas em atitude de emboscada, ou seja, esperando a chegada do momento para arrebatar as mulheres israelitas, de igual forma, o Senhor Jesus está pronto, aguardando apenas a ordem do Pai para buscar a Sua Igreja.

- Ao ser concedida esta ordem, porém, algo deverá ser feito nas regiões celestiais. Afirmam as Escrituras que o inimigo e as hostes espirituais da maldade habitam os lugares celestiais (Ef.6:12), ou seja, por permissão divina, uma certa dimensão celestial é habitada pelo adversário e por suas miríades angelicais, que vagam sem local e sem destino por este universo, aguardando a execução da sentença de suas condenações (Jó 1:7). Para que se faça o encontro de Jesus com o Seu povo nos ares, ou seja, precisamente nesta região, que se encontra abaixo da glória divina, será preciso que o diabo e seus anjos sejam dali retirados, o que será feito pelo arcanjo Miguel, como se vê de Ap.12:7-9. Esta batalha no céu fará com que o diabo seja precipitado sobre a Terra, ou seja, deixará os ares livres para o encontro de Jesus com a Sua Igreja. Simultaneamente, como se revela no livro do Apocalipse, se iniciará uma época terrível sobre os homens que aqui ficarem, pois o diabo atuará como nunca sobre a face da Terra, irado e sabendo que tem pouco tempo (Ap.12:12).

- Dada a ordem pelo Pai, Jesus descerá do céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus, ou seja, Jesus, uma vez mais, ingressará na nossa dimensão e, assim como uma nuvem O ocultou, ou seja, impediu que Ele fosse visível a Seus discípulos (At.1:9), agora voltará a ser visto pela Sua Igreja, igualmente nas nuvens. É interessante observar que a promessa da volta de Cristo para a Sua Igreja, feita logo após a Sua ascensão, é que Jesus “…há de vir assim como para o céu O vistes ir…” (At.1:11 “in fine”). As Escrituras combinam-se em cada detalhe e nada deixará de ser cumprido. No dia da ascensão, Jesus foi visto pelos Seus discípulos (eram mais de quinhentos irmãos, diz-nos Paulo em I Co.15:6) e, num primeiro instante, também só será visto pela Sua Igreja, pois assim como subiu, irá descer,. Aleluia !

- Estes alarido, voz de arcanjo e trombeta de Deus mencionados por Paulo

(I Ts.4:16) estão de acordo com o que Jesus fala na parábola das dez virgens, quando diz que, à meia-noite, ouviu-se um clamor, que dizia: “Aí vem o esposo”. Por isso, alguns estudiosos das Escrituras, entre os quais se inclui o pastor Severino Pedro da Silva (membro da Academia Brasileira Evangélica de Letras e da Casa de Letras Emílio Conde), entendem que, no dia do arrebatamento, os crentes fiéis serão, sim, avisados do evento, pois os textos bíblicos falam a respeito de um clamor, de um aviso, de um chamado no instante do arrebatamento. Jesus, mesmo, afirmou que as Suas ovelhas conhecem a Sua voz (Jo.10:4). A presença do arcanjo, neste instante, como vimos, justifica-se pelo fato de ter ele liderado a batalha contra o diabo e os seus anjos, para a limpeza dos ares, a fim de que se tenha o encontro entre Jesus e a Sua Igreja. Seria, assim, também um brado de vitória do arcanjo.

- De qualquer modo, o texto fala-nos, claramente, que Jesus, como um verdadeiro comandante e líder, estará convocando o Seu povo para uma reunião, sendo este o sentido do alarido, da voz de arcanjo e da trombeta de Deus. Lembremo-nos de que Moisés, para reunir o povo, tocava trombetas especialmente fabricadas para esta finalidade (Nm.10:1-10) e, agora, Jesus, a cabeça da Igreja, irá convocar, reunir todo o Seu povo. Esta descrição do arrebatamento, portanto, permite-nos ver, claramente, que se trata de um evento peculiar à Igreja, pois se trata de chamar ao encontro do líder o povo, uma atração até os ares, quando Jesus se faz acompanhar apenas do arcanjo (provavelmente Miguel, o único na Bíblia a ser assim denominado).

- Muitos intérpretes discutem a respeito de eventual distinção entre o alarido, a voz de arcanjo e a trombeta de Deus. Entendem alguns que tudo é uma figura da idéia da convocação de toda a Igreja, de todos os santos. Outros já acham que o alarido, ou seja, o grito, seria um chamado aos mortos para a sua ressurreição (reportando-se aqui ao episódio da ressurreição de Lázaro, em que Jesus clamou com grande voz – Jo.11:43); a voz de arcanjo se referiria ao chamado dos crentes vivos, aqueles que estiverem vigilantes, aguardando o Senhor com as lâmpadas cheias de azeite; enquanto que a trombeta de Deus representaria a ordem de reunião dos vivos e dos mortos na presença do Senhor nos ares.

- Com relação à trombeta de Deus aqui mencionada, não podemos confundi-la com nenhuma das trombetas mencionadas no livro do Apocalipse. Aqui se está falando da “trombeta de Deus”, que tem a função de convocar a Igreja, para encontrar-se com Jesus nos ares. As sete trombetas que se encontram no livro do Apocalipse fazem parte do sétimo selo (Ap.8:1,2) do livro que fora aberto pelo Cordeiro (Ap.5:5), ou seja, são episódios e acontecimentos que se dão “depois destas coisas” (Ap.4:1), ou seja, depois dos episódios profetizados por Jesus para a Igreja nas cartas das igrejas da Ásia, em especial, a carta dada a igreja em Filadélfia, onde Jesus prometeu “guardar da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap.3:10b). Portanto, as sete trombetas dizem respeito aos juízos de Deus sobre Israel e os gentios na Grande Tribulação, nada tendo que ver com a trombeta de que estamos agora a tratar, que é a última trombeta da dispensação da graça.

- Feita a convocação, ocorrerá a ressurreição dos crentes que morreram no Senhor, daqueles que estão dormindo no Senhor (I Ts.4:13). É importante observar que a Bíblia nunca diz que o crente morre, mas, sim, que dorme no Senhor. Este “dormir no Senhor”, ademais, não tem o significado de que o crente fiel que já morreu esteja inconsciente, não tenha noção do que está se passando, como defendem, entre outros, os adventistas. Jesus deixou claro, no episódio do rico e Lázaro(Lc.16:19-31), que os fiéis, ao morrerem, têm a separação do homem interior (alma e espírito) e do homem exterior (corpo). Entretanto, permanecem conscientes e estão aguardando a ressurreição no seio de Abraão, ou seja, no Paraíso, como Jesus disse ao ladrão da cruz(Lc.23:43).

- Nesta ressurreição, os crentes que estavam mortos, terão a reunião do seu homem interior (alma e espírito) com o seu homem exterior (corpo). Só que este novo corpo não será o mesmo corpo que tinham antes de sua morte física, mas, a exemplo do que ocorreu com o Senhor Jesus na Sua ressurreição, receberão um corpo glorificado, um corpo espiritual, um corpo celestial. Paulo bem explica isto em I Co.15:40-50. Completar-se-á, então, o processo da salvação e os fiéis atingirão a glorificação, que é o estágio final da salvação. Dotados de um corpo glorificado, a exemplo do seu Salvador, poderão, assim como Ele o fez, adentrar às mansões celestiais.

- Todos os que morreram em Cristo, ou seja, aqueles que creram em Jesus como seu Senhor e Salvador e que já estiverem mortos no dia do arrebatamento da Igreja, ao ouvirem o alarido, ressuscitarão e, novamente, serão corpo, alma e espírito, mas, como vimos, terão um corpo glorificado, um corpo que não estará mais submetido às leis físicas, um corpo igual ao de Jesus após a Sua ressurreição. Por isso, poderão encontrar com Jesus nos ares, pois a lei da gravidade não poderá mais ter qualquer efeito sobre seus corpos, como também poderão, doravante, participar da dimensão da eternidade. E, assim como Cristo Se tornou invisível aos homens, os crentes, apesar de serem milhões de milhões, milhares de milhares, não serão vistos nem notados pelos demais seres humanos.

- Discute-se, aqui, se ressuscitarão apenas os que morreram na dispensação da graça ou todos aqueles que creram em Jesus, em todas as épocas, ou seja, aqueles que “todos estes, [que] tendo testemunho pela fé, não alcançaram a promessa; provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados” (Hb.11:40). A questão é polêmica, mas o texto que mencionamos, no nosso modesto entendimento, permite-nos observar que todos os fiéis a Deus, de todas as épocas, estão envolvidos no arrebatamento, até porque consideramos que a ida de Jesus ao Hades foi com o objetivo de dar testemunho da salvação a todos os mortos e, assim, fazer os fiéis conscientes de em que haviam crido. Mas é questão polêmica, que comporta várias interpretações, sendo um assunto nitidamente secundário e no qual, como já ensinava Agostinho, deve haver liberdade.

- Completada a ressurreição dos crentes mortos, segue-se a transformação dos crentes que estiverem vivos no dia do arrebatamento da Igreja. Paulo diz que, de modo algum, os crentes vivos precederão aos que já haviam morrido (I Ts.4:15; I Co.15:52). Assim que todos os mortos ressuscitarem, os crentes que estiverem vivos serão transformados, ou seja, os seus corpos físicos, corruptíveis, de carne e osso, serão revestidos da incorruptibilidade, o corpo material será absorvido por um corpo glorioso, um corpo espiritual, um corpo celestial que substituirá o corpo anterior e, assim, os crentes vivos serão, igualmente, glorificados e postos em condição de se encontrarem com Jesus e com os crentes ressuscitados nos ares. Este processo de transformação é descrito por Paulo em I Co.15:51-54. Não é de admirar que isto ocorra. Não bastasse o fato de estar narrado na Bíblia e de nosso Senhor ser onipotente, a própria ciência, desde a teoria da relatividade, tem afirmado que a matéria pode ser transformada em energia, quando estiver na velocidade da luz, tendo havido, também, um exemplo de absorção da matéria pelo corpo glorificado, no episódio do alimento consumido por Jesus quando jantou com os discípulos em Jo.21:13-15.

- Operada a transformação dos crentes vivos, todos os crentes se encontrarão com Jesus nos ares, ou seja, na região celestial que antes fora ocupada pelo adversário e seus anjos, num encontro maravilhoso, onde haverá a reunião da Igreja, onde a Igreja se tornará, efetivamente, o conjunto dos “reunidos para fora do mundo” (“ekklesia”). Esta reunião é o resultado da colheita de almas feita durante a história da humanidade, a ceifa produzida pelo amor de Deus (Jo.4:34-38), o que nos faz lembrar da “festa dos tabernáculos”, a “festa da colheita” (Ex.34:22), realizada no final do ano civil israelita, no sétimo mês (Lv.23:34, outubro/novembro no nosso calendário), onde se comemorava a colheita efetuada e se lembrava a condição de escravos no Egito e o tempo de peregrinação no deserto, razão pela qual habitavam os israelitas em cabanas durante sete dias. Esta reunião da Igreja se dará, igualmente, no término do “ano aceitável do Senhor”, quando a Igreja sentirá que não é do mundo e que apenas peregrinava por aqui, ao mesmo tempo em que, a exemplo do que ocorria com a festa dos tabernáculos, que era seguida pelo inverno, se abaterá sobre a Terra um grande inverno espiritual.

- É oportuno aqui observar que este processo de ressurreição, de transformação e de reunião dos crentes será efetuado pelo Espírito Santo, que levará a Igreja ao encontro do Senhor Jesus nos ares, entregando-Lhe a Noiva, como o pai da noiva ou o padrinho, na falta do pai, costumam fazer nas cerimônias de casamento que estamos acostumados a assistir. É obra do Espírito Santo o mover, o movimentar (Gn.1:2) e o ressuscitar e transformar (Rm.8:11). Após a reunião e a realização tanto do Tribunal de Cristo e das Bodas do Cordeiro, o Filho, então, entregará a Igreja ao Pai (I Co.15:28; Hb.2:13).

- Todos estes eventos ocorrerão em tempo ínfimo, pois a Bíblia diz que isto se dará “num abrir e fechar de olhos” (I Co.15:52a), expressão que, no grego, é “atomo”, ou seja, unidade que não pode ser dividida. Todos estes episódios se darão num intervalo de tempo mínimo, dentro da dimensão humana, de forma repentina, imediata, como convém ocorrer num rapto. Aliás, podemos fazer um paralelo da exigüidade de tempo com os chamados “seqüestros-relâmpago” que tanto têm trazido desassossego e intranqüilidade aos moradores das cidades brasileiras. Se homens perversos, limitados e, no mais das vezes, sob tensão, somem com pessoas repentinamente, para fazer-lhes mal, que podemos dizer do Senhor dos senhores e Rei dos reis, quando tiver o propósito de libertar o Seu povo da fúria do inimigo e da provação divina que se abaterá sobre a Terra ?

- Jesus disse que o Filho do homem virá como o relâmpago (Mt.24:27) e, como hoje sabemos, pela física, a maior velocidade que existe é a velocidade da luz, na qual a própria matéria se transforma em energia. Na velocidade da luz, como demonstrou Einstein, o tempo simplesmente não passa, não existe. Por isso, a Bíblia afirma que o arrebatamento da Igreja se fará “num abrir e fechar de olhos”, num instante que não será sequer notado ou percebido pelos homens. Por isso, não há como fugirmos desta realidade: o arrebatamento será instantâneo e não haverá tempo para reconciliações nem para acertos de contas com Deus. Ou estejamos preparados a todo instante, sem qualquer pestanejar, ou estaremos praticamente condenados a sofrer as agruras da Grande Tribulação ! Ora vem, Senhor Jesus!

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

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A promessa de segurança num mundo inseguro – subsídios

Publicado por Editor em 2007/12/03

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A promessa de segurança num mundo inseguro – 2

Publicado por Editor em 2007/12/03

A PROMESSA DE SEGURANÇA NUM MUNDO INSEGURO
Texto Áureo: Sl. 91.1 – Leitura Bíblica em Classe: Sl. 27.1-6
Pb. José Roberto A. Barbosa

http://subsidioebd.blogspot.com/

Objetivo: Mostrar que, apesar da cultura do medo e da insegurança, as promessas de Deus nos garantem segurança e providência eternas.

INTRODUÇÃO
Estamos inseridos na cultura do medo e da insegurança. Os jornais noticiam assassinatos, seqüestros e roubos. É possível ter alguma segurança nesse contexto? Na lição de hoje, veremos que as promessas de Deus garantem tranqüilidade nesses tempos de insegurança.

1. A CULTURA DO MEDO E DA INSEGURANÇA
A cultura do medo e da insegurança está em toda parte. Em virtude da ampla difusão dos meios de comunicação, é possível, atualmente, receber, em tempo real, notícias de assassinatos e seqüestros que estão acontecendo em qualquer parte do país e do mundo. Temos a impressão de que estamos rodeados por insegurança. Os políticos se alternam no poder sem tomarem atitudes efetivas para atenuar o problema. Dependendo da ideologia política, culpam a ineficiência da polícia, os infratores individualmente, a desigualdade social ou a falta de investimento em educação. Na verdade, a questão da insegurança pública precisa ser avaliada numa dimensão ampliada, considerando suas diversas nuances. Enquanto isso, as pessoas vão se isolando dentro de suas casas e apartamentos. O número de pessoas com síndrome do pânico tem aumentado assustadoramente. Os noticiários sensacionalistas, na guerra por audiência, ajudam a consolidar a cultura do medo e da insegurança através da apologia à barbárie. Como cristão, sabemos que a causa de tanto medo e de tanta insegurança está no pecado (Rm. 3.23). Desde a sua queda, o homem passou a viver na dimensão do medo e da insegurança (Gn. 3.10; Lv. 26.36,37).

2. PLENA SEGURANÇA EM DEUS
No Antigo Testamento a palavra “batah” é geralmente usada a fim de referir-se à segurança, “hasã” também expressa esse mesmo significado. A doutrina bíblica, no uso desses termos, revela o sentimento de confiança que procede do descanso em Deus em meio à insegurança do mundo. Qualquer segurança distanciada de Deus, na verdade, terminará em ruína e vergonha (Sl. 31.14,15), enquanto que aqueles que confiam no Senhor serão livrados de seus inimigos (Sl. 22.4,5); bem como terão suas orações respondidas (I Cr. 5.20), andarão em veredas seguras (Pv. 3.5), receberão alegria e regozijo (Sl. 16.9; 33.21), conhecerão paz interior e ausência de medo (Sl. 4.8,9; Is. 26.3). Essa é a razão para a repetitiva admoestação bíblica a fim de que venhamos a aprender a confiar no Senhor (Pv. 16.20; Is. 30.15; Jr. 17.7). O ensinamento bíblico no AT põe a fidelidade e a confiabilidade em Deus como aspecto distintivo das religiões pagãs (Dt. 33.28; I Sm. 12.11; Sl. 27.3). No Novo Testamento, Jesus nos ensina que não devemos temer aqueles que somente podem matar o corpo (Mt. 10.28; Lc. 12.4). O Senhor se referia aos líderes religiosos da sua época, que, conjuntamente com os governantes, queriam calar seus seguidores. A esse respeito, Paulo nos dá o exemplo, afirmando que seu ministério valia muito mais do que a própria vida (At. 20.24), do mesmo modo se posiciona o apóstolo Pedro (I Pe. 3.14).

3. O SEGURO DE VIDA DIVINO
Os seguros de vida disponíveis no mercado servem apenas para essa vida, ou, na melhor das hipóteses, para os familiares que ficam após a morte do segurado. Diferentemente desses seguros, Deus nos promete um que vai além da existência terrena. Enquanto estivermos no corpo, podemos descansar na certeza de que Deus estará sempre conosco. Essa é uma realidade especial para aqueles que se encontram imbuídos da grande comissão (Mt. 28.20). A revelação escriturística nos dá os fundamentos necessários para confiar no Senhor, mesmo diante das inseguranças do tempo presente. O Senhor é Aquele que nos guarda, portanto, não temos motivos para temer o que possa nos fazer o homem (Sl. 56.11; 118.6; Hb. 13.6). Nada nos separará do amor de Deus em Cristo Jesus, nem mesmo a morte (Rm. 8.35,36). O plano de seguro divino transcende à morte. Não mais a tememos porque Jesus, a ressurreição e a vida (Jo. 11.25), nos livrou dessa condenação (Rm. 8.1). Se perdermos o temor da morte, e confiarmos no amor de Deus, todo o medo será lançado fora (I Jo. 4.18) e desfrutaremos da segurança plena que há em Cristo. Ademais, enquanto aqui vivermos, poderemos contar com a soberana vontade divina para nos livrar daqueles que maquinam o mau (Sl. 91.1-3; Pv. 6.5).

CONCLUSÃO
Ao invés de deixar-nos levar pela sensação de insegurança e medo predominante na sociedade, levando muitos ao pânico, voltemo-nos para o Senhor, a fonte de toda a segurança (Gn. 15.1; Sl. 18.2; 91.4; 115.11; 144.2). Para usufruir dessa promessa, é preciso que aprendamos a cultivar o amor, investindo nossas energias nas coisas que são de cima (Cl. 3.1). Que nossas mentes sejam alimentadas não pela cultura do medo e da insegurança, mas por tudo o que de bom provém do Senhor (Ef. 5.19; Cl. 3.15-17.).

BIBLIOGRAFIA
COLSON, C. & PEARCEY, N. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
HARRIS, R. L., ARCHER JR, G. L., WALTKE, B. K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.

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