A promessa da cura divina – 4
Publicado por Editor em 2007/10/31
A PROMESSA DA CURA DIVINA
Pr. Alcione Alves do Nascimento
Fonte: www.ebdweb.com.br
TEXTO ÁUREO
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Isaias 53.4.
VERDADE PRÁTICA
A promessa da cura divina é parte inerente da pregação do Evangelho e cumpre o propósito de glorificar a Deus e abrir as portas para a salvação.
LEITURA EM CLASSE
Isaias 53.2-5; Tiago 5.14-16.
INTRODUÇÃO
Logo depois que Deus tirou o Seu povo do Egito. Ele se revelou a eles como aquele que curava. O Antigo Testamento mostra claramente que a cura é uma parte integrante da Redenção, e no Novo Testamento como parte integrante do poder do Evangelho. Houve-se muito falar em cura divina, mas poucas pessoas crêem outras até desconhecem o que as Escrituras ensinam a respeito. No Antigo Testamento Deus se revelou como Jeová Raphá “Eu sou o Senhor que te sara”. No Novo Testamento. O Ministério de Jesus fora marcado pela cura divina. Quando uma grande multidão se formou após a cura da sogra de Pedro, Mateus relata que: “Ele curou todos os que estavam enfermos para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaias, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. O ministério de Paulo era confirmado por Deus com “sinais e prodígios poderosos, no poder do Espírito Santo”. Tiago dirige instruções aos cristãos em todos os tempos para que ao estar alguém doente tomem a iniciativa e chamem os homens e mulheres de Deus, principalmente, os presbíteros para ministrar a cura através da oração da fé que salvará o doente, o Senhor o levantará. Todos os crentes hoje podem estar cheios do Espírito Santo, a ponto dos doentes que chegam perto recebam a fé para ser curados. A íntima comunhão com o Senhor proporciona isto, quando Pedro passava até a sua sombra curava os enfermos. Glórias a Deus!
I. A PROMESSA DA CURA DIVINA NA EXPIAÇÃO
1. O significado da Expiação.
A Bíblia descreve a expiação de muitas maneiras, o seu significado no hebraico “kaphar” é cobrir. Salmos 32.1; 85.2. Outra idéia que merece destaque é a reconciliação entre antigos inimigos. Romanos 5.10; 1.18. Teologicamente podemos conceituar expiação como o perdão dos pecados dos que se arrependem e confessam, acompanhado de reconciliação, pela qual os homens voltam para gozarem plena comunhão com Deus, pelo Sacrifício de vítima inocente. No Antigo Testamento a vítima era um animal, figura e símbolo do Cristo crucificado. Levíticos 1.1-10. Números 16.46-48; Hebreus 3.1; 4.15,16; 9.19-28; Romanos 5.1,8, 9; II Coríntios 5.18,19; Efésios 2.12-18.
É importante para compreender a nossa salvação em Cristo, familiarizar-se com os detalhes doutrinários relacionados ao Dia da Expiação. O dia da Expiação era o dia mais solene de todas as festas, o grande dia de humilhação nacional, entre os filhos de Israel Levíticos 16.1-10; era somente no dia expiação que o sumo-sacerdote podia entrar no Santo dos Santos. Levíticos 16.2; Êxodo 30.10; Hebreus 9.7; Eram apresentados ao povo dois bodes: um bode era para o senhor, pois era oferecido por oferta “para morrer pelo pecado”. Levíticos 16.15; 21,22; 17.11; João 1.29. Jesus teve que morrer pelos nossos pecados a fim de que o Seu sangue pudesse ser apresentado diante de Seu Pai no trono celestial. O outro, o bode emissário, era enviado para o deserto, tipicamente levava embora o pecado do povo. Hebreus 10.17. Cristo morreu para levar o povo injusto de volta para Deus tirando os seus pecados. I Pedro 3.18; I Coríntios 5.7; Hebreus 10.10,12.
2. A abrangência da Expiação.
Para Deus ilustrar o seu grande plano de reconciliar os homens, Ele usou três tipos práticos. 1) Aarão, o sumo sacerdote; 2) O bode sacrifical, que dava seu sangue para pagar pelos pecados; 3) E o bode expiatório para levar embora os nossos pecados até o deserto, para que não fosse mais lembrado. Quando Jesus veio e ele incorporou em si esses três itens. Marcos 15.37,38; Hebreus 4.16; 10.19-22; Hebreus 10.4,5; Hebreus 9.11,12; Romanos 3.25.
Com a queda de Adão teve também origem às doenças. O homem fora criado físico, psíquica e espiritualmente perfeito. Gênesis 1.26; 3.7-10; Salmos 139.4, mas ao pecar houve a tragédia. Gênesis 5.3; 3.5,8, 14, 17, 20,27, 31. É devido ao pecado que hoje as pessoas adoecem. Apocalipse 21.4; espíritos malignos podem às vezes ser a causa direta de doenças e aflições. Mateus 9.32,33; Marcos 9.17-27; Lucas 13.11-16; por negligência à saúde. Filipenses 2.25-30; e claro, o envelhecimento natural reduz a força física. Salmos 110.3; Eclesiastes 12.1-7; Deuteronômio 34.7; 33.25.
O ministério de Jesus Cristo foi marcado pela cura das pessoas. João 14.8-12, cumprindo o seu ministério profético Isaias 53.4-6; Mateus 8.16,17; destruindo assim as obras do inimigo. João 3.8; Atos 10.38; Hebreus 2.14, manifestando através da cura divina, a glória de Deus João 9.1-7; João 11.40; Lucas 13.13.
Todas as bênçãos que acompanham a salvação, inclusive a cura divina, nos vêm devido à vitória de Jesus Cristo no calvário. João 19.30; I João 3.8; Romanos 8.37. O propósito da expiação foi restaurar a nossa saúde espiritual e tudo mais que os homens perderam em conseqüência da queda no pecado. Dentre essas coisas a saúde a força e a felicidade foram restauradas pela expiação, cuja causa foi o imensurável amor de Deus por nós. João 3.16. Romanos 5.8.
II. A PROMESSA DA CURA DIVINA COMO SINAL PARA O HOMEM
1. Um sinal da manifestação divina.
No antigo testamento houve diversas manifestações de Deus curando pessoas. Deus curou Abimeleque em resposta à oração de Abraão. Gênesis 20.17; Curou Mirian da lepra, quando Moises suplica. Números 12.10-15; As pessoas feridas pelas serpentes no deserto eram curadas ao olhar para a serpente de Metal, mas a cura era divina. Números 21.5-9; João 3.14,15; Jeroboão sarou em resposta a oração do homem de Deus. I Reis 13.4-6; quando Elias clamou ao Senhor o filho da viúva ressuscitou da morte. I Reis. 17.17-24; A cura do General Naamã. II Reis 5.1-17; Pela oração foi prolongada a vida de Ezequias por mais 15 anos. II Reis 20.5; Davi cantou ao ser curado. Salmos 30.2,3.
No Novo Testamento Deus manifestou a sua glória, curando muitos enfermos e atormentados. O ministério de Jesus foi de realizações de muitas curas. Mateus 4.23,24; 8.16,17; Marcos 8.22,25; Lucas 22.50,51; Mateus 14.14; 20.34; Marcos 1. 40, 41,5. 19; 9.22. Marcos 6.5; Lucas 4.40; Lucas 4.33-37; Mateus 1435,36; Marcos 5.25-29. E dos apóstolos. Atos 3. 6,7; 5.15; 8.6,7; 9.33,34; 14.8-10; 16.16.18; 20 9-12; 28.4,5, 8,9.
2. Um sinal que aponta para a salvação.
Não há dúvidas que entre a salvação eterna e a cura divina há prioridade em relação à primeira. Mateus 5.29-30, por isso há algumas divergências se a cura hoje é possível ou não, senão vejamos. Alguns estudiosos ensinam que já passou a época dos milagres, pois aconteceram para confirmar e estabelecer as doutrinas do cristianismo. Mas é inegável que esses sinais tenham acompanhado a história da Igreja. Marcos 16.20; Hebreus 2.4. não crer na cura divina hoje, seria o mesmo que negar a compaixão de Jesus. Mateus 14.1415.32; Hebreus 13.8.
Por outro lado, há aqueles que interpretam literalmente Isaias 53.1-10, e alguns chegam até a negar a realidade das doenças nos crentes, lançando em rosto a suposta incredulidade em “não tomar posse” da promessa de Cura divina usando textos como Marcos 11.24; Mateus. 7.7-5; João 14.14; João 15.7; Marcos 9.23. Há de se buscar o equilíbrio, sempre, pois cada caso tem que ser estudado à luz das Escrituras. Nos tempos dos apóstolos, Paulo não foi curado. II Coríntios 12.7,8; Epafrodito foi curado, Filipenses 2.25-30; Trófimo foi curado? II Timóteo 4.20. Portanto, será que quando um crente não é curado, será por falta de confiança em Deus. Quando lemos Isaias 53.5,6, temos que ter em mente que esta passagem tem como objetivo maior, que o homem estava perdido sem salvação e, segundo, que Cristo é nosso substituto, morrendo em nosso lugar, e que as enfermidades ainda são aguilhões, e enquanto neste corpo estamos sujeitos a algumas vicissitudes da vida. Coríntios.15.54-57.
III. A PROMESSA DA CURA DIVINA E A SUA ATUALIDADE
1. A cura divina é para hoje.
A cura divina esta na provisão da expiação de Cristo. Is 53.4,5; Mateus 8.16,17; I Pedro 2.24. A morte expiatória de Cristo foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total – espírito, alma e corpo. Assim como o pecado e a enfermidade são os gigantes gêmeos, destinados por Satanás para destruir o ser humano, assim também o perdão e a cura divina vêm juntos como bênçãos irmanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde. Salmos 103.3; Tiago 5.14-16. hoje devemos prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo.
O ministério contínuo da igreja. Jesus comissionou seus doze discípulos para curar os enfermos, como parte da sua proclamação do reino de Deus Lucas 9.1,2, 6. Posteriormente, Ele comissionou setenta discípulos para fazerem a mesma coisa Lucas 10.1, 8,9, 19. Depois do dia de Pentecoste o ministério de cura divina que Jesus iniciara teve prosseguimento através da igreja primitiva como parte da sua pregação do evangelho. Atos 3.1-10; 4.30; 5.16; 8.7; 9.34; 14.8-10; 19.11,12; Marcos 16.18; I Coríntios 12.9,28 30.
Há um mistério de Deus na sua vontade soberana, quanto à cura divina, mas é de sua vontade curar os enfermos. Salmos 6.2-9, Ele quer que tenhamos vida em nossos corpos João 10.10; Atos 10.38; Hebreus 13.8.
2. A cura divina é para os que crêem.
Às vezes há, na própria pessoa, impedimentos à cura divina, como: pecado não confessado. Tiago 5.16; opressão ou domínio demoníaco. Lucas 13.11-13; medo ou ansiedade aguda Provérbios 3.5-8; Filipenses 4.6,7; insucessos no passado que debilitam a fé hoje. Marcos 5.26; João 5.5-7; influência negativa do povo. Marcos 10.48; ensino antibíblico. Marcos 3.1-5; 7.13; negligência dos obreiros no que concerne à oração da fé. Marcos 11.22-24; Tiago 5.14-16; descuido da igreja em buscar e receber os dons de operação de milagres e de curas, segundo a provisão divina. Atos 4.29,30; 6.8; 8.5,6; I Coríntios 12.9,10 29-31; Hebreus 2.3,4; incredulidade Marcos 6.3-6; 9.19, 23,24; e irreverência com as coisas santas do Senhor. I Coríntios 11.29,30. O próprio Jesus disse que nem todos os problemas da vida e nem todos os enfermos seriam curados. Mateus 26.11; Lucas 4.25-27; Casos há em que não está esclarecida a razão da persistência da doença física em crentes dedicados. Gálatas 4.13,14; I Timóteo 5.23; II Timóteo 4.20. Noutros casos, Deus resolve levar seus amados santos ao céu, durante uma enfermidade. II Reis 13.14,20. Porém muitos dos servos do Senhor morreram sem doenças. Aarão. Números 20.22; Isaque. Gênesis 35.28,29; Abraão. Gênesis 25.8. Davi. I Reis 2.1 e muitos outros.
CONCLUSÃO
O homem é um ser material e espiritual. Deus se interessa por ambas as naturezas do homem. Não somente pela natureza espiritual, mas também material, o corpo. A redenção de Cristo também inclui o corpo. Nosso corpo é membro de Cristo e santuário do Espírito Santo, foi comprado por Deus e deve glorificar a Ele.
O plano completo da redenção inclui tanto o espírito quanto o corpo humano. Jesus trouxe salvação e cura aos homens e a comissão dada aos discípulos foi que continuassem esta obra. A provisão de Deus através da redenção é tão abrangente quanto às conseqüências da queda. Para ao pecado, Deus provê o perdão. Para a morte, a vida eterna e para a enfermidade, Deus provê a cura.
Jesus teve tríplice ministério: ensinar a Palavra de Deus, pregar o arrependimento e curar todo tipo de moléstia, doença e enfermidade entre o povo. Deus através de Sua Palavra prometeu curas todas às enfermidades, não obstante, a Bíblia reconhece o uso apropriado dos recursos médicos e valoriza com a devida honra os médicos. Chegará um dia, quando o pecado será totalmente aniquilado e o sofrimento acabará para aqueles que são salvos por Cristo Jesus.
Pastor Alcione Alves do Nascimento, CGADB 36942, é auxiliar da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Boqueirão, Curitiba, Paraná. Professor da EBD, e responsável pelo Ensino Doutrinário na Igreja (Sextas Feiras).
Formação Secular: Administração, Pós-graduado em gestão de Recursos Humanos; Filosofia, Licenciado em: Psicologia, sociologia e História; Inglês (Avançado). Acadêmico de Direito (8º Período).
Formação Teológica: Bacharel em Teologia e Pós-graduado em Antropologia da Revelação.
Atividades: Oficial da Polícia Militar do Paraná; Professor Universitário, das Faculdades Integradas Santa Cruz (FARESC) e Faculdade Manuel de Assis (FAMA).
Contato para: Conferências, palestras, Estudos Bíblicos e Seculares. Rua Professora Júlia Valery Legat Neal, 558. Xaxim – Cep 81810-590 – Curitiba, Paraná.
Fones 041 3275.4337 – 9115.5461 – professorn331952@yahoo.com.br

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ANSELMO CARVALHO disse
Tiago cap´. 5 ver. ver. 14 não diz para chamar homens e mulheres para orar e ungir os enfermos, diz bem claro, se tem alguém infermos chame os presbíteros ore e unge com azeite, e a palavra de Deus em atos cap 5 ver. 15 não diz que a sombra de Pedro curava, eles colocavam os enfermos para que pelo menos a sombra de pedro quando passase cobrisse alguns deles, quem os curava era o Senhor Jesus e não a sombra de Pedro.
Fernanda Oliveira Alves disse
Estou precisando da lição de numero 6.
grata
Fernanda