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Posts de Outubro, 2007

A promessa da cura divina – 5

Publicado por Editor em 2007/10/31

A PROMESSA DA CURA DIVINA

Pr. Altair Germano

 

Assim como fiz na lição sobre “A promessa do batismo no Espírito Santo”, estarei abordando alguns equívocos relacionados com “A promessa da cura divina”. São eles:

1. Cura divina como atestado de retidão moral e espiritual – Já ouvi de muitos o argumento de que o fato das curas divinas acontecerem por intermédio de seus ministérios, as mesmas estariam legitimando e aprovando a conduta e ensino destes obreiros. Puro engano. Como já escrevi em outro post, determinado “pastor moderno”, defendendo-se de alguns questionamentos quanto a certo comportamento adotado, alegou o seguinte:

“[...] a unção, a Glória de Deus e a presença do Espírito Santo continuam sobre o Ministério que o Senhor me confiou. Os sinais, a salvação das almas continua, se não iguais, maiores do que antes”.

Há um pequeno (ou grande) equívoco nesta argumentação. Entendo pela Bíblia Sagrada, que as manifestações e sinais citados pelo pregador, não evidenciam por si só a aprovação de Deus sobre a vida e o Ministério de ninguém. Sobre o “rejeitado” Saul (1 Sm 15.22-28) veio ainda o Espírito de Deus e o mesmo profetizou (1 Sm 19.20-24). Jesus advertiu veementemente: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7.22-23)

Não julgo aqui a sinceridade do referido obreiro, só que seus argumentos não servem para respaldar sua “conduta inconveniente”. Conheço pastores e pregadores que viveram anos cometendo pecados graves, sem que a obra sofresse em suas mãos, e sem a cessação dos “sinais e maravilhas”, incluindo cura divina através de seus ministérios.

Não são os sinais, mas sim a qualidade dos “frutos” que identificam aqueles que fazem ou não a vontade de Deus (Mt 7.14-21)

2. Cura divina como agente de promoção pessoal – Nada é tão promocional como um marketing pessoal fundamentado num ministério de operações de maravilhas e cura divina. Tais pessoas não estão interessas em glorificar a Deus, mas sim, de se autopromoverem à custa daquilo que não lhes pertencem. O marketing pessoal é um instrumento que mascara muitas vezes a realidade. Até quando o “parecer” prevalecerá sobre o “ser”? A aparência sobre a essência? Para estes cabem as palavras de Pedro dirigidas para Simão (o mágico) “Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus.” (At 8.21). Por outro lado, muitos crentes acabam “idolatrando” os obreiros e irmãos que foram agraciados com os dons de curar (1 Co 12.9b), tratando-os como supercrentes ou superpastores.

3. Cura divina como produto do “Mercado da Fé” – A situação de extrema pobreza e miséria, enfrentada por nosso povo, é a mola propulsora para o sucesso dos mercantilistas da fé, que acabam promovendo o crescimento de “igrejas”, que na realidade tornaram-se grandes centros de investimentos fé-nanceiros (não confundir com financeiros), hospitais de exploração (não confundir com restauração), e clínicas ilusiológicas (não confundir com psicológicas).

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita.” ( II Pe 2.3 )

Usar a cura divina como fonte de lucro não é coisa tão difícil. Uma boa oratória e uma aparência agradável, seguidos da fé simples das massas manipuláveis bastam para ganhar alguns reais (ou dólares). É preciso lembra que isto se torna possível, visto que a fé é produzida pela palavra pregada e não pelo pregador:

“Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.” (Rm 10.17)

4. Cura divina como instrumento de barganha – “Senhor, se tu me curares, ou curares minha esposa, meu filho, minha sogra, prometo que te servirei de maneira diferente. Vou trabalhar para ti incansavelmente, te darei o dízimo com fidelidade, obedecerei ao meu pastor, farei tudo que quiserdes”. Você já ouviu esta oração em algum lugar? Pois bem, ela nem sempre retrata um estado de profundo quebrantamento. Em boa parte dos casos trata-se de mera barganha. Vivemos um momento tão crítico que as pessoas só fazem as coisas (inclusive para o Senhor) se vislumbrarem antes algum tipo de vantagem. O apóstolo Paulo, um dos grandes homens que foram usados por Deus como canal de bênçãos e cura divina para muitas pessoas se expressou da seguinte forma: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas.” (2 Co 12.15a). E ainda “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2 Co 9.7)

5. Cura divina como fenômeno meramente humano e natural – Os céticos, os liberais, os naturalistas e os materialistas, fazem parte de um grupo que não acreditam ou duvidam da existência dos milagres. Declaram, como fez o teólogo alemão Bultmann (1884-1976) numa tentativa de adaptar o Evangelho a uma cosmovisão moderna, e de equacionar o problema entre “fé e razão” e “religião e ciência”, que o Evangelho precisa ser demitologizado, ou seja, os mitos precisam ser destruídos criticamente.

As narrativas bíblicas do A.T e N.T. acerca das curas operadas pela ação de Deus (e por isso sobrenatural), não são narrativas mitológicas, são fatos inquestionáveis que não fazem parte apenas de um passado distante. Hoje, em pleno século XXI, o Senhor continua agindo e por meio da fé operando curas no meio e através do seu povo. Ele continua sendo “o Senhor que te sara.” (Êx 15.26)

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Por que na Igreja atual não existem tantas curas quanto da época da igreja primitiva?

Publicado por Editor em 2007/10/31

Por que na Igreja atual não existem tantas curas quanto da época da igreja primitiva?

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A promessa da cura divina – 4

Publicado por Editor em 2007/10/31

A PROMESSA DA CURA DIVINA

Pr. Alcione Alves do Nascimento

Fonte: www.ebdweb.com.br

TEXTO ÁUREO

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Isaias 53.4.

VERDADE PRÁTICA

A promessa da cura divina é parte inerente da pregação do Evangelho e cumpre o propósito de glorificar a Deus e abrir as portas para a salvação.

LEITURA EM CLASSE

Isaias 53.2-5; Tiago 5.14-16.

INTRODUÇÃO

Logo depois que Deus tirou o Seu povo do Egito. Ele se revelou a eles como aquele que curava. O Antigo Testamento mostra claramente que a cura é uma parte integrante da Redenção, e no Novo Testamento como parte integrante do poder do Evangelho. Houve-se muito falar em cura divina, mas poucas pessoas crêem outras até desconhecem o que as Escrituras ensinam a respeito. No Antigo Testamento Deus se revelou como Jeová Raphá “Eu sou o Senhor que te sara”. No Novo Testamento. O Ministério de Jesus fora marcado pela cura divina. Quando uma grande multidão se formou após a cura da sogra de Pedro, Mateus relata que: “Ele curou todos os que estavam enfermos para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaias, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. O ministério de Paulo era confirmado por Deus com “sinais e prodígios poderosos, no poder do Espírito Santo”. Tiago dirige instruções aos cristãos em todos os tempos para que ao estar alguém doente tomem a iniciativa e chamem os homens e mulheres de Deus, principalmente, os presbíteros para ministrar a cura através da oração da fé que salvará o doente, o Senhor o levantará. Todos os crentes hoje podem estar cheios do Espírito Santo, a ponto dos doentes que chegam perto recebam a fé para ser curados. A íntima comunhão com o Senhor proporciona isto, quando Pedro passava até a sua sombra curava os enfermos. Glórias a Deus!

I. A PROMESSA DA CURA DIVINA NA EXPIAÇÃO

1. O significado da Expiação.

A Bíblia descreve a expiação de muitas maneiras, o seu significado no hebraico “kaphar” é cobrir. Salmos 32.1; 85.2. Outra idéia que merece destaque é a reconciliação entre antigos inimigos. Romanos 5.10; 1.18. Teologicamente podemos conceituar expiação como o perdão dos pecados dos que se arrependem e confessam, acompanhado de reconciliação, pela qual os homens voltam para gozarem plena comunhão com Deus, pelo Sacrifício de vítima inocente. No Antigo Testamento a vítima era um animal, figura e símbolo do Cristo crucificado. Levíticos 1.1-10. Números 16.46-48; Hebreus 3.1; 4.15,16; 9.19-28; Romanos 5.1,8, 9; II Coríntios 5.18,19; Efésios 2.12-18.

É importante para compreender a nossa salvação em Cristo, familiarizar-se com os detalhes doutrinários relacionados ao Dia da Expiação. O dia da Expiação era o dia mais solene de todas as festas, o grande dia de humilhação nacional, entre os filhos de Israel Levíticos 16.1-10; era somente no dia expiação que o sumo-sacerdote podia entrar no Santo dos Santos. Levíticos 16.2; Êxodo 30.10; Hebreus 9.7; Eram apresentados ao povo dois bodes: um bode era para o senhor, pois era oferecido por oferta “para morrer pelo pecado”. Levíticos 16.15; 21,22; 17.11; João 1.29. Jesus teve que morrer pelos nossos pecados a fim de que o Seu sangue pudesse ser apresentado diante de Seu Pai no trono celestial. O outro, o bode emissário, era enviado para o deserto, tipicamente levava embora o pecado do povo. Hebreus 10.17. Cristo morreu para levar o povo injusto de volta para Deus tirando os seus pecados. I Pedro 3.18; I Coríntios 5.7; Hebreus 10.10,12.

2. A abrangência da Expiação.

Para Deus ilustrar o seu grande plano de reconciliar os homens, Ele usou três tipos práticos. 1) Aarão, o sumo sacerdote; 2) O bode sacrifical, que dava seu sangue para pagar pelos pecados; 3) E o bode expiatório para levar embora os nossos pecados até o deserto, para que não fosse mais lembrado. Quando Jesus veio e ele incorporou em si esses três itens. Marcos 15.37,38; Hebreus 4.16; 10.19-22; Hebreus 10.4,5; Hebreus 9.11,12; Romanos 3.25.

Com a queda de Adão teve também origem às doenças. O homem fora criado físico, psíquica e espiritualmente perfeito. Gênesis 1.26; 3.7-10; Salmos 139.4, mas ao pecar houve a tragédia. Gênesis 5.3; 3.5,8, 14, 17, 20,27, 31. É devido ao pecado que hoje as pessoas adoecem. Apocalipse 21.4; espíritos malignos podem às vezes ser a causa direta de doenças e aflições. Mateus 9.32,33; Marcos 9.17-27; Lucas 13.11-16; por negligência à saúde. Filipenses 2.25-30; e claro, o envelhecimento natural reduz a força física. Salmos 110.3; Eclesiastes 12.1-7; Deuteronômio 34.7; 33.25.

O ministério de Jesus Cristo foi marcado pela cura das pessoas. João 14.8-12, cumprindo o seu ministério profético Isaias 53.4-6; Mateus 8.16,17; destruindo assim as obras do inimigo. João 3.8; Atos 10.38; Hebreus 2.14, manifestando através da cura divina, a glória de Deus João 9.1-7; João 11.40; Lucas 13.13.

Todas as bênçãos que acompanham a salvação, inclusive a cura divina, nos vêm devido à vitória de Jesus Cristo no calvário. João 19.30; I João 3.8; Romanos 8.37. O propósito da expiação foi restaurar a nossa saúde espiritual e tudo mais que os homens perderam em conseqüência da queda no pecado. Dentre essas coisas a saúde a força e a felicidade foram restauradas pela expiação, cuja causa foi o imensurável amor de Deus por nós. João 3.16. Romanos 5.8.

II. A PROMESSA DA CURA DIVINA COMO SINAL PARA O HOMEM

1. Um sinal da manifestação divina.

No antigo testamento houve diversas manifestações de Deus curando pessoas. Deus curou Abimeleque em resposta à oração de Abraão. Gênesis 20.17; Curou Mirian da lepra, quando Moises suplica. Números 12.10-15; As pessoas feridas pelas serpentes no deserto eram curadas ao olhar para a serpente de Metal, mas a cura era divina. Números 21.5-9; João 3.14,15; Jeroboão sarou em resposta a oração do homem de Deus. I Reis 13.4-6; quando Elias clamou ao Senhor o filho da viúva ressuscitou da morte. I Reis. 17.17-24; A cura do General Naamã. II Reis 5.1-17; Pela oração foi prolongada a vida de Ezequias por mais 15 anos. II Reis 20.5; Davi cantou ao ser curado. Salmos 30.2,3.

No Novo Testamento Deus manifestou a sua glória, curando muitos enfermos e atormentados. O ministério de Jesus foi de realizações de muitas curas. Mateus 4.23,24; 8.16,17; Marcos 8.22,25; Lucas 22.50,51; Mateus 14.14; 20.34; Marcos 1. 40, 41,5. 19; 9.22. Marcos 6.5; Lucas 4.40; Lucas 4.33-37; Mateus 1435,36; Marcos 5.25-29. E dos apóstolos. Atos 3. 6,7; 5.15; 8.6,7; 9.33,34; 14.8-10; 16.16.18; 20 9-12; 28.4,5, 8,9.

2. Um sinal que aponta para a salvação.

Não há dúvidas que entre a salvação eterna e a cura divina há prioridade em relação à primeira. Mateus 5.29-30, por isso há algumas divergências se a cura hoje é possível ou não, senão vejamos. Alguns estudiosos ensinam que já passou a época dos milagres, pois aconteceram para confirmar e estabelecer as doutrinas do cristianismo. Mas é inegável que esses sinais tenham acompanhado a história da Igreja. Marcos 16.20; Hebreus 2.4. não crer na cura divina hoje, seria o mesmo que negar a compaixão de Jesus. Mateus 14.1415.32; Hebreus 13.8.

Por outro lado, há aqueles que interpretam literalmente Isaias 53.1-10, e alguns chegam até a negar a realidade das doenças nos crentes, lançando em rosto a suposta incredulidade em “não tomar posse” da promessa de Cura divina usando textos como Marcos 11.24; Mateus. 7.7-5; João 14.14; João 15.7; Marcos 9.23. Há de se buscar o equilíbrio, sempre, pois cada caso tem que ser estudado à luz das Escrituras. Nos tempos dos apóstolos, Paulo não foi curado. II Coríntios 12.7,8; Epafrodito foi curado, Filipenses 2.25-30; Trófimo foi curado? II Timóteo 4.20. Portanto, será que quando um crente não é curado, será por falta de confiança em Deus. Quando lemos Isaias 53.5,6, temos que ter em mente que esta passagem tem como objetivo maior, que o homem estava perdido sem salvação e, segundo, que Cristo é nosso substituto, morrendo em nosso lugar, e que as enfermidades ainda são aguilhões, e enquanto neste corpo estamos sujeitos a algumas vicissitudes da vida. Coríntios.15.54-57.
III. A PROMESSA DA CURA DIVINA E A SUA ATUALIDADE

1. A cura divina é para hoje.

A cura divina esta na provisão da expiação de Cristo. Is 53.4,5; Mateus 8.16,17; I Pedro 2.24. A morte expiatória de Cristo foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total – espírito, alma e corpo. Assim como o pecado e a enfermidade são os gigantes gêmeos, destinados por Satanás para destruir o ser humano, assim também o perdão e a cura divina vêm juntos como bênçãos irmanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde. Salmos 103.3; Tiago 5.14-16. hoje devemos prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo.

O ministério contínuo da igreja. Jesus comissionou seus doze discípulos para curar os enfermos, como parte da sua proclamação do reino de Deus Lucas 9.1,2, 6. Posteriormente, Ele comissionou setenta discípulos para fazerem a mesma coisa Lucas 10.1, 8,9, 19. Depois do dia de Pentecoste o ministério de cura divina que Jesus iniciara teve prosseguimento através da igreja primitiva como parte da sua pregação do evangelho. Atos 3.1-10; 4.30; 5.16; 8.7; 9.34; 14.8-10; 19.11,12; Marcos 16.18; I Coríntios 12.9,28 30.

Há um mistério de Deus na sua vontade soberana, quanto à cura divina, mas é de sua vontade curar os enfermos. Salmos 6.2-9, Ele quer que tenhamos vida em nossos corpos João 10.10; Atos 10.38; Hebreus 13.8.

2. A cura divina é para os que crêem.

Às vezes há, na própria pessoa, impedimentos à cura divina, como: pecado não confessado. Tiago 5.16; opressão ou domínio demoníaco. Lucas 13.11-13; medo ou ansiedade aguda Provérbios 3.5-8; Filipenses 4.6,7; insucessos no passado que debilitam a fé hoje. Marcos 5.26; João 5.5-7; influência negativa do povo. Marcos 10.48; ensino antibíblico. Marcos 3.1-5; 7.13; negligência dos obreiros no que concerne à oração da fé. Marcos 11.22-24; Tiago 5.14-16; descuido da igreja em buscar e receber os dons de operação de milagres e de curas, segundo a provisão divina. Atos 4.29,30; 6.8; 8.5,6; I Coríntios 12.9,10 29-31; Hebreus 2.3,4; incredulidade Marcos 6.3-6; 9.19, 23,24; e irreverência com as coisas santas do Senhor. I Coríntios 11.29,30. O próprio Jesus disse que nem todos os problemas da vida e nem todos os enfermos seriam curados. Mateus 26.11; Lucas 4.25-27; Casos há em que não está esclarecida a razão da persistência da doença física em crentes dedicados. Gálatas 4.13,14; I Timóteo 5.23; II Timóteo 4.20. Noutros casos, Deus resolve levar seus amados santos ao céu, durante uma enfermidade. II Reis 13.14,20. Porém muitos dos servos do Senhor morreram sem doenças. Aarão. Números 20.22; Isaque. Gênesis 35.28,29; Abraão. Gênesis 25.8. Davi. I Reis 2.1 e muitos outros.

CONCLUSÃO

O homem é um ser material e espiritual. Deus se interessa por ambas as naturezas do homem. Não somente pela natureza espiritual, mas também material, o corpo. A redenção de Cristo também inclui o corpo. Nosso corpo é membro de Cristo e santuário do Espírito Santo, foi comprado por Deus e deve glorificar a Ele.

O plano completo da redenção inclui tanto o espírito quanto o corpo humano. Jesus trouxe salvação e cura aos homens e a comissão dada aos discípulos foi que continuassem esta obra. A provisão de Deus através da redenção é tão abrangente quanto às conseqüências da queda. Para ao pecado, Deus provê o perdão. Para a morte, a vida eterna e para a enfermidade, Deus provê a cura.

Jesus teve tríplice ministério: ensinar a Palavra de Deus, pregar o arrependimento e curar todo tipo de moléstia, doença e enfermidade entre o povo. Deus através de Sua Palavra prometeu curas todas às enfermidades, não obstante, a Bíblia reconhece o uso apropriado dos recursos médicos e valoriza com a devida honra os médicos. Chegará um dia, quando o pecado será totalmente aniquilado e o sofrimento acabará para aqueles que são salvos por Cristo Jesus.

Pastor Alcione Alves do Nascimento, CGADB 36942, é auxiliar da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Boqueirão, Curitiba, Paraná. Professor da EBD, e responsável pelo Ensino Doutrinário na Igreja (Sextas Feiras).

Formação Secular: Administração, Pós-graduado em gestão de Recursos Humanos; Filosofia, Licenciado em: Psicologia, sociologia e História; Inglês (Avançado). Acadêmico de Direito (8º Período).

Formação Teológica: Bacharel em Teologia e Pós-graduado em Antropologia da Revelação.

Atividades: Oficial da Polícia Militar do Paraná; Professor Universitário, das Faculdades Integradas Santa Cruz (FARESC) e Faculdade Manuel de Assis (FAMA).

Contato para: Conferências, palestras, Estudos Bíblicos e Seculares. Rua Professora Júlia Valery Legat Neal, 558. Xaxim – Cep 81810-590 – Curitiba, Paraná.

Fones 041 3275.4337 – 9115.5461 – professorn331952@yahoo.com.br

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A promessa da cura divina – 2

Publicado por Editor em 2007/10/30

A PROMESSA DA CURA DIVINA

Dr. Caramuru Afonso

Fonte. www.escoladominical.com.br 

A cura divina é uma promessa dada a Deus aos que crêem no Seu poder, mas cujo propósito é a glorificação do nome do Senhor.

INTRODUÇÃO

- O homem foi criado perfeito, tanto física quanto moralmente. O pecado fez com que o homem estivesse sujeito à morte física e, conseqüentemente, à doença.

- A doença, embora possa ser debelada pelo poder de Deus, não será extirpada do gênero humano enquanto não houver a glorificação, quando, então, estaremos totalmente imunes de toda e qualquer enfermidade. Assim, a promessa da cura divina não pode ser confundida com uma imunidade do crente a doenças.

I – A SAÚDE

- Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, saúde é “estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para a forma particular de vida (raça, gênero, espécie) e para a fase particular de seu ciclo vital”, é o “estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar”. Vem do latim “salus, salutis”, que significa “salvação, conservação da vida”.

- Como se pode perceber, pelas definições dadas, a saúde é um quadro de manutenção da vida, de pleno funcionamento de todos os órgãos e de uma harmonia entre todas as funções do organismo. Nada mais é, portanto, do que a realização daquilo que foi projetado para o organismo, o cumprimento de todo o propósito estabelecido para aquele ser vivo.

- É, portanto, claro que o estado de saúde exige, para sua ocorrência, que se tenha a perfeita realização do propósito divino para o homem. A saúde é o pleno funcionamento do organismo humano, o cumprimento do propósito divino, pois foi Deus quem criou o homem (Gn.1:26,27), como, aliás, estudamos na lição anterior.

- Para que houvesse plena saúde, porém, seria preciso que o homem se mantivesse de acordo com o propósito divino, que era, como vemos no relato da criação, o de manter uma comunhão com Deus e de, a partir desta comunhão, dominar sobre a criação terrena. Temos aqui a síntese do que se chamou de “mordomia”, ou seja, o homem deveria ser servo de Deus, cuidando da Terra para o Senhor.

- Contudo, o homem não obedeceu a este propósito divino e pecou.Ao desobedecer a Deus, o homem perdeu este estado de equilíbrio, tanto que um dos juízos lançados por Deus sobre ele foi o da morte física: “…maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e cardos também de produzirá e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás…” (Gn.3:17 “in fine”-19).

- A sentença divina sobre o homem, por causa do seu pecado, atingiu diretamente a questão da saúde. A terra, antes o local da realização do propósito divino para o homem, passou a ser um obstáculo para este mesmo ser humano. A terra foi maldita e, como algo maldito, traria infelicidade, incômodo e aborrecimento para o homem. A natureza passou a colaborar para um crescente desequilíbrio do organismo humano, desequilíbrio que levaria, mais cedo ou mais tarde, à extinção da atividade, com a degeneração do organismo, que estaria fadado a se desfazer, voltando a ser pó, o mesmo pó que o Senhor havia tomado para formar o homem.

- O homem passou a ter a natureza como um obstáculo, como um fator de estorvo, em vez de um complemento que só lhe trazia alegria e ajuda na sua sustentação (Gn.2:9). A natureza passou a colaborar com a perda da saúde, passou a ser um fator que contribuiria para a corrupção progressiva e constante do corpo humano. Daí termos o fato de a natureza ter seres que, para o homem, são geradores de doenças, os chamados “agentes patogênicos”. Isto é resultado da sentença divina sobre o homem, por causa do pecado, algo que somente será modificação depois que a natureza for redimida (Rm.8:19-23), o que ocorrerá apenas por ocasião do reino milenial de Cristo (Is.11:6; 65:25).

- Como se não bastasse o fato de a natureza passar a colaborar para a degeneração do homem, temos que o próprio organismo humano, por si só, após o pecado, haveria de iniciar sua marcha para a sua extinção. Como resultado do pecado, o corpo humano passou a sofrer de uma degeneração contínua, independentemente da ação de “agentes patogênicos”, porque o Senhor estabeleceu que o homem deveria tornar à terra, ou seja, que haveria uma inexorável e inevitável caminhada do organismo de volta à terra, ou seja, que o corpo tenderia a se desfazer, a deixar de existir enquanto tal.

- Assim, podemos afirmar que a doença e a morte física não estavam projetadas para o homem, não faziam parte do propósito divino, mas que são resultado do pecado, conseqüências do pecado. Assim, quando Deus apresentou o Seu plano da salvação, esta teria, necessariamente, de propiciar um mecanismo de erradicação da doença e da morte física. A salvação é o restabelecimento da comunhão entre Deus e o homem, o retorno à condição originalmente prevista para o ser humano, demonstrando, desta maneira, tanto a fidelidade divina, quanto a Sua misericórdia.

- A saúde do homem, portanto, é um objetivo perseguido por Deus quando do estabelecimento do plano da salvação. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo.1:29), ao tirar o pecado, haveria, também, de tirar tudo aquilo que era conseqüência do pecado, ou seja, a morte física e o seu corolário, que é a doença. Não é por acaso que, durante Seu ministério terreno, Jesus tenha, por diversas vezes, curado enfermos, como comprovação de que Seu trabalho, sobre a face da Terra, era restaurar aquele estado anterior ao pecado, um estado onde a doença simplesmente inexistia (Mt.8:16; 12:15; 14:14; 19:2; 21:14; Mc.1:34; 6:5; Lc.7:21). Na sua feliz síntese do ministério de Cristo, o apóstolo Pedro não deixou de lembrar que Jesus “…andou fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (At.10:38b).

- O plano de Deus para a salvação do homem, portanto, abrange a cura das enfermidades dos homens, a erradicação da doença, o restabelecimento da saúde. Como Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb.13:8), continua a ser Aquele que foi dar saúde ao criado do centurião romano (Mt.8:7), o mesmo que foi anunciado por Pedro e que deu saúde para Enéias (At.9:34). Por isso, dentre as tarefas que o Senhor deixou à Sua Igreja, está a de curar os enfermos (Mc.16:18).

- No entanto, o fato de que a saúde faz parte do plano de Deus para a salvação não significa que a doença venha a ser erradicada da vida de todo aquele que aceita a Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Assim como o fato de ser salvo não nos livra da morte física, conseqüência praticamente inevitável do pecado e que acomete tanto os salvos quanto os ímpios, assim também não estamos imunes à doença. Jesus cura os enfermos, este é um sinal de que venceu a morte e o inferno, de que é o Salvador do mundo, mas daí a se dizer que todo salvo não fica doente há uma grande distância.

- Assim falamos porque, lamentavelmente, entre os falsos ensinos destes últimos dias está o da chamada “doutrina da confissão positiva”, que defende a idéia de que a doença tem como causa o pecado e que, quando somos perdoados de nossos pecados, adquirimos, como efeito da salvação, a imunidade à doença. Assim, sendo este falso ensinamento, que tem encontrado guarida em muitos púlpitos na atualidade, quando uma pessoa está doente isto é sinal de que perdeu a comunhão com Deus, que pecou e, por isso, adoeceu. Doença para o salvo seria, pois, efeito imediato do pecado, da perda da comunhão com Deus.

- É importante afirmar que este pensamento não é novo. Na verdade, é uma das mais antigas distorções que se tem notícia nas Escrituras. É a tese apresentada pelos amigos de Jó, que, depois de terem chorado durante sete dias ao ver o lamentável estado em que se encontrava o patriarca (Jó 2:12,13), acometido de uma enfermidade terrível, que o transformou numa verdadeira “ferida ambulante” da cabeça aos pés (Jó 2:7), passaram a atribuir a doença dele a um suposto pecado cometido e que deveria ser confessado. No entanto, Jó sempre se declarou inocente, inocência esta que foi atestada pelo próprio Deus, mesmo depois que Jó estava doente (Jó 42:7).

- A começar de Jó, portanto, vemos que o fato de uma pessoa ficar doente não significa que seja, necessariamente, alguém que esteja sofrendo de uma punição divina por causa de seus próprios pecados. A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres de Deus que, apesar de terem uma vida de comunhão com o Senhor, adoeceram e, por vezes, até morreram doentes, sem que esta doença significasse qualquer desvio espiritual ou pecado por parte do servo do Senhor. A propósito, o profeta que maior número de milagres fez no Antigo Testamento, Eliseu, em que repousava porção dobrada do Espírito Santo que havia estado em Elias, diz-nos as Escrituras, morreu por causa de uma doença (II Rs.13:14).

- A doença é uma conseqüência do juízo divino sobre a humanidade, feita ao primeiro casal, por causa do pecado. Herdamos do primeiro casal, em cujos lombos já estávamos (cfr. Hb.7:10), a natureza pecaminosa e passamos a viver numa terra amaldiçoada em virtude da iniqüidade. Nascidos à imagem e semelhança de Adão (Gn.5:3), concebidos em pecado (Sl.51:5), não temos como deixar de possuir um corpo que está marcado para tornar à terra, como também uma natureza que, adquirida a consciência, nos leva a pecar contra Deus. Estamos destinados a tornar à terra e, como tal, não temos como fugir da doença. Pode ser que morramos por motivo outro que não a doença, mas jamais podemos dizer que, por causa da salvação, jamais ficaremos doentes.

- O corpo humano será redimido pela obra salvadora de Cristo Jesus, mas isto não é algo que já tenha acontecido, mas algo que ainda esperamos (Rm.8:23), algo que acontecerá somente com a glorificação, estágio final do processo da salvação (I Co.15:50-56), que, para a Igreja, se dará quando do arrebatamento. A morte é o último inimigo a ser vencido, algo que se dará tão somente com a destruição do sistema mundano, como nos mostra, claramente o capítulo 25 do livro do profeta Isaías.

- Assim, como ainda estamos neste “corpo do pecado”, enquanto ainda temos um corpo corruptível, o corpo que está destinado à terra, de onde foi formado, temos de conviver com a doença, ela pode aparecer como uma ocorrência em nossas vidas, ainda mais nos tempos trabalhosos em que vivemos, dias em que, apesar da multiplicação da ciência (Dn.12:4), surgiriam cada vez mais doenças (Mt.24:7).

- É oportuno deixar consignado que Deus pode atuar, ao lançar juízos sobre os homens, trazendo doenças sobre as pessoas. É uma das formas de Deus demonstrar Seu desagrado para com o pecado. A Bíblia está, também, repleta de exemplos em que doenças foram utilizadas para julgamento de nações e de povos, como a quinta praga lançada sobre o Egito, a praza das úlceras (Ex.9:8-12); a lepra, que, durante toda a história do povo hebreu, sempre esteve vinculada a uma maldição ou juízo divinos, como nos casos de Miriã (Nm.12:10), de Geazi (II Rs.5:27), e do rei Uzias (II Rs.15:5) e as doenças que acometeram tanto um rei fiel como Asa, mas que havia entristecido o Senhor ao perseguir um profeta(II Cr.16:9,10,12), como um rei infiel, como o rei Jeorão de Judá (II Cr.21:18,19).

- Mas, também, não podemos nos esquecer que, por vezes, a doença foi impingida por Deus não por causa de algum pecado, mas com outros objetivos, como a retidão e sinceridade de alguém, como no caso do filho de Jeroboão (I Rs.14:12,13), ou, mesmo, para a manifestação das obras de Deus, como no caso do cego de nascença (Jo.9:1-3). Vemos, portanto, que a doença não está necessariamente vinculada a pecado e que é, antes de tudo, uma ocorrência a que estão sujeitos todos os homens, diante da sua própria constituição estrutural, depois que o pecado entrou no mundo.

II – O CUIDADO COM A SAÚDE FÍSICA

- Sendo a saúde um estado criado pelo próprio Deus e que se encontra precarizado, tornado imperfeito e insuficiente por causa do pecado, logo percebemos que se trata de um bem que deve ser preservado pelo ser humano. Quando o homem se conscientiza que a saúde é uma dádiva divina, é um estado que corresponde ao propósito de Deus, um dentre tantos dons que o Senhor nos concede, reconhece a necessidade que tem, diante do Senhor, de se esforçar para a sua manutenção, sabendo que, como tudo é do Senhor (Sl.24:1), terá de prestar contas do que fez com o seu organismo durante o tempo de peregrinação sobre a face da Terra (Sl.119:19a).

- O cuidado com a saúde insere-se, portanto, dentre aquelas tarefas que foram cometidas ao ser humano na sua qualidade de “mordomo-mor” sobre a face da Terra. Temos de cuidar de nosso organismo, porque a vida é um dom dado por Deus (Gn.2:7; I Sm.2:6) e que nos está “emprestado”, que nos foi dado em confiança, motivo por que deveremos prestar contas do que tivermos feito com ele, em especial aqueles que alcançarem a salvação na pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Co.5:10).

OBS: Maimônides, o grande filósofo judeu da Idade Média e grande comentarista das Escrituras hebraicas, bem aludia, em sua obra “Mishneh Torah”, um comentário a respeito da lei, esta necessidade de bem cuidarmos do corpo (Maimônides, por sinal, era médico), em trecho que vale a pena transcrever: “…9.,Todo o que leva sua vida de acordo com a medicina – se pensar que o faz somente para que estejam seu corpo e membros perfeitos, ou a pessoa que pensa em procriar para que seus filhos estejam ocupando-se de seu trabalho e esforçando-se por suas necessidades – não está em um bom caminho. Deve por sua atenção que seu corpo esteja perfeito e forte, para que esteja sua alma reta para o conhecimento de Deus – sendo impossível que a pessoa entenda e dê atenção às ciências estando doente, ou sentindo dores em um de seus membros. [Igualmente, ao gerar,] que tenha um filho – e, talvez se torne um sábio de Torá e uma grande personalidade no povo de Israel. 10. A pessoa que assim fizer por todos seus dias – estará permanentemente servindo a Deus, mesmo em seus negócios, ou quando mantém relações sexuais, pois seu pensamento em tudo – para conseguir suas necessidades, que se ache seu corpo perfeito para servir a Deus.11. Mesmo quando dormir – se foi dormir consciente que o faz para que seus nervos e sua mente descansem, descansando também o corpo, evitando que lhe sobrevenha alguma enfermidade – pois como poderá servir a Deus, estando doente?! – estará também seu sono serviço a Deus, Bendito é Ele. Acerca disto ordenaram e disseram os Sábios: “Em todos teus caminhos, conhece-O, e Ele endireitará tuas veredas!” – Pv 3:6. …” (Mishneh Torah I,3, 9 a 11. Disponível em: http://www.judaismo-iberico.org/mtp/ciencia/dt/dt003.htm Acesso em 21 set. 2007).

- A Bíblia Sagrada afirma que o corpo do salvo é templo do Espírito Santo (I Co.6:19). Sendo templo, é algo que é sagrado, algo que se encontra dedicado para o serviço de Deus. Nosso corpo é morada do Espírito Santo, é a Sua habitação. Sendo assim, devemos manter o nosso corpo em perfeita santidade, porque Deus é santo. Não só não podemos usar nosso corpo como instrumento do pecado, porque isto é comportamento de quem não alcançou a salvação (Rm.6:12,13), como também devemos ter o corpo pronto para ser oferecido em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm.12:1).

- Como templo do Espírito Santo e como instrumento de justiça e de adoração, o corpo do salvo não pode, em hipótese alguma, ser mantido em um estado de contaminação com o pecado, nem tampouco num estado de fraqueza e de debilidade que comprometa o nosso raciocínio, o nosso pensamento, o nosso discernimento, seja espiritual, seja natural. Precisamos ter um corpo sadio, para que nossas faculdades mentais tenham condição de também se desenvolver plenamente, sem o que não poderemos servir a Deus de acordo com a Sua vontade. “Mens sana in corpore sano” (isto é, mente sã em corpo são) é uma exigência divina para que possamos servir a Deus a contento, de acordo com a excelência da Sua santidade.

- Mas a Bíblia Sagrada também se refere ao corpo como sendo um tabernáculo ou uma tenda. Paulo diz que o nosso corpo é a “… nossa casa terrestre deste tabernáculo…” e, mais, que se trata de uma casa que irá se desfazer (II Co.5:1). Pedro, também, utiliza-se da mesma figura, ao afirmar que “…brevemente hei de deixar este meu tabernáculo…” ( II Pe.1:14).

- Esta figura do corpo como sendo o tabernáculo é muito profunda e significativa. Trata-se de uma expressão utilizada por quem tinha pleno conhecimento do significado do tabernáculo para o povo de Israel. A palavra ” tabernáculo” quer dizer habitação, morada e diz respeito à construção móvel que Deus determinou que Moisés fizesse e que acompanhou o povo na sua peregrinação no deserto e que existiu até a construção do templo no reinado de Salomão. O que o tabernáculo pode nos ensinar a respeito do nosso corpo?

- Em primeiro lugar, o tabernáculo era uma construção móvel (Nm.10:21), ou seja, era uma edificação que não foi feita para ficar no mesmo lugar durante todos os tempos, mas algo que ia de um lugar para outro, embora estivesse seguindo um caminho pré-determinado por Deus (qual seja, a Terra Prometida). O nosso corpo, também, não é algo que foi feito para perdurar para sempre. O corpo é algo passageiro, algo que tem um tempo determinado, algo que está submetido ao espaço e ao tempo, algo que envelhece, algo que se modifica, mas algo que deve ser conduzido com um objetivo previamente determinado pelo Senhor, assim como o tabernáculo era levado pelo povo para um lugar já mostrado a Israel por Deus.

- Quando temos consciência de que o nosso corpo é uma construção móvel, é algo que serve para nossa peregrinação no caminho traçado pelo Senhor para cada um de nós, temos uma conduta totalmente diferente com relação a nosso corpo do que o temos feito ou que as pessoas sem esta consciência fazem. Não podemos tratar o corpo como algo irrelevante para Deus quando tomamos consciência de que ele é algo que devemos conduzir na nossa caminhada para o céu.

- Em segundo lugar, o tabernáculo era uma construção que foi feita para um determinado período da história de Israel(I Rs.8:4), ou seja, não foi algo que perdurou para sempre. Nosso corpo, de igual forma, não foi feito para durar para sempre. Nosso corpo é do pó da terra e a ele tornará(Gn.3:19) ou, se estivermos entre aqueles que serão arrebatados ainda vivos, teremos nossos corpos transformados num corpo glorioso(I Co.15:52). O corpo é uma casa terrestre que se desfará, como diz o apóstolo Paulo. Quando sabemos que o nosso corpo irá se desfazer, que ele não herdará a vida eterna, não damos vazão a pensamentos e a desejos instigados pela natureza pecaminosa que têm por finalidade e objetivo a satisfação de necessidades criadas unicamente para o corpo, pois, então, teremos noção de que o corpo é algo passageiro, algo feito apenas para esta dimensão terrestre e que não pode comprometer a nossa eternidade.

- Em terceiro lugar, o tabernáculo foi construído segundo um modelo dado por Deus a Moisés(Ex.25:40). Nosso corpo foi feito segundo a vontade de Deus, pois foi o próprio Deus que o formou e, portanto, deve ser utilizado segundo o modelo estabelecido pelo Senhor, ou seja, deve ser usado e administrado de acordo com a forma determinada por Deus e que se encontra nas Escrituras Sagradas. Qualquer uso do corpo fora destes parâmetros, portanto, é algo que não deve ser admitido nem adotado por um mordomo do Senhor.

- Quando percebemos que o corpo foi feito por Deus e segue um modelo Seu, imediatamente abandonamos o falso pensamento de que ” Deus só quer o coração” e de que as coisas relativas ao corpo são irrelevantes do ponto-de-vista de nossa vida espiritual ou que sejam até assunto que prejudique a nossa comunhão com o Senhor. Passamos a ter consciência de que o corpo não é primordial no nosso contacto com Deus mas tem um papel a cumprir, de tal maneira que temos de levá-lo em conta e com ele também nos ocuparmos para que sejamos achados servos fiéis e prudentes por nosso Senhor.

- Em quarto lugar, o tabernáculo não se confundia com a glória de Deus(Ex.40:34-38), mas era através dele que o povo de Israel notava a presença e a direção de Deus na caminhada para Canaã. Nosso corpo, de igual maneira, não se confunde com a glória de Deus. Nosso corpo é matéria, enquanto que Deus é espírito (Jo.4:24), mas é o nosso corpo que serve de receptáculo para a glória do Senhor, para o Seu Espírito. É neste corpo que habita a Divindade (Jo.14:23), de tal maneira que o corpo é também figurado como sendo o templo do Espírito Santo (I Co.6:19). Por causa disto, tudo o que fazemos neste mundo é conhecido dos demais homens através deste corpo e, por meio dele, as pessoas darão, ou não, glória a Deus pelos nossos atos (Mt.5:16) e é pela forma de que dele nos utilizamos que seremos julgados pelo Senhor no tribunal de Cristo (II Co.5:10).

- Quando temos consciência de que o nosso corpo é o instrumento que Deus nos dá para que, neste mundo, o Seu nome seja glorificado pelas obras que façamos, quando percebemos que ele é o veículo pelo qual os demais homens notarão a presença e a direção de Deus em nós e para eles, passamos a ter um comportamento totalmente diverso da conduta negligente e displicente que muitos têm levado em relação aos seus corpos. Os homens não têm condições de ver o nosso interior, de compreender-nos pelo que há dentro de nós, mas somente perceberão o que há em nós, a nossa eterna salvação, a nossa pureza, a nossa felicidade através de nosso corpo, pois é ele que, a exemplo do tabernáculo, fará o homem natural notar que, dentro de nós, dentro daquele invólucro, está a presença e a direção do Senhor.

- Em quinto lugar, o tabernáculo era uma edificação que, exteriormente, não causava esplendor, admiração ou atenção. Com efeito, revela-nos a Bíblia que a parte externa do tabernáculo era composta de uma cobertura de peles de teixugo em cima(Ex.25:14),última cobertura de uma série de camadas de outras peles, cobertura que não causava nenhuma admiração a quem a visse, ao contrário, por exemplo, do templo (seja o primeiro, seja o segundo, como vemos, v.g., em Mt.24:1). De igual modo, o nosso corpo não deve ser o alvo de nossas atenções. A satisfação de suas necessidades não deve ser o centro de nossas vidas (Mt.6:31-33), mas devemos procurar aparecer menos na aparência e na fisionomia e nos conscientizarmos de que, sobre nós, sobre o nosso corpo, deve reluzir a glória de Deus (Jo.3:30).

- Quando nos conscientizamos de que o nosso corpo não deve ser um fim em si mesmo, nossa conduta passa a ser diferente do comportamento que tanto tem caracterizado os nossos dias de culto ao corpo e a tudo o que lhe diz respeito, culto este que tem, inclusive, já invadido a comunidade evangélica. Vivemos, hoje, a época do domínio da moda, da aparência, da beleza estética, com um sem-número de distúrbios e desequilíbrios de toda a sorte. Teremos a devida conduta e nos aproximaremos da modéstia que tanto caracterizou o nosso Senhor em sua vida terrena se nos lembrarmos de que o corpo não deve ter parecer nem formosura, mas deve ser capaz de tornar visível a glória de Deus para os que conosco convivem (vide lições do terceiro trimestre de 2003: 8 – Cuidando do corpo e da mente e 12 – A modéstia cristã).

- Em sexto lugar, o tabernáculo era uma edificação que foi feita com a vinda de materiais de todo o povo de Israel, de tudo quanto Deus tinha dado ao Seu povo quando ele saiu do Egito, uma contribuição coletiva e voluntária de todos os israelitas (Ex.35:20-29). De igual modo, Deus, ao fazer o corpo do homem, teve a contribuição de todos os elementos da terra, pois, como vimos, a composição química do organismo humano possui todos os elementos, ainda que em pequenas quantidades, como a demonstrar que o nosso corpo é o resultado de uma cooperação coletiva de toda a natureza.

- Quando observamos que o nosso corpo é resultado de uma combinação de todos os elementos da terra, percebemos, como nunca, que o homem deve respeitar a natureza e dela cuidar com extremo zelo, pois somos, por assim dizer, uma síntese da natureza. Deus fez-nos desta natureza, dotou-nos de um corpo que é a combinação de toda a natureza, para que nos sentíssemos integrados nela, como elemento-chave para a manutenção do seu equilíbrio. Quando não exercemos bem esta mordomia, sofremos juntamente com a natureza e, tal como ela, nosso corpo aguarda uma redenção (Rm.8:22,23).

- Em sétimo lugar, o tabernáculo foi substituído pelo templo de Salomão, mais majestoso e cuja glória ficou indelevelmente marcada na mente dos israelitas, mesmo após décadas de cativeiro (Ed.3:12). Aliás, o que caracteriza e diferencia o templo (ou os templos) do tabernáculo é que nele(s) a glória de Deus era uma nota marcante (I Rs.9:3;Ag.2:7), enquanto que, no tabernáculo, ela se efetivava pela nuvem ou pelo fogo, que ficavam sobre o tabernáculo (Ex.40:38). De igual modo, o nosso corpo, tal qual o tabernáculo, tem a glória de Deus sobre nós, quando a Ele nos consagramos e, através de nosso corpo, esta glória é demonstrada aos demais seres humanos, mas não se trata de um corpo glorioso, de um corpo que tenha a glória como sua característica. Este corpo terreno jamais será caracterizado pela glória, pois é um corpo terreno, corpo este que será substituído por um corpo espiritual, um corpo glorioso (I Co.15:40-49).

- Quando temos consciência de que o corpo que agora temos será substituído por um corpo espiritual, por um corpo glorioso, passamos a viver diferentemente, na perspectiva da vinda de Jesus e da eternidade, perspectivas estas indispensáveis para que tenhamos uma vida santa e consagrada a Deus (vide lição 13 do terceiro trimestre de 2003 – Esperando a vinda de Jesus).

- Além de ser comparado a um tabernáculo, o corpo é também chamado de “templo do Espírito Santo” (I Co.6:19), como vimos supra, numa perspectiva que já vimos, em parte, ao tratarmos da consideração do corpo como tabernáculo, pois tanto o templo, quanto o tabernáculo nos dão de idéia de morada, de habitação. Esta morada e esta habitação, entretanto, representam algo mais do que o que já temos falado, ou seja, de que seja uma morada de Deus. Quando dizemos que o corpo é o templo do Espírito Santo, devemos ter a exata noção desta afirmação diante do que se entendia por templo na época em que foi escrito o texto pelo apóstolo Paulo.

- Quando Paulo fala em templo, está se referindo a um lugar de adoração, a um lugar onde a divindade era cultuada. Como judeu que era, Paulo, ao se utilizar da expressão ” templo” bem sabia que estava se referindo a um lugar de adoração, pois o templo era a casa santificada pelo próprio Deus, onde Deus prometera estar presente e atento a todas as súplicas do Seu povo (I Rs.9:3; II Cr.7:16) bem como casa de sacrifício, onde Deus prometer estar pronto a perdoar e purificar o Seu povo (II Cr.7:12-14). Ao mesmo tempo, enquanto apóstolo dos gentios, escrevendo para gentios (“in casu”, os coríntios), Paulo sabia que o templo era um local onde se praticava o culto às divindades, onde os gentios sacrificavam e praticavam atos que agradavam aos deuses, tanto assim que, por exemplo, os deuses de fertilidade tinham seus templos como verdadeiros prostíbulos e locais de obscenidades.

- Assim, quando Paulo nos afirma que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, está nos dizendo que o corpo deve ser uma parte do homem que deve ser destinada a agradar ao Senhor. O corpo é um local onde devemos adorar a Deus, um lugar onde devemos demonstrar a pureza de nosso interior, um lugar que deve demonstrar o perdão dos nossos pecados, um lugar onde tudo o que façamos tenha por objetivo agradar a Deus. Muito ao contrário dos que defendem a falsa doutrina de que ” Deus só quer o coração”, o que a Bíblia nos ensina, através desta figura, é que o corpo é o lugar em que devemos adorar a Deus, ou seja, servi-lO. É através do corpo que estaremos comprovando se, realmente, fomos santificados, fomos perdoados, fomos purificados e se, realmente, estamos agradando a Deus.

- Outra expressão bíblica utilizada para o nosso corpo é a que compara o corpo humano a um vaso de barro. Jeremias, no capítulo 18 de seu livro, relata-nos a experiência que Deus lhe fez passar na casa do oleiro, em que diz que o homem nada mais é do que um vaso de barro nas Suas mãos (Jr.18:6) e, no livro de Lamentações, afirma que os filhos de Sião ” são reputados por vasos de barro ” (Lm.4:22). Paulo, quando escreve aos coríntios, também afirma que temos o conhecimento de Jesus Cristo, um verdadeiro tesouro, “em vasos de barro” (II Co.4:2) e torna a fazer a comparação do homem como um vaso de barro quando escreve a Timóteo, dizendo que “…há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém para desonra” e que “… se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor…” ( II Tm.2:20,21).

- A imagem do oleiro e do vaso é uma figura bíblica que nos fala do homem exterior, do corpo humano e que demonstra que seu criador é o Senhor, tanto quanto das demais partes do ser humano (alma e espírito). Também nos dá conta de que o corpo é um elemento material e que é feito do pó da terra. Mas o prisma que queremos aqui ressaltar desta figura bíblica é a que diz respeito ao corpo como um veículo para a comunicação da glória de Deus. O vaso tem de ter um conteúdo. Não basta que tenha um material, mas que seja usado para guardar um conteúdo. Paulo afirma-nos que este conteúdo tem de ser um tesouro, ou seja, que o vaso esteja próprio para ” a iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” ( II Co.4:6b). Nosso corpo deve servir para que Jesus seja glorificado entre os homens, deve refletir ” como um espelho a glória do Senhor” (II Co.3:18).

- Quando falamos que nosso corpo é um vaso de barro, ressaltamos a fraqueza de nosso corpo, a sua debilidade, a sua fragilidade, a sua dependência extrema da parte do oleiro, que é o Senhor. Quando nos conscientizamos de que nosso corpo é débil, é frágil, é apenas um vaso de barro, não damos importância à aparência, passamos a ser vigilantes quanto à manutenção do conteúdo, pois o vaso, em si mesmo, valor algum tem, pois é apenas um vaso de barro, mas o que está dentro de si, o tesouro, este, sim, é dotado de valor e nos faz valer algo. Devemos valorizar o que está dentro de nós, jamais nos deixando iludir pelo astucioso comprador, o adversário de nossas almas (Pv.20:14).

- Já pudemos perceber que, nos tempos trabalhosos em que estamos a viver, não faltam elementos que procuram distorcer este cuidado com a saúde física, buscando nos levar para uma destruição completa deste “tabernáculo”, deste “templo do Espírito Santo”.

- Dentre as características dos homens dos tempos trabalhosos, está a amizade com os deleites acima da amizade com Deus (II Tm.3:4). A busca incessante do prazer a todo custo tem sido uma tônica da atualidade. O resultado disto, diante da incontinência, que também é característica do nosso tempo, é um sem-número de doenças e de enfermidades que atingem níveis nunca antes vividos no planeta, de tal sorte que, apesar de todo o desenvolvimento da ciência, está a humanidade a enfrentar um número espetacular de epidemias e endemias em todo o planeta, doenças incuráveis e que estão a matar cada vez mais e cuja cura, muitas vezes, é impossível, porque se encontra além das próprias possibilidades da ciência, por mais evoluída que ela possa ser.

- A busca incessante do prazer tem multiplicado os problemas relacionados com as doenças sexualmente transmissíveis (DST), entre as quais ganha relevo a “aids” (síndrome de imunodeficiência adquirida), enfermidade que tem matado milhões de pessoas anualmente em todo o mundo, apesar dos esforços gigantescos dos governos e das grandes corporações da indústria química em busca de uma cura. Não só a “aids”, mas todas as demais doenças sexualmente transmissíveis (cada vez mais freqüentes e que não são debeladas, embora muitas tenham cura) revelam um ambiente de promiscuidade e de prostituição, uma sexualidade que está totalmente em desacordo com os princípios estabelecidos por Deus. O homem, na sua arrogância e rebeldia, não admite reconhecer a necessidade de uma modificação de sua conduta sexual, preferindo criar paliativos como o “sexo seguro” e a massificação do uso de preservativos, a admitir que a segurança e a saúde dependem, fundamentalmente, de se voltar ao que determina a Palavra de Deus a respeito. Não é à toa que, embora os grupos de risco tenham sido modificados ao longo dos anos, jamais se encontre entre eles o grupo dos verdadeiros e genuínos servos do Senhor que praticam o sexo conforme os ditames da Bíblia Sagrada.

- Outro grave problema de saúde dos nossos dias é a obesidade, já considerada uma verdadeira endemia, inclusive, e a começar dos países desenvolvidos, ditos de Primeiro Mundo. A obesidade é resultado de uma alimentação desequilibrada, fundada em alimentos industrializados e que são produzidos sob o prisma do lucro cada vez maior, bem como de um sedentarismo, que é fruto do luxo e do conforto buscados cada vez mais pela “sociedade globalizada de consumo”. A falta de exercícios físicos e a má alimentação resultam no aumento da massa corporal, com inevitável comprometimento das funções orgânicas, gerando uma série de desequilíbrios, que nada mais são que fatores geradores de doenças. Hoje, temos crianças e adolescentes sofrendo de enfermidades que eram, até pouco tempo atrás, peculiares aos idosos, como hipertensão arterial, diabetes e arterioesclerose. O combate à obesidade exige uma total transformação do atual “modus vivendi” da humanidade, o que está fora do alcance da ciência médica. A ganância, a busca do luxo, em uma palavra, o amor do dinheiro (I Tm.6:10), não permitem que se reverta um quadro tão prejudicial ao gênero humano.

- Por se falar em ganância e em amor do dinheiro, estão eles também vinculados a outro grave problema de saúde registrado nos dias atuais, as doenças que são subproduto da desnutrição alimentar e das precárias condições de saneamento básico em todo o mundo. Milhões de pessoas morrem por causa das péssimas condições de higiene a que estão submetidas, bem como por causa da fome. A miséria e a exclusão de milhões de pessoas dos benefícios do progresso e da civilização têm gerado mortes sobre mortes. A contaminação da água pela falta de sistemas de esgotos, a falta de tratamento da água, a falta de alimentação num mundo cada vez mais poluído e hostil à espécie humana são causadores de inúmeras doenças e mortes. Os tempos trabalhosos dos homens “amantes de si mesmo”, “cruéis”, “sem amor para com os bons” têm produzido milhares de mortos entre crianças inocentes e pessoas que sofrem o processo desumano e antibíblico de exclusão social e de concentração de renda nas mãos daqueles que estão a enriquecer cada vez mais, da “futura corte do Anticristo” (cfr. Ap.18).

III – O CUIDADO COM A SAÚDE MENTAL

- Mas, como dissemos supra, não basta cuidarmos do corpo. A saúde envolve, também, a mente, esta faculdade que não é do corpo, mas, sim, da alma. Voltando ao Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vemos que “saúde mental” é “estado caracterizado pelo desenvolvimento equilibrado da personalidade de um indivíduo, boa adaptação ao meio social e boa tolerância aos desafios da existência individual e social”. A saúde mental é o mesmo estado de equilíbrio que caracteriza a saúde física, mas que está voltada para a personalidade do indivíduo.

- A alma é aquela porção do homem que nos permite perceber que somos diferentes dos demais seres, que nos permite conhecer a nós mesmos, que faz com que sejamos portadores de um entendimento, de um sentimento, de uma vontade. Esta junção de entendimento, sentimento e vontade é o que se denomina de “PERSONALIDADE”.

- A palavra ” personalidade” vem de ” pessoa” que, por sua vez, vem de ” persona”, palavra latina que significa ” pelo som”. ” Persona” é o nome que recebiam as máscaras dos atores no teatro antigo. Ao contrário do que ocorre hoje, nos teatros da Grécia ou de Roma, na Antigüidade, os atores não mostravam seus rostos, mas faziam suas apresentações segurando máscaras que escondiam as suas faces, exatamente para que o público soubesse que não eram as pessoas que estavam encenando que viviam aquelas situações mas as “personagens” da peça teatral. A “pessoa” , portanto, era a personagem, um ser diferente daquele ator que a estava representando no palco.

- A nossa alma, portanto, é a nossa “pessoa”, é aquilo que nos faz diferentes dos demais, é a nossa parte que nos identifica diante de Deus e dos homens. É a nossa alma que contém a nossa “personalidade”, aquilo que nós somos e que, através do corpo, tornamos conhecidos aos homens e a Deus (se bem que Deus não necessita da exteriorização do nosso corpo para nos conhecer, pois Ele bem sabe o que há no nosso íntimo, antes que isto venha à tona no mundo exterior – I Sm.16:7; Jo.2:25).

- Esta personalidade do homem precisa estar sob o governo de Deus. É algo que também nos foi dado por Deus e do qual também deveremos prestar contas diante do Senhor de todas as coisas. Que esta personalidade, que esta individualidade é de Deus não há qualquer dúvida pelo que está nas Escrituras, como, por exemplo, no Sl.24:1, onde, textualmente, diz-se que é do Senhor ” aqueles que nele (i.e., no mundo) habitam”, ou seja, cada indivíduo, cada alma. Em Ez.18:4, o texto é ainda mais enfático, ao afirmar que ” Eis que todas as almas são Minhas (é o Senhor quem está falando, observação nossa).

- Quantas vezes ouvimos alguém dizer que não pode mudar, que esta é a sua personalidade, é o seu modo de ser, é o seu temperamento, é o seu caráter, que Deus o fez assim e assim ele será para sempre, tendo os outros de aceitá-lo “por amor ao próximo”. Entretanto, tais pensamentos são totalmente contrários ao que nos ensina a Palavra de Deus. Esta personalidade, esta “nossa” individualidade, este “nosso” jeito de ser não é ” nosso”, mas de Deus. Foi Deus quem nos criou, inclusive a “nossa” alma e ela tem de estar sob o Seu senhorio. Eis um dos grandes, senão o maior desafio do homem na sua busca de Deus: renunciar-se a si mesmo, renunciar ao seu “eu”, à “sua” personalidade e colocá-la à inteira disposição do Senhor.

- Não há outro caminho para o fiel mordomo do Senhor, não há outro modo para que possamos agradar a Deus e servi-lO verdadeiramente. É este o sentido da palavra que Jesus proferiu ao dizer que ” quem achar a sua vida (ou alma) perdê-la-á e quem perder a sua vida por amor de Mim achá-la-á” (Mt.10:39). Se negamos a nossa própria personalidade, se deixamos de viver para que Cristo viva em nós(Gl.2:20), ou seja, tenha pleno controle de nossa alma, teremos encontrado a verdadeira vida, que é a comunhão perfeita com o Senhor, pois a alma é do Senhor e não podemos querer nos afastar dEle, o que será morte e a pior de todas as mortes, a morte eterna, a morte espiritual, a chamada segunda morte (Ap.20:14,15).

- Assim, também temos de cuidar da saúde mental, ou seja, mantermos um equilíbrio em nossa personalidade, equilíbrio este que está diretamente relacionado com a nossa submissão voluntária a Deus e à Sua vontade. Sem que renunciemos a nós mesmos e aceitemos o plano de Deus para as nossas vidas, teremos imensos conflitos em nosso interior e sucumbiremos às enfermidades mentais, aos males psicopatológicos, que, não raras vezes, gerarão doenças físicas, o que se costumou denominar de “doenças psicossomáticas”, males físicos que são causados por problemas psíquicos, distúrbios nas funções orgânicas que têm origem na mente das pessoas, em problemas psicológicos.

- Os tempos trabalhosos em que vivemos são dias de inúmeros distúrbios mentais. Praticamente não há pessoa que não se queixe de problemas relacionados com a mente, sejam problemas emocionais, sentimentais, afetivos, sejam distúrbios mais graves. Chegou-se mesmo a cunhar o dito popular que de “poeta, médico e louco, todo muito tem um pouco”. O fato, entretanto, é que as enfermidades psíquicas têm aumentado a cada dia que passa.

- O aumento do pecado no mundo é, sem dúvida, o principal motivo para a intensificação dos problemas psíquicos, das enfermidades mentais. Os tempos trabalhosos são tempos de desamor, de egoísmo, de crueldade, de ingratidão, de falta de afeto natural. O individualismo e egoísmo crescentes levam à completa desconsideração do próximo, levam a um progressivo e contínuo isolamento das pessoas, a uma desconfiança cada vez maior. Tudo isto abala a estrutura psíquica do ser humano, que não foi feito para viver só (Gn.2:18), que necessita ter um mínimo de convivência com o próximo, que precisa amar e ser amado, que necessita receber afeto e carinho, que depende de uma condição mínima de convivência para que possa viver.

- Os dias de hoje, entretanto, são dias de crueldade, de egoísmo, em que as pessoas temem relacionar-se com outras, medo este que já está se tornando pavor diante da crueldade e da ingratidão reinantes. Neste isolamento de tudo e de todos, os homens angustiam-se, entram em depressão, recorrendo a subterfúgios que somente aumentam ainda mais as suas carências. O uso de drogas para se fugir da realidade e se alcançar a alegria momentânea, a busca do prazer sexual como sucedâneo do amor, a procura das riquezas para se fazer reconhecido e respeitado no meio social, o uso da tecnologia para a criação de mundos virtuais, tudo tem sido vão na solução deste impasse, nesta incessante e incansável investigação para que obter o equilíbrio mental e psíquico, algo que somente se obtém mediante o restabelecimento da comunhão com Deus, o que se faz somente por intermédio de Jesus Cristo.

- As alternativas que o homem cria para superar esta sua carência de Deus na sua alma não passam de mais algumas das muitas invenções por ele forjadas (Ec.7:29), que somente têm produzido mais problemas emocionais, sentimentais, afetivos e psíquicos. Assim, o uso de drogas aumenta a criminalidade e a violência, gerando ainda mais traumas e problemas de isolamento, piorando a dura realidade dos tempos trabalhosos. O prazer sexual desregrado e ilimitado atinge com ferida mortal a instituição familiar, gerando ainda mais falta de afeto e de proteção ao gênero humano. A ganância também é fator de maior desequilíbrio, com aumento da violência, da criminalidade e redução do homem a mera mercadoria, enquanto que o uso da tecnologia tem animalizado ainda mais o homem, como os perniciosos efeitos da internet têm comprovado atualmente (pedofilia, disseminação da pornografia, pactos coletivos de suicídio etc.).

- Em meio a este “vazio afetivo e espiritual”, o adversário de nossas almas, que cega o entendimento dos incrédulos para que não vejam a luz do evangelho de Cristo (II Co.4:4), tem intensificado os seus ataques, aproveitando-se da situação para contaminar as mentes humanas com toda sorte de mensagens prejudiciais e destrutivas, seja pelo controle da mídia, onde tem disseminado toda a sorte de falsos ensinos e de doutrinas opostas à Palavra de Deus, seja pela divulgação de doutrinas consistentes na busca de uma “espiritualidade individual”, por meio de meditações, técnicas terapêuticas repletas de esoterismo, quando não no explícito culto a ele próprio (o satanismo). A atuação demoníaca tem se fortalecido grandemente, com grave prejuízo à saúde mental, como, aliás, teremos ocasião de estudar em lição próxima.

- Diante de um estado tão calamitoso, a Igreja deve se lembrar que foi chamada para fora deste mundo de entendimento cegado pelo adversário, para ter a “mente de Cristo” (I Co.2:16). A “mente de Cristo”, ensina-nos Paulo, somente é obtida mediante a ação do Espírito Santo em nossas vidas, pois “…ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”(I Co.2:11 “in fine”). Entretanto, pelo Seu grande amor, “…Deus no-las revelou pelo Seu Espírito, porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus(…) nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.” (I Co.2:10,12).

- Depende, portanto, de cada um de nós permitir que o Espírito Santo habite em nós, para que venhamos a conhecer as coisas de Deus e, assim, ter a “mente de Cristo”. Sem a “mente de Cristo”, jamais teremos saúde mental. Sem o Espírito de Deus, estaremos sujeitos a sermos cegados em nosso entendimento pelo adversário de nossas almas, cujos ardis não podemos ignorar (II Co.2:11). Precisamos ter uma vida de santidade, de comunhão com Deus, precisamos buscar a Deus para não permitir que a nossa mente venha a ser enganada pelo inimigo.

- Para termos a “mente de Cristo”, é indispensável que meditemos na Palavra do Senhor de dia e de noite (Sl.1:1,2). É fundamental que não permitamos que os nossos olhos sejam a porta de entrada daquilo que não agrada a Deus (Mt.5:22,23). Se vigiarmos para que os nossos sentidos físicos não sejam utilizados para levar à nossa mente aquilo que não é agradável ao Senhor, certamente estaremos preparando terreno para que o Espírito possa atuar em nossa mente e, assim, tenhamos a “mente de Cristo”, tudo discernindo espiritualmente e evitando ser apanhados nos embaraços e laços que o adversário sempre está a pôr diante de nós.

- Como diz o poeta sacro, “nas horas que passo pensando em Jesus, as trevas desfaço, buscando a luz. Que horas de vida tão doces pra mim, Jesus me convida que eu suba para Si” (primeira estrofe do hino 17 da Harpa Cristã). Em que temos pensado durante o dia? Que temos visto e o que tem chamado a nossa atenção? A saúde mental exige que tenhamos a “mente de Cristo”. Sem ela, cairemos na mesma “onda” dos incrédulos, correndo de um lado para outro, cegos pecadores, que nada enxergam por causa de seu pecado (Is.59:10; Sf.1:17), o que redundará em problemas psíquicos, que podem até gerar doenças psicossomáticas. As depressões, ansiedades, síndromes de pânico e demais enfermidades mentais, tão corriqueiras nos dias de hoje, relacionadas estão quase sempre com esta falta da “mente de Cristo”. Que tenhamos saúde mental nos submetendo ao Senhor e nEle pensando a todo instante!

IV – O CRENTE DIANTE DAS DOENÇAS

- Visto que temos de cuidar da saúde física e mental, já que isto faz parte da mordomia humana, em especial, daqueles que estão em comunhão com Deus, os integrantes da Igreja, como devemos nos comportar diante das doenças? As doenças são inevitáveis, como, então, enfrentá-las?

- Por primeiro, como já dissemos supra, nem toda doença é resultado de uma punição divina, de um pecado específico. A doença é algo que vem ao homem por causa da entrada do pecado no mundo, mas pode ser tanto um castigo divino, como uma oportunidade para a manifestação das obras de Deus, como resultado de negligência do homem no desempenho da sua mordomia em relação a seu corpo e a sua mente.

- Se assim é, o primeiro passo para enfrentarmos uma doença é saber a sua causa, a sua origem. Se a doença é fruto de um castigo divino, de uma punição do Senhor, em vão será nossa ida aos médicos, pois se se trata de uma ação divina, de uma “ferida” de Deus, os médicos nada poderão fazer para debelála. “Operando Eu, quem impedirá?”, diz o Senhor por intermédio do profeta (Is.43:13 “in fine”). Na Bíblia, temos dois exemplos elucidativos desta realidade: Miriã, feita leprosa por ação direta do Senhor, foi curada, depois que Moisés pediu a Deus que a curasse. Detectado o problema da doença, obteve-se a cura. Já no caso do rei Asa, igualmente ferido pelo Senhor, não foi ele curado, já que buscou ajuda junto aos médicos, quando o seu problema era diante do Senhor, pelo mal que fizera a um profeta.

- A falta de conhecimento da causa da doença tem sido um dos principais fatores para a desorientação e para o grande sofrimento que acometem muitos crentes e seus familiares em instantes de doença. Corre-se de um lado para outro, visitam-se médicos de todo tipo e de todos os lugares, não raro esgotando-se os recursos econômico-financeiros de muitos, a exemplo do que ocorreu com a mulher do fluxo de sangue (Mc.5:26; Lc.8:43), quando a questão é de outra natureza. Por falta de discernimento, também, fazem-se filas de pessoas orando pelo enfermo, dia após dia, sem qualquer resultado efetivo, gerando apenas escândalo e descrédito, também porque o doente não fez a sua parte, pedindo a Deus a revelação da causa do mal, Deus que continua a revelar Seu segredo aos Seus servos (Am.3:7). Se formos humildes, se nos pusermos debaixo da potente mão de Deus(I Pe.5:6), nestes momentos de enfermidade, certamente teremos o discernimento espiritual e, guiados pelo Espírito de Deus, saberemos tirar importantes lições destes momentos, pois Deus também é o autor do dia mau, feito para que nos resistamos durante a sua passagem (Pv.16:4; Ef.6:13).

- Devemos, portanto, ante a doença, buscar a orientação divina, a direção do Espírito Santo, para não só sabermos a causa da doença, como também como devemos nos conduzir durante o seu tratamento. Assim fazendo, contribuiremos não só para a nossa saúde, como para o fortalecimento espiritual próprio, da igreja e de todos os que estão à nossa volta. Mesmo na doença, o crente pode ser uma bênção!

- Vemos, pois, que não é falta de fé nem demonstração de incredulidade a ida de um crente a um médico. Muito pelo contrário, em momento algum nas Escrituras há qualquer menosprezo ou desprezo pela atividade médica, sem dúvida uma das mais sublimes da humanidade. Houve até um grande cooperador da obra de Deus que era médico, Lucas, que é afetuosamente chamado por Paulo de “médico amado” (Cl.4:14). No entanto, precisamos ter o devido discernimento espiritual para sabermos se a ida ao médico solucionará, ou não, o problema da doença.

- Este discernimento espiritual deverá ser obtido pelo próprio doente. Não podemos julgar os outros, pois não sabemos o que há no interior do homem (I Sm.16:7) e, portanto, cabe ao próprio doente descobrir o motivo de sua doença. Quando muito, podemos interceder por ele junto ao Senhor, consolá-lo e confortá-lo, por meio de visitas, impor as mãos sobre ele e orar para que seja curado, mas jamais julgá-lo. Não cometamos o mesmo erro dos amigos de Jó!

- Se o problema for de pecado, o doente deve confessá-lo e dele se arrepender para que alcance a cura. É por isso que Tiago ensina que, nestes casos, mormente quando a doença seja tal que não se permita a locomoção até a igreja local, deva o doente solicitar a visita de um presbítero, a fim de que, após a confissão, haja a oração, com a unção com óleo, que trará a cura (Tg.5:14,15).

- Se o problema não for de pecado, mas de manifestação da obra de Deus, devemos aguardar que o Senhor faça a Sua obra, o que poderá ocorrer tanto na cura quanto na morte física. Devemos ter a resignação como conduta, pedindo a Deus misericórdia para suportar o sofrimento e intensificando a nossa comunhão com Ele. Estejamos certos que, se se trata de uma provação divina, ela é para o nosso bem, para melhorar nossa condição diante do Senhor (Rm.8:28). As dores, o incômodo, o sofrimento não são fáceis, mas peçamos ao Senhor que tenha misericórdia de nós, que nos console e conforte para que o Seu propósito seja cumprido. Jó assim procedeu e, antes de ser sarado pelo Senhor, testemunhou que todos os pesadelos, todas as dores, todo o sofrimento atroz de sua enfermidade física lhe havia proporcionado uma maior intimidade com Deus (Jó 42:1-6).

- Se a doença tiver como causa a negligência em o nosso cuidado com o corpo, devemos, sim, ir ao médico e observar as suas orientações. Devemos mudar a nossa forma de cuidar do organismo, sabendo que aquilo que semearmos, haveremos de colher, até porque Deus não Se deixa escarnecer (Gl.6:7). Faz-se preciso ter um “modus vivendi” saudável, de acordo com a vontade do Senhor, evitando, de todas as maneiras e formas, nos acomodarmos à maneira de viver dos homens dos tempos trabalhosos. Não podemos assumir a forma deste mundo, não podemos nos conformar com este mundo (Rm.12:2) e isto não está relacionado apenas com o aspecto espiritual, mas, também, com a forma como cuidamos de nosso corpo e da nossa mente.

- Infelizmente, são muitos os cristãos que estão se deixando levar pelos pensamentos e concepções deste mundo, prejudicando grandemente a sua saúde. Mantêm uma dieta alimentar inadequada, rendem-se ao sedentarismo e à agitação cada vez mais intensa, sacrificando a sua saúde física e mental, sem qualquer necessidade. Não acolhamos o modo de vida insano daqueles que estão cegos em seu entendimento pelo adversário de nossas almas. Tenhamos uma vida saudável, que corresponda à vontade do Senhor.

- Dentre os maus hábitos dos nossos dias, um diz respeito à total falta de prevenção. Quando falamos em médicos, sempre nos reportamos à medicina curativa, mas devemos recorrer aos médicos também como prevenção. Periodicamente, devemos comparecer ao médico para um “check up”, principalmente quando atingimos a meia idade, onde costumam surgir as principais complicações de saúde.

- A ida a médicos deve ser feita, também, com discernimento espiritual. Nos dias em que vivemos, muitos profissionais da saúde estão comprometidos com terapias, técnicas e procedimentos que adotam filosofias e pensamentos contrários à sã doutrina. É preciso bem verificarmos o tipo de tratamento que nos sugerem e as técnicas e terapias propostos, evitando que adotemos princípios e procedimentos que contrariam a Palavra de Deus. Também precisamos ter a direção do Espírito Santo para não cairmos em mãos de profissionais sem o devido preparo e que sejam animados única e exclusivamente pelo vil metal. Tenhamos cuidado para que não entreguemos a nossa saúde para os “…médicos que não valem nada” (Jó 13:4).

- Fora as hipóteses de comprometimento com a sã doutrina ou de despreparo intelectual, devemos reconhecer os médicos como autoridades constituídas por Deus para cuidar de nossa saúde e, deste modo, seguir rigorosamente as suas prescrições. Não nos esqueçamos das palavras do Senhor Jesus, no sentido de que os doentes precisam de médico (Mt.9:12; Mc.2:17; Lc.5:31). Muitos crentes dão muito mau testemunho ao descumprirem as prescrições médicas e sofrerem prejuízo em sua saúde por causa de tal comportamento. Rebelião é como pecado de feitiçaria e o porfiar é como iniqüidade e idolatria (I Sm.15:23), atitudes que não só comprometem a saúde física e mental, como a própria espiritualidade do cristão. Obedecer sempre é melhor do que sacrificar! (I Sm.15:22).

OBS: Sigamos o exemplo de José, que, mesmo sendo o governador do Egito, não deixou de reconhecer a autoridade dos médicos, os únicos que poderiam corretamente embalsamar o corpo de Jacó (Gn.50:2). Não podemos desmerecer o conhecimento científico destes profissionais, posto à disposição para o nosso bem-estar. Ademais, quem não tem condição intelectual, não deve, mesmo, aventurar-se como médic, comos nos dá Is.3:7, onde se extrai a lição de que, para ser médico, como para ser príncipe do povo, necessário se faz uma preparação.

V – A PROMESSA DA CURA DIVINA TEM UM PROPÓSITO ESPIRITUAL

- Apesar de todos os cuidados que o homem deve ter e da necessidade de se saber qual a origem da sua enfermidade, temos de ter consciência de que há uma promessa de Deus para a cura física, que é um dos efeitos da obra feita por Cristo no Calvário. O profeta afirma que, ao subir à cruz, Jesus tomou sobre Si as nossas enfermidades (Is.53:4), enfermidades estas que não se restringem ao aspecto espiritual, mas também abrangem as que atingem o nosso corpo, pois a salvação é integral. A saúde mencionada em Is.53:5 também se relaciona com o corpo físico.

- Para que não houvesse qualquer dúvida quanto à abrangência do corpo na promessa de cura, o ministério terreno de Jesus, que era o que anunciava o profeta Isaías, sempre foi um ministério marcado pela cura divina, a ponto de o próprio Jesus, para demonstrar a João Batista, que era Ele mesmo o Messias, para tanto efetuou diversas curas, demonstrando, assim, que era através da cura divina que demonstrava a Sua qualidade de Cristo (Mt.11:4,5). Os discípulos do caminho de Emaús referiram-Se ao Senhor como sendo “varão poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo”, enfatizando, assim, em primeiro lugar, os sinais e maravilhas que havia operado, onde se destaca a cura de enfermidades. Por fim, Pedro, quando quis sintetizar o ministério de Cristo Jesus, tudo resumiu ao dizer que “andou fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (At.10:38 “in fine”).

- Vemos, portanto, que a cura divina é elemento indissociável do ministério de Jesus, é uma de “Suas marcas registradas” e a Igreja, como corpo de Cristo (I Co.12:27), outra coisa não deve fazer senão prosseguir este mesmo trabalho e até ampliá-lo, como prometeu o Senhor (Jo.14:12). Em Mc.16:18, é claro que a cura de enfermidades é um dos sinais que seguem aos que crêem, sendo prova disso a história da igreja primitiva, onde a cura física sempre esteve associada à pregação do Evangelho, a começar da narrativa do coxo que se encontrava na porta Formosa do templo (At.3:1-11).

- Vemos, pois, que há uma promessa de Deus para a cura de enfermidades. Mas, quem é o beneficiário desta promessa? A Bíblia é clara ao mostrar que o beneficiário desta promessa é “o que crê”. A cura é um dos sinais que seguem os que crêem, de modo que, de pronto, vemos que todos não serão curados, visto que “a fé não é de todos” (II Ts.3:2 “in fine”).

- Temos, aqui, uma situação muito similar à da promessa da salvação. Deus quer curar a todos, mas não serão todos curados, porque não serão todos os que crêem. Se a cura divina está escassa em os nossos dias, isto se deve, primordialmente, à falta de fé. Lamentavelmente, a incredulidade tem grassado no meio do povo de Deus, que, cada vez mais, se comporta como o povo de Nazaré que, apesar de ter sido o lugar onde Jesus esteve por toda a Sua infância, adolescência e juventude, desenvolvendo, naturalmente, maiores laços de amizade e de convivência, foi o local onde menos curou enfermidades ou fez maravilhas, exatamente por conta da incredulidade das pessoas (Mt.13:58; Mc.6:5,6).

- A cura divina é destinada apenas aos que crêem e, neste tópico, não se encontra apenas o doente. Se é verdade que, nas curas, Jesus tenha dito ao doente que a fé dele havia sido importante para não só a cura física, mas a própria salvação, por meio da expressão “a tua fé te salvou” (Mt.9:22; Mc.5:34; Mc.10:52; Lc.7:50; 8:48; 17:19; 18:42), também não se deve observar que há, também, a fé daquele que leva a promessa divina da cura ao doente.

- Muitas vezes, o doente, por não conhecer a Jesus Cristo ou por estar descrente da sua cura pelo Senhor, não tem condições de obter este benefício da parte do Senhor, pois, “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb.11:6). Diante disto, assume importância fundamental a fé daquele que anuncia a cura divina, daquele que, por crer em Jesus Cristo, leva a mensagem da cura em o nome de Jesus.

- Jesus assim procedeu, como vemos, por exemplo, no episódio do paralítico do tanque de Betesda, alguém que estava desanimado, sem esperança e que, pelo que se infere do texto, padecia de um mal decorrente de alguma desobediência praticada no passado. Uma pessoa assim, após 38 anos de desilusões, fora da comunhão com Deus, não haveria de ter fé para a cura. Mas Jesus tinha fé e, por isso, fez com que o paralítico a desenvolvesse, tendo sido este o Seu intento ao fazer a ele a pergunta: “queres ficar são?” (Jo.5:6).

- A pergunta de Jesus pareceria um contra-senso, uma obviedade. Ante a crença de que se estava diante de um tanque miraculoso, e estando ali 38 anos, é evidente que o homem queria ficar são. Evidente? Não, não o era. A verdade é que, para querer ficar são, é necessário crer que Deus pode curar. É preciso ativar a fé e isto aquele homem já havia perdido há muito tempo. Neste diálogo, porém, falando com o próprio Verbo Divino, aquele homem voltou a crer e isto demonstrou quando atendeu à ordem do Senhor e, em pleno sábado, levantou, tomou a sua cama e voltou para a sua casa.

- Não é por outro motivo que a Bíblia diz que a cura está relacionada àqueles que crêem e que, por crerem, impõem as mãos sobre os enfermos e os curam (Mc.16:18). Este texto mostra claramente que se trata não do doente mas do servo de Deus que, pro crer em Jesus, desenvolve, a exemplo do Seu Mestre, a fé nos que estão enfermos e, ao imporem suas mãos sobre eles, alcançam a cura divina para os que padecem.

- Mas, para impor as mãos sobre os enfermos, é necessário que se tenha fé, é necessário que se creia na promessa da cura. Eis o motivo por que muitos hoje já não mais impõem as mãos sobre os enfermos, porque não têm fé e, em muitos casos, nem sequer têm mais comunhão com Deus. Em muitos lugares, e, pasmem, nas igrejas locais, que deveriam ser verdadeiros “pronto-socorros”, não se usa mais a imposição de mãos, não se oram mais pelos enfermos e, quando o fazem, fazem-no de modo coletivo, impessoal, junto a multidões, num tratamento de “massa”, que nunca foi o método utilizado por Jesus ou pelos apóstolos. Mas, não nos esqueçamos, quando se chama uma multidão para a frente e se ora por ela, de modo impessoal (e, inclusive, saindo estrategicamente depois da oração do local do “evento”…), não se põe a descoberto a situação interior, não se revela o que há no interior daquela vida, o que nem sempre é o que se aparenta ser…

- Se a promessa é “para os que crêem”, vemos, claramente, que a promessa está em pleno vigor nos dias da dispensação da graça, nos dias da Igreja, pois ela é a nação dos que crêem em Deus (Rm.1:17; 5:1,2; I Pe.2:9). Não há qualquer sentido dizer que a promessa da cura divina era apenas para os dias apostólicos, pois nada nas Escrituras aprova tal pensamento, até porque Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb.13:8).

OBS: Muitos procuram questionar a autenticidade do capítulo 16 de Marcos e, assim, invalidar a promessa da cura divina, como se esta promessa estivesse circunscrita apenas a este capítulo, como se o ministério terreno de Jesus e a história da igreja primitiva não fossem a base da demonstração de que a cura divina é uma promessa presente e atual nos dias da Igreja.

- A promessa da cura divina é destinada “aos que crêem” e esta fé não é a fé salvadora, ou seja, aquela que proporciona a salvação, mas a fé no poder de Deus sobre as enfermidades. A cura divina independe da salvação para se realizar. Casos há de pessoas que obtêm a cura divina, mas não a salvação. Um exemplo claro é a dos nove leprosos que não voltaram para agradecer ao Senhor Jesus. Jesus curou dez, mas somente um, que era samaritano, voltou para agradecer a Cristo. Somente a este, Jesus disse que havia alcançado a salvação (Lc.17:19). Os outros nove, embora tenham sido fisicamente curados da lepra (Lc.17:14), não alcançaram a salvação, porque, embora tenham crido que Jesus poderia curá-los, tanto que foram se apresentar aos sacerdotes, não creram que Jesus poderia salvá-los, tanto que não retornaram para agradecer-Lhe e adorar-Lhe, como fez o samaritano.

- Se isto se dá em relação aos enfermos, também ocorre com relação aos que oram pelos enfermos. Muitos ficam atônitos ao saber que uma determinada pessoa, que orava pelos enfermos e Jesus curava, estava em pecado, o que se descobriu depois. Isto ocorre porque tinha a pessoa fé que Jesus poderia curar o enfermo, tanto que impôs as mãos sobre ele, ao mesmo tempo em que o enfermo também creu que Jesus poderia curá-lo, mas tal cura física nada tem que ver nem com a salvação de quem orou, nem de quem recebeu a cura. Cura divina não é atestado de salvação, nem de quem ora, nem de quem recebe a cura.

- Não é por outro motivo que Jesus, ao encontrar-se com o ex-paralítico que ficava junto ao tanque de Betesda, aconselhou o homem para que não pecasse mais, a fim de que não lhe sucedesse algo pior (Jo.5:14), quando, então, soube ele que quem o curara havia sido Jesus. Pelo que se verifica desta passagem elucidativa, o homem havia sido curado, mas ainda não tinha consciência de que havia sido salvo. Sua fé, até aquele instante, havia sido apenas para cura, mas, posteriormente, foi confrontado com a salvação e a necessidade de uma vida de santidade, até para que a sua saúde perdurasse. Estava no templo, demonstrando, assim, ter tido desejo de passar a adorar a Deus, mas não tinha consciência do que isto significava. Assim como Jesus fez com que ele tivesse fé para ser curado, também o orientou para que alcançasse a salvação.

- De igual modo, vemos no episódio do cego de nascença, quando o cego, curado e salvo, já testificava de Jesus, sem sequer saber que era Ele o Filho de Deus. Ao ser confrontado pelo Senhor com esta verdade, de pronto creu em Jesus e O adorou (Jo.9:38), demonstrando, assim, claramente que não só havia sido curado, como também alcançara a salvação.

- E é neste episódio do cego de nascença que temos, de forma bem clara, o propósito da promessa da cura divina: a manifestação das obras de Deus na pessoa do enfermo (Jo.9:3). O propósito da cura divina é tão somente o de confirmar a palavra da pregação(Mc.16:20; I Ts.1:5), o de promover a glória de Deus (At.4:21), o de provar a presença de Deus no meio do Seu povo (At.10:38 “in fine”; I Co.2:4,5).

- A cura divina, portanto, não é um fim em si mesmo. Não se trata de uma promessa sem finalidade ou propósito a não ser a remoção da doença, mas o seu objetivo é a glorificação do nome do Senhor, a confirmação da palavra da pregação, a comprovação da presença de Deus no meio do Seu povo. Jesus cura para que o nome de Deus seja glorificado e engrandecido.

- Assim, não se pode jamais dizer que “Deus é obrigado a curar diante do que consta na Palavra de Deus” ou que “o crente jamais fica doente se estiver em comunhão com o Senhor”. Muitas vezes, a glorificação do nome de Deus vem não pela cura física, mas, sim, pela morte de um justo. Não podemos querer saber os desígnios de Deus nem discutir porque Deus fez assim ou daquele outro modo, pois, se o fizermos, seremos como o caco de barro que discute o que deve fazer o oleiro, ou seja, uma pretensão sem qualquer propósito e que pode, mesmo, representar uma abominação diante do Senhor (Is.45:9).

- A cura divina é inegável, é algo destinado aos que crêem, é uma realidade atual e indispensável para que demonstremos a presença de Deus no meio da Igreja, para que o nome do Senhor seja glorificado, mas não devemos nos esquecer de que o propósito da cura divina não é a saúde física de alguém, mas, sim, a glorificação do nome do Senhor, a confirmação da palavra da pregação e a comprovação da presença de Deus no meio do Seu povo. Por causa disso, nem sempre Jesus cura, pois a cura tem propósitos que não se confundem com a nossa vontade ou com os nossos caprichos.

- Por isso, como dissemos supra, é importante sabermos porque alguém está doente, a fim de que compreendamos qual o propósito do Senhor nesta doença. Uma vez tendo compreendido isto, o que nem sempre será o enfermo que conseguirá entender sozinho, pois, muitas vezes, necessitará do auxílio dos servos de Deus neste discernimento, então clamar a Deus para que a Sua vontade seja feita, bem compreendendo que a cura virá se este for o propósito divino naquele caso.

- A promessa da cura divina é uma realidade para os nossos dias, precisamos, sem ter qualquer dúvida, crer que Jesus cura, buscar a Sua cura. Não podemos ser como os nazaritas, que, por causa de sua incredulidade, não desfrutaram desta bênção nos dias de Jesus. Temos de crer mais em Jesus e menos nos remédios e nos médicos. Há muitos, aliás, que, se dizendo crentes, crêem mais em “simpatias” e outras crendices do que no Senhor Jesus, o que é um absurdo.

- No entanto, não deixemos de atentar que a cura divina tem um propósito espiritual, que é o da glorificação do nome do Senhor. Não podemos nos esquecer de que a cura não é um fim em si mesmo e que, ante tais propósitos, constantes das Escrituras, a cura virá se Deus quiser e, nem sempre, é a cura que fará o que Deus deseja para todos os que estão envolvidos naquela situação de enfermidade. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e casos há em que a morte do santo, mesmo por doença, morte que é preciosa aos olhos do Senhor (Sl.116:15), faz-se necessária para que muitos possam alcançar a salvação, este, sim, o maior desejo do Senhor (I Tm.2:4).

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

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A promessa da cura divina – subsídios

Publicado por Editor em 2007/10/29

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A promessa da cura divina – 1

Comentarista: Pb. José Roberto

A promessa da cura divina – 2

Comentarista: Dr. Caramuru Afonso

A promessa da cura divina – 3

Fonte: Rádio Boas Novas

A promessa da cura divina – 4

Comentarista: Pr. Alcione Alves Nascimento

A promessa da cura divina – 5

Comentarista: Pr. Altair Germano 

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Por que na Igreja atual não existem tantas curas quanto da época da igreja primitiva?

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A promessa da cura divina – 1

Publicado por Editor em 2007/10/29

A PROMESSA DA CURA DIVINA

Texto Áureo: Is. 53.4 – Leitura Bíblica em Classe: Is. 53.2-5; Tg. 5.14-16
Pb. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Objetivo: Incentivar os crentes a orarem para que se cumpra a promessa da cura divina, sem, no entanto, esquecer que essa depende sempre da soberana vontade de Deus.

INTRODUÇÃO
A promessa de cura divina está espalhada ao longo de toda a Bíblia. Por se tratar de uma doutrina escriturística, na lição de hoje, seremos instados a buscar a cura para todas as enfermidades. Estudaremos, também, que a cura divina faz parte, e de certo modo, antecipa a glória que haveremos de ter quando Cristo se revelar. Mas como se trata de algo que depende da soberania divina, é possível que alguns não sejam curados, portanto, será necessário aprender a lidar com essa realidade.

1. A PROMESSA BÍBLICA DA CURA
Uma análise panorâmica de alguns textos bíblicos nos revela que a cura divina é uma promessa recorrente de Deus para o seu povo. Ela foi estabelecida no Antigo Testamento (Ex. 15.26; Sl. 103.3; 107.20). Em Nm; 21.6-9 ela é tipificada quando o povo de Israel fora mordido por serpentes e Deus providenciou uma salvação, ordenando a Moisés que erguesse uma serpente a fim de que fosse curado aqueles que para ela olhassem. Entre os profetas, destacamos as revelações de Isaias (Is. 53.4,5) e Jeremias (Jr. 33.6) a respeito da cura da realização da cura divina. Cristo, em seu ministério terreno, também atuou na vida das pessoas curando suas enfermidades (Mt. 4.23; 8.16,17). O Senhor também estendeu o ministério da cura divina aos seus seguidores (Mc. 16.16-18; Lc. 9.2; Mt. 10.8). O cumprimento dessa promessa de Jesus é testificado no livro de Atos (At. 3.6-10; 14.8-10). Em suas Epístolas, Paulo fala a respeito dos dons de curar (I Co. 12.9) e Tiago instrui quanto à atuação dos presbíteros da igreja nesse importante ministério (Tg. 5.14-16).

2. A ATUALIDADE DA CURA DIVINA
Existem algumas razões bíblicas para acreditar que Deus continua curando nos dias atuais. A principal delas se encontra em Hb. 13.8, na qual lemos que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente”. Além disso, é válido ressaltar que, ao longo de toda a Bíblia, a cura divina faz um paralelo com a salvação. Devemos também lembrar que o ser humano, em sua integralidade (I Ts. 5.23), não é apenas espírito, mas, também, corpo, por isso, quando meditamos no texto de Is. 53.5, vemos que a salvação, provida por Cristo, inclui 1) o espírito: “ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades”; 2) a alma: “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”; e 3) o corpo: “pelas suas pisaduras fomos sarados”. A cura divina, que se realiza nos dias atuais, aponta, escatologicamente, para o ato final da glorificação do corpo, quando Cristo vier arrebatar a Sua igreja (I Ts. 4.13-17), naquele dia o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.53,54).

3. A MINISTRAÇÃO DA CURA
A oração para a cura deva fazer parte do ministério da igreja, esse, porém, deve ter como meta a glorificação a Deus (Mt. 28.19,20), jamais a promoção humana. A Palavra de Deus nos instrui a orar com confiança, crendo que o Senhor efetuará a cura, pois a incredulidade pode inviabilizá-la (Lc. 4.23-29). Deixar de valorizar a cura divina é um extremo, do mesmo modo que, deixar de enfatizar o arrependimento dos pecados, para a salvação. Portanto, aqueles que pregam a cura divina não podem esquecer que o maior milagre continua sendo o perdão dos pecados (Mc. 2.10-12). Além disso, é bom saber que nem todos são curados, como no caso de Jo. 5.3-9, há circunstâncias em que apenas um pessoa, em meio a uma multidão, recebe essa dádiva. Isso porque a cura é um ato eminentemente divino e Deus cura a quem e quando LHE apraz. Não existe uma fórmula fixa para a manifestação da cura: 1) em II Rs. 5.1-14, Eliseu ordenou que Naamã mergulhasse sete vez no rio Jordão; 2) em Is. 38.21, o profeta determinou a Ezequias que colocasse um emplastro de figos sobre a ferida; 3) em Jo. 9.6,7, Jesus fez lodo e aplicou nos olhos de um cego, ordenando-lhe, em seguida, que fosse se lavar. A fé, seja daquele que vai ser curado, ou daquele que intercede por um outro, é a única condição para que a cura seja efetivada (Mt. 9.22; At. 3.6).

4. QUANDO A CURA NÃO VEM
A fé do homem, no entanto, é uma condição relativa, não absoluta para o recebimento da cura divina. Há momentos que a resposta de Deus, em relação à cura, é negativa, e, quando isso acontece, devemos aprender a lidar com a soberania divina. Mesmo homens de fé, como Moisés e Paulo, deixaram de ter suas orações atendidas (Dt. 3.26; II Co. 12.8,9). Deus as ouviu, mas, no caso específico desse último, por motivos que estão além da compreensão humana, disse-lhe que sua graça seria suficiente. Paulo fora usado por Deus para que muitas pessoas fossem curadas, no entanto, ao dirigir-se a Timóteo, quanto a uma enfermidade estomacal, recomenda-lhe a ingestão de um pouco de vinho (I Tm. 5.23). Fazemos uma ressalva de que essa é uma recomendação particular de Paulo a Timóteo, que não pode ser transformada em doutrina. Do mesmo modo, não podemos pensar que a busca do auxílio médico seja pecado, devido ao exemplo de Asa (II Cr. 16.12). Asa fora reprovado, nesse sentido, porque preferiu depositar sua confiança nos médicos, e não no Senhor. Há bons médicos, amados como Lucas (Cl. 4.4), que podem atuar como instrumentos de Deus para a obtenção da cura das doenças. A esse respeito disse Jesus: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt. 9.12).

CONCLUSÃO
A cura divina é uma promessa divina que tem se cumprido desde os tempos do Antigo Testamento. A igreja do Senhor deve se envolver nesse ministério, orando pelos enfermos para que esses venham a receber a cura de suas enfermidades. Não podemos, no entanto, esquecer que nem todos são curados, e, quando isso acontece, devemos continuar buscando ao Senhor, suplicando sua intervenção sobrenatural. Enquanto essa não vem, não podemos nos privar dos recursos médicos, contanto que esses sejam buscados em contrição, ciente que o Senhor é a fonte de toda a saúde.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. (ed.). Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.JOHNSON, B. Como receber a cura divina. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

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A promessa do batismo no Espírito Santo – 3

Publicado por Editor em 2007/10/26

A PROMESSA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTOS – 3

Pr. Altair Germano

www.altairgermano.blogspot.com

 

Optei por abordar neste breve comentário, alguns equívocos de interpretação relacionados ao Batismo no Espírito Santo. São Eles:

1. Fórmulas e métodos para recebê-lo – Não existem fórmulas ou métodos para se receber o Batismo no Espírito Santo. É comum no meio pentecostal você ouvir orientações do tipo abra a boca, grite, dobre a língua, dê glória, dobre os joelhos, jejuem, se santifique e outras. O Batismo no Espírito Santo pode acontecer em qualquer dessas circunstâncias ou situações, mas não necessariamente. Existe apenas um pré-requisito: ser nascido de novo. Já contemplei várias vezes, no ato da conversão, pessoas serem batizadas e falarem em línguas sem nunca terem tido um conhecimento prévio sobre a existência de tal fenômeno.

Existem alguns movimentos no Brasil que ensinam até as pessoas a falarem em línguas.

O texto de Lucas 24.49b diz “permancei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”. Perceba que não existem nenhuma fórmula “mágica” ensinada por Jesus. Nós é que por vezes gostamos de complicar as coisas.

Em Atos 2. 1-4 lemos “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.” Sem dúvida alguma, o coração dos díscipulos estavam desejosos que a promessa se cumprisse, contudo, apenas creram e esperaram. Não estamos aqui descartando o valor da oração, nem declarando que o cristão não deva orar pedindo o batismo. Estamos sim, afirmando que o Batismo no Espírito Santo não está preso a nenhum rito.

Certa vez, estava ministrando uma aula sobre o Batismo no Espírito Santo na escola do discipulado, quando de repente uma irmã foi batizada. Conheço ainda testemunhos de pessoas que foram batizadas trabalhando, tomando banho, esperando ônibus, dormindo (acordou falando em línguas) e em outras situações.

2. Caráter e Batismo no Espírito Santo – O Batismo no Espírito Santo não transforma o caráter do cristão. Nosso caráter é transformado pela santificação operada pela Palavra de Deus:

“Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17) e pela ação do Espírito, que habita em todo cristão que já nasceu de novo “Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não nos tornemos vangloriosos, provocando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.” ( Gl 5.22-26).

Conheço pessoas que são batizadas no Espírito Santo, falam em línguas, mas, dão um péssimo testemunho como maridos, esposas, pais, filhos, empregados, patrões, etc. Carima e caráter deveriam andar juntos, embora nem sempre isso acontece.

3. Cristãos de primeira classe – Existem cristãos que se vangloriam diante de outros por serem batizados no Espírito Santo. Pensam que de alguma forma se tornaram “melhores” que os demais. Pura tolice e engano. O Batismo no Espírito Santo não cria uma classe especial de cristãos, apenas capacita os mesmos para fazerem a obra de Deus, testemunhando de Jesus com maior eficiência e eficácia conforme Atos 1.8 “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.”

4. Exclusividade e temporariedade – O Batismo no Espírito Santo não pertence exclusivamente a nenhuma denominação evangélica e nem está limitado a um momento histórico único. Diz a Bíblia “Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar.” (At 2.39).

Certamente existem outros equívocos de interpretação que poderíamos listar, mas penso que estes aqui relacionados já poderão contribuir com os professores de EBDs para a lição bíblica do próximo domingo.

Como os leitores deste blog são de diversas confissões e denominações, vale lembrar que nossa posição neste post está fundamentada numa “teologia pentecostal“.

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COMO ESTÁ O NOSSO CRISTIANISMO HOJE? RESPONDA E CONCORRA A REVISTA

Publicado por Editor em 2007/10/24

O blog [Comoviveremos] fechou uma parceria com a Revista Cristianismo Hoje onde serão distribuídas várias revistas aos visitantes do blog que tiverem suas respostas escolhidas.

Inicialmente, começaremos com 5 revistas e o resultado sairá no dia 30/10/2007.

Para participar responda a pergunta:

COMO SE ENCONTRA O CRISTIANISMO HOJE?

Capriche na resposta, post seu comentário e não esqueça de deixar o seu nome completo e e-mail para entrarmos em contato posteriormente.

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A Lei da Mordaça será votada nesta quarta-feira, 24/10/2007

Publicado por Editor em 2007/10/24

A Lei da Mordaça será votada nesta quarta-feira, 24/10/2007

O Projeto de Lei que criminaliza a homofobia, PLC 122/06, será apreciado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa – CDH do Senado – no próximo dia 24/10/2007, quarta-feira.

O projeto, dentre outras coisas, institui no Brasil o delito de opinião. Ainda havia outras três audiências públicas marcadas para a análise do projeto, mas a relatora decidiu passar por cima da agenda da comissão e colocar o assunto em discussão assim mesmo. Eles têm pressa em aprovar esse PLC, mas nós podemos orar e agir rapidamente, fazendo a nossa parte!

Disseram-me que o manifesto tem melhor efeito através de FAX e telefonemas para o gabinete dos Senadores. Use todos os recursos, mas quem tiver FAX, utilize-o!

No final desta mensagem tem um modelo de carta e os endereços dos Senadores para o envio de mensagem.

1. Envie e-mails;

2. Coloque no final do modelo da carta o seu Nome, Cidade, União Federativa e RG ou Título Eleitoral;

2. Escreva para o Senador do seu Estado. Deixe claro que você está atento ao trabalho dele no Senado. Ele depende do seu voto, afinal foi você quem o colocou no Senado. Ele está ali para aprovar as leis do seu interesse e não para trabalhar contra você!

3. Ligue para o ALÔ SENADO: 0800 61 22 11 e peça para todos os Senadores votarem CONTRA o PLC 122/2006.

Que Deus nos abençoe!

Carlos Garcia Costa

Ichthus/Urro do Leão

www.urrodoleao.com.br

E-MAILS:

1) E-mail da Comissão de Direitos Humanos:

sqm@senado.gov.br

2) E-mails dos senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (selecione o grupo de e-mails e envie sua mensagem):

flavioarns@senador.gov.br, fatima.cleide@senadora.gov.br, paulopaim@senador.gov.br, patricia@senadora.gov.br, inacioarruda@senador.gov.br, leomar@senador.gov.br, geraldo.mesquita@senador.gov.br, paulo.duque@senador.gov.br, wellington.salgado@senador.gov.br, gilvamborges@senador.gov.br, demostenes.torres@senador.gov.br, eliseuresende@senador.gov.br, romeu.tuma@senador.gov.br, jonaspinheiro@senador.gov.br, arthur.virgilio@senador.gov.br, cicero.lucena@senador.gov.br, papaleo@senador.gov.br, cristovam@senador.gov.br, josenery@senador.gov.br

3) E-mails dos Demais Senadores (selecione e envie cada grupo com 15 e-mails por vez):

antval@senador.gov.br, adelmir.santana@senador.gov.br, alfredon@senador.gov.br, almeida.lima@senador.gov.br, augusto.botelho@senador.gov.br, cesarborges@senador.gov.br, delcidio.amaral@senador.gov.br, crivella@senador.gov.br, marco.maciel@senador.gov.br, edison.lobao@senador.gov.br, ecafeteira@senador.gov.br, eduardo.azeredo@senador.gov.br, eduardo.suplicy@senador.gov.br, efraim.morais@senador.gov.br

expedito.junior@senador.gov.br, fernando.collor@senador.gov.br, flexaribeiro@senador.gov.br, francisco.dornelles@senador.gov.br, garibaldi.alves@senador.gov.br, gerson.camata@senador.gov.br, heraclito.fortes@senador.gov.br, ideli.salvatti@senadora.gov.br, j.v.claudino@senador.gov.br, joaquim.roriz@senador.gov.br, jarbas.vasconcelos@senador.gov.br, jayme.campos@senador.gov.br, jefperes@senador.gov.br, joaodurval@senador.gov.br, joaoribeiro@senador.gov.br

jtenorio@senador.gov.br, jose.agripino@senador.gov.br, jose.maranhao@senador.gov.br, katia.abreu@senadora.gov.br, lucia.vania@senadora.gov.br, magnomalta@senador.gov.br, maosanta@senador.gov.br, marconi.perillo@senador.gov.br, maria.carmo@senadora.gov.br, mario.couto@senador.gov.br, marisa.serrano@senadora.gov.br, mercadante@senador.gov.br, alvarodias@senador.gov.br, mozarildo@senador.gov.br, neutodeconto@senador.gov.br

osmardias@senador.gov.br, simon@senador.gov.br, raimundocolombo@senador.gov.br, renan.calheiros@senador.gov.br, renatoc@senador.gov.br, romero.juca@senador.gov.br, rosalba.ciarlini@senadora.gov.br, roseana.sarney@senadora.gov.br, sergio.guerra@senador.gov.br, sarney@senador.gov.br, sergio.zambiasi@senador.gov.br, serys@senadora.gov.br, siba@senador.gov.br, tasso.jereissati@senador.gov.br, tiao.viana@senador.gov.br, valdir.raupp@senador.gov.br, valterpereira@senador.gov.br

MODELO DE CARTA:

Excelentíssimos Senhores Senadores,

Assunto: Manifesto Contra o PLC nº 122, de 2006

Solicito à Vossas Excelências a reprovação ao Projeto de Lei em epígrafe que será votado no dia 24 de outubro de 2007, quarta-feira.

O PLC 122/2006, se convertido em lei, conforme compromisso da Presidência da República, acarretará uma convulsão social sem precedentes em nosso país.

Eis que o projeto de lei em discussão não admite a diversidade de pensamento e, nem no foro mais íntimo, de crença.

A orientação sexual de um indivíduo não se enquadra no conceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, a menos que se queira, por força de lei, impingí-la como tal à população brasileira. A condição homossexual não é raça, nem tampouco a bissexual é etnia ou o travestimo é religião.

Com tal legislação o Brasil estaria instituindo o chamado delito de opinião, o que é inadmissível. É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” – e qualquer proibição ou oposição a esse corolário de “verdade” (é passível de prisão), nada importando que a oposição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso.

A proposta pretende punir com 2 (dois) a 5 (cinco) anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) (art. 7°), fato já previsto aos heterossexuais no Código Penal com penas menores.

Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°).

A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, tratar do assunto condenando poderá ser enquadrado no artigo 8°, (“ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”).

A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno é prevista pena para 3(três) a 5(cinco) anos de reclusão (art. 5°)

No entanto, as conseqüências acima não são o principal motivo pelo qual o PLC 122/2006 deve ser rejeitado. O cerne da questão não está nas perseguições que hão de vir caso a proposta seja convertida em lei.

O motivo central pelo qual esse projeto deve ser totalmente rejeitado é pela flagrante antijuridicidade e má técnica legislativa descrita a seguir:

A prática do homossexualismo não acrescenta direitos a ninguém. Se um homossexual praticante tem algum direito, conserva-o apesar de ser homossexual, e não por ser homossexual. O toxicônomo, o bêbado e a prostituta têm direitos como pessoas, mas não por causa da toxicomania, embriaguez ou prostituição. Mas pelo simples fatos de serem pessoas!

O que direciona a governabilidade do povo brasileiro é a isonomia, ou seja todos são governados pela mesma lei, sendo, portanto iguais perante ela, princípio este assegurado pela Lei Maior. Os direitos que devem ser garantidos aos “gêneros” são aqueles que devem ser garantidos a todas as pessoas; e não, criar super direitos para tal ou qual grupo de pessoas, tornando-a imune a críticas.

Pelo exposto, e por tudo o mais do que foi relatado nosso parecer é pela inconstitucionalidade, antijuridicidade e má técnica legislativa, sem análise do mérito.

Agradeço.

Coloque aqui seu Nome

Cidade e Estado (UF)

RG ou Titulo Eleitoral (opcional)

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A única prova do batismo no Espírito Santo é o falar em línguas?

Publicado por Editor em 2007/10/24

A única prova do batismo no Espírito Santo é o falar em línguas?

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É possível uma pessoa não crente ser batizada no Espírito Santo?

Publicado por Editor em 2007/10/24

É possível uma pessoa não crente ser batizada no Espírito Santo?

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A promessa do batismo no Espírito Santo – 2

Publicado por Editor em 2007/10/24

A PROMESSA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Pr. Edevir Peron
Fonte: www.adcorreiapinto.com.br

INTRODUÇÃO

A promessa do batismo no Espírito Santo, depois da promessa da salvação é a mais importante para o homem. O batismo no Espírito Santo alem de ser um poder sobrenatural provindo de Deus para o crente, é o caminho para que se manifeste também os dons espirituais e ministeriais. Vivemos na bendita dispensação do derramamento do Espírito Santo; prometida a todos os que crerem e buscarem essa bendita promessa, que ainda esta em vigor nos nossos dias. Devemos valorizar e buscar a essa promessa; pois sabemos que esse tempo da plenitude do Espírito Santo vai se findar com o arrebatamento da igreja.


I. A PROMESSA REVELADA

O Espírito Santo.

Antes de falar sobre a promessa, faremos um breve relato a respeito da pessoa do μEspírito Santo.

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. A primeira menção sobre Ele está em Genesis: A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas Gn 1. 2.

Nesta referencia bíblica do antigo testamento hebraico é: (rûah ‘elõhîm); literalmente: Espírito de Deus. Esse termo corresponde ao termo encontrado no Novo Testamento: πνευματι θευ (Pneumati Teu); com o mesmo significado: Espírito de Deus. Encontramos na Bíblia as expressões: Espírito do Senhor 29 vezes; 24 no AT e 5 no NT. Espírito de Deus 23 vezes; 13 no AT e 10 no NT. Espírito Santo 96 vezes somente no NT. E muitas outras vezes como: Espírito, fogo, água, óleo, pomba etc.

A promessa.

Mesmo havendo o Espírito Santo sempre atuado na terra e sobre os homens, avia uma promessa de um derramamento Deste sobre os homens. Precisamos entender também que quando essa promessa e encontrada em o Antigo testamento, algumas vezes se refere ao tempo da dispensação da grassa; e outras ao milênio, aonde o Espírito Santo será derramado de uma maneira geral e completa. Vejamos a principal e mais clara promessa do Antigo Testamento: Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito Jl 2. 28,29.

Esta é a promessa de Deus através do profeta Joel, de que haveria o derramamento do Espírito Santo sobre os habitantes da terra. E é curioso notar aqui que quando Joel falou sobre este derramamento disse; “o meu Espírito”. E Pedro em At 2. 17 disse “do meu Espírito”; deixando a entender assim que o derramamento não foi total, Isto é, sobre toda a carne; que então terá o seu completo cumprimento no Milênio.

Isaias profetizou algumas vezes sobre essa promessa, tanto para os nossos dias, como para tempos futuros. Vejamos uma das suas promessas: Porque derramarei água sobre o sedento, e correntes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre a tua descendência Is 44. 3.

Sabemos que já a havia atuação de Espírito Santo no Antigo Testamento; só que de uma maneira limitada; isto é, atuava em momentos específicos a pessoas específicas. Porem analisando as promessas nas referencia acima, e outras do Antigo Testamento é que haveria um derramamento do Espírito Santo sobre os homens.

No Novo Testamento encontramos a primeira menção da promessa anunciada pro João Batista: Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo Mt 3. 11.

João Batista se referia aqui diretamente à pessoa de Jesus; porque Ele é que faria cumprir a promessa do Antigo Testamento; havendo Ele mesmo confirmado que essa promessa se cumpriria: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. A saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós Jo 14. 16,17. Ver também Jo 14. 25,26.

E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder Lc 24. 49.

Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias At 1. 5.

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Somaria, e até os confins da terra At 1. 8.

O pentecoste.

A palavra Pentecoste passou a ser usada para designar a efusão do Espírito Santo, por ter essa promessa se cumprido nesse dia; mas o significado desta palavra não é diretamente este. O vocábulo Pentecoste é de origem grega πεντηκοστης, significa qüinquagésimo; era a segunda grande festa sagrada do ano judaico. A primeira grande festa era a Páscoa. Cinqüenta dias após a esta, vinha à festa de Pentecoste. Era também chamada festa das colheitas, porque nela as primícias da sega eram oferecidas a Deus Lv 23. 17.

O cumprimento da promessa.

Foi exatamente no dia da grande festa que Jesus escolheu para cumprir o que tinha prometido; cumprindo assim também o que já estava predito desde o antigo testamento.

Jesus havia ressuscitado na Páscoa Jo 19. 31; 20. 1. Apareceu aos discípulos por espaço de quarenta dias At 1. 3. Foi assunto ao céu At 1. 9. Obedecendo ao mandamento de Jesus para não sair de Jerusalém enquanto não recebesse a promessa Lc 24. 49; At 1. 4. Os discípulos subiram para o cenáculo, onde perseveraram em oração aqueles dez dias que restavam. Da Páscoa ao Pentecoste eram cinqüenta dias; Jesus subiu ao céu quarenta dias após a Páscoa; sobraram dez dias.

Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem At 2. 1-4

Esta foi à primeira manifestação da promessa. Encontramos em o Novo Testamento outras manifestações, como na casa de Cornélio At 10. 48. No versículo 44 lemos: Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.

Após Filipe ter evangelizado Samaria, Pedro e João desceram ate lá, e oraram por aqueles que tinham se convertido A 8. 5-17. O versículo 17 deste texto diz: Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

Também quando Paulo chega a Éfeso, e encontra ali doze discípulos que só conheciam o batismo de João; e nem sabiam que avia espírito Santo At 19. 1-7. E vemos mais uma vez a confirmação da promessa: Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em línguas e profetizavam.

Lembramo-nos aqui também do grande avivamento do século IXX. Também de William Seymour e a Rua Azusa, na cidade de Los Angeles – EUA tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. E até hoje o pentecoste ainda não cessou. Continuaremos pregando a respeito dessa maravilhosa grassa que nos é dada pelo Senhor Jesus.

II. O PROPOSITO DA PROMESSA

Poder para testemunhar de Jesus.

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra At 1. 8.

A palavra “virtude” ou “poder” no texto acima é originaria do grego δυναμιν (dynamin); desta palavra provem também: dínamo e dinamite. Dynamin fala de poder, força, algo explosivo, e que gera energia. É este o poder que recebemos quando fomos batizados com o glorioso Espírito Santo. Com esse poder em nossas vidas, somos capazes de vencer o diabo e o mundo; e pregar o Evangelho a toda criatura, seguindo-nos assim os sinais Mc 16. 15-18.

A palavra testemunhas, como lido acima, é tradução do vocábulo grego μαρτυρες (matyres); significa ser testemunha ou testemunhar de algo ou de alguém; viver e andar no nome de alguém; mesmo que para isso seja necessário morrer. Sejamos então testemunhas do Senhor; porque isto é maravilhoso!

III. PARA QUEM É A PROMESSA

É para os crentes.

Todos os que crêem, e arrependidos dos seus pecados, aceitarem a Jesus como único e suficiente salvador; e buscarem a promessa do batismo com o Espírito Santo; certamente o receberão.

Entendemos claramente que a promessa do Batismo no Espírito Santo não era só para os Apóstolos, como tentam ensinar lideres de algumas seitas; mas que a promessa era para os Judeus daqueles dias, para seus filhos e para todos os que estavam longe (os gentios): Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar At 2. 39.

Em outras referencias bíblicas estudadas acima, vimos que pessoas que não eram israelitas recebendo a promessa; e isso em tempos bem posteriores ao dia de pentecostes. Com isso compreendemos que a promessa também é para os nossos dias. E com isso lebramos também de quando a promessa se cumpriu em nossas vidas. Lembro-me muito bem de quando fui batizado no Espírito Santo. Fazia apenas quarenta e dois dias que eu tinha aceitado a Jesus como meu salvador. em uma oração com aproximadamente seis pessoas em uma casa muito humilde, Jesus me encheu de poder naquele dia. Já se passaram dezoito anos em que sou testemunha do meu Senhor

CONCLUSÃO

Falar da promessa do batismo no Espírito Santo é falar de algo maravilhoso. Analisando o relato bíblico juntamente com a historia secular, nos maravilhamos e nos alegramos! Pois Deus é fiel no cumprimento das suas promessas.
Pr. Edevir Peron.

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A promessa do batismo no Espírito Santo – subsídios

Publicado por Editor em 2007/10/22

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A promessa do batismo no Espírito Santo

Publicado por Editor em 2007/10/22

A PROMESSA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Texto Áureo: Mt. At. 2.39 – Leitura Bíblica em Classe: At. 2.37-43

Pb. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com/

Objetivo: Motivar os cristãos a buscarem o Batismo no Espírito Santo, uma promessa disponível a todos quantos quiserem ser testemunhas poderosas do evangelho de Cristo.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje veremos que o Batismo no Espírito Santo é uma promessa para todos os cristãos que seguem ao Senhor Jesus Cristo. Mostraremos que o cumprimento dessa promessa se deu, inicialmente, no dia de Pentecostes, quando os discípulos estavam reunidos no cenáculo, quando todos falaram em línguas conforme o Espírito concedia que falassem. Por fim, refletiremos a respeito do propósito bíblico para o recebimento dessa promessa e a necessidade de que ela seja buscada nos dias atuais.

1. O BATISMO NO ESPÍRITO
o Batismo no Espírito Santo é conhecido, biblicamente, por vários termos. Ele é chamado de “enchimento” (At. 2.4); “derramamento” (At. 2.33; 10.45), “recebimento” (At. 2.38; 8.17) e “descida” (At. 10.44; 11.15; 19.16). A expressão “Batismo no Espírito Santo” ocorre com maior proeminência nos evangelhos (Mt. 3.11; Mc. 1.8; Lc. 3.16; Jo. 1.33). Essa variedade de termos mostra que nenhuma palavra resume completamente o que está envolvido nessa experiência. Há, contudo, uma distinção necessária, no Novo Testamento, entre o batismo “do” Espírito (I Co. 12.13), que é realizado pelo Espírito, integrando o indivíduo no corpo de Cristo, diferentemente, do batismo, “no” Espírito, que é realizado por Cristo, revestindo-o com poder. A palavra “batismo”, no grego, é baptizo e, literalmente, significa “imergir”. Assim, quando Cristo batiza o crente no Espírito, na verdade, o está imergindo na força do Espírito.

2. A PROMESSA DESSE BATISMO
As promessas mais explícitas do Batismo no Espírito Santo se encontram no Novo Testamento. João Batista, em Mt. 3.11, profetiza a respeito desse batismo que viria a ser realizado por Jesus. Nessa passagem, a distinção está entre o batismo para aqueles que se arrependem, de um outro para os que se negam a abandonar os seus pecados. Uma análise contextualizada dessa passagem nos revela que o batismo para os crentes é com o Espírito Santo enquanto que, para os infiéis, será com fogo, isso, no entanto, afasta a relação que esse batismo tem com o simbolismo do fogo (At. 2.3; I Ts. 5.19). Depois de João Batista, Jesus, profetizou e prometeu a realização futura desse batismo. Em Jo. 14.16, temos uma promessa indireta, já que, nesse versículo, é tratado apenas da descida do Espírito Santo, e não, especificamente, do Batismo no Espírito Santo. Em Lc. 24.49, encontramos uma promessa mais detalhada, de Jesus, a esse respeito quando ordena aos seus discípulos que aguardem em Jerusalém até que, do alto, sejam revestidos de poder. Em At. 1.5,8, no contexto da Grande Comissão, Jesus faz alusões diretas e específicas sobre o cumprimento futuro dessa promessa.

2. O CUMPRIMENTO DA PROMESSA
Ao ler o livro de Atos, observamos que essa promessa se cumpriu, cabalmente, na vida da igreja primitiva. No capítulo 2, versículo 4 está escrito que “todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. Essa referência mostra como aconteceu o enchimento do Espírito entre os primeiros crentes. Eles falaram numa outra língua, não, necessariamente, uma língua estranha. Entendemos, assim, que é possível que alguém seja batizado no Espírito Santo e fala uma língua estrangeira, contanto que essa seja estranha para aquele que a está falando, pois não pode ser aprendida. Em Atos, o falar em línguas aconteceu em todas as ocasiões desse derramamento, nos levando a concluir que essa é uma manifestação física dessa experiência (At. 8.14-20; 9.17 comp. I Co. 14.18; At. 10.44-48; At. 19.1-7). Esse falar em línguas deve ser distinguido da variedade de línguas, de I Co. 12.10, no contexto em que Paulo elenca os dons do Espírito Santo. As línguas enquanto dom têm como objetivo a edificação de si mesmo e do corpo de Cristo (I Co. 14.4), principalmente, quando há quem interprete (I Co. 14.5) e não podem ser confundidas com as línguas como manifestação visível do Batismo no Espírito Santo. Quanto à extensão, diz Pedro, em At. 2.39: “a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”,

3. O PROPÓSITO DA PROMESSA
O texto básico que trata do propósito do Batismo no Espírito Santo é o de At. 1.8. Nesse versículo, Jesus diz, aos seus discípulos: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. O batismo no Espírito Santo não objetiva à santificação, para isso há o fruto do Espírito (Gl. 5.22), para a edificação da igreja, os dons espirituais (I Co. 12). O batismo no Espírito Santo é uma capacitação divina, com poder, para que o cristão seja uma testemunha eficaz da morte e ressurreição de Cristo. Como testemunhas, precisamos estar preparados, e para tanto, devemos buscar a revelação profética e apostólica da Escritura. Sem esse conhecimento é improvável que sejamos boas testemunhas. Além disso, é necessário que cultivemos um relacionamento contínuo com o Senhor, para que, em consonância com a Bíblia, testemunhemos do que Ele tem feito em nós. Para que esse testemunho tenha efeito nos que ouvem, devemos fiar nossa confiança, primordialmente, no “dunamis”, isto é, no poder do Espírito Santo.

CONCLUSÃO
Recebemos, do Senhor, a promessa do Batismo no Espírito Santo e Ele a cumpriu, inicialmente, por ocasião do pentecostes e a tem confirmado ao longo da história da igreja. Essa promessa está disponível a todos quantos, nos dias atuais, querem ser testemunhas eficazes do evangelho de Cristo. Para recebê-la, devemos tão somente buscá-la, dando-lhe o devido valor, certos de que o Senhor se compraz em o conceder a tantos quantos o desejam (Lc. 11.13).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. M. O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1993.
PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e com fogo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

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A promessa da salvação – 4

Publicado por Editor em 2007/10/18

A PROMESSA DA SALVAÇÃO

Pr. Adilson Guilhermel

Lição 3 – 21/10/2007

 

Texto Bíblico: Mt 1.21  E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados

 

TRÊS FATOS QUE MUDARAM O MUNDO

 

1. A VINDA DE JESUS

 

  • Foi profetizada – Gn 3.15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar
  • Foi especificada – Is 53.4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
  • Foi identificada – Jo 1.29 No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

 

2. O NOME DE JESUS

 

  • É exclusivo – At 4.12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
  • É poderoso – Lc 3.16 Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
  • É influente – At 16.31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

 

3. A MISSÃO DE JESUS

 

  • Foi expiadora – Is 53.10 Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.
  • Foi redentora – Jó 19.25 Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra
  • Foi salvadora – Lc 19.10 Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

 

 Pr Adilson Guilhermel
www.pastorguilhermel.com.br

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