O PAPEL DO PASTOR NA FORMAÇÃO IDEAL
Publicado por Editor em 2007/09/23
O PAPEL DO PASTOR NA FORMAÇÃO IDEAL
Élton de Oliveira Nunes A busca pela integridade é o ideal e o pré-requisito para o ministério pastoral. Não podemos conceber que os que se apresentam para a obra do ministério não se preocupem em crescer em conhecimento e em verdade, agindo de maneira a não envergonhar o próprio ministério e Aquele que o vocacionou para a obra.
Porém, é necessário estarmos cônscios de que, quando falamos de integridade, estamos falando tanto da conduta correta quando da disposição para crescer na conduta correta. Alguns vêem a integridade como algo inerente ao crente de forma que, quando a pessoa se converte, tem de ser íntegro e sem falhas. Mas, a santificação é um processo. Não há como imaginar que o indivíduo atingirá o grau de perfeição da noite para o dia. Isso também vale para aqueles que se apresentam para o ministério (seja ele pastoral, missionário, educacional, ou musical) .
Esses vocacionados estão em processo de crescimento e necessitam de apoio, compreensão e ajuda para se desenvolverem. Os seminários devem preparara-los da melhor forma possível. Porém, nenhum seminário pode substituir a formação discipular que o seminarista precisa ter junto ao seu pastor. O exemplo de um obreiro experiente e experimentado é fator decisivo para a formação completa de um vocacionado ao ministério.
Nós da Faculdade Teológica Batista de São Paulo desejamos estimular e desafiar aos pastores que estejam buscando estar cada vez mais próximos aos seus seminaristas, dando-lhes oportunidade para que estes estejam aprendendo na prática do exercício do ministério o que fazer e o que não fazer, como se conduzir e como se portar diante das situações e desafios do ministério.
Cremos que junto às grandes prioridades do ministério pastoral esta é uma delas: o de preparar outros para a obra do ministério
(I Tm 1-4 ).
Palavra proferida no 55º retiro da Ordem dos Pastores de São Paulo
Sumaré, 03 a 07 de Janeiro de 2000
OS CURSOS DE TEOLOGIA E O RECONHECIMENTO OFICIAL DO MEC: “NECESSIDADE E MUDANÇAS”
Nos dias 13 a 17 de Dezembro de 1999 ocorreu o XXXIV Simpósio da ASTE (Associação dos Seminários Teológicos ), em Engenheiro Coelho, SP. Nesse encontro foi tratada a questão do reconhecimento dos cursos de teologia pelo MEC (Ministério da Educação ).
Sob o título, “Currículo Teológico: Confessional e Público”, cerca de quarenta representantes dos mais diversos seminários evangélicos do País estiveram reunidos com o Dr. Lauro Zimmer, conselheiro do MEC e relator do parecer 241/99 que regulamentou o reconhecimento dos cursos de Teologia. Na ocasião, o Dr. Zimmer esclareceu muitas dúvidas que ainda pairavam sobre o assunto.
Marcando uma nova etapa entre as três Instituições, a ABIBET, a ASTE e a AETAL iniciaram um diálogo de intenções e cooperação para que possam representar os interesses dos seminários a elas filiados. A grande preocupação é de se entender este momento e de se preparar para o futuro. Muitos seminários estão buscando informações e alguns estão recebendo propostas de “apoio” mediante pagamento e troca de favores com políticos. Queremos neste espaço apresentar alguns pontos sobre o assunto do reconhecimento.
Em primeiro lugar desejamos alertar os seminários para que não sejam precipitados em buscar ajuda de estranhos que se auto denominam “consultores” e “facilitadores”. Temos recebido notícias de que alguns oferecem o reconhecimento por quantias que chegam a R$ 30.000,00 ( trinta mil ) reais . Ninguém pode cumprir isso se o seminário não estiver dentro dos parâmetros do MEC. Em segundo lugar é necessário que os seminários estejam cientes que o reconhecimento do MEC irá exigir uma profunda reformulação na estrutura e no currículo da Instituição. Por exemplo, para que possa cumprir os requisitos da comissão de inspeção, o corpo docente da Instituição deverá estar habilitado (ter cursado ou estar cursando) em nível superior (Strictu ou Latu Sensu) na área específica de atuação, ou seja, pelo menos trinta por cento do corpo docente deverá ter mestrado ou doutorado em Teologia ou Ciências da Religião, reconhecida pelo MEC. Não serão admitidos professores com mestrado em outra área (por exemplo, filosofia) dando aulas em matérias específicas como Teologia do Antigo Testamento. Com isso, ou o seminário investe na formação de seus professores ou irá ter dificuldades para montar o seu corpo docente.
Outra situação diz respeito a parte financeira. Todos os professores habilitados deverão receber como professores universitários. Isso irá acarretar um aumento significativo na folha de pagamento da Instituição. Não poderá haver o chamado “jeitinho” em relação aos professores ( muitos deles sem registro ou recebendo um valor irrisório pelo seu trabalho ) . Quanto à parte física, as salas deverão ter metragem específica, a biblioteca terá de ter um número pré determinado de obras em Teologia na língua Pátria (Português), sendo dirigida por uma pessoa formada em biblioteconomia, devidamente cadastrada no sindicato para exercer a profissão.
A lista de assuntos é grande, mesmo o currículo dos seminários não estão adequadamente preparados diante da nova LDB e necessitarão ser totalmente reformulados para serem apresentados e aprovados. Isso tudo eqüivale dizer que a maioria dos seminários deverão passar por um estudo minucioso de suas condições para saber se vale a pena esta “corrida pelo reconhecimento”.
Cremos que o futuro da causa Teológica irá requerer de todos uma mudança de postura. Este é, sem dúvida, um momento histórico, e necessitamos de seminários que apresentem propostas sérias, dentro das suas limitações, para contribuir para a formação Teológica da liderança evangélica do Brasil.
Maiores informações poderão ser obtidas no site da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. www//teologica.br
A OPORTUNIDADE DE SERVIR
O Conselho de Educação Teológica e Ministerial da Convenção Batista de São Paulo assumiu o programa de Educação Religiosa e Música sacra da Convenção Batista do Estado de São Paulo. É a primeira experiência em nossa Denominação de uma Junta que congrega os seminários estaduais gerenciar o programa de Educação de uma Convenção Estadual.
Aproveitando a reestruturação da máquina administrativa da CBSP, o Pr. Lourenço Stélio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, fez a proposta do CETM cuidar dos rumos do programa de Educação e Música, no que foi prontamente atendido. O objetivo era orientar as atividades de capacitação e liderança do povo Batista no Estado de São Paulo para que as igrejas da Convenção pudessem ser atendidas por aqueles que estão no ministério de capacitação de líderes.
Por conta deste objetivo, a Faculdade Teológica batista de São Paulo já realizou dois Simpósios de Educação e Música, com cerca de oitocentas pessoas que participaram em dez módulos de treinamento e capacitação. Inicialmente a procura excedeu todas as expectativas da coordenadoria do evento, que teve de repeti-lo em duas ocasiões, em Dezembro de 1999 e agora em Abril de 2000.
“Simpósio de Educação e Música Sacra para o próximo Milênio”, como ficou conhecido o evento, contou com a participação de professores da Faculdade e ilustres convidados. Dirigiram os módulos os professores Marcos Cunha, David Howard, Jacira da Silva Lima, Eliane Martinoff, Amorin Leite, Denise Delcorço, Samuel Torelli, professores da FTBSP e os convidados Pr. Celso Mastromauro, Missionária Hasel Collins, Elizabeth Zhu da Silva e Daniel José da Silva, líderes de renome em nossa Convenção. O Pastor Élton de Oliveira Nunes, Deão da FTBSP e a Administradora da Faculdade, irmã Cybele Gaetani coordenaram os eventos.
Além destas atividades, a FTBSP, na pessoa do seu professor, o missionário David Howard, montou um grupo de treinamento composto por alunos da Faculdade para atenderem o pedido de clínicas de treinamento em todo o Estado.
O tempo dirá se a experiência poderá servir de modelo para outras Convenções Estaduais. No que tange a São Paulo, cremos que está sendo por demais proveitosa a idéia de capacitar os líderes através daqueles que foram chamados para isso.
Pr. Pr. Élton de Oliveira Nunes – Vice diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Bacharel em Teologia, Direito e Pedagogia. Pós graduado em Educação, Mestrando em Teologia.
Fonte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/estudos/educ007.htm
