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Posts de Setembro, 2007

O caráter das promessas de Deus – subsídios

Publicado por Editor em 2007/09/28

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O caráter das promessas de Deus – 1

Comentarista: Pr. Geremias do Couto

O caráter das promessas de Deus – 2

Comentarista: Dr. Caramuru Afonso

O caráter das promessas de Deus – 3

Comentarista: Pb. José Roberto

O caráter das promessas de Deus – 4

Rádio Boas Novas

O caráter das promessas de Deus – 5

Comentarista: Pr. Adilson Guilhermel

O caráter das promessas de Deus – 6

Pr. Altair Germano 

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O caráter das promessas de Deus – 1

Publicado por Editor em 2007/09/28

As promessas de Deus: tema das lições bíblicas para o quarto trimestre

 Pr. Geremias do Couto

 Fonte: Blog do Pr. Geremas do Couto

 O estudo das promessas de Deus, nas lições bíblicas do quarto trimestre, enseja a grande oportunidade de melhor conhecermos a forma como são apresentadas na Bíblia e de que maneira interagem conosco, na condição de crentes fiéis a Deus. A escolha do tema não decorreu simplesmente de uma decisão de currículo, mas, sobretudo, em razão de ter-se tornado, hoje, o foco principal de muitas pregações evangélicas e o profundo anelo de todos os cristãos.

 O que se vê, aqui e ali, de forma bastante generalizada, são as famosas frases de efeito do tipo: “Deus tem promessas para você”, “determine e receba o que Deus prometeu para a sua vida” ou “a promessa é sua, receba em nome de Jesus!”, sem que as pessoas muitas vezes conheçam realmente, à luz da Bíblia, o que as promessas realmente representam. Na visão utilitarista das pregações motivacionais e de auto-ajuda, elas se tornaram uma espécie de “amuleto” ou de “palavra mágica” que os crentes lançam mão, à hora que bem entenderem, para transformar pedra ou qualquer outra coisa em “ouro”, como se fossem um Midas da vida!

 Há até a tradicional caixa de promessas, que se tornou uma espécie de “horóscopo dos crentes”, os quais, ao invés de mergulharem nas profundezas da Palavra de Deus como um hábito salutar para o crescimento de sua fé, preferem fazer daquele objeto o seu oráculo de todos os dias. Não saem de casa sem tirar um versículo e, caso a mensagem não lhes agrade, voltam tantas vezes até que saia a promessa de sua predileção, aquela que fará bem aos seus ouvidos.

 Diante dessas e de outras distorções, o nosso objetivo, com a iluminação do Espírito Santo, foi buscar nas Escrituras o que as promessas verdadeiramente significam à luz da soberania de Deus e de seus propósitos para a vida humana. Esses dois aspectos foram bastante enfatizados em todas as lições como conceitos-chaves para se entender como as promessas de Deus podem ser aplicadas na vida do cristão.

 Por soberania, compreende-se que Deus não está sujeito a nenhum outro domínio, sendo este um de seus atributos exclusivos. Assim, ele age soberanamente à luz do plano que traçou para a raça humana. Quanto aos propósitos, nada do que Deus faz tem a finalidade de produzir sensacionalismo ou fazer por fazer, mas cumpre objetivos coerentes com os seus desígnios soberanos. Em outras palavras, as promessas de Deus, quando aplicadas à nossa vida, só fazem sentido se tiverem em conta a soberania de Deus e o seu propósito em cada ato.

 Outro ponto que procurei estabelecer, como conceito-chave, foi para quem Deus pronunciou suas promessas na Bíblia. É importante essa definição porque nem todas se aplicam especificamente aos crentes da atualidade, embora as verdades espirituais que expressam tenham o mesmo valor para hoje. Nessa perspectiva, podemos classificar as promessas em quatro grupos distintos: 1) promessas gerais; 2) promessas individuais; 3) promessas para Israel, e 4) promessas para a Igreja.

 No primeiro grupo estão, entre outras, as promessas da salvação, do batismo no Espírito Santo e da cura divina. Elas são para os que crêem. O segundo grupo compreende as promessas dadas individualmente aos vários personagens bíblicos, como Abraão, Isaque, Jacó, Noé, Ana, Raabe e muitos outros. Elas foram específicas e não podem ser tomadas como algo que deva acontecer da mesma forma hoje, ainda que o seu conteúdo espiritual permaneça válido. O terceiro grupo refere-se às promessas de Deus para Israel.. Infelizmente algumas heresias têm sido fomentadas nos arraiais evangélicos porque algumas dessas promessas são tomadas como se fossem também para a Igreja. Por último, o quarto grupo trata, aí sim, das promessas de Deus para a Igreja, como, por exemplo, a promessa da segunda vinda de Cristo.

 Classificar as promessas dessa forma contribui para que o crente entenda o seu significado e não atribua para si algo que foi especificamente prometido para outra pessoa na história bíblica. O fato de Deus ter prometido a Ana um filho não significa agora que essa promessa, necessariamente, se estenda a todas as mulheres estéreis, embora Deus possa repetir o mesmo milagre segundo a sua soberania e o seu propósito, como demonstra a vida de piedosas servas de Deus ao longo do tempo. Ou seja, trata-se de uma promessa individual que Deus deu exclusivamente à Ana.

 Outro conceito-chave destacado nos comentários, para o correto entendimento das promessas de Deus, é que elas sempre são condicionais. “Se” é uma partícula de extrema relevância que sempre acompanha as promessas na Bíblia. Elas representam uma espécie de pacto onde se espera que as partes cumpram as cláusulas prescritas. No que se refere a Deus, não há qualquer dúvida quanto ao seu compromisso em cumprir aquilo que promete desde que o homem aceite e se submeta, pela obediência, às condições estabelecidas.

 Isso é perceptível na história do povo de Israel, que vem sofrendo ao longo dos séculos, muitas vezes de maneira violenta, os efeitos de sua rebeldia contra Deus. Fosse outra nação que experimentasse os mesmo sofrimentos, já teria sido há muito tempo extinta. No entanto, Israel aí está com sua pujança como o centro das atenções do mundo. Que explicação há para isto? A resposta está lá atrás, na história bíblica, quando Deus chamou Abraão do meio de sua parentela e lhe fez promessas que dependiam de sua obediência. A partícula “se” estava aí implícita. Como ele obedeceu, Deus sempre tratará Israel à luz do pacto feito com Abraão.

 A segurança que as promessas de Deus trazem ao crente é, também, outro conceito-chave que nos ajuda a apreender todo o seu conteúdo espiritual. Assim como Deus cumpriu, no passado, as promessas feitas aos patriarcas e a outros personagens bíblicos, bem como ao povo de Israel, ele há de cumprir também as promessas feitas as salvos e à Igreja de maneira geral. Essa correlação entre as promessas de Deus cumpridas na história humana e aquelas que hoje alcançam o povo do Reino na face da terra assegura aos fiéis a segurança necessária para atravessar “montanhas e vales” até tomar posse da herança definitiva – a morada celestial.

 Em outras palavras, as promessas de Deus não representam simplesmente recursos para suprir os crentes de bens materiais, como se fosse esse o maior objetivo da vida. Elas não são receitas prontas que cada um, a seu bel-prazer, tira da gaveta e aplica a cada caso conforme a sua própria disposição mental. Essa tônica predominante nas pregações atuais cria uma atmosfera de soberba e arrogância, que passa aos crentes a idéia de que são pequenos seres divinos, deuses diminutos do panteão pós-moderno, com poderes para “determinar” o que bem quiserem. É uma espécie de humanismo religioso em que Deus torna-se o “serviçal” do ser humano (meus lábios estremecem de temor ao pronunciar essa palavra!) e este o centro absoluto do Universo. Que inversão blasfema!

 É verdade que esse tipo de mensagem exerce atração sobre as pessoas e, vez ou outra, nós mesmos somos tentados a encampá-la. Quem não deseja viver num “mar de rosas”? Quem não gostaria de ver-se imune às aflições e angústia tão comuns entre nós, simples mortais? Assim, qualquer coisa que ofereça solução imediata para tais situações as pessoas tratam como bem-vinda, mesmo que não tenha consistência com a verdade bíblica. Essa percepção é notável na correlação entre os chamados “cultos da vitória” e os cultos de ensino. Aqueles estão sempre cheios; estes, via de regra, vazios!

 No entanto, quando estudamos as promessas de Deus percebemos que foram dadas em atos soberanos e sempre para cumprir algum propósito. Deus tirou Abraão de seu meio idólatra através de promessas que tinham por objetivo escrever a história da salvação humana. De igual modo, as promessas de Deus a Israel cumpriram o mesmo objetivo de apontar para o salvador do mundo. Mesmo naqueles casos de promessas individuais, como a que fez o Senhor a Ezequias, através do profeta, de prorrogar a sua vida por mais 15 anos, o propósito foi livrar Israel das mãos de Senaqueribe, ainda que subjacente estivesse a própria cura da enfermidade.

 Assim, com os conceitos-chaves aqui apresentados, podemos olhar as promessas de Deus, hoje, sem condicioná-las simplesmente ao que queremos ou necessitamos, mas ao que Deus, em sua soberania e seu propósito, quer realizar através de nós. Muitas vezes seremos afligidos, pois assim o foram os heróis do Antigo Testamento, mas também, se tivermos a Deus como o nosso Supremo Bem, muitas vezes ele nos livrará sempre para cumprir alguma finalidade através da nossa vida, e não para atender os desejos do nosso egoísmo.

 Em síntese, este é o propósito pelo qual as lições do quarto trimestre foram escritas. Serão três meses em que passearemos pela Bíblia com o objetivo de inculcar em nosso coração o verdadeiro significado das promessas de Deus para nós. Minha oração é que, no decorrer do trimestre, muitos crentes sejam batizados no Espírito Santo e outros curados, mediante a compreensão dessas promessas, e possam então tornar-se ainda mais ativos no serviço do Mestre.

 

Obs. Artigo oiginalmente publicado na revista “Ensinador Cristão”, editada pela CPAD.

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O caráter de Cristo – 6

Publicado por Editor em 2007/09/28

O CARÁTER DE CRISTO

Pr. Adilson Guilhermel

Mt 5.13-12;  Gl 5.22.23
Lição 13 – 30/09/2007


Texto Bíblico: Jo 13.15  Porque Eu vos dei o exemplo para que, como Eu vos fiz, façais vós também                                                                                                   

ASSIMILANDO O CARÁTER DE CRISTO

1. IMITANDO O SEU EXEMPLO

·        Olhe para Ele – Hb 12.2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
·
        Ande como Ele – I Jo 2.6 Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.
·
        Seja como Ele – I Co 11.8 SEDE meus imitadores, como também eu de Cristo

2. APRENDENDO O SEU CARÁTER

·        Agindo com integridade – Fl 2.6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
·
        Agindo com fidelidade – Fl 2.7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
·
        Agindo com abnegaçãoE, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz

3. PRATICANDO A SUA SUBMISSÃO

·        Com obediência – Fl 2.8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
·
        Com humildade – Mt 11.29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
·
        Com sacrifício – Lc 14.33 Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo

 Pr Adilson Guilhermel                         -                    www.pastorguilhermel.com.br

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O caráter de Cristo – 5

Publicado por Editor em 2007/09/28

O CARÁTER DE CRISTO

Por Ezequias Costa

Por que eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós tam bem (Jo 13.15).

A última lição deste trimestre traz um coroamento doutrinário do caráter Divino manifesto na pessoa de Jesus Cristo.A Igreja, representando seu Corpo, é a responsável neste mundo por manifestar os aspectos desse caráter.

Foto: Wikipédia

I-ASPECTOS DO CARÁTER CRISTÃO

1.1- Humildade;

1.2 – Mansidão;

1.3 – Fome e sede de justiça;

1.4 – Misericórdia;

1.5 – Coração puro; e

1.6 – Pacificador.

II-O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

2.1 – Amor;

2.2 – Gozo;

2.3 – Paz;

2.4 – Longanimidade;

2.6 – Fidelidade;

2.7 – Mansidão; e

2.8 – Temperança

CARÁTER DE CRISTO

JESUS CRISTO

 

        Hebraico 

 

- Yeshua (“Deus salva”) 

 

        Grego (Χριστός) 

- Cristo (“ungido”)

CARÁTER

 

- Humilde;

 

     – Manso;

 

     – Justo;

 

     – Misericordioso;

 

     – Puro; e

-Pacificador

 NATUREZA

 

-Filho de Deus;

 

-O Verbo;

 

-Senhor;

 

-Filho do Homem;

 

-Filho de Davi 

OFÍCIO

 

- Profeta;

 

- Sacerdote; e

- Rei.

 

- SUA MANIFESTAÇÃO AOS HOMENS

    1. Seu nascimento

Trata-se da história mais conhecida pela humanidade; o nascimento singular daquele que representaria o próprio Deus, ou ainda, a revelação maior do amor de Deus a todos os homens.

Ao nascer em Belém de Judéia (Mt 2:1) numa família humilde, estava patente o caráter Divino do Filho de Deus ao despojar-se de toda sua soberania e glória fazendo-se como um de nós.Não existe intelecto humano que possa explicar o porquê desse momento tão sublime: Deus entre nós, fazendo-se como um de nós, agindo como um de nós, sem, contudo, deixar de ser Deus.Sua missão era específica: “ …….a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1:21).Assim, seu objetivo estava em revelar ao homem sua condição degenerada pelo pecado, e a maneira como se reconciliar com Deus.

Não prejudica as seguintes linhas do Pastor MYER PEARLMAN, sobre o tema: ¹O dia do nascimento de Jesus é celebrado em todo o mundo. O aniversário de sua morte levanta a silhueta de uma cruz no horizonte. Quem é ele? Com essas palavras um preeminente pregador fez uma pergunta de suprema importância e de interesse permanente. A pergunta foi feita pelo próprio Mestre quando, em uma crise em seu ministério, perguntou:‘Que dizem os homens ser o Filho do Homem?’ Ele ouviu a declaração da opinião do povo sem comentar, mas sua benção foi pronunciada sobre a resposta que Pedro havia aprendido de Deus: ‘Tu és o Cristo, O Filho do Deus vivo.’

1.2- Sua família

Para que se cumprissem as profecias com respeito a Jesus, sua família deveria ser descendente da linhagem real (Davi).E assim o foi, pois, Maria e José apesar de humildes, eram descendentes da Casa de Davi.Além do que, conforme profetizado por Isaias, ela deveria ser virgem “ Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel (Is 7.14).Cremos que para Maria receber a honra de ser a genitora daquele que por sua morte sacrifical, iria “salvar o povo de seus pecados” haveria de ter, entre outras qualidades morais e espirituais, um caráter exemplar. ²O Dicionário da Bíblia nos esclarece: “com fé igual à de Maria, José creu na mensagem, e recebeu legalmente como sua esposa, aquela que não queria infamar. Estava assim, assegurado que o filho de Maria nasceria de uma virgem”.Seja como for, à família na qual o filho de Deus veio ao mundo estava alicerçada na fé e esperança segundo a Palavra de Deus.

II-O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO

2.1- Os primeiros discípulos

O início da vida pública de Jesus começa com uma declaração feita por João Batista a dois de seus discípulos (André e João): “ No dia seguinte João estava outra vez ali, com dois dos seus discípulos e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus! Aqueles dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus (Jo 1:35-37). A partir desse primeiro contato, o Senhor é reconhecido, logo depois, como o Messias de Israel (Jo 1:41).Fato esse que daria início a seu Ministério.

2.2- O primeiro milagre

Três dias após o encontro com Natanael (Jo 2:1-2), Jesus foi convidado junto com seus discípulos para um casamento em caná da Galiléia.A aproximação de Jesus junto às pessoas mostra o quanto estava perto dos pecadores, mas longe de suas práticas pecaminosas.Aprendemos com essa disposição de seu caráter, que devemos; como “sal da terra” estar em contato com aquilo que precisa ser salgado.

A ausência de vinho fez com que Maria fosse procurar Jesus.Talvez uma experiência pessoal com o Filho de Deus lhe movesse a ponto de participá-lo: “…. não tem vinho”.Jesus vendo aquela necessidade iminente dá ordem para que se enchessem as talhas, e tão logo estivessem cheias, fossem levadas ao Mestre Sala.O primeiro milagre aconteceu silenciosamente, tendo algumas poucas testemunhas que cooperaram para sua realização, ou seja, foram obedientes à ordem do Mestre.A disposição de obedecer, e aguardar a vontade de Deus, nos faz sempre ficar com a melhor parte.O caráter de um verdadeiro cristão deve ser forjado na obediência irrestrita à Palavra de Deus.

III-SEU CARÁTER

O caráter de Cristo estava intimamente ligado a sua natureza Divina, ao manifestar-se aos homens estava dando o exemplo aos seus discípulos, de como deveriam agir.Não haveria como exercitarmos um caráter tão perfeito sem a promessa do Espírito Santo em nossas vidas.A cada dia que dizemos não ao mundo, a carne e o diabo, estamos manifestando a essência do seu Caráter em nós.Nada há de mais nobre no caráter de um cristão do que seguir fielmente os ensinos de seu Mestre.

Jesus foi para o Pai, e séculos já se passaram, entretanto, em momento algum ficou sua Igreja desprovida de aprender sobre tudo que nos ensinou: “……o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.

_____________________________________________________________

¹ PEARLMAN, Myer.Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. E.U.A: Vida, 1990.

² DAVIS, John.DICIONÁRIO DA BÍBLIA.Candeia, 20ª edição.
Por: Ezequias Costa, professor de EBD da Assembléia de Deus em centenário – Duque de Caxias.

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EBD – O lar dos mestres da Palavra

Publicado por Editor em 2007/09/28

Fonte: Blog Geração que Lamba

O pão da padaria exalava um cheiro bom e gostoso naquele domingo, a igreja era simples e humilde, porém os professores por demais aplicados ao darem à aula. Eu ainda não era crente, mas graças a Deus, através daqueles homens, eu consegui começar a entender quem era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Para mim, em minha mentalidade não crente e conhecendo muito pouco da igreja, aqueles homens eram como pastores. Hoje, como cristão, eu pergunto: Será que podem ser considerados mestres? Veremos. Até hoje existe certa controvérsia se há ou não o ministério oficial na igreja dos mestres, ou “doutores” como está em alguns textos de traduções clássicas da Bíblia. Boa parte deste debate gira principalmente em torno de um texto bíblico: Efésios 4:11. No texto em apreço, lemos o seguinte: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”.

Muitos exegetas afirmam que ao contrário dos apóstolos, profetas e evangelistas, os dois termos, “pastores” e “doutores” estão intimamente correlacionados, por isso, não são dois ofícios distintos, mas duas atividades referentes ao mesmo ministério: o de governo da igreja. Para esses teólogos, a função do ensino está restrita aos líderes eclesiásticos, ou seja, aos ministros da Palavra, no caso seriam os pastores.

É verdade que existe certo sentido nesta afirmação. Se notarmos bem vemos realmente que há uma grande ligação entre estes dois termos, enquanto que o apóstolo afirma que uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, ele quebra este ritmo e ao invés de afirmar e outros para pastores e outros para doutores ele afirma: “e outros para pastores e doutores”.

Porém este assunto não está fechado e para falar a verdade, muitos teólogos importantes, como Calvino, afirmam o contrário. Para ele, quando o apóstolo afirma que existem pastores e doutores ele está realmente fazendo uma correlação, porém os ofícios são distintos. Ou seja, tanto pastor quanto o mestre tem a mesma função, de serem ministros da Palavra. Pastores e doutores (algumas traduções, “mestres”, na King James Version está “professores”) são ofícios legítimos e distintos entre si. Todo o pastor é um doutor, mas nem todo o doutor é um pastor.

Porém será que essa explicação é válida? Por mais que tenhamos um compromisso de ser um professor de escola dominical, nosso dever é de obedecer a Palavra de Deus, quer ela diga sim ou não para um determinado assunto. É necessário verificarmos outros textos bíblicos que tratam dessa questão. Afirmações como as de Paulo em 1 Tm 6:3 parece estar se referindo aos pastores que ensinavam heresias para os fiéis,o que parece abalizar ainda mais as colocações dos exegetas e teólogos que defendem um só oficio pastor-mestre. Porém há textos que utilizam a Palavra mestre independente da palavra pastor, como por exemplo em Tiago 3:1, onde a advertência quanto aos perigos de um falso ensinamento pode ser dado com as melhores intenções.

Outro texto que mostra a palavra mestre independente do ofício pastoral é Hebreus 5:12 : “ Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento.” Apesar do texto não citar a o termo pastores, o autor pode star se referindo ao termo mestres no informal, onde todos devem cumprir o ide de Jesus registrado em Mateus 28:19-20. Nos tempos do Antigo Testamento e até mesmo no tempo de Jesus, o termo mestre era separado e independente, como demonstra o salmo 119:99. Diante dessas afirmações, a questão ainda permanece: é lícito existir o ofício de mestre nos dias de hoje? Talvez um pequeno versículo da Bíblia ajude a sanar, ou pelo menos no orientar nesta delicada questão: o texto de 2 Timóteo 1:10-11.

O texto nos informa: “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho; para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios”(ênfase minha) Existem duas coisas importantíssimas nesses versículos, em especial o onze. Muitos dos que afirmam que o ensino deve estar unicamente associado ao pastor (no sentido formal e Oficial) também afirmam que a pregação deve estar muito mais (querendo dizer praticamente que deve estar unicamente) ligada ao trabalho pastoral. Porém não é isso que vemos nesta afirmação. Ao contrário, O APÓSTOLO FAZ CLARAS DINSTINÇÕES ENTRE PREGAÇÃO E ENSINO, colocando-os distintos e independentes do serviço pastoral, lembrando que também pode estar incluído no sentido de Apóstolo, uma vez que os apóstolos eram autoridades máximas e também poderiam ser considerados presbíteros (1 Pe 5:1-2). Isso mostra que também o oficio de pregador pode existir, ainda que seja algo um tanto quanto independente do oficial ministério eclesiástico, tendo que passar apenas por dois processos, a certeza do chamado e a autorização da igreja (onde se levaria em conta uma avaliação segundo os princípios bíblicos).

É importante fazer um paralelo com Efésios 4:11. A luz destes dois textos, fica ainda mais clara e autentica a distinção de Calvino, mostrando que apesar de estarem intimamente ligados, há dois ofícios distintos, com responsabilidades semelhantes: Ensinar a Palavra de Deus, assim também como a tarefa de pregador. Os requisitos básicos podem ser encontrados nos textos onde falam do ministério pastoral e diaconal, onde o primeiro está intimamente ligado aos outros dois ministérios: 1 Tm 3 e 2Tm 4. Depois de verificarmos e concluirmos a existência e necessidade do oficio dos mestres, devemos perguntar: e a EBD com isso? A escola dominical é importantíssima, pois é aí onde os mestres podem exercitar seu ofício, é o lugar ideal, é lar onde os mestres se encontram e interagem com seus alunos, e com certeza de certa maneira cumprindo o ide de Jesus de ensinar aguardar todas as coisas que ele tem ensinado.

É importantíssimo que os mestres da palavra busquem sensibilizar sua congregação da importância da EBD, que está cada vez mais sofrendo, em muitos lugares uma escassez considerável. Hoje, muitos perdem seu tempo indo a shows de pop-stars ditos evangélicos, independente do horário ou lugar. Enquanto que para se levantar cedo para ir para EBD, as coisas complicam e muitos não querem vencer o sono, principalmente meus queridos amigos e contemporâneos jovens e adolescentes. Porém este problema não se limita somente a eles, mas também a muitos adultos.

É verdade que existe professores negligentes e que infelizmente não buscam passar um bom conteúdo para o estudante. Outros nem se preparam com um bom planejamento de aula, afirmando, de forma cínica e carnal que “vai fluir na hora”, “o Senhor me dará a Palavra certa” entre outras afirmações com um teor de misticismo anti-bíblico. Que possamos lembrar da vocação em que fomos chamados e também lembrando da advertência de Tiago antes de iniciar um tão profundo, responsável e prazeroso trabalho ministerial, no dia do Senhor, edificando a casa do Senhor, o Corpo de Cristo. Na Palavra do Senhor.

Victor Leonardo Barbosa

AMÉM.

Soli Deo Gloria

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O caráter de Cristo – 3

Publicado por Editor em 2007/09/25

O CARÁTER DE CRISTO

Comentarista: Pr. Altair Germano

Fonte: http://altairgermano.blogspot.com/

1. UMA BREVE INTRODUÇÃO E RETROSPECTIVA

 O final de um trimestre de estudos nas lições bíblicas, é sempre uma ótima oportunidade para se fazer uma retrospectiva geral. Pedagogicamente, isso é salutar e aconselhável.

 Dentro de uma visão panorâmica das lições, pode-se afirmar que todos os personagens bíblicos estudados tinham algumas coisas em comum. Como exemplo, podemos citar os seguintes aspectos:

 - Primeiro, tinham um caráter digno de ser admirado e imitado. A sinceridade de Davi, a determinação de Elias, o altruísmo de Ester, a piedade de José, a incorruptibilidade de Noé, a coragem de Débora, a autenticidade de Paulo, o dinamismo de Pedro, a submissão de Sara, a eficácia de Moisés, e a fidelidade de Abraão, são uma clara prova disso.

 - Em segundo lugar, todos eram passíveis de erros. Não estavam livres de grandes falhas ou de pequenos deslizes. Eram homens sujeitos as mesmas paixões que nós (Tg 5.17).

 - Por fim, apesar de suas imperfeições e limitações, manifestavam um intenso e profundo desejo de melhorar, crescer, amadurecer, aperfeiçoar-se. Eram dramaticamente insatisfeitos, inconformados, e até angustiados, pelo fato de serem o que eram, quando sabiam o que deveriam ser (Rm 7.18-23). Agonizavam como qualquer um de nós, em razão da miserabilidade do pecado, e da necessidade de suportar suas próprias contradições interiores e exteriores, seus conflitos internos e externos (Rm 7.24).

 Nossas imperfeições, não justificam qualquer tipo de acomodação espiritual ou moral.

 2. TRANSPARÊNCIA

A Bíblia Sagrada é fascinante. Não oculta, não omite, não esconde, não faz de conta, não ilude, nem joga para debaixo do tapete os aspectos negativos da vida de seus personagens, as falhas de caráter dos mesmos. Tudo foi registrado para nos servir de alerta. Essa transparência bíblica, ao mesmo tempo, revela-nos a superabundante graça do Senhor (Rm 5.20), que o leva a escolher, a capacitar e a comissionar para a realização de seus projetos, aqueles que sem a sua misericórdia, não serviriam para nada.

 Vivemos em tempos trabalhosos (2 Tm 3.1). Tenho constantemente declarado que se instaurou no seio da igreja evangélica brasileira, uma profunda, diabólica, e abominável crise de integridade e caráter (Leia em CORRUPÇÃO GENERALIZADA). A falta de transparência, associada a essa crise, acaba por desacreditar nossas instituições, nossos líderes, e a igreja cristã evangélica como um todo.

 Não dá para falar, ensinar e pregar acerca de um evangelho transformador, se as pessoas não percebem transformação em nosso caráter, como também em nossos modelos institucionais, em alguns casos, já completamente desacreditados. É sal sem sabor, e velador sem luz (Mt 5.13-16).

 Nossa autoridade não está fundamentada na eloqüência dos nossos discursos, que por vezes não passa de mero “moralismo” hipócrita. Ela está, acima de tudo, relacionada com o nosso testemunho pessoal, com a nossa integridade de caráter.

 Como já dizia Spurgeon, havia uma pessoa que pregava tão bem e vivia tão mal, que quando estava no púlpito, todos afirmavam que jamais deveria sair dali; e quando não estava no púlpito, todos afirmavam que jamais deveria voltar para lá. Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

 3. O CARÁTER DE CRISTO

 É somente a pessoa de Cristo, que mensagem cristã e vida se fundem numa plena perfeição. Nele habita, verbaliza-se e manifesta-se toda a plenitude do caráter divino (Cl 2.9).

 No Sermão da Montanha (Mt 5.1-12), conforme a presente lição, a essência de um caráter genuinamente cristão, é caracterizado pelas seguintes qualidades: humildade, mansidão, fome e sede de justiça, misericórdia, pureza de coração e pacificador.

 Algumas dessas qualidades são reafirmadas em Gálatas 5.19, onde fica bastante claro que, sem uma total dependência ao Espírito Santo, associada a um sincero e ardente desejo de agradar a Deus, buscando assim a sua vontade (Rm 12.1-2), fica impossível, inalcançável e intangível, nossa constante transformação, segundo a imagem daquele que criou em nós um novo homem (Cl 3.10).

 4. CONCLUSÃO

Entendo que o nosso maior problema em termos de caráter cristão, não está na falta de textos e exemplos bíblicos, literatura sobre o assunto, pregações ou estudos. O que na realidade está faltando é tornarmo-nos cumpridores da palavra, e não meros oradores e ouvintes (Tg 1.22).

 O que nos falta, é aplicá-la a nossa vida, materializá-la, concretizá-la, encarná-la em todos os nosso atos, nessa efêmera, passageira, temporal e histórica existência.

 O momento é de arrependimento, confissão e abandono de pecado (Ne 9.1-3).

 Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 2.7, 11, 17, 29; 3. 6, 13, 22)!

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O caráter de Cristo – 2

Publicado por Editor em 2007/09/25

 

 

O CARÁTER DE CRISTO

 

Texto Áureo: Jo. 13.15 – Leitura Bíblica em Classe: Mt. 5.3-12; Gl. 5.22,23

 

 

 

Pb. José Roberto A. Barbosa

Fonte: subsidioebd.blogspot.com

Objetivo: Mostrar que Cristo é o modelo perfeito do caráter que todo cristão deva perseguir, para tanto, deverá co-operar com o Espírito Santo a fim de que este produza o Seu fruto.

 

INTRODUÇÃO
Nas lições deste trimestre, fizemos um passeio biográfico por alguns dos personagens mais expoentes da Bíblia, ressaltando tanto suas virtudes quanto defeitos. Na lição de hoje, a última deste trimestre, veremos que Jesus é o modelo perfeito do caráter cristão. E este, somente pode ser alcançado, quando permanecemos nEle que, por meio do Seu Espírito, produz, em nós, o Seu fruto.

 

1. CRISTO, O MODELO DO CARÁTER CRISTÃO
Cristo é o modelo perfeito para o caráter cristão. A seu respeito, Pedro testemunha: “Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pe. 1.19). Esse discípulo de que andou com Jesus, percebeu, em consonância com os cordeiros sacrificados na Antiga Aliança (Ex. 12.5), que Cristo é perfeito, que não havia nEle qualquer pecado. O autor da Epístola aos hebreus afirma também, que “o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” (Hb. 9.14). Em outra epístola, Pedro nos mostra a necessidade de ter a Cristo como parâmetro para a vida do cristão: “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz” (II Pe. 3.14). De modo mais específico, é possível alcançar esse status não por meios meramente humanos, mas, pelo Espírito, em amor, cujo maior exemplo, na verdade, é Cristo (Mt. 5.44; Lc. 6.27; Jo. 13.1,34; 15.12). Se alguém perguntar: como podemos imitar a Cristo? A resposta mais simples, e ao mesmo tempo, desafiadora para o cristão, é: amando como Ele amou.

 

2. A VIDEIRA E SEUS FRUTOS
Em Jo. 15.1-17, Jesus trata a respeito da videira e seus ramos com o objetivo de ilustrar como deve ser o relacionamento do cristão com Deus a fim de produzir frutos. 1) existem ramos que por não produzirem frutos, são cortados da videira (Jo. 15.2); 2) alguns ramos não permanecem ligados à videira, por isso, são lançados no fogo e são queimados (Jo. 15.4); 3) os ramos que produzem frutos são podados e limpos para que dêem mais frutos ainda (Jo. 15.2). O projeto de Deus para as nossas vidas é a santificação (II Ts. 2.13), portanto, não podemos viver sem produzir frutos, na verdade, por meio deles é que somos conhecidos (Mt. 7.16-20). As condições para a produção do fruto espiritual são: 1) ser podado pelo Pai – isto diz respeito à maturidade cristã (I Ts. 5.23; Hb. 12.10-14), que envolve também a disciplina (Hb. 12.5,6) e o sofrimento (Tg. 1.2-4); 2) permanecer em Cristo – refere-se à posição do cristão com Ele (Jo. 15.4; II Co. 5.17; Ef. 2.6); e 3) a permanência de Cristo é nós – é por meio da vida de Cristo em nós que podemos viver com Ele viveu (Jo. 15.4; I Co. 1.2; Gl. 2.20; Fp. 1.1; I Jo. 2.6)

 

3. A FRUTIFICAÇÃO PELO ESPÍRITO
O desenvolvimento do caráter cristão carece de frutificação espiritual. Para esse fim, meditemos, a partir de Gl. 5.22, a respeito dos aspectos desse fruto, nos remetendo, inclusive, aos termos gregos: 1) amor (agape) – é o fundamento do fruto, manifesta-se na disposição em doar a si mesmo (I Co. 13; Gl. 5.13; Rm. 5.2-5; Ef. 5.23-32; 5.1,2), a exemplo de Cristo (Jo. 3.16; I Jo. 3.16); 2) alegria (chara) – alegria que independe das circunstâncias (At. 2.46; Rm. 14.7; 15.13; Fp. 4.4); 3) paz (eirene) – que não se atribula perante as adversidades (Is. 26.3; Jo. 14.26,27; Cl. 3.15); 4) longanimidade (makrothumia) – tolerância para suportar os momentos difíceis (Sl. 119.71; Rm. 5.3,4; Hb. 12.7-11; Tg. 1.3,4; 5.10,11; I Pe. 2.20); 5) benignidade (chrestotes) – disposição graciosa para fazer o bem (Ef. 4.31,32; 5.1,2); 6) bondade (agathosune) – é a prática da benignidade (Rm. 15.14; Gl. 5.22; Ef. 5.9; II Ts. 1.11), mais precisamente, à generosidade (II Co. 8.1-15; Gl. 6.9,10; I Pe. 4.8-10); 7) fidelidade (pistis) – a fé que prevalece apesar das tribulações (Rm. 5.1,2; Hb. 6.12; I Jo. 2.6); 8) mansidão (praotes) – submissão e humildade em relação a Deus e ao próximo (Mt. 11.29; Tg. 1.21; Gl. 6.1; I Pe. 3.15,16); e 9) domínio próprio (egkrateia) – controle diante das tentações (Tt. 2.11,12; II Pe. 1.5,6; I Co. 7.9; 9.25).

 

CONCLUSÃO
O desenvolvimento do caráter de Cristo não é algo que acontece de uma hora para outra, é resultado de uma longa caminhada ao lado do Senhor. Nós nEle e Ele em nós suscitará, ao longo do processo, a transformação, por meio da qual, de glória em glória, somos feitos à semelhança de Sua imagem (II Co. 3.18). Em toda e qualquer circunstância, Cristo, e não qualquer homem e mulher do Antigo e do Novo Testamento, é O modelo a ser seguido, pois “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co. 5.21).

 

BIBLIOGRAFIA
BARCLAY, W. As obras da carne e o fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2000.
GILBERTO, A. O fruto do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2007

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O caráter de Cristo – Subsídios

Publicado por Editor em 2007/09/23

O caráter de Cristo – 1

Comentarista: Dr. Caramuru Afonso

O caráter de Cristo – 2

Comentarista: Pb. José Roberto

O caráter de Cristo – 3

Comentarista: Pr. Altair Germano

O caráter de Cristo – 4

Fonte: Rádio Boas Novas

O caráter de Cristo – 5

Comentarista: Prof. Ezequias Costa 

O caráter de Cristo  – 6

 Comentarista: Pr. Adilson Guilhermel

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O caráter de Cristo – 1

Publicado por Editor em 2007/09/23

 O CARÁTER DE CRISTO

 Dr. Caramuru Afonso

 Fonte: www.escoladominical.com.br

Jesus é o exemplo cujas pisadas devemos seguir.

INTRODUÇÃO

 Chegamos ao término deste trimestre letivo, em que, através da análise de algumas biografias de personagens bíblicas, procuramos melhorar os nossos caminhos diante do Senhor.

 - A última lição é dedicada a uma sucinta análise do caráter de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que, embora seja Deus, também Se fez homem, enquanto ser humano teve um caráter, caráter que deve ser imitado pelos que nEle crêem, pois, como ensinou o apóstolo Paulo, devemos imitar o Senhor (I Co.11:1).

 I – O CARÁTER DE CRISTO – O EXEMPLO QUE DEUS NOS DEIXOU PARA NOSSA SALVAÇÃO

 - Ao planejar, na eternidade passada, a salvação do homem, Deus decidiu que, para que o homem fosse salvo, necessário seria que a Divindade Se humanizasse, pois não haveria como o homem se salvar por seus próprios esforços(Rm.3:10). Indispensável seria que Deus Se fizesse homem, para que, enquanto homem, pudesse não só vencer o pecado, mostrando ser isto possível, como também se pagasse o preço do pecado, mediante a morte sem culpa.

 - Mas, além de Se humanizar para pagar o preço do pecado, Deus também decidiu que deveria viver como homem para que não só mostrasse ser possível a vitória sobre o pecado, mas para, também, nos mostrar como isto se deveria fazer. Deus, ao Se humanizar, deixou-nos o exemplo, o padrão pelo qual conseguiríamos, em Seu nome, vencer o mal e alcançar a vida eterna por meio dEle.

 - A vinda de Jesus ao mundo, portanto, também teve o objetivo de nos deixar o exemplo, exemplo este que foi chamado de “Caminho”, pois é a jornada de Cristo debaixo do sol que devemos imitar para que, assim como Ele chegou à glória vencedor, também lá possamos chegar um dia, dia este que está tão próximo. Não é outro o sentido que Pedro nos dá a respeito da vida de Cristo, ao afirmar que ‘…Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Suas pisadas” (I Pe.2:21).

 - Também não é por outro motivo que o próprio Senhor Jesus Se intitulou como “o caminho, a verdade e a vida” (Jo.14:6a). ‘Caminho” não significa tão somente acesso, mas, também, um modelo, uma padrão a ser seguido, uma continuidade de passos e de atitudes que levam a um determinado lugar. Jesus é o Caminho, porque, através da Sua vida, deixou-nos o exemplo a ser seguido, o modo de vida que nos conduz à glória eterna com Ele e as demais Pessoas divinas.

 - Assim, quando falamos do “caráter de Cristo”, estamos a falar de todas as qualidades demonstradas e apresentadas pelo Senhor Jesus enquanto esteve entre nós, qualidades estas que devem estar presentes em todos aqueles que se dizem filhos de Deus, que se dizem herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm.8:17). Se somos co-herdeiros de Cristo e filhos de Deus é porque participamos da mesma natureza do Senhor (II Pe.1:4) e, se temos a mesma natureza, estamos ligados à videira verdadeira (Jo.15:4), temos de produzir o mesmo fruto produzido por Jesus.

 - O próprio Senhor Jesus disse que conheceríamos quem é Seu servo e quem não o é pelos frutos (Mt.7:20). A diferença está no interior (Mt.7:15), mas este interior se demonstra exteriormente através das atitudes. Portanto, é pela análise do comportamento de alguém que chegaremos a verificar se ele é, ou não, um genuíno e autêntico servo do Senhor, se ele é um “cristão”, pois a palavra “cristão” tem como significado “parecido com Cristo”, “semelhante a Cristo” e foi dada aos servos do Senhor, pela vez primeira, em Antioquia, cidade onde Jesus nunca esteve (At.11:26). Ali, após um ano de estudos dos servos de Deus com o apóstolo Paulo, diante das atitudes e ações que passaram a ser praticados pelos integrantes daquela igreja, numa comparação entre suas ações e as ações de Jesus, divulgadas por meio da pregação do Evangelho, chegaram os incrédulos à conclusão de que aquelas pessoas viviam assim como vivera Jesus e, por isso, eram “parecidos com Cristo”, “semelhantes a Cristo”, i.e., “cristãos”. Será que se as pessoas descobrirem que “cristão” é alguém muito parecido com Cristo, irá nos chamar de “cristão”?

- Apresentar o “caráter cristão” é, portanto, algo indispensável na vida de quem serve a Deus. O próprio Senhor Jesus afirmou que aquele que crê nEle é transformado, passa da morte para a vida (Jo.5:24), das trevas para a luz (Jo.3:21). Quando a pessoa aceita a Cristo como seu Senhor e Salvador, nasce de novo (Jo.3:3), torna-se uma nova criatura (I Co.5:17; Gl.6:15), tem completa mudança de suas práticas e atitudes, pois o “homem velho” é despojado, dando lugar ao “homem novo” (Ef.4:22-24; Cl.3:8-10).

 - Jesus viveu entre nós também para nos deixar o exemplo, para que, na Sua Palavra, soubéssemos como Ele Se comportou diante das dificuldades e vicissitudes da vida debaixo do sol, a fim de que pudéssemos saber como proceder. Jesus, como diz o escritor aos hebreus, participou da carne e do sangue, para que pudesse expiar os pecados do povo e para nos poder socorrer (Hb.2:17,18). Tornou-se nosso irmão e, assim, se somos também irmãos dEle, devemos demonstrar ter a mesma filiação, o mesmo caráter, até porque, como afirmou o próprio Senhor, “toda a vara em Mim, que não dá fruto, a tira e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (Jo.15:2) e “se alguém não estiver em Mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo e ardem” (Jo.15:6).

 - Jesus, mesmo, primeiro tomou atitudes, praticou ações para depois, então, ensiná-las aos Seus discípulos, como nos deixa claro o evangelista Lucas no intróito do livro de Atos dos Apóstolos (At.1:1). Jesus, primeiro, começou a fazer e, em tendo feito, ensinou, com o exemplo, sermões e parábolas. Destarte, para que saibamos qual o caráter de Cristo, basta que analisemos o Seu ensino, que começa com o Seu exemplo.

 - Como já tivemos ocasião de dizer, no intróito deste trimestre letivo, o sermão de Jesus que sintetiza os ensinos do Senhor a respeito do caráter é o sermão do monte, mais precisamente, o sermão das bem-aventuranças, onde o Senhor Jesus ensina os Seus discípulos a respeito de quais são as qualidades que devem ostentar aqueles que são mais do que felizes, ou seja, os Seus servos, aqueles que, por terem crido nEle, desfrutarão da vida eterna.

 - Neste sermão, Jesus mostra como deve ser o Seu discípulo e, como Lucas nos ensinou, tudo o que o Senhor ensinou, Ele também o fez. Deste modo, se quisermos verificar qual é o caráter do Senhor Jesus, basta fazermos uma comparação entre o que disse ser bem-aventurança no sermão e o que Ele viveu enquanto esteve entre nós. Será este o curso de nosso estudo complementar. Que, ao término deste passeio entre os ensinos e os atos do Senhor, possamos repetir aquela intrigante pergunta do escritor norte-americano Charles Sheldon (1857-1946) e, antes de fazermos qualquer coisa, possamos nos indagar: “Em seus passos, que faria Jesus?”

 II – JESUS E AS QUALIDADES DO CARÁTER CRISTÃO ATINENTES AO RELACIONAMENTO COM DEUS

 - Como já tivemos ocasião de observar na primeira lição deste trimestre, cada bem-aventurança do sermão do monte corresponde a uma das qualidades do fruto do Espírito na descrição feita pelo apóstolo Paulo em Gl.5:22. Desta maneira, vemos que o salvo tem restabelecido o propósito divino para o homem, passando a frutificar (Gn.1:28) e uma frutificação abundante e permanente (Mt.13:23; Jo.15:16). Assim, o caráter de Cristo apresenta estas mesmas qualidades, pois o objetivo do discípulo é imitá-lO (I Co.11:1) e chegar a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo (Ef.4:13).

 - Estas qualidades do fruto do Espírito, que correspondem a cada uma das bem-aventuranças do intróito do sermão do monte, são, normalmente, divididas em três grupos, com três qualidades e/ou bem-aventuranças cada uma, num entrelaçamento com os dois grandes mandamentos mencionados pelo Senhor (Mt.22:37-40), a saber:

 a) qualidades atinentes ao relacionamento com Deus (1º grande mandamento): amor(bem-aventurança da humildade de espírito), gozo(bem-aventurança dos que choram) e paz (bem-aventurança dos pacificadores).

 b) qualidades atinentes ao relacionamento com o próximo (primeira parte do 2º grande mandamento): benignidade (bem-aventurança dos limpos de coração), bondade (bem-aventurança dos misericordiosos) e mansidão (bem-aventurança dos mansos).

 c) qualidades atinentes ao relacionamento consigo mesmo (segunda parte do 2º grande mandamento): longanimidade (bem-aventurança dos perseguidos por causa da justiça), fé (bem-aventurança dos injuriados e perseguidos) e temperança (bem-aventurança dos que têm fome e sede de justiça).

 - A primeira mudança que tem de ocorrer no caráter do que aceita a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador é o do seu relacionamento com Deus. Nascer de novo, passar da morte para a vida é voltar a ter comunhão com Deus, uma vez que o que fazia separação entre Deus e o homem, o pecado (Is.59:2; Jr.5:25), foi tirado pelo Cordeiro de Deus (Jo.1:29). É por este motivo que Jesus nos ensina que quem nasce de novo pode ver o reino de Deus (Jo.3:3), ou seja, já não há mais qualquer impedimento para que o salvo se submeta ao senhorio de Deus.

 - Não é por outro motivo que a primeira bem-aventurança mencionada pelo Senhor seja, precisamente, a dos “pobres de espírito” (humildes de espírito, na ARA), que corresponde ao amor, a primeira e mais importante das qualidades do fruto do Espírito. Amor não é um simples sentimento, mas um comportamento, o gesto de se submeter à vontade de Deus, de renunciar a si mesmo e aceitar que a vontade divina se estabeleça em nossa vida. Provamos que amamos a Deus quando fazemos o que Ele nos manda (Jo.15:14). Amar a Deus é guardar as Suas palavras (Jo.14:23,24). Só é do reino dos céus aquele que for “pobre de espírito”, ou seja, que renunciar a si mesmo e fizer tão somente aquilo que Deus quer que seja feito (Mt.5:3).

 - Jesus é o exemplo máximo da submissão à vontade divina. Quando veio ao mundo, no justo instante de Sua encarnação, diz o escritor aos hebreus, que assim Se expressou: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo Me preparaste. Holocaustos e oblações pelos pecados não Te agradaram. Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hb.10:5-7).

 - Ao Se fazer carne (Jo.1:14 “in initio”), o Verbo, que era Deus (Jo.1:1), cumpre a vontade divina, submete-se à vontade soberana, para que o homem pudesse ser salvo. Jesus, então, pode nos ensinar sobre “humildade de espírito”, porque, desde o instante mesmo de Sua encarnação, nada mais fez senão a vontade de Deus. Por isso, foi bem objetivo ao dizer que não tinha vindo abolir a lei, mas cumpri-la (Mt.5:17), tendo, aliás, sido o único a fazê-la em toda a história da humanidade.

 - Numa clara demonstração de que sempre foi uma pessoa humilde de espírito, Jesus, mesmo na adolescência e juventude, época em que a rebeldia e o inconformismo são uma constante na vida dos homens, mostrou-Se ser alguém sujeito aos Seus pais (um deles, aliás, meramente social) (Lc.2:51) e às tradições de Seu país (Lc.4:16), bem como às próprias autoridades, inclusive as estrangeiras (Mt.17:24-27; 22:21).

 - Jesus mandou que aprendêssemos dEle a humildade (Mt.11:29) e que, em nossas petições, sempre nos conformássemos à vontade de Deus (Mt.6:10). Ele, próprio, ao orar, sempre quis que a vontade de Deus fosse feita e não a dEle (Mt.26:42).

 - Jesus não era um líder revolucionário, como muitos procuram ensinar, nem tampouco uma pessoa que, por ter poder e autoridade, impunha-Se sobre os semelhantes, com poderio ou qualquer outra sorte de influência ou opressão sobre aqueles que O seguiam ou dEle Se aproximavam. Muito pelo contrário, enquanto Se submetia inteiramente à vontade de Deus, sempre respeitou o livre-arbítrio das pessoas, a ponto de, certa feita, ter liberado os Seus discípulos de segui-lO ante o duro discurso que proferira e que ocasionara a desistência e o abandono de muitos (Jo.6:60-69).

 - Tão importante era esta qualidade do Senhor, que, certa feita, disse que a Sua comida era fazer a vontade do Pai (Jo.4:34) e realizar a obra que Lhe fora dada. Era este o propósito único de Jesus — consumar a obra que o Pai Lhe havia dado (Jo.17:4). Fazer a vontade do Pai era glorificar o Pai e era este o objetivo buscado pelo Senhor em Seu ministério terreno.

 - Temos sido humildes de espírito? Temos querido fazer a vontade de Deus? Temos entendido que o sustento espiritual de cada um de nós é fazer a vontade de Deus e que, sem a realização do que Deus quer que façamos, não podemos glorificá-lO na Terra? Jesus fez a vontade de Deus e, por isso, também devemos fazê-la. Pensemos nisto!

 - A segunda qualidade do caráter cristão atinente ao nosso relacionamento com Deus é a alegria ou gozo, visto que “a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne.8:10 “in fine”). A alegria é um sentimento de satisfação por termos a companhia do Senhor, o Seu aconchego, o Seu consolo. Jesus, no sermão do monte, ensina-nos que bem-aventurados são os que choram, porque eles serão consolados.

 - Quando o homem se rende aos pés do Senhor, sente uma alegria. Vamos ao encontro de Deus porque sentimos tristeza em virtude do arrependimento pelos nossos pecados. “A tristeza segundo Deus opera arrependimento a salvação” (cfr. II Co.7:10). Quando sentimos o perdão dos nossos pecados e o Espírito Santo vem habitar em nós, recebemos a alegria do Senhor, resultado do nosso resgate por Ele (Jr.31:11-13).

 - Ao falar da segunda bem-aventurança, o Senhor nos mostra, claramente, que, ao contrário do que dizem os falsos pregoeiros da confissão positiva e da teologia da prosperidade, a vida cristã possui momentos difíceis, que nos levam a chorar. O crente, assim como Jesus, chora, não só porque enfrenta sofrimentos em virtude da sua disposição de servir a Cristo, como também porque, ao ver o aumento do pecado e da maldade no mundo, aflige-se, tem compaixão daqueles que, por não aceitarem a Cristo, caminham para a perdição eterna, assim como ocorria com o justo Ló (II Pe.2:8), até porque estamos a viver dias como os dias de Ló (Lc.17:28).

 - Entretanto, ao contrário do mundo sem Deus e sem salvação, o verdadeiro e genuíno cristão, embora tenha aflições neste mundo (Jo.16:33), sofra grandemente (e cada vez mais…), não só pelo que se lhe sobrevém, mas, também, porque, por amar o próximo, tem compaixão pelos que estão à sua volta, tem, também, a certeza do consolo do Senhor. O cristão não está só, tem em si e consigo o Consolador que foi enviado pelo Pai e pelo Filho (Jo.14:16-18), para nos fazer presente o “Deus de toda a consolação” (II Co.1:3).

 - Eis o motivo pelo qual o verdadeiro e genuíno servo de Deus é uma pessoa alegre, que sente a alegria do Senhor, apesar dos sofrimentos, das lutas e das dificuldades, a despeito das aflições pela maldade reinante e crescente no mundo. Vemos, pois, que o filho de Deus não é alguém que tenha prazer neste mundo, mas também não pode ser uma pessoa tristonha, desanimada e inconsolável. É alguém que sofre, padece, aflige-se, mas que sente a alegria íntima proveniente da consolação do Senhor.

 - Jesus é o exemplo cabal desta alegria espiritual. Não há qualquer passagem bíblica que informe que Jesus tenha dado uma risada, tenha sorrido, tendo, mesmo, sido estampadas algumas gravuras de Jesus sorrindo por parte daqueles que se levantam contra tudo que diga respeito às Escrituras. Entretanto, por duas oportunidades, ao menos, há registro de que Jesus tenha chorado (Lc.19:41; Jo.11:35). Ao mesmo tempo, vemos, em algumas oportunidades, registrado que Jesus sentiu compaixão (Mt.9:36; 14:14; 15:32; 20:34; Mc.1:41; 6:34; 8:2; Lc.7:13). Mas, também, vemos que Jesus não só sentiu (Lc.10:21) como tinha alegria (Jo.15:11; 17:13), alegria que dizia ser completa.

 - Vemos, portanto, porque a Bíblia não menciona que Jesus tivesse sorrido alguma vez, porque Ele sempre vivia alegria. Ele não só sentia, mas tinha alegria, uma alegria completa, que promete a todos aqueles que O servirem. Entretanto, esta alegria não significa momentos de satisfação, instantes passageiros de prazer, mas, bem ao contrário, é um estado permanente, resultado da comunhão que se tem com Deus. Verdade é que, em virtude do dia-a-dia, teremos aflições, sofrimentos, pois servir a Cristo é “tomar a sua cruz” (Mt.16:24; Mc.8:34; Lc.9:23), mas tudo isto não impede que sejamos alegres, pois a alegria do Senhor não é resultado daquilo que está à nossa volta, mas é algo perene, eterno, completo. Por isso, pode o crente repetir o que disse o apóstolo Paulo: “…estou cheio de consolação e transbordante de gozo em todas as nossas tribulações” (II Co.7:4b).

 OBS: É lamentável que muitos estejam se iludindo com invenções como a “risada santa”. Não é tempo de ficarmos a gargalhar sem motivo, mas, sim, de sentirmos a verdadeira alegria do Espírito Santo, alegria que se traduz numa vida de aflições, de compaixão, mas de consolo da parte do Senhor.

 - Jesus tinha alegria completa e esta alegria não se desfez, mesmo nos instantes em que chorou, estes, sim, momentos passageiros, resultado do amor ao próximo, da compaixão. Uma vez, Jesus chorou sobre Jerusalém, sabendo o significado da rejeição do Messias para o Seu povo, por quem havia vindo e a quem havia pregado o Evangelho. Outra vez, chorou ao ver a aflição e a tristeza das irmãs de Lázaro.

 - O choro é inevitável na vida do servo de Deus, pois tem ele amor a Deus e ao próximo e não consegue ficar indiferente ao sofrimento dos que o cercam. É alguém que tem compaixão, ou seja, sente aquilo que os outros estão sentindo. O choro é uma demonstração de sensibilidade espiritual e é extremamente preocupante vermos que as lágrimas estão desaparecendo na vida de muitos que cristãos se dizem ser. É uma clara evidência de que muitos estão se tornando insensíveis, estão a possuir corações de pedra, indo, portanto, na contramão da vontade de Deus (Ez.11:19; 36:26). Tomemos cuidado!

 - A terceira qualidade do fruto do Espírito, que nada mais é que o caráter cristão, atinente à relação do homem com Deus é a paz. Quando somos justificados pela fé em Cristo Jesus, quando temos o perdão dos nossos pecados, passamos ter paz com Deus (Rm.5:1) e, assim, desfrutamos também da paz de Deus (Fp.4:7; Cl.3:15). Paz é muito mais que ausência de conflitos, mas é uma tranqüilidade, um sossego, uma segurança que se tem, mesmo em meio às maiores dificuldades e adversidades, por se saber perdoado pelo Senhor e detentor da vida eterna. Como diz a poetisa sacra Fanny Jane Crosby (1820-1915), em frase que bem sintetiza este sentimento: “Que segurança, sou de Jesus” (hino 375 do Cantor Cristão).

 - Jesus nunca pecou (Hb.4:15) e, portanto, sempre teve esta paz com Deus, de tal modo que pôde dizer a Seus discípulos que a deixaria à nossa disposição (Jo.14:27), fazendo questão de afirmar que esta paz era bem diferente da paz oferecida pelo mundo. Cristo é o Príncipe da Paz (Is.9:6). Quando nasceu, os anjos que anunciaram o Seu nascimento, disseram que agora havia “paz na terra” (Lc.2:14). A paz de Cristo não é a ausência de conflitos, porquanto, como o próprio Jesus admite, a Sua presença geraria conflitos entre os homens (Mt.10:34). No entanto, é uma paz que existe mesmo em virtude dos conflitos, pois é a segurança e a tranqüilidade decorrentes do perdão dos nossos pecados, da nossa justificação. Temos a paz de Cristo porque sabemos que fomos retirados do charco de lodo e agora temos nossos pés firmados na rocha (Sl.40:2).

 - Sendo o Príncipe da Paz, Cristo trouxe e continua a trazer paz a milhões e milhões de homens. Não só estabelece a paz destes homens com Deus, como, mesmo tendo trazido conflitos entre os homens, na Sua vida, mesmo em momentos angustiantes para Si, promoveu a paz entre pessoas, como vemos no caso de Pilatos e Herodes, o tetrarca (Lc.23:12).

 - Precisamos promover a paz entre as pessoas, temos o dever de ser pacificadores. A paz de Cristo que dEle recebemos é para ser distribuída entre os que nos cercam. Muitos, baseados na assertiva do Senhor de que viria Ele a trazer espada e não paz, costumam justificar o mau comportamento que têm, já que são verdadeiras fontes de intrigas nos lugares que freqüentam, em especial, na igreja local. Jesus, porém, nunca promoveu dissensão. Apenas disse que, em virtude de Sua Palavra, haveria o surgimento de conflitos, já que muitos aceitariam a Sua Palavra e outros a rejeitariam, não havendo como se evitar a luta entre a luz e as trevas, mas, em momento algum, permitiu o Senhor que os conflitos se iniciassem pelo Seu discípulo. Muito pelo contrário, o apóstolo Paulo nos ensina que “…quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18b).

 III – JESUS E AS QUALIDADES DO CARÁTER CRISTÃO ATINENTES AO RELACIONAMENTO COM O PRÓXIMO

 - Jesus, no sermão do monte, também nos falou a respeito das qualidades que deve ter o Seu discípulo em relação ao próximo, que o Senhor mostrou ser o segundo grande mandamento, atribuindo a cada uma destas qualidades uma bem-aventurança. Vejamos, pois, qual o ensino de Cristo a respeito, tanto pelo Seu exemplo como pela Sua prédica.

 - A primeira qualidade atinente ao próximo é a benignidade, que é o querer bem ao próximo. Devemos querer bem a todos os homens, pois, afinal de contas, como o Senhor ensinou na parábola do bom samaritano, próximo é o outro, é qualquer outra pessoa.

 - Jesus, ao nascer, já demonstra benignidade. O coro angelical que veio anunciar o Seu nascimento afirmou que a vinda de Jesus era a prova da boa vontade de Deus para com os homens (Lc.2:14). Deus quer bem ao homem e, por isso, mandou o Filho para nos salvar. Como diz o poeta sacro Robert Hawkey Moreton (1844-1917): “Paz na terra aos homens, a quem quer Ele bem” (hino 33 do Cantor Cristão).

 - Todo o bem-querer do Senhor é mostrado na Sua exclamação a respeito de Jerusalém, aliás a única vez em que o nome desta cidade é repetido por duas vezes em todas as Escrituras, como a indicar uma sentença divina. Jesus, vendo a Sua rejeição por parte dos judeus, mostrou toda a Sua benignidade para com aquele povo, ao dizer: “…Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!…” (Mt.23:37b; Lc.13:34b).

 - A benignidade de Jesus é também demonstrada, entre outros episódios, no tratamento que dá a Judas Iscariotes no exato instante em que está sendo traído. O Senhor o chama de amigo (Mt.26:50), a demonstrar que, apesar de tudo o que estava se passando, de Judas já ter permitido o diabo tivesse posto em seu coração o desejo de traição (Jo.13:2), mesmo, assim, o Senhor o queria bem e mantinha o acesso a uma reconciliação, oportunidade, porém, que foi desperdiçada pelo discípulo. Vemos, também, na cruz, quando o Senhor pede perdão a todos os Seus algozes, a suprema manifestação da benignidade de Cristo em relação ao homem (Lc.23:34).

 - Outra manifestação da benignidade de Cristo está no episódio da cura do leproso, logo após o sermão do monte. Aquele homem se aproximou de Jesus e Lhe indagou se era de Sua vontade que ele fosse limpo e Jesus confirmou que assim o queria e, por isso, fez a cura (Mt.8:1-3). Neste gesto, o Senhor nos mostra que a Sua benignidade é o motivo de podermos ser purificados dos nossos pecados, já que a lepra é símbolo do pecado.

 - Jesus também quis bem a Pedro. O inimigo de nossas almas queria cirandá-lo como trigo para destruí-lo, mas o Senhor não rogou por ele, para que ele, ao final da “peneirada”, não só se fortalecesse, mas confirmasse os seus irmãos (Lc.22:31,32). O desejo do Senhor, como se vê, é sempre para o nosso bem (Rm.8:28).

 - A bem-aventurança mencionada por Cristo referente à benignidade é a dos limpos de coração. Somente pode querer bem ao próximo quem for limpo de coração, quem tiver o seu coração lavado no sangue de Cristo Jesus. Jesus nunca teve qualquer má intenção, jamais procedeu com malícia ou má-fé. É o Cordeiro sem defeito, sem mancha, simbolizado pelo cordeiro pascal (Ex.12:5,6), o pão sem fermento, ou seja, o pão asmo, o pão sem malícia e sem maldade (Ex.12:15; I Co.5:6-8). Temos nos limpado do fermento? Temos nossa consciência e nossa vontade purificadas pelo Senhor? Só os limpos de coração verão a Deus!

 - Mas, além do querer bem, Jesus também sempre apresentou a bondade, que é o fazer bem. O apóstolo Pedro, quando teve de sintetizar o ministério terreno de Cristo, fê-lo numa só frase: “andou fazendo bem” (At.10:38). Jesus não só queria bem aos homens, mas também fez bem a eles.

 - A bondade de Jesus é demonstrada em todas as Suas curas, sermões, ensinos e palavras proferidas ao longo do Seu ministério, ministério este que prossegue, pois a Bíblia nos diz que Ele está a interceder em prol dos transgressores (Is.53:12). A cada instante, temos visto a manifestação da bondade do Senhor, sempre fazendo o bem aos homens, tanto que tudo quanto sucede aos que O amam e são chamados pelo Seu decreto é para o seu bem (Rm.8:28). Certíssimo está o poeta sacro Joel Carlson ao dizer: “Meu Jesus, Tu és bom, Tu és tudo pra mim” (hino 25 da Harpa Cristã).

 - A bem-aventurança referente à bondade é a bem-aventurança dos misericordiosos, pois a misericórdia nada mais é que a bondade em ação, o fazer bem. Quem é misericordioso, alcança misericórdia. Como podemos pretender ter o bem de Deus e do próximo, se não fazemos bem a ninguém?

 - Temos sido bons? Temos feito o bem? As Escrituras afirmam que quem sabe fazer o bem e não o faz, peca (Tg.4:17), como também que o verdadeiro e genuíno servo do Senhor é alguém que não se cansa de fazer o bem (Gl.6:9; II Ts.3:13). Igualmente, diz que é o ímpio que deixa de fazer o bem (Sl.36:3) e conclama o povo desviado de Judá, que era abominável ao Senhor, nos dias de Isaías, a aprender a fazer o bem (Is.1:17). Em que situação nos encontramos ante a Palavra de Deus?

 - A terceira qualidade que Jesus ensina ser necessária a Seus discípulos no sermão do monte e que diz respeito ao relacionamento com o próximo é a mansidão. Jesus, mesmo, disse que deveríamos aprender dEle que é manso de coração (Mt.11:29).

 - A identificação de Jesus com o cordeiro é a maior demonstração de Sua mansidão. Jesus não era apenas Cordeiro porque haveria de ser imolado para pagar o preço do pecado do mundo (Jo.1:29; I Jo.2:2), mas também porque os ovinos são animais que externam brandura, mansidão e submissão. Com efeito, os ovinos são animais dóceis e sem qualquer mecanismo natural de defesa, motivo pelo qual sempre foram associados à idéia de inocência.

 - Jesus sempre demonstrou mansidão, notadamente nos momentos mais angustiantes e difíceis por que passou, quando de Sua paixão e morte. Nesta oportunidade, comportou-se como uma ovelha, mantendo-se calado, sem abrir a Sua boca, precisamente como fazem as ovelhas quando vão para o matadouro (Is.53:7; Mt.27:14; At.8:32).

 - Em todas as ocasiões, vemos o Senhor agindo com brandura, de forma mansa, aproximando-se de todos aqueles que eram marginalizados e desconsiderados pela sociedade, como também tratando os grandes e até mesmo os que vinham com péssimas intenções com toda civilidade e sabedoria, jamais demonstrando irritação, nervosismo ou dureza de palavra. Mesmo quando proferiu sermões contundentes, como o constante do capítulo 23 de Mateus, jamais se dirigiu com rispidez a quem quer que seja, também não tendo sido indelicado com qualquer pessoa no episódio dos vendilhões do templo, onde atacou e foi extremamente enérgico com a profanação da casa, mas, em hipótese alguma, atingiu qualquer ser humano, pois era manso de coração.

 - Somos mansos de coração? Temos aprendido com o Senhor Jesus ou continuamos a “cabular” estas aulas de mansuetude, revelando-nos ríspidos, grosseiros, indelicados, irritadiços e nervosos? Temos permitido que o estresse nos domine a ponto de perdermos toda a mansidão? Somos ovelhas do Senhor ou mais parecemos cabritos escandalosos e reclamões? Pensemos nisto!

 IV – JESUS E AS QUALIDADES DO CARÁTER CRISTÃO RELACIONADOS COM O PRÓPRIO HOMEM

 - Mas há ainda outras três qualidades no caráter cristão, qualidades estas referentes ao relacionamento conosco mesmos, pois o segundo grande mandamento fala de amarmos o próximo como a nós mesmos, ou seja, há uma necessidade de nos amarmos a nós mesmos, não o amor egocêntrico e individualista que caracteriza os dias atuais, mas um amor que é exercido sob o domínio do Espírito Santo, um amor que reflete a nossa submissão a Cristo.

 - No sermão do monte, Jesus fala destas qualidades, a começar pela longanimidade ou paciência, a capacidade de suportar os dissabores e infelicidades, a calma para esperar o que tarda. Jesus sempre externou esta virtude em Seu ministério terreno. Era alguém que sabia esperar a hora de todas as coisas (Mt.26:45; Mc.14:41; Lc.22:14; Jo.2:4; 4:21,23; 5:25,28; 12:27; 13:1; 16:32; 17:1), alguém que tinha pleno conhecimento do significado de cada hora, porque sabia que o Senhor estava no controle de todas as situações.

 - Ter paciência ou longanimidade (o longo ânimo) é aprender a agir no “tempo de Deus” e não no tempo de nossos desejos, de nossa própria vontade. A paciência é resultado do domínio de Cristo sobre nós, é uma conseqüência direta de termos renunciado a nós mesmos e passado a fazer a vontade de Deus, um desdobramento da nossa “humildade de espírito”.

 - Vivemos dias em que tudo se dá em “tempo real”. Onde o imediatismo domina os seres humanos, que querem tudo para agora e já. Há mesmo aqueles que afirmam que “o Senhor é JÁ” (Sl.68:4), “exigindo” de Deus providências imediatas, no tempo de suas vontades e não no tempo de Deus, esquecidos que “JÁ” (todas as letras maiúsculas, perceberam?), nada mais é que uma forma poética do nome de Deus (Javé), nada tendo que ver com a palavra portuguesa “já”.

 - O resultado este imediatismo é a precipitação, que é a tomada de decisão sem reflexão, atitude incompatível com quem tem a vida sob o controle do Senhor, que não é, nestes casos, sequer consultado. A precipitação é uma atitude típica do inimigo de nossas almas, que vem sendo precipitado ao longo de sua trágica jornada, que o levará de diante do trono de Deus até o logo de fogo e enxofre (Ez.28:16; Lc.10:18; Ap.12:9; 20:10). Nós, porém, não temos nada com ele e, portanto, não podemos, em absoluto, abandonar a longanimidade e trocá-la pela precipitação, pois o homem precipitado é pior do que o tolo (Pv.29:20), o homem de ânimo precipitado exalta a loucura (Pv.14:29). O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv.9:10) e, portanto, não há como se dizer servo de Deus se não se tiver a longanimidade, a paciência, que é o oposto da precipitação.

 - Como temos nos comportado? Temos nos rendido ao imediatismo do mundo atual? Temos querido as coisas para já e agora, inclusive diante de Deus? Tomemos cuidado, pois devemos possuir as nossas almas em nossa paciência (Lc.21:19). Peçamos a Deus, que é Deus de paciência (Rm.15:5), que nos conceda este Seu sentimento, visto que temos de ter a paciência de Cristo (II Ts.3:5).

 - A bem-aventurança correspondente à paciência ou longanimidade é a bem-aventurança dos perseguidos por causa da justiça. Por servirmos a Cristo, seremos perseguidos neste mundo e devemos ter longo ânimo. Aliás, são as tribulações que produzem em nós esta qualidade do fruto do Espírito (Rm.5:3). Quando o Senhor permite que sejamos alvo de perseguição, desenvolve em nós a paciência, faz-nos entrar na sintonia com o tempo de Deus, para que, já vivendo no seu tempo, desde já desfrutemos da sensação da vida eterna.

 - A segunda qualidade relacionada conosco mesmos que Jesus apresenta no sermão do monte como elemento integrante do caráter de Seus discípulos é a fé ou fidelidade, ou seja, a lealdade, o compromisso de manter o pacto firmado com o Senhor até o fim. Também é esta fé um desdobramento de nossa submissão a Cristo. Quando Lhe entregamos a nossa vida, assumimos o compromisso de Lhe servirmos até o fim. “Sê fiel até a morte”, determina o Senhor (Ap.2:10).

 - Jesus demonstrou sublime e inigualável fidelidade ao Pai. O compromisso assumido de tudo cumprir foi plenamente realizado. Jesus cumpriu a lei (Mt.5:17), como, também, todas as Escrituras (Jo.19:28), tendo, por isso, podido falar que havia consumado a obra que Lhe fora dada a fazer (Jo.17:4). Por mais de uma vez, os homens tentaram encontrar nEle alguma falha, algum defeito (Mt.22:15; Mc.12:13; Lc.20:20), mas não tiveram êxito, porque o Cordeiro de Deus Se apresentou sem mancha, sem mácula, para ser oferecido pelos pecados de todo o mundo (Mt.27:24; Hb.7:26).

 - Jesus foi fiel ao Pai até a morte e, por isso, teve Seu nome exaltado sobre todo o nome (Fp.2:8,9). E, agora, quando Se aproxima o dia em que cumprirá outra de Suas promessas, a de vir arrebatar a Sua Igreja (Jo.14:3), está a perguntar a cada um de nós:”… Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra?”(Lc.18:8b).

 - Se nos mantemos continuadamente debaixo do senhorio de Cristo, de fazemos a Sua vontade, seremos fiéis ao Senhor, cumpriremos o nosso compromisso diante de Deus, o serviço que Ele tem nos determinado fazer, aceitando, assim, a feliz e oportuna recomendação que Paulo fez a Timóteo: “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (II Tm.4:5). Vemos, pois, que a fidelidade a Deus exige de cada um de nós a sobriedade, ou seja, o equilíbrio, a seriedade em todas as coisas, a pregação do Evangelho, que deve começar pela nossa vida, pelo nosso testemunho e, por fim, que se faça exatamente aquilo que Deus tem nos determinado fazer, o nosso ministério.

 - A bem-aventurança correspondente à fidelidade ou fé é a bem-aventurança dos injuriados e perseguidos, daqueles que, por causa de Jesus, são alvo de mentiras e de histórias fantasiosas que denigrem a sua reputação. Não nos iludamos: jamais seremos bem vistos pelo mundo, pois, se somos o bom cheiro de Cristo, este cheiro significará condenação para muitos e vida para poucos (cfr. II Co.2:15-17).

 - Muiitos não estão dispostos a pagar o preço da incompreensão, da calúnia, da oposição ferrenha e, por isso, não são mais fiéis ao Senhor. Preferem ser simpáticos, populares, agradáveis e, para obter isto, abandonam o vitupério de Cristo, trocando-o pelos tesouros do Egito (Hb.11:26). Mas o verdadeiro e genuíno cristão sai fora do arraial e leva o vitupério de Cristo (Hb.13:13). Devemos nos alegrar e exultar quando, com mentiras, nos caluniarem e nos perseguirem por causa de Cristo Jesus. Estaremos seguindo, assim, as Suas pisadas, pois quem quer servir a Jesus não pode querer agradar os homens (Gl.1:10).

 OBS: Prestemos atenção. O vitupério de Cristo leva as pessoas a mentirem para caluniar e injuriar os verdadeiros e genuínos cristãos. Não confundamos esta bem-aventurança com os escândalos em que estão envolvidos cada vez maior número de falsos mestres, apóstolos e profetas dos nossos dias, pessoas que são desmascaradas, sobre as quais não se falam mentiras, mas cuja hipocrisia é evidenciada. Afastemo-nos destes (II Tm.3:5) e jamais consintamos com o que praticam, pois, senão, seremos participantes do mesmo pecado (Rm.1:32).

 - Por fim, temos a terceira qualidade referente ao relacionamento conosco mesmos, a temperança ou autodomínio ou, ainda, domínio próprio. Somente quem entregou sua vida a Cristo adquire domínio sobre si mesmo, pois estará sob o domínio do Espírito Santo, que, em comunhão com o seu espírito, promoverá este autocontrole. Aquele que está em pecado não faz o que quer, mas, sim, o que o pecado que nele habita deseja (Gn.4:7; Rm.7:14-20).

 - Jesus, como nunca pecou, nunca perdeu o domínio de Si mesmo. Sempre Se controlou, mesmo quando era injuriado, incompreendido, desafiado. Com imensa sobriedade, equilíbrio e controle de Si, Jesus enfrentava os Seus adversários, fossem eles demônios, fariseus, saduceus, herodianos ou, mesmo, os de sua própria casa. Jesus sempre teve o controle de Si nas diversas situações que enfrentou.

 - Quando Seus “pais” o interpelaram, naturalmente nervosos e alterados, quando O acharam no templo, Jesus, simplesmente, respondeu-lhes que deveria tratar dos negócios de Seu Pai e, sem qualquer revolta ou resistência, acompanhou-os, sendo-lhes sempre sujeito (Lc.2:49-51). Quando os discípulos se desesperaram, pois estavam na iminência da morte, clamando ao Senhor que, durante toda aquela confusão, dormia calmamente, o Senhor, de modo tranqüilo e equilibrado, mandou que tudo aquilo cessasse (Mc.4:38-41). Também não demonstrou nenhum descontrole ao verificar que a multidão que lhe ouvia estava faminta, tendo, ademais, diante da perplexidade dos discípulos que não sabiam o que fazer, tido a calma suficiente para mandar que todos se assentassem e de forma ordenada e isto por duas vezes (Mt.14:15-21; 15:32-38).

 - Soube, também, o Senhor se conter nos momentos angustiantes de Sua paixão e morte, principalmente na ceia, quando pôde verificar todo o trabalho do inimigo no coração de Judas Iscariotes e, mesmo assim, tê-lo mandado fazer o que tinha de fazer, numa demonstração de autodomínio e de temperança inigualáveis. Mas, como diz o escritor aos hebreus, Jesus “…suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hb.12:2) e, mais do que isto, durante todo o Seu ministério, suportou as contradições dos pecadores contra Si mesmo, com o único objetivo de nos deixar o exemplo, para que não venhamos a enfraquecer, desfalecendo em nossos ânimos (Hb.12:3).

 - A bem-aventurança correspondente à temperança é a dos que têm fome e sede de justiça, pois eles serão fartos. Vale a pena sofrermos aqui tudo por causa de Cristo, termos de ter o autodomínio, o equilíbrio, o domínio de si mesmo. Num mundo que cada vez mais privilegia a incontinência, a ausência de limites, a total falta de parâmetros e referências, vejamos o exemplo de Cristo e nos apresentemos comedidos, equilibrados, debaixo da potente mão de Deus, controlando as paixões e os desejos, a fim de que possamos alcançar a vitória e possamos nos sentar com o Senhor no Seu trono (Ap.3:21).

 - Somos moderados? Temos autocontrole? Temos domínio de nós mesmos, ou não conseguimos impedir a natureza pecaminosa, que deveria estar crucificada com Cristo, imperar em nossas vidas? Muitos, na atualidade, procuram esconder este domínio da carne em suas vidas com manifestações pseudo-espirituais, em que há carnalidade pura, onde a incontinência, o desequilíbrio são uma constante. Afastemo-nos destes “falsos espirituais”, cuja carnalidade nos faz lembrar os “santos” da igreja de Corinto (I Co.3:1-3) ou os “atrasados” mencionados pelo escritor aos hebreus (Hb.5:12-14).

 - Quando, para “sentirem o poder de Deus”, as pessoas passam a necessitar de coisas desarrazoadas, de movimentos estranhos, de bizarrices, de invenções, de “descarregos”, de adrenalina, enfim, de emocionalismos e “impactos”, temos a verificação de que há muito já estão fora do modelo de Cristo, porque mostram não ter equilíbrio, não ter moderação, ou seja, terem sucumbido ao domínio da carne. Tomemos cuidado!

 V – AS CRÍTICAS QUE FIZERAM A JESUS E COMO PODEMOS APRENDER COM ELAS

 - Ao longo das lições deste trimestre, não só aprendemos com as qualidades dos homens e mulheres cujas vidas estudamos nas Sagradas Escrituras, como também procuramos, através das falhas que tiveram, também daí ter contra-exemplos que nos servissem para o aprimoramento do nosso caráter cristão.

 - Evidentemente, em se tratando do Senhor Jesus, o único homem que cumpriu a lei, o único homem que jamais pecou, não há qualquer contra-exemplo a ser verificado, pois Ele é perfeito, em Sua boca jamais se achou engano (I Pe.2:22).

 - No entanto, como Jesus estava no mundo mas não era do mundo (Jo.17:14,16), o mundo O aborreceu (Jo.15:18), visto que não há comunhão entre a luz e as trevas (Jo.3:19-21). Assim, embora Jesus jamais tenha pecado, Seu comportamento foi severamente criticado pelo mundo, críticas estas que tão somente servem de reforço e confirmação da vida de santidade que o Senhor teve enquanto esteve entre nós, para nos deixar como exemplo (Jo.17:19).

 - Como temos de imitar a Cristo, é fundamental que saibamos que as mesmas críticas que Jesus sofreu, também nós sofreremos (Jo.15:19). Sermos vítimas de injúrias, calúnias, oposições e toda sorte de ódio por parte do mundo é algo que deve ser visto como normal para quem serve a Deus, devendo, mesmo, ser motivo de alegria espiritual (Mt.5:11,12). Quando estivermos adequados aos padrões mundanos, tomemos cuidado, pois isto é sinal de que não estamos a servir corretamente ao Senhor (Lc.6:26).

 - Por isso, afigura-nos oportuno verificar quais as principais críticas que se fizeram a Jesus, a fim de que verifiquemos se também estão a nos criticar pelos mesmos motivos. Se não formos criticados da mesma forma que foi Jesus, então necessitaremos reavaliar nossa conduta, pois temos de ser semelhantes a Cristo, temos de ser cristãos e o verdadeiro cristão, como ensina o apóstolo Pedro, por causa da consciência para com Deus, sofre agravos, padecendo injustamente (I Pe.2:19), devendo sempre, quando se falar mal dele, ser um motivo de glorificação a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que forem nele observadas (I Pe.2:12).

 - A primeira crítica que Jesus sofreu registrada nas Escrituras veio da parte da Sua própria mãe, que o censurou por ter Ele ficado no templo, ouvindo e interrogando os doutores. À crítica de Sua mãe, o Senhor respondeu que convinha que Ele tratasse dos negócios de Seu Pai (Lc.2:48,49).

 - O mundo sempre nos criticará por estarmos a tratar dos negócios do Pai. Muitos nos criticam porque participamos de uma igreja local, porque nos envolvemos com o trabalho do Senhor em seus múltiplos aspectos (reuniões na igreja local, visitas, trabalhos de evangelização, cultos domiciliares, tempo para oração e leitura da Bíblia Sagrada), dizendo que o servo de Deus “não aproveita a vida”, “não se diverte”, “não tem lazer”, “não se distrai”. Por causa destas críticas, muitos até não mais se envolvem como antigamente, preferindo “descansar um pouco”, abandonando o “fanatismo” dos tempos de outrora.

 - No entanto, benditos são aqueles que continuam a ser criticados como Jesus o foi. Temos de dar prioridade às “coisas de cima”, porque estamos mortos para o mundo e vivemos para Deus (Cl.3:1-3). Evidentemente que o cuidado com as coisas do Senhor não significa abandono de nossos deveres familiares, que são prioritários em relação à igreja local (lembremo-nos que, na mesma passagem, Jesus deixou o templo e foi retornar ao convívio com seus pais em Nazaré, sendo-lhes sujeito), nem tampouco negligência para com nossas obrigações na sociedade, até porque o bom testemunho é a principal e mais eloqüente demonstração de que somos instrumentos para a glorificação do nome do Senhor, mas jamais podemos ceder às críticas e, assim como Demas, amar o presente século e abandonar a obra do Senhor (II Tm.4:10). Não nos esqueçamos, ainda, de que quem lança sua mão ao arado e olha para trás é apto para o reino de Deus (Lc.9:62).

 - A segunda crítica que vemos dirigida contra Jesus foi feita pelos seus “conterrâneos” de Nazaré, quando ali foi, pela vez primeira, após o início de Seu ministério público. Ao vê-lO pregar na sinagoga com autoridade e excelência, os nazarenos se escandalizaram nEle (Mt.13:57), porque sua incredulidade (Mt.13:58) não os permitia admitir que aquele carpinteiro (Mc.6:3), que o filho do carpinteiro (Mt.13:55), que o filho de José (Lc.4:22) pudesse ter a graça de Deus.

 - Podemos denominar esta segunda crítica de “inconformismo com a transformação” ou “incredulidade dos íntimos”. Os nazarenos não aceitavam que Jesus tivesse deixado de ser apenas o filho do carpinteiro, Aquele que vivera pacatamente entre eles. Como poderia um carpinteiro demonstrar sabedoria espiritual? Como poderia ter autoridade no manejo da Palavra de Deus? Ele não era assim e não poderia ter mudado. De igual modo, muitos cristãos sofrem estas críticas, têm lançado em rosto a sua vida passada e, em nome desta vida passada, muitos descrêem dele, principalmente aqueles que convivem muito de perto com ele, máxime familiares e amigos com certa intimidade.

 - A crítica dos da própria casa, dos da própria pátria é extremamente doída, mas deve ser enfrentada. Os irmãos de Jesus não criam nEle (Jo.7:5) e o Senhor não Se esqueceu de nos alertar que os maiores inimigos são os da própria casa (Mt.10:36), repetindo, aliás, o que falara o profeta Miquéias (Mq.7:6). Temos de aprender a conviver com estes problemas, não nos deixando esmorecer se, em casa, não se têm tantas maravilhas quanto lá fora (Mt.13:58), se há mesmo desejo de nos precipitar morro abaixo (Lc.4:29). Devemos manter a nossa jornada para o céu, retirando-se do meio deles se houver um indevido acalorar de ânimos, pois eles podem se escandalizar em nós, mas não podemos nos escandalizar por causa deles. Sejamos, porém, persistentes na conversão dos nossos, pois é nosso dever precípuo, lembrando-se de que Jesus, antes de partir para a glória, ganhou a Sua família, tanto que estava ela, no cenáculo, orando, buscando o batismo com o Espírito Santo (At.1:14).

 - Observemos que esta crítica resulta da mudança de atitudes que apresentamos entre os que desfrutam de nossa intimidade. Não confundamos esta crítica com a que muitos estão a fazer na atualidade mas que nada tem que ver com mudança de atitudes, mas, precisamente, o contrário, ou seja, o fato de a pessoa se dizer salva em Cristo Jesus e continuar a praticar as mesmas coisas que antes. Esta crítica, que é denúncia de hipocrisia, jamais foi feita a Cristo e, portanto, jamais poderá ser feita por nós. Quando alguém que desfruta a intimidade de alguém vem e diz que a pessoa tem “duas caras”, isto não é crítica que demonstre o padecimento de um verdadeiro cristão, mas é tão somente uma demonstração de que a pessoa criticada é, sim, um instrumento de escândalo, e que, como tal, sofrerá terrivelmente diante do Senhor (Mt.18:7).

 - Terceira crítica que se observa no ministério de Jesus é a proveniente dos demônios e espíritos malignos que, ao longo do ministério terreno de Nosso Senhor, manifestavam-se em “falsos elogios”, em adulações, tendentes tão somente a criar vaidade, a despertar, em Cristo, orgulho. Assim, por exemplo, na sinagoga de Cafarnaum, um demônio O chamou de “o Santo de Deus” que havia vindo para destruir os demônios (Lc.4:33-35), ou então, a legião que estava no endemoninhado gadareno, que chamou a Cristo de “Filho do Deus Altíssimo” (Mc.5:7).

 - A estas críticas, a estas lisonjas dos espíritos malignos, Jesus jamais deu confiança, tão somente mandando-os calar e os repreendendo. Devemos tomar muito cuidado com estas “críticas construtivas”, verdadeiras ciladas do adversário que tenta inchar os servos de Deus que, inchados, envaidecidos, orgulhosos, cairão da graça de Deus, muitos até apostatando da fé. Não podemos perder a humildade de espírito e devemos sempre estar vigilantes para não sermos enganados pelos ardis de Satanás. Lembremo-nos de Paulo que, igualmente atacado por esta crítica demoníaca, repreendeu o demônio que se encontrava naquela pobre moça em Filipos (At.16:17,18).

 - Quarta crítica que vemos feita comumente a Cristo Jesus é a atinente à inobservância do formalismo da lei. Embora tenha sido o único a cumprir a lei, Jesus, certamente, foi a pessoa mais acusada de ter quebrado a lei. O que se criticava em Cristo, porém, era o Seu desapego ao formalismo, a eliminação de todos os mandamentos de homens, do fardo pesado que se impunha aos homens, de uma religiosidade vazia e sem sentido, de um santidade meramente externa e hipócrita. Por isso, criticaram Jesus por curar no sábado (Lc.13:14), por permitir que Seus discípulos pegassem espigas no sábado para se alimentar (Mt.12:1,2), por permitir que Seus discípulos não jejuassem duas vezes por semana, como mandava a tradição (segundas e quintas-feiras) (Mc.2:18; Lc.18:12), por permitir que Seus discípulos não lavassem as mãos (Mt.15:2). Em todas estas críticas, o que vemos é o apego ao formalismo e às tradições, sem qualquer preocupação com a finalidade e o propósito da lei, que era o de viver e ter juízo, misericórdia e fé (Mt.23:23).

 - O verdadeiro discípulo de Cristo, portanto, é alguém que não está preso a formalismos, a tradições, a uma religiosidade vazia e sem sentido. Vive sendo criticado porque é simples, porque não permite que se lhe imponham fardos difíceis de carregar (Mt.23:4). É um pessoa que não se importa em ser visto pelos homens, nem procura demonstrar uma religiosidade aparente. O servo de Deus é criticado porque não quer aparecer, não é um “aparecido de Jesus”, mas alguém que faz, em suas atitudes, que Jesus apareça nele, pois, com cara descoberta, reflete como um espelho a glória do Senhor (II Co.3:18).

 - Recebemos esta crítica por parte dos religiosos, dos modernos fariseus, dos hipócritas? Ou, pelo contrário, somos enaltecidos pela nossa pompa e circunstância? Tomemos cuidado!

 - Quinta crítica feita a Cristo é a de que convivia com os excluídos da sociedade religiosa da época, que comia e bebia com pessoas marginalizadas pela sociedade, tais como os publicanos e demais classes de “pecadores” (Mt.9:11; 11:19; Mc.2:15,16; Lc.6:30;7:34; 15:1). A estas críticas, respondeu Jesus que havia vindo para os enfermos espirituais, para aqueles que estavam perdidos, pois era esta a Sua missão, não tendo deixando, ainda, de asseverar que, por crerem, publicanos e meretrizes entrariam adiante deles religiosos no reino de Deus (Mt.21:31,32).

 - O servo de Deus também é criticado porque não aceita os preconceitos culturais, porque vê em cada ser humano uma alma preciosa, mais valiosa que o mundo inteiro (Sl.49:8), que tem de ser alcançada. O verdadeiro e genuíno filho de Deus sabe que o amor supera todas as barreiras a fim de levar ao mundo a verdade do Evangelho. Sem compactuar com o pecado, vai-se ao encontro do pecador, levando até ele a mensagem da salvação na pessoa de Cristo Jesus, a proposta de arrependimento dos pecados e conversão.

 - É muito triste, porém, vermos que, na atualidade, muitos não resistem a tais críticas e se amoldam aos preconceitos e paradigmas estabelecidos por uma cultura impregnada do pecado e que, embora levante argumentos para manter as pessoas distantes dos excluídos, não tem qualquer objeção a uma tolerância e convivência com o pecado, este, sim, que deve ser combatido e extirpado. Mantenhamo-nos como Nosso Senhor, sendo portadores deste médico que está pronto a curar os enfermos espirituais.

 - Sexta crítica sofrida por Jesus veio da parte dos Seus próprios discípulos e está relacionada à “dureza do discurso”. Em meio a um sermão em que Jesus ensinava a respeito do compromisso que se deve ter na vida espiritual, no significado da comunhão com Ele, muitos O abandonaram, dizendo que aquele discurso era muito duro e que ninguém conseguiria ouvir (Jo.6:60,66). A estas críticas, Jesus respondeu que Suas palavras são “espírito e vida”, não servindo, pois, à satisfação da carne, isto é, da natureza pecaminosa do homem (Jo.6:63). A palavra é o martelo que esmiúça a penha (Jr.23:29), que causa uma verdadeira implosão no ser humano, rompendo todas as suas estruturas, fazendo surgir um novo homem, como costuma ensinar o professor Aristóteles Torres de Alencar Filho.

 - Servir a Cristo é crer nesta Palavra e, portanto, não só vivê-la, mas também pregá-la. Os ouvidos daqueles que não crêem e que não querem mudar o seu jeito de ser não suportarão esta mensagem e, certamente, abandonarão o grupo e correrão atrás de falsos doutores que lhes digam exatamente aquilo que querem ouvir, uma mensagem que esteja de acordo com a sua vida pecaminosa (II Tm.4:3).

 - Não podemos, assim como Jesus, porém, ficarmos preocupados com quantidade. Não importa se muitos abandonam a Cristo, o importante é que a Ele preguemos, ao Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gregos (I Co.1:23). Quer ouçam, quer deixem de ouvir (Ez.2:5,7; 3:11), devemos falar a verdade, que, como diz dito popular, “sempre dói nos ouvidos”. É nosso dever pregar a verdade e ai de nós se não anunciarmos o Evangelho (I Co.9:16).

 - Lamentavelmente, na atualidade, muitos são os que sucumbem a estas críticas de “dureza de discurso” e, por causa disto, criaram um “evangelho light”, um evangelho onde não mais se combate o pecado, onde se busca agradar aos homens, onde se banqueteiam com as gorduras da impiedade, onde o que vale é a simpatia e a popularidade, alisando-se uns aos outros e, por causa disto, ultrapassando até os feitos dos malignos (Jr.5:28). A resposta de Deus a esta gente é uma só: “Não castigaria eu estas coisas?” (Jr.5:29 “in initio”). Tomemos cuidado!

 - Sétima crítica que traremos aqui a análise que se fez a Cristo foi com relação a Seu desapego às coisas materiais. Ao ensinar que não se poderia servir a Deus e às riquezas, porque ou há de se servir a um ou a outro, o Senhor sofreu a zombaria dos fariseus, que eram avarentos (Lc.16:13,14). Jesus jamais Se preocupou com a acumulação de riquezas, não tendo sequer onde reclinar a Sua cabeça (Mt.8:20; Lc.9:58). Viveu como pobre (II Co.8:9), nada tendo adquirido ao longo da Sua vida terrena, desde o nascimento, quando ocupou uma manjedoura emprestada, até a morte, quando também ocupou um sepulcro por empréstimo.

 - Com isto, Jesus nos mostrou que não devemos confiar nem buscar as riquezas deste mundo, mas, sim, construir um tesouro no céu (Mt.6:19-21). Ademais, o fato de não ter enriquecido, não foi obstáculo algum para que Jesus trabalhasse como carpinteiro até o início de Seu ministério público, como também que se servisse de dinheiro para realizar a Sua obra. Entretanto, não tinha nisto o Seu coração nem trocou Deus por Mamom.

 - Temos recebido estas críticas nesta sociedade consumista dos nossos dias? Somos considerados “tontos”, “bobos” porque não buscamos consumir, consumir e consumir? Ou, infelizmente, estamos, também, a servir a Mamom, como estavam os fariseus, mesmo em sua religiosidade? A propósito, muitos são os que, na atualidade, servem a Mamom e, para tanto, falam em nome de Jesus. Livremo-nos destes que estão a devorar as casas das viúvas (Mt.23:14) e a entregar as ovelhas à rapina (Ez.34:8), pois o Senhor contra eles está (Mt.23:14; Ez.34:10).

 - Que as críticas que fizeram a Nosso Senhor e que são confirmação de Seu caráter santo e inigualável, possam também ser feitas por nós. Sabemos que não é fácil a vida cristã, que se trata de um caminho apertado, de uma porta estreita, mas porfiemos por nele andar, por nela entrar (Mt.7:13,14), pois, seguramente, o que nos está reservado é muito maior do que podemos imaginar(Rm.8:18;I Co.2:9). Estamos prontos, depois deste trimestre, a melhorar os nossos caminhos? Que todos possam dizer Amém!

 BIBLIOGRAFIA DO TRIMESTRE

 A bibliografia diz respeito aos estudos de todo o terceiro trimestre de 2007, não contendo bíblias e bíblias de estudo consultadas, bem assim textos esporádicos, notadamente fontes eletrônicas, cujas referências foram dadas no instante mesmo de suas utilizações.

 BORGER, Hans. Uma história do povo judeu: de Canaã à Espanha. São Paulo: Sêfer, 1999. v.1

 CARTER, Joseph. Os evangelhos apócrifos. Trad. Vani Inge Burg. São Paulo: Editora Ísis, 2004. 251p.

 CHAMpLIN. Russell Norman. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2001. 6v.

 _________________________. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Candeia, 1995. 6v.

 GRYLAK, Moshe. Reflexões sobre a Torá. Trad. Marcelo Firer. Rev. Jairo Fridlin, Carlo André L. Carrenho e Betty Rojter. 2 ed. São Paulo: Sêfer, 2002. 297p.

 JOSEFO, Flávio. História dos hebreus. Trad. Vicente Pedroso. Rio de Janeiro: CPAD, 1990. 3v.

 KITCHEN, K.A. Efraim(geográfico). In: DOUGLAS, J.D. O novo dicionário da Bíblia. Trad. João Bentes, v.I, pp. 461-2.

 MELAMED, Meir Mitzliah. Torá: a lei de Moisés, enriquecida pelos comentários do rabino Menahem Mendel Diesendrck. São Paulo: Sêfer, 2001. 685p.

 NOBRE Alcorão: tradução do sentido para a língua portuguesa. Trad. Helmi Nasr, com colaboração da Liga Islâmica Mundial em Makkah Nobre. Al-Madinah Al-Munauarah: Complexo Rei Fahd(imp.), 2005.

 SILVA, Osmar José da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade. São Paulo: s.e., 2001. 7v.

 MITH, B.L. Elias. In: DOUGLAS, J.D. (org.). O novo dicionário da Bíblia. Trad. João Bentes, v.I, pp. 491-3.

 WARREN, Rick. Uma vida com propósitos: você não está aqui por acaso. Trad. Josué Monteiro dos Reis. São Paulo: Vida, 2003. 294p.

 Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

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O PAPEL DO PASTOR NA FORMAÇÃO IDEAL

Publicado por Editor em 2007/09/23

O PAPEL DO PASTOR NA FORMAÇÃO IDEAL
Élton de Oliveira Nunes A busca pela integridade é o ideal e o pré-requisito para o ministério pastoral. Não podemos conceber que os que se apresentam para a obra do ministério não se preocupem em crescer em conhecimento e em verdade, agindo de maneira a não envergonhar o próprio ministério e Aquele que o vocacionou para a obra.

Porém, é necessário estarmos cônscios de que, quando falamos de integridade, estamos falando tanto da conduta correta quando da disposição para crescer na conduta correta. Alguns vêem a integridade como algo inerente ao crente de forma que, quando a pessoa se converte, tem de ser íntegro e sem falhas. Mas, a santificação é um processo. Não há como imaginar que o indivíduo atingirá o grau de perfeição da noite para o dia. Isso também vale para aqueles que se apresentam para o ministério (seja ele pastoral, missionário, educacional, ou musical) .

Esses vocacionados estão em processo de crescimento e necessitam de apoio, compreensão e ajuda para se desenvolverem. Os seminários devem preparara-los da melhor forma possível. Porém, nenhum seminário pode substituir a formação discipular que o seminarista precisa ter junto ao seu pastor. O exemplo de um obreiro experiente e experimentado é fator decisivo para a formação completa de um vocacionado ao ministério.

Nós da Faculdade Teológica Batista de São Paulo desejamos estimular e desafiar aos pastores que estejam buscando estar cada vez mais próximos aos seus seminaristas, dando-lhes oportunidade para que estes estejam aprendendo na prática do exercício do ministério o que fazer e o que não fazer, como se conduzir e como se portar diante das situações e desafios do ministério.

Cremos que junto às grandes prioridades do ministério pastoral esta é uma delas: o de preparar outros para a obra do ministério
(I Tm 1-4 ).

Palavra proferida no 55º retiro da Ordem dos Pastores de São Paulo
Sumaré, 03 a 07 de Janeiro de 2000

OS CURSOS DE TEOLOGIA E O RECONHECIMENTO OFICIAL DO MEC: “NECESSIDADE E MUDANÇAS”

Nos dias 13 a 17 de Dezembro de 1999 ocorreu o XXXIV Simpósio da ASTE (Associação dos Seminários Teológicos ), em Engenheiro Coelho, SP. Nesse encontro foi tratada a questão do reconhecimento dos cursos de teologia pelo MEC (Ministério da Educação ).

Sob o título, “Currículo Teológico: Confessional e Público”, cerca de quarenta representantes dos mais diversos seminários evangélicos do País estiveram reunidos com o Dr. Lauro Zimmer, conselheiro do MEC e relator do parecer 241/99 que regulamentou o reconhecimento dos cursos de Teologia. Na ocasião, o Dr. Zimmer esclareceu muitas dúvidas que ainda pairavam sobre o assunto.

 

Marcando uma nova etapa entre as três Instituições, a ABIBET, a ASTE e a AETAL iniciaram um diálogo de intenções e cooperação para que possam representar os interesses dos seminários a elas filiados. A grande preocupação é de se entender este momento e de se preparar para o futuro. Muitos seminários estão buscando informações e alguns estão recebendo propostas de “apoio” mediante pagamento e troca de favores com políticos. Queremos neste espaço apresentar alguns pontos sobre o assunto do reconhecimento.

 

Em primeiro lugar desejamos alertar os seminários para que não sejam precipitados em buscar ajuda de estranhos que se auto denominam “consultores” e “facilitadores”. Temos recebido notícias de que alguns oferecem o reconhecimento por quantias que chegam a R$ 30.000,00 ( trinta mil ) reais . Ninguém pode cumprir isso se o seminário não estiver dentro dos parâmetros do MEC. Em segundo lugar é necessário que os seminários estejam cientes que o reconhecimento do MEC irá exigir uma profunda reformulação na estrutura e no currículo da Instituição. Por exemplo, para que possa cumprir os requisitos da comissão de inspeção, o corpo docente da Instituição deverá estar habilitado (ter cursado ou estar cursando) em nível superior (Strictu ou Latu Sensu) na área específica de atuação, ou seja, pelo menos trinta por cento do corpo docente deverá ter mestrado ou doutorado em Teologia ou Ciências da Religião, reconhecida pelo MEC. Não serão admitidos professores com mestrado em outra área (por exemplo, filosofia) dando aulas em matérias específicas como Teologia do Antigo Testamento. Com isso, ou o seminário investe na formação de seus professores ou irá ter dificuldades para montar o seu corpo docente.

 

Outra situação diz respeito a parte financeira. Todos os professores habilitados deverão receber como professores universitários. Isso irá acarretar um aumento significativo na folha de pagamento da Instituição. Não poderá haver o chamado “jeitinho” em relação aos professores ( muitos deles sem registro ou recebendo um valor irrisório pelo seu trabalho ) . Quanto à parte física, as salas deverão ter metragem específica, a biblioteca terá de ter um número pré determinado de obras em Teologia na língua Pátria (Português), sendo dirigida por uma pessoa formada em biblioteconomia, devidamente cadastrada no sindicato para exercer a profissão.

 

A lista de assuntos é grande, mesmo o currículo dos seminários não estão adequadamente preparados diante da nova LDB e necessitarão ser totalmente reformulados para serem apresentados e aprovados. Isso tudo eqüivale dizer que a maioria dos seminários deverão passar por um estudo minucioso de suas condições para saber se vale a pena esta “corrida pelo reconhecimento”.

 

Cremos que o futuro da causa Teológica irá requerer de todos uma mudança de postura. Este é, sem dúvida, um momento histórico, e necessitamos de seminários que apresentem propostas sérias, dentro das suas limitações, para contribuir para a formação Teológica da liderança evangélica do Brasil.

 

Maiores informações poderão ser obtidas no site da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. www//teologica.br

 

A OPORTUNIDADE DE SERVIR

 

O Conselho de Educação Teológica e Ministerial da Convenção Batista de São Paulo assumiu o programa de Educação Religiosa e Música sacra da Convenção Batista do Estado de São Paulo. É a primeira experiência em nossa Denominação de uma Junta que congrega os seminários estaduais gerenciar o programa de Educação de uma Convenção Estadual.

 

Aproveitando a reestruturação da máquina administrativa da CBSP, o Pr. Lourenço Stélio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, fez a proposta do CETM cuidar dos rumos do programa de Educação e Música, no que foi prontamente atendido. O objetivo era orientar as atividades de capacitação e liderança do povo Batista no Estado de São Paulo para que as igrejas da Convenção pudessem ser atendidas por aqueles que estão no ministério de capacitação de líderes.

 

Por conta deste objetivo, a Faculdade Teológica batista de São Paulo já realizou dois Simpósios de Educação e Música, com cerca de oitocentas pessoas que participaram em dez módulos de treinamento e capacitação. Inicialmente a procura excedeu todas as expectativas da coordenadoria do evento, que teve de repeti-lo em duas ocasiões, em Dezembro de 1999 e agora em Abril de 2000.

 

“Simpósio de Educação e Música Sacra para o próximo Milênio”, como ficou conhecido o evento, contou com a participação de professores da Faculdade e ilustres convidados. Dirigiram os módulos os professores Marcos Cunha, David Howard, Jacira da Silva Lima, Eliane Martinoff, Amorin Leite, Denise Delcorço, Samuel Torelli, professores da FTBSP e os convidados Pr. Celso Mastromauro, Missionária Hasel Collins, Elizabeth Zhu da Silva e Daniel José da Silva, líderes de renome em nossa Convenção. O Pastor Élton de Oliveira Nunes, Deão da FTBSP e a Administradora da Faculdade, irmã Cybele Gaetani coordenaram os eventos.

 

Além destas atividades, a FTBSP, na pessoa do seu professor, o missionário David Howard, montou um grupo de treinamento composto por alunos da Faculdade para atenderem o pedido de clínicas de treinamento em todo o Estado.

 

O tempo dirá se a experiência poderá servir de modelo para outras Convenções Estaduais. No que tange a São Paulo, cremos que está sendo por demais proveitosa a idéia de capacitar os líderes através daqueles que foram chamados para isso.

Pr. Pr. Élton de Oliveira Nunes – Vice diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Bacharel em Teologia, Direito e Pedagogia. Pós graduado em Educação, Mestrando em Teologia.

Fonte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/estudos/educ007.htm

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CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFESSOR

Publicado por Editor em 2007/09/23

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFESSOR
por Cristina Mellin

As características do professor estão muito ligadas à sua personalidade e ao seu caráter.
Estas características são também individuais e dependem da situação e da matéria.
Sugerimos que você faça uma lista que contenha 5 (cinco) características de um bom e experiente professor.

Geralmente os educadores estão de acordo com respeito às qualidades necessárias.
Como resultado de um seminário, professores elaboram uma lista que contém as características (importantes) de um bom professor, a saber:

1. Conhece profundamente a matéria a ser ensinada.
2. Prepara cada aula de forma específica, identificando claramente o objetivo de cada lição e aula.
3. Explica aos alunos o objetivo da lição.
4. Explica o motivo da tarefa a ser realizada.
5. Cria um ambiente agradável para o aprendizado.
6. Gosta de trabalhar com os alunos.
7. Dá instruções claras e é bem organizado.
8. Apresenta o conteúdo da matéria com modelos ou exemplos.
9. Mantém-se dentro dos limites do objetivo.
10. Exige muito dos alunos, treina-os para que sejam responsáveis quanto ao estudo.
11. Atua de maneira constante.
12. É dedicado e responsável, exige muito de si mesmo.
13. É criativo, versátil na maneira de ensinar, possui novas idéias e novos materiais.
14. É entusiasta e enérgico, porém aceita idéias dos alunos.
15. Notifica o aluno quanto ao seu aproveitamento.
16. É flexível, está sempre disposto a dar e receber (aconselhar e escutar).
17. Provê oportunidades de aprendizagem para os alunos atrasados ou avançados sem causar embaraços, isto é, adapta o ensino segundo as necessidades individuais dos alunos.
18. Estimula a sala de aula para que haja respeito mútuo e cooperação (lições e pesquisas em grupo).
19. Trata os alunos como indivíduos.
20. Respeita as opiniões dos alunos, reagindo sempre de maneira construtiva.
21. Encoraja os alunos a melhorar e ter um bom conceito de si mesmos.
22. Tem senso de humor, expressa seus sentimentos e atitudes.
23. Tem um relacionamento amigável com os alunos, mantendo a disciplina.
24. Coopera com os outros professores.
25. Veste-se de forma adequada.
26. Usa métodos de ensino comprovados.
27. Continua seu desenvolvimento profissional.
28. Conhece a vida pessoal dos alunos.
29. Importa-se em conhecer a comunidade e os recursos locais.

Várias pesquisas indicam cinco pontos essenciais que descrevem um bom professor. São eles:

1) Conhecer bem a matéria.
2) Tratar os alunos como indivíduos e ser amigável.
3) Ser criativo, entusiasta e inovador no preparo das aulas.
4) Ser exigente e manter a disciplina.
5) Manter-se dentro dos limites do objetivo.

CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS DESSES PROFESSORES

1. Demonstram conhecimento da aula.
2. Têm uma atitude amigável uns para com os outros e para com o professor.
3. São responsáveis quanto ao aprendizado.
4. Respeitam o currículo e a escola.
5. Aprendem conceitos, habilidades e atitudes conforme o currículo, segundo os resultados dos testes correspondentes.
6. Demonstram um comportamento que indica uma atitude positiva para com os outros alunos e para consigo mesmos.
7. Geralmente não existe nenhum problema de comportamento em sala de aula.
8. Aprendem muito mais e melhor.

Fonte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/estudos/educ0010.htm

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EDUCAÇÃO RELIGIOSA – Refletindo sobr seus benefícios

Publicado por Editor em 2007/09/23

EDUCAÇÃO RELIGIOSA
Refletindo sobre seus benefícios

Walter Santos Baptista

 

Para a compreensão dos benefícios a serem obtidos da Educação Religiosa pela igreja local, é necessária uma compreensão das potencialidades do ser humano que está envolvido na sua docência e na sua discência. Não é demais repetir que vivemos num mundo secularizado, maquinizado e despersonalizador.

 

No entanto, a igreja vive, pensa e age noutra esfera: tem um objetivo espiritual, busca a vontade de Deus e o reconhecimento do ser individual. É grande inspiração para o servo de Deus ler na Sagrada Escritura: “… eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome”, “não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu“, e ainda, sobre Jesus Cristo: “as ovelhas ouvem a sua voz; e ele chama pelo nome as suas ovelhas” (Is 45.4b; 43.1b; Jo 10.3b). É a personalização do povo de Deus, coisa não muito acentuada no contexto secularizado em que trabalhamos, estudamos e vivemos, quando se é apenas o número do CIC, do RG, ou da Conta Bancária, e que há de ser ênfase na Igreja de Cristo.

 

A pessoa humana é imagem e semelhança do Criador, e confiado lhe foi gerenciar este mundo para revitalizá-lo e fazê-lo produzir sem agressões ao meio ambiente. É um ser de possibilidades: cresce, adapta-se, pensa, reflete, cria, transforma, molda, age e interage. A esse ser pleno de possibilidades, a igreja repassa os benefícios da Educação Religiosa.

 

O papel do educador religioso está em orientar este ser humano para a vida em Cristo, guiando-o à maturidade espiritual. A afirmação de Paulo, “para mim o viver é Cristo” (Fl 1.21), passa a ser programa de vida, verdade de conduta, vida de fé. Naturalmente, o principal agente da Educação Religiosa se torna a igreja local, já por ser um grupo de crescimento, já porque alguns crentes em Cristo não vêem nem têm seus lares na piedade cristã.

 

Talvez haja necessidade de despertar igrejas para essas oportunidades, possibilidades e reconhecimento de benefícios para não cairmos na triste análise feita pelo Dr. Elton Trueblood,

Houve um tempo em que uma igreja era uma comunidade corajosa e revolucionária, que estava mudando o curso da história pela introdução de idéias discordantes; hoje é um lugar aonde se vai e se senta em bancos confortáveis, esperando pacientemente a hora de ir para casa para o almoço do domingo.

Isso porque já se chegou à conclusão que tem havido pouco interesse no estudo bíblico, e assim são poucos os membros da igreja afeitos à leitura profunda ou ao estudo sistemático da Palavra de Deus.

 

Por outro lado, com exceção das Sociedades Femininas, possivelmente, em geral as organizações estão em crise, sendo, ainda um pouco difícil encontrar professores consagrados e dispostos a dedicar tempo ao preparo de suas aulas, e ao contato pessoal e extraclasse com os alunos. Isso, entretanto, há de ser feito, por amor do próprio universo abrangido pela Educação Religiosa (crianças, jovens, adultos, cf. 1Jo 2.12-14).

 

Ora, crentes em Cristo têm os pecados “perdoados por amor do seu nome” (v. 12), conhecem o Pai e “aquele que é desde o princípio”(vv. 14a, 13a), já venceram o Maligno (v. 13b), são fortes e retêm a palavra de Deus (v. 14b). Com vistas a esses, a recomendação expressa do Senhor,
“ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.20a), e é por isso que “perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42a).

 

PRIMEIROS BENEFÍCIOS

 

Na Igreja-dos-primeiros-dias, quatro atividades de Educação Religiosa se destacavam. É conferir no livro dos Atos (2.41-47; 5.42).

 

O Culto
A primeira delas o Culto (cf. 2.42a). Efésios 5.19-21 e Colossenses 3.16b são claros em apresentar os elementos que compõem o culto cristão: os hinos de louvor, as orações, a proclamação e ensino, e o serviço. A adoração há de ser pessoal (Rm 12.1) e coletiva (Ex 12.26). Na adoração reconhecemos nossa indignidade, e o sacrifício redentor de Jesus Cristo; buscamos conhecer a vontade de Deus para poder servi-Lo com todas as veras do nosso espírito. Na atividade de culto, o testemunho se faz atuante aos não-crentes, aos adversários, ao que têm impedimentos físicos, e isso por métodos os mais variados, pois o evangelho deve ser sempre atual falando às pessoas quando e onde elas estão e como estão num testemunho relevante e inteligível, tomando-se cuidado com o que já foi chamado jocosamente de “linguagem de Canaã”, o jargão religioso que o descrente pode não entender, e não ter igualmente sentido para as crianças. Algo assim como: “entregue seu coração a Jesus” (“como é que eu faço para arrancar e dar a ele?” perguntou uma criança), “… você está perdido” (de quê?), “… você precisa ser salvo” (de quê?), e outros tantos.

 

Se o culto é o relacionamento consciente da congregação com Deus, quem o cria e o faz de modo consciente é a Educação Religiosa (cf. Ec. 12.26).

 

O Testemunho
Deve começar com o ser humano como imagem de Deus. Esse é um ensino repassado pela Escritura (Gn 1.26; Ef 4.24; 1Co 11.7). Deve falar da queda e do pecado, e enfatizar a libertação da vida de pecado e a nova vida em Cristo. Afinal, a Educação Religiosa ressalta que no culto estamos como uma coletividade de pecadores salvos que confessam seu pecado e o perdão trazido por Cristo. Ensina que culto é ação. Da parte de Deus que nos agracia com bênçãos escolhidas por causa de nosso ato de fé, e de nossa parte que lhe obedecemos porque nele confiamos.

 

A experiência de estar com a congregação em culto é pedagógica porque temos uma experiência viva do povo de Deus na história; crianças, jovens e adultos se vêm como membros da mesma comunidade que cultua. É preciso crer na família que adora a deus unida quando cada culto se torna uma experiência de adoração e educação.

 

A Comunhão
Cantamos dizendo uma verdade bíblica: que “benditos laços são os do fraterno amor” porque Jesus Cristo é o filtro de nossos relacionamentos. Assim, nas relações conjugais, familiares, de trabalho, sociais ou eclesiásticas é o que deve ocorrer. Em tudo, Cristo é o parâmetro, o meio de aferição e o elo de união. É atestar com declarações como as encontradas em Efésios 5.22, 25; 6.1,4,5,9, pois “tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fl 2.5), visto que nossa comunhão está marcada pelo seu sangue (1Jo 1.6,7).

 

No Novo Testamento, o sentido de comunhão não era café-com-bolinhos, e sim o de Atos 4.32,34,35. O senso de pertencer, de ser-um-com-os-outros, de amar e ser amado é uma das mais extraordinárias experiências da vida cristã (cf. 1Jo 4.19-21). Assim, a educação religiosa nos dá o reconhecimento do nivelamento que o evangelho dá a pessoas de classes sociais, raças ou idades diferentes. Através da comunhão, relacionamentos quebrados são curados e fortalecidos. E isso não é sociabilidade, mas o reconhecimento que pela graça somos salvos, alimentados pela educação na fé porque Cristo estabeleceu para a igreja o “ensinando a guardar”.

 

A Capacitação
O próximo passo é o do ensino, a capacitação e treinamento do povo de Deus para a missão divina. São os novos crentes, a liderança da igreja, os grupos especiais. Afinal, a igreja não lida com coisas, mas com pessoas, o que significa que sua tarefa é produzir gente de boa qualidade. Há registro de que o poeta W.H. Davies conversava com um garotinho e lhe teria perguntado, “que é que você vai ser quando crescer?” Naturalmente esperava que dissesse “bombeiro”, “médico”, ou outra profissão fascinante. O menino respondeu, “Que eu vou ser quando crescer?” Pelo seu tom de voz, a pergunta de Davies parecia ter sido boba. E completou, “vou ser um homem grande!” É mesmo! O final do crescimento é ser adulto, e isso vale na vida cristã.

 

Nosso trabalho é produzir jovens que saibam o que crêem, e que possam declarar sua fé no espírito de 1Pedro 3.15. Para que isso aconteça, haveremos de enfatizar o estudo sistemático, dialógico da Palavra Santa, ou seja, não dizer o que se deve crer, mas ajudá-los a descobrir por eles mesmos; que sejam moças e rapazes de princípios justos e valores perfeitos; leais à Igreja de Jesus Cristo, à sua denominação, e à sua igreja local; jovens profundamente conscientes do seu papel no mundo, mostrando-lhe o que faz diferença na vida para eles expressa na simples expressão, “em Cristo”.

 

O Serviço
A igreja de Jerusalém tinha uma expressão de Serviço. Que a igreja nunca seja condenada por sequer pensar, “.. sou eu o guarda do meu irmão ?” (Gn 4.9b), porque a resposta será “Sim”, à luz das advertências bíblicas (cf. 1Co 12.25; Gl 6.2; 1Tm 5.8). Cada crente em Jesus Cristo tem recursos para cuidar, zelar, fazer crescer como participante do Corpo de Cristo com os dons que o Espírito Santo distribuiu soberanamente (cf. 1Co12.6-11). A Educação Religiosa, a educação na doutrina bíblica e na prática cristã, há de tornar compreendidos esses dons, ao tempo, que, abrindo os olhos espirituais, capacita com o treinamento o crente. É aí que compreendemos que “sim, somos o guarda do nosso irmão!”

 

Por aí se demonstra que o cuidado pastoral é responsabilidade de toda igreja como comunidade terapêutica liderada pelo seu pastor. Na profecia do Antigo Testamento está declarado que, “como pastor ele apascentará o seu rebanho” (Is 40.11a); na ordem aos apóstolos, “pastoreia as minhas ovelhas” (Jo 21.16); na palavra aos pastores, “apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós” (1Pe 5.2-4); e a todos os crentes, “… que os membros tenham igual cuidado uns dos outros” (1Co 12.25b). Cuidado pastoral é um encontro pessoal em amor, e uma possibilidade para cada crente, pois há muita coisa que se faz como crente e não se percebe que é puro cuidado pastoral, como a visita de um crente a outro que mais que social é pastoral.

 

MAIS BENEFÍCIOS

 

Os benefícios estão nos próprios objetivos da Educação Religiosa:

  • No que se promove uma consciência de Deus como uma realidade na experiência humana, e um sentido de relacionamento pessoal com Ele;
  • no que se procura desenvolver esse entendimento e apreciação da pessoa, da vida e dos ensinos de Jesus Cristo que leve o crente a ser leal ao Mestre e a sua causa, manifestando em seu dia-a-dia uma visão do mundo dominado pelo evangelho;
  • no que se interpreta a vida e o mundo do ponto de vista evangélico, vendo neles o propósito e plano de Deus;
  • no que se desenvolve uma apreciação do significado e importância da família cristã e se participa e contribui para a construção de famílias fortes que resultem em igrejas fortes;
  • no que se promovem as missões cujo espírito não pode ser transmitido a outros a não ser por aqueles que o possuem;
  • na educação para a liberdade, para o amor, para o senso cristão do acontecimento e para o amor pessoal de Jesus Cristo e por Jesus Cristo;

para o entendimento da chamada de Abraão, de Moisés, de Isaías, de André e Simão, mas também a de Carlinhos, de Rosa Maria, do irmão João de Sousa, da Profa Julieta Amaral, do Dr. Henrique Pessoa; da compreensão, até, dos fracassos como meio de aprofundar a dependência de Deus.

 

Naturalmente os objetivos pra surtir os benefícios esperados precisam ser graduados, e, ao dividirmos os grupos de acordo com a faixa etária, estamos dizendo que a compreensão cristã depende principalmente da idade da pessoa atendida. Compreende-se, no entanto, a possibilidade de alternativas, como a divisão de atividades por centros de interesse a partir dos adolescentes, quando estes, mais os jovens e os adultos se reuniriam em torno de um centro de atenção para um estudo ou prática inter-etária (evangelismo, música, capacitação da liderança, etc.). Os referidos centros de interesse devem funcionar concomitantemente. Daí, já se chega a mais um benefício que é a realimentação (feedback) do sistema eclesiástico pela interação de seus membros, visto que a igreja deve ser olhada e analisada através de uma visão sistêmica. Nessa comunidade de participação, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, mulheres e homens, ovelhas e pastores, solteiros e casados, cada um enriquece o outro, e aprende a participar da criação e manutenção de uma igreja mais humana, mais próxima ao Espírito de Jesus Cristo e mais libertadora.

 

Então, um benefício certo é a “opção pelo serviço”, no qual a fé ativará a inteligência, a esperança animará a vida afetiva e o amor essencializará a vontade, pois não explicitou Paulo que “todas as vossas obras sejam feitas em amor” (1Co 16.14)? E “de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas” (2Co 12.15a)? Tudo isso num senso crescente do deus Vivo, do apoiar-se em Deus, do Deus-em-nosso-meio, do Emanuel!

 

E PARA CONCLUIR…

 

O que quer que aconteça na igreja é pedagógico, e essa ação pedagógica há de ajudar o crente a pensar, e guiá-lo a uma perspectiva diferente de si, dos outros, dos horizontes. Embora a fé se tenha tornado difícil neste mundo de pensamento lógico e materializado, nosso povo anseia pela vida de fé com Deus, e aí reside o propósito central da educação religiosa: ser um fator de participação e de liderança de mudanças nos envolvimentos do ser humano em suas interrelações. A igreja, por isso, deve se tornar um centro de convivência, ou no dizer de Miller, “a igreja local é onde nos tornamos conscientes do começo de nosso sustento na vida cristã” (p. 194).

 

Para benefícios ainda maiores, deve-se dar ênfase plena à lealdade à igreja onde se é membro, onde havemos de crescer com ela, de com ela nos alegrar, chorar, e nessa era de ignorância da Palavra de Deus, de incerteza do dia seguinte, de pessimismo diante das coisas, de temor do futuro, o crente em Cristo continuará a receber os vitalizadores benefícios da orientação segura, existencialmente correta da Escritura Sagrada na Educação Religiosa.

 

FONTES PRIMÁRIAS

 

BARCLAY, William. Fishers of Men. Philadelphia, Westminster, 1966.

 

KHOOBYAR, Helen. Facing Adult Problems in Christian Education. Philadelphia, Westminster, 1963.

 

MELY, Rafael García. Filosofia de la Tarea Educadora de la Iglesia. Em: Educación Cristiana. Ano XXIII, no 93 (1968), pp. 23-28.

 

MILLER, Randolph Crump. Christian Nurture and the Church. NY, Charles Scribner’s Sons, 1961.

 

PAGURA, Federico J. Elaborando un Programa Completo para la Iglesia Local. Em: Educación Cristiana Ano XXIII, no 93 (1968), pp. 19-21.

 

WIENCKE, Gustav K. (Org.). Christian Education in a Secular Society. Philadelphia, Fortress, 1970.

 

WIENER, Norbert. Cibernética e Sociedade, 3ª ed. São Paulo, Cultrix,. 1970. Trad. J. P. Paes.

Pr. Walter Santos Baptista, Igreja Batista Sião Seminário Teológico Batista do Nordeste em Salvador Salvador, BA wsbaptista@uol.com.br

Fonte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/estudos/educ005.htm

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Abraão, o amigo de Deus – 4

Publicado por Editor em 2007/09/21

 

ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS

Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hb 11.8).

Prof. Ezequias Costa

O modo como Deus chamou Abraão, revelou sua sublime intenção de amor para com a humanidade distante, e cada vez mais corrompida pelo pecado.

Foto: Wikipédia

I-ABRAÃO ANTES DO SEU CHAMADO

1.1- Ur dos Caldeus;

1.2 – Harã e Siquém; e

1.3 – Disposição para mudar.

II-CONSEQÜÊNCIAS DA PARCIALIDADE

2.1 – Desgaste espiritual;

2.2 – Desgaste afetivo; e

2.3 – Desgaste econômico

III-A CHEGADA EM CANAÃ

3.1 – Ratificando as promessas; e

3.2 – O testemunho público;

IV-ASPECTOS POSITIVOS DO CARÁTER

4.1 – Generosidade;

4.2 – Firmeza;

4.3 – Fidelidade;

4.4 – Integridade; e

4.5 – Submissão.

V-ASPECTOS NEGATIVOS

5.1 – Medo; e

5.2 – Fingimento

CARACTERÍSTICAS DE ABRAÃO

ABRAÃO

    Hebraico

– םהרבא (Avraham) :

- Pai ou Líder de Muitos

ASPECTOS POSITIVOS

- Generoso

     – Firme

     – Fiel

     – Íntegro

     – Submisso

ASPECTOS NEGATIVOS

- Medo

- Fingimento


 

I – A VIDA NA MESOPOTÂMIA

    1. Cidade de Ur dos Caldeus

Segundo saber que nos empresta a história milenar,¹Ur foi uma cidade da Mesopotâmia localizada a cerca de 160 Km da grande Babilônia, junto ao rio Eufrates, habitada na Antiguidade pelos caldeus e que, de acordo com o livro de Gênesis, foi a terra natal do patriarca dos hebreus. A Ur dos Caldeus era uma capital poderosa, próspera, colorida e industriosa no começo do segundo milênio antes de Cristo.Seus habitantes moravam confortavelmente e suas casas eram vistosas.Em nenhuma outra cidade da Mesopotâmia foram descobertas habitações tão esplêndidas e confortáveis.

1.2 Saída de Ur

Após a morte de Harã, irmão de Abraão, Terá, seu Pai, resolve sair de Ur dos Caldeus para ir à terra de Canaã (Gn 11.31).Mas, chegando à cidade Harã, homônima de seu filho, habitaram ali. O Historiador Flávio Joséfo no livro ²HISTÓRIA DOS HEBREUS, aduz as seguintes linhas em comento: “…… Terá, pai de Abraão, tendo concebido aversão pela Caldéia porque lá perdera seu filho Arã,deixou-a e foi com toda sua família a Harã na Mesopotâmia. Lá morreu na idade de duzentos e cinco anos…..”No decorrer da estada em Harã,Terá,pai de Abraão,morre. Nesse instante, Deus entra no cenário da história para tratar com seu servo determinando prosseguir a caminhada há uma terra que iria lhe mostrar.

A Bíblia não nos dá contexto para afirmar um contato anterior de Deus com seu servo. Entretanto, a historia apresenta Abraão como defensor de um único Deus criador de todas as coisas na sociedade de sua época. Fato esse que abriu caminho para Deus revelar-se a este homem simples e obediente.

_________________________

¹site: http: www.wikipedia.Org

² JOSÉFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 1990.

Em que se pese as palavras do Apóstolo Paulo neste ponto, ao doutrinar sobre o tema fé. Diz ele: “… Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus CREIA que ele existe, e que é galardoador dos que os buscam…”.(Hb.11.6) (grifo nosso).Assim, a condição necessária para que o homem busque a Deus é crer!

1.3 O chamado de Abraão

Apesar da prosperidade em Harã (Gn 12. 5), Abraão ouve a voz de Deus, e continua sua caminhada até Canaã. O homem que está disposto a obedecer a Deus mesmo em detrimento à vantagem: financeira, social, sentimental e política é de fato amigo de Deus, ou seja, ³o ama.

Abraão chegando em Canaã acampa em Siquém, e encontra ali os Cananeus estabelecidos (Gn 12. 5).O Senhor, neste instante, reitera sua promessa a seu servo, que lhe edifica um altar e invoca seu nome. Logo Passando em revista à possessão que Deus lhe prometera. Talvez arrazoasse o motivo por que Deus lhe havia trazido a uma terra já habitada. Entretanto, sem questionar continuou obediente à ordem que recebera.

Uma grande fome assola aquela região, e Abraão tem que descer ao Egito. O Cristão em sua caminhada para a “Canaã celestial” se vê obrigado a descer o Egito (mundo) a fim de buscar sustento pra si e sua família. Contudo, não deve misturar-se, pois não pertence a ele. O Senhor Jesus Cristo assim doutrinou sua igreja dizendo: “ sê vós fosseis do mundo o mundo amaria o que era seu. Mas como não sois do mundo,antes,dele vos escolhi,é por isso que o mundo vos aborrece (Jo 15.19).

Valendo-se de uma estratégia para não ser alvo da incontinência dos Egípcios, apresentou Sara como sua irmã, e não mulher. Note bem, Abraão não mentiu!Como atestam alguns, pois isto nos é esclarecido em outra situação similar, tendo como contexto o Rei Abimeleque. A Bíblia diz: “Respondeu Abraão: eu disse comigo mesmo: certamente não há temor de Deus nesse lugar, e eles me matarão por causa de minha mulher. E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu Pai, mas não filha da minha Mãe; e veio a ser minha mulher”.(Gn 20.11-12)

Tudo mudou no quotidiano de Abraão, desde do instante que se pois em viagem a uma terra distante e desconhecida. Porém, sua certeza era o fato de que Deus se fazia presente em sua vida, e lhe prometera descendência como “às estrelas dos céus”.Isto era para ele mais importante que qualquer adversidade iminente.

________________________________

³ LUFT, Celso Pedro. Mini Dicionário Luft. São Paulo: Ática, 8º edição.

II-OBEDIÊNCIA PARCIAL

Entendemos que Deus havia feito um chamado particular a Abraão, após o falecimento de seu Pai. Entretanto, em função de seu laço familiar, levou consigo de Harã, Ló – seu sobrinho- que mais tarde viria a causar-lhe sérios problemas.

2.1 Apego à parentela

Ao chamado de Deus deve o homem responder prontamente.Levando em conta a obediência incondicional.Mas, não foi esse o caso de Abraão, pois pensou que sendo sua mulher estéril, impossibilitada de lhe gerar filhos, sua descendência estaria comprometida, porém através seu sobrinho, que criara como filho, vislumbrou a possibilidade de ver realizada às promessas de Deus.

A pouca experiência do homem com Deus o torna vacilante. Jó a despeito de uma vida justa e consagrada a Deus, pôde no fim de sua provação exclamar: “Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos”.É na tribulação que adquirimos experiência com Deus, e passamos a Conhecer cabalmente sua vontade; que é condição primordial para sermos vitoriosos.

2.2 Contenda em família

Ao subir Abraão do Egito trazendo consigo muitas riquezas (Gn 13. 2), houve contendas entre os seus Pastores, e os de seu sobrinho.O que o levou há apartar-se Ló.E agora!Como se daria continuidade a sua descendência em terra estranha? Deus novamente reitera a Abraão a promessa de dar-lhe descendência como o “pó da terra, naquele lugar. (Gn 13. 14-16)

Uma guerra tem início, e Ló é levado prisioneiro.Ao tomar conhecimento, Abraão junta trezentos e dezoito homens treinados e vai ao resgate de seu parente (Gn. 14.14).Apesar de estar em pequeno número, sai vitorioso e traz de volta Ló, seu sobrinho, os bens dele, e também o povo que fora levado cativo.Concernente a Melquisedeque nos diz O DICIONÁRIO DA BÍBLIA: * Melquisedeque, Rei de Salém, saiu de sua cidade Real para encontra-se com Abraão quando voltava da matança dos reis e o abençoou.O Patriarca reconheceu nele um sacerdote do verdadeiro Deus, e publicamente deu testemunho de ser participante da mesma fé, ao dar-lhe dízimo de todas as coisas, como representante do Deus Altíssimo, atribuindo à vitória alcançada por Abraão ao Criador dos céus e da terra.

O Senhor, numa visão, fala com Abraão apresentando-se como seu escudo(protetor). Nesta oportunidade, Abraão lhe questiona no tocante há não ter filho (descendência), pois já intencionava fazer de seu servo, o damasceno Eliézer, seu herdeiro. (Gn. 15.2)

_______________________________

*DAVIS, John.DICIONÁRIO DA BÍBLIA.Candeia, 20ª edição.

Note, Abraão mais uma vez intencionava dar um “jeitinho” nas coisas, desbordando os propósitos de Deus.Tinha plena certeza que Deus cumpriria suas promessas.Entretanto, ao olhar para sua idade avançada e a de sua esposa, não via possibilidade de abraçar um filho.

III-ESCLARECIMENTOS E GARANTIA DA PROMESSA

3.1- Esclarecendo as dúvidas

Deus esclarece ao Patriarca, que de suas entranhas sairia um herdeiro para dar-lhe descendência (Gn. 15.4,5).

Deus não vê dificuldade nenhuma na frente do crente, pois é Deus do impossível. Ainda que à frente de seu povo, exista um mar bravio; Ele diz marche!E a natureza se inclina a sua ordem. Abraão nesse instante, passa a entender que a promessa de Deus contempla o seu maior desejo; ser pai.

3.2- Garantia da promessa

Abraão não tinha mais dúvida que um filho lhe daria descendência.Tanto que as escrituras narram: “Creu Abraão no senhor, e isso lhe foi imputado para justiça”.Contudo, pergunta a Deus como tomaria posse daquela terra.Deus determina a Abraão que prepare alguns animais para sacrifício.Neste ponto nos esclarece o Pastor Elienai Cabral, vejamos: “ *Segundo costume dos povos antigos,uma aliança feita e garantida entre dois contratantes,obedecia a um ritual em que ambas as partes teriam de passar entre os pedaços dos animais sacrificados.Esse ato afirma que,se um dos contratantes não cumprisse o pacto feito,ele mesmo seria cortado como aqueles animais.Deus estava mostrando a Abraão o futuro de sua posteridade.Nesse episódio, Deus mesmo passou por entre as metades daqueles animais.Deus, Senhor do princípio e do fim da historia da humanidade, revela a Abraão que sua descendência seria por quatrocentos anos escrava de outra nação.Mas, com justiça julgaria a nação que os escravizara, e os faria possuir a terra que lhe prometera.Assim, firmada foi uma aliança com seu servo Abraão (Gn. 15.12-18).

IV-FRAQUEGANDO NA FÉ

4.1- A Proposta de Sara

Estando Abraão já há dez anos em Canaã, nada mudou na vida de Sara. Entretanto, mais uma vez, não haviam entendido a promessa que Deus fizera. Sara por sua vez passa a culpar a Deus quanto ao não poder gerar filhos.

______________________________________
*CABRAL, Elienai.Lições Bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Propõe então, tê-los através de uma serva egípcia.Certamente interpretaram o “sair de suas entranhas”, como tendo Abraão descendência através de outra mulher, já que não poderia ter filhos.Abraão considerando o avançar da idade de ambos, e as razões apresentadas por Sara, resolve dar ouvidos a sua mulher (Gn. 16.1,2).Porém, mais problemas presentes e futuros estavam por surgir.

O cristão que almeja viver pela fé, não pode dar ouvidos as supostas facilidades colocadas a sua frente.Tal fraqueza demonstrada pode contribuir para o desvio de seu propósito; porém, não deve jamais recuar.Abraão desviou-se do rumo da benção, mas não recuou dela. A Palavra de Deus assim diz: Mas o justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hb. 10.38).

Sérias foram às conseqüências pelas quais passou Abraão, ao dar ouvido a sua mulher, e deixar de esperar em Deus.Vemos neste quadro, que Abraão estava sendo aperfeiçoado para chegar a condição de “ Pai na fé ”.

Sara ao propor a seu marido ter um filho através de outra mulher, estava excluindo-se das promessas feitas por Deus. Entretanto, desde do início da saída de Abraão de Ur dos Caldeus, Sara fazia parte dela.

4.2- O desprezo de Hagar

Tão logo Hagar deu um filho a Abraão desprezou Sara, credo talvez, merecer o lugar que ainda pertencia a ela.O que ambos haviam pactuado concernente a ter um filho por outra mulher estavam a colher.

Cada ajuste que o homem e a mulher intencionam dar às promessas de Deus, arcam com as conseqüências, Foi o caso de Sara e Abraão (Gn. 16.3,4).Todavia, Deus tem o controle da situação, e acompanha de perto o cenário de todas as coisas.

À distância entre Sara e seu esposo era evidente.Tanto é que foi reclamar com ele a respeito do que estava acontecendo entre ela e sua serva.Outrora, culpava a Deus por não haver lhe dado filhos, e agora passa a culpa para Abraão.Querendo ainda que Deus lhe fosse árbitro de um problema que ela mesma tinha sido a pivô (Gn. 16.3,4).

Tão logo os problemas comessem a surgir na vida do crente, em face de sua inobservância a orientação de Deus, passam a culpar uns aos outros.Não foi assim com Adão e Eva!Por mais essa prova passou Abraão, porém Deus lhe requereu perfeição: “…..Eu sou o Deus todo poderoso;anda em minha presença e sê perfeito…..”(Gn. 17.1).Não há como querer andar com o Senhor, fazer parte de suas promessas, sem aprender com ele.Jesus certa ocasião pode dizer: “ …… tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração….”

V-A ALIANÇA

5.1- A Mudança dos nomes

A maior manifestação da personalidade de alguém se dá através do nome.Adquirimos personalidade, segundo nos empresta o saber jurídico, no exato momento em que nascemos.A Língua Hebraica, dentre outras, pelos seus costumes, sempre associou a personalidade do indivíduo a seu nome.Entretanto, no tocante a Abrão que teve seu nome mudado para Abraão, Deus queria referendar algo mais no tocante a aliança que fizera com seu servo, e as exigências que agora passaria a fazer (Gn. 17.3-14).

O nome Abrão significava “pai elevado” ou “pai das alturas”, mas Deus o mudou para Abraão “pai fecundo” ou “pai de muitos” a fim de ressaltar o que haveria de fazer na vida de seu servo.Também mudou o nome de sua mulher de Sarai para 6 Sara “princesa”.E disse a Abraão que dela lhe daria um filho.Ele riu tendo por base mais uma vez, o avançar da sua idade e de sua esposa (fato esse agravado por ser ela estéril) (Gn. 17.17).Abraão passa então a querer convencer a Deus colocando Ismael como sendo o detentor de toda sua herança, e, por conseguinte, das promessas de Deus.Contudo, Deus lhe reitera que; de Sara lhe daria um filho, e seu nome seria Isaque (Gn. 17.19).

5.2- Falando frente a frente

Para que Abraão entendesse definitivamente o que Deus faria através dele, veio pessoalmente (Gn. 17.1), e tão logo sai de sua presença, após explicar-lhe tudo com riquezas de detalhes, subiu diante de sua presença (Gn. 17.22).Sobre esse ponto nos explica o Pastor Elienai Cabral o seguinte: “ * trata-se da teofania,que significa ‘aparição de Deus’ (em forma humana).Nesta aparição,o Eterno se apresenta como EI SHADAI ( Deus todo poderoso) ”.Que privilégio maravilhoso teve Abraão de poder ver o senhor face a face. A Noiva do Senhor Jesus também tem essa promessa, todavia acrescida; de sermos como Ele é. Louvado seja o nome do Senhor!

Pela segunda vez Deus apareceu a Abraão (teofania).Desta vez na companhia de dois anjos.Note que Abraão parece dirigir-se a um deles (Gn. 18.2,3), prostando-se.Interessante observar que um dos anjos a quem Abraão reverenciou, não recusou sua adoração como seria comum em casos de anjos que traziam de Deus alguma mensagem (Ap. 19.10).Fato esse, que ratifica ser ele a pessoa do próprio Jeová.

5.3- Reiterando a promessa

Deus fala a Abraão que dentro de um ano Sara daria a luz a uma criança.

_________________________________________________

6 DAVIS, John.DICIONÁRIO DA BÍBLIA.Candeia, 20ª edição.

*CABRAL, Elienai.Lições Bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Ela ouviu, e riu-se (Gn. 18.12,13).Sendo contestada pelo Senhor, ela continuou negando.Essa atitude poderia trazer sérias conseqüências para Sara, entretanto, parece-nos que ao se dar conta que não falava a um homem, calou-se “ ……..não é assim,é certo que riste…… O coração do homem e da mulher,bem como sua intenções,estão sempre patentes diante de Deus; “ Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações . O mesmo erro cometeu Ananias e Safira, porém, perderam suas vidas, pois, mentiram ao Espírito Santo de Deus “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E grande temor veio sobre todos os que souberam disto. Levantando-se os moços, cobriram-no e,transportando-o para fora, o sepultaram. Depois de um intervalo de cerca de três horas, entrou também sua mulher, sabendo o que havia acontecido. E perguntou-lhe Pedro: Dize-me vendestes por tanto aquele terreno? E ela respondeu: Sim, por tanto. Então Pedro lhe disse: Por que é que combinastes entre vós provar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e te levarão também a ti ” Ananias e Safira agiram dolosamente,ou seja,tiveram a intenção de cometer tal pecado,pelo amor ao dinheiro.Entretanto, Sara mentiu justificando sua falta de fé, no que sendo advertida, voltou atrás.
VI-A INTERCESSÃO DE ABRAÃO
6.1- Pelos justos

“………ocultarei eu a Abraão o que faço…..” Deus estava pessoalmente decretando seu juízo sobre Sodoma e Gomorra,tendo consigo dois anjos que executariam tal intento (Gn. 18,22).A intercessão de Abraão tem início, quando ele sê dá conta das pessoas inocentes (justos) que poderiam ser destruídas.Queremos também crer na lembrança que tivera de Ló, seu sobrinho, que com ele praticamente fora criado, e no amor que nutria por ele.Sua intenção baseava-se nessa premissa (Gn. 18,23). Abraão então, aproveita a oportunidade de misericórdia dada por Deus “Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles . A oração intercessória é algo deve ser cultivado na vida do crente, pois revela o amor para com o próximo.
6.2- Sodoma e Gomorra

A insistência de Abraão com Deus deu resultado, pois Ló e suas duas filhas escaparam daquela tão grande destruição.Ma os ímpios moradores daquelas cidades foram todos destruídos conforme Deus determinara.

VII-A PROVA FINAL

7.1 – Ouvindo o chamado

Após Deus ter dado um filho a Abraão (Gn. 21,1), tem-se início a sua mais dura prova de fé, que perpetuaria séculos adentro da história, reconhecendo-o como Pai na fé.

Deus começa chamando Abraão, no ele prontamente responde “ …eis me aqui. ” Determina o Senhor que levasse seu único filho à terra de Moriá ,e lá o oferecesse em sacrifício.Abraão houvera passado por alguns descuidos na sua caminhada em rumo a verdadeira fé genuína que agora amadurecido, não intentava discordar da ordem dada por Deus, ainda que por mais dura que fosse.Assim, tomou consigo dois moços e a Isaque seu filho se pos a caminho. Notemos que no coração daquele velho e experiente pai estava de fato a intenção de cumprir cabalmente o propósito que Deus lhe ordenara, pois, levou consigo; lenha, fogo e o cutelo (Gn. 21,6). A bíblia fala que: “Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho…”da mesma forma um dia, o próprio Deus colocaria nas costa de seu filho Jesus Cristo o madeiro(lenha) para cumprir uma promessa feita àquela homem que não hesitara dar seu único filho a seu Deus.Cremos ao contemplar o Senhor tal ato, deu-se totalmente por satisfeito, pois, viu o quanto Abraão lhe amara. Seu filho, entendedor dos propósitos de seu pai, se manteve calado.Da mesma forma que Cristo esteve ao dar sua vida por nós pecadores na cruz do calvário.Aleluia!!

A bíblia não faz alusão,mas Flávio Josefo assevera ter Isaque a idade de vinte e cinco anos quando tal se deu.No exato momento em que Abraão, talvez com suas mãos tremulas e o coração despedaçado, estendeu sua mão para imolar seu filho, Deus não o chama, mas, dá um brado (grito) determinando cessar aquele ato por não ter Abraão negado ao Senhor o seu único filho.A razão do Evangelho do Senhor Jesus se fazer manifestar a toda humanidade está no amor de Deus derramado a todos, bendito o homem e a mulher que atentam para esta tão grande salvação que começando a ser moldada na antiguidade chegou hoje até nós.

Por: Ezequias Costa,professor de EBD da Assembléia de Deus em centenário – Duque de Caxias.

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Abraão, o amigo de Deus – subsídios

Publicado por Editor em 2007/09/17

LIVROS: Escola DominicalEducação CristãTeologiaCristianismo

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Abraão, o amigo de Deus – 1

Comentarista: Dr. Caramuru Afonso

Abraão, o amigo de Deus – 2

Comentarista: Pb. José Roberto

Abraão, o amigo de Deus – 3

Comentarista: Rádio Boas Novas

Abraão, o amigo de Deus – 4

Comentarista: Prof. Ezequias Costa

A mentira de Abraão

Comentarista:  Pr. Altair Germano 

 

 

 

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Abraão, o amigo de Deus – 2

Publicado por Editor em 2007/09/17

 LIVROS:  Escola Dominical  -  Educação Cristã  -  Teologia  –  Cristianismo

ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS

Texto Áureo: Hb. 11.8 – Leitura Bíblica em Classe: Ex. Gn. 12.1-5

Pb. José Roberto A. Barbosa


Objetivo: Mostrar que é possível ser amigo de Deus como o foi Abraão. Para tanto, precisamos extrair lições, tanto de suas virtudes quanto de suas falhas.

INTRODUÇÃO
Todos nós queremos receber o título singular atribuído a Abraão: amigo de Deus. Para isso, precisamos seguir o seu exemplo. Na lição de hoje, estudaremos a respeito da amizade entre Deus e o homem na Bíblia, ilustrada no exemplo do patriarca, pai da fé. Veremos que este, além de virtudes, teve também suas falhas, as quais, também nos servem de ensino.

1. A AMIZADE COM DEUS
O conceito de “amizade” com Deus não é algo que possa ser facilmente construído a partir do Antigo Testamento. A idéia de um relacionamento mais aproximado com o Deus de Israel seria algo fora de cogitação para a mente judaica mais conservadora. No entanto, Tiago, em sua epístola, no capítulo 2 e versículo 23, diz que Abraão não apenas fora justificado por Deus, mas, também, veio a se tornar amigo do Senhor. É interessante observar esse fato porque é possível constatar que Deus sempre desejou se relacionar com os seres humanos. E, como veremos mais adiante, essa amizade fora antecipada, de algum modo, em Abraão, um homem que desfrutou de intimidade com Deus. Mais tarde, quando o Deus fez morada entre os homens, a possibilidade dessa amizade alcançou seu apogeu. Em Jo. 15.14,15 Jesus chama aos Seus discípulos de amigos – filos em grego – mostrando, assim, a profunda intimidade que deseja ter com aqueles que atenderam ao Seu chamado.

2. ABRAÃO, UM AMIGO DE DEUS
A amizade de Deus com Abraão pode ser inferida, a princípio, a partir de Gn. 18.17, no relato da destruição de Sodoma e Gomorra. O Senhor deixa claro que não ocultará seus desígnios ao patriarca da fé em virtude dos projetos que tinha em sua vida. Mesmo sendo um exemplo de fé para os crentes de todos os tempos, Abraão, todavia, não era perfeito. Certa feita, diante da ameaça de seca e fome, Abraão “desceu para o Egito” (Gn. 12.10). Por alguns momentos, deixou de acreditar que Deus lhe pudesse prover os suprimentos necessários para viver na terra prometida. Quando se deixou levar pelas circunstâncias, teve de se ocultar por detrás de sua esposa (Gn. 12.12), recomendado, inclusive, que ela mentisse se achasse necessário, a fim de protegê-lo (v. 13). O medo de Abraão (e o de todos nós) é o de que venhamos a perder o controle das situações futuras (Gn. 12.13). É irônico perceber que o velho patriarca acabou sendo corrigido pelo rei pagão a quem tanto temia (Gn. 20.17). Por outro lado, Abraão também se mostrou, em várias circunstâncias, atitudes de generosidade – quando seu sobrinho Ló encontrava-se em perigo (Gn. 14.24); firmeza – nas promessas que o Senhor lhe havia feito (At. 7.2; Gn. 12.1,2), desprendimento – quando encontrou Melquisedeque, o sacerdote do Deus altíssimo (Gn. 14.18,19), integridade – quando lhe ofereceram riquezas indevidas (Gn. 14.22,23); e submissão – quando o Senhor requereu seu filho em sacrifício (Gn. 22.1-3).

3. PARA SER AMIGO DE DEUS
Quando lemos a narrativa bíblica a respeito de Abraão vemos que, apesar de suas falhas, esse foi um homem que desfrutou de um relacionamento aproximado com Deus. As conversas de Abraão com Deus, como aquela que antecipou a destruição de Sodoma e Gomorra (Gn. 18.24-26), mostram o nível de intimidade do patriarca com o Senhor. A amizade de Abraão com Deus, ainda nos tempos antigos, e as declarações de Jesus a respeito da amizade com os seus discípulos (Jo. 15.14,45) nos servem de estímulo para buscar um relacionamento mais próximo do Senhor. A base para a verdadeira amizade, tanto com Deus como com o próximo, sempre será o amor. Não existem regras fixas para a amizade com Deus, exceto o amor incondicional (Jo.13.34; 14.15,21; 15.12,17; I Jo. 3.11,23; 4.21). Jesus é a prova maior da amizade genuína que, com altruísmo, vai às ultimas conseqüências, entregando sua própria vida (Jo. 10.13-15). Pode alguém amar a Deus assim numa época marcada pela troca de favores em que as pessoas se relacionam querendo obter algo em troca?

CONCLUSÃO
A principal exigência de Deus, para que alguém venha a se tornar seu amigo, é que recebamos a mediação de Jesus, nosso Salvador (I Tm. 2.5; Jo. 14.6; I Co. 1.1-9). Sem Ele, o ser humano continuará, para todo o sempre, inimigo de Deus, por causa de sua condição de pecado (Ef. 2.15; Tg. 4.4). Com Cristo, podemos desfrutar de plena paz e comunhão com o Senhor, e do mesmo modo que Abraão, também podemos ser chamados de amigos de Deus. Em relação a Deus, a verdadeira amizade é concretizada por meio da submissão e obediência (Jo. 14.21,24).

BIBLIOGRAFIA
BIBLIA DE ESTUDO. Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
VINE, W.E., UNGER, M. F., WHITE JR, W.
Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

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