EnsinoDominical.com – o blog da ebd

O blog da Escola Bíblica Dominical

Posts de Junho, 2007

6ª Consulta Nacional de Evangelização Universitária

Publicado por Editor em 2007/06/29

conferencia.png

A Consulta Nacional de Evangelização Universitária é um encontro de alunos, ex-alunos professores e profissionais interessados na evangelização universitária e de setores de difícil acesso ao evangelho. É uma busca do Poder do Espírito Santo, conforme Atos 1.8, para realizar a evangelização.

Participam do evento pessoas vindas de diversos estados do Brasil e do exterior. Todos inflamados pelo Espírito de Deus na busca de capacitação para fazer conhecido o mistério do Evangelho.

Ao longo dos 11 anos de existência da Aagência Pés Formosos foram realizamos 5 Consultas Nacionais todas com excelentes resultados, Cuiabá-1996, Belo Horizonte-1997, São Paulo-1999, Brasília-2001, Rio de Janeiro-2005.

Foram muitas pessoas tocadas pelo Poder de Deus para uma nova dimensão de vida e sabemos que em Pindamonhangaba não será diferente.

É maravilhosa também a oportunidade de conhecer pessoas de várias localidades, desfrutar de amizade e comunhão em torno de um propósito comum.

Venha! Forme seu grupo e desfrute dessa maravilhosa festa espiritual onde o Espírito de Deus fará grandes coisas em sua vida.

Caso seja realizado assembléia geral da APF no evento, ela deverá ser colocada na programação.

Enviado em A Escola Dominical | Deixar um comentário »

Mais de 100.000 acessos!

Publicado por Editor em 2007/06/29

Estamos muito felizes e gratos a Deus, pois, o nosso Ensino Dominical ultrapassou 100 mil acessos, em menos de 3 meses no ar.

É uma grande vitória para nós, administradores do site, e para todos os internautas que dele participam.

Deus os abençõe!

Ensino Dominical 

Enviado em A Escola Dominical | 2 Comentários »

A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa – 5

Publicado por Editor em 2007/06/29

A IGREJA DE JESUS CRISTO É VITORIOSA

 – Rm 8.31,32,35,37; Ap 19.11,16; 20.10; 22.13
Lição 13 – 01/07/2007
Texto bíblico: I Coríntios 15.57 Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.

QUANDO O SENHOR DIRIGE OS NOSSOS PASSOS
1. TEMOS CONVICÇÃO

* Da Sua presença – Mt 28.20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém
* Da Sua promessa – Hb 10.23 Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu
* Da Sua lealdade – 2 Tm 3.3 Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo
2. TEMOS INTREPIDEZ
* Para vencer a concupiscência – Gl 5.16 Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
* Para vencer a corruptibilidade – Gl 6.8 Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna
* Para vencer o esmorecimento – Rm 8.26 Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis

3. TEMOS GARANTIAS
* Pelas Suas intervenções – Sl 46.1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia
* Pelas Suas sustentações – Sl 145.14 O Senhor sustém a todos os que estão a cair, e levanta a todos os que estão abatidos.
* Pelas Suas estimulações – Jo 16.33 Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo

Pr Adilson Guilhermel

Enviado em Subsídios Lições | 1 Comentário »

A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa – 4

Publicado por Editor em 2007/06/27

Lição 13 – A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa

Leitura Bíblica em Classe

Romanos 8.31,32,33,37; Ap 19.11,16; 20.10; 22.13

 

Esboço da Lição

Introdução  

I. As aflições experimentadas pela Igreja

II. O cântico de vitória da Igreja

III. Nada pode nos separar do amor de Deus

IV. A vitória é nossa pelo sangue de Jesus

Conclusão

 

Tema deste Subsídio

O verdadeiro poder da Igreja

 

Autor

Pr. César Moisés Carvalho

 

Palavras-chave

Poder; Igreja; Palavra de Deus.

 

“Pois também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). 

Em julho de 1999, no 1º Seminário de Escritores Evangélicos, promovido pela CPAD, lembro-me de uma recomendação do Pastor Antonio Gilberto – sobre a importância de se conhecer as línguas originais em que a Bíblia foi escrita – seguida da indicação (estávamos na filial da CPAD em Vicente de Carvalho/RJ) de dois livros sobre sintaxe do hebraico. Apesar de meu conhecimento do assunto não ter avançado quase nada, mantenho um bom costume durante anos: verificar o verdadeiro sentido do texto bíblico. Para isso leio o mesmo texto em diversas versões da Bíblia, consulto dicionários bíblicos, inclusive com o significado dos termos originais e sempre pesquiso um bom comentário. Por quê? Para não cometer atrocidades com o texto bíblico e inverter sua mensagem original.

Esse problema, em que pese às opiniões contrárias, pode ser fruto de, ao menos, três causas:
1 – Ignorância ou desconhecimento;

2 – Falta de dedicação ao estudo da Palavra;

3 – Distorção deliberada do texto.

Apesar de as três formas apresentarem resultado praticamente comum – o prejuízo dos ouvintes – as duas primeiras podem ser “facilmente” resolvidas com o aconselhamento, o mesmo não valendo para o terceiro caso, pois é algo que parte de alguém que conhece, mas que, para tirar vantagens próprias ou institucionais, dá sentido distinto do original a fim de manter-se ou manter a instituição no domínio. Lamentavelmente, essa forma de “interpretação” bíblica é largamente utilizada.

No que diz respeito ao texto bíblico que abre esta reflexão, sabemos das diversas distorções as quais ele tem sido submetido. O primeiro e mais conhecido é a que interpreta que a “pedra” a que se refere o Senhor Jesus seja “Pedro”. Daí o apóstolo ser considerado fundador da igreja e primeiro papa. Totalmente infundada, e já bem rechaçada pelos estudiosos, dispensamos comentários acerca desta equivocada interpretação.

Uma segunda distorção – e esta sim é preocupante – é o triunfalismo institucional. Certo dia, alguém esbravejando disse que “Deus se encarrega de cumprir todos os anseios de sua igreja”, e arrematou: “Você é a igreja de Cristo irmão, pede o que quiser”. Se lermos a Bíblia com cuidado, verificaremos que, a Igreja com “I” maiúsculo é o Corpo de Cristo, e, por conseguinte, guardadas as devidas proporções e exageros do literalismo, uma extensão Sua aqui na Terra. E qual foi o modo de viver do meigo Nazareno quando esteve encarnado entre nós? Qual foi a Sua promessa para a Igreja? Será que o Senhor Jesus dotou a Igreja de um poder paralelo para arbitrariamente cumprir os desejos individualistas dos cristãos nominais da atualidade?

Essa precipitada conclusão vem da descabida “interpretação” de que com a expressão do Senhor: “[...] as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, e também com a do próximo versículo, estava Ele beneficiando a Igreja com um poder mandatário que extrapola até mesmo a dimensão física e avança ao reino espiritual. Tudo isso, sabemos, não passa de ficção espiritual alimentada pelo pragmatismo pós-moderno – tudo é avaliado em termos de satisfação pessoal – perversão do texto bíblico e sensacionalismo barato para envolver o auditório. Somos sabedores de que desde a primeira vez que alguém quis ter poder semelhante ao de Deus, causou uma desestruturação total na ordem das coisas criadas, provando sua imaturidade em relação ao domínio e direção, que de forma soberana, só pertencem a Deus (veja Gn 3).

Como Corpo de Cristo, o verdadeiro poder da Igreja do Senhor Jesus é o poder de fazer aquilo que sua “Cabeça” determinar. Paulo escreveu que Ele – o Senhor Jesus Cristo – é “a cabeça da igreja” (Ef 1.22 e Cl 1.18). Não existe corpo ou cabeça – com vida – separados um do outro. Eles são complementares. Não obstante, o corpo só faz o que a cabeça determina. Mesmo os nossos atos mais mecânicos e orgânicos, que parecem prescindir de elaboração mental, são processados e comandados pelo nosso cérebro.

O verdadeiro poder dado a Igreja, não é político, econômico ou social, Deus não tem interesse que o Seu povo exerça hegemonia nessas áreas. É bem verdade que a Igreja teve participação direta em grandes acontecimentos da História, seu papel foi notoriamente fundamental quando isso se fez necessário. Convém entender que, para influenciar, Ela não deixou de ser Igreja para se tornar um partido político, um modelo econômico ou mesmo uma filosofia de vida, foi sendo Igreja e vivendo como tal, segundo sua natureza e cumprindo os desígnios do Senhor, que toda a diferença foi feita. E, quando na História, a Igreja se institucionalizou, misturando-se – chegando a ser confundida! – com o poder político ou o Estado, foi preciso uma reforma para que Ela voltasse ao seu propósito original.

Reconhecemos a urgência de salgar e iluminar. Mas, a despeito da proposital redundância, é preciso que o sal seja sal mesmo e a luz seja mesmo luz. Sob pena de sermos pisados por causa da falta de sabor e de rejeitados por não iluminar. Se o Evangelho, as Boas Novas, a mensagem do reino, pérola da Igreja, alcançar pessoas em pontos estratégicos da sociedade e dentro de todos os escalões, vivendo esses de forma ética e cristã, aliando a mensagem ao seu exemplo, compromisso e serviço, com a postura condizente de um membro do Corpo de Cristo, é fato que profundas transformações ocorrerão na sociedade, mas se isso acontecer, não será porque a Igreja deixou de ser o que é, mas exatamente o contrário!

“As portas do inferno não prevalecerão contra ela” – não significa que não passará por tribulações (é só ver o testemunho insuspeito da História), ou que tomará a dianteira política – quer dizer que a Cabeça garante a subsistência de Seu Corpo e, que este não será exterminado. Cabe, entretanto, avaliar no plano individual e coletivo, se somos ou não membros do Corpo. A comprovação de estarmos no Corpo de Cristo é o fato de nossas ações serem diferentes, relevantes, significativas e desprovidas do legalismo ou do assistencialismo eleitoreiro de fazer um pequeno benefício para receber algo bem maior em troca. As nossas ações serão, simplesmente, a exteriorização do que foi processado na Cabeça, pois o Corpo – estamos falando de um corpo em perfeito estado – não faz o que quer.

O poder dado à Igreja é o poder – capacitação espiritual – para executar a Obra do Senhor, poder para cumprir a Grande Comissão que Jesus Cristo a delegou. Quando faz isso – que é sua incumbência – a transformação total da realidade acontece como conseqüência. Nada pode deter a Igreja – o Corpo de Cristo – quando Ela cumpre o plano mestre da Cabeça – o Senhor Jesus – pois é exatamente isso que se espera de um organismo normal e perfeito (Ef 4.15,16)

Enviado em Subsídios Lições | Deixar um comentário »

A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa – 2

Publicado por Editor em 2007/06/25

Lição 13

A IGREJA DE JESUS CRISTO É VITORIOSA

Texto Áureo: I Co. 15.57 – Leitura Bíblica em Classe: Rm. 8.18-37; Jo. 14.1; I Ts. 4.13-17

 

Pb. José Roberto A. Barbosa

fonte: http://www.subsidioebd.blogspot.com/

Objetivo: Mostrar que a igreja de Cristo triunfa e sempre triunfará em todos os campos de batalha, vencendo a todos os desafios.

INTRODUÇÃO
O que será da igreja nesses tempos trabalhosos? O que lhe reserva o futuro? Essas foram algumas das muitas perguntas que tentamos responder ao longo deste trimestre. Na aula de hoje, a última dessa série de estudos, nos deteremos, prioritariamente, nas aflições do tempo presente, da relação do crente com Cristo, e da certeza de sua vitória tanto nos dias atuais quanto no futuro.

1. AS AFLIÇÕES DO TEMPO PRESENTE
A palavra sofrimento, no versículo 18, de Rm. 8, é pathema e diz respeito aos infortúnios que se pode padecer por amor a Cristo. A perseguição, no tempo presente, faz parte do discipulado cristão (Mt. 16.24). Aqueles que são perseguidos por amor a Cristo devem se regozijar por serem vituperados com Ele (Mt. 5.11,12; At. 20.24; I Pe. 1.6,7). Pois, como bem nos lembra Paulo, todos aqueles que piedosamente seguem a Cristo padecerão perseguições (II Tm. 3.12). Há, porém, uma comparação nesse versículo. É dito que as aflições do tempo presente não se comparam à glória a ser revelada em nós (ver. Cl. 3.4; II Ts. 1.7-12; 2.14; I Pe. 1.13; 4.14; I Jo. 3.2). O futuro que está reservado, à igreja de Jesus Cristo, conforme vemos nos textos apontados, face às aflições do tempo presente, é o arrebatamento, no qual, se dará à glorificação (I Co. 15.21-58).

2. NADA NOS SEPARÁ DO AMOR DE CRISTO
É nessa bendita esperança que podemos descansar, convictos de que nada nos separará do amor de Cristo (Rm. 8.35). As tribulações, angústias, perseguições, fome, nudez, perigo ou espada. As circunstâncias do tempo presente nada podem contra aqueles que estão guardados em Cristo Jesus (Jr. 31.3; Jo. 10.28; 13.1; II Ts. 2.13-16). O amor de Cristo nos é revelado em seu sacrifício vicário na cruz pelos pecados (Jo. 3.16). Ele é, na verdade, a prova cabível do grande amor de Deus para conosco, sendo nós ainda pecadores (Rm. 5.8). Isso não quer dizer que formos predestinados, individualmente, para a salvação. Cada um de nós precisa receber a Cristo como salvador pessoal (Jo. 1.12). E não apenas isso, precisamos, também, permanecer nEle (Jo. 15.2-8) para dar muitos frutos. A menos que mantenhamos a comunhão constante, com Cristo e com os irmãos, redundaremos na apostasia (I Tm. 4.1; Hb. 6.1-6). Feita essa ressalva, é importante destacar que, o objetivo da mensagem de vitória, é o conforte e a esperança, não a angústia e o medo de perder a salvação (I Ts. 4.13, 18).

3. MAIS DO QUE VENCEDORES
Vencedores, no vs. 37, em grego, é hupernikao, e diz respeito “a uma vitória inigualável”. Que, no contexto da passagem, está associada à vitória sobre as perseguições e às aflições do tempo presente. Essa vitória não vem de nós mesmos, dos méritos pessoais, mas por meio dAquele que nos amou e venceu por nós (Gl. 2.20; Ef. 5.26,27; II Ts. 2.16; I Jo. 4.10,19; Jd. 24; Ap. 1.5). É uma pena que esse versículo, como muitos outros vistos isoladamente do seu contexto, seja tão mal interpretado. O texto, dentro do seu contexto, nos ensina que, independentemente do que venha a acontecer, mesmo perante as aflições e perseguições, nada deveremos temer, pois, em Cristo, somos mais do que vencedores. E, essa vitória, se realiza, no tempo presente, na batalha do crente contra a natureza pecaminosa, pelo Espírito (Rm. 8.1-5), da vivificação dos corpos mortais por ocasião do arrebatamento (Rm. 8.11), à semelhança da ressurreição de Cristo, da filiação divina, por adoção, em Cristo, (Rm. 8.15,16), na intercessão do Espírito, na oração (Rm. 8.26) e na certeza de que Deus está no controle de nossas vidas (Rm. 8.28). Em tudo isso, somos mais do que vencedores em Cristo Jesus. Aleluia!

CONCLUSÃO
Os tempos atuais, conforme estudamos ao longo deste trimestre, são bastante trabalhosos. As perseguições são as mais diversas, tanto dentro quanto fora do arraial evangélico. Contudo, nada temos a temer, pois temos a promessa de Cristo que, se vivermos como sal e luz (Mt. 5.13,14), as portas do inferno não prevalecerão contra Sua igreja (Mt. 16.18). Diante disso, podemos nos confortar na certeza de que um futuro glorioso nos aguarda (Jo. 14.1,2; I Ts. 4.13-17).

BIBLIOGRAFIA
CABRAL, E. Comentário bíblico: romanos. 3ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998
PITT, J. Quando vem a perseguição. 3ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1993.

Enviado em Subsídios Lições | 2 Comentários »

Planejamento de aula

Publicado por Editor em 2007/06/24

Documento em power point sobre planejamento de aula.

Baixar

Enviado em Didática | 4 Comentários »

Leitura Bíblica: SALMOS 107.1-22

Publicado por Editor em 2007/06/24

LEITURAS BÍBLICAS DIÁRIAS 

24 DE JUNHO DE 2007
SALMOS 107.1-22
Louvor a Deus pela sua bondade

 

Dêem graças a Deus, o Senhor, porque ele é bom, e porque o seu amor dura para sempre. Que aqueles que ele libertou repitam isso em louvor ao Senhor! Ele os livrou das mãos dos seus inimigos e fez com que eles voltassem dos países estrangeiros, do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. Alguns andaram perdidos pelo deserto e não acharam nenhuma cidade onde morar. Estavam com fome e com sede e haviam perdido toda a esperança. Então, na sua angústia, gritaram por socorro, e o Senhor Deus os livrou das suas aflições. Ele os levou pelo caminho certo para uma cidade em que pudessem morar. Que eles agradeçam ao Senhor o seu amor e as coisas maravilhosas que fez por eles! Pois ele dá água aos que têm sede e coisas boas aos que estão com fome. Alguns estavam vivendo na escuridão, nas trevas, aflitos e presos com correntes de ferro porque haviam se revoltado contra as ordens do Deus Altíssimo e rejeitado os seus ensinamentos. Por causa do trabalho pesado eles estavam esgotados; caíam, e ninguém os ajudava. Então, na sua angústia, gritaram por socorro, e o Senhor Deus os livrou das suas aflições. Ele os tirou da escuridão, das trevas, e quebrou em pedaços as correntes que os prendiam. Que eles agradeçam ao Senhor o seu amor e as coisas maravilhosas que fez por eles! Pois ele derruba portões de bronze e despedaça barras de ferro. Alguns foram insensatos e sofreram por causa dos seus pecados, por causa da sua vida de rebeldia; ficaram com enjôo diante da comida e chegaram bem perto da morte. Então, na sua angústia, gritaram por socorro, e o Senhor Deus os livrou das suas aflições. Com a sua palavra, ele os curou e os salvou da morte. Que eles agradeçam ao Senhor o seu amor e as coisas maravilhosas que fez por eles! Que ofereçam sacrifícios de gratidão e, com canções de alegria, anunciem tudo o que ele tem feito!

Para visitar site SBB clique aqui


Enviado em Vida Cristã | Deixar um comentário »

A falta de amor – Plano de Aula

Publicado por Editor em 2007/06/23

A FALTA DE AMOR

Prof. José San Martin Caminã Neto

wwwstadtauscom_btn9560283.png

wwwstadtauscom_btn9560282.png

Legendas:

i Ilustração

DL Dedução Lógica *Obs.: Professores podem criar símbolos que melhor auxiliem na preleção

PP Pergunta pertinente

 

INTRODUÇÃO

· Alegria de poder ter a oportunidade de servir a Deus compartilhando o estudo da Palavra na Escola Dominical (depoimento pessoal)

· Sou fruto da EBD – minha mãe me levava desde pequenino à EBD – isso foi importante! (depoimento pessoal)

· Meu pai se encarregou de me enculcar as principais verdades bíblicas e valores morais que permeiam minha vida até hoje (depoimento pessoal)

·Professores, vamos para esta aula tendo em mente que o amor é a base da vida

o i “Três palavrinhas só, eu aprendi de cor: Deus é amor, trálálálálálá, lalá“. Este pequeno e conhecido corinho infantil traz uma das maiores verdades, senão a maior verdade revelada por Deus ao homem: Deus é amor, 1Jo 4.8b (prof. dr. Caramuru Afonso, coment. Lição “Amor, o fruto excelente”, 1º Trimestre de 2005 – O fruto do Espírito).

o Sem o Amor com que fomos amados e valorizados pelo Criador, nada seríamos

§ O amor divino em nosso coração completa a carência e os defeitos do nosso amor humano, terreno, falho e imperfeito.

- Não conseguimos amar nossos entes queridos, nosso cônjuge, nossos amigos e tampouco nosso Senhor adequadamente apenas de nós mesmos

- i A história de Pedro, conforme vimos na aula passada, é uma prova disso (ele só estava pronto para amar e servir a Deus quando reconheceu sua incapacidade)

- Mas com Seu amor derramado em nossos corações podemos atingir esse ideal!

 

Rm 5.5 Ora, a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

o i Sem o cuidado de uma mãe que nos concebeu, amou, protegeu, alimentou, etc., nunca teríamos chegado a ser o que somos.

o i Sem o amor no coração da maioria das pessoas a vida seria insuportável

§ i Imagine a hora do rush no trânsito cheio de motoristas sem amor!

§ i Os fariseus seriam homens perfeitos se além da exterioridade tivessem amor no coração! (boas obras sem amor não passa de hipocrisia).

- Somente quem ama elogia com sinceridade

- Somente quem ama perdoa

- Somente quem ama ora pelos inimigos

- Somente quem ama procura o ofensor e pede perdão, mesmo sendo a parte ofendida

· A multiplicação da iniqüidade é apontada pelo Senhor Jesus como a causa da falta de amor

 

I.ni.qüi.da.de
substantivo feminino
1 caráter daquilo ou daquele que é iníquo, que é contrário à eqüidade
Ex.: <a i. de uma lei> <a i. de um juiz>
2 ação ou coisa contrária à moral e à religião
3 aquilo que é iníquo, ato contrário à justiça, à eqüidade
Ex.: cometer i.
4 ato perverso; maldade
(Fonte: Dicionário Houaiss)

o Não podemos esquecer: Uma acepção importante da palavra iniqüidade é: Pecado consciente:

§ Eu sei que o que estou fazendo é errado e que terá conseqüências

§ Estou ciente da malignidade do meu ato, que me afastará de Deus

- Mas quebro as regras apesar da consciência estar a me alertar

- Cauterizo minha consciência ao longo dos dias, meses e anos afundado na repetição do erro

- Ultrapasso o sinal divino mesmo ciente de que o pecado desagrada a Deus

i Acesso a sites pornográficos é um ato de iniqüidade na medida em que preciso clicar no link específico consciente do que vou contemplar

i Semeio fofocas contra alguém com a desculpa: “estou contanto para você orar por ele”

(*professores citem experiências pessoais e casos que conheçam para reforçar o ensino)

 

1Tm 4.2 pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência,

Bíblia Viva: tais mestres falarão mentira de cara séria, e farão isso tantas vezes que nem mesmo a consciência os incomodará

I. O MAIOR DOS MANDAMENTOS

Palavra-chave: “Amor” — Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem

LIÇÃO Síntese do tópico I: O amor a Deus de toda a alma e de todo o coração é o maior de todos os mandamentos.

1. AMAR A DEUS DE TODO O CORAÇÃO

 

· O amor a Deus é base para desenvolvermos relacionamentos sadios, honestos e duradouros por onde quer que andarmos, convivermos

 

Sl 37.23 Os passos do homem bom [amoroso] são confirmados pelo Senhor, e ele se deleita no seu caminho.

PP Por que é tão difícil amar conforme os dois mandamentos que resumem a Lei e os profetas?

 

Mateus 22.36-40 Mestre, qual é o grande mandamento na lei? 37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38 Este é o primeiro e grande mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.

· A regra áurea a todos quantos quiserem viver de acordo com a vontade de Deus é Simples, mas complicada pelo orgulho do coração humano duro e egoísta

· Jesus citou as crianças como referência aos que pretendem entrar no reino do céu por quê?

 

Lucas 18.15-17 Traziam-lhe também as crianças, para que ele as tocasse. Os discípulos, vendo isto, repreendiam-nos. 16 Mas Jesus, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais, pois dos tais é o reino de Deus. 17 Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele.

o i Uma criança reflete perfeitamente o amor divino (ágape) descrito em 1 Coríntios cap.13

i Não guarda rancor, não é egoísta, não se ensoberbece, perdoa fácil, não age com ira no trânsito, suporta, crê, espera

i não admira que esse modelo infantil aponta para a inocência perdida no Éden, quando a Glória de Deus foi banida pelo pecado (“todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”).

· Uma pessoa normal ama a si mesma e só quer receber o bem (lava-se, perfuma-se, alimenta-se, gosta de lazer, busca paz e felicidade)

o i Se cada ser humano fizesse o mesmo aos outros no mundo não haveria guerras, desigualdade social, corrupção, violência

o i O pecado transtornou o plano divino, mas por meio do redentor amoroso todos podemos reaver o amor perdido e passarmos a semear o amor

2. AMAR A DEUS DE TODA A ALMA E PENSAMENTO

· O amor a Deus não pode ser cego, irracional, alienado, sem propósito.

o Ele não quer que O amemos meramente, mas com todo o nosso pensamento (razão, raciocínio)

o Ele na precisa de adoradores e servos interesseiros (i havia na multidão os que queriam apenas peixe e pão)

o Ele não se interessa por aqueles que O servem por medo (i ao servo infiel que enterrou os talentos por medo ele lançou às trevas exteriores)

§ Isso fala de sabedoria – temos de amar e servir a Deus voluntariamente por amor, e com sabedoria

 

Ef 1.8 que ele derramou profundamente sobre nós em toda a sabedoria e entendimento.

Cl 1.9 Por esta razão, nós também desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual.

Cl 3.16 A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com gratidão em vossos corações.

Tg 1.5 Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos liberalmente, e não censura, e ser-lhe-á dada.

v Muitos dizem amar a Deus, mas suas obras e ações não condizem com seu discurso

i Os fundadores e adeptos de seitas heréticas garantem que amam a Deus

i Testemunhas de Jeová estão todos os dias batendo nas portas das casas do meu bairro (estão certos que praticam o amor de Deus)

i Espíritas servem sopões aos menos favorecidos certos de agir por amor

i A rede Globo (espírita) realiza O Criança Esperança – por “amor” aos pobres

i Quantas vezes nós mesmos fazemos algo imaginando que é uma expressão de amor, mas não passa de uma atitude egoísta, para mostrar a alguém

i Saulo pensava que estava fazendo uma obra para Deus perseguindo e matando crentes

i Ananias e Safira imaginavam-se generosos e amorosos ao doar 50% do dinheiro da venda de sua propriedade – mentiram e foram punidos com a morte!


i Mas o contraste desse erro ou a expressão verdadeira do amor podem ser vistas:

i Na morte de Estevão que pediu a Deus que perdoasse seus assassinos (e que resultou na conversão de Saulo! Olhem bem, quem vive no amor até na morte semeia a Palavra!)

i Na atitude do próprio Senhor Jesus, que antes de morrer clamou: “Pai, perdoa-lhes!”

i Conta-se que um velhinho evangelizava os moradores de um bairro e bateu numa porta. Um homem saiu e disse: “Eu vou à sua igreja, mas você terá de me deixar bater em sua face, como diz a Bíblia”. O servo de Deus respondeu que ele podia bater se isso o levasse à salvação. O homem deu um soco no rosto do irmão e mandou-o virar o outro lado. Ao ver o irmão sangrando a filhinha do homem gritou: “Papai, não bate nesse homem, ele é um servo de Deus!”. O agressor caiu de joelhos e abraçou o velhinho chorando desconsoladamente, pois a criança era muda de nascença e aquelas foram as primeiras palavras que acabara de pronunciar!


PP Será que nossas atitudes têm aproximado ou afastado os pecadores do Senhor Jesus?


1Co 11.1 Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.

 

Ef 5.1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados,

o i Na bonita música “Quero ser como Tu” [Quiero ser como Tú], o cantor Danny Berrios narra a história de seu filhinho que se aproxima dele, dá um beijo, um abraço e diz: “Papai, quero ser como o senhor”. Em oração, então, Danny fala para Deus: “Senhor, eu quero ser como Tu, porque meu filho quer ser como eu. Senhor, ajuda-me a ensinar-lhe para que ele possa compreender que eu quero ser como Tu porque ele quer ser como eu! ”

RESPONDA


1. Qual o maior dos mandamentos?

R.: Amar a Deus de todo coração

 

II. O SEGUNDO GRANDE MANDAMENTO

LIÇÃO Síntese do tópico — Amar o próximo como a si mesmo é o segundo grande mandamento.

1. AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

2. AMAR AS ALMAS PERDIDAS

Rm 13.8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.

 

· As notícias policiais diárias apontam para a uma questão simples: Ausência de amor

    • i O padrasto condenado na cidade de Cláudia-MT por estuprar a enteada de 10 anos
    • i O filho que estuprou a própria mãe em Nortelândia-MT, após ingerir drogas
    • i A jovem Suzane Von Richtofen que participou do assassinato dos próprios pais
    • i As bolivianas pegas com drogas no estômago e vagina
    • i O político que roubou milhões do orçamento
    • i Eu, quando calunio, faço fofoca do meu próximo ou espalho notícias negativas

(*o professor poderá citar outros casos para demonstrar a oposição ao amor)

A) O próximo é o nosso familiar

· i Muitos querem ser missionários, ou preocupam-se em “fazer a obra” aqui e ali, mas seus familiares ainda não ouviram dele sobre a salvação

B) O próximo é nosso irmão em cristo

· i Deus leva em consideração o amor mútuo. O Senhor Jesus disse e São João ecoou durante toda a sua vida o preceito fundamental a todo crente: “Amai-vos uns aos outros”

C) O próximo é nosso vizinho

· i Temos de ter paz com todos. Temos de estar abertos a amizade e comunhão com todos (os outros podem não querer ser meus amigos, mas meu canal está aberto para com eles no momento que decidirem se aproximar)

D) O próximo é o colega de escola

· i Um jovem crente aqui em Cuiabá-MT estava num evento de evangelismo estudantil quando um outro jovem olhou para ele e disse: “Eu te conheço. A gente estudou junto. Lembra?”. O outro abaixou a cabeça afirmando que sim. Aí o novo convertido cobrou: “Por que você não me falou de Jesus naquele tempo? E se eu tivesse morrido sem a salvação?”. Na verdade, a lição que o estudante crente levou naquele dia o denunciou por sua indiferença ao seu próximo na escola.

o i Quantas vezes deixamos pessoas morrerem ao nosso lado? Pessoas provenientes de lares destruídos – pessoas abusadas na infância – jovens envolvidos em drogas e prostituição – eles estão sorrindo ao nosso esperando apenas um palavra de salvação para preencherem o vazio de Deus em seus corações e serem redimidos – Mas nós nos calamos!

E) O próximo é o colega de trabalho

i O escritor Orlando Boyer Conta em seu livro “esforça-te para ganhar almas”, que um operário se acidentou numa fábrica e aguardava a morte deitado no chão. EM dado momento começou a gritar: Tem algum crente aí para me falar de Jesus? Tem alguém que possa me falar da salvação?… Ninguém apareceu. Os que testemunharam esse fato trágico assistiram a agonia do homem em seus últimos momentos clamando, em vão, por uma palavra de salvação.

i Será que não havia ninguém – nenhum crente, mesmo picareta, naquele local para entregar um mensagem ao infeliz? O “próximo” que trabalha conosco está sob nossa responsabilidade. Se vai aceitar ou não, não compete a nós – o que temos de fazer é comunicar a verdade do Evangelho a eles

i Lembro-me que fiz um curso em São Paulo, pela Seguradora Itaú, onde trabalhei há alguns anos. Dividi o quarto de hotel com um colega do interior daquele Estado. Qual foi minha decepção ao saber alguns meses depois por meios dos colegas que justamente aquele jovem que conviveu comigo no hotel e no curso morreu. E eu não disse nada sobre minha fé a ele!

F) O próximo é o carente e o excluído social

· i Nós e muitas de nossas igrejas geralmente não nos envolvemos diretamente com os excluídos socialmente, sejam aidéticos, homossexuais, prostitutas, mendigos, bêbados, etc., etc. Onde está o amor verdadeiro que recebemos e aprendemos do Senhor

o i Pastor Adeildo Costa, ex-mendigo e hoje pregador da Palavra, conta que um dia soube que o pastor Takayama pregaria na igreja do AD Belenzinho, em São Paulo-SP e desejou ouvi-lo. Ao chegar ao local, foi impedido de entrar por um crente que o tratou como ladrão e o expulsou dali! Como se sente essa pessoa hoje ao ver onde Deus colocou Adeildo?

(*o professor poderá citar outros casos em cada tópico)

DL Só vivemos como verdadeiros filhos e servos de Deus quando amamos como Ele nos amou!

RESPONDA

2. Qual o segundo mandamento semelhante o primeiro?

R.: Amar ao próximo como a si mesmo.

3. Quem é nosso próximo?

R.: Nosso familiar, irmão em Cristo, vizinho, colega de trabalho, uma pessoa carente.

 

III. A MARCA DO CRISTÃO

· A principal característica de um crente é o amor Ágape (proveniente de Deus) que ele expressa, não dele mesmo, mas pela graça de Deus. Isso é um fato extremamente poderoso e que tem servido para a salvação de milhares de pessoas que observam o testemunho dos verdadeiros servos de Cristo.

1. CRISTÃOS QUE SE ODEIAM?


· Um dos maiores prejuízos hoje na igreja é a falta de amor fraternal entre os crentes – a iniqüidade tem ganhado terreno também entre gente que se diz cristã (i biblicamente sabemos que o joio, as virgens loucas, os mornos, aqueles que ainda têm escamas nos olhos como Saulo, aqueles que ainda não se converteram — e conseqüentemente não vivem no amor de Deus só serão desmascarados, arrancados no dia da volta do Senhor).

o Busca de interesses próprios – como os filhos de Zebedeu que queriam se assentar com Jesus

o Competição por cargos – como os fariseus hipócritas que se preocupavam com posições

o Inveja doentia e maldosa – como Judas, o irmão do pródigo, etc.

i Aqui em Cuiabá teve caso recente em que um irmão incomodado com o progresso de um companheiro de ministério denunciou à prefeitura que a construção do templo do outro estava irregular. Quando o fiscal chegou ao local reconheceu o pastor, que era seu amigo de longa data. Assim, não aplicou nenhuma multa e ainda contou que estava ali porque o fulano “abençoado” o havia traído.

DL Quem não ama seu irmão é testa-de-ferro de Satanás, promovendo toda sorte de intrigas e divisões entre o povo de Deus

2. QUEM ABORRECE SEU IRMÃO É HOMICIDA [ASSASSINO]


1Jo 3.15
Todo o que odeia a seu irmão é homicida [assassino]. E vós sabeis que nenhum homicida assassino] tem a vida eterna permanente em si.

 

· Assassinos Outra realidade negativa, e de conseqüências eternas, aos que não buscam viver no amor de Deus

· Temos em Caim, que matou seu irmão Abel, a expressão dessa atitude errônea (ira e perversidade)

o i Hoje trata-se de gente que muitas vezes não assassina literalmente, mas “mata” os outros por meio de atos covardes, calúnias, perseguição e toda sorte de baixarias

i São os que agem também como Judas, que vendeu o Senhor à morte de cruz

i São que atuam contra a obra de Deus, criticando as decisões pastorais

i São os que estão na igreja para cobrar certo tipo de vestimenta e modo de agir dos novos-convertidos

i Em suma, são os que nada constroem, mas estão prontos a destruir os projetos em andamento

(*o professor poderá citar outros casos para demonstrar atitudes de Caim)

3. O DISTINTIVO DO VERDADEIRO CRISTÃO

· Cada povo tem sua característica própria

o Há os que produzem os melhores vinhos – franceses

o Há os que plantam determinado tipo de fruto ou grãos – rei da soja – Blairo Maggi

o Há os que se destacam por sua música – Alemães

o Há os que são exímios fabricantes de artesanato, etc – várias nações indígenas

· Mas no caso dos cristãos, a característica principal é o amor ordenado e exemplificado pelo Senhor Jesus em sua própria vida

o Seus seriam conhecidos pelo amor que demonstram pelos outros – isso faz toda diferença

 

Jo 13.34 Novo mandamento vos dou: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei a vós, assim também deveis amar uns aos outros.

Jo 15.12 O meu mandamento é este: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

Jo 15.17 Isto vos ordeno: Amai-vos uns aos outros.

Rm 12:10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

1Pe 1.22 Tendo purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, amai-vos ardentemente uns aos outros de coração,

 

PP Como cumpriremos o ide de Jesus e evangelizaremos o mundo se estamos divididos?

 

RESPONDA

4. O que é a síndrome de Caim?

R.: Ódio homicida [assassino] contra o irmão.


4. Qual o distintivo do verdadeiro cristão?

R: O amor fraternal.

 

CONCLUSÃO

· Algo importante a lembrar é que o amor, como fruto do Espírito, é essencial que se desenvolva em nossa vida. Por quê?

o Fruto não é dom

o Fruto não é talento

Fruto envolve o aperfeiçoamento do caráter cristão e contribui para o desenvolvimento da nossa santificação [separação do pecado]

Naquele dia Jesus dirá a muitos: “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”

 

Mt 7.21-23 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade!

Jesus não negou que tivessem feito as obras [por meio, provavelmente de dons e talentos]

· Jesus simplesmente afirma que nunca os conheceu e que praticavam iniqüidade, ou seja, suas ações não era motivada pelo fruto do amor com todas as demais características (1Co 13)

· Os dons devem ser regulados e exercidos pelo amor Ágape para que o egoísmo não tome conta

Os dons e talentos só vão surtir um feito maior na igreja (e principalmente na vida do vaso) se houver nele o fruto do Espírito Amor

Gálatas 5.22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

1 Coríntios 13.3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

Boa aula!
Legendas:

 

i Ilustração — RI Referência Importante DL Dedução Lógica — PP Pergunta pertinente

 

 

 

SGEBD Sugestão aos líderes da EBD local.

 

 

· A

 

o .

 

§ E

 

v S

Þ A

 

· A

o S

§ N

v A

Þ V

C

 

 

 

 

 

 

 

 

Enviado em Subsídios Lições | 2 Comentários »

A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa – subsídios

Publicado por Editor em 2007/06/23

Enviado em A Escola Dominical, Subsídios Lições | Deixar um comentário »

A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa – 2

Publicado por Editor em 2007/06/23

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………

[ ANÚNCIO DO SITE ]
Apostila para Qualificação de Professores da EBD – Apostila com 100 Dinâmicas e brincadeiras bíblicas

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………

A IGREJA DE JESUS CRISTO É VITORIOSA

Subsídio da Revista Ensinador Cristão

Neste trimestre. Observamos alguns dos diversos perigos que a Igreja corre neste mundo. Todos são desafios a serem enfrentados e vencidos diariamente, até que o Senhor retorne. Sabemos, pela Bíblia, que o destino que aguarda a Igreja é glorioso, pois Deus o planejou para aqueles que lhe forem fiéis até o fim. Isto deve motivar-nos a permanecer firmes em qualquer situação.

DESCANSANDO NA PRESENÇA DE DEUS.

Uma das formas com que podemos enfrentar tais desafios é descansando na presença do Senhor. Moisés fora chamada para conduzir o povo até a terra prometida, e solicitou a ajuda do Senhor para cumprir tal tarefa (Ex. 33.12-17). Ele sabia que era uma carga difícil de ser levada; enquanto ele estava com Deus na montanha, Arão, seu irmão, preparava o bezerro de ouro lá embaixo. Esta foi uma experiência frustrante, mas Moisés rogou que a presença do Senhor fosse com ele. Quando enfrentamos as lutas com a presença de Deus, temos não somente a certeza de que Ele está ao nosso lado, mas de que poderemos tê-lo para nos dar descanso quando necessário. Não há repouso melhor que nos braços do Senhor.

AGINDO COM OUSADIAE ORANDO

Em atos 4, vemos que os primeiros cristãos foram ameaçados e perseguidos pelos judeus. Entretanto, eles não recuaram, como se estivessem cometendo crime ou algo ilícito, mas se reuniram para orar. E o que pediram? Prosperidade para influenciar pelo dinheiro? A morte de seus opositores? O fim das acusações? Não. Eles pediram ousadia para continuar testemunhando ante as ameaças que sofreram. E rogaram que a mão de Deus permanecesse estendida fazendo milagres e operando poderosamente pelo nome de Jesus. Por este testemunho, milhares de pessoas foram salvas e a Igreja prevaleceu mesmo com duras perseguições. Uma Igreja ousada agrada ao Senhor.

DEUS É POR NÓS

Isso faz a diferença. O professor Gilberto Pickering, tradutor d Bíblia e profundo conhecedor das línguas originais, foi questionado certa vez, quando ia para a selva amazônica para servir como missionário, se não achava perigoso ir para um local como aquele. Afinal, a cidade grande era mais segura e promissora para uma pessoa com o nível intelectual dele. Ele respondeu que preferia estar na selva com a proteção de Deus do que na cidade sem ela. E fez um excelente trabalho de tradução da Bíblica para nações de índios Apurinã. Ele sabia que Deus era com ele, e Deus o honrou. Os desafios que enfrentamos são realmente difíceis, mas devemos nos lembrar que Deus é por nós, e ninguém pode nada contra Ele. Ele nos dá poder para testemunhar e nos justifica. Ele nos condena, como o mundo o faz, mas se coloca ao nosso lado quando fazemos a sua vontade. As maiores dificuldades – como as relatadas por Paulo em Romanos 8 – não podem nos separar do amor de Deus.

 

Enviado em Subsídios Lições | 1 Comentário »

COMO PODEMOS CONTRIBUIR PARA TORNAR A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL MAIS ATUANTE E INTERESSANTE?

Publicado por Editor em 2007/06/23

COMO PODEMOS CONTRIBUIR PARA TORNAR A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL MAIS ATUANTE E INTERESSANTE?

1. SAIBA COMO PLANEJAR, COM EFICÁCIA, SUA AULA:

Conteúdo- deve ser de pleno conhecimento do professor, o primeiro a ser considerado no planejamento da aula.

Extensão e tempo- é necessário verificar a quantidade de informações e ensinamentos a serem transmitidos. É preciso fazer uma seleção de conteúdos, priorizar as informações e ensinamentos que mais se harmonizam com os objetivos da aula, de forma prática no tempo disponível.

A exposição de uma lição requer uma boa distribuição de tempo:

  • Abertura (5%) – uma espécie de “quebra-gelo”.
  • Introdução (10%) – estabelecimento de relações com o tema estudado na aula anterior. Desperta a disposição para a aprendizagem. É por isso que deve haver criatividade, por parte do professor, que, também, precisa utilizar notícias de jornal, fatos contemporâneos, ilustrações e experiências corriqueiras para que os alunos se familiarizem.
  • Interpretação (30%) – a argumentação bíblica do professor deve ser consistente com as verdades contidas na Palavra de Deus, de tal modo que os alunos posam interpretá-las e aplicá-las.
  • Aplicação (40%) – o aluno deve ser estimulado a mudar aspectos de sua vida para andar de acordo com o que está contido nas Escrituras: os princípios, leis, ensinamentos que devem ser levados em consideração, esclarecidos e assimilados para a formação do caráter cristão. É o momento no qual deve-se estimular a participação, o partilhar de experiências que propiciem edificação e aprendizado. Tudo isto deve ser feito com a supervisão e direcionamento do professor para que não se escape dos objetivos da aula.
  • Conclusão (15%)- recapitulação das principais informações transmitidas e repasse de conhecimentos aprendidos. É o momento de fechar idéias, confirmar doutrinas e demonstrar a importância da mudança de atitudes e comportamentos. É momento de comunhão e edificação espiritual, por meio do qual os alunos farão uma introspecção para expor, diante do Senhor, a situação real de sua vida em busca de mudança.

A importância do planejamento e do ensino eficaz:

 

É o momento no qual o professor vai explorar, ao máximo, o seu potencial e criatividade, constatando o interesse dos alunos pela Palavra de Deus e o desejo de retribuir o que lhes foi ensinado. Para alcançar isto, o professor deve ser previdente e organizado, administrando o seu tempo semanal com a meditação da lição que vai ensinar.
Por meio do ensino, o professor desperta a mente do aluno para captar e reter a verdade, motivando-o a pensar por si mesmo, da seguinte forma:

 

1. O aluno precisa crer que não é o professor que o ensina.O professor tem que fazer que fazer com que o aluno pense por si mesmo, estimulando a sua atividade intelectual para que ele descubra as verdades implícitas na sua mensagem. Somente há aprendizagem com a atividade mental dos alunos. Para isto, devem ser guiados de tal forma que possam expressar com segurança seus novos pensamentos, com base nos resultados da leitura e observações do professor.

 

2. O professor deve explicar o novo com base no antigo, partindo do conhecido para o desconhecido, do claro para o obscuro, do fácil para o difícil. A eficiência do seu ensino está na apresentação de imagens já conhecidas para que os alunos façam associações, da mesma forma que Jesus o fazia com as parábolas.

 

3. Deve-se considerar a faixa etária, as condições sócio-econômicas, bem como os interesses do aluno para que possamos ensiná-lo de acordo com as suas necessidades, adaptando o ensino ao desenvolvimento moral e espiritual dos mesmos (ou seja, à altura espiritual dos alunos).

 

4. A verdade a ser ensinada deve provocar mudanças na vida do professor, permitir que o mesmo se emocione, sinta o impacto daquela palavra ensinada em sua vida e a pratique. Quem domina a lição e permite que ela o comova, também saberá comover os seus ouvintes.

 

5. Vejamos o que Myer Pearlman diz acerca do papel do eficiente professor:

 

“…Você, professor, tem de relacionar constantemente as partes das Escrituras – comparando as histórias com as doutrinas, as profecias com seu cumprimento, os livros com os livros, o Antigo Testamento com o Novo Testamento, os tipos com os arquétipos (modelos, anotação nossa), para que o aluno aprenda que a Bíblia não é uma coleção de textos e de fatos separados, estanques, mas uma unidade viva, cujas partes estão relacionadas vitalmente umas com as outras, como os membros do corpo humano. Vimos depois que o professor precisa aplicar continuamente a lição à vida individual, e à coletiva, para que o aluno fique sabendo que todo ensino bíblico está relacionado com os fatos de sua vida. Nenhum ensino bíblico é teórico, sem aplicação prática.”1

 

2. COMO O PROFESSOR DEVE SE PREPARAR

 

1. Preparo espiritual – à frente da sala deve estar um verdadeiro cristão, alguém que tenha uma real experiência de conversão e que procura santificar sua vida. Tal serviço prestado ao Rei é resultado de uma vocação, um gesto de adoração. Não basta ser profissional, é necessária a submissão ao Senhor Jesus, uma vida de adoração, de execução da Sua vontade e busca pelas coisas de cima, tal como o salmista orou: “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua lei.” (Sl 119.18). É preciso reconhecer-se dependente do Senhor, incapaz de compreender a Palavra sem o Seu auxílio, moldando a sua vida de acordo com esta Palavra. O professor deve ser um depósito de verdades divinas e fiel guardião da sã doutrina à medida que viver em comunhão com a Palavra de Deus (Sl 119.97; Ex 3.1). Este amante da Palavra, certamente, vive com o seu coração a ferver com palavras boas, ensinamentos eternos e vivos que fazem toda a diferença (Sl 45.1).

 

2. Preparo bíblico eficaz - o preparo espiritual é um pré-requisito indispensável para se dar início ao preparo bíblico, num profundo mergulho nas Escrituras, que se apresenta nas seguintes atitudes:

  • fazer diversas leituras do texto bíblico, comparando as diferentes versões;
  • formar uma biblioteca pessoal que contenha dicionários, concordâncias, comentários e manuais bíblicos que auxiliarão na interpretação dos textos;
  • fazer diversas perguntas ao texto para identificar promessas, ordens, mandamentos, princípios, doutrinas, orientações e lições. O descuido com a pesquisa traz inúmeros prejuízos à aula, o que contribui para desmotivar os alunos;
  • fazer um esboço detalhado do texto bíblico – dividir o texto em partes menores permite a assimilação de novas informações;
  • selecionar as lições mais importantes do texto – a Bíblia é como um poço de águas cristalinas que saciam a nossa sede; como uma caverna que contém inúmeros tesouros, os quais, para serem encontrados, requerem tempo, paciência e coragem de quem os busca. Deve haver prazer em meditar na Lei do Senhor (Sl 1.2) para efetuar este intenso trabalho de pesquisa.

3. Estudo da lição desde o início da semana – o ideal seria que todo professor reservasse, pelo menos, meia hora de cada dia, para estudar a lição. Dessa forma, resolveria aquelas questões que surgem, durante o estudo, antes de ministrá-lo à sala, encontrará melhores ilustrações e referências para o assunto, disporá de mais tempo para orar, bem como contar com a função cerebral subconsciente, segundo Myer Pearlman:

 

“O subconsciente nos ajuda muito. Sabe-se que por meio do subconsciente aprendemos muito. Depois de havermos feito um estudo árduo e consciente de um assunto, nossa mente continuará trabalhando na questão, enquanto dormimos ou cuidamos de outras coisas. O ditado muito conhecido que diz ‘consulte o travesseiro’ acerca de uma decisão ou problema, está certo. É exemplo do que vimos dizendo sobre o subconsciente. Mas acima de tudo, lembre-se de que por meio da oração é possível estimular sobrenaturalmente as nossas faculdades mentais. ‘Ele os guiará em toda verdade’, diz-nos Cristo. Note que a palavra ‘guiar’ subentende que devemos estar procurando a verdade, ou em outras palavras: estudando.”2

 

4. Estudo consciente

  • O texto bíblico da lição deve ser averiguado, analisado, dissecado, experimentado antes da investigação profunda do comentário da revista.
  • Ajuntar material além do necessário para a aula. Isso depende da aplicação e dedicação do professor que deseja inspirar amor pelo estudo, trazendo informações adicionais ao texto da lição para a classe.
  • Estudar o texto e o contexto de forma detalhada.

5. Registro pessoal de seu estudo – o professor deve preparar-se em oração e fazer anotações pessoais (na escrita e na prática) que estejam relacionadas à edificação do caráter cristão e testemunho pessoal. A mensagem a ser transmitida deve provocar o efeito da transformação de vidas. Daí a necessidade do testemunho pessoal.

 

6. O estudo da lição – o planejamento da aula com base nos objetivos da lição é fundamental para que o professor ensine uma mesma verdade de várias maneiras. Tudo o que ele disser deve estar centrado no objetivo principal da lição. O tema principal será como um Sol, ao redor do qual se moverão todos os pensamentos a ele relativos, tais como os planetas o fazem ao redor da maior estrela

 

7. Apresentação da lição – o início da aula é o momento de negociação, momento no qual o professor vai lançar o anzol com uma isca bem apetitosa para atrair o aluno a si, mantendo-o fisgado. Para isto, ele deve elaborar estratégias que façam o aluno pensar, despertem o seu interesse, explicando verdades novas com o auxílio de verdades já assimiladas. O esboço não deve ser lido para a classe. Deve ser apresentado como um esqueleto que o professor vai revestir com a carne, usando os comentários necessários para revesti-lo e tornar a mensagem compreensível.

 

8. Ilustração da lição – o professor precisa estar atento ao limite de tempo que possui para que possa ministrar a aula de acordo com o objetivo principal. Myer Pearlman compara a ilustração da lição à edificação de uma casa:

  • “ Dominar a matéria e determinar o objetivo correspondem, digamos, a fazer um desenho da casa pronta, e elaborar a descrição detalhada da planta. Pode incluir a decisão quanto ao material que se há de usar.
  • A introdução da lição representa a abertura dos alicerces.
  • Resumir a lição é levantar as estruturas de concreto.
  • As perguntas correspondem às divisões revisadas. Pediu-se aos alunos que respondessem a algumas perguntas acerca do assunto.
  • Por meio de trabalhos práticos, por escrito, ou por meio de diálogo, o professor dará o acabamento à obra.”3

Ele ainda acrescenta:

  • “As ilustrações correspondem às janelas e às lâmpadas elétricas que iluminam as dependências da casa. As ilustrações esclarecem o tema, ajudam o aluno a compreendê-lo, e assim mantém seu interesse. Por isso, é melhor o professor preparar uma lista de ilustrações. ”4

Para fazer bom uso das ilustrações, o mesmo autor deixa-nos algumas sugestõesde como as ilustrações devem ser:

  • mais claras que a verdade que ser ilustrar;
  • interessarem o aluno e estar relacionada à sua experiência,
  • relacionarem-se realmente com a lição;
  • apresentadas com um certo limite, evitando-se o excesso;
  • causar boa impressão;
  • sugerirem boas idéias;
  • aplicadas à verdade e a verdade aplicada à ilustração. Ex.: parábolas.

8. A conclusão da lição – é o momento no qual o professor vai trabalhar para despertar no aluno o firme desejo de colocar em prática tudo o que aprendeu, dando a ele oportunidades para memorizar a mensagem principal e amar a verdade ali ensinada. Pois o que mais importa é a aplicabilidade do conhecimento, o que nos faz recordar a unidade do homem como a apresenta Pestalozzi: espírito – coração – mão. Observando este aspecto, o professor possibilitará o desenvolvimento da tríplice atividade humana, contribuindo para o aprimoramento da inteligência, da moral e da técnica: conhecer – querer – agir: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl.119.11).

3. MÉTODOS DE ENSINO

Ao preparar a lição, o professor não deve considerar apenas o conhecimento do assunto, mas a forma como vai ensinar, fazendo, para si, perguntas, tais como:

  • Como vou transmitir as verdades espirituais à minha classe?
  • Vou partir de perguntas para despertar a motivação, a curiosidade?
  • Solicitarei alguma pesquisa?
  • Quais os caminhos que percorrerei juntamente com meus alunos?

Dissertação – é a apresentação da lição à classe, sem permitir que haja interferência contínua dos alunos. É válida para salas numerosas. Para isso, o professor deve ser um excelente orador, pois, dessa forma, vai reter a atenção e interesse da sala.

 

Narração – o professor inicia a aula contando uma história para despertar a motivação da sala, bem como a visualização do fato. É o método ideal para salas infantis, mas os adultos também apreciam este método e até ficam mais motivados.É uma excelente forma de apresentar as verdades espirituais. Para Myer Pearlman, “…Todo professor deve cultivar a arte de narrar histórias. Deve ser capaz de imaginar a vida nos tempos bíblicos, rever as cenas, caminhar entre as pessoas, ouvir suas conversas, compreender seus costumes, e depois descrever vividamente o que viu. Desta maneira a história bíblica chega a ser uma realidade para seus ouvintes.(…) Por meio de histórias bem narradas, os interesses, inclinações e emoções da criança podem ser encaminhados para o bem, com repúdio do mal. Comovidas e emocionadas pela história, a que dedicam todo o interesse, as crianças tornam-se ouvintes reverentes e, à medida que sua compaixão ou aversão é despertada, pela representação das cenas e personagens, as crianças podem ser guiadas e amar a retidão e odiar o pecado, com a mesma segurança e tranqüilidade. (…) A história que tem valor no ensino deve despertar emoções, incitar o interesse e gravar uma verdade no coração. É uma fotografia que chama a atenção, desperta o interesse e mexe nos sentimentos. A melhor forma de indicar que certa história tem valor no ensino da Escola Dominical é a comprovação de seu êxito.”5

  • Contar histórias é despertar o interesse de outrem porque sempre estamos interessados ao que acontece com o nosso semelhante. Lembremos do episódio ocorrido entre Davi e Natã (II Sm 12).
  • As histórias despertam sentimentos, emoções que empolgam os ouvintes, fazem vibrar as cordas do coração. Quem ouve começa a pensar, sentir e até interferir na ação das personagens, o que caracteriza um fenômeno chamado catarse. Jesus usou este recurso de forma abusiva quando contava suas parábolas.
  • O conteúdo da história deve estar vinculado à realidade. Seus princípios morais e espirituais precisam ser úteis ao nosso viver cotidiano (Lc 10.25-37).
  • A história influencia na conduta de quem a ouve, contribui para a formação do caráter.
  • Para contar histórias, o professor deve: conhecê-la bem, respeitar a ordem lógica dos acontecimentos, permitir que seus alunos vejam e ouçam diferentes cenas e personagens da história, dar oportunidades para que os alunos vivenciem e sintam as emoções que a história pode provocar.

Ensinar ao aluno como estudar – através de exercícios demonstrativos, o professor reuniria sua classe para apresentar-lhe os caminhos pelos quais estuda a lição e chega à algumas conclusões, demonstrando os motivos da realização de cada atividade do estudo bíblico e da necessidade de realizá-las.

 

Despertar o interesse de cada aluno para estudar – dar uma tarefa definida a cada aluno para que ele se sinta responsável pelo seu trabalho e o apresente à sala.

 

Método interrogativo - através de perguntas, o professor mantém a sala atenta ao que está ensinando, pois faz perguntas relativas às questões mais interessantes da lição. As perguntas devem fazê-los pensar, mas não podem provocar discussões de temas à parte do assunto em pauta. O professor deve estar atento para perguntas pertinentes ao assunto. Dessa forma, se estabelecerá o diálogo, a interatividade e o prazer pelo estudo.
A pergunta é um dos instrumentos mais úteis e eficazes no ensino. Elas devem ser usadas para o desenvolvimento da lição, esclarecer alguns pontos, estimular o pensamento, enfatizar as principais verdades e manter a classe atenta, ocupada.
Myer Pearlman nos orienta acerca da utilização deste método em nossas aulas:
“…as perguntas não devem confundir, mas devem ser claras e precisas. Não devem obscurecer o tema, mas jorrar luz sobre o terreno que será atravessado. As perguntas não devem revelaras respostas, porque isso impede o aluno de pensar. Que os alunos saibam muito bem o sentido das perguntas.(…) Se o aluno comete alguns erros quando responde, é melhor deixá-lo que continue, sem interrupção, porque o propósito principal quando você lhe faz uma pergunta não é apenas receber uma resposta exata, mas ensinar o aluno a expressar-se por si mesmo e a compreender a verdade. E ainda que a resposta esteja errada, ela exerce uma função importante: ela orienta o professor a corrigir algum conceito equivocado na mente do aluno.”6

 


MATERIAIS DIDÁTICOS

 

A escolha dos recursos didáticos está restrita ao método, criatividade e recursos disponíveis para que a aula não seja monótona, repetitiva e desestimulante, haja vista que 85% daquilo que apreendemos é adquirido por meio da visão. Segundo um provérbio japonês, “Ver uma coisa vale cem vezes mais do que ouvir sobre ela”. Assim a verdade será levada ao coração por meio dos olhos e esclarecem as curiosidades naturais de cada aluno. Para tornar a aula mais atrativa e interessante, neste ato de compartilhar verdades espirituais, podem ser usados:

  • quadro-negro – para registro de informações;
  • álbum seriado – para conter esboços, ilustrações, mapas e figuras;
  • flanelógrafo / flip-chart – painel no qual são anexadas as figuras ou textos;
  • retroprojetor- é uma espécie de álbum seriado elétrico;
  • objetos e outras coisas- usados continuamente por Cristo em seus ensinos, demonstra-nos a sua larga utilização em nossas ilustrações: o lírio representa a pureza; a lagarta, a regeneração e ressurreição; um feixe de ripas demonstra que a união faz a força etc.

Há outras dinâmicas que podem ser usadas, durante as aulas, para estimular o interesse:

 

Palestra ou exposição – deve ser usada juntamente com outros métodos que permitam a construção do aprendizado a partir da realidade de vida do aluno, favorecendo a participação sem a monopolização do tempo por parte do professor. A exposição, apresentada de forma criativa, também é bastante proveitosa.

 

Discussão – é a apresentação de uma situação-problema (do interesse dos alunos) que será discutida por todo o grupo em busca de solução para o problema apresentado. O professor deve estimular a participação e respeitar as opiniões alheias, fornecendo informações imprescindíveis para orientar a discussão. As soluções possíveis devem ser atestadas e serem alvo das reflexões e avaliações da classe. Se o professor não interagir com a classe pode-se alcançar ao final sem conclusões alguma.

 

Discussão em grupos – aspectos diferentes de uma mesma situação-problema são distribuídos para grupos menores discutirem.O relator anotará as decisões finais para identificar as soluções, avaliação e decisão final. Depois cada grupo, apresentará seu relatório para a classe.

 

Perguntas – elaboradas, anteriormente, aguçarão a curiosidade intelectual dos alunos.

 

Debate – troca de opiniões em torno de um determinado tópico de estudo.

 

Dramatização – integra os alunos e auxilia na vivência da realidade do texto com mais intensidade e envolvimento.

 

O professor deve usar métodos variados até descobrir aqueles com os quais os alunos se identificam, motivando-os à pesquisa e ao estudo da Palavra de Deus. Ter um método é optar por um caminho definido para conduzir os alunos ao lugar que desejamos.

 

4. COMO DESPERTAR O INTERESSE DOS ALUNOS

 

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (I Tm 4.15 – ARC)

 

1. Demonstre seriedade no estudo da Bíblia – desse modo, os alunos sentirão os resultados desse trabalho e terão motivação para seguir o seu exemplo. Só deve estar diante de uma sala de EBD quem está realmente comprometido com o estudo e ama a Palavra de Deus.

2. Procure ser pontual e assíduo - os alunos devem ser recebidos pelo professor, o qual deve iniciar e terminar a aula no horário estabelecido, evitando prolongamentos desnecessários. É preciso tomar cuidado para evitar críticas pela falta de compromisso.

 

3. Ministre aulas criativas e dinâmicas – é necessário buscar formas atraentes e bem humoradas de ministração da Palavra. O dinamismo é imprescindível.

 

4. Planeje aulas envolventes - os alunos precisam sentir-se à vontade para contribuir com a aula, verificando que o seu potencial, conhecimento e cultura são considerados. O planejamento do professor deve facilitar tudo isto, permitindo o envolvimento e o prazer de todos participarem da descoberta das verdades eternas.

 

5. Busque a aplicação do conteúdo – esta é parte mais importante da aula no que se refere à utilidade para a vida do aluno. Ele precisa saber o que aquele texto bíblico tem a ver com a sua vida diária para que a Bíblia se torne um livro relevante e pertinente para sua realidade. O professor de EBD tem compromisso com a vida de seus alunos e não apenas com o intelecto deles, não se preocupa apenas em transmitir-lhes informações, mas de aplicar, em suas vidas, os princípios da Palavra de Deus.

 

6. Não basta apenas ensinar, é preciso viver (Tg 4) – em atitudes e comportamento, o professor demonstra o que ensina em sua própria vida. Somente assim, os alunos verão a possibilidade de colocar em prática os princípios bíblicos. O professor deve ser piedoso e submisso à Palavra de Deus. Jesus tinha autoridade para ser mestre porque vivia o que ensinava.

 

7. Esteja totalmente integrado à sua igreja – a cooperação e o envolvimento do professor com a Igreja inspira os alunos a se envolverem com as coisas de Deus, quando zela pela:

  • presença aos cultos e atividades da igreja;
  • entrega do dízimo na casa do Senhor;
  • distância dos ventos de doutrinas, sendo fiel aos princípios de sua denominação;
  • conduta exemplar, pois sua vida é uma referência para os demais, dando bom testemunho, não se envolvendo em conspirações que destroem a convivência entre os irmãos (Pv 6. 16-19)

5. PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

 

Contexto – todo texto bíblico é coerente com o contexto imediato e amplo. Interpretar textos fora de seu contexto é um grave erro.

 

Gramatical – o uso e sentido das palavras sofrem alterações, daí a necessidade de pesquisa para compreender o sentido do texto para os seus destinatários. Também é necessário tomar cuidado com a leitura, observando a pontuação, os tempos verbais, plurais etc. Assim, a interpretação será eficaz.

 

Histórico – todo texto foi produzido num momento histórico, com uma realidade social, cultural, geográfica, política e até filosófica específicas. Deve-se observar estes aspectos para compreender o texto bíblico.

 

Teológico – todo texto bíblico está repleto de informações de caráter doutrinário. Cada texto contém um princípio doutrinário que deve ser destacado e aprendido.

 

Prático – os princípios e as verdades bíblicas devem ser aplicados corretamente às necessidades do ser humano na época atual.

 


6. MÉTODOS DE ESTUDO BÍBLICO

 

O estudo se constitui na descoberta do significado de um versículo à luz dos princípios citados acima. Não podemos estudar o versículo isoladamente. Para não incorrer neste erro, precisamos tomar as seguintes atitudes:

  • Identifique e examine o contexto geográfico-histórico, social e cultural.
  • Investigue o texto através de perguntas, fazendo suas próprias observações, levantando dúvidas e aplicações à sua vivência (inferências).
  • Reescreva o versículo com as suas próprias palavras.
  • Examine as referências, verificando outras idéias presentes ao texto e contexto.
  • Selecione aplicações úteis que causam impacto na vida das pessoas.

Em todos os capítulos da Bíblia há diversos ensinamentos e aplicações para nossas vidas. Para estudar cada capítulo, algumas atitudes permitem uma melhor compreensão do mesmo:

1) Leia o capítulo com atenção – familiarizando-se com ele em diversas versões.
2) Identifique a estrutura do capítulo – separando os assuntos nele tratados, coma finalidade de verificar o progresso do pensamento do autor.
3) Verifique o contexto – não deve ser tratado isoladamente, mas está revelando o propósito, mensagem e situação histórica do livro em que está inserido.
4) Pergunte ao texto- questionamento e investigação.
5) Amplie o horizonte da pesquisa – utilizando-se de outras referências bíblicas e materiais de apoio para facilitar a compreensão do texto.
6) Esquematize o estudo – destaque os principais aspectos tratados pelo texto com a finalidade de aplicá-los à sua vida e à vida dos alunos.

A SEQÜÊNCIA DE UM ESTUDO BÍBLICO:

 

1. Delimite a abrangência do estudo – tome cuidado com as generalizações, para não perder o ponto central, o foco de seu estudo.
2. Descubra as passagens pertinentes – uma concordância bíblica e análise de diversos textos favorecerá a identificação de outros textos pertinentes ao assunto.
3. Entenda o contexto das passagens bíblicas - através de outros materiais de pesquisa e enciclopédias afins.
4. Anote observações e aplicações práticas – todo texto precisa da aplicação à sua vida e à de seus alunos.
5. Faça um esboço – para facilitar o entendimento progressivo do assunto.
6. Identifique informações – toda mensagem bíblica contém uma novidade que você precisa descobrir.

 

COMO ESTUDAR UM PERSONAGEM BÍBLICO:

 

Aprendemos, com as fraquezas e virtudes dos personagens bíblicos, lições para serem aplicadas às nossas vidas.

 

1) Escolha da personagem e lista de passagens que tratam da sua vida.
2) Resumo de sua vida para compreender o desencadeamento dos fatos por ele vividos.
3) Identificação das fraquezas e virtudes.
4) Comparação do personagem com a nossa vida e como lidou com as situações nas quais se evidenciaram fraquezas ou virtudes.
5) Organização da biografia da personagem.

 


COMO AJUDAR SUA IGREJA A CRESCER ATRAVÉS DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

 

É necessário analisar a EBD de cada igreja para descobrir os motivos do desinteresse pelo estudo bíblico. Não seria demais reprisar que a mesma é uma das principais agentes da evangelização da igreja. Robert Raikes (1736-1811) tinha esta visão. A EBD, fundada por ele, evoluiu tanto que, após 20 anos de sua morte, 1.250.000 crianças (25% da população) estavam envolvidas com a Palavra de Deus. Para melhorar e fazer a EBD de nossa igreja local, é preciso:

a) Conquistar o Pastor – ele necessita de humildade e discernimento espiritual para montar uma equipe motivada e bem disposta que dinamize e contribua para o crescimento da Escola Bíblica Dominical.

b) Conscientizar os pais – da importância da integração da criança na igreja e do investimento na vida espiritual. Os mesmos devem dar o exemplo freqüentando as aulas e ensinando os filhos em casa.

c) Motivar os professores – não adianta dispor de recursos didáticos apropriados sem a prontidão e prazer dos professores no ministério do ensino. O professor é a “alma da EBD”, o que dá vida, aquele que realmente ensina para que os alunos não finjam que aprendem. O professor que realmente ama o ministério do ensino buscará o dinamismo e criatividade.

d) Promover a Escola Bíblica Dominical – “a propaganda é a alma do negócio” como diz o famoso adágio popular. Uma propaganda da EBD, que apela para a afetividade e fidelidade a este trabalho, a tornará mais eficaz, desde que seus promotores realmente acreditem e creiam na sua importância.


COMO EXPLORAR AS POTENCIALIDADES DE UMA CLASSE DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

 

Cada classe da EBD pode ser um poderosos instrumento para o contínuo e garantido crescimento da Igreja, pois a formação de grupos menores pertencentes a uma específica faixa etária, sob a custódia de uma liderança, facilita a afinidade espiritual, interesse pelas Escrituras, bem como o crescimento espiritual. As regulares reuniões semanais contribuem para fortalecer e integrar os alunos envolvidos.
A EBD é um poderoso instrumento de evangelização, com um tremendo potencial para ganhar almas porque o seu trabalho atende os alunos de acordo com as suas necessidades. A mensagem central da Bíblia é o amor de Deus expresso na morte de Seu Filho; portanto, todo texto bíblico tem a pessoa de Jesus como centro. É dever do professor evangelizar os descrentes com base no texto bíblico que está a ensinar.
As classes da EBD podem fazer cultos evangelísticos nos lares para trazer novas almas para Cristo e para a sala. Também podem fazer grupos de visitação à famílias que passam momentos difíceis e alunos faltosos para ministrar a Palavra de Deus.
A evangelização por correspondência também é um poderoso instrumento para conquistar almas. Os visitantes das classes deixam os seus dados e algumas pessoas são encarregadas de enviar-lhes cartas, demonstrando a satisfação da sua presença na EBD, explicitando, também, o plano de salvação. Deve-se oferecer uma visita e informar o horário, objetivo e natureza do trabalho.
As classes podem contribuir financeiramente para a obra missionária, mantendo até correspondência com esses desbravadores, arautos do Senhor, bem como fazendo contínua oração por eles.
O trabalho de assistência social pode contar com o auxílio de uma classe, na doação de alimentos, visitas a asilos, creches e penitenciárias, projetos de ajuda a comunidades carentes.
A comunhão e oração contínua de uma classe também promove oportunidades para as pessoas compartilharem testemunhos e problemas através de encontros de oração (cuidado com falatórios!!!) e de parceiros de oração (Ec 4.9 a). Aniversários e ocasiões especiais também devem ser motivos de celebração.
As classes podem se unir para contribuir com os diversos trabalhos da Igreja, tais como: aconselhamento, recepção, evangelismo, cantina, plantão de oração, assistência aos necessitados etc. O estudo bíblico conjunto de um grupo resulta em crescimento pessoal e desenvolvimento da obra do Reino de Deus. Aprende-se a servir melhor ao Senhor e obedecê-lO. A palavra que não volta vazia, lançada em boa terá, em corações sinceros, só produzirá frutos bons.

 

AS OPORTUNIDADES DE UM PROFESSOR FORA DA SALA DE AULA

 

Os objetivos do professor somente serão alcançados se os alunos demonstrarem, através de suas atitudes, o que, de fato, aprenderam. Na sala, o professor é o agente do processo de ensino-aprendizagem e, fora dela, precisa observar as ações, o comportamento e a postura dos alunos diante do que lhes foi ensinado.

 

O professor também é observado

  • No culto- freqüência à Igreja, participação nos cultos, disciplina, reverência no culto, disposição para ouvir atentamente a Palavra ministrada.
  • No caráter- o empenho da palavra, a honestidade e justiça em suas ações. É preciso honrar o que se prega sem destruir fora da sala o que tentou construir dentro dela.
  • Nos relacionamentos- a gentileza e amabilidade com os familiares e outras pessoas são extremamente significativas. Assim se verificará como os ensinos de Cristo produzem efeito nas vidas.

O professor, por sua vez, também observa

 

Se os alunos estão alcançando maturidade espiritual, comprometeram-se com a obra de Deus, tiveram melhores resultados no convívio familiar. Não adianta verificar apenas se houve compreensão e retenção das informações veiculadas, mas se há vivência dos princípios do Evangelho.
Entre alunos e professores deve haver confiança e cordialidade. Quando se cultiva isto, eles têm a necessidade de compartilhar segredos e dificuldades próprias com o professor para que o mesmo ore e ajude.

 

COMO CONHECER MELHOR OS ALUNOS DE UMA CLASSE

 

Para cumprir, efetivamente, o seu papel, o professor deve conhecer os seus alunos e as suas necessidades. Ele não pode ser um mero receptor de conhecimentos. Na sala de aula, é imprescindível o apelo à dialogicidade (interatividade). Enquanto ensina, o professor aprende. Enquanto o aluno aprende, ensina.
Dessa forma, o educador passa por um processo de reeducação numa ação interativa. O educador precisa obter uma visão crítica de cada aluno, reconhecer suas limitações para aprimorar o seu ensino. Tudo isto vai depender da postura do professor, da visão pessoal, da filosofia que orienta o seu trabalho. O discurso, o sentimento e a ação devem integrar a ação educadora.
O professor precisa conhecer as diferentes características dos alunos, tais como a idade, a maturidade intelectual a sua realidade de vida. Cuidado com a tapeagogia! Para isto, ele deve:

  • conhecer os alunos pelos nomes;
  • visitá-los oportunamente;
  • interessar-se pela vida pessoal dos alunos;
  • aproximar-se da família deles;
  • descobrir as atenções e interesses dos alunos para promover o bem-estar na sala ;
  • ser sociável, facilitar o trabalho através de um relacionamento pessoal sem barreiras na comunicação.

A profundidade do ensino depende da intensidade do conhecimento que se tem dos alunos.

 


COMO MELHORAR A QUALIDADE DO TRABALHO DO PROFESSOR

 

O professor contribui para a eclosão de idéias, trazer à luz o conhecimento adormecido. Este trabalho requer o aprimoramento, a reciclagem, o aperfeiçoamento dessa tarefa. É necessário enfrentar novos desafios, sentir a necessidade de crescer juntamente com seus alunos (Ef 4.13), manter a mente arejada e o coração pronto para testar novos métodos e intensificar sua ação educativa. Daí a importância de novas descobertas, novas propostas, a convicção de que não somos detentores de todo conhecimento. A humildade é imprescindível para a correção dos erros, aperfeiçoamento de técnicas e redirecionamento de caminhos.
Vivemos numa sociedade cada vez mais exigente com a utilização de novas tecnologias. Por isto, não podemos, em circunstância alguma, deixar de usar os diversos recursos disponíveis que melhoram a qualidade de nosso trabalho. São os que aliam a técnica ao conteúdo. As reuniões dos professores são um excelente recurso para aprimorar a EBD.
É dever, da superintendência da Igreja, a motivação e a disposição de contribuir para o aperfeiçoamento dos professores, os quais precisam da valorização e investimento em seu potencial.
Os professores, que sabem como ensinar, planejam e desenvolvem uma aula tecnicamente perfeita e eficiente, pois utilizam as técnicas adequadas.
Os professores, que sabem o que ensinar, conhecem as doutrinas e histórias bíblicas, alicerçam os seus ensinamentos com fundamento bíblico.

 

Não podíamos deixar de tornar nossas estas recomendações de Myer Pearlman:

 

“Você perceberá que os sermões que lhe darão mais satisfação, os que verdadeiramente atingem a vida das pessoas, são os sermões tirados do íntimo de seu ser. São ossos de seus ossos, carne de sua carne, o produto de seu trabalho mental, a potência nascida de sua própria energia criativa. São sermões que vivem, que se movem, que voam pelo templo, deleitando, convencendo, impressionando os homens e louvando a Deus. São sermões que penetram no coração dos homens fazendo-os subir como águias e trilhar os caminhos do dever sem fatigar-se. São sermões reais os que verdadeiramente nascem da energia vital do Espírito Santo dentro do homem que os prega.”7

 


COMO DEVE ATUAR O PROFESSOR PARA SE APRIMORAR?

 

Auto-didatismo – o professor pode valer-se de livros, rever seus conceitos e método de trabalho. A reciclagem é produto da humildade do professor. Em seu trabalho, também precisa haver cuidado com a aparência, expressão, otimismo, cortesia, simpatia, iniciativa, entusiasmo, saúde.

 

Uso de tecnologias de informação – o professor pode utilizar a Internet para se atualizar, instruir-se e alargar os seus conhecimentos. Assim poderá consultar livros e enciclopédias virtuais, compartilhar saberes através de e-mails, grupos de discussão e sites que podem instrumentalizá-lo para o ensino das Escrituras.

 

BÊNÇÃOS E DESAFIOS PARA ESTE FINAL DE MILÊNIO

 

“O ensino do sábio é fonte de vida, para que se evitem os laços da morte.” (Pv 13.14)

 

O ensino da palavra de Deus é um grande desafio em nossos dias. Num mundo aonde jaz o materialismo e o ceticismo, esta Palavra é um alento de esperança porque não está baseada em verdades humanas e temporais, mas nas verdades divinas e eternas. Certamente, é uma posição honrosa que o Senhor nos deu, para executarmos esta sublime tarefa:

  • sendo ponte – o conduto pelo qual os alunos alcançarão o outro lado do rio, a edificação espiritual, o prazer de conduzir pessoas para o outro lado;
  • sendo aluno – ser mestre é sentir as dores e preocupações dos alunos, aprender com eles, com as aulas e com a vida. Se não fossem os alunos, não seríamos professores. Para ser professor é preciso haver alunos; para haver alunos, o professor. Somos dependentes. Aprendemos enquanto ensinamos. Não podemos ficar a sós nesta empreitada, devemos trazer os alunos conosco;
  • sendo servo – o mestre é um servidor na igreja, serve os alunos com o seu conhecimento e deve fazê-lo com prazer, alegria, espontaneidade e disposição. Muitas vezes, precisa renunciar a diversas coisas para exercer este trabalho;
  • sendo canal para o crescimento – ser mestre é estar disponível para auxiliar no crescimento da igreja. Ele é uma espécie de termômetro. A freqüência de sua classe indica o nível de seu trabalho, é uma espécie de controle de qualidade de seu trabalho;
  • sendo responsável – no estudo da Palavra, no compromisso, no empenho em seu ministério, zelo e aplicação na vida daquilo que ensina.;
  • sendo motivo de glorificação ao nome do Senhor – edificando a sua vida e contribuindo para edificação de outros. Tudo o que fizer deve objetivar a glorificação de Seu nome.
  • Sendo grato – o Senhor nos concedeu um imenso privilégio: o de ser porta-voz e disseminador de Sua Palavra. É preciso reconhecer e valorizar tão nobre missão. Daí a necessidade de ter prazer na lei do Senhor e nela meditar de dia e de noite (Sl 1.2). A nossa fé nos mantém firmes e esperançosos de que seremos imensamente recompensados e com o crescimento espiritual e pessoal de cada um de nossos alunos (Sl 126.6).

OS DEZ MANDAMENTOS DO PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL

 

1. Amar a Palavra de Deus ao ponto de estudá-la com afinco e constância.

 

2. Reconhecer o valor da Educação religiosa e ter na mais alta estima a missão do educador.

 

3. Estar sempre bem preparado para ensinar a Bíblia na classe.

 

4. Estar sempre em dia com os novos métodos de ensino e procurar renová-los quando necessário.

 

5. Dar instrução sem esquecer da educação, isto é, transmitir conhecimento e ao mesmo tempo formar o caráter.

 

6. Amar o aluno como a seu próprio filho.

 

7. Saber que o aluno tem uma personalidade que merece respeito; e uma vida cristã em desenvolvimento.

 

8. Amar a igreja da qual é membro, prestigiando com sua presença e contribuição suas programações e suas promoções.

 

9. Procurar em tudo ser exemplo digno de ser seguido por seus alunos.

 

10. Estudar sempre com o fim de aperfeiçoar-se para servir sempre melhor ao Senhor.

 


BIBLIOGRAFIA:

 

DORNAS, Lécio. Socorro! Sou professor da Escola Dominical: como tornar a EBD mais dinâmica, edificante e criativa. 6.ed. São Paulo: Eclésia, 2000.
PEARLMAN, Myer. Ensinando com êxito na Escola Dominical. Trad. Rejane Caldas. São Paulo: Vida, 1997.

 


Colaboração para o Portal EscolaDominical: Profa. Amélia Lemos Oliveira.

1 Myer PEARLMAN, Ensinando com êxito na Escola Dominical, p. 21.
2 Op. Cit, p. 33.
3 Op. Cit., p. 61.
4 Op. Cit., p. 62.
5 Op. Cit., p.25, 113-5.
6 Op. Cit., p.141-2.
7 Myer PEARLMAN, Ensinando com êxito na Escola Dominical, p. 84-5.

Enviado em Didática | 7 Comentários »

O PROFESSOR E A PREPARAÇÃO DA AULA

Publicado por Editor em 2007/06/23

O PROFESSOR E A PREPARAÇÃO DA AULA

O fim prático do ofício do professor é ensinar. O momento principal do ensino é a aula. A aula é a exposição do assunto, do tema proposto para aquela ocasião. Muitos são os seus antecedentes, e muitos devem ser os seus resultados.

 

A aula, portanto, não é o todo do ministério do professor, mas é, com certeza, o núcleo de seu ofício. A essência da expressão de sua vocação. A aula é o momento em que o professor se revela e se realiza.

 

Por revelação aqui não se entenda exibicionismo, porque isso nem se deve nomear junto ao verdadeiro magistério. Revelar é mostrar, é expor. O professor expõe a matéria, e expõe-se a si mesmo também, pois ao aluno é dada a oportunidade de questionar, de querer saber mais, de extrair o quanto puder da fonte chamada professor.

 

A realização vem ao professor quando ele sente que conseguiu ministrar uma boa aula, não por ter conseguido impressionar o aluno com uma tempestade de conhecimento, mas por ter contribuído de alguma forma para edificar o seu público-alvo, conduzindo-o ao crescimento.

 

Pretendemos ter dito, com esta introdução, que o professor tem o antes, o durante e o depois da aula. Primeiro, vem o preparo. Depois, a exposição. E, por fim, o resultado.

 

Nosso tema restringe-se ao primeiro momento: o antes, o preparo da aula.

 

A AULA: MOMENTO DA TRANSMISSÃO

 

Segundo o Aurélio, aula é “uma lição ou exercício ministrado pelo professor num determinado espaço de tempo”; é a “explanação proferida por professor ou por autoridade competente perante um grupo de alunos ou um auditório.”

 

A aula é um momento de transmissão organizada de conhecimento. Pode ser realizada de diversas maneiras, utilizando diversos recursos. Em resumo, temos a simples expressão verbal (a preleção), o emprego de recursos audiovisuais (sons e imagens), pesquisa, perguntas e respostas, dinâmicas em grupo, atividades extraclasse, etc…

 

Dissemos que a aula é um momento de transmissão organizada. Deve haver organização na forma de transmitir conhecimento. A mente do aluno terá dificuldade em absorver se a transmissão é feita de forma desorganizada.

 

Valendo se uma regra básica da preleção, podemos dizer que a aula tem que ter introdução (preparação do aluno para o assunto que se pretende expor), desenvolvimento (detalhamento do assunto, com as devidas fundamentações e exemplos) e conclusão (síntese objetiva de tudo o exposto, procurando garantir aplicação prática).

 

Vimos também que a aula deve obedecer a um tempo determinado. Assim, aprendemos que é preciso conjugar o conteúdo com o tempo. O volume de informação que se pretende transmitir deve estar adequado à duração da aula. Quando existe assunto incompatível com o tempo, a regra é selecionar o mais importante.

 

Não se deve esquecer que não é obrigação de nenhum professor expor tudo o que o aluno precisa saber. Pelo contrário: o bom professor é aquele que ao ensinar sempre desperta no aluno o desejo de aprender mais. Todo o alimento em excesso, por mais saboroso que seja, causa fastio.

 

Aliás, Jesus sempre ensinava a multidão de forma a despertar nela o interesse por um conhecimento mais profundo. Por vezes chegava a provocar alvoroço e confusão entre a multidão pela forma contundente com que ensinava. Para aquele público resistente, muitas vezes a melhor estratégia de ensino era levar-lhes ao campo do confronto de doutrinas e do questionamento.

 

Por outro lado, para os que tinham o coração aberto para entender, Jesus dedicava-se pacientemente, ensinando e ilustrando com parábolas. Muitas vezes fez comparações com coisas concretas, sempre visando a melhor assimilação possível de sua doutrina.

 

Os guardas enviados pelos fariseus para prender a Jesus não tiveram como cumprir sua missão e voltaram maravilhados: “Jamais alguém falou como este homem.” (João 7.46).

 

Os discípulos de Emaús rogaram a Jesus para que ficasse com eles, porque disseram: “Não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras.” Lucas 24.29-32.

 

Foi tão maravilhoso o resultado daquelas palavras de Jesus que de discípulos decepcionados e desistentes aqueles dois homens voltaram imediatamente para Jerusalém, se juntaram novamente aos demais discípulos e davam testemunho com alegria do que lhes tinha acontecido.

 

Jesus lhes abria as Escrituras. Paulo pediu oração para que o Senhor Deus lhe abrisse a porta da Palavra (Col. 4.3). Pedro e João e os demais irmãos da igreja primitiva oravam: “…concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra.” (Atos 4.29).

 

E “Tendo eles orado moveu o lugar em que estavam reunidos. E todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus”. (Atos 4.31).

 

Nossas palavras, ungidas pelo Espírito Santo, devem arder nos corações de nossos alunos, e levá-los do eventual desânimo a uma vida autêntica de fé e confiança no Senhor Jesus.

 

Nosso ensino precisa fazer de discípulos desistentes, servos de Deus amantes de sua obra e de seu reino. Levá-los de volta de Emaús para Jerusalém.

 

Vivemos dias de muito pessimismo espiritual, mas a Palavra de Deus em nossos lábios fará com o que o povo de Deus se reanime e veja as obras do Senhor em nossos dias.

 

A Escola Dominical pode e deve ser um departamento fomentador do avivamento, pois a ela cabe, com muita ênfase, a responsabilidade pelo ensino sistemático da Palavra de Deus.

 

A PREPARAÇÃO DA AULA

 

Do texto de Romanos 12.7 extraímos uma lição básica para todo o ensinador: “se é ensinar, haja dedicação ao ensino”. Nota-se que de todos os dons de que fala o apóstolo Paulo, o único que faz acompanhar do substantivo dedicação é o ensino.

 

É impossível ensinar sem dedicação. Ou melhor: é impossível ensinar bem sem dedicação. Todo o ensino praticado sem dedicação será um ensino deficiente, tendente a prejudicar o aluno, deixá-lo confundido ou mal formado.

 

Por analogia, temos a crucial diferenciação entre o ensino sistemático e regular e o ensino modular, supletivo. O primeiro visa conduzir o aluno passo a passo à solidez do conhecimento. O segundo lhe garante uma absorção básica de conteúdo, sem um compromisso maior com os fundamentos de cada disciplina.

 

O resultado de um aluno bem formado para um mal formado será visto no enfrentamento que tiverem em um vestibular ou qualquer tipo de concurso, ou mesmo na exposição pública de seus conhecimentos. Este não resistirá aos embates.

 

De igual sorte, um aluno mal formado na seara cristã terá maiores dificuldades ao enfrentar os obstáculos da vida cristã; e poderá ser, inclusive, presa fácil dos conturbadores das doutrinas cristãs.

 

Se, portanto, queremos formar bem nossos alunos, estejamos certos de que isso exigirá de nós muita dedicação.

 

Assim dizendo, importa que o professor planeje bem. Por planejamento aqui não se entenda um feixe de teorias, mas de regras simples que não podem ser desprezadas. Aliás, quanto mais o assunto da lição for considerando complexo mais o professor deve esmerar-se para traduzir-lhe de forma a torná-lo simples, de fácil assimilação. Não é porque o conteúdo (o texto) da lição se apresenta rebuscado que a aula deve o ser.

 

Eis o desafio ao professor: compreender o assunto e simplificá-lo, especialmente a par de sua realidade local. Por isso que ao planejar sua aula o professor deve considerar (1) o público alvo (a que grupo de pessoas vou falar?), (2) o ambiente (no espaço físico que disponho que recursos poderei utilizar?), (3) os recursos materiais (como tornar o mais didática possível minha aula?)   , (4) o assunto (que abordagem será a mais adequada?), (5) o tempo (como melhor aproveitar o tempo de que disponho?).

 

É certo que a conjugação de todos estes elementos de planejamento, se em harmonia, contribuirão diretamente uma um êxito maior na aula a ser ministrada. 

 

NÍVEIS DE PREPARAÇÃO

 

Pelo menos três níveis de preparação são fundamentais para o professor.

 

São eles:

 

a)    preparação geral

 

O professor deve ser um estudante contínuo, um observador perspicaz, procurando sempre aprender, absorver novos conhecimentos para sua vida.

 

A preparação geral exige do professor constante leitura, conforme o conselho de Paulo a Timóteo (“Persiste em ler” – I Tim. 4.13). O hábito da leitura deve fazer parte da vida do professor. A Bíblia é o principal livro que deve ler, examinando as Escrituras com espírito de devoção, a fim de que o Espírito Santo lhe revele as profundezas de Deus.

 

Ler a Bíblia toda é uma recomendação sempre feita, mas nem sempre compreendemos sua importância. Mas é bem certo afirmar que todo estudante da Bíblia precisa lê-la toda, seqüencialmente. Assim fazendo, embora não terá como guardar todas as informações contidas no Livro Sagrado, mas jamais será surpreendido com passagens que jamais viu.

 

Também evitará o cometimento de erros primários, frutos de uma visão parcial das Sagradas Escrituras. Assim, a preparação geral do professor inclui a leitura de toda a Bíblia.

 

Também como preparação geral incluem-se as pesquisas temáticas, biográficas, doutrinárias, referenciais, enfim, a busca de um conhecimento mais aprofundado de determinado assunto ou aspecto das Escrituras Sagradas.

 

Ainda como parte da preparação geral o professor precisa ler bons livros, fazer um curso teológico e participar de estudos bíblicos, seminários, simpósios, aulas para professores, etc. É fundamental que ele saiba ouvir outros professores. Na verdade, o professor deve vigiar para não se tornar um sabe-tudo, pois o verdadeiro sábio é aquele que sempre está disposto a aprender, até mesmo (e inclusive) com as crianças.

 

b)    preparação específica

 

Depois de analisar a necessidade da preparação geral, que é desprendida da lição dominical, é hora de pensar na aula do próximo domingo. Lição à mão, é hora do primeiro contato com o assunto de que se vai falar.

 

É indispensável que se faça antes de tudo uma oração a Deus pedindo sabedoria e compreensão. Não é possível conhecer as coisas espirituais senão pelo Espírito de Deus.

 

Uma leitura geral da lição é o próximo passo, sem deter-se neste ou naquele ponto. É fundamental que se leia todo o conteúdo, porque é muito comum que as dúvidas surgidas logo no começo sejam dissipadas ao longo do texto.

 

Feita a primeira leitura, é hora de voltar ao texto, relendo já com os apontamentos que entender necessário fazer. Pode ser na própria revista (através de destaques ou pequenas anotações) ou em rascunho à parte.

 

É nesta hora que o professor cuidará observar as referências bíblicas, a fim de aclarar cada vez mais o tema proposto. À medida que necessitar deverá consultar dicionários (bíblicos e da língua portuguesa), enciclopédias, revistas anteriores, livros, apostilas, comentários, etc…

 

Também é importante que, se possível e necessário, verifique determinados versículos em Bíblias de diversas versões, vendo, inclusive, as variações nos originais.

 

c)     preparação pessoal

 

O professor não comparecerá diante da classe simplesmente para despejar conhecimento. Como servo de Deus ele comparecerá para transmitir o conselho de Deus (Atos 20.27). Ora, alguém somente ensinará o conselho de Deus se Dele receber este conselho.

 

O conselho, aliás, é um ensino que parte de uma intimidade para outra. Flui de alguém que se preocupa com o bem-estar de outrem, e que se vale de um porta-voz para efetivar a transmissão.

 

Conselho é “senso do que convém, aviso, admoestação”. Deus se vale de homens e mulheres para transmitir os seus conselhos para todo o seu povo.

 

Nota-se a sublimidade do ministério do ensinador cristão. Ele é um transmissor dos conselhos de Deus. Há uma classe diante de si todos os domingos interessada em ouvir “tudo quanto por Deus é mandado” (Atos 10.33).

 

É por isso que o professor tem que primeiramente cuidar de si mesmo. Precisa estar preparado. O cultivo de sua vida de devoção a Deus é fundamental.

 

Importa considerar que neste ponto o professor não estará, necessariamente, pensando no aluno. Deve estreitar sua comunhão com Deus não porque é professor, mas porque é um servo de Deus, dependente Dele, necessitado de ser cheio da graça e do poder do Senhor em sua vida.

 

Nossa comunhão com Deus é mais importante que a muita pesquisa para a preparação da aula. A bem da verdade, nada vale todo o tipo de recurso ou preparação se o professor não estiver em comunhão com o Autor da Bíblia.

 

Assim é que o professor deve procurar santificar sua vida. Eliminar os maus costumes. Rejeitar toda a sorte de pecado. Reprovar as obras das trevas. Encher-se do Espírito Santo.

 

A oração, o jejum e a leitura da Palavra de Deus lhe trarão mais intimidade com o Senhor, tornando o seu coração um terreno fértil para frutificar.

 

Nossa maior preocupação durante toda a nossa vida deve ser com o nosso próprio nível espiritual. A capacitação para o trabalho vem do Senhor.

 

Assim o texto sagrado:

 

“Abre bem a tua boca e eu a encherei”. Sl. 81.10.

 

“Eis que abundantemente derramarei sobre vós meu Espírito e vos farei saber as minhas palavras”. Pv. 1.23

 

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14.26.

 

Pedro, o mais iletrado dos apóstolos, foi o pregador do Dia de Pentecostes, cheio do poder do Espírito Santo, e quase 3 mil almas converteram-se a Cristo.

 

O ensino eficaz continua sendo aquele ministrado nos domínios do Espírito Santo, porque é Ele que “penetra as profundezas de Deus” (I Co. 2.10).

 

“…ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.

 

Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.

 

As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.” (I Co. 2.11-13).

 

ONCLUSÃO

 

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. 2 Tim. 2.15

 

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Pr. Silas Queiroz

 

O autor é pastor auxiliar na Igreja Assembléia de Deus em Ji-Paraná, RO. Membro da Comissão de Relações Públicas da Convenção Geral do Brasil (CGADB)

Enviado em Didática | Deixar um comentário »

A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa – 1

Publicado por Editor em 2007/06/23

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………
[ ANÚNCIO DO SITE ]
Apostila para Qualificação de Professores da EBD – Apostila com 100 Dinâmicas e brincadeiras bíblicas

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………

LIÇÃO Nº 13 – A IGREJA DE JESUS CRISTO É VITORIOSA

Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

www.escoladominical.com.br

Apesar de todos os desafios a enfrentar nestes tempos trabalhosos, a Igreja tem uma promessa da parte de Deus: a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO

- Chegamos ao término deste trimestre, em que vimos quão difíceis são os tempos em que vivemos, quantos desafios temos de enfrentar durante a caminhada para o céu. Entretanto, o Senhor tem nos mostrado que tudo o que se passa é cumprimento da Sua Palavra e, portanto, as dificuldades são mais uma demonstração de que há esperança e que vale a pena servir a este Deus que nos salvou para que com Ele vivamos eternamente.

 - Diante de tamanhas dificuldades e da certeza de que seremos vitoriosos, cabe a cada um de nós manter a devida vigilância, combater o bom combate e concluir a sua carreira, seja de forma individual, com a morte física, seja de forma coletiva, no dia do arrebatamento, sabendo que só os que perseverarem até o fim serão salvos.

 I – A PROMESSA DA VITÓRIA PARA A IGREJA

 - Estamos a terminar este trimestre letivo, em que estudamos como enfrentar os desafios deste século, em que vimos que os dias por nós vividos, chamados pela Bíblia Sagrada de “tempos trabalhosos”, são, como o próprio termo indica, dias difíceis, dias em que há, por toda a parte, muitos e numerosos motivos para que abandonemos a nossa decisão de caminhar debaixo da mão potente do Senhor e de seguir a Jesus Cristo até alcançarmos a Sua companhia para todo o sempre.

 - Estas grandes dificuldades, cada vez maiores, geram em cada um dos que se decidem por Cristo um natural e compreensível desgaste. Somos seres humanos, limitados e sujeitos ao cansaço, pois, como diz Moisés, a vida sobre a face da Terra é curta, mas se caracteriza por ser canseira e enfado (Sl.90:10).

 - Sabedor disto, o Senhor, que conhece a nossa estrutura e Se lembra que somos pó (Sl.103:14), tão logo revelou o grande mistério de Deus, oculto desde a eternidade passada, a saber, a Igreja (Ef.3:9), afirmou que os crentes estariam sob intenso ataque do maligno, mas, apesar disto, lhes estava reservada a vitória: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt.16:18 “in fine”).

 - Na declaração que revela a edificação da Igreja, Jesus deixou bem claro que o que caracterizaria a vida do cristão seria a dificuldade, a luta, uma luta e um sofrimento que seriam piores do que quaisquer lutas outras existentes ao longo da vida. Este mesmo ensino foi pormenorizado pelo apóstolo Paulo, que fez questão de considerar que as lutas a serem experimentadas pelos cristãos não seriam lutas físicas, lutas que envolvessem a carne e o sangue, mas, sim, lutas espirituais, muito mais renhidas e difíceis, que lidam com aspectos relacionados com a eternidade, de muito maior seriedade e alcance (Ef.6:12).

 - A vida cristã é, portanto, uma constante luta contra as forças espirituais do mal. Podemos, mesmo dizer, parafraseando o poeta brasileiro Gonçalves Dias, que, para o cristão, “…a vida é luta renhida, viver é lutar. A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos, só pode exaltar…” (1ª estrofe da Canção do Tamoio).

 - Por isso mesmo, ao indicar que a Igreja seria caracterizada por uma luta difícil e contínua contra o mal, denominado como “portas do inferno”, imediatamente o Senhor, conhecendo como é o homem, fez questão de ressaltar que a luta, embora fosse necessária e inevitável, não era motivo para desalento ou desânimo, mas, bem ao contrário, era um requisito indispensável para que se tivesse a vitória: “mas as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

 - A luta era uma realidade, era isto que caracterizaria a vida cristã sobre a face da Terra, mas, também, o Senhor apresentava uma promessa, qual seja, a da vitória, promessa que se fazia necessária para que o homem, diante de suas limitações e estrutura, não viesse a desanimar no embate diário contra o maligno. “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”, ou seja, a Igreja haveria de vencer o maligno, haveria de enfrentar e superar todos os desafios, todas as provocações e investidas das hostes espirituais da maldade.

 - Ao indicar que “as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja”, o Senhor estava a dizer, precisamente, que a Igreja não seria vencida pelas forças do mal, que a vitória seria da Igreja. Com efeito, o verbo grego “katischuó” (κατισχύω), na forma como se encontra no texto original, tem o significado de “vencer”.

 - A promessa do Senhor de que a vitória, neste embate espiritual, é da Igreja se apresenta como o alento, a força para que cada cristão prossiga na sua jornada rumo ao céu. Sem esta promessa, certamente as dificuldades teriam o condão de nos fazer desanimar, de nos fazer perder o ânimo diante de tantos desafios, desafios estes que são maiores a cada dia que passa. Entretanto, quando começamos a desfalecer, a perder o vigor espiritual, lembramo-nos da promessa de Jesus de que o mal não vencerá e, diante desta promessa, recuperamos o ânimo, ativamos a nossa fé e a nossa esperança e, por amor a Jesus, continuamos a fazer o que Ele nos manda e, deste modo, prosseguimos a nossa caminhada, apesar de todas as dificuldades.

 - Não se pode falar em “vitória” sem que se tenha luta. Vitória, dizem os dicionaristas, é o “ato de vencer, ganhar, sair vencedor, prevalecer, sair-se vencedor, triunfar sobre um inimigo ou um antagonista”. Portanto, quando se fala em “vitória”, fala-se na obtenção de vantagem sobre alguém que se opôs a quem venceu. Para que haja vitória, portanto, é necessário que haja um opositor, alguém que esteja contra o vitorioso, alguém que tente pôr obstáculos ao que é feito pelo vencedor. A Igreja só é vitoriosa, portanto, porque o inimigo de nossas almas se lhe opõe, porque há um antagonista, um adversário, um opositor.

 

- A presença, portanto, de dificuldades crescentes à atividade da Igreja é um fator de desgaste, sem dúvida alguma, mas, de certo modo, é um motivo para que cada cristão se encoraje cada vez mais na sua vida espiritual. A presença de oposição ao modo de viver do cristão, as perseguições por que passa, a incompreensão daqueles que estão à sua volta, a zombaria, as constantes agressões e tentações a seu proceder são confirmações da Palavra, são demonstrações claras de que estamos em meio a uma luta e que, se prosseguirmos na vontade de Deus, teremos a vitória, vitória esta que exige, previamente, a luta.

 - É neste sentido, aliás, que devemos compreender as palavras do Senhor Jesus quando, no chamado “sermão da planície”, afirmou que eram bem-aventurados aqueles que fossem aborrecidos dos homens e, por causa do Filho do homem, separados, injuriados e de nomes rejeitados, enquanto que infelizes aqueles que fossem achados por bons pelos homens (Lc.6:22,26). Esta paradoxal afirmação de Cristo encontra a sua explicação no fato de que, os que são louvados por todos, são, necessariamente, pessoas que não combatem contra o mal que está no mundo, que se conformam aos padrões estabelecidos pelo presente século, pessoas que se encontram sob o domínio das “portas do inferno” e que, por isso, não hão de vencer, hão de ser derrotados e terão a perdição eterna como recompensa, enquanto que aqueles que não se conformam com este mundo, estes, sim, pertencem à Igreja e têm, por causa disto, garantida a vitória.

 

- A promessa de Cristo de que a Igreja seria vitoriosa é a fonte de ânimo, do chamado “bom ânimo”, a força que nos leva até o final da jornada. Não há como permanecer ao lado de Cristo sem o “bom ânimo”. O próprio Senhor disse que o “bom ânimo” era necessário para que alcançássemos a vitória (Jo.16:33). O remédio para enfrentar as aflições que caracterizam a nossa vida debaixo do sol é o “bom ânimo”. Mas o que é o “bom ânimo”?

 - A expressão “bom ânimo” surge, pela vez primeira nas Escrituras, na Versão Almeida Revista e Corrigida, no livro de Josué, na fala que o Senhor faz a Josué, depois da morte de Moisés. Ali, por quatro vezes, é dito para que o novo líder de Israel tivesse “bom ânimo”, expressão que corresponde ao hebraico “ ’amats” (אמץ) , que significa “ter coragem”, ou seja, “disposição nobre do coração, qualidade espiritual de bravura e tenacidade”, “determinação no desempenho de uma atividade necessária; zelo, perseverança, tenacidade”.

 - Ter “bom ânimo” é, portanto, demonstrar “coragem”, ou seja, uma atitude que venha do interior, do âmago do ser humano, uma disposição de enfrentar as oposições levantadas pelo inimigo, de demonstrar confiança em Deus e em Suas promessas e, diante disto, fazer aquilo que é da vontade do Senhor, mesmo que contrarie a razão, a lógica e a vontade própria. É interessante observar que, na Septuaginta (a versão grega do Antigo Testamento), a palavra utilizada é “andridzou” (άνδριζου), cujo significado é “agir como homem”, demonstrando, assim, que ter “bom ânimo” é cumprir o propósito original estabelecido por Deus ao ser humano.

 - O “bom ânimo” vem acompanhado do “esforço”, palavra que, no hebraico, é “chazaq” (חזק), cujo significado é “força”, “firmeza”, “prevalência”. Para que se tenha “bom ânimo”, é preciso que se tenha “firmeza”, que se tenha “força”. Ora, para que haja esta firmeza, esta força, é indispensável que haja fé em Deus. “Se não o crerdes, certamente não ficareis firmes” (Is.7:9 “in fine”), diz a Palavra do Senhor. Sem que creiamos em Cristo e nos ponhamos em Suas mãos, a fim de que deixemos o lamaçal do pecado e sejamos postos na rocha, não teremos como firmar os nossos passos (Sl.40:2).

 - Assim, embora o “bom ânimo” seja uma atitude humana, é ela decorrente do “esforço”, que, por sua vez, embora também seja um gesto do ser humano, é resultado de uma ação divina, a fé, que não vem de nós, mas é dom de Deus (Ef.2:8), algo que vem pelo ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10:17).

 - Este mesmo quadro de “esforço” e “bom ânimo” vemos nas recomendações de Davi a Salomão (I Cr.22:13; 28:20), como também nas palavras do rei Ezequias a todo o povo de Judá (II Cr.32:7), como também nas declarações de Jesus ao paralítico que havia sido introduzido pelo telhado da casa onde o Senhor Se encontrava (Mt.9:2), ou à mulher que tinha o fluxo de sangue (Lc.8:48), já aqui, em ambas as passagens, a palavra grega “tharséu” (θαρσέω), cujo significado é, também, o de “ter coragem”, “ter disposição”.

 - Na luta contra o mal, portanto, prometida está a vitória, mas o cristão deve, uma vez tendo obtido a fé que vem de Deus, esforçar-se, ou seja, manter uma firmeza espiritual, firmeza esta que decorre do desenvolvimento desta fé, firmeza que nada mais é que o crescimento espiritual, a ser alcançado mediante uma vida devocional diária, a manutenção de uma experiência contínua e ininterrupta com Deus, como também “ter bom ânimo”, ou seja, demonstrar disposição para enfrentar todas as dificuldades, não recuar diante dos ataques das hostes espirituais da maldade, prosseguir no intento de servir a Cristo, custe o que custar, doa o que doer, avançando na caminhada rumo ao céu.

 II – A VITÓRIA VEM DE DEUS

Anunciar que “as portas do inferno” não prevaleceriam contra a Igreja, o Senhor Jesus prometeu a vitória à Sua Igreja. Haveria lutas, lutas difíceis e que se dariam na dimensão espiritual, lutas sérias e decisivas, porquanto dizem respeito à própria questão da eternidade. No entanto, não disse, neste instante, o Senhor como se daria esta vitória.

 - A vitória sobre as “portas do inferno” não é um mérito que pode ser atribuído ao homem. O homem, quando posto frente a frente com o mal, fracassou, foi derrotado, pois, devendo dominar sobre o pecado, acabou dominado por ele (Gn.4:7; Jo.8:34). A situação do ser humano é tristemente descrita pelo apóstolo Paulo, que nos apresenta um homem totalmente dominado pela sua natureza pecaminosa (Rm.7:7-24).

 - Pelo seu próprio esforço, portanto, o homem não pode alcançar a vitória. Não está nas mãos do homem a vitória sobre o pecado, mas a vitória prometida por Cristo é uma dádiva divina. As Escrituras são claras ao mostrar que a vitória sobre o pecado e sobre o mal é um dom divino que é dado ao ser humano como um favor imerecido, como uma graça do Senhor.

 - Davi, ao louvar ao Senhor pelas contribuições que lhe foram dadas para a construção do templo (o que seria realizado por seu filho Salomão), afirmou, em seu inspirado cântico, que a vitória é de Deus (I Cr.29:11). A palavra utilizada na Septuaginta neste versículo é “niké” (νική), cujo significado é “vitória”. A propósito, na mitologia grega, a vitória, apesar de ser ela própria uma divindade, era tão somente a portadora do triunfo aos homens, pois se considerava que a vitória era “obra dos deuses”, algo vindo da parte de uma divindade. No texto hebraico, a palavra utilizada é “netsach”(נעת), cujo significado é “eternidade” e “poder”, como, aliás, está, respectivamente, na Bíblia de Jerusalém e na “Bíblia Hebraica” (de Davi Gorodovits e Jairo Fridlin), a indicar que se trata de algo que vem diretamente da parte de Deus.

 - O salmista, no Salmo 98, também afirma que a vitória vem da parte de Deus, porquanto foram a Sua destra e o Seu braço santo que alcançaram a vitória. Aqui a palavra original é o hebraico “yasha” (ישע), cujo significado é “salvação”, “livramento”, mesmo sentido que se encontra no texto da Septuaginta, motivo por que a Bíblia de Jerusalém traduz a passagem por “a salvação lhe veio de Sua direita, de Seu braço santíssimo”. Neste trecho, portanto, vemos que a “vitória” nada mais é que a “salvação” e que ela só poderia, mesmo, provir de Deus. Podemos ter “bom ânimo”, podemos crer na “vitória”, porque Jesus venceu o mundo (Jo.16:33), porque Jesus nos salvou (II Tm.1:9; Tt.3:5).

 - A vitória não vem, diz o salmista, por causa da força humana, mas, sim, é decorrência seja da força do Senhor (simbolizada pela “destra”, ou seja, pela “mão direita”), seja pelo Seu agir (simbolizado pelo “braço”), seja pela Sua santidade. A vitória não decorre de qualquer atributo humano, mas é fruto do poder divino. Por isso, não temos que temer nem ter pavor quando se nos apresentam as dificuldades, porque temos de ter a convicção de que a vitória não é resultado de uma ação do homem, mas, sim, de um gesto exclusivamente divino. Se o esforço e o bom ânimo devem ser do homem, a vitória é um ato exclusivamente vindo da parte de Deus.

 - Por isso, o apóstolo João foi tão enfático ao afirmar que a vitória que vence o mundo é a nossa fé (I Jo.5:4). A fé, este dom de Deus que vem pelo ouvir pela Palavra de Deus, é a responsável pela nossa salvação e nada pode impedir que, uma vez sendo perseverantes até o fim, venhamos a ser salvos. Nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm.8:35-39). Uma vez tendo crido em Jesus, o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm.5:5) e, por causa disto, somos postos debaixo da mão do Senhor, de onde ninguém pode nos arrebatar (Jo.10:28). A vitória, portanto, não é fruto de qualquer gesto do homem, mas da misericórdia e graça divinas.

 - No Sl.144:10, Davi volta a insistir que a “vitória” é algo que provém da parte de Deus. “É ele que dá vitória aos reis”, diz o salmista. “Vitória” aqui é a palavra hebraica “shuah” (תשעה), cujo significado é “salvação”, “livramento”, uma outra palavra mas o mesmo sentido do texto anterior. Vemos, pois, que “vitória” tem o significado de “salvação”, de finalização do processo de salvação que, iniciado com a graça e a misericórdia do Senhor, terá seu cumprimento final na glorificação, que é o que está todo cristão a esperar, ansiosamente, pois é este o coro conjunto da Igreja e do Espírito Santo: “ora vem, Senhor Jesus” (Ap.22:17).

 - A vitória é, na continuidade do versículo, dentro do paralelismo hebraico que representa a repetição da mesma idéia com outras palavras, “livrar Davi, Seu servo, da espada maligna”. Temos, então, o verdadeiro significado da vitória: é o “resgate” (para usarmos a expressão da Bíblia Hebraica) da “espada maligna”. Vencer é vencer o mal, vencer é vencer o pecado, é vencer a “espada maligna”, o que Paulo denomina, em I Co.15:55, do “aguilhão da morte”.

 - Ao pecar, o homem foi sentenciado à morte (Gn.3:19), como, aliás, já havia sido previsto por Deus (Gn.2:16,17). Esta morte não seria apenas a morte física, mas a morte espiritual, ou seja, a eterna separação de Deus. Por isso, é dito que o salário do pecado é a morte (Rm.6:23a). No entanto, Deus nos promete a vitória, que é o “resgate da espada maligna”, o livramento do “aguilhão da morte”. O “aguilhão” é a “ponta de ferro da aguilhada”, ou seja, o ferrão da ponta da vara comprida, que era usada para picar os bois, guiando-os ou estimulando-os no trabalho. Tem-se entendido que “aguilhão” aqui signifique, propriamente, o “ferrão de um animal”, pois é este o sentido da palavra grega “kentron” (κέντρον). Pecador, o homem está condenado a viver eternamente separado de Deus, mas Deus, em Cristo Jesus, dá-nos a vitória, o livramento deste “veneno”, deste “ferrão” e nos permite voltar a conviver com Ele, mediante o sacrifício vicário de Jesus na cruz do Calvário. “Tragada foi a morte na vitória”, diz o apóstolo. Aleluia!

 - O ensino de Salomão, ao afirmar, em Pv.21:31, que, embora o cavalo tenha de ser preparado para o dia da batalha, a vitória vem do Senhor não é diferente. Aqui, o proverbista deixa-nos bem claro que o cristão deve estar preparado para enfrentar o adversário, deve estar pronto para o combate, mas, também, deve estar consciente de que, neste embate, não é de suas forças e condições que virá a vitória, o triunfo, a salvação, mas única e exclusivamente de Deus. O homem não consegue salvar-se a si próprio, mas sabe que pode ser liberto do inimigo, de sua “espada maligna”, pois esta vitória vem do Senhor.

 - A vitória, portanto, é a libertação do pecado, libertação esta que, como ensinava o saudoso pastor João de Oliveira, é tríplice: libertação da natureza do pecado (justificação), libertação do poder do pecado (santificação progressiva) e libertação do corpo do pecado (glorificação). Vencer é sair do domínio da natureza pecaminosa, da carne, é livrar-se da concupiscência, o desejo imoderado que nos faz pecar (Tg.1:14,15), é estar em condições de ouvir o toque da última trombeta e encontrar o Senhor nos ares no dia do arrebatamento.

 - A vitória é, portanto, muito mais do que uma vantagem que se obtenha num determinado instante da vida, como tem sido apregoado nos dias em que vivemos. Todos estão a clamar “receba a sua vitória”, são muitos os que criam os “cultos da vitória” ou, então, as “campanhas da vitória”. Os cânticos da atualidade, em seu grande número, falam em “ter a sua vitória”, “obter a vitória” e tantas outras coisas, mas, numa visão completamente equivocada do que seja vitória, do que seja vencer segundo as Escrituras Sagradas. “Vitória” é vencer o mal, o mundo, conseguir perseverar até o fim e ser salvo (Mt.24:13), ainda que as circunstâncias da vida sejam e permaneçam adversas.

 - Para vencer o mundo, é preciso ser nascido de Deus (I Jo.5:4). Ser nascido de Deus é ter nascido de novo, da água e do Espírito(Jo.3:3,5). A vitória está, pois, reservada apenas à Igreja, àqueles a quem for dado o poder de serem feitos filhos de Deus, a quem crerem no nome de Jesus (Jo.1:12). Vitória é o término do “bom combate”, nada mais é que “acabar a carreira” e “guardar a fé”, como a descreveu o apóstolo Paulo em sua última carta (II Tm.4:7), fazendo questão de frisar que isto não estava reservado a ele, mas a todos quantos amarem a vinda do Senhor (II Tm.4:8).

 III – COMO ALCANÇAR A VITÓRIA

 - A vitória é garantida, como podemos ver, porque, em primeiro lugar, vem de Deus e, em segundo lugar, é prometida por Deus, um Deus fiel, cuja palavra sempre se cumpre. Portanto, se a vitória é garantida, como podemos alcançá-la?

 - O primeiro passo para alcançarmos a vitória está na consciência de que ela vem de Deus. Somente quando renunciamos a nós mesmos, quando desistimos de querer vencer com as nossas forças, poderemos alcançar a vitória. O apóstolo Paulo foi taxativo: “graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Co.15:57).

 - O meio pelo qual alcançamos a vitória é o Senhor Jesus. Somente por Ele podemos ter acesso à vitória. E por quê? Porque Ele venceu o mundo (Jo.16:33). Ele foi vitorioso e, por isso, podemos, através dEle, também obter a vitória sobre o pecado e o mal, alcançando a vida eterna. Como diz o salmista, “por meio de Ti, vencemos os nossos inimigos” (Sl.44:5a) ou, como afirmou o apóstolo Paulo, “em todas estas coisas, somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Rm.8:37). É por Jesus que alcançamos a vitória.

 - Por isso, o apóstolo João diz que a vitória que vence o mundo é a nossa fé. Esta fé vencedora não é uma “determinação”, uma “força interior”, uma demonstração de “autoridade” da parte do homem, mas, sim, a confiança em Deus e na obra redentora de Jesus Cristo, que nos faz confessar e nos arrepender dos pecados cometidos e considerar a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas. Através do único Mediador entre Deus e os homens (I Tm.2:5), alcançamos a vitória, pois é Jesus o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo.1:29).

 - Somente por Jesus podemos obter a vitória, porque Ele venceu o mundo e o pecado, ao Se tornar homem e, apesar de em tudo ser tentado, não ter pecado (Hb.4:15) e, assim, pôde Se apresentar como o Cordeiro de Deus, tomando sobre Si os nossos pecados e satisfazendo a justiça divina, morrendo em nosso lugar (Is.53:4-8).

 - Por isso, a Bíblia fala-nos que são instrumentos da nossa vitória tanto o nome quanto o sangue de Jesus. “Pelo Teu nome, pisamos os que se levantam contra nós” (Sl.44:5b). O nome de Jesus é a autoridade, o poder que decorre da vitória de Cristo sobre o pecado, o mal e a morte. Por ter vencido o pecado e o mal, o Senhor foi exaltado soberanamente e tem um nome sobre todo o nome (Fp.2:9), tendo todo o poder no céu e na terra (Mt.28:18). Por isso, pode nos dar poder sobre as serpentes e os escorpiões e toda a força do inimigo e nada nos faz dano algum (Lc.10:19).

 - O nome de Jesus, portanto, não é um “amuleto”, uma “fórmula mágica”, um “abracadabra” à disposição dos santos, como tem sido apregoado e ensinado nestes dias, mas um instrumento para vencermos o mal. A vitória dá-se no nome de Jesus, isto é, no poder de Cristo que nos é outorgado quando estamos em comunhão com Ele (Jo.14:13-17; 15:7,16).

 - Mas, além do nome de Jesus, as Escrituras também mostram que a vitória se dá pelo sangue de Jesus. Pelo sangue de Jesus, podemos ter ousadia para entrar no santuário (Hb.10:19), bem como ter direito à árvore da vida e entrar na cidade santa pelas portas (Ap.22:14). Quando se fala em vitória no sangue de Cristo, estamos a falar do sacrifício de Jesus, sem o qual não poderíamos ter a purificação dos nossos pecados (I Jo.1:7). Para se ter vitória, é preciso ter o perdão dos pecados, que só se tornou possível por causa da morte de Jesus no Calvário.

 - Só se pode falar em vitória garantida, portanto, se tivermos entrado pelo caminho apertado, pela porta estreita, que é Jesus (Mt.7:13;14; Jo.10:7,9; 14:6). Por isso, o apóstolo Paulo disse que a Igreja já foi abençoada com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef.1:3). Em Cristo, temos garantia de vitória porque já recebemos todas as bênçãos espirituais. Estamos escondidos em Deus e nada, nenhuma circunstância humana ou diabólica pode nos impedir de ter a comunhão com Deus e de, nos lugares celestiais, desfrutar da glorificação, desde que perseveremos até o fim, que nos esforcemos e tenhamos bom ânimo.

 - Mas, se o pressuposto da vitória é estar em Cristo, é crer em Cristo, é desfrutar da autoridade do nome de Jesus e do poder purificador do Seu sangue, para que vençamos, faz-se preciso que “combatamos o bom combate” e isto nos exige vestir a “armadura de Deus” para as batalhas desta vida debaixo do sol. O apóstolo Paulo bem disse quais eram as peças desta armadura (Ef.6:13). Esta armadura é necessária pois, sem ela, não teremos como resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firme (Ef.6:13).

 - Eis o segredo da vitória: devemos confiar em Jesus, saber que a vitória vem dEle, mas, no embate do dia-a-dia, estar preparado para a batalha. A nossa parte está em ter fé e vestir a armadura de Deus, mantendo-nos sempre “em forma espiritual”.

 - A primeira peça da armadura é o cinturão da verdade. Não podemos mentir nem amar quem mente. Falar a verdade, viver segundo a verdade é fundamental para quem quer ser vitorioso. Falar a verdade e viver segundo a verdade não é apenas dizer o que aconteceu, não distorcer os fatos nem a realidade, mas, também, viver de acordo com os preceitos da Bíblia Sagrada, que é a verdade (Jo.17:17). Muitos querem ter “vitória” e são capazes de tudo para alcançá-la: dar dízimos e ofertas, fazer penitências, votos e todo o tipo de sacrifício, mas não fazem o essencial: cingir os lombos com a verdade, viver de acordo com a Palavra de Deus.

 - A segunda peça da armadura é a couraça da justiça. Quem quiser ser mais do que vencedor, precisa cobrir o peito com a justiça, ou seja, pôr na sua vida, no centro de sua vida, a imparcialidade, a retidão, a honestidade, o viver de acordo com as Escrituras, que é a reta justiça. Não fazer acepção de pessoas, julgar o semelhante à luz da Bíblia Sagrada e não das preferências pessoais, tomar decisões segundo os ditames divinos e não segundo as conveniências é vestir a couraça da justiça. Muitos, nestes dias trabalhosos, porém, têm feito coro ao espírito de injustiça e contribuído grandemente para que a iniqüidade se multiplique.

 - A terceira peça da armadura são os calçados na preparação do evangelho da paz. Quem quiser ser vitorioso não pode deixar de anunciar o evangelho, seja pregando com palavras, seja pregando com exemplos de vida. Devemos, com nossas vidas, repetir o gesto de João Batista e preparar o caminho do Senhor (Is.40:3; Mt.3:3). Temos de agir de modo a preparar o terreno para que a semente da Palavra seja semeada e encontre lugar para frutificar. Muitos, porém, têm sido motivo de escândalo, têm posto obstáculos no caminho do Senhor, impedindo que haja conversões e a pregação eficaz do Evangelho à sua volta.

 - A quarta peça da armadura é o escudo da fé. Esta peça é fundamental para que impeçamos que os dardos inflamados do inimigo venham a nos atingir. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb.11:6). Somente crendo que Deus existe e que é galardoador dos que O buscam, de que a vitória é garantida, poderemos atravessar os momentos difíceis, as aflições do presente século. Só a fé permite-se ver que “…as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rm.8:18). A fé é a grande arma que temos para consolidar a nossa vitória, como já visto supra.

 - A quinta arma da armadura é o capacete da salvação. Temos de ter a mente de Cristo, o discernimento espiritual (I Co.2:9-16). Sem uma mentalidade de quem tem o Espírito de Deus, jamais teremos condições de chegarmos à vitória. Se nossa mente estiver voltada para as coisas desta vida, se pensarmos em Cristo Jesus apenas como um meio para termos uma melhora de vida sobre a face da Terra, seremos os mais miseráveis de todos os homens (I Co.15:19), porque, tendo conhecido a chave da vitória, preferiremos ser derrotados, vencidos pelo mal. O verdadeiro vitorioso pensa das coisas que são de cima (Cl.3:1,2).

 - A prosperidade financeira apregoada nos dias hodiernos é, comumente, apresentada como “vitória”. Entretanto, devemos ter cuidado nesta categorização. Deus pode abençoar as pessoas com riquezas, como fez com Salomão e tantos outros homens de Deus, mas a posse de riquezas não é um sinal de vitória por si só. Bem ao contrário, a Bíblia nos ensina que o “amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm.6:20). Ora, se assim é, quando se ama o dinheiro, tem-se a perda total da mente de Cristo, pois onde se ajuntam tesouros, ali estará também o coração (Mt.6:19,21) e quem ama as riquezas, não ama a Deus (Mt.6:24). O amor do dinheiro leva ao desvio da fé, à perda da verdadeira e única vitória, portanto.

 - A sexta arma da armadura é a espada do Espírito. Única arma de ataque de toda a armadura, a Palavra de Deus é indispensável para que sejamos vitoriosos. Somente ela pode afugentar o inimigo, pode colocá-lo em retirada. Falar em “cultos de vitória” onde nem sequer a Palavra é pregada, onde há todo um espetáculo de emocionalismos, exercícios de retórica e de neurolingüística, toda sorte de misticismos e técnicas alheias às Escrituras e nenhuma instrução ou exposição consistente da Bíblia Sagrada é um verdadeiro embuste, um engano, um ardil do inimigo para iludir os incautos.

 - São seis armas que constituem a “armadura de Deus”. Esta expressão do apóstolo permite-nos observar que se são “armadura de Deus”, são armas que vêm da parte de Deus, que não podem ser forjadas pelo homem. Mas, também, por serem seis, lembra-nos que o número seis é, segundo os intérpretes da Bíblia, o “número do homem”, ou seja, as armas, embora venham da parte de Deus, devem ser usadas pelo homem. Se o homem não as utilizar, não poderá, de forma alguma, ser vencedor, ainda que a vitória não é resultado do uso destas armas, mas, sim, algo que provém da parte do Senhor.

 - Mas, para bem utilizar estas armas, o homem deverá estar “em forma”, ou seja, bem se exercitar espiritualmente. Estes “exercícios espirituais” são a oração e súplica no Espírito e a vigilância com perseverança e súplica por todos os santos (Ef.6:18). Sem uma vida de oração e sem uma constante e permanente vigilância, com intercessão pelos demais irmãos na fé, jamais estaremos devidamente preparados para a batalha.

 - Assim vestido, o soldado de Cristo Jesus será mais do que vencedor. Estando em Cristo, nenhuma dificuldade, nenhuma tribulação, nenhum problema, nenhuma circunstância adversa será capaz de separá-lo do amor de Cristo, será capaz de impedir que ele venha a perder a vitória que lhe está garantida.

 IV – O QUE ESTÁ RESERVADO PARA O VITORIOSO

 - Mas Deus é infinitamente misericordioso e amoroso, de tal sorte que, se a vida eterna já fosse pouca coisa, fez promessas para todos aqueles que alcançarem a vitória. Por isso, o apóstolo disse que não há como comparar as aflições deste tempo presente com o que está reservado para os vitoriosos. Aliás, o apóstolo foi enfático ao dizer que “…as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.”(I Co.2:9b). Como diz o poeta sacro: “já os filhos de Deus bem alegres estão, porém, no céu prazer maior terão. Os gozos do cristão apenas gotas são do mar de bênçãos em Sião” (estrofe do hino 351 da Harpa Cristã).

 - As promessas aos vitoriosos estão bem delineadas nas cartas que o Senhor Jesus mandou que João escrevesse às igrejas da Ásia Menor, no início do livro do Apocalipse. Em cada uma delas, o Senhor faz-nos lembrar que a vitória é o alvo da vida cristã e que “os que vencerem” serão galardoados pelo Senhor, apesar de a salvação já ser fruto exclusivo de um favor imerecido de Deus. Que Deus bondoso!

 - A primeira promessa reservada aos vitoriosos é o favor de comer da árvore da vida (Ap.2:17). Este privilégio foi perdido pelo homem quando pecou (Gn.3:22-24). Comer da árvore da vida é ter alimento espiritual abundante e eterno junto de Deus, é voltar a ter um estado de comunhão perene com o Senhor. Cessada a alimentação pela Palavra de Deus, da alimentação da palavra que procede da boca de Deus, teremos acesso direto ao próprio Deus, um estado de beatitude sem igual.

 - A segunda promessa reservada aos vitoriosos é não receber o dano da segunda morte(Ap.2:11). O vencedor por Cristo Jesus está livre da condenação eterna. Temos, desde já, a vida eterna, desde que aceitamos a Cristo, mas a salvação ainda está condicionada à nossa perseverança até o fim. Se perseverarmos até o fim, porém, receberemos esta recompensa, qual seja, a glorificação e nunca mais correremos o risco de nos perder. Não receber o dano da segunda morte é atingir a glorificação e, portanto, nunca mais ter o risco de pecar. Estaremos livres do corpo do pecado e poderemos exclamar as palavras do apóstolo: “onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” (I Co.15:55).

 - A terceira promessa reservada aos vitoriosos é receber o maná escondido e uma pedra branca com um nome escrito que ninguém sabe a não ser Deus e a pessoa que o recebe (Ap.2:17). O vitorioso, que foi fiel no pouco, será constituído fiel sobre o muito. Aquele que venceu pelo que Deus lhe revelou em Sua Palavra, terá acesso àquilo que estava destinado apenas a Deus (Dt.29:29), o “maná escondido”. Além disso, terá um “novo nome” escrito em uma pedra. O vitorioso não perderá a individualidade, mas manterá com o Senhor uma intimidade sublime e eterna, um “particular” todo especial para todo o sempre, sem deixar de ser o povo de Deus (Ap.2:13). Ser um co-herdeiro especial de Cristo na glória, que privilégio inigualável!

 - A quarta promessa reservada aos vitoriosos é ter poder sobre as nações (Ap.2:26). O vitorioso reinará com Cristo durante mil anos (Ap.20:6). A primeira coisa que ocorrerá a todos quantos não receberam o dano da segunda morte será tomar parte no reino milenial de Cristo, na qualidade de autoridades constituídas pelo Senhor. Neste reino, quando a Terra será restaurada e a maldição que se lhe impôs por causa do pecado será removida, os vitoriosos servirão ao Rei dos reis e Senhor dos senhores. Aqueles que foram rejeitados e humilhados ao longo da história da humanidade, são feitos reis e sacerdotes para a redenção desta própria história.

 - A quinta promessa reservada aos vitoriosos é ser vestido de vestes brancas e ter garantido o seu nome no livro da vida, bem como ser confessado pelo Filho diante do Pai e dos Seus anjos (Ap.3:5). A confissão de Cristo a nosso favor e a concessão da impecabilidade, ou seja, a santidade perpétua, é outra promessa que está reservada aos vitoriosos. O vitorioso atingirá um estágio semelhante ao dos anjos, o estado de impecabilidade, não mais podendo pecar. Estará totalmente livre do pecado e com seu ingresso eterno na glória divina garantido e confirmado pelo Cordeiro de Deus que o perdoou e o fez entrar na cidade pelas portas.

 - A sexta promessa reservada aos vitoriosos é de ser feito coluna no templo de Deus e de ter o nome de Deus e da nova Jerusalém e o novo nome do Senhor (Ap.3:12). O vitorioso passa a ser propriedade exclusiva e perpétua do Senhor no céu. Receber o novo nome do Senhor Jesus, o nome de Deus e o nome da nova Jerusalém é como se passasse o vitorioso a ser “patrimônio” do Senhor na glória. Seremos cidadãos da cidade celeste, seres com direitos e deveres diante do Senhor, mas participantes e integrantes da glória celeste. Nós, que merecíamos tão somente o lago de fogo e enxofre, passamos a ser cidadãos da cidade santa. Como Jesus é maravilhoso!

 - A sétima promessa reservada aos vitoriosos é a de assentar com o Senhor Jesus no Seu trono (Ap.3:21). Não só seremos cidadãos da cidade celeste, não só seremos autoridades sobre as nações durante o reino milenial de Cristo na Terra, mas também compartilharemos do lugar de glória, à direita de Deus, que tem o Senhor desde quando ascendeu aos céus após ter vencido a morte e o pecado. Jesus, dentro de Seu amor para com a Igreja, com ela compartilhará a posição sublime em que foi posto pelo Pai por ter vencido o mal. Os cristãos, embora tenham sido levados pelo exemplo de Cristo, também desfrutarão deste privilégio. O homem, assim, igualar-se-á em posição ao Deus feito homem que venceu e salvou a todos os Seus irmãos. Por não Se envergonhar de chamá-los irmãos (Hb.2:11) e por eles não terem se envergonhado dEle, o Senhor os colocará no Seu trono celestial. Cada vitorioso, que juntado a toda a humanidade, valia menos do que nada, estará no trono glorioso do Filho. Só Deus para fazer algo assim!

 - Aqui, ao contrário das peças das armaduras, que são em número de seis, temos sete promessas, a indicar que estamos diante de uma promessa exclusivamente divina e que, portanto, é dotada da qualidade da fidelidade, da certeza de cumprimento. As promessas são vindas da parte do Senhor e, como fiel é o que prometeu (Hb.10:23 “in fine”), já podemos, desde já, glorificar e agradecer ao Senhor, porque Ele vela sobre a Sua Palavra para a cumprir (Jr.1:12).

 - Como, então, diante de tão grandes promessas, desanimar ou querer recuar diante das dificuldades que se apresentam nos tempos trabalhosos em que vivemos? Como trocar a glória sempiterna que nos está reservada, cuja revelação parcial já é muito mais do que se tem neste mundo, por algum prazer ou vantagem passageiros, que, assim como a vida humana, são fugazes e insignificantes perto do que está prometido a quem vencer?

 

- Os dias são difíceis. As dificuldades são muitas e são, sim, capazes de nos desviar da rota para a Canaã celestial. Não podemos subestimar as lutas e tentações, devendo vigiar a cada instante para não sermos tragados pelo inimigo de nossas almas, que anda a nosso derredor(I Pe.5:8). Neste trimestre, vimos como são muitas as artimanhas levantadas contra os filhos de Deus e como é difícil nos mantermos em pé ante tantas ciladas. Mas, não podemos desanimar nem recuar! O Senhor não tem prazer naquele que recua (Hb.10:38). A vitória está prometida a tantos quantos perseverarem até o fim e nada há, neste mundo, que possa se comparar ao que receberemos por sermos fiéis ao Senhor até a Sua vinda.

 - Que este trimestre possa ter sido um alento para prosseguirmos a nossa caminhada e um motivo para redobrarmos os nossos esforços contra as forças espirituais da maldade. Terminamos com as palavras do Senhor para estes dias tão difíceis: “Tenho-vos dito isto para que, em Mim, tenhais paz. No mundo, tereis aflições, mas tende bom ânimo: Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Amém!

 Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

 BIBLIOGRAFIA DO TRIMESTRE

 

A bibliografia diz respeito aos estudos de todo o segundo trimestre de 2007, não contendo bíblias e bíblias de estudo consultadas, bem assim textos esporádicos, notadamente fontes eletrônicas, cujas referências foram dadas no instante mesmo de suas utilizações.

 

ALI, Zihad. A falsa crença da evolução teísta. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1462, mar.

 

2007, p.16

 

APÓCRIFOS e pseudo-epígrafos da Bíblia. Tradução de Cláudio J.A. Rodrigues. São

 

Paulo: Novo Século, 2006. 869p.

 

BORGES, Michelson. Por que creio: doze pesquisadores falam sobre ciência e religião.

 

Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2003. 224p.

 

CARELLI, Gabriela. Ciência não exclui Deus: entrevista com Francis Collins. Veja, ano 40, n.3, edição 1992, 24 jan. 2007. Disponível em: http://veja.abril.uol.com.br/240107/entrevista.html Acesso em 16 mar. 2007.

 

CARVALHO, Ailton M. Conheça-me: eu era como você, cheio de dúvidas. No prelo.

 

(Arquivo em poder do revisor, com autorização do autor para divulgação).

 

_____________________. Deus e a história bíblica dos seis períodos da criação. 4. ed.

 

Suzano: Gil & Tunice, 1998. 214p.

 

____________________. Livro sem título definitivo sobre a hipocrisia. No prelo.

 

(Arquivo em poder do revisor, com autorização do autor para divulgação).

 

CHAMPLIN, R.N. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo;

 

Candeia, 2000. 6v.

 

CRESSEY, M.H. Tempo. In: DOUGLAS, J.D. (org.). O novo dicionário da Bíblia. Trad.

 

de João Bentes. V.II, pp;1577-9.

 

DURANT, Will. A história da filosofia. Trad. de Luiz Carlos do Nascimento Silva. São

 

Paulo: Nova Cultural, 1996. 480p.

 

GLEISER, Marcelo. A dança do universo: dos mitos de Criação ao Big-Bang. São Paulo:

 

Companhia das Letras, 1997. 434p.

 

JAPIASSU, Hilton e MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. Rio de

 

Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990. 265p.

 

HORTON, Paul B. e HUNT, Chester L. Sociologia. Trad. de Auriphebo Berrance Simões.

 

São Paulo: Makron Books, 1980. 479p.

 

MARCONI, Marina de Andrade e PRESOTTO, Zélia Maria Alves. Antropologia: uma

 

introdução. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1992. 308p.

 

MINHAM, Júlio. As maravilhas da ciência. 5.ed. s.l.: Livraria Ateneu, 1957. 469p.

 

MORGENBESSER, Sidney (org.). Filosofia da ciência. Trad. de Leonidas Hegenberg e

 

Octany Silveira da Mota. 3.ed. São Paulo: Cultrix, s.d.258p.

 

PIERUCCI, Antonio F. Religião. Folha de São Paulo, caderno Mais !. 31 dez. 2000 p.20-1.

 

POLITZER, Georges; BESSE, Guy e CAVEING, Maurice. Princípios fundamentais de

 

filosofia. Trad. João Cunha Andrade. São Paulo: Hemus Livraria e Editora, s.d. 396p.

 

PRINCIPAIS nomes do ateísmo declaram guerra contra todo tipo de fé. Mensageiro da

 

paz, ano 77, n. 1461, fev. 2007, pp.14-5.

 

ROCHA, A.N. 2. Pedro da Bíblia Rhema Di Nelson: a graça que a nós foi profetizada.

 

(Arquivo em poder do revisor, com autorização do autor para divulgação).

 

SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade. São Paulo: Imprensa

 

da Fé (imp.), 2001. 6v.

 

SPURGEON, Charles H. Lições aos meus alunos: homilética e teologia pastoral. Trad.

 

Odayr Olivetti. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1990. 209p.

 

Colaboração para o Portal escolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

Enviado em Subsídios Lições | 1 Comentário »

A busca do caráter cristão

Publicado por Editor em 2007/06/23

3º Trimestre de 2007

A busca do caráter cristão – aprendendo com homens e mulheres da Bíblia.

SUMÁRIO DA LIÇÃO:

 

SUMÁRIO DA LIÇÃO

1-   A natureza do caráter cristão

 

2- Davi, um home segundo o coração de Deus

 

3- Elias, um profeta humilde e determinado

 

4- Ester, uma rainha altruísta

5- José, um líder piedoso e temente a Deus

6- Noé, um homem justo e incorruptível

7- Débora, uma mulher corajosa

8- Paulo, um missionário zeloso e autêntico

9- Pedro, um discípulo sincero e dinâmico

10- Sara, uma mulher submissa

11- Moisés, um líder eficaz

12- Abraão, o amigo de Deus

13- O caráter de Cristo

 

 

 

 

Enviado em A Escola Dominical | 17 Comentários »

Nova Lição: A busca do caráter cristão

Publicado por Editor em 2007/06/22

Lições Bíblicas Aluno – Jovens e Adultos

3º Trimestre de 2007 – Aproveite e adquira suas revistas antecipadamente!
A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.
No 3º trimestre de 2007, estaremos estudando o tema A busca do caráter cristão – aprendendo com homens e mulheres da Bíblia.

64 páginas / Formato: 13,8 x 21cm / Trimestral
Comentarista: Pastor Eliezer de Lira e Silva

SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- A natureza do caráter cristão
2- Davi, um home segundo o coração de Deus
3- Elias, um profeta humilde e determinado
4- Ester, uma rainha altruísta
5- José, um líder piedoso e temente a Deus
6- Noé, um homem justo e incorruptível
7- Débora, uma mulher corajosa
8- Paulo, um missionário zeloso e autêntico
9- Pedro, um discípulo sincero e dinâmico
10- Sara, uma mulher submissa
11- Moisés, um líder eficaz
12- Abraão, o amigo de Deus
13- O caráter de Cristo

Enviado em Publicações | 4 Comentários »