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Posts de Abril, 2007

A origem do Universo – 3

Publicado por Editor em 2007/04/25

Fonte: www.cpad.com.br

Leitura Bíblica em Classe

Sl 19.1-6; 136.3,5-9; Hb 11.3

Esboço da Lição

Introdução

I. A grandeza do Universo

II. O que diz a Bíblia sobre a origem do universo

III. O que diz a verdadeira ciência

Conclusão


Tema deste Subsídio

A Criação do Universo segundo o relato de Gênesis

Autor

Esdras Costa Bentho

Palavras- Chave

Criação; Criacionismo; Hexaémeron; Teoria da Lacuna; Mitos babilônicos.

A criação (1-2).

O capítulo 1 do livro de Gênesis está distribuído em oito parágrafos principais: 1.1-2; 3-5; 6-8; 9-13; 14-19; 20-23; 24-25; 26.31. A ênfase característica de cada uma dessas unidades é o poder criador de YaHWeH. Deus é o agente ou o sujeito ativo na criação: “No princípio, criou Deus”, Ele cria através de seu poder “os céus e a terra”, por esta razão Deus é designado pelo nome de Elohim, que significa “O Forte”, “Líder Poderoso” ou “Deidade Suprema”. Seu ato criador está em seu poder (Elohim), pelo qual os céus e a terra vêem a existência sem qualquer matéria existente. Os termos hebraicos que designam a atividade criadora e ressaltam a onipotência de Deus além de bara é ‘ãsâ, isto é, “fazer” e yasar “formar”. A imagem metafórica que é expressiva da ação criadora é o “Deus Oleiro”.

As etapas da criação

         As etapas da criação são chamadas em grego de hexaémeron, isto é, a obra dos seis dias, pois descreve a criação do mundo em seis dias, conforme uma ordem claramente traçada.        A narração desses seis dias criacionais está disposta de forma lógica e simétrica com propósito religioso e não científico. O autor apresenta o texto em quatro fases: a obra da criação, de distinção, de ornamentação e de consumação.

1. Obra da Criação (1.1,2):

Nessa etapa o autor apresenta como Deus criou a matéria em estado caótico, o caos primitivo, de onde aos poucos havia de tirar ou distinguir as diversas regiões do mundo; esse caos constava de uma massa de terra (“a terra informe e vazia” [1.2]), envolvida de águas (“abismos”, “águas”) sendo tudo isso cercado de trevas (1.2). Após esses eventos é que decorre o hexaémeron, ou a obra dos seis dias: obras de distinção e de ornamentação.

1.1.        A Teoria da Lacuna:  A teoria da lacuna foi proposta inicialmente por C.H.Pember em 1876, na obra “As Idades mais Remotas da Terra e a Conexão delas com o Espiritualismo Moderno e a Teosofia”. A teoria que afirma que entre o versículo 1 e 2 do primeiro capítulo de Gênesis existe uma lacuna onde existiu uma raça pré-adâmica e onde foi a habitação original dos homens pré-históricos e dos antigos dinossauros, foi popularizada depois pela Bíblia de Referência de C.I.Scofield em 1917, mais tarde pelo pentecostal assembléiano Finis Jennings Dake em sua Bíblia de estudos anotada “Dake’s Annotated Reference Bible” e no Brasil por Lawrence Olson em sua obra “Plano Divino Através dos Séculos”.  Segundo Pember e seus seguidores em Gênesis 1.1 Deus criou o universo completo e perfeito, e Satanás era o arcanjo que habitava e governava essa Terra pré-adâmica, um reino originalmente perfeito. Então, Satanás e os habitantes pré-adâmicos dessa Terra se rebelam contra o Criador de todas as coisas, de tal forma que ele e a primitiva população foram amaldiçoados e destruídos por uma inundação. Segundo os defensores dessa teoria os resultados dessa inundação são vistos em Gênesis 1.2. Alegam ainda que a expressão “sem forma e vazia” quer dizer “tornou-se sem forma e vazia” aludindo a expansão arruinada e devastada como resultado de um julgamento e que deve, portanto, ser interpretada como “uma ruína e uma desolação”.

Entretanto, a teoria da lacuna apresenta várias fragilidades. Entre elas podemos citar aquela que está relacionado à língua hebraica. Primeiro, a gramática hebraica não permite uma lacuna de milhões ou bilhões de anos entre os dois primeiros versículos de Gênesis. O hebraico tem uma forma especial, que indica seqüência e introduz aquela forma a partir de 1.3. Nada indica uma falta de seqüência entre 1.1 e 1.2; pelo que, os versículos devem ser interpretados em seu sentido óbvio e próprio. “O céu e a terra” é uma expressão consagrada em hebraico para designar o universo (Gn 2.1,4; 11.19,22; Sl 68.35; 114.15). O versículo 1 e 2a descreve o estado em que se achava o universo nos seus primórdios: a terra, informe e vazia (tohu-wa-bohu), era toda recoberta de águas (tehom, abismo cheio de águas), sobre as quais se estendia as trevas. 

Em segundo lugar o autor sagrado falava de acordo com os matizes de seu tempo, para significar que anteriormente à ordem e à harmonia existentes no mundo, havia, de fato, o caos; este, porém, não constava de deuses ou monstros mitológicos como se costumava pensar na cultura mesopotâmica dos quais um teria suplantado os demais e plasmados tanto o mundo visível como o homem; constava, ao contrário, dos elementos mesmos do mundo atual, os quais não tem existência indefinida nem eterna (como eterno é o único verdadeiro Deus), mas foram tirados do nada por um Criador. E, para descrever essa matéria dependente do Senhor, o hagiógrafo usou de termos que tinham ressonâncias nas mitologias orientais, onde significam divindades: assim bohu (vazio), lembrava Baaú, O caos personificado dos Fenícios; tehom (abismo oceânico, águas), o monstro Tiamat dos Babilônicos; tais divindades pagãs eram sutilmente apresentadas pelo hagiógrafo como meras e impotentes criaturas.

Quanto ao estado preciso em que Deus suscitou a matéria, quanto às idades geológicas que esta atravessou, o autor nada quis dizer, pois isto é do domínio científico e não interessava diretamente a finalidade religiosa do livro sagrado.

Portanto, a teoria da lacuna, apresenta-se como uma teoria débil, sem qualquer valor teológico ou bíblico. Entre as diversas considerações do teólogo Willmington sobre a teoria em apreço ele conclui afirmando que ela não é científica, não é bíblica e não é necessária.

O Tríplice Problema da Teoria da Lacuna

NÃO É CIENTÍFICA Foi um intento do cristianismo de reconciliar o relato da criação com os longos períodos geológicos da teoria da evolução. A evolução, porém, não é científica e contraria a segunda lei da termodinâmica.
NÃO É BÍBLICA A teoria descreve Adão andando sobre um grande cemitério de animais fossilizados, além é claro de admitir uma raça pré-adâmica.
NÃO É NECESSÁRIA A interpretação mais natural de Gênesis 1.1,2 é tomada pelo seu valor literário e próprio, sem qualquer acréscimo ou subtrações.

Gênesis 1.1 é uma declaração resumida da criação:

No versículo 1 diz o que Deus fez;

No versículo 2 nos diz como foi feito.

 

Obra de distinção:

         Estabelece as três regiões do mundo que a cosmologia judaica admitia, três regiões que correspondem exatamente aos três elementos caóticos sobrepostos (trevas, águas, terra).

No primeiro dia (1.3-5), constitui a região dos céus. Deus age sobre  a camada superior do caos, restringindo a duração das trevas; estas deverão, a intervalos, ceder À luz. Eis a primeira distinção: a de trevas e luz, dia e noite, que sucederão no domínio do mundo;

No segundo dia (1.6-8), constitui-se a região das águas. Deus intervém agora na segunda camada do caos, ordenando que parte das águas se transfira para a região do céu, onde é guardada em reservatórios especiais; entre águas do céu e águas da terra o Senhor cria uma abóbada aparentemente sólida, chamada o firmamento. São as águas do céu que por meio de canais caindo sobre a terra, produzem chuva, nevem geada, etc. (cf. Jó 38.37);

No terceiro dia (1.9-13), o Criador atinge a terra, recolhendo as águas que ainda a recobrem em lugares próprios, que são os mares e os rios (cf. Jó 38.11). A terra, ao aparecer, é logo revestida de plantas. O fato de que judeus concebiam vegetação como forro da terra, explica que a constituição da terceira região devia compreender duas obras: a produção da terra nua, arcabouço, e ao seu estrado verde aderente. 

Obra de Ornamentação

         Assim concluído a formação as três regiões do mundo nos três primeiros dias (obra de distinção), o hagiógrafo mostra como o Criador, nos três dias seguintes, deu a cada uma os seus habitantes ou a sua ornamentação; estes habitantes, sendo todos móveis, formam como que um magnífico exército, sempre pronto a executar as ordens do seu Senhor, como se diz em Gênesis 2.1: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército”. Portanto:

a)      Na região do céu, Deus colocou os astros nos quais grande quantidade de luz se concentrou (4º dia; 1.14-19); à distinção feita no primeiro dia entre dia e noite, correspondem agora o sol, que rege o dia; a lua e as estrelas, que regem a noite;

b)      Na região das águas, o Senhor estabeleceu os monstros marinhos, os peixes e os voláteis (os quais povoam o ar, espaço entre as águas inferiores e superiores), (5º dia; 1.20-23);

c)       A região da terra começou a ser habitada pelos demais animais e pelo homem, que é a coroa da criação, destinado a dominar o mundo terrestre (6º dia; 1.24-31). Por fim, aos animais e ao homem foram dados como alimento os vegetais oriundos no terceiro dia, o que estabelece perfeita correspondência entre as obras do terceiro e do sexto dia.

d) Obra de Consumação

Tal qual a obra da criação (1.1-2), diz respeito ao mundo inteiro: o autor refere que Deus descansou de todas as suas obras e abençoou o sétimo dia de descanso (2.1-3).

         

Segundo as Escrituras a criação ocorreu em seis dias sucessivos:

Dia Texto Tema
Primeiro Dia (1.2-5): Criação da Luz
Segundo Dia (1.6-8): Separação das Águas
Terceiro Dia (1.9-13): Criação da Vida Vegetal
Quarto Dia (1.14-19): Criação do Sol, da Lua e das Estrelas
Quinto Dia (1.20-23): Criação dos Peixes e das Aves
Sexto Dia (1.24-31): Criação dos Animais da Terra e do Homem
Sétimo Dia (2.1-3): Deus Descansa

Uma minuciosa investigação revelará que as duas palavras forma e vazia, são os conceitos precípuos da história da criação. Os atos do 1º, 2º e 3º dia ocupam-se especificamente do verbo formar, enquanto o 4º, 5º e 6º dia do conteúdo pleno dessa forma.

FORMA CONTEÚDO PLENO
  Dia Luz e Trevas 4º Dia Luzeiro do Dia e da Noite
  Dia Mar e Céus 5º Dia Criatura das Águas e dos Ares
  Dia Terra Fértil 6º Dia Criaturas da Terra

Existe uma grande simetria entre o 3º e o 6º dia, pois se referem a produção de dois, e não de um só gênero de criaturas. Oito são, pois, as produções ou obras que o hexaémeron (procedente de três termos: hex (seis); heméra (dia) e érgon (obra). Literalmente obra dos seis dias) narra distintamente.

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A origem do Universo – 2

Publicado por Editor em 2007/04/24

LIÇÃO Nº 4 – A ORIGEM DO UNIVERSO

por Prof. Dr. Caramuru Afonso

Fonte. www.escoladominical.com.br

A insistência em excluir Deus da atividade científica é a principal responsável pelo surgimento da “falsa ciência”.

INTRODUÇÃO

- Nestes tempos trabalhosos em que vivemos, há uma crença generalizada de que a ciência se opõe à Bíblia, cada vez mais considerada como um “livro de ignorância”. Entretanto, não podemos nos esquecer de que a Bíblia é a Verdade (Jo.17:17) e que, portanto, tudo que se lhe opõe, é falso, inclusive a “falsamente chamada ciência” (I Tm.6:20).

- Não podemos menosprezar nem sermos inimigos da ciência, mas devemos ter a consciência de que a verdade é única e que, onde a ciência não confirma o que diz a Bíblia, estamos, quando muito, no terreno do atraso científico em relação à revelação divina.

I – CIÊNCIA E BÍBLIA

- Na lição anterior, estudamos como a educação tem sido utilizada para afastar a humanidade de Deus e de Sua Palavra nestes tempos trabalhosos em que estamos a viver. Nesta lição e na próxima, estaremos nos detendo na ação do “espírito do anticristo” sobre a atividade científica, atividade esta que é, então, levada até os bancos escolares para ser ensinada às novas gerações.

- Na empreitada para criar uma mentalidade que menospreze ou despreze a figura divina, o adversário de nossas almas não poderia descurar da atividade científica, de onde vem a principal fonte do conhecimento da humanidade. Uma ciência que seja desvinculada de Deus, que despreze ou menospreze o Senhor, é fundamental para que se tenha um sistema educacional igualmente materialista e oposto ao Senhor.

- Atualmente, quando se fala em ciência e em cientistas, logo vêm à mente dos homens uma atividade contrária à “religião”, uma atividade que contraria o que foi revelado por Deus nos “livros sagrados”. Todos têm tido a ilusão de que cientista é, necessariamente, uma pessoa sem religião, incrédula e que não admite a realidade espiritual. Tal concepção, que tem sido muito difundida pelas “portas do inferno”, está presente, inclusive, entre os crentes, que, ingenuamente, muitas vezes afirmam que “preferem crer na Bíblia a crer na ciência”, como se a ciência pudesse contrariar a Palavra de Deus. No entanto, este pensamento, quando analisado, mostra-se fraudulento e mentiroso, como, aliás, é próprio de tudo aquilo que é engendrado pelo diabo, pai da mentira que é (Jo.8:44).

- Quando abrimos a Bíblia Sagrada, percebemos, claramente, que a ciência, ou seja, “cada um dos inúmeros ramos particulares e específicos do conhecimento, caracterizados por sua natureza empírica, lógica e sistemática, baseada em provas, princípios, argumentações ou demonstrações que garantam ou legitimem a sua validade” (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa), nada mais é que uma atividade que resulta da própria capacidade intelectual que Deus deu ao homem.

- A Bíblia, ao relatar a criação do ser humano, diz, claramente, que o homem foi criado à “imagem e semelhança de Deus”, com poder de domínio sobre toda a criação na face da Terra (Gn.1:26). Este domínio tinha como base a capacidade racional de que o homem foi dotado, tanto que, para perceber que ele tinha este poder, diferenciando-o dos demais seres vivos do planeta (e quem diz que a “diferença específica” do homem é a sua racionalidade é o filósofo grego Aristóteles), Deus mandou que o homem desse nome a todos os animais (Gn.2:19,20).

- Este gesto divino de permitir ao homem que desse nome a todos os animais tinha um tríplice propósito. Em primeiro lugar, mostrar ao homem que ele tinha capacidade intelectual criativa, ou seja, embora Deus fosse o Criador de todas as coisas, havia dado ao homem uma capacidade especial de criar, “in casu”, os nomes dos animais. Evidentemente, que a capacidade criativa do homem jamais se igualaria a Deus, mas, num ato de amor de Deus ao gênero humano, tinha o homem este potencial criativo que, digamos, era “derivado”.

- Em segundo lugar, ao permitir que o homem desse nome aos demais seres terrenos, Deus mostrou ao homem que lhe havia sido concedido o poder, o domínio sobre a natureza. O ato de dar nome é uma demonstração de domínio, de superioridade e o homem, ao fazê-lo, tornava-se consciente de que poderia controlar a natureza, utilizá-la em seu proveito, tendo poder de modificá-la, embora devesse preservá-la. Reside, aliás, aí a essência da ordem divina para o homem com relação ao jardim formado no Éden para abrigá-lo, jardim que deveria “lavrar” (isto é, modificá-lo graças a sua capacidade criativa) e “guardar” (isto é, preservar, manter, impedir a sua destruição) (Gn.2:15).

- Em terceiro lugar, ao permitir que o homem desse nome aos demais seres terrenos, Deus quis mostrar ao homem a necessidade que tinha de viver na companhia do próximo. Somente quando deu nome aos seres, Adão percebeu que estava só. Esta conscientização não visava apenas dar conhecimento ao homem da sua sociabilidade, como tivemos ocasião de estudar na lição 2 deste trimestre, mas, também, demonstrar que nada se faz solitariamente, o que, também para a produção científica é algo relevante e necessário saber. O domínio sobre a natureza deve, também, levar em conta o outro, o próximo, não pode ser uma atividade egoística e sem qualquer preocupação com o conjunto da humanidade.

- Assim, quando lemos a Bíblia Sagrada, percebemos, nitidamente, que a atividade científica, ou seja, a explicação dos fenômenos que cercam o homem, sejam naturais, sejam os relacionados com o próprio homem, feita com base na razão (i.e., na lógica), por meio de comprovações por experiências e princípios que regram o raciocínio, nada mais é que uma atividade que é resultado de uma capacidade dada por Deus ao homem e que, portanto, não pode ser considerada má em si mesma, nem tampouco uma afronta ao Senhor e à Sua Palavra.

- Tanto assim é que a Bíblia nos mostra, também, que, muitas vezes, o Senhor, para bem utilizar alguém que tinha escolhido para a Sua obra, fez com que tivesse esta pessoa uma devida preparação científica, que seria necessária para a realização do trabalho para o qual o Senhor o havia chamado. Moisés, para ser líder do povo de Israel, teve, antes, de ser devidamente instruído em toda a ciência do Egito (então, o principal e mais avançado centro científico do mundo) (At.7:22). Salomão, tendo recebido a sabedoria de Deus, dedicou-se ao estudo científico (I Rs.4:33,34). Paulo, este gigante da evangelização do mundo de seu tempo, foi chamado depois de ter sido, devidamente, instruído seja na filosofia grega (Tarso era um centro filosófico respeitável nos dias de Paulo e o conhecimento filosófico do apóstolo está bem demonstrado na sua fala aos areopagitas em Atenas – At.17:19-32), seja no direito romano (Paulo era cidadão romano e tinha amplo conhecimento das leis do Império Romano, como mostram os episódios que envolveram sua prisão e ida para Roma), seja na lei judaica (At.22:3). Se a ciência fosse contrária à Palavra de Deus ou ao próprio Deus, teria o Senhor assim procedido?

- A ciência tem como objetivos, diz o filósofo da ciência theco Ernest Nagel (1901-1985), o controle prático da natureza, a busca de um conhecimento sistemático e seguro que propicie conclusões certas, tudo mediante um método próprio e rigoroso de investigação. Durante muito tempo, os cientistas sintetizavam este objetivo como a “busca da verdade”. Ora, se a ciência tem em vista a busca da  verdade, a descoberta da realidade de modo a permitir o controle do homem sobre a natureza, tem-se que a ciência nunca pode contrariar a Bíblia Sagrada, já que ela é a verdade (Jo.17:17). Ainda que ciência e Bíblia tenham pontos de partida totalmente diferentes e objetos igualmente distintos, não podem se contrapor, já que ambas têm o mesmo alvo, a saber: a verdade.

- Não é por outro motivo que o apóstolo Paulo, ele próprio alguém dotado de vasto e profundo conhecimento científico, não recomenda a seu filho na fé, Timóteo, que se afaste da ciência, como, lamentavelmente, muitos “crentes espirituais” insistem em fazê-lo, sem qualquer respaldo bíblico, mas, sim, que tivesse horror às oposições da falsamente chamada ciência, ou seja, que se afastasse de toda a produção intelectual que, com o pretexto de tentar descobrir a verdade, estivesse fundamentada única e exclusivamente no intuito de se opor a Deus e à Palavra de Deus, uma ciência que, por ser animada por esta oposição, seria tão somente uma “falsa ciência”, mais um ludibrio, mais um ardil plantado pelo “pai da mentira”, sob a roupagem de erudição.

- Precisamos, nestes dias de grande progresso científico e tecnológico, não cair na armadilha do “anti-intelectualismo”, ou seja, da postura contrária a toda e qualquer atividade intelectual, no posicionamento contrário à ciência, tida e havida como algo “prejudicial à vida espiritual”. Não são poucos os cristãos que, diante da pregação antibíblica da “falsa ciência”, cada vez mais intensa e divulgada pelos arautos do “espírito do anticristo”, são enganados e passam a “atacar a ciência”, como se isto fosse uma atividade proibida ao ser humano ou que tivesse como objetivo ofender a Deus. Esta “oposição entre ciência e Bíblia” é mais um ardil do inimigo, que não podemos, de forma alguma, ignorar (II Co.2:11). A verdadeira e genuína ciência, dentro de seus métodos adequados, jamais contestará a Palavra de Deus, mas a confirmará, mais cedo ou mais tarde, porque Deus é a verdade (Jr.10:10 “in initio”).

- Em vez de criticarmos a ciência, de lutarmos contra algo que foi criado pelo próprio Deus, qual seja, a capacidade criativa intelectual do homem e a possibilidade que tem ele de controlar, ainda que parcialmente, a natureza, temos, isto sim, de lutarmos contra aqueles que procuram distorcer a ciência, transformando-a em uma inútil arma de ataque à Bíblia Sagrada e a Deus. Devemos ter horror aos “clamores vãos e profanos”, às investidas satânicas na boca de supostos sábios (que, na verdade, como ensina o salmista, são néscios – Sl.14:1) que buscam, de todas as maneiras, usar a ciência como instrumento de fomento à descrença e ao abandono da fé em Deus.

- Se nos conscientizarmos do valor da “ciência verdadeira”, de quanto uma atividade científica contribui para a evangelização e para a salvação das almas, teríamos, no meio da Igreja, um sem-número de mestres e doutores que, através do aprimoramento científico, demonstrariam, a partir da razão e com a utilização do rigoroso método científico, a verdade estampada na Bíblia Sagrada.

- Cremos na Bíblia porque ela é a Palavra de Deus e a fé está situada em patamar diferente do da razão. Não precisamos das afirmações científicas para crermos em Deus, ou não, pois a verdade já nos foi revelada e, pelo Espírito Santo, compreendemos coisas que os homens, pela sua própria capacidade, jamais conseguirão entender ou explicar (I Co.2:9-16). Como diz o escritor aos hebreus, “pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados, de mandeira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb.11:3). Mas, sem dúvida alguma, quando fazemos ciência, partindo da razão e com a utilização do método científico, de modo autêntico e genuíno, chegamos a conclusões tais que passamos a ter certeza das coisas que, pelo Evangelho, já fomos informados (Lc.1:4). É esta firmeza adicional, que nos dá segurança ainda maior na nossa caminhada para o céu, que o inimigo tenta nos impedir de ter, pois seu objetivo é que não tenhamos raiz e, assim, facilmente fraquejemos na nossa jornada para a Jerusalém celestial (Ef.4:14). O conhecimento científico alia-se ao conhecimento bíblico para que tenhamos os nossos passos firmados sobre a rocha (Sl.40:2 “in fine”).

OBS: “…A compreensão teológica ainda não chegou aonde deveria chegar por estar andando, no máximo, com uma única perna. Assim, o evangelho é uma locomotiva deslizando sobre um único trilho chamado Teologia; o trilho que falta para dar maior estabilidade à máquina chama-se Ciência. Quando a locomotiva deslizar sobre estes dois trilhos, quem sabe poderemos fazer em dez anos o que não fizemos em dois mil anos.…” (CARVALHO, Ailton M. de. Deus e a história bíblica dos seis períodos da criação. 4.ed., p.40).

- Costuma-se dizer que “a ciência libertou-se da Bíblia” graças a Galileu Galilei (1564-1642), grande físico italiano, que quase foi condenado à morte pela Igreja Romana por causa de suas teorias científicas, que discordavam dos ensinos dogmáticos do catolicismo. Somente não foi condenado porque se retratou de suas idéias, entre as quais a de que a Terra seria móvel, ao contrário dos ensinos então divulgados pela Igreja. Galileu é sempre mencionado como um exemplo de como a intolerância religiosa e o apego à Bíblia Sagrada seriam danosos à humanidade e de como a Bíblia se contrapõe ao progresso e à ciência.

- Tem-se, porém, que esta história cansativamente repetida e divulgada não é a verdade a respeito do assunto. Há, aqui, um exemplo de como uma mentira repetida inúmeras vezes se torna verdade. Não resta dúvida de que a Igreja Romana perseguiu Galileu e que não concordava que seus dogmas fossem desmentidos pelos experimentos do grande cientista, tanto que o Papa João Paulo II, em 1992, reconheceu o erro da condenação de Galileu, “reabilitando-o” Perante o Vaticano. Mas, daí a tentar dizer que Galileu defendeu o abandono da Bíblia e que foi, assim, o “libertador” da ciência, há uma grande distância.

- Quando se lê a famosa carta que Galileu escreveu, em 1615, à grã-duquesa Cristina de Lorena, carta que foi o estopim do processo que levou à sua condenação, percebe-se que, ao contrário do que se apregoa, Galileu não era um descrente, um ateu. Muito pelo contrário, na sua carta, Galileu reconhece o valor das Escrituras Sagradas. Afirma, por exemplo, que “…as Escrituras nunca podem mentir…” e, ainda, “…mesmo naquelas proposições que não são ‘de fide’ (i.e., de fé – observação nossa), a autoridade das Sagradas Escrituras devem ser antepostas a todas as escrituras humanas, que não tiverem sido escritas com método demonstrativo, mas como pura narração ou, também, com razões prováveis (…) pois a sabedoria divina supera a todo juízo e conjectura humanos(…)” (GALILEI, Galileu. A Cristina di Lorena. Disponível em: Religião, Ciência. trackback

Fonte:

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A origem do universo – Criacionismo

Publicado por Editor em 2007/04/24

Criacionismo: Válido ainda no terceiro milênio?

http://dialogue.adventist.org/articles/15_3_javor_p.htm

Criacionismo não é algo para pusilânimes! O criacionismo se baseia em uma afirmação feita há mais de 3.500 anos, que se encontra na Bíblia: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). A maior parte dos cientistas contemporâneos, entretanto, acredita que a vida resultou de uma grande explosão de matéria primordial, há bilhões de anos. Assim, crer na criação é remar contra a maré!

“Nada na Biologia”, escreveu Dob-zhansky, “tem sentido senão à luz da evolução”.1 Os editores da revista Science, apresentando um número especial dedicado à Evolução, afirmaram há não muito tempo: “Os conceitos intelectuais surgidos do nosso entendimento da evolução têm enriquecido e mudado muitos outros campos de estudo”.2 No mesmo número da revista, escreveu Stephen Jay Gould: “A evolução orgânica … [é] um dos fatos mais firmemente validados até hoje pela ciência”.3

A resposta criacionista tradicional para essas declarações é apontar para falhas nos argumentos evolucionistas. Porém, os criacionistas se destacam quando mostram que suas explanações são melhores que as dos evolucionistas. Seu objetivo deve ser desenvolver seu paradigma tão bem que as pessoas sejam levadas a admitir que “nada na Biologia tem sentido senão à luz do criacionismo”.

Tendo esse pano de fundo, consideremos alguns aspectos do criacionismo ainda válidos para os pensadores cristãos no século XXI.

1. O criacionismo é um paradigma com motivação religiosa?

Sim. Esforços para apresentar o criacionismo sob um manto secular distorcem sua motivação central. No próprio centro do criacionismo está o Criador. A Bíblia ensina que o Criador está intimamente relacionado com a natureza, embora não fazendo parte dela. Segue-se que a religião não pode ser divorciada da ciência. Embora a ciência possa ser praticada sem qualquer referência à religião, a interpretação desses esforços pode ser falha.

Dentre as grandes civilizações, foi a da Europa Ocidental que deu origem à ciência moderna, com ênfase na experimentação e em formulações matemáticas.4 Várias culturas da Antigüidade, dentre elas as da China e da Arábia, produziram níveis de conhecimento e tecnologia mais elevados do que a Europa medieval. Não obstante, foi na Europa que nasceu a ciência moderna. Para isso contribuiu grandemente a fé judaico-cristã, com sua confiança nas leis da natureza.

O suposto conflito entre religião e ciência é uma invenção recente, e uma distorção da realidade histórica feita por uma classe de historiadores (conduzida por John Williams Draper e Andrew Dickson White), cujo objetivo era destruir a influência eclesiástica. O secularismo atualmente popular na ciência pode ser apenas um desvio na história da ciência.

2. Quais são os comprometimentos perceptíveis do criacionismo?

a. O criacionismo foi originado em um mundo pré-científico, no qual abundavam mitos. A história bíblica da criação é freqüentemente comparada com as histórias da criação existentes em Babilônia e noutros países da antigüidade.

b. O criacionismo baseia-se na noção de que existe um ser sobrenatural, que não pode ser investigado cientificamente. Além disso, se isso é verdade, nosso mundo está sujeito aos caprichos de forças sobrenaturais, e a ciência não está capacitada a estudar um mundo assim.

c. O criacionismo restringe o campo susceptível de pesquisa, pois por definição não há como estudar a origem da vida ou o relacionamento entre os organismos.

d. O criacionismo implica em responsabilidade. Então o ser humano não é a suprema autoridade neste mundo.

Respostas a essas observações:

a. O fato de existirem histórias da criação em diferentes culturas da Antigüidade sugere uma fonte comum para elas.

b. O Ser Supremo revelado na Bíblia criou um mundo com leis que foram expressas, ou que podem ser descobertas. Os seres humanos receberam a ordem de exercer domínio e zelar pela criação utilizando-se dessas leis. Não parecem existir caprichos na operação rotineira da natureza.

Não obstante, o paradigma criacionista permite a intervenção divina na natureza, quando leis naturais conhecidas são superadas. Os criacionistas crêem que no passado intervenções divinas de grande significado foram dadas a conhecer à humanidade mediante revelações especiais. A ciência moderna desencaminhou-se ao descartar informações reveladas sobrenaturalmente, que são relevantes à própria ciência.

c. Se o paradigma criacionista é rest-ritivo ou não, depende da perspectiva de cada um. A compreensão da realidade de cada um é que ditará o âmbito de suas indagações.

3. A ciência foi ajudada ou dificultada pelo criacionismo?

A visão de mundo criacionista foi um forte fator motivador para os cientistas estudarem a natureza – para realmente fazerem experimentos e descobrirem como Deus dirige o mundo. Foram estes os cientistas “voluntaristas”, que se opuseram aos aristotélicos (que sustentavam que o Universo e tudo o que nele existe tinha de ser construído pelas leis da lógica que o próprio Aristóteles descobrira). Dentre os mais proeminentes cientistas “voluntaristas” destacam-se Van Helmont, Robert Boyle e Isaac Newton.

A doutrina bíblica da criação nos assegura que vivemos em um mundo sujeito a leis estabelecidas pelo Supremo Legislador. Isto contrasta fortemente com a visão pagã de mundo, na qual a natureza era vista como viva e sendo movida por forças misteriosas. Portanto, a doutrina da criação foi um fator positivo, e possivelmente decisivo, que contribuiu para a origem da ciência moderna.

4. Existe potencial para explicações no criacionismo?

Em grande parte a ciência compõe-se de explicações. O teste crucial quanto ao valor de um paradigma baseia-se no seu potencial para explicações. Eis alguns exemplos:

  • Elementos de desígnio observados em todos os níveis na natureza, resultam naturalmente do cri-acionismo.

  • A grande diversidade existente entre os organismos pode ser entendida como reflexo da ilimitada imaginação do Criador.

  • A interação e o apoio mútuos entre organismos é testemunho de um desígnio altruísta.

  • Deixa de existir dificuldade para explicar como a matéria veio à existência. Do mesmo modo a dificuldade de elaboração de complexas árvores filogenéticas.

  • O criacionismo é coerente com a excepcional fidelidade da reprodução genética, bem como com o intervalo bastante limitado de possíveis alterações que possam ocorrer por mutações. (Atualmente foi mostrado, por exemplo, que a bactéria E. coli permanece inalterada no decorrer de milhares de gerações em laboratório).

Nem todas as manifestações da biosfera têm a ver com os valores da sobrevivência. A vida tem a ver com muito mais do que a mera sobrevivência. Se a sobrevivência fosse o único critério, teríamos um mundo muito mais despovoado e desolado. Com o criacionismo, deixa de existir dificuldade para explicar por que existem organismos unicelulares e multicelulares, bem como por que existe uma exigência absoluta para a coexistência de dois gêneros distintos de organismos (machos e fêmeas).

  • Características comuns entre os organismos são entendidas como provenientes de um mesmo Pro-jetista. Semelhanças nos caminhos metabólicos, por exemplo, geram necessidades metabólicas comuns que podem ser satisfeitas por fontes comuns de alimento. Características diversas proporcionam capacidade para os organismos preencherem diferentes nichos e preservarem sua identidade. As diferenças entre os organismos também refletem a predileção óbvia do Projetista pelas variações.

  • Ao invés de se indagar como um organismo pode ser bem-sucedido para conseguir seu próprio nicho, pergunta-se como pode a espécie contribuir para o bem da biosfera.

  • Fica resolvido o problema da galinha e do ovo. A galinha surgiu primeiro.

  • A razão da existência, dos átomos para cima, é entendida como a expressa vontade do Criador. O entendimento da criação pelos adventistas enfatiza que o Criador não dependeu de matéria pré-existente, que a matéria não é infinitamente antiga, ela foi criada.

  • Uma das características de uma entidade projetada é que o seu todo é maior do que a soma de suas partes. Projeto e organização possibilitam aos componentes de sistemas complexos cooperarem para a expressão de novas funções. Níveis de realidade podem ser dispostos de maneira a mostrar o aparecimento de novas funções em cada nível sucessivo. (Ver Figura 1.)

  • Predação, plantas tóxicas, vírus, sofrimento e morte de organismos não vegetais não se ajustam a um esquema concebido por um sábio Criador onisciente. O paradigma criacionista atribui isso à obra de um poder maligno na natureza. Esse conceito é de maior valia ao considerarmos a imensa sofisticação existente na operação da matéria viva, tudo parecendo conduzir a nada – isto é, à subseqüente morte do organismo.

5. Podemos fazer predições cientificamente testáveis utilizando o paradigma criacionista?

O criacionismo tem sido criticado por não levar a predições testáveis. Paradigmas incorretos, porém, podem levar a sugestões testáveis, mas isso não as torna necessariamente boas hipóteses. Simplesmente as torna hipóteses testáveis.

Quando a predição de um paradigma é testada e o resultado é diferente do predito, às vezes o paradigma é alterado, mas freqüentemente os resultados do teste são reinterpretados, de maneira a permitir a continuação da validade do paradigma. Quando a Missão Viking ao planeta Marte não encontrou evidências de vida no solo da superfície de Marte, embora tivesse sido predita a existência de vida microbiana pelo paradigma químico evolutivo, foi feito o reajuste postulando a existência de organismos vivos no subsolo.

O paradigma criacionista sugere que, em vez de ter criado apenas algumas poucas espécies, o Criador tenha gerado uma rica variedade de organismos vivos, por isso não seria surpreendente descobrir planetas povoados somente por microorganismos.

Outras predições que resultam da posição criacionista são:

  • A biosfera está completa. Não se espera que surja alguma nova ordem de organismos. (O paradigma cri-acionista, entretanto, admite novas espécies surgindo dentro da mesma ordem.) Todos os organismos atuais têm ancestrais reconhecíveis.

  • Nenhum organismo vivo surgirá abioticamente.

  • O registro fóssil sugere uma rica variedade de organismos coexistindo desde o princípio.

6. Conseqüências teológicas do criacionismo

  • A ciência não pode dissociar-se da religião. Os teólogos não devem deixar o âmbito da realidade física inteiramente a cargo dos cientistas. Os teólogos podem não ser capazes de contribuir para a compreensão de como as realidades físicas atuam na natureza, mas eles têm a séria responsabilidade de assessorar os cientistas com relação ao significado mais claro da informação sobrenatural, que tem a ver com a ciência.

  • Para ilustrar isso, podemos imaginar um cientista proveniente de alguma outra parte do Universo, que tenha vindo visitar a Terra uma semana após sua criação. Não tendo tido notícia sobre o recente evento da criação, e observando animais maduros e árvores bem desenvolvidas no Jardim do Éden, esse cientista muito bem poderia concluir que a Terra tivesse existido já por algum tempo. O conflito relativo à idade da Terra resulta do fato de que as técnicas de datação desprezam totalmente a possibilidade de uma Terra madura ter aparecido de súbito.

  • A humanidade é responsável perante o Criador pela maneira como utiliza os recursos naturais.

  • A sabedoria e o requinte do Criador estão documentados em incon-táveis exemplos na natureza. É preciso enfatizar que Ele é não somente o Projetista do mundo, onde objetos e organismos integram-se em um conjunto coerente, como também foi Ele que trouxe tudo à existência, tendo também sustentado tudo no decorrer dos milênios. Compare isso com os famosos experimentos da biosfera, que mostraram quão difícil é estabelecer o equilíbrio de sistemas ecológicos.

  • Embora não tenhamos completa compreensão de como nosso mundo se ajusta ao restante do Universo, nem de que tipo de contribuição poderemos fazer a ele, não pode haver dúvida de que a existência de nosso mundo tem um propósito.

  • A visão adventista de mundo baseia-se no profundo tema do grande conflito entre Cristo e Satanás. A Bíblia afirma que nos últimos dias Satanás trabalhará poderosamente para enganar o mundo. Um dos pilares deste engano pode ser a teoria da evolução.

Conclusão

O criacionismo é um paradigma robusto, plenamente capaz de sustentar o empreendimento científico no novo milênio. A aceitação mais ampla do Criacionismo pela comunidade científica no futuro dependerá em parte de quão bem poderão os teólogos convencer os cientistas do inapreciável valor da informação revelada. Além disso, essa abordagem ganhará maior credibilidade à medida que mais cientistas efetuarem pesquisas com base na perspectiva criacionista.

George T. Javor (Ph.D., pela Columbia University) leciona e faz pesquisas no Departamento de Bioquímica da Escola de Medicina da Universidade Loma Linda, Loma Linda, Califórnia, EUA.

Notas e referências

1.    T. Dobzhansky, The American Biology Teacher 35 (1973): 125.

2.    B. Hanson, G. Chin, A. Sugden, e E. Culotta, Science 284 (1999): 2105.

3.    S. J. Gould, Science 284 (1999): 2087.

4.    N. R. Pearcey e C. B. Thaxton, The Soul of Science. Christian Faith and Natural Philosophy (Wheaton, Ill.: Crossway Books, 1994).

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Criação – Evolução

Publicado por Editor em 2007/04/24

CRIAÇÃO – EVOLUÇÃO

Duane T.Gish, Ph.D.*

http://www.origemedestino.org.br/

    Há a teoria de que todas as coisas vivas surgiram através de um processo evolutivo, mecânico e natural, a partir de uma única fonte, que surgiu através de um processo semelhante a partir de um mundo morto, inorgânico. Essa hipótese evolucionária generalizada geralmente é apresentada como um fato científico estabelecido nos livros de ciência. Todas as evidências que podem ser apresentadas em favor dessa teoria são extensamente discutidas nos nossos livros, e geralmente se declara que todos os biólogos competentes aceitam a teoria da evolução.

    Embora seja verdade que muitos biólogos aceitam a evolução como um fato, há uma significativa minoria de competentes biólogos que não aceitam essa teoria como a melhor interpretação dos dados conhecidos. Um deles que poderia ser citado como exemplo é o Dr. W.R.Thompson (veja Homens da Ciência Americanos ou Homens da Ciência Canadenses), cujas credenciais de biólogos competentes não precisam ser defendidas. Suas objeções à teoria evolucionista podem ser encontradas em sua introdução de uma edição de 1956 da “0rigem das Espécies” de Charles Darwin, intitulada “A Critique of Evolution” (Uma Crítica à Evolução). 1 Em 1963 um grupo de cientistas criaram a Sociedade de Pesquisas sobre a Criação. 2 Essa organização relativamente nova inclui atualmente mais de 2.000 membros, todos com doutorado ou formação universitária em algum campo da ciência. Nenhum deles aceita a teoria da evolução.

    Temos na realidade um considerável conjunto de evidências lógicas e científicas que contradizem a teoria da evolução, algumas das quais parecem ser absolutamente incompatíveis com a teoria. A importância da nátureza dessas evidências nunca é enfatizada nos livros escolares usados no sistema de nossas escolas públicas e faculdades. Na verdade, essas evidências são raramente mencionadas, se de todo são. Em resultado disso, os estudantes de biologia ficam expostos a todas as evidências que podem ser apresentadas em favor da teoria, mas não são advertidos de sua fragilidade, nem das evidências que realmente contradizem essa teoria. Portanto, devemos reconhecer que tal processo educacional resulta em uma doutrinação num determinado ponto de vista ou filosofia com base no conceito de que a origem do universo, a origem e a diversidade da vida, diante de toda a realidade, deve ser explicada apenas com base nas leis da química e da física. A possibilidade de um Criador ou a existência de um Ser Sobrenatural fica excluída. Estamos convencidos de que o motivo por que a teoria da evolução está sendo tão amplamente aceita hoje é porque os nossos cientistas e professores de biologia são produtos de um sistema educacional dominado por essa filosofia naturalista, mecânica e humanista.

    A teoria da evolução transgride duas leis fundamentais da natureza: a primeira e a segunda Lei da Termodinâmica. A Primeira Lei declara que não importa que mudanças se efetuem, nucleares, químicas ou físicas, a soma total da energia e da matéria (realmente equivalentes) permanece constante. Nada atualmente está sendo criado ou destruído, embora transformações de qualquer espécie possam acontecer. A Segunda Lei declara que cada alteração que acontece tende natural e espontaneamente a sair de um estado ordenado para um estado desordenado, do complexo para o simples, de um estado de energia alta para um estado de energia baixa. A quantidade total de casualidade ou desordem no universo (a entropia é uma medida dessa casualidade) está constante e inevitavelmente aumentando. Qualquer aumento na ordem e complexidade que possa ocorrer, portanto, só poderia ser local e temporária; mas a evolução exige um aumento geral na ordem que se estenda através dos períodos geológicos. Os aminoácidos não se combinam espontaneamente para formar proteínas, mas as proteínas se quebram espontaneamente em aminoácidos, e os aminoácidos lentamente se desfazem em compostos químicos mais simples. Com cuidadoso controle de reagentes, uso de energia e remoção de produtos da fonte de energia (conforme se faz nas atuais experiências da “origem da vida”), o homem pode sintetizar aminoácidos a partir de gases, e proteínas a partir de aminoácidos. Mas, sob quaisquer combinações das condições realistas primordiais da terra, esses processos jamais poderiam ter acontecido. Esse fato ficou adequadamente demonstrado por Hull que concluiu: “0 químico físico, orientado pelos princípios comprovados da termodinâmica. química e cinética, não pode oferecer nenhum incentivo ao bioquímico que necessita de um oceano cheio de compostos orgânicos para formar até mesmo coacervatos sem vida. Hull estava aqui se referindo às especulações sobre a origem da vida.

    Considerando que o universo, como um relógio, está se deteriorando, é óbvio que ele não existiu eternamente. Mas de acordo com a Primeira Lei, a soma total da energia e matériaprima é sempre uma constante. Como podemos, então, numa pura e simples base natural, explicar a origem da ma téria e da energia das quais este universo é composto. A continuidade evolucionária, do cosmos ao homem, é criativa e progressiva, enquanto que a Primeira e a Segunda Lei da Termodinâmica declaram que os processos naturais conhecidos são quantitativamente conservativos e qualitativamente clegenerativos. Em qualquer caso, sem exceção, quando essas leis foram sujeitas a testes foram comprovadas válidas. Os exponentes da teoria evolucionista ignoram assim o observável a fim de aceitar o inobservável (a origem evolucionista da vida e das principais espécies das coisas vivas).

    0 processo evolucionário aconteceu supostamente através das alterações mutacionais ocasionais. Esse conceito básico da moderna teoria da evolução está sob ataques até mesmo por alguns evolucionistas. Salisbury4 recentemente questionou esse conceito e foi atacado por diversos matemáticos. Um simpósio foi realizado no Instituto Wistar em 1966, no qual esses matemáticos e biólogos evolucionistas apresentaram pontos de vista contrários. 5 Um dos matemáticos, o Dr. Murray Eden, declarou que “Alegamos que se o ‘acaso’ receber uma interpretação séria e crucial de um ponto de vista das probabilidades, o postulado do acaso é altamente implausível e que uma teoria científica adequada da evolução deve aguardar a descoberta de novas leis naturais: físicas, físicoquímicas e biológicas” (o grifo é nosso).’ A alegação de Salisbury e desses matematicos é que o aumento na complexidade e o progresso que supostamente tem acompanhado a evolução através das mudanças ao acaso exigiriam um período de tempo bilhões de vezes maior do que três bilhões de anos.

    As mudanças ao acaso e a seleção natural têm sido supostamente as responsáveis pela evolução, um processo criativo e progressivo segundo se alega. Contudo, a seleção natural não é criativa uma vez que não pode criar nada novo. E uma força conservadora que elimina os menos aptos. As alterações mutacionais ao acaso em um sistema ordenado é um processo desorganizador ou fortuito e, portanto, degenerativo, não progressivo. Essa constatação está lentamente se espalhando entre os evolucionistas da atualidade.

    Se a evolução realmente aconteceu ou não, só poderia ser constatado através de um exame do registro histórico, isto é, o registro fóssil. Que tipo de evidência daria apoio ao conceito evolucionista? Thompson declarou: ” Portanto se encontramos nas camadas geológicas uma série de fósseis apresentando uma transição gradual das formas simples para as complexas, e pudermos ter certeza de que correspondem a uma verdadeira seqüência de tempo, então deveríamos nos inclinar a achar que a evoluçáo darwiniana aconteceu, ainda que o seu mecanismo continue desconhecido.”‘ Se os invertebrados deram origem aos vertebrados, os peixes aos anfíbios, os anfíbios aos répteis, os répteis às aves e aos mamíferos – cada transformação exigindo milhões de anos e envolvendo inúmeras formas transicionais – então o registro fóssil deveria certamente apresentar um bom número representativo desses tipos transicionais. Thompson prossegue dizendo: “Isso certamente é o que Darwin teria desejado de transmitir, mas naturalmente não foi capaz. 0 que os dados disponíveis indicavam era uma notável ausência dessas muitas formas intermediárias necessárias para a teoria; a ausência de tipos primitivos que deveriam existir nas camadas consideradas mais antigas e o súbito aparecimento dos grupos taxonômicos principais.” Mais adiante ele declara: ” … e eu diria que a posição não é notavelmente diferente hoje em dia. Os modernos paleontólogos darwinianos são obrigados a exatamente como o seus predecessores e o próprio Darwin, diluir os fatos com hipóteses subsidiárias que sejam plausíveis dentro da natureza das coisas não verificáveis.”

    Na camada geológica cambriana aparece uma grande e súbita explosão de fósseis de animais de um nível altamente desenvolvido em complexidade. Nas rochas cambrianas se encontram filões de fósseis de animais tão complexos que os evolucionistas calculam que seriam necessários um bilhão e meio de anos para a sua evolução. Trilobitas, braquiópodes, esponjas, corais, águasvivas, todas as formas de vida dos principais invertebrados se encontram na camada cambriana. 0 que se encontra nas rochas supostamente mais antigas do que as cambrianas, que são as chamadas rochas pré-cambrianas? Certamente podemos dizer sem medo de nos contradizer que os predecessores evolucionários da fauna cambriana nunca foram encontrados.

    Axelford, um geólogo e evolucionista, escreveu:

“um dos principais problemas não solucionados da geologia e da evolução é o aparecimento de invertebrados marinhos multicelulares diversificados nas rochas cambrianas inferiores e a sua ausência nas rochas mais antigas. Esses primeiros fósseis cambrianos incluíam poríferos celenterados, braquiópodes, n moluscos, equinóides e artrópodes. Seu alto grau de organização claramente indica que um longo período de evolução, precedeu o seu aparecimento no registro. Contudo, quando nos voltamos para examinar as rochas precambrianas em busca dos antepassados desses fósseis cambrianos, nãc os encontramos em parte alguma. Atualmente sabemos que muitas seções espessas (de mais de 5.000 pés) de rochas sedimentarés jazem em sucessão ininterrupta abaixo das camadas que contém os fósseis cambrianos mais antigos. Esses sedimentos aparentemente eram adequados para a preservação de fósseis porque geralmente são idênticos às rochas superiores que são fossilíferas mas não encontramos fósseis nelas (O grifo é nosso). 7
 
    George Gaylord Simpson, famoso paleontólogo e evolucionista, chamou a ausência dos fósseis precambrianos de “o maior mistério da história da vida”". Essa grande explosão de seres vivos altamente desenvolvidos e complexos é altamente contraditória à teoria evolucionista, mas é exatamente o que poderia ser predito com base na criação especial (divina).
 
    O registro fóssil deveria produzir milhares de formas transicionais. Mas nós encontramos uma ausência regular e sistemática de formas transicionais entre as categorias mais elevadas. Os tipos de invertebrados principais encontrados na camada cambriana são exatamente tão diferentes quando apareceram pela primeira vez, quanto são hoje, de modo que o registro fóssil não dá indicação de que qualquer um desses tipos principais derivou de antepassados comuns.
 
    Supostamente os vertebrados evoluiram de um invertebrado. Essa é urna pressuposição que não pode ser documentada através do registro fóssil. Há um enorme abismo entre os invertebrados e os vertebrados sem uma ponte de formas transicionais. 0 primeiro vertebrado, um peixe da classe Agnatha, é 100% vertebrado. Sobre a sua possível origem evolucionária, disse Ommanney: “Como essa mais antiga família de cordatas evoluiu, que estágios de desenvolvimento atravessou até que finalmente deu origem a criaturas verdadeiramente parecidas com peixes, não sabemos. Entre o cambriano, quando provavelmente se originou e o ordoviciano, quando os primeiros fósseis de animais com características verdadeiramente parecidas com os peixes apareceram, há uma brecha de talvez 100 milhões de anos que provavelmente nunca seremos capazes de preencher.” Cem milhões de anos e nenhuma forma transicional! Incrível!

    Supostamente os peixes deram oriqem aos anfíbios através de um período de milhões de anos durante os quais as nadadeiras do hipotético antepassado dos peixes gradualmente se alteraram transformando-se em pés e pernas dos anfíbios. Mas nem um simples fóssil jamais foi encontrado apresentando um membro em parte nadadeira e em parte pé! Os anfíbios vivos incluem três tipos: as salamandras e os tritões, geralmente com pernas que se arrastam desajeitadamente e caudas; as rãs e os sapos, entre os mais altamente desenvolvidos vertebrados de toda a terra, sem caudas e pernas posteriores muito longas; os ápodes, uma criatura semelhante a um verme sem traço de membros. Nenhuma forma transicional pode ser encontrada entre esses diversos anfíbios vivos, ou entre eles e os anfíbios fósseis.10

    Dizem que as aves evoluíram dos répteis. Mas ninguém ainda encontrou um simples fóssil apresentando uma asa parcial e um membro dianteiro parcial, ou penas em formação. 0 Archaeopteryx, “a ave mais antiga conhecida”, tinha dentes, mas outras aves encontradas nos registros fósseis também tinham e eram sem dúvida 100% aves. 0 Archaeopteryx tinha um prolongamento parecido com uma garra na borda dianteira de suas asas. Contudo, esse mesmo prolongamento se encontra em uma ave viva na América do Sul, o Hoactzin , que é 100% ave. 0 Archaeopteryx tinha vértebras ao longo da cauda, mas não era uma forma transicional entre os répteis e as aves como o morcego não e um elo entre as aves e os mamíferos. 0 Archaeopteryx tinha asas totalmente desenvolvidas e tinha penas. Voava. Era definitivamente uma ave, como todos os paleontólogos concordam. Lecornte du Nouy, um evolucionista, disse: “Apesar do fato de estar inegavelmente relacionado com as duas classes de répteis e aves (uma relação que a anatomia e a fisiologia dos espécimes da atualidade demonstram), não estamos nem mesmo autorizados a considerar o caso excepcional do Archaeopteryx como um verdadeiro elo. Por elo queremos dizer um estágio necessário de transição entre classes, tais como os répteis e aves, ou entre os grupos menores. Um animal que apresente características pertencentes a dois diferentes grupos não pode ser tratado como um verdadeiro elo uma vez que os estágios intermediários não foram encontrados, e considerando que os mecanismos da transição continuam desconhecidos.” 11 Marsall declarou:
“A origem das aves é principalmente uma questão de dedução. Não existem fósseis dos estágios através dos quais a notável mudança de réptil para ave aconteceu.”12

    Para se dizer a verdade, a capacidade de voar supostamente evoluiu em quatro estágios independentes: nas aves, nos répteis voadores (pterosauros) já extintos, nos insetos, e nos mamíferos (o morcego). Em nenhum desses casos existem formas fósseis transicionais apresentando a capacidade de voar evoluindo. 0 Dr. E. C. Olson, um geólogo evolucionista, disse”No que se refere à capacidade de voar existem algumas brechas muito grandes nos registros.” 11 Quanto aos insetos 0lson diz: “Não existe quase nada que nos dê alguma informação sobre a história da origem do vôo dos insetos.” Referindo-se aos pterosauros Olson declara: 11 … não existe absolutamente nenhum sinal de estágios intermediários.” Depois de se referir ao Archaeopteryx chamando-o de parecido com um réptil, Olson diz: “E uma ave.” Finalmente, com referência aos mamí feros Olson declara: “A primeira evidência do vôo dos mamíferos encontrase nos morcegos plenamente desenvolvidos da época eocênica.”

    Temos, assim, uma situação muito interessante. Quatro vezes aconteceu uma transformação maravilhosa: animais terrestres evoluíram com o poder de voar. Cada uma dessas transformações exigiu milhões de anos e envolveu milhares de formas transicionais. Mas nenhuma dessas formas transicionais pode ser encontrada no registro fóssil! Será que o motivo dessas formas transicionais não serem encontradas não seja simplesmente porque elas nunca existiram? Tais evidências podem ser muito mais facilmente relacionadas entre si dentro de uma estrutura criacionista do que dentro de uma estrutura evolucionista.

    Os exemplos dados acima não são exceçoes, mas corno já dissemos antes o registro fóssil apresenta uma ausência sistemática de tipos transicionais entre as categorias elevadas. Até mesmo com referência à famosa “série” de cavalos, du Nouy declara:
“Mas cada um desses tipos intermediários parece ter aparecido ’subitamente’, e ainda assim não seria possível por causa da ausência de fósseis, reconstruir a passagem entre esses tipos intermediários… A continuidade que supomos talvez nunca seja estabelecida através da fatos.” 14 Cremos que o súbito aparecimento no registro fóssil das formas de vida altamente desenvolvidas em grande uantidades e o súbito aparecimento e cada grupo taxonômico principal indica que não houve realmente passagem nenhuma das formas inferiores para as formas superiores, mas que cada grupo taxonômico principal foi especialmente criado e assim corresponde às “espécies” descritas no livro de Gênesis.

O professor G.A.Kerkut, um evolucionista, declarou em seu importante livro Implications of Evolution ( Implicações da Evolução):
“há a teoria de que todas as formas vivas no mundo vieram de uma única fonte que também veio de uma forma inorgânica, 15
teoria que pode ser chamada de ‘Teoria Geral da Evolução’, e as evidências que a sustentam não são suficientemente fortes para nos permitir considerá-la algo mais do que uma hipótese que funciona(o grifo é nosso).

    Nós cremos que a criação especial realmente oferece uma melhor explicação científica. Restringir os ensinarnentos referentes às origens a uma simples teoria, a da evolução orgânica, e ensiná-la como fato científico estabelecido, constitui doutrinação de uma filosofia religiosa humanista. Tal procedimento transgride a proibição constitucional do ensino de pontos de vista religiosos sectários tão claramente como se o ensino referente às origens se restringisse apenas ao Livro de Gênesis. Como espírito de honestidade e liberdade acadêmica rogamos que haja uma apresentação equilibrada de todas as evidências.

*    Nota: O autor, Duane T.Gish, Ph.D., é diretor adjunto do Instituto para Pesquisas sobre a Criação, em San Diego.
 

REFERÊNCIAS:

1. W.R.Thompson; Critique of Evolution, an introduction to Origin of Species. Charles Darwin; E.P.Dutton and Co., New York,1956.
2. 2717 Cranbrook Road, Ann Arbor, Michigan 48104.
3. D.E.Hull; Nature, 186 693 (1960).
4. F.B.Salisbury, The American Biology Teacher, 33,335 (1971).
5. P.S.Moorehead an M.M.Kaplan, eds.; Mathematical Challenges to the NeoDarwinian Interpretation of Evolution; Wistar Institute   Press, Philadelphia, Penn. 1967
6. M.Eden; Ref 5,P. 109
7. D.I.Axelrod; Science, 128, 7 (1958).
8. G.G.Simpson; The Meaning of Evolution; Yale University Press, New Haven, 1953, p.18
9. F.D.Ommanney, The Fishes; Life Nature Library, 1964; p.60.
10. A.S. Romer; Vertebrate Paleontology, 3rd Ed.; University of Chicago Press, Chicago 1966; p. 98.
11. L. du Nouy; Human Destiny; The New American Library of World Literature, Inc.; New York, 194, p.58.
12. A.J.Marshall. Ed.; Biology and Comparative Physiology of Birds; Academic Press, New York, 1960 p.1.
13. E.C. Olson; The Evolution of Life; The New American Library, New York, 1966; p.180.
14. L.du Nouy; Ref. 11, p.74.
15. G.A. Xerkut; Implications of Evolution; Pergamon Press, New York, 1960, p.

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TÁ CHATA!

Publicado por Editor em 2007/04/23

Cibele Gandolpho

Tá Chata!
Saiba quando os alunos não gostam da aula e veja como torná-la mais atraente Por Cibele Gandolpho

A cena se repete e é comum nas salas de aula: o professor entra, faz a chamada e fica horas falando na frente dos estudantes, sem nem mesmo reparar que os alunos mal ouvem o que ele está dizendo. O educador, muitas vezes, nem imagina que o método repetitivo e a falta de novas formas de aprendizado acabam se tornando um problema não só para ele, mas, principalmente, para o aluno, que desinteressado, tem dificuldades em aprender a matéria e tirar boas notas.

“Em muitos casos, o motivo da aula ser chata não é a disciplina, mas sim o próprio mestre. Entediado, o jovem não consegue se concentrar na matéria”, explica o professor Marcelo Peruzzo, que é mestre em Gestão de Negócios e realizou uma pesquisa entre os dias 1º e 20 de janeiro com 529 estudantes do Brasil sobre como os alunos vêem os professores.

A solução é usar a criatividade em sala de aula e buscar interagir o quanto mais com os alunos. “O professor que não se atualizar vai ficar fora do mercado. Isso porque, as escolas estão cada vez mais pedindo para que os alunos avaliem o professor”, acredita o especialista.

Para a estudante Ana Cléia Carneiro de Almeida, de 19 anos, um dos principais erros dos professores é a repetição. “Eles não mudam o método, não trazem nada de novo. É sempre muito cansativo”, reclama a jovem, que acabou de completar o ensino médio. Ela lembra de um professor de matemática que explicava o tema da aula, mas a grande maioria não entendia. “Ele dizia para a gente ir à mesa dele e perguntar, mas quando a gente chegava lá ficava irritado, dizia que não ia falar a mesma coisa de novo”, relata.

Outro problema que Ana Cléia destaca é a prepotência. “É muito ruim quando o professor está errado e não admite.” A jovem conta que um docente, certa vez, passou um exercício com resultado incorreto e os alunos perceberam. “A gente falou, mas ele dizia que tava certo, insistia, sabe? Depois de um tempo percebeu o que tinha acontecido, mas mesmo assim não admitia, dizia que estava testando a gente.”

A pesquisa do professor Peruzzo confirma: “O principal erro do educador é a arrogância, que está entre os principais problemas apontados na pesquisa pelos alunos”, afirma. “O professor, muitas vezes, para se impor, quer mostrar que sabe tudo e quando não tem a resposta acaba teimando com uma posição errada.” Para o especialista, a solução é a paciência. “Com calma, ele consegue chegar mais próximo do aluno.”

Os pecados

No estudo, foram listados os maiores pecados dos professores. Depois da arrogância, vem o professor sabe-tudo, a impaciência dele, desmotivação, autoritarismo, desinteresse, prepotência, o mestre teórico, preguiça e falta de criatividade. “Todos são muito semelhantes e mostram que na maioria dos casos o grande problema é relacionado à falta de comunicação”, analisa Peruzzo.

Diante desses problemas, os alunos acabam descontraindo. “Tenho um professor que quando vai passar a lição de casa ninguém presta atenção. Ele fala baixinho, parece até mesmo que está falando sozinho, sabe? Daí a classe toda dá risada, mas ele não entende o que está acontecendo”, conta Dabbie Olivieri, de 15 anos, aluna do 2° ano do ensino médio.

No entanto, os estudantes também sabem valorizar o docente que se mostra empenhado. “Não gostava de biologia, mas tive um professor que explicava de um jeito tão legal que comecei a me interessar. Ele prendia a atenção e despertava o interesse”, diz Dabbie. Além disso, ela conta que este educador dava na seqüência uma aula e meia, mas que estava sempre preocupado em não torná-la cansativa. “Ele contava histórias sobre a biologia, explicava o porque de tudo”, lembra.

Já na opinião de Talita Santos Martins, de 15 anos, o problema não está no professor, mas sim na disciplina. “Se não gosto da matéria daí ela fica chata.” Mas admite que um professor desinteressado pode piorar a situação. “A disciplina já é cansativa e ele não explica direito. Alguns são confusos, apenas passam o texto e não explicam nada. Parece até que nem sabem do que estão falando”, reclama.

Para Talita, o professor tem que ser interessado: “Deve mostrar que está por dentro, para passar confiança para a gente. Também precisa ser dinâmico, pode trazer um jornal para a sala de aula, explicar as notícias e o que elas mudam na nossa vida, isso é legal.” E a jovem admite que já foi reclamar de professores para a diretoria muitas vezes. “Precisamos falar, pelo menos para ver se melhora.”

A estudante Francisca Elaine Costa da Silva, de 17 anos, concorda. “Não dá vontade de assistir aula de professor que não gosta do que faz, não tem vontade e não quer ensinar.” Pior ainda, relata que na rede pública de ensino há até mesmo docente que comparece apenas para assinar o ponto. “Já teve casos em que o professor apareceu, mas ficou conversando com outros professores na diretoria, nem veio até a sala”, reclama.

Virtudes

Além dos defeitos, a pesquisa do professor Peruzzo também identificou as virtudes dos professores que deixam os alunos mais satisfeitos. No topo das preferências está o domínio do conteúdo trabalhado, com 16,8% dos votos. Na segunda posição aparecem empatadas a paciência e a humildade, cada uma mencionada por 9,8% do público da pesquisa.

Na seqüência, destacada por 9,1% dos participantes do estudo, consta a capacidade de comunicação. Muitos dos que citaram esse item o associaram à qualidade dos materiais de apoio utilizados pelos professores e a excelência na oratória – ferramentas que podem facilitar a compreensão dos alunos, tornando a exposição em sala mais interessante.

Para o especialista, os resultados alcançados com a pesquisa revelam o desejo dos estudantes por uma relação mais próxima com seus mestres. “Se o professor não for empático com seus alunos, está fadado ao fracasso.”

Motivos e soluções
Veja os principais problemas apontados pelos alunos na pesquisa realizada por Marcelo Peruzzo.
1 – Arrogância: falta de humildade pode ser um problema grave. A solução é ter paciência com os alunos para que consiga chegar mais próximo deles.

2 – Professor sabe-tudo: aquele que fala, fala e não escuta. O professor precisa perceber que a experiência do aluno também pode agregar conhecimento à aula. O ideal é ser mais humilde. “Há muitos professores que têm conteúdo, mas não sabem a forma de passá-lo. Já aqueles que têm mais articulação em aula e menos conhecimentos acabam ensinando melhor”, diz Peruzzo.

3 – Impaciência: não admite que mude uma vírgula do que programou para a aula. Se tiver amor pelo que faz, vai conseguir compartilhar melhor.

4 – Desmotivação: por motivos variados o professor não tem interesse pelas aulas. É importante lembrar da importância de transmitir o conhecimento e tentar despertar a alegria em lecionar.

5 – Autoritarismo: acha que é o grande líder, impõe o conhecimento e o respeito. Neste caso, o professor deve respeitar o aluno e mudar esse posicionamento.

6 – Desinteresse: precisa de motivação e, mais uma vez, despertar o amor pelo que faz. “Deve olhar para o aluno e lembrar que, por mais que essa seja a enésima vez que diz aquilo, esta é a primeira em que ele está ouvindo”, aconselha o professor.

7 – Prepotência: professor sem carisma. Neste caso, ele acaba fechando o canal com o aluno porque sempre tem razão. É preciso ter humildade e paciência.

8 – Professor teórico: é aquele que ignora a prática. É possível fazer uma aula atrativa trazendo o mundo real para a sala de aula.

Fonte. Revista Profissão Mestre

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A origem do Universo – 1

Publicado por Editor em 2007/04/23

A ORIGEM DO UNIVERSO

Texto Áureo: I Tm. 6.20 – Leitura Bíblica em Classe: Gn. 1.1,2; Sl. 19.1-6; 136.3,5-9; Hb. 11.3

Pb. José Roberto Alves Barbosa

Objetivo: Refletir sobre a criação do universo em uma perspectiva cristã, mostrando que Deus criou os céus e a terra e os sustem como o seu poder infinito.

INTRODUÇÃO
Nos dias atuais, a teoria evolucionista, que será melhor estudada na semana seguinte, adquiriu proeminência nos meios acadêmicos, em virtude da onda materialista – estudada semana passada – que predomina a cosmovisão do homem moderno. Na lição de hoje, estudaremos, a partir de uma visão bíblico-teológica, a origem criacionista do universo.

1. DEFININDO CRIACIONISMO
O criacionismo cosmológico, de acordo com o padrão bíblico de Gn. 1.1, pode ser definido como a crença de que o começo de todas as coisas ocorreu mediante um ato criativo de Deus. Essa idéia nega que a matéria tenha existido desde a eternidade, tendo sido apenas reformada ou posta em boa ordem. Esse ensino dá a entender que houve um tempo que somente Deus existia. A criação, portanto, teria sido, ex hihilo – do latim, do nada, mediante o poder de Sua palavra. Por conseguinte, a vida humana foi criada por um ato especial, da matéria já existente, para em seguida, receber o sopro do princípio espiritual. A referência de Hb. 11.3 reforça a perspectiva cristã de que a matéria não é eterna e que Deus fez o mundo de coisas “que não aparecem”, isto é, de coisas imateriais.

2. CRIACIONISMO E CIÊNCIA
3.1 A ciência não tem a última palavra
A sociedade moderna escolheu a ciência como substituta da religião. De certo modo, é possível dizer que a ciência se transformou numa espécie de religião. Enquanto que na Era Medieval, os líderes religiosos tinha a palavra final em matéria de conhecimento, atualmente, a figura do padre, com suas indumentárias eclesiásticas, foi trocada pelas vestimentas do cientista, dentro do espaço “sagrado” do seu laboratório. Sob a égide da ciência, muitos dogmas têm sido construídos nessa sociedade atual, e é nesse contexto, que se insere a doutrina do evolucionismo. A verdade científica é estabelecida como se fosse eminentemente material, e, diante disso, os ingredientes da receita estão definidos, a fôrma também, de modo que não se pode chegar a nenhuma conclusão, a não ser, conforme os pressupostos admitidos, que Deus não existe e que tudo não passa de matéria. Talvez seja o caso da ciência ser menos dogmática e mais dialética, reconhecendo, comoo fez Pascal, que existem razões que a própria razão desconhece, ou em uma fala de Hamlet, de Shakespeare, abrindo-se para a verdade de que há mais mistérios entre os céus e a terra do que possa imaginar a nossa vã filosofia.

3.2 A Bíblia não é um livro de ciência
Por outro lado, há uma defesa de alguns religiosos, no sentido de que a Bíblia é um livro de ciência, que detem todas as verdades científicas. Essa é uma assertiva que a própria Escritura não faz de se mesma. Ela nunca se propôs a ter a última palavra no tocante às questões geográficas, históricas ou sociológicas. A Bíblia é a Palavra de Deus, é lâmpada para os nossos pés, luz para os nossos caminhos (Sl. 119.5). Essa Palavra é inspirada pelo Espírito de Deus (II Pe. 1.20,21) , com vistas a, conforme está bem exposto em II Tm. 3.16, que sejamos habilitados para o serviço de Deus, e principalmente, para que desenvolvamos um relacionamento com Ele (Mt. 22.29; Lc. 24.42-45). Portanto, defender uma visão científica da criação, a partir de Gn. 1., parece ser uma ousadia desnecessária. O mais viável, nesse particular, é entender quais as verdades teológicas que esse texto nos revela a respeito da criação de Deus. É com essa prerrogativa em mente que podemos conduzir o pensamento moderno, cativo nas teias do materialismo, à obediência a Cristo (II Co. 10.5).

3. NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS
No princípio, no momento em que Deus começou a agir sobre o caos, veio à existência à materialidade. Deus criou a matéria ex nihilo – isto é, o material do imaterial. Em Hb. 11.3, o autor da epístola reforça o ensinamento de que as coisas visíveis vieram das invisíveis. Isso nos mostra que não somos objeto do acaso, mas de uma Deus que projetou e propôs a criação. Esse Deus – Elohim, em hebraico – criou o universo a partir da palavra, com Sua sabedoria (Pv. 3.19). O mesmo Deus que criou os céus e a terra não nos abandonou, como afirmou Paulo, em Atenas, “Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração” (At. 17.28). O marco central da atuação desse Deus, na história, é quando Ele se faz carne e resolve habitar no meio dos homens (Jo. 1.1,14). O grandioso mistério a respeito da criação do universo, de acordo com o relato de Jo. 1.3, é o de que “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Em termos gerais, a verdade teológica que Gn.1.1 nos trás é a de que existe um Criador, e este é Deus, que, em Cristo, nos amou graciosamente. A criação, nesse sentido, é um ato gracioso, como também o é de Deus ter vindo a terra e nos dado a salvação em Cristo (Ef. 2.8,9).

CONCLUSÃO
Não podemos afirmar, em detalhes, nem do ponto de vista científico muito menos teológico, a respeito de como o universo foi criado. A esse respeito, devemos nos recolher à limitação que nos é própria (Ec. 3.11). Sabemos apenas o que nos é revelado, e o que é essencial, principalmente, o de que Deus é o criador de todas as coisas em Cristo (Is. 42.5; 45.18; Ml. 2.10; Ef; 3.9; Ap. 10.6), mas não somente isso, mas que está no controle de tudo, inclusive de nossas vidas (Lc. 21.18).

REFERÊNCIA
ALVES, R. Filosofia da ciência. São Paulo: Ars Poética, 1996.
COLSON, C. PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006

Fonte: http://subsidioebd.blogspot.com/

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Acesso

Publicado por Editor em 2007/04/22

Agradecemos a todos os internautas pelos inúmeros acessos que este site tem recebido.

já estamos preparando os subsídios para a próxima lição.

Volte…

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Seminário QUALIPED

Publicado por Editor em 2007/04/20

1º SEMINÁRIO DE QUALIFICAÇÃO DE PROFESSORES DA ESCOLA DOMINICAL PONTES E LACERDA E REGIÃO

Objetivo do Seminário: Formação e multiplicação de educadores cristãos; aperfeiçoamento e qualificação de professores e apresentação de ferramentas para a expansão e melhorias da Escola Bíblica Dominical.

Público alvo: Professores, superintendentes, vocacionados ao ministério do ensino e todos quantos queiram se relacionar com a Escola Dominical.

Palestrantes/Facilitadores: Ev. Valdeci do Carmo – Tangará da Serra, Ev. Victório Galli – Cuiabá, Jocinete Amorim – Cuiabá, Valmir Nascimento – Pontes e Lacerda, José San Martin – Cuiabá.

Período: 27, 28, 29 e 30 de Abril de 2007

Carga Horária: 15 horas/aula

Inscrições: Até 15/04/07 – Valor Individual R$ 20,00 (Dez Reais) – Casal R$ 30,00 (Trinta Reais) Com direito a material didático e certificado. Assembléia de Deus/Sede.

Palestras

 

  1. A importância da Educação cristã e da EBD
  2. O ministério do ensino e a vocação do professor
  3. Os desafios do educador cristão na sociedade atual
  4. Didática e recursos audiovisuais
  5. O preparo bíblico do professor
  6. Oratória, a dinâmica do ensino
  7. Oficina de atividades lúdicas
  8. Dinâmicas aplicadas ao ensino das classes infanto-juvenis
  9. Psicologia educacional

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A origem do Universo – subsídios

Publicado por Editor em 2007/04/20

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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA 2

Publicado por Editor em 2007/04/19

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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA

Publicado por Editor em 2007/04/19

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MATERIALISMO NA IGREJA

Publicado por Editor em 2007/04/15

Materialismo na Igreja

Paulo diz que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males (1Tm 6.10). Diz que aqueles que quiseram se enriquecer caíram em laços e ciladas. A vontade de Deus é que tenhamos o necessário para viver, e que estejamos tranqüilos e confiantes nele para o nosso sustento (Mt 6.33).

A igreja, durante a sua história, envolveu-se com as riquezas deste mundo de tal forma que tem impedido o verdadeiro estabelecimento do Reino de Deus. O que geralmente ocorre é que em alguns grupos a grande quantidade de riquezas ocupa o tempo e o coração de seus líderes, ao mesmo tempo que em outros a falta de dinheiro gera intranqüilidade a ponto de levar seus obreiros a se envolverem no serviço secular.

Tanto num caso como noutro, os líderes acabam não dando tempo suficiente a Deus, e nem a devida assistência à igreja, que se torna debilitada e doente espiritualmente, e conseqüentemente também não contribui bem financeiramente. Desta forma, um círculo vicioso se instala: o obreiro intranqüilo não oferece boa assistência; um povo mal assistido não contribui!

Obviamente não temos pretensão de esgotar o assunto, que é extenso, mas queremos abordar algumas questões fundamentais, sem medo de tocar naquilo que está abaixo da superfície. Uma Igreja Comprometida Com o Poder Financeiro

A Igreja Católica, na Idade Média, chegou a concorrer com as maiores fortunas da época. Possuía riquezas de tal magnitude que dominava vidas de reis e imperadores. Essas riquezas eram adquiridas de diversas formas: vendas de indulgências; conquistas feitas durante as Cruzadas; posse das terras de pessoas amaldiçoadas por ela… (isso era mais comum do que se pensa).

As grandes catedrais construídas a partir do século XI vieram de uma crença que situava a presença de Deus nos edifícios: Deus estava nos grandes templos, e quem ajudasse a construir acumulava certos créditos diante dele, pois estavam construindo “a casa de Deus”. Os sacerdotes se colocaram como representantes de Deus na terra, e isso ao ponto de ter poder de vida e morte sobre as pessoas. A separação entre clero e leigo foi acentuada de forma muito profunda.

A Semente Perversa Continua

Nos nossos dias essa restauração deve se aprofundar, pois a herança que recebemos de nossos pais desceu muito fundo em nossos hábitos religiosos e em nossa formação. Muitos protestantes e evangélicos condenam os excessos e desvios da Igreja Católica, enquanto continuam cegos às práticas e motivações que movem seus próprios ministérios e movimentos.

A área de finanças da igreja foi tocada somente em sua superfície, assim como outras áreas tais como: a forma de culto, a adoração individual, o cuidado das ovelhas, e o discipulado. O Senhor quer nos levar para seus padrões, para uma restauração de todas as coisas anunciadas pela boca de seus santos profetas (At 3.19-21).  O que aconteceu com a humanidade é que ela foi mergulhada num materialismo insano que domina toda sua forma de vida, suas ações, e seus ideais, e isso não deixou os cristãos ilesos.

A igreja assumiu uma mentalidade materialista de tal forma que sua maneira de agir não tem muita diferença dos padrões e alvos do mundo sem Deus. Seus cultos, seus ideais, sua forma de administração dos recursos — tudo está marcado pelo materialismo.

O Que é Realmente Sólido e Permanente?

O que é materialismo?

É uma forma de pensar, segundo a qual as coisas espirituais são abstratas, difusas e sem base, e as naturais são concretas e dignas de confiança. Porém, a Bíblia ensina diferente.

“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Co 4.18).

A maior parte da vida humana é dedicada à busca das coisas temporais como se fossem eternas. Entretanto, todas as coisas da terra estão se desgastando minuto a minuto e somente não o percebemos porque estamos na mesma dimensão e na mesma velocidade dessas coisas.

Se pudéssemos aumentar a velocidade, como se faz com os filmes, poderíamos ver as coisas que valorizamos apodrecerem e se tornarem em pó. Essas coisas são, por causa disso, abstratas no contexto espiritual e eterno, e não podemos nos basear nelas por serem de tão pouca duração. A eternidade e as coisas relacionadas a ela são concretas por sua duração e confiabilidade.

O materialismo invadiu a vida da igreja e até sua doutrina e expectativa escatológica, pois a visão da eternidade futura está carregada de cobiça material. Os crentes são encorajados a esperarem as mesmas coisas que buscam aqui, como amplas moradias (mansões), ruas bem pavimentadas (de ouro), e constante lazer e descanso.

Nossos pais nos passaram a visão de que sua grande expectativa era a glória da presença de Deus. Ansiavam por estar com o Senhor. As figuras que a Bíblia mostra apontam para realidades espirituais, alegorias, pois como se explica sete espíritos de Deus, mar de vidro, quatro seres viventes com olhos por diante e por detrás, com semelhança de leão, novilho, homem, e águia, e outras semelhantes?

Não pretendo interpretar essas coisas. Pretendo somente trazer à lembrança verdades valorizadas pelos que viveram antes de nós e que foram estabelecidas como referência para a igreja de hoje.

Cristãos como aqueles enumerados em Hebreus 11. Homens e mulheres que descobriram riquezas espirituais em Deus, e que por causa dessa descoberta desprezaram as coisas desse mundo, morando em cavernas, sendo perseguidos, vestindo-se de peles de animais, vendo o invisível, vivendo muito acima da maior dignidade desse mundo.

O Que Estamos Buscando?

Hoje muitos buscam na igreja a solução de problemas terrenos, e lutam pelo pão que perece, sem experimentar o contentamento por ter o que comer, o que beber e o que vestir.

Os alvos são ligados ao TER e não ao SER, como se o ter constituísse a vida do homem.

Estamos envolvidos por uma teia de propaganda de insegurança no futuro, e por isso nos mergulhamos numa busca inglória por bens materiais como se estes fossem confiáveis e nos trouxessem segurança.

A proposta do Senhor para nós é que, pelo fato de não sabermos o que nos espera, devemos lançar nosso pão sobre as águas e então, depois de muitos dias o recolheremos (Ec 11.1). Isso mostra que a forma de Deus agir é completamente diferente do pensamento do homem. Quando um pão cai nas águas derrete e é impossível recolhê-lo após algum tempo, muito menos depois de muitos dias. Deus apela para a nossa fé nele, no seu suprimento, nos seus milagres. Ele diz também que devemos “repartir com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra”. Que diferente da mentalidade humana!

O povo cristão está sendo enganado, em grande parte, por um evangelho que anuncia BOAS COISAS e não BOAS NOVAS. Anuncia a busca da satisfação do coração, sem levar a experimentar o poder transformador da cruz de Cristo.

O Modelo de Jesus ou o Modelo das Empresas?

Os modelos de igreja hoje, em grande parte, são diferentes da igreja do livro dos Atos. O povo era ensinado a dar generosamente, servindo aos necessitados. Hoje o ensino é que ser rico é sinal da bênção de Deus e ser pobre é sinal de maldição.

De acordo com os padrões atuais o próprio Jesus teria dificuldade em ser pastor de algumas igrejas. O atual padrão de sucesso no ministério é estabelecido por três fatores: número de crentes, construção de prédios e saldo bancário. Quando um pastor tem um grupo pequeno e faz esse grupo crescer, ele é considerado relativamente bem-sucedido. Se construir novos prédios é um realizador. Se faz o saldo bancário subir, é bom administrador.

Creio que essas medidas são boas para empresas, pois apontam para uma realização natural e comercial. Se a empresa aumenta seu número de empregados, seus lucros e seu patrimônio, então podemos dizer que é uma empresa bem-sucedida. No entanto, não vejo como aplicar essas medidas para a igreja, pois o nosso modelo é o Senhor Jesus no seu ministério aqui na terra, e em nenhum momento o vemos preocupado com essas coisas.

Quantos seguidores o Senhor Jesus tinha? Não podemos contar na hora da distribuição dos pães. Somente devemos contar os discípulos, pois é nas horas de agonia que se revela o irmão e não nas horas de festa. Na cruz estava somente um discípulo!

Como eram as finanças de Jesus? Ele nasceu em um lugar que não era seu. Tinha uma profissão bem simples e usou um jumento emprestado na sua entrada em Jerusalém. Vestia-se com roupas doadas e fez um milagre para pagar o imposto. Para concluir, o tesoureiro era ladrão!

Quantos templos Jesus edificou? Quando foi levado por seus seguidores para que pudesse admirar as construções do Templo, falou em derrubar!

Se ele se apresentasse em algumas denominações com o intuito de se tornar pastor, certamente seria rejeitado. Definitivamente, seu padrão não condiz com alguns modelos de igreja que temos hoje.

Precisamos acordar!

Precisamos transformar-nos pela renovação do nosso entendimento, sob pena de ter as nossas obras rejeitadas pelo Senhor por completa incompatibilidade entre a sua planta, e o que nós estamos fazendo.

O Senhor somente vai encher de glória o que for construído segundo a planta dele. A sua presença somente vai ocupar aquilo que estiver de acordo com o modelo que ele apresentou, e não segundo os projetos que se parecem conosco.

José Jamê Nobre
Fonte: Adorar.net



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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA I

Publicado por Editor em 2007/04/15

LIÇÃO Nº 3 – DESAFIOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA

A família e a igreja precisam tomar consciência do papel que devem assumir na educação nestes tempos trabalhosos.

INTRODUÇÃO

- Os dias em que vivemos não só são dias onde a iniqüidade é preponderante, mas dias em que o pecado se multiplica intensamente. Um dos fatores de multiplicação da maldade está no sistema educacional, que tem conseguido formar milhões de pessoas segundo os rudimentos do mundo, segundo a tradição dos homens, mas não segundo Cristo (Cl.2:8).

- Caber aos genuínos e autênticos servos do Senhor, nos lares e nas igrejas locais, bem como em instituições educacionais a serem mantidas pelo povo de Deus, tentar neutralizar, na medida do possível, este funesto e exitoso trabalho do inimigo: de, desde a tenra infância, afastar os seres humanos de um contacto com Deus.

I – O QUE É E ONDE DEVE SER REALIZADA A EDUCAÇÃO

- “Educação”, entre outros significados, é “aplicação dos métodos próprios para assegurar a formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano”. Vem da palavra latina “educatio”, cujo significado é “ação de criar, de nutrir; cultura, cultivo”. O verbo “educo” , em latim, significa, por sua vez, “criar (uma criança); nutrir; amamentar, cuidar, educar, instruir, ensinar”.

- Pelo que se pode perceber, portanto, a educação é o processo pelo qual se instrui alguém, pelo qual se forma uma pessoa, um ser humano. O homem, como não é movido apenas por instintos, tem necessidade de ser “educado”, ou seja, a ser formado a fim de atingir o pleno desenvolvimento de suas habilidades e de suas capacidades. “…No sentido bíblico, o processo da educação combina-se com os princípios espirituais que, segundo se espera, emprestam poder e significado aos ensinos que transcendem os meios intelectuais normais e os meios humanos práticos…” (SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.6, p.126).

OBS: Ellen White, a principal doutrinadora dos adventistas, sempre teve uma preocupação muito grande com a educação, tanto que a Igreja Adventista se notabiliza pelo grande número de instituições educacionais que mantêm em todo o mundo. Esta preocupação de White deve ser louvada e é um exemplo que devemos seguir, a despeito de seus entendimentos doutrinários. White afirmou, com razão, que “…verdadeira educação significa mais do que avançar em certo curso de estudos. É muito mais do que a preparação para a vida presente. Visa o ser todo, e todo o período da existência possível ao homem. É o desenvolvimento harmônico das faculdades físicas, intelectuais e espirituais. Prepara o estudante para a satisfação do serviço neste mundo, e para aquela alegria mais elevada por um mais dilatado serviço no mundo vindouro.…” (WHITE, Ellen G. Educação, p.13. Disponível em: http://www.ellenwhitebooks.com/index2.asp?lista=36 Acesso em 01 mar. 2007).

- Esta necessidade que o homem tem de ser educado, realça o grande valor que tem o processo de educação, processo este que se inicia no lar, na família, que é o primeiro grupo a que pertence a pessoa, como, aliás, vimos na lição anterior. A educação é uma das funções básicas e indispensáveis da família e, já por este prisma, percebemos quanto o adversário de nossas almas tem conseguido prejudicar a formação dos seres humanos, na medida em que tem atacado e destruído as famílias, privando, assim, os homens do seu principal ambiente educacional.

OBS: “…Em Sua sabedoria, o Senhor determinou que a família seja o maior dentre todos os fatores educativos. É no lar que a educação da criança deve se iniciar. Ali está a sua primeira escola. Ali, tendo seus pais como instrutores, terá a criança de aprender as lições que a devem guiar por toda a vida – lições de respeito, obediência, reverência e domínio próprio. As influências educativas do lar são uma força decidida para o bem ou para o mal. São, em muitos sentidos, silenciosas e graduais, mas, sendo exercidas na direção devida, tornam-se fator de grande alcance em prol da verdade e justiça. Se a criança não é instruída corretamente ali, Satanás a educará por meio de fatores de sua escolha. Quão importante, pois, é a escola do lar! Na escola do lar, que é o curso inicial, deve-se utilizar o melhor talento. Sobre todos os pais repousa o dever de proporcionar instrução física, mental e espiritual. Deve ser o objetivo de cada pai alcançar para seu filho um caráter bem equilibrado e simétrico. Tal é uma obra de não pequena grandeza e importância, e que requer ardoroso pensamento e oração, não menos que esforço paciente e perseverante. Deve-se pôr um fundamento correto, fazer uma armação forte e firme, prosseguindo então, dia após dia, na obra de edificar, polir e aperfeiçoar. As crianças podem ser adestradas para o serviço do pecado, ou para o serviço da justiça. Diz Salomão: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele.” Prov. 22:6. Esta maneira de falar é positiva. O ensino que Salomão ordena, consiste em dirigir, educar e desenvolver. Mas a fim de fazerem os pais essa obra, devem eles próprios compreender o “caminho” em que a criança deve andar. É impossível aos pais dar a seus filhos o devido ensino, a menos que eles primeiramente se entreguem a Deus, aprendendo do grande Mestre lições de obediência à Sua vontade.…” (WHITE, Ellen G. Conselhos Pais, Professores e Estudantes, pp.107-8. Disponível em: http://www.ellenwhitebooks.com/index2.asp?lista=36 Acesso em 01 mar. 2007).

- A importância da educação no seio da família é tanta que, ao dar a lei ao povo de Israel por intermédio de Moisés, o Senhor enfatizou a necessidade que tinha o povo de ensinar a lei nos lares, os pais para os filhos, mandamento este que, por ter sido devidamente seguido pelos israelitas, permitiu que a cultura judaica tivesse subsistido até os dias de hoje. Com efeito, por terem cumprido o que se estabeleceu em Dt.6:6-9, Israel pôde subsistir enquanto nação apesar de todas as perseguições, da perda da terra e da dispersão, que o fizeram não ter sequer uma pátria durante quase dois mil anos.

- A educação deve ser feita, primeiramente, no lar, na família. Cabe aos pais a instrução inicial aos filhos, a ministração dos princípios de convivência, de relacionamento, de moral e, notadamente, de espiritualidade, princípios estes que, uma vez incutidos na criança, ser humano ainda em formação, jamais serão por ela esquecidos, como, aliás, nos atesta o sábio Salomão (Pv.22:6).

- A família foi criada por Deus, entre outros objetivos, para que se pudesse ensinar às crianças, às novas gerações, para que se instruíssem os seres humanos que nos seguem nesta missão de dominar sobre a criação terrena (Gn.1:26) como devem viver e viver de acordo com a vontade do Senhor. Há uma imposição divina para que os pais “intimem” seus filhos a respeito da Palavra de Deus(Dt.6:7), ou seja, que usem de sua autoridade para chamar seus filhos ao conhecimento da verdade (Jo.17:17),  para o conhecimento da vontade do Senhor para nossas vidas.

- Lamentavelmente, como tivemos ocasião de ver na lição anterior, o mundanismo tem prejudicado muito o trabalho da família, inclusive o de educação. Para que haja educação no lar, é preciso que haja comunicação. Moisés é claro ao dizer que a “intimação” da Palavra de Deus se dá através da fala e do companheirismo que devem existir em uma família, elementos que, como vimos, estão rareando, escasseando nas famílias dos nossos dias.

- Esta necessária educação dentro do lar é um dever de todo ser humano, visto que a família foi criada por Deus para toda a humanidade, mas é uma realidade muito mais presente para os servos do Senhor, que têm comunhão com Ele e que, por isso, têm o Espírito Santo em si (Jo.14:17), Espírito este que nos faz lembrar tudo quanto foi ensinado nas Escrituras (Jo.14:26).

- No entanto, o que se tem percebido, nestes tempos trabalhosos, é que os pais têm negligenciado grandemente com este dever. Estão a repetir o erro da geração da conquista da Terra Prometida que, apesar de ter sido abençoada pelo Senhor com a vitória sobre os inimigos e o estabelecimento na terra que manava leite e mel, não atendeu às exigências prescritas na lei e deixou de ensinar a seus filhos a Palavra de Deus (Jz.2:10). O resultado foi catastrófico para o povo, que permitiu que a idolatria invadisse e prejudicasse grandemente não só a vida espiritual, mas todos os aspectos da vida na Palestina (Jz.2:11-15).

- A negligência de uma educação familiar nos moldes determinados pela Bíblia Sagrada é a principal brecha que se abre para a destruição das famílias e para a prevalência do que o ilustre comentarista denominou de “educação materialista”, que preferimos denominar de “educação mundana”, uma vez que, nos tempos trabalhosos em que estamos a viver, não só há uma “educação materialista”, mas, nos últimos tempos, tem aparecido também uma “educação espiritualista” espúria, que está, nitidamente, preparando terreno para o reinado do Anticristo.

- A educação familiar deve não só abarcar a “lei moral”, como defendia o estudioso francês Frederic Le Play (1806-1882), que já, naquela época, via com preocupação a desintegração familiar na Europa e a falta de ensino da moral por parte dos pais aos filhos, mas também a Palavra de Deus, visto que é ela o principal alimento que deve nutrir o ser humano, já que “…nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4b).

- A ausência de uma educação familiar nos lares dos que cristãos se dizem ser, nos nossos dias, é o fator primordial para a escalada da “educação mundana” e para os grandes prejuízos que têm acometido nossas crianças e jovens nas igrejas locais. Quando observamos, ainda, a história do povo de Israel depois da morte de Josué, notamos, claramente, que foi através da negligência na educação familiar que a idolatria prevaleceu no meio do povo, como se vê dos capítulos 17 e 18 do livro de Juízes, quando se vê que a negligência na educação de Mica foi o fator inicial que levou toda a tribo de Dã à idolatria (veja-se nosso estudo “Uma família desmantelada” na seção Estudos Bíblicos do Portal Escola Dominical).

- Embora se deva iniciar pela família, a educação não se esgota na família. O ambiente familiar, embora seja essencial na vida de um ser humano, não é completo. Os homens têm de interagir, exercer todas as atividades reclamadas para um convívio social e, por isso, a educação não se esgota no lar. A formação essencial deve ser feita no lar, mas tem de ser complementada na sociedade.

- Surge, então, a “escola”, que é a instituição educacional por excelência, o espaço criado na sociedade para complementar a instrução e a educação de cada um, com a tarefa de permitir a convivência dos homens na sociedade, visando uma certa uniformização de condutas e de procedimentos. Em cada família, as pessoas gozam de uma certa intimidade, de um espaço “particular”, reservado, onde os outros não devem ingressar, tanto que, para demonstrar a proximidade, a intimidade que o homem deve ter com Deus, o Senhor Jesus não hesitou em usar a figura de Deus como Pai (Mt.6:6,9). No entanto, é preciso que tenhamos uma vida “pública”, num espaço comum a todos e esta vida “pública” exige, também, uma educação, que será a fornecida pela “escola”.

- “Escola”, como diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é o “estabelecimento público ou privado onde se ministra ensino coletivo”. Vem da palavra latina “schola”, que era o “lugar nos banhos onde cada um espera a sua vez”, palavra que, por sua vez, vem do grego “skholê”, cujo significado é “descanso, repouso, lazer, tempo livre; estudo”. Era um local onde as pessoas da elite grega, que não precisavam trabalhar (pois o trabalho era feito pelos seus escravos), aproveitavam o tempo livre para discutir, debater e aprender coisas novas. Tinha-se, pois, um ensino coletivo, uma forma de as pessoas adquirirem conhecimento em conjunto, conhecimento este a ser utilizado no dia-a-dia da vida na cidade, da vida “pública”.

- Assim é que, se aprendemos a falar e as “boas maneiras” em nossos lares, na escola é que aprendemos a ler e a escrever, segundo as normas estabelecidas pela sociedade, como também os conhecimentos básicos de todas as áreas do saber humano. Em Israel, as “escolas” eram, normalmente, as sinagogas (isto após o cativeiro da Babilônia), onde as crianças eram ensinadas na Palavra de Deus, numa complementação do que lhes era ministrado nos lares. A propósito, esta preocupação de se complementar o ensino no lar no coletivo se encontra já na lei de Moisés, onde se mandava ler integralmente a lei para o povo, a cada sete anos, precisamente para suprir alguma deficiência do ensino familiar (Dt.31:10-13).

- Desde cedo, muitos pensadores viram na “escola” o principal espaço para incutir na sociedade os valores que se pretendiam ser cultivados. O filósofo grego Platão, por exemplo, defendeu a substituição da família pela escola, com a inserção da criança no ambiente escolar já na mais tenra idade, como uma forma de gerar uma sociedade totalmente voltada para o interesse público, uma sociedade despida de quaisquer laços familiares, que, para aquele filósofo grego, impediam o “progresso da cidade”.

- A utilização da “escola” como meio de disseminação de valores e princípios que servissem aos interesses deste ou daquele grupo, portanto, é algo quase tão antigo quanto a própria humanidade. Se os homens, falhos como são, menores do que os anjos como são (Sl.8:5), assim já perceberam, que dizer do adversário de nossas almas, a mais astuta das alimárias do campo (Gn.3:1)? Como disse o apóstolo Paulo, não podemos ignorar seus ardis (II Co.2:11).

- Nos nossos dias, o Estado tem assumido para si, em grande medida, a tarefa educacional coletiva. A Constituição brasileira, por exemplo, estabelece que se trata de um dever do Estado e da família (artigo 205), a demonstrar, portanto, que vigora, no mundo, a idéia de que a escola é algo que deve ser administrado e gerenciado pelo Estado. Como o Estado é laico, ou seja, não tem nem pode ter qualquer vínculo religioso, vemos, de pronto, que a tarefa educacional dispensa a dimensão espiritual, a questão do relacionamento com Deus.

- Este tem sido um dos traços característicos da educação dos nossos dias. Até meados do século XX, em alguns países ocidentais ainda existia uma educação centrada na Bíblia Sagrada e nos valores por ela evidenciados, notadamente nos Estados Unidos da América, onde boa parte dos chamados “pais fundadores” eram cristãos praticantes. No entanto, paulatinamente, foram prevalecendo concepções educacionais totalmente contrárias a esta vinculação bíblica, tanto que, nos próprios Estados Unidos, sob o comando de John Dewey (1859-1952), se promoveu uma reforma educacional, que desvinculou totalmente o sistema de um viés religioso.

- O resultado disto é que o ambiente escolar passou a ser hostil em relação à Palavra de Deus. Prevaleceram nas formulações pedagógicas posicionamentos contrários à Bíblia Sagrada e a seus valores, resultantes das idéias ateístas e materialistas que tomaram conta da produção científica e filosófica a partir do século XIX. O resultado disto é que aumentou a responsabilidade do lar e da igreja local na formação das crianças, adolescentes e jovens, uma vez que o ambiente escolar passou a ser utilizado como crítico e adversário dos ensinos bíblicos.

- Muitos passaram a defender, então, a criação de escolas cristãs, mantidas pelas igrejas locais, onde se teria uma educação que não fosse hostil aos princípios bíblicos. Mas, esta iniciativa não produziu os melhores resultados, tendo em vista que, em primeiro lugar, é uma atitude sectarista, de separação dos pecadores, o que contraria o ensino de Jesus a respeito, que nos manda ser “sal da terra” (Mt.5:13) e “luz do mundo” (Mt.5:14).

OBS: “…O desejo de criar escolas cristãs, separadas do sistema educacional público, não foi inspirado pelo espírito exclusivista e, sim, devido à desintegração ora e dos padrões educacionais do sistema escolar público. Em muitos lugares, professores céticos e ateus têm procurado destruir os ensinos e ideais cristãos. Este é um grande fator que ultimamente tem inspirado a criação de escolas e instituições educativas cristãs. Outro problema que tem levado as igrejas a manterem suas escolas cristãs é o mundanismo. Embora não tem sido tarefa fácil manter seus estudantes livres do ataque contra a moralidade…” (SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.6, pp.130-1)

- Em segundo lugar, o Estado não só assumiu a tarefa educacional, como também determinou princípios a serem observados pelos particulares que quisessem exercer esta atividade (nos países em que se permite que particulares assumam tal tarefa, o que nem sempre ocorre). Assim, por exemplo, no Brasil, são princípios que devem reger a atividade educacional (artigo 206 da Constituição da República), entre outros, a igualdade de condições para acesso e permanência nas escolas (o que impede, por exemplo, a vedação de pessoas num estabelecimento por causa de sua confissão religiosa), a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber (o que impede a restrição ao ensino e aprendizado por parte da direção do estabelecimento), o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas (o que torna inviável a adoção de uma linha única de pensamento). Tem-se, portanto, que está muito limitado o espaço para as chamadas “escolas cristãs”, que, desta maneira, não conseguem, por si só, resolver este problema com a sua simples existência.

- Por causa disso, tem-se que a melhor maneira de se impedir o prejuízo do ambiente escolar hostil à sã doutrina é a do reforço da educação familiar, bem como da mobilização da igreja local para que em uma “missão educadora paralela” possa demonstrar às crianças, adolescentes e jovens a concepção bíblica a respeito dos conteúdos ministrados. Isto exige um aprimoramento das atividades de ensino da igreja local (inclusive da Escola Bíblica Dominical), como também um acompanhamento mais intenso dos pais em relação ao desempenho escolar de seus filhos, a fim de lhes permitir, num diálogo franco e aberto, que discutam o que estão a aprender na escola, a fim de que seja o que foi ministrado devidamente cotejado com o que ensina a sã doutrina.

OBS: “…A Igreja precisa intensificar seus esforços na educação secular e religiosa, pois ela é colocada por Cristo como o sal da Terra. E só ela tem a capacidade de ser utilizada pelo Espírito Santo para a purificação moral deste mundo, pois só ela foi comissionada a levar a mensagem do Evangelho que ‘é poder de Deus para salvação de todos aqueles que nele crer’. Cada templo cristão pode se tornar um lugar de ensino moralizador, a fim de que nossas crianças e jovens, juntamente com seus pais, possam receber a instrução necessária, capaz de reverter o quadro de miséria, que levou este mundo à corrupção e violência. Ensinar é preciso!…” (SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.6, pp.132-3).

- Vemos aqui a grande dificuldade que se encontra na atualidade a igreja do Senhor. Num ambiente em que há negligência da educação familiar, há necessidade de maior intensidade na educação familiar. Não surpreende, portanto, que tenhamos um alto índice de afastamento da Palavra de Deus entre os “filhos de crentes” que, sem serem devidamente instruídos no lar, ainda são alvo dos dardos inflamados do inimigo no ambiente escolar.

OBS: “…A educação que começou dentro de casa, com os próprios pais, tem se tornado coisa de segundo plano. Pais que, ocupados com seus afazeres, por trabalho ou por divertimento, pouco ou nada conversam com os filhos, e a falta de diálogo tem como resultado o desrespeito e a desobediência. Outros, por necessidades, vêem-se forçados a deixarem seus filhos com estranhos, que nenhuma responsabilidade sentem de educar, simplesmente estão em busca de salários para sobrevivência. Muitos filhos são lançados pelas ruas das grandes cidades, por pais irresponsáveis, e passam a ser escravos do submundo, sem qualquer ensino de moralidade, tornando-se bandidos e vítimas dos vícios, e este abandono da educação familiar acaba por oferecer uma geração desprovida de responsabilidade, revoltada contra a própria sociedade e, por vezes, capaz de odiar os próprios pais. Cabe a cada denominação religiosa, sem sectarismo religiosos, fazer sua parte na difícil tarefa de reverter este quadro desastroso, que colocou o mundo numa terrível miséria por falta de sabedoria.’A sabedoria é a coisa principal; feliz o homem que a encontra e aquele que adquire conhecimento’ (Provérbios 3.13)…” (SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.6, p.132).

- Como se não bastasse isso, recentemente, tivemos conhecimento de que está a findar um trabalho em uma universidade das mais conceituadas do país onde educadores estão a demonstrar que, no Brasil, na contra-mão dos outros países, o índice de analfabetismo funcional está aumentando entre as crianças de lares ditos evangélicos. Analfabetismo funcional é a condição da pessoa que “sabe” ler e escrever, mas não entende o que lê, é incapaz de explicar o que leu. Em outras palavras, é aquela pessoa que mal sabe escrever seu nome e que não tem capacidade de pensar o que lê. Normalmente, as crianças de lares ditos evangélicos são as que apresentam o menor índice de analfabetismo funcional, porque, desde cedo, são levadas a ler a Bíblia e a entender a sua mensagem.

- Pois bem, segundo esta pesquisa, que está em vias de conclusão, nos últimos dez anos, este índice aumentou no Brasil, exatamente porque as crianças não são levadas mais a ler a Bíblia, nem mesmo nas Escolas Dominicais, onde os métodos audiovisuais têm substituído a leitura da Palavra de Deus. Vemos, pois, como são grandes os desafios apresentados pela realidade educacional: em tempos em que a escola está a serviço da descrença, sendo utilizada como ferramenta para distorção da verdade, as crianças evangélicas do Brasil são desestimuladas a ler a Bíblia Sagrada! Não surpreende, pois, que, com praticamente 20% da população, os presídios tenham cerca de 40% de “filhos de crentes” ou os reformatórios, cerca de 50%…

OBS: Não é triste sabermos que alguns dos criminosos que chocaram o Brasil com a morte do menino João Hélio, no mês de fevereiro de 2007, no Rio de Janeiro, sejam “filhos de crentes” ? Não é este mais um estímulo, mais uma advertência divina para que levemos mais a sério a educação de nossos filhos sob o ponto-de-vista espiritual?

II – O MATERIALISMO

- O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define materialismo como sendo a “doutrina que identifica, na matéria e em seu movimento, a realidade fundamental do universo, com a capacidade de explicação para todos os fenômenos naturais, sociais e mentais”. Como ensinam Hilton Japiassu e Danilo Marcondes, “…de modo gera, portanto, o materialismo nega a existência da alma (…), bem como a realidade de um mundo espiritual ou divino cuja existência seria independente do mundo material. O próprio pensamento teria uma origem material, como um produto dos processos de funcionamento do cérebro.…” (Materialismo.In: Dicionário básico de filosofia, p.163).

- O materialismo caracteriza-se, portanto, como todo e qualquer pensamento que entende que, no universo, só existe a matéria, ou seja, substância sólida, corpórea. Este pensamento não é novidade na história da humanidade. Os primeiros filósofos ocidentais, na Grécia, voltaram-se para a discussão a respeito do que seria a matéria e não poucos deles viram a realidade como sendo puramente material.

- O primeiro deles foi Demócrito (460-370 a.C.), que apresentou uma teoria em que “supõe a gênese da natureza, e até da alma humana, a partir do movimento, da agregação e da dissociação de porções mínimas e indivisíveis de matéria, os átomos, que não foram criados nem antecedidos por qualquer divindade ou força imaterial”. Para este filósofo, cuja teoria foi denominada de “atomismo”, portanto, a origem de todas as coisas era fruto dos átomos, partículas materiais que seriam as fontes de todas as coisas que existiam no universo, átomos estes que não teriam sido criados por ninguém. Tudo, inclusive a alma, seria material, portanto, formada destes átomos.

- O pensamento de Demócrito encontrou grande guarida no mundo grego e, por conseguinte, em todo o mundo conhecido de então, já que Demócrito viveu numa época em que a cultura grega estava se espalhando pelo mundo todo, tendo tido receptividade em vários povos e movimentos, entre os quais destacamos os seguintes:

a) Epicuro e seus seguidores, os epicureus (At.17:18) – Epicuro, outro filósofo grego (341-270 a.C.), foi influenciado pelo pensamento de Demócrito, tendo fundado um movimento filosófico que durou por alguns séculos na Grécia e em Roma. Para ele, os átomos eram a explicação última do mundo e nada existiria a não ser os átomos e o vazio entre eles. Por isso, entende que não se deve perguntar sobre a existência de Deus e defende que se deve buscar o máximo prazer nesta vida, pois, depois da morte, nada haveria. Por isso, os epicureus estranharam tanto a pregação de Paulo a respeito da ressurreição e de Jesus. A influência do pensamento de Epicuro foi tão grande entre os judeus que o Talmude (o segundo livro sagrado do judaísmo) chega a chamar aquele que ataca a fé como sendo “o epicurista”.

OBS: Eis o texto do tratado “Pirke Avot” (Ética dos Pais) do Talmude: “Rabi Eleazar diz: Sê diligente no estudo da Tora, sabe o que deves responder ao epicurista…” (2:19a) (apud Irving M. BUNIM. A ética do Sinai. Trad.Dagoberto Mensch, p.121).

b) os saduceus (Mt.22:23; Mc.12:18;Lc.20:27) – A seita judaica dos saduceus, que parecem retirar seu nome de Zadoque, que, segundo alguns, é o sumo sacerdote nos tempos de Davi e Salomão e, segundo outros, um discípulo de Antígono de Soco, mestre judaico que foi um dos “homens da Grande Assembléia”, o grupo formado por Esdras e Neemias para serem os grandes estudiosos e intérpretes da lei em Israel após o exílio, tinha como sua característica principal o materialismo, a total descrença na alma ou na existência de algo além da matéria, fruto inegável da influência exercida sobre eles do pensamento filosófico grego materialista.

OBS: Corroborando o que nos ensinam as Escrituras a respeito dos saduceus, transcrevemos o que fala dos saduceus o historiador judeu Flávio Josefo: “…Os saduceus, ao contrário, negam absolutamente o destino e crêem que, como Deus é incapaz de fazer o mal, Ele não Se incomoda com que os homens fazem. Dizem que está em nós fazer o bem e o mal, segundo nossa vontade nos leva a um ou a outro e as almas não são nem castigadas nem recompensadas num outro mundo…” (Guerra dos judeus contra os romanos II,12,153. In: Flávio JOSEFO. História dos hebreus. Trad. Vicente Pedroso. v.3, p.60).

- Além de Demócrito, os estóicos (At.17:18) foram outro grupo que bem representou o materialismo na Antigüidade. O estoicismo foi um movimento filosófico que surgiu na Grécia com Zenão de Cício(334-262 a.C.), mas que perdurou também por alguns séculos, que também tinha no materialismo uma de suas principais características. Segundo eles, o universo é composto unicamente de matéria, que, ao contrário dos epicureus e atomistas, é algo contínuo. O mundo seria um todo orgânico animado pelo “logos”, o princípio vital. Tudo seria, pois, material, não existindo coisa alguma além da matéria.

- O materialismo, porém, sempre sofreu grande oposição nos círculos intelectuais antigos. Além da predominância da religião na Antigüidade, como já tivemos ocasião de verificar neste trimestre, religiões que sempre procuravam explicar o sobrenatural, quando não negavam precisamente a matéria (como é o caso do hinduísmo e do budismo), devemos observar que os dois principais filósofos do Ocidente, Aristóteles e Platão, admitiam a existência de coisas imateriais, às quais davam maior importância do que às materiais, notadamente Platão, cuja escola de filosofia (a Academia) duraria mil anos depois de sua morte.

- Com a vinda de Cristo e a evangelização do mundo por intermédio da Igreja, então, o materialismo teria mais uma oposição e o triunfo do pensamento cristão, apesar da apostasia que nele logo se infiltrou, foi, sem dúvida alguma, um grande entrave para a proliferação do materialismo na Idade Média, tendo também contribuído para isto o surgimento do islamismo, igualmente uma religião que menosprezava esta espécie de pensamento.

- O materialismo, porém, retomaria vigor a partir do final da Idade Média, dentro das conseqüências do antropocentrismo, ou seja, do pensamento que punha o homem no centro do mundo, no centro do universo. A partir do momento que o homem passou a valorizar a si mesmo e a sua razão, bem como a ciência e a tecnologia, quase que automaticamente dava fôlego a novas formulações materialistas.

- Os primeiros filósofos e cientistas modernos não foram materialistas, admitindo a existência da alma e de substâncias incorpóreas, como é o caso do filósofo francês René Descartes (1596-1650), mas, a partir das descobertas científicas, principalmente da física, surge um pensamento chamado de “mecanicismo”, em que a natureza passou a ser entendida como uma “máquina cega”, pensamento este que encontrou guarida em vários escritores do chamado “Iluminismo”, pensadores do século XVIII, entre os quais os franceses Barão de Holbach (1723-1789), para quem a matéria é a única realidade e Denis Diderot (1713-1784), organizador da Enciclopédia, que afirma que de um animal saíram todos os demais, de um só ato da natureza.

- O desenvolvimento do pensamento materialista só aumentaria depois da Revolução Francesa (1789). A crença na ciência e na razão faria com que, cada vez mais, fossem desprezados os argumentos espirituais e de fé por parte dos estudiosos. Até mesmo os teólogos passaram a querer justificar científica e naturalmente a Palavra de Deus, o que fez com que surgissem os movimentos da crítica bíblica e uma teologia que consideraria as narrativas sobrenaturais da Bíblia como simples lendas ou crendices. Era o fermento materialista invadindo os próprios seminários e institutos de teologia! O aparecimento das teorias evolucionista, através de Herbert Spencer(1820-1903) e de Charles Darwin(1809-1882), e do chamado “materialismo histórico”, de Karl Marx (1818-1883) e de Friedrich Engels (1820-1895), fariam com que o materialismo atingisse seu ponto mais alto de aceitação na história do Ocidente.

- Herbert Spencer teve uma educação alheia à religiosidade, tendo cedo se dedicado, por influência dos pais, ao estudo autodidático da ciência e da história. Nestes seus estudos, acabou convencido de que havia um princípio que regularia todas as coisas no universo, o princípio da evolução, tendo, a partir de então, escrito diversas obras para mostrar como tudo era fruto da evolução. Este seu pensamento, apresentado cerca de dez anos antes das obras de Charles Darwin, teria grande repercussão e influenciaria muito a classe intelectual da Europa e dos Estados Unidos.

- Charles Darwin acolheria esta idéia evolucionista de Spencer e consideraria que ela estava comprovada em suas pesquisas feitas em viagens ao longo do planeta, tendo, então, concluído que a vida na Terra era fruto de uma evolução, idéia esta que reforçou tanto a postura materialista a respeito do mundo, como o ideário ateísta que já contaminava o mundo nesta segunda metade do século XIX.

- Este pensamento atingiria, no que tange ao estudo das chamadas “ciências humanas”, seu ápice na formulação do chamado “materialismo histórico” de Karl Marx e Friedrich Engels. Para estes, a história da humanidade sempre havia sido a história da luta pelo controle das coisas materiais e a isto se reduzia o homem. Não havia nada de espiritual, mas todas as supostas manifestações sobrenaturais e idéias imateriais nada mais seriam que justificativas, ilusões que tinham a finalidade de mascarar a “luta de classes”, ou seja, o conflito entre os homens pela posse das riquezas e dos bens materiais.

OBS:  “…o materialismo filosófico marxista parte do princípio de que a matéria, a natureza, em suma, o ser é uma realidade objetiva, que existe fora e independentemente da consciência; que a matéria é um dado primário, pois ela é a fonte das sensações, das representações, da consciência, enquanto que a consciência é um dado secundário, derivado, pois ela é o reflexo da matéria, o reflexo do ser; que o pensamento é um produto da matéria, quando esta atingiu, no seu desenvolvimento, um alto grau de perfeição; mais precisamente, o pensamento é produto do cérebro, e o cérebro, o órgão do pensamento; não podemos, por conseguinte, separar o pensamento da matéria, sob pena de cairmos num erro grosseiro…” (Joseph STÁLIN. Materialismo dialético e materialismo histórico, p.10-1 apud Georges POLITZER, Guy BESSE e Maurice CAVEING. Princípios fundamentais de filosofia. Trad. João Cunha Andrade, p. 137).

- O pensamento materialista de Marx e Engels, complementado depois por Lênin (1870-1924) e Mao Tsé-Tung (1893-1976), seria o condutor dos regimes comunistas implantados no mundo a partir de 1917, com a criação da União Soviética, regimes que perdurariam até o final da década de 1980 em praticamente metade do planeta e que ainda vigoram em Cuba, Coréia do Norte, Vietnã e na China, o segundo maior país do mundo em extensão e o mais populoso do planeta. Vemos, pois, que o materialismo passou a ser pensamento dominante em grande parte do planeta durante quase todo o século XX.

- A queda dos regimes comunistas e a própria decepção surgida com o fracasso dos regimes comunistas antes mesmo de seu desmoronamento foram fatores que provocaram um nítido recuo no pensamento materialista nos últimos anos, dando margem, ao surgimento de uma “nova espiritualidade”, que tem crescido grandemente em todo o mundo, inclusive nos países que ainda adotam o pensamento materialista marxista. No entanto, apesar deste recuo no mundo intelectual, o materialismo está longe de deixar de ser uma característica do mundo pós-moderno, pois, apesar de o pensamento materialista ter crescido em virtude da modernidade, o fato é que a prática materialista, mais até do que o pensamento materialista, é algo que só tem aumentado nos dias em que vivemos.

OBS: Esta “nova espiritualidade” tem, inclusive, lançado suas raízes inclusive nas cidadelas materialistas. A China, o maior país comunista do mundo, reinseriu os ensinos de Confúcio nas suas escolas.

III – ELEMENTOS DA EDUCAÇÃO MUNDANA DOS NOSSOS DIAS E COMO ENFRENTÁ-LOS

- Como acabamos de ver, o materialismo tornou-se preponderante no pensamento científico e filosófico no século XX e isto, evidentemente, influenciou a educação escolar. O pensamento materialista vem sendo divulgado insistentemente nas escolas, onde não há sequer mais espaço para o “ensino religioso”. Assim, mesmo nos países em que se permite o “ensino religioso” nas escolas, como é o caso do Brasil, a sua abrangência tem sido extremamente diminuta e sempre cercado de limitações que, praticamente, inviabilizam tal estudo. Além de voluntário (o que é compreensível, diante do caráter laico do Estado), tem-se proibido que o “ensino religioso” contenha “proselitismo”, expressão que, na verdade, exige do profissional do ensino religioso um “pluralismo” religioso o que, efetivamente, impede a ministração de qualquer estudo firmado na Bíblia Sagrada. Encontra-se aqui uma das medidas que podem ser tomadas pelos reais defensores da Palavra de Deus nas instâncias governamentais: a plena aplicação do que estabelece o artigo 210, § 1º da Constituição brasileira, que garante o ensino religioso de matrícula facultativa no horário normal das escolas de ensino fundamental, medida que foi implementada em pouquíssimos lugares (como no Estado do Rio de Janeiro) e, mesmo assim, sob críticas ferrenhas dos adversários da sã doutrina.

OBS: Eis o teor do artigo 210, § 1º da Constituição da República: “ O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”.

- A implementação do ensino religioso na forma preconizada na Constituição, permitirá que se abra um espaço para que os pais se organizem nas escolas e peçam à direção que lhes seja facultada a ministração de aulas de ensino religioso, com a indicação de um professor devidamente habilitado por uma igreja local. Ter-se-á, assim, um espaço na escola em que se poderá neutralizar o ambiente escolar hostil às Escrituras. É um direito garantido que deve ser implementado e para isto estão aí os parlamentares que dizem representar o segmento evangélico.

- Enquanto não conseguimos conquistar este espaço precioso nas escolas, é preciso que, com sabedoria, também saibamos aproveitar do espaço que se dá, atualmente, nas escolas, à comunidade, em programas governamentais que procuram aproximar a escola da sociedade, os alunos e professores dos pais e responsáveis. Deve-se ocupar este espaço com atividades condizentes com o programa que está sendo executado mas com nítido viés evangelizador. Iniciativas relacionadas com o ensino profissionalizante, com reforço de disciplinas para concursos públicos, com artes e ofícios, com orientação a respeito de problemas gerais, farão com que o espaço escolar seja ocupado por pessoas comprometidas com a Palavra de Deus, cujo viver, cujas experiências e cujos princípios serão transmissores das Santas Escrituras. Estes espaços têm sido desprezados pelas igrejas locais e são ocupados por pessoas que tendem a aumentar e intensificar o conteúdo maligno transmitido pelas orientações pedagógicas prevalecentes em nosso sistema educacional.

OBS: Conhecemos um amado irmão que tem se dedicado à evangelização nas escolas, aproveitando, precisamente, desta aproximação. Orienta jovens e adolescentes e transmite mensagens relacionadas à “deontologia”, isto é, a ciência dos valores morais, de poucos minutos, nas salas de aula, continuadamente, divulgando, assim, a Palavra de Deus. Este irmão, porém, lamenta a falta de voluntários para este trabalho, pois, antes de adoecer, estava trabalhando em seis escolas e com pedidos de várias outras na região onde mora para exercê-lo.

- As escolas, porém, têm sido sistematicamente abandonadas pelas igrejas locais e, o que é mais grave ainda, pelos pais, que mal sabem o que se passa nos estabelecimentos escolares, nem mesmo se interessam em saber como anda o rendimento escolar de seu filho. Se nem se comunicam com seus filhos em casa, se nem cuidam da tarefa educacional no lar, como exigir que estão acompanhando o que os filhos estão a aprender na escola? Este triste quadro é a dura realidade dos nossos dias, dos tempos trabalhosos em que estamos. Faz-se preciso acompanhar o rendimento escolar dos filhos, ver o que estão a aprender na escola e cotejar o que eles têm aprendido com a Palavra de Deus. Somente assim poderemos impedir uma formação materialista e distorcida das Escrituras para nossos filhos.

- O ilustre comentarista aborda alguns pontos que têm se sobressaído na educação antibíblica que tem dominado o ambiente escolar dos nossos dias. Um deles é a educação sexual. Alguns governos têm se notabilizado pela inclusão nos conteúdos programáticos de conceitos de sexualidade completamente contrários à Palavra de Deus. Cabe aos pais, ao descobrir tais aberrações, ensinar o que é correto aos seus filhos e, se possível, exercer pressão sobre a escola para que excessos sejam evitados. A igreja local, também, deve promover a devida instrução a pais e filhos a respeito do assunto, impedindo, assim, a má formação educacional de seus membros.

OBS: Em uma grande capital do país, um governo (que foi dirigido, por sinal, por uma pessoa que se tornou conhecida nacionalmente por sua condição de “sexóloga”) implantou na rede municipal de ensino um programa de educação sexual que tinha como objetivo não permitir que os alunos fossem “induzidos” à “heterossexualidade”, a fim de que pudessem ter a devida “liberdade de opção sexual”. São coisas assim que devem ser combatidas mediante o ensino da sã doutrina em casa e na igreja local. E isto para não dizer da idéia do governo federal de colocar nas escolas “máquinas de camisinha”, como medida de prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis…

- Não somos contrários à ministração de aulas de educação sexual nas escolas, pois se trata de assunto de evidente interesse coletivo, notadamente diante da promiscuidade reinante na atualidade. No entanto, dentro de um Estado Democrático de Direito, isto deve ser feito com o devido respeito aos valores morais e religiosos dos cidadãos, com, no mínimo, a permissão para que as diferentes opiniões e correntes doutrinárias existentes possam participar das ministrações. Aliás, o pluralismo é um dos princípios da educação, mas só é invocado para impedir o ensino da Palavra de Deus, nunca para permitir a sua explanação.

- A educação sexual é um assunto que deve ser tratado não só nas escolas, mas nos lares e nas igrejas locais. Há um grave problema, na atualidade, que é o de um inadmissível “tabu” que se criou nos lares evangélicos a respeito deste assunto, que é um tema importante e que se encontra perfeitamente delineado nas Escrituras. Os pais não falam com os filhos sobre o tema (participamos de uma pesquisa feita com jovens de um conjunto de igrejas locais em uma região da capital paulista e, para nossa tristeza, cerca de 90% dos jovens não tinham liberdade para falar de sexualidade com seus pais) e as igrejas locais também não comentam o assunto. O resultado é que nossos jovens e adolescentes são formados pelos “sexólogos” das escolas, que defendem tudo quanto é abominável ao Senhor. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.” (Pv.22:6).

- Outro ponto apresentado pelo ilustre comentarista diz respeito à Nova Era nas escolas, o que revela que estamos não mais diante de uma simples “educação materialista”, mas de um sistema educacional “espiritualista”, animado pelo “espírito do anticristo”. O movimento Nova Era é uma reunião de forças diretamente administradas pelo adversário, por meio do que a Bíblia denomina de “espírito do anticristo” (I Jo.4:3), cujo objetivo declarado é promover a substituição dos “conceitos cristãos”, considerados já ultrapassados e historicamente esgotados (que corresponderiam a uma suposta “Era de Peixes”, uma era astrológica que teria durado cerca de 2 mil anos, desde o nascimento de Jesus), por novos “conceitos”, de uma “Nova Era” (a chamada “Era de Aquário”), onde “o homem alcançará um novo estágio evolutivo”, encontrará a sua “dimensão divina”.

- Este movimento tem se infiltrado como nunca na formulação das políticas educacionais dos países. As principais organizações imbuídas deste propósito foram, inclusive, as responsáveis pela criação e estabelecimentos dos principais organismos internacionais ligados à educação e à cultura (como a Organização das Nações Unidas para a Cultura, a UNESCO, por exemplo). Assim, tudo quanto tem se trabalhado em nível de educação e de teorias pedagógicas nas últimas décadas está fortemente influenciado por este ideal de substituição do “cristianismo” pela “Nova Era”, pelos “novos conceitos”. Tem-se, por exemplo, difundido, com muita intensidade, a idéia de que não se podem ensinar “padrões, regras e normas” aos alunos, pois isto seria “opressor”, incentivando-se uma “criatividade”, uma “postura inovadora”, que, no fundo, é o ensino aos jovens e adolescentes de que eles não têm de obedecer a ninguém e de que podem fazer o que bem quiserem, uma fórmula contemporânea da velha idéia já apresentada no Éden de que o homem poderia ser igual a Deus (Gn.3:5).

OBS: “…A cabeça dominante na confederação do mal trabalha continuamente para conservar longe de vistas as palavras de Deus, pondo ao contrário em foco as opiniões dos homens. Ele quer que não ouçamos a voz de Deus dizendo: “Este é o caminho, andai nele.” Isa. 30:21. Mediante pervertidos processos educativos está ele fazendo o possível para obscurecer a luz celeste. (…)  Especulações filosóficas e pesquisas científicas em que Deus não é reconhecido, estão tornando céticos a milhares. Nas escolas de hoje são cuidadosamente ensinadas e amplamente expostas as conclusões a que os doutos têm chegado em resultado de suas descobertas científicas; por outro lado é francamente dada a impressão de que, se esses homens estão certos, não o pode estar a Bíblia. O ceticismo exerce atração sobre o espírito humano. A juventude nele vê uma independência que lhe seduz a imaginação, e é iludida. Satanás triunfa. Ele alimenta toda semente de dúvida lançada no coração juvenil. Faz com que ela cresça e dê frutos, e em pouco tempo são colhidos os frutos de incredulidade. É por ser o coração humano tão inclinado ao mal, que tão perigoso é semear o ceticismo nos espíritos jovens. Seja o que for que enfraqueça a fé em Deus, rouba a alma do poder de resistir à tentação. Remove a única salvaguarda real contra o pecado …” (White, Ellen G. Conselhos sobre educação, p.235. Disponível em: http://www.ellenwhitebooks.com/index2.asp?lista=20 Acesso em 01 mar. 2007).

- Como se não bastasse isso, há uma tendência, também, a inserir nos conteúdos programáticos técnicas estimuladas e incentivadas pelo movimento Nova Era, como relaxamento, meditação, cursos holísticos de diversa natureza, tudo com a finalidade de incutir nos jovens e crianças uma atração pelo esotérico, pelo mágico, pela “nova espiritualidade”. Tais iniciativas devem ser combatidas pelos pais cristãos, bem como pela igreja local, vez que são indevidas inserções de religiosidade e de proselitismo religioso nos conteúdos curriculares, o que torna tais atividades, no mínimo, facultativas dentro do ambiente escolar.

OBS: Há alguns anos atrás, no Portal Escola Dominical, tivemos conhecimento de que uma determinada rede municipal de ensino havia imposto a seus alunos um “curso pela paz”, na verdade, uma iniciação na doutrina de um certo “guru”, atividade obrigatória e que envolvia, no final do curso, até um ritual de adoração a alguns “defensores da paz”. Apesar do caráter obrigatório imposto para a atividade, uma salutar movimentação de educadores cristãos, pais de alunos e algumas igrejas locais conseguiu fazer com que o governo retirasse a obrigatoriedade da atividade.

- Não bastasse a própria oficialização destas atividades, o fato é que, nas escolas, há, na atualidade, um nível assustador de práticas contrárias à Palavra de Deus. Não são poucas as escolas que se converteram em antros de promiscuidade, em centros consumidores de drogas, em lugares onde a violência e a criminalidade imperam. As escolas deixaram de ser aqueles locais de prazer e de aproveitamento do ócio para o enriquecimento cultural e para a formação, para serem locais de risco de vida, tanto física quanto espiritual. Esta realidade tem de ser assumida pelos cristãos, que deverão preparar convenientemente seus filhos para o dia-a-dia de combate direto contra as trevas e contra a maldade, pois não podemos nos esquecer, mormente nos dias difíceis em que estamos a viver que devemos ser “…irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.” (Fp.2:15).

OBS: “…Para que protejam seus filhos das influências corruptoras, devem os pais instruí-los nos princípios da pureza. As crianças que no lar formam hábitos de obediência e domínio próprio terão pouca dificuldade na vida escolar, e escaparão de muitas tentações que assediam os jovens. Devem os pais ensinar seus filhos a serem fiéis a Deus sob todas as circunstâncias e em todos os lugares, cercando-os de influências que tendam a fortalecer o caráter. Com tal disciplina, as crianças, quando mandadas à escola, não serão causa de perturbação ou ansiedade. Serão um apoio aos professores, e exemplo e animação aos colegas.…” (WHITE, Ellen G. Conselhos Pais, Professores e Estudantes, p.150. Disponível em: http://www.ellenwhitebooks.com/index2.asp?lista=36 Acesso em 01 mar. 2007).

Colaboração para o Portal Escola Dominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.

fonte: www.escoladominical.com.br

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