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O blog da Escola Bíblica Dominical

Posts de Março, 2007

A Pedagogia de Projetos

Publicado por Editor em 2007/03/12

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Como potencializar e dinamizar o ensino para adultos

Publicado por Editor em 2007/03/12

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O que é pedagogia?

Publicado por Editor em 2007/03/12

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Ensinar com o coraçao

Publicado por Editor em 2007/03/06

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Fé em quem?

Publicado por Editor em 2007/03/06

Por Valmir Nascimento M. Santos

Publicado na Revista Defesa da fé

Um enorme equívoco tem sido difundido. Ouvimos constantemente o seguinte: “o importante é ter fé”, “precisamos simplesmente acreditar em alguma coisa”. Ou, ainda: “basta crer”.

Esse tipo de pensamento conduz as pessoas a um caminho obscuro, cujo final é um mundo imaginário e sem saída. Faz que o ser humano tenha fé em qualquer coisa ou em nada. É uma fé sem objetivos, sem fundamentos. Uma fé na fé.

Essa categoria de fé coloca o resultado da crença em si mesma e não em quem se crê. Enfoca somente a intensidade da fé ou no quanto se crê. Não se levam em consideração os fundamentos da fé. Não se analisa. Não se pensa. Não se investiga. Simplesmente se crê.

No âmbito dessa concepção não existe diferença entre ter fé em Cristo e fé num boneco qualquer. Tanto faz ter fé em Deus, Criador soberano, quanto em qualquer deus da mitologia grega. Não há disparidade entre crer na Bíblia, fonte histórica e inspirada, e crer em rabiscos psicografados.

O contexto atual é de surgimento de novas crenças. Religiões são criadas. Deuses sãos inventados. Templos são abertos. Basta escolher aquele tipo de fé que se encaixe ao perfil do praticante. Que faça que ele ou ela se sinta bem. Que deixe a pessoa em alto astral. Depois disso, é só crer!

Será que esse pensamento é correto. Será que tal entendimento é lógico? O simples fato de ter fé é o suficiente? O que mais vale? A fé ou o objeto da fé?

Não precisa ser teólogo ou pastor para responder que tal pensamento está completamente equivocado. Se o simples ato de crer fosse o suficiente, então não precisaríamos de Deus. Não precisaríamos de Cristo. Não precisaríamos de ninguém. Bastaria apenas que tivéssemos fé.

Na relação pessoa –> fé –> objeto (aquele ou aquilo em quem se tem fé) o que mais importa não é o tamanho da fé nem ao que ela remete, mas especialmente a quem ela reclama. Assim, de nada adianta ter uma enorme fé em algo que não tem o poder de salvar ou transformar. De nada vale crer incondicionalmente num objeto sem força, incompetente ou incapaz. Ou, ainda, de nada valerá crer na intensidade supostamente meritória do próprio ato de crer.

Cristo demonstrou isso com as seguintes palavras: “E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (Jo 11.26); “Quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35); “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47).

Nas palavras de Jesus, o mais importante era a pessoa na qual a fé estava alicerçada (Ele) e não o tamanho da fé da pessoa. Tanto é que, em outra ocasião, Jesus argumentou que uma fé do tamanho de um grão de mostarda traria resultado (Mt 17.20).

Crendo em Deus foi que Elias enfrentou os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal. Esses possuidores de uma gigantesca fé no seu deus Baal invocaram-no da manhã até a tarde sem, no entanto, receberem uma resposta. Gritavam, saltavam e até se cortavam com facas à espera de um retorno. Demonstraram uma fé enorme, uma crença admirável, porém, uma fé em algo ou alguém que não poderia atendê-los.

Criam num objeto inanimado, incapaz, sem poder nenhum. Não falava, não agia, não transformava. Elias até caçoou, dizendo: “Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará” (1Rs 18.27). As Escrituras ainda nos dizem que o profeta se aproximou e disse: “Ó Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus e que tu fizeste voltar o seu coração”. Uma oração simples, porém, embasada numa fé correta e direcionada ao Deus verdadeiro. Então caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. Vendo isso, as pessoas caíram sobre os seus próprios rostos e disseram: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus” (1Rs 18.36-39).

Baal é o que não falta atualmente. E pessoas para o adorarem também não. Detentores de enorme fé em deuses irreais, imaginários, fantasmagóricos. Fé em nada. Crença sem objetivo. Sem resultados. Sem salvação. Sem transformação. Fé que não remove nem cutícula de unha. Não muda situações. Não vivifica.

A fé em Cristo, por outro lado, por menor que seja, salva, transforma e traz vida abundante!

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Os desafios do educador para impactar a cultura e a sociedade

Publicado por Editor em 2007/03/06

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Os desafios do educador contemporâneo

Publicado por Editor em 2007/03/06

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Características de um bom professor

Publicado por Editor em 2007/03/06

por Cristina Mellin

As características do professor estão muito ligadas à sua personalidade e ao seu caráter.
Estas características são também individuais e dependem da situação e da matéria.
Sugerimos que você faça uma lista que contenha 5 (cinco) características de um bom e experiente professor.

Geralmente os educadores estão de acordo com respeito às qualidades necessárias.
Como resultado de um seminário, professores elaboram uma lista que contém as características (importantes) de um bom professor, a saber:

1. Conhece profundamente a matéria a ser ensinada.
2. Prepara cada aula de forma específica, identificando claramente o objetivo de cada lição e aula.
3. Explica aos alunos o objetivo da lição.
4. Explica o motivo da tarefa a ser realizada.
5. Cria um ambiente agradável para o aprendizado.
6. Gosta de trabalhar com os alunos.
7. Dá instruções claras e é bem organizado.
8. Apresenta o conteúdo da matéria com modelos ou exemplos.
9. Mantém-se dentro dos limites do objetivo.
10. Exige muito dos alunos, treina-os para que sejam responsáveis quanto ao estudo.
11. Atua de maneira constante.
12. É dedicado e responsável, exige muito de si mesmo.
13. É criativo, versátil na maneira de ensinar, possui novas idéias e novos materiais.
14. É entusiasta e enérgico, porém aceita idéias dos alunos.
15. Notifica o aluno quanto ao seu aproveitamento.
16. É flexível, está sempre disposto a dar e receber (aconselhar e escutar).
17. Provê oportunidades de aprendizagem para os alunos atrasados ou avançados sem causar embaraços, isto é, adapta o ensino segundo as necessidades individuais dos alunos.
18. Estimula a sala de aula para que haja respeito mútuo e cooperação (lições e pesquisas em grupo).
19. Trata os alunos como indivíduos.
20. Respeita as opiniões dos alunos, reagindo sempre de maneira construtiva.
21. Encoraja os alunos a melhorar e ter um bom conceito de si mesmos.
22. Tem senso de humor, expressa seus sentimentos e atitudes.
23. Tem um relacionamento amigável com os alunos, mantendo a disciplina.
24. Coopera com os outros professores.
25. Veste-se de forma adequada.
26. Usa métodos de ensino comprovados.
27. Continua seu desenvolvimento profissional.
28. Conhece a vida pessoal dos alunos.
29. Importa-se em conhecer a comunidade e os recursos locais.

Várias pesquisas indicam cinco pontos essenciais que descrevem um bom professor. São eles:

1) Conhecer bem a matéria.
2) Tratar os alunos como indivíduos e ser amigável.
3) Ser criativo, entusiasta e inovador no preparo das aulas.
4) Ser exigente e manter a disciplina.
5) Manter-se dentro dos limites do objetivo.

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A arte de ensinar

Publicado por Editor em 2007/03/04

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O ensino relevante para adolescentes

Publicado por Editor em 2007/03/04

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Filosofia de Ensino

Publicado por Editor em 2007/03/04

Pr. Joel Troester

“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” (Tito 1.1).

I. O professor tem que ser um servo.

A. O servo tem que estar disposto a trabalhar.

B. O servo tem que lembrar que está servindo a Deus.

II. O professor tem que cumprir suas responsabilidades (compromisso).

A. Seguir Jesus Cristo
“E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4.19).
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19).

B. Paulo largou tudo o que tinha
“Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Filipenses 3.7-8).

III. Enquanto o professor está servindo e seguindo a Jesus Cristo, ele tem duas funções importantes:

A. Ele deve promover a fé dos seus alunos (encorajamento).
1. Paulo sempre olhava as necessidades dos seus ouvintes.
2. Paulo ensinou em vista destas necessidades.

B. Ele deve promover o pleno conhecimento da Verdade (1Timóteo 3.15).
Dois alvos:
1. Esclarecimento da Verdade (procedimento correto).
2. Vidas dignas de ser chamadas “filhos de Deus”.

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O sabor das manhãs de domingo

Publicado por Editor em 2007/03/04

Por: Valmir Nascimento Milomem Santos

Passamos a semana inteira numa correria desenfreada. Acordamos quase que de madrugada. Entramos debaixo do chuveiro. Engolimos um pedaço de pão e um pouco de café. Por fim, ingressamos num trânsito barulhento para chegarmos ao trabalho ou à Escola.

Essa rotina que executamos das segundas às sextas-feiras acaba por nos desgastar. Com toda essa correria durante a semana, nada mais justo que dormirmos um pouco mais nas manhas de domingo, certo? Errado!

Não há dúvidas de que nossos corpos imploram para continuarem nas camas nos domingos pela manha. O cansaço tenta falar mais alto no desejo de prolongar o pernoite nos aconchegantes leitos de nossas casas. Todavia, posso garantir quer existe algo melhor que permanecermos hibernados debaixo de nossos cobertores, entregues às nossa imensa sonolência.

No domingos pela manhã temos a possibilidade de conhecermos muito mais sobre o Criador do Universo na Escola Bíblia Dominical.

A Escola Bíblica Dominical é uma dádiva de Deus. O momento que permite-nos esquecer das correrias matinais e deliciarmo-nos com o melhor de todos os alimentos: A Palavra de Deus. Afinal, a Bíblia contém a mente de Deus, a condição do homem, o caminho da salvação e a felicidade dos cristãos. Suas doutrinas são santas, seus preceitos são justos, suas histórias verdadeiras e suas decisões imutáveis. Estude-a para ser sábio, creia nela para ser seguro e pratique-a para ser santo. Ela contém a luz para dirigi-lo, o alimento para sustê-lo, e o consolo para animá-lo.

A Palavra de Deus é o mapa do viajante, o cajado do Pelegrino, a bússola do piloto, a espada do soldado e o guia do cristão. Por ela o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas do inferno descobertas. Cristo é o seu grande tema, nosso bem o se intento, e a glória de Deus a sua finalidade.

Por isso, venha para a Escola Dominical!

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O poder da comunicação

Publicado por Editor em 2007/03/04

O poder da comunicação

por Josiane Benedet

A comunicação é muito mais do que o simples ato de falar, é um universo com poderosíssimas ferramentas que você, professor, pode usar no dia-a-dia para melhorar a qualidade do seu trabalho. Mas, afinal, o que engloba o universo da comunicação? Segundo o Dicionário Aurélio, “comunicação é o ato ou efeito de comunicar(-se). Emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados, quer através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos, quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro e/ou visual”. Ou seja, além da fala, as expressões corporais, o olhar, o silêncio e a maneira de se vestir também são formas importantes de se comunicar.

Mais do que falar durante a aula inteira e passar o conteúdo, o professor precisa conquistar a atenção do aluno, e, para que isso aconteça, é importante utilizar todas as formas que a comunicação oferece.

Comunicação verbal
A voz é a grande ferramenta para a comunicação verbal, no entanto, quando usada de forma inadequada, pode trazer prejuízos na qualidade do trabalho e problemas de saúde. Para a fonoaudióloga Patrícia Balata, a voz pode influenciar no desenvolvimento da aula. “Um professor cuja voz está rouca, cansada ou abafada, poderá causar um desestímulo e, às vezes, uma certa irritabilidade no aluno”, afirma. Segundo ela, isso depende do grau da alteração e da freqüência com que ocorre, mas que tanto o professor quanto o aluno sofrem com a situação. “O primeiro, por ter seu instrumento de trabalho comprometido e ineficiente, e o segundo, por ter seu ministrante, muitas vezes, estressado com o problema”.

O tom de voz é uma característica própria de cada pessoa e deve ser explorado nas modulações, ou seja, dar ênfase correta às palavras para que transmitam a intenção do que deseja destacar. O ritmo também é um aspecto da personalidade. “Normalmente, as pessoas mais ansiosas tendem a falar rápido, enquanto as mais retraídas falam lentamente”, explica Patrícia. No entanto, no exercício da profissão, é contra-indicado os extremos. “Nem muito lento, nem muito rápido”, completa. Para que o ritmo fique apropriado, as palavras devem ser faladas de forma bem articulada e sem exageros. O professor também deve cuidar com os excessos de pausas, pois uma aula assim torna-se cansativa.

Dicas:

Evite a monotonia da voz usando ênfases e articulando corretamente as palavras.

Beba bastante água antes, durante e depois das aulas.

Dinamize a aula com recursos metodológicos interessantes que façam dos alunos elementos ativos e participativos. Assim você poupa a sua voz e explora as habilidades deles.

Evite competir com os alunos quando a sala estiver barulhenta. Às vezes, o silêncio comunica e exige mais do que um grito.

O corpo também fala
A comunicação não verbal, ou seja, a expressão corporal, as atitudes, o silêncio e o vestuário são tão importantes quanto a comunicação verbal. “O professor não é um animador de auditório, mas deve ser um bom comunicador”, diz Thelma Rodrigues dos Santos, professora e atriz graduada em Artes Cênicas. Quando participou de um curso para desenvolver a criatividade em sala de aula, Thelma percebeu que seus colegas tinham um certo bloqueio para participar das atividades. “A partir dessa dificuldade notada entre os professores, comecei a pensar no que poderia contribuir para melhorar a comunicação desses profissionais e idealizei o curso ””Professor, o ator da sala de aula”” “. Essa capacitação para educadores é realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Estudos Pessoais e Profissionais – IBEPP.

Segundo Thelma, o primeiro passo é o conhecimento de si próprio e a aceitação do seu corpo. Ela explica que geralmente na infância, os pais chamam a atenção das crianças usando termos como “fique quieto”, “não faça isso”, “não faça aquilo”. Inconscientemente, essas crianças, quando adultas, ficam bloqueadas. “Daí as pessoas dizem que não sabem porque ficam tensas diante de outras pessoas”. A partir do momento que o professor conseguir se expressar melhor e usar o corpo como ferramenta, será beneficiado não só no seu trabalho, mas também na sua vida pessoal. “Ele vai aliviar as tensões, vai ficar mais espontâneo e terá maior domínio de suas ações”, diz Thelma.

Conhecendo o seu público
Como os palestrantes, que antes de iniciar o discurso procuram conhecer o público para o qual irão falar, os professores também precisam saber qual é o universo de seus alunos. É importante conhecer hábitos, manias, gostos e o perfil da turma para se comunicar melhor com ela. No livro A Magia da Comunicação, o médico e palestrante Dr. Lair Ribeiro afirma que cada estudante tem uma maneira diferente de prestar atenção na aula. Para os alunos que percebem mais o movimento, o professor precisa andar de um lado para o outro da sala e fazer com que eles participem da aula. Alguns alunos prestam mais atenção nos sons, então o educador tem de alternar o ritmo e o tom da fala e se expressar claramente. E para aqueles que são visuais, o professor tem de usar o quadro, apresentar slides e gesticular. “Os melhores professores são aqueles que usam as três linguagens na comunicação com os alunos”, diz Lair Ribeiro.

Melhore o seu poder de comunicação em sala de aula Você pode buscar recursos como aulas de dança, teatro e outras atividades corporais para melhorar a sua comunicação, mas pode também começar a tomar simples atitudes que irão ajudá-lo. A professora e atriz Thelma Rodrigues dos Santos, em parceria com o diretor teatral Zauri Duarte de Liz Júnior, elaborou algumas dicas para ajudar os professores a se comunicarem melhor com seu público-alvo: os alunos. Leia com atenção e coloque-as em prática:

Caminhe com serenidade e determinação. Sua atitude confiante inspira respeito e credibilidade.

Mantenha sua coluna ereta. Você ficará mais elegante e sua voz sairá com mais clareza.

As mãos devem ficar ao longo do corpo ou descansadas acima da linha da cintura, para estarem mais próximas do gesto. Não fique brincando com objetos.

Mantenha um ritmo em seu movimento: movimente-se, pare, fale, movimente-se.

Quando for ler algo, olhe 50% do tempo para o papel e 50% para os ouvintes. Neste caso, a sua voz, gestos, e fisionomia devem ser mais expressivos para que a atenção dos alunos não disperse.

Olhe para os alunos. O contato visual é muito importante. Passeie o olhar, olhando para todos. Olhe nos olhos dos alunos e não para a testa ou por sobre as cabeças.

A face deve transmitir interesse, simpatia, entusiasmo e alegria.

Os olhos devem estar impregnados de sentimentos e emoção. O que você fala deve ser transmitido através deles.

Sorria sempre, mas com o coração. O sorriso abre espaço para a amizade e a fisionomia alegre contagia o ambiente. Quando você sorri, está dando liberdade para seus alunos sorrirem também.

Quando há grande distância entre o professor e a última fila da sala de aula, a movimentação e os gestos devem ser mais amplos.

Busque a expressividade. Quanto mais expressivo o professor, maior o carisma.

Seja bem humorado. Um toque de humor deixa o ambiente menos formal e cativa os alunos. Quando o professor “brinca”, os alunos relaxam e se sentem mais próximos, gerando uma atmosfera amistosa.

No teste abaixo você conseguirá detectar o canal predominante da sua comunicação:

1. Eu gostaria de fazer este teste:
a) por escrito
b) verbalmente
c) realizando tarefas

2. Para me agradar é só me dar algo:
a) bonito
b) sonoro
c) útil

3. Eu tenho mais facilidade em recordar nas pessoas:
a) a fisionomia
b) o nome
c) as atitudes

4. Aprendo mais facilmente:
a) lendo
b) escutando
c) fazendo

5. Atividades que mais me atraem:
a) fotografia/pintura
b) música/oratória
c) escultura/dança

6. Na maioria dos momentos, eu prefiro:
a) observar
b) escutar
c) fazer

7. Recordando os momentos felizes, vêm-me à mente:
a) as cenas
b) os sons
c) as sensações

8. Durante as férias, gosto de:
a) visitar lugares bonitos
b) repousar em lugares silenciosos
c) participar de atividades físicas

9. Valorizo nas pessoas, principalmente:
a) a aparência
b) o que elas dizem
c) o que elas fazem

10. Acho que alguém gosta de mim quando:
a) dá presentes
b) faz elogios
c) tem atitudes positivas comigo

11. Das três ações seguintes, prefiro:
a) focalizar
b) sintonizar
c) movimentar

12. Valorizo mais:
a) o aspecto
b) o ritmo
c) a coordenação

13. Meu carro preferido é:
a) charmoso
b) silencioso
c) confortável

14. Quando estou interessado em algo, procuro:
a) olhar bem
b) ouvir com atenção
c) participar

15. Para decidir, utilizo mais:
a) o que vejo
b) o que escuto
c) o que sinto

16. O que mais me incomoda:
a) luminosidade forte
b) barulho
c) coceira

17. A qualidade que mais me agrada é:
a) colorido
b) afinado
c) saboroso

18. A característica fundamental em uma peça de teatro é a:
a) iluminação
b) eloquência
c) gesticulação

19. Meu passatempo favorito é:
a) observar o belo
b) ouvir sons harmoniosos
c) dançar ou fazer exercícios

20. O programa que eu escolheria com mais gosto seria:
a) visitar uma exposição
b) ir a um concerto
c) ir a um parque de diversões

Conte quantas vezes você indicou cada letra e passe os totais para o quadro a seguir:

a) VISUAL
b) AUDITIVO
c) CINESTÉSICO

O maior resultado indica seu canal de percepção predominante e o menor mostra em que aspectos você precisa melhorar em sua comunicação.

Fonte: Revista Profissão Mestre

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6 Maneiras de aumentar a participação de seus alunos

Publicado por Editor em 2007/03/04

por Júlio Clebsch

Cenário 1:
Os alunos estão sentados, em fila, prestando atenção na aula. Você faz uma pergunta, e ela fica ecoando na sala. Silêncio absoluto. Você repete a pergunta, de outra maneira. Tenta em Inglês e Portunhol, quem sabe… a única reação foi uma tosse de um aluno.

Cenário 2:
Seus alunos estão falando, animados, participando da aula com toda a vontade. Prestando atenção no que eles dizem, você tenta descobrir o que o Marcelinho Carioca tem a ver com a matéria de Química, e onde esses dois assuntos se encaixam na discussão sobre o penteado novo da Soninha.

Você já viu essas duas situações por aí, professor. Agora, uma classe que participe ativamente da matéria, enriquecendo o aprendizado e tornando seu trabalho mais fácil é difícil de ser encontrada. Elas não nascem prontas, mas podem ser desenvolvidas. Algumas técnicas para você.

1 – Quem pergunta quer saber
Fazer uma pergunta e esperar a resposta é uma das maneiras mais simples de se conseguir uma interação maior de seus alunos. Porém, no início pode ser difícil conseguir que alguém participe. Algumas vezes, será necessário sortear um aluno para responder. Após conseguir a primeira participação, esforce-se para manter o interesse de sua turma:
- Repita e certifique-se. Fale algo como: “então, o que você está dizendo é que…” a seguir, peça para o aluno desenvolver mais a idéia, se necessário, ou se alguém concorda ou discorda da afirmação.
- Elogie quando necessário. Agradeça ao aluno que trouxer alguma nova informação ou participação interessante à sala de aula.
- Participe ativamente. Se a discussão não estiver rendendo, dê ao grupo novas informações, use o humor, dê e peça exemplos práticos daquilo que está sendo estudado.

2 – Informação
Antes de começar uma discussão sobre algum assunto, explique o que vai ser feito e por quê. Ninguém gosta de ficar em suspense, sem saber o que irá acontecer. Explique a seus alunos que a discussão irá permitir que todos entendam melhor a matéria, diminuindo o tempo necessário para estudos em casa, por exemplo. Informe também o tempo disponível para aquela atividade.

3 – Desafie
Poucas coisas garantem mais participação em sua aula do que algo dito em tom de desafio. Inspire-se nos programas de perguntas e respostas da televisão, faça com que a turma encare dar uma resposta como uma questão de honra. Tive um professor que começou o ano letivo afirmando que, durante as aulas dele, estaríamos concorrendo a “milhões em pontos”. E, realmente, de vez em quando ele fazia uma pergunta valendo meio ponto a mais na prova. Foram poucas vezes, mas garantiu a participação de todos e, de quebra, reduziu o número de faltas.

4 – Denúncias anônimas
Circule folhas de papel onde os alunos possam responder suas questões sem serem identificados. Esta tática é útil quando o assunto envolve questões éticas ou você quer respostas sintéticas. Também faz com que todos se manifestem, o que pode estimular a participação, uma vez que todos percebem que você realmente quer a opinião deles.

5 – Use a imaginação
“Se eu fosse prefeito, eu faria…”, “Se eu fosse um bandeirante, eu…”, e outras frases desse tipo são excelentes para garantir a participação dos alunos. Para evitar repetições, peça que cada estudante responda algo que ainda não tenha sido dito.

Profissao Mestre

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7 Dicas para dar aulas melhores

Publicado por Editor em 2007/03/04

por Júlio Clebsch

 

1 – Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso?
Olhe em volta, descubra o que pessoas, nas mais diferentes profissões, fazem para conseguir a atenção dos outros. Por exemplo, ao fazer um resumo de uma matéria, não coloque um “título”; imagine-se um repórter e coloque uma manchete. Como aquela matéria seria colocada em um jornal ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente ser um professor do tipo:
Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra.
IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau. Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido.
Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo.
Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: “Gás Nobre coisa nenhuma”.

 

2 – Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde moram os alunos e como eles vivem – quem vem de um bairro humilde de periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado, apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas primeiras séries cada pessoa tem suas preferências e o grupo assume determinada personalidade.

 

3 – No final das contas (e no começo também)
As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes. Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões:
- Quem é esse professor? Qual seu estilo?
- O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
- Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.

 

4 – Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que tinha que falar, e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior, gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o assunto, em si, é só apresentado no final – se isso.
Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é – simplifique, tanto na linguagem como na escrita. Caso real: reunião de condomínio na praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito.
Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto resumiu a questão em cinco letras:
“AM e FM.”
“Ahhh, entendi.”
Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente “espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.

 

5 – Ponha emoção
Certo, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio, foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de uma aula é feito de:
- 55% estímulos visuais – como você se apresenta, anda e gesticula;
- 38% estímulos vocais – como você fala, sua entonação e timbre;
- e apenas 7% de conteúdo verbal – o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de forma intererssante.
Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe. Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, em que videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia deve ser encarada como aliada, e não inimiga – apresentações multimídia, aparelhos de som, videocassetes – tudo isso pode ser usado como apoio à sua aula.

 

6 – A pedra no sapato
Pode ser a bagunça da turma do fundão. No ensino médio e superior, pode ser aquele aluno que duvida de tudo o que você diz pelo simples prazer de duvidar. Ou pode até ser um livro esquecido, ou computador que resolve não funcionar.
De qualquer maneira, grande parte do sucesso de sua aula depende de como você lida com esses inesperados. Responda a uma pergunta de maneira rude ou desinteressada, e você perderá qualquer simpatia que a classe poderia ter por você. Seja educado e solícito – a pior coisa que pode acontecer a um professor é perder a calma.
A razão é cultural e muito simples: tendemos sempre a torcer pelo mais fraco. Neste caso, seu aluno. A classe inteira tomará partido dele, não importa quem tenha a razão.
Se um discípulo fizer um comentário rude, repita o que ele disse e fique em silêncio por alguns instantes – são grandes as chances de ele se arrepender e pedir desculpas. Se for preciso, diga algo como “Estou pensando no que você disse. Podemos falar sobre isso após a aula?” Outra forma de se lidar com a situação é responder a questão na hora, ponderadamente – e para toda a classe, não apenas para quem perguntou. Termine sua exposição fazendo contato visual com outro aluno qualquer, por duas razões – a expressão dele vai lhe dizer o que a turma inteira achou do que você disse, ao mesmo tempo que desistimula outras participações inoportunas do aluno que o interrogou.
Não transforme sua aula em um debate entre você e um aluno – há pelo menos mais 20 e tantas pessoas presentes que merecem sua atenção.

 

7 – Pratique
Sua aula, como qualquer outra ação, melhora com o treino. Muitos professores se inteiram da matéria, e só treinam a aula uma vez – exatamente quando ela é dada, na frente dos alunos. Não é de se admirar que aconteçam tantos problemas com o ritmo – alguns tópicos são apresentados de maneira arrastada, outras vezes o professor termina o que tem a dizer 20 minutos antes do final da aula. Sem falar nos finais de semestre em que se “corre” com a matéria.

Só há uma maneira de evitar tais desastres. Treine antes. Dê uma aula em casa para seu cônjuge/filhos ou, na falta desses, para o espelho. Não use animais de estimação, são péssimos alunos – seu cachorro gosta de tudo o que você faz e os gatos têm suas próprias prioridades, indecifráveis para as outras espécies. E o que se busca com o treino é,principalmente, uma crítica construtiva.

 

Profissao mestre

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