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O blog da Escola Bíblica Dominical

Posts de Fevereiro, 2007

Personal Spiritual

Publicado por Editor em 2007/02/27

por Gedeon Freire

A polêmica sobre títulos eclesiásticos pode piorar ainda mais. Pois se você acha que pastor, presbítero, diácono, bispo, profeta, missionário, apóstolo é muito título, prepare-se pois tem um novo profissional na praça: o personal spiritual. Mas é bom a plebe não se entusiasmar, pois o profissional da espiritualidade não é para qualquer bico. Apenas para almas necessitadas e abastadas. Em português claro: só para quem pode pagar. É uma categoria apenas para celebridades, ricos, famosos, emergentes, vips. Se você não estiver nesta lista, acomode-se com seu pastorzinho simples que tem uma igreja inteira para cuidar. I´m sorry, periferia!

O tipo não é brincadeira. Tem gente distribuindo cartão de visita com seu ilustre nome e abaixo com a singela designação de profissional da espiritualidade. Com tanto vidente, mistagogo, guru, profeta e charlatão na praça a concorrência vai aumentar.

Espiritualidade prêt-à-porter. Ele ora com você, lê a Bíblia com você, intercede com você, discerne o mundo espiritual com você, medita com você, mas principalmente, ora, lê a Bíblia, medita, discerne e medita POR você – afinal, ele é pago para isto! Acabou aquele tempo desperdiçado em procurar versículo bíblico para seu deleite espiritual. Os textos escolhidos são a sua cara. Ele fica à sua disposição qualquer dia e hora e está pronto para qualquer eventualidade. Se você precisa de apoio, ele dá; palavra de incentivo, ele profere; de um texto encorajador, ele encontra; de uma oração especial e forte, ele faz; de um alívio para o stress, ele providencia; de uma exortação dura… quanto você está pagando mesmo? Afinal, agora você não precisa perder tempo com oração, meditação da Palavra. Você paga alguém para fazer isto, enquanto ocupa seu preciso tempo no spa, no golfe, recebendo e enviando emails, acompanhando os resultados da bolsa de valores. Ele fica com as obrigações e você com as liberações. Se não funcionar, no próximo Culto dos Empresários você contrata outro.Pai-de-santo-gospel. Como ele tem muito mais poder/axé, está muito mais aparelhado na guerra espiritual/demanda, tem muito mais habilidade na oração/oferenda, tem muito mais cacife na intercessão/despacho, tem muito mais fé/magia, e tem mais força espiritual/ebó. Ele é a pessoa/guia mais indicada. Quanto mais caro, maior sua força. Como disse Maquiavel, “os príncipes sabem por quanto são vendidos”.Isto lhe parece absurdo ou algo como o fim dos tempos?

Relaxe, o livro de Eclesiastes diz que não há nada de novo na terra. Afinal, esta sempre foi a função da feitiçaria: manipulação e intermediação divina. Ou tentativa de. Não sei por que me lembrei do episódio de um grupo de profetas de aluguel que um canalha de um rei mantinha para lhes falar coisas boas, enquanto o profeta de Deus estava preso. Coincidência, não? Os profetas de aluguel – que, modernamente, poderíamos chamar de personal spiritual – sempre viveram nababescamente desfrutando das riquezas dos palácios. Nossa capacidade babaca de deslumbramento com qualquer balangandã com pedigree made in EUA é infinda. Afinal estamos no apogeu do gospel. (E eu escrevendo num site…). Mas alguém precisa pagar royalty para Eva, no Paraíso, pois ela foi a primeira a ter seu personal spiritual.http://www2.uol.com.br/bibliaworld/entrenos/index.htm

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Livro em destaque

Publicado por Editor em 2007/02/26

EVANGELHOS QUE PAULO JAMAIS PREGARIA

Se você já leu “Erros que os Pregadores Devem Evitar”, deste mesmo autor, certamente lerá este livro. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria aborda, biblicamente e de forma bem humorada, as distorções doutrinárias.O autor refuta os “novos evangelhos” e faz um alerta sobre os ventos de doutrina, sendo que no livro, o próprio apóstolo Paulo faz estas observações… como personagem ativo da história!Formato: 14,5 x 22,5cm192 páginas

Autor: Ciro Sanches Zibordi

www.cpad.com.br

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Evangelho e cultura

Publicado por Editor em 2007/02/26

REVISTA SOMA: Evangelho e cultura

Muita gente se lembra das duas reportagens no “Fantástico”, programa de variedades veiculado pela Rede Globo de Televisão, sobre o caso de duas índias recém-nascidas na tribo Suruwahá, no Amazonas, que, por estarem doentes, deveriam ser sacrificadas, segundo o costume da tribo, mas que foram salvas pela intervenção de missionários da Jocum (Jovens com uma Missão) que trabalham com aquele povo. [LER]

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A missão social da Igreja

Publicado por Editor em 2007/02/23

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Cristianismo de consumo

Publicado por Editor em 2007/02/19

CHAMADA DA MEIA NOITE

O que quero dizer com cristianismo de consumo? Em termos gerais, é qualquer tentativa de construir o Reino de Deus ou edificar o cristão individual (ou atrair o convertido potencial ao cristianismo) por meios e métodos que apelam à carne – ou seja, o coração enganoso e egoísta do homem. O começo de tal cristianismo consumista foi no jardim do Éden quando Satanás manipulou Eva para que desobedecesse a Deus, deixando que ela cresse, no entanto, que estava aperfeiçoando a si mesma (Gn 3.1-6).

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Jesus entre os canibais

Publicado por Editor em 2007/02/19


REVISTA POVOS

É incrível imaginar uma comunidade ondeseres humanos comem outros seres humanos. Mais difícil ainda é imaginar que isso ainda acontecenos dias atuais onde a sociedadeinternacional é pautada pela tecnologia e leis civilizadas. É oque acontece as tribos de Papua-Nova Guiné. A pergunta que fazemos é: É possível o evangelho de Jesus transformar povos que vivem assim tão primitivamente? Saiba lendo essa nova edição de POVOS

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Um trocadilho para Deus

Publicado por Editor em 2007/02/15

Cristianismo velho em um mundo novo ou mundo velho em um cristianismo novo?

por Valmir Nascimento

Charles Colson referindo-se à igreja da atualidade disse que “o inimigo está entre nós. Ele se infiltrou de tal modo em nossas linhas que muitos simplesmente já não conseguem distinguir entre o amigo e o inimigo, entre a verdade e a heresia”.

Hank Hanegraaf chamou isso de “um câncer que está devorando a Igreja”. Este câncer vem sendo alimentado por uma constante dieta que poderia ser chamada de “cristianismo das refeições rápidas” – belas na aparência, mas fracas em substância.

Dave Hunt denominou esse fato de efeito “cavalo de Tróia”. Segundo ele nem mesmo os mais importantes estudiosos das seitas têm conseguido reconhecer o cavalo de Tróia que penetrou na Igreja e em suas próprias fileiras e as está seduzindo por dentro.”

Inimigos em nossas linhas, câncer em expansão ou cavalo de Tróia são expressões que descrevem a situação da igreja atual, a qual tem deixado idéias do “mundo novo” adentrarem-se além das portas do “cristianismo velho”, efetuando mutações prejudiciais nos alicerces dos fundamentos cristãos e nas bases da fé evangélica; formando assim o que se pode chamar de “mundo velho” dentro de um “cristianismo novo”. Um trocadilho irônico, porém realista. Um jogo de palavras aparentemente imbecil, entretanto, condizente com os fatos contemporâneos.

Não se trata de uma simples brincadeira de vocábulos ou uma dança de sílabas no estilo “tal biscoito vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”. Pelo contrário, refere-se a uma perquirição de elevada importância fazendo-nos refletir acerca da situação do cristianismo frente o mundo moderno.

De volta para o passado
Passados mais de dois mil anos o cristianismo têm conseguido reter os fundamentos estabelecidos pelo Senhor? Em pleno século XXI a igreja moderna têm persistido na doutrina dos apóstolo? A igreja tem influenciado o mundo, ou o mundo tem influenciado a igreja? Esses são os questionamento oriundos do trocadilho em evidência.

Uma rápida olhadela no túnel do tempo é suficiente para notarmos que definitivamente muita coisa mudou desde que Cristo deixou as marcas das suas alparcas pelo chão empoeirado da Palestina. Muita diferença existe daquele contexto em que Paulo iniciou a pregação do evangelho mundo afora.

Para comprovar, retornemos ao tempo dos Apóstolos, especificamente no contexto de Atos 11:26: “E sudeceu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.

O texto bíblico faz referência à primeira vez que o nome cristão é utilizado, o qual é atribuído aos que seguiam as doutrinas de Cristo; àqueles que eram discípulos do Carpinteiro que transformou vidas, efetuou milagres e padeceu sobre a cruz.

Naquela época seguir o Filho de Deus e fazer parte do grupo dos cristãos não era a melhor opção em termos sociais. Quando alguém se dizia cristão é como se gritasse aos quatro ventos: “Aceitei a Jesus, que venham as perseguições, a fome ou a espada. Para Cristo vivo e por Ele morro”. Tinham a plena convicção de que haviam escolhido o caminho estreito e que haveriam de passar por dificuldades e enfrentar perseguições, por amor ao nome de Cristo.

De olho no presente
O tempo passou, a perseguição se foi (não completamente, é claro) e o cristianismo aumentou. Agora, ser cristão evangélico está na moda! Abra qualquer revista semanal e comprovarás o que digo. Atualmente, já perdi a conta de quantos matérias já foram publicadas sobre a “fé evangélica”. A exemplo das máquinas fotográficas e dos celulares digitais, ser gospel está em voga: A cada dia surge uma nova denominação, templos abertos, fiéis arrebanhados.

Graças damos a Deus pela obra redentora que têm efetuado nos tempos modernos. A conversão e transformação de pessoas que outrora não tinham a mínima intenção de conhecerem a Cristo, agora, rendem-se aos seus pés. Vislumbra-se, então, o cumprimento das profecias bíblicas. O inicio do fim.

No entanto, a evolução do cristianismo tem intensificado também o número de cristãos nominais. Pessoas que são levadas pela onda e arrebatadas pela emoção passageira. Surgindo, assim, cristãos que não sabem o valor de Cristo; não compreendem os valores do Reino e ignoram as escrituras sagradas. Pensam que epístolas eram as esposas dos apóstolos; que Raiz da Tribo de Jessé serve para fazer chá, e Leão da Tribo de Judá é uma espécie de felino.

Cristãos que buscam vitória ao invés de santificação; bênçãos em detrimento de oração; prosperidade no lugar de humildade; movimentos à avivamento; superficialidade à consistência; shows ao invés de adoração. Pensam que igreja é ponto de encontro e que culto é evento social.

Na liderança aparecem novos profetas-ungidos-visionários: Administradores de igreja, no lugar de pastores de ovelhas. Gerentes eclesiásticos, ao invés de servidores do próximo. Componentes de organizações ao invés de membros de um organismo. Personal Trainner Espiritual ao invés de ministros do evangelho. Gostam de números, não de vidas. Amam o status, não as almas.

Observa-se continuamente o surgimento de Igrejas, ditas cristãs, que defendem o aborto, fazem apologia ao homossexualismo ou reivindicam um cristo cósmico e de sexualidade duvidosa. Pregam um Deus complacente com os erros e fora dos padrões bíblicos. Reivindicam bênçãos e prosperidade. Requerem dinheiro, carros e mansões.

Nesse contexto atual, ainda, muitos lideres enveredaram-se pelos caminhos das estratégias de mercado para arrebanharem mais seguidores, ou aderiram ao movimento chamado “a igreja ao gosto do freguês” conforme denominou T. A. McMahon; que segundo ele tem invadido muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing voltadas para os “consumidores espirituais”, enfatizando, desta forma, os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do “consumidor” como seu principal ponto de interesse, cuja principal abordagem centra-se na gratificação imediata, nas bênçãos terrenas e no “sentir-se bem consigo mesmo”. Nesse compasso, as assim chamadas “megaigrejas” adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica, auditórios para concertos e produções teatrais e franquias do McDonalds tudo para agradar os seus “clientes”.

Cristianismo velho em um mundo novo ou mundo velho em um Cristianismo novo?

Feitas essas considerações é perfeitamente possível verificar as diferenças existentes na pergunta-trocadilho proposta “Cristianismo velho em um mundo novo ou Mundo velho em um Cristianismo novo?”.

Cristianismo velho em um mundo novo é luz que resplandece nas trevas. Mundo velho em um Cristianismo novo são sombras que escurecem o interior do templos.

Cristianismo velho em um mundo novo é o sal que tempera a terra. Mundo velho em um Cristianismo novo é corrupção generalizada no seio eclesiástico.

Cristianismo velho em um mundo novo é o evangelho em expansão levando a mensagem da salvação a todas as criaturas. Mundo velho em um Cristianismo novo são ideologias humanistas introduzidas no âmago das boas novas.

Cristianismo velho em um mundo novo são discípulos que vivem (e morrem) pela causa do Mestre. Mundo velho em um Cristianismo novo são consumidores em busca de “produtos espirituais”.

Cristianismo velho em um mundo novo são os olhos voltados para a cruz de Cristo. Mundo velho em um Cristianismo novo é o coração voltado para os bens terrenos.

Cristianismo velho em um mundo novo é o Pedro que se arrepende. Mundo velho em um Cristianismo novo é o Judas que se enforca.

Cristianismo velho em um mundo novo é gratidão. Mundo velho em um Cristianismo novo é requerimento.

Enfim.

Cristianismo velho em um mundo novo é Deus no controle. Mundo velho em um Cristianismo novo é o homem no comando.

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Batalhando pela fé

Publicado por Editor em 2007/02/11

 por T. A. McMahon

Originalmente, Judas pretendia compartilhar com seus companheiros crentes as questões da fé comuns a todos eles. Mas, o Espírito Santo o redirecionou a um assunto de maior urgência. Questões da fé “uma vez por todas… entregue aos santos” estavam sendo tanto sutilmente solapadas como profundamente pervertidas. Hoje em dia acontece o mesmo que naquele tempo. Todos os santos (isto é, cristãos – Ef 1.1; Cl 1.2, etc.) devem batalhar diligentemente pelos ensinos da fé “dados por inspiração de Deus” (comp. 2 Tm 3.16).

O que é batalhar diligentemente?

Batalhar diligentemente por algo não é uma atividade de menor importância. A passagem paralela normal desse versículo é 1 Timóteo 6.12: “Combate o bom combate da fé…” Em ambos os casos, o sentido é de trabalhar fervorosamente, ou esforçar-se, como um atleta que irá participar de um evento esportivo. A analogia do esporte oferece uma ilustração muito clara: bons atletas têm que treinar com vigor para atender às exigências do seu esporte. Da mesma forma, um cristão dedicado deve condicionar-se espiritualmente para atender à exortação de Paulo: “Exercita-te pessoalmente na piedade” (1 Tm 4.7). Paulo usou freqüentemente a correlação entre os esforços dos atletas e o andar dos cristãos para mostrar que a vida de um crente renascido não tem por objetivo a passividade. Ela requer treinamento espiritual, que inclui muitas das qualidades demonstradas por um atleta superior: diligência, dedicação, auto-disciplina, disposição de aprender, etc. Entretanto, do mesmo modo como no cenário esportivo dos nossos dias, muitos de nós se dedicam a ser espectadores – não necessariamente “inativos”, mas definitivamente não jogadores.

Muito freqüentemente a reação à exortação de Judas é dizer que é melhor “deixar o batalhar pela fé para os especialistas”, isto é, para os estudiosos, os teólogos, os apologistas ou autoridades em seitas. Há no mínimo dois problemas com tal idéia. Em primeiro lugar, as palavras de Judas não foram escritas a especialistas em teologia, mas “aos chamados, amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo” – ou seja, a todos os Seus “santos” (Jd 1,3). Em segundo lugar, um dos principais aspectos da batalha pela fé está relacionada com o desenvolvimento espiritual de todo santo. Em outras palavras, batalhar pela fé não é somente para especialistas em seitas, nem envolve necessariamente argumentar ou confrontar os outros. Batalhar pela fé deveria ser o padrão de vida espiritual de todo crente (comp. 1 Pe 3.15).

O desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus

Batalhar diligentemente pela fé requer o desejo de estudar diligentemente a Palavra de Deus. Jesus estabeleceu um programa de crescimento para todos que se entregaram a Ele: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (Jo 8.31). Em 2 Timóteo 2.15, Paulo acentua o exercício prático, diário, de todo crente: “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” O coração do cristianismo é um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Estudar e aplicar as Escrituras é a forma principal de desenvolver nosso relacionamento pessoal com Ele; trata-se de conhecê-lO através da revelação dEle mesmo.

A necessidade de conhecimento

Batalhar diligentemente pela fé exige conhecimento. Não precisamos nos tornar especialistas antes de compartilhar a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”, mas devemos ser diligentes em nossa busca do conhecimento do Senhor. Se bem que se tente fazê-lo muitas vezes, é completamente insensato tentar batalhar por algo sobre o que não se está informado. Salomão escreveu: “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento, e se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a tua voz, se buscares a sabedoria como a prata, e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria, da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos, e escudo para os que caminham na sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos” (Pv 2.1-8).

A prática diligente do discernimento

Batalhar pela fé requer a prática diligente do discernimento. Em Hebreus 5.13-14 está dito: “Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” O “leite” e o “alimento sólido” desses versículos são metáforas que se referem ao crescimento espiritual; limitar-nos a uma dieta e a atitudes de crianças espirituais inibe nosso desenvolvimento espiritual. Entretanto, os que exercitam suas faculdades pelo estudo da Palavra de Deus crescerão em discernimento, não continuando “meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.14).

A disposição de aceitar correção

Batalhar diligentemente pela fé exige que tenhamos a disposição de aceitar correção. Corrigir, entretanto, não é um procedimento “psicologicamente correto” em nossos dias, tanto no mundo quanto na Igreja. A correção é considerada uma ameaça à auto-imagem positiva por muitos que promovem a teologia humanista da auto-estima. É incrível como tal mentalidade mundana influenciou fortemente aqueles que deveriam ser separados do mundo e cujos pensamentos deveriam refletir a mente de Cristo. Mesmo uma pesquisa superficial da Bíblia revela exemplos e mais exemplos de correção, que atualmente seriam vistos como potencialmente destrutivos do bem-estar psicológico das pessoas! Será que a “auto-estima” de Pedro foi psicologicamente danificada e tanto sua auto-imagem como a imagem do seu ministério foram irreparavelmente prejudicadas pela correção pública de Paulo? Foi o ministério de Pedro considerado acabado pela maioria da igreja primitiva porque Paulo não foi suficientemente sensível (ou, bíblico – deixando supostamente de considerar Mateus 18) para ter um encontro particular com Pedro? Não é essa a maneira como muitos na Igreja vêem as coisas atualmente? E o que dizer do trauma sentido pelo ego dos publicamente corrigidos: Barnabé (Gl 2.13), Alexandre (2 Tm 4.14-15), Figelo e Hermógenes (2 Tm 1.15), Himeneu e Fileto (2 Tm 2.17-18), Demas (2 Tm 4.10), Diótrefes (3 Jo 9-10) e outros?

A correção é essencial para a vida de todo cristão. Em sua segunda carta a Timóteo, Paulo orientou seu jovem discípulo a respeito do valor das Escrituras para a correção (como também para a repreensão!), “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-17). A correção tem que começar em casa, isto é, deve haver a disposição não somente de sermos corrigidos por outros, mas também o desejo de corrigirmos a nós mesmos. A admoestação “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Co 13.5) não pede uma avaliação pública; ela requer que analisemos a nós mesmos e então façamos o que for necessário para colocar as coisas em ordem diante do Senhor. Sem a disposição de considerar a possibilidade de uma “trave” em nosso próprio olho, a hipocrisia dominará em qualquer correção a outra pessoa.

Obediência às normas

Batalhar diligentemente pela fé requer obediência às normas. Enquanto alguns evitam praticar a correção segundo as Escrituras, outros a usam como um grande porrete, dando com ele em qualquer um que parecer não concordar com seus pontos de vista. As Escrituras nos dizem que (no contexto dos galardões celestiais) aqueles que competem por um prêmio serão desqualificados a não ser que sua conduta siga as normas do evento (2 Tm 2.5). Isso também deveria ser aplicado ao modo como batalhamos pela fé, especialmente no que se refere à correção mútua. A primeira e mais importante norma é o amor. Correção bíblica é um ato de amor, ponto final. Se alguém não tem em mente o interesse maior de uma pessoa, o amor não está envolvido. Se o amor não é o fator motivador da correção, o modo de agir não é bíblico.
A maneira como nos corrigimos mutuamente é uma parte importante das “normas” da batalha pela fé: “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade” (2 Tm 2.24-25). Entretanto, uma repreensão severa também pode ser bíblica; nas Escrituras há abundância de tais reprovações e repreensões quando a situação as exigia. Mas elas nada têm em comum com correção acompanhada de sarcasmo, humilhação, ataques ao caráter pessoal ou qualquer outra coisa que exalte quem corrige ao invés de ministrar àquele que está sendo corrigido. É irônico que o humor dominante (TV, quadrinhos, etc.) dessa geração profundamente consciente da “auto-estima”, ego-sensível, seja o sarcasmo, especialmente a humilhação. Fazer alguém se sentir inferior tornou-se a maneira preferida de elevar a própria auto-estima.

Um teste simples de correção bíblica é o nível de presunção por parte de quem a pratica. Se houver qualquer indício dela – ele falhará. Outro teste rápido é o termômetro das “maneiras desagradáveis”. Se aquele que corrige trata os outros com maneiras que ele mesmo não aceitaria – ele é parte do problema, não a solução bíblica.

Conhecer pelo que se batalha

Batalhar diligentemente pela fé envolve conhecer pelo que se batalha. Aquilo que envolve a subversão do Evangelho, especialmente das doutrinas principais relacionadas com a salvação, exige nossa séria preocupação e atenção. O livro de Gálatas é um bom exemplo. Os judaizantes estavam coagindo os crentes a aceitar um falso evangelho, isto é, adicionando certas obras da lei como necessárias para a salvação. Paulo os repreendeu duramente, como também instruiu Tito a fazê-lo (Tt 1.10-11,13). No mesmo espírito, argumentamos com os que promovem ou aceitam um falso evangelho para a salvação (mórmons, adeptos da Ciência Cristã, Testemunhas de Jeová e católicos romanos, entre outros).

Enquanto certas questões podem parecer não estar relacionadas com o Evangelho, elas podem subverter indiretamente a Palavra de Deus, afastando os crentes da verdade e inibindo dessa forma a graça necessária para uma vida agradável ao Senhor. A psicoterapia, por exemplo, é um dos veículos mais populares para levar os cristãos a buscar as soluções ímpias dos homens (e, portanto, destituídas da graça).

Saber quando evitar confrontos

Batalhar pela fé também requer que saibamos quando evitar confrontos. O capítulo 14 de Romanos trata de assuntos em que a argumentação se transforma em contenda. Paulo fala de situações em que crentes imaturos criavam polêmicas em torno de coisas que não tinham importância. Alguns estavam provocando divisões por discutirem quais alimentos podiam ser comidos ou não, ou quais dias deviam ser guardados ou não. Nesses casos, o conselho da Escritura é: há certas coisas que não devemos julgar, pois se trata de questões sem importância, que não negam a fé, e são assuntos a serem decididos pela própria consciência (v. 5). Somente o Senhor pode julgar o coração e a mente de alguém no que se refere a tais assuntos.

Quando Jesus discutiu os sinais dos últimos tempos com Seus discípulos no Monte das Oliveiras (Mt 24), o primeiro sinal que Ele citou foi o engano religioso. Sua extensão atual não tem precedentes na História. Somente esse fato deveria tornar nosso interesse em batalhar diligentemente pela fé uma das maiores preocupações. Isso também significa que há tantos desvios da fé (1 Tm 4.1) a serem considerados, que poderá ser necessário estabelecer prioridades pelo que e quando vamos batalhar. No que se refere ao nosso próprio andar com o Senhor, devemos examinar qualquer coisa em desacordo com as Escrituras, fazendo as necessárias correções. Entretanto, quando se trata de ensinos e práticas biblicamente questionáveis, sendo aceitas e promovidas por outros, o discernimento pode também incluir a necessidade de decidir quando e como tratar deles. Atualmente, não é incomum ser erradamente considerado (ou, de fato, merecer a reputação) como alguém que “acha erros em tudo”; de modo que a busca da sabedoria e orientação do Senhor é sempre essencial para que nosso batalhar seja recebido de forma frutífera.

Não devemos coagir ninguém

Finalmente, batalhar diligentemente pela fé não é coagir. Muito freqüentemente esquecemos que recebemos nossa vida eterna em Cristo como dádiva gratuita, uma dádiva do insondável amor de Deus que deve ser oferecida aos outros em amor. O amor é destruído pela coação. Se bem que nossa intenção pode não ser impor questões de fé aos outros, é importante verificar regularmente nossos motivos e métodos. O batalhar diligentemente pela fé deve ser realizado como uma oferta de amor. Temos que lembrar que somos meramente canais de tal amor e que, se quisermos que ocorra alguma mudança no coração, ela será realizada através da graça de Deus, a única que garante o arrependimento (2 Tm 2.25-26).

Atos 20.27-31 contém alguns pensamentos que atualmente muitos iriam considerar como desproporcionais na batalha por “todo o desígnio de Deus”. Mas, trata-se das palavras de Deus, comunicadas apaixonadamente pelo apóstolo Paulo aos membros da igreja de Éfeso e a nós: “Atendei por vós e por todo o rebanho… Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.”

Nestes “difíceis” tempos finais (2 Tm 3.1), ore para que todos nós, como Paulo, demonstremos apaixonada preocupação pelo bem-estar espiritual dos nossos irmãos e irmãs em Cristo e pela pureza do Evangelho essencial para a salvação das almas (TBC 8/94).

T. A. McMahon é diretor executivo da missão “The Berean Call” (“A Chamada Bereana”) em

Bend, Oregon (EUA). Ele é co-autor (com Dave Hunt) do livro A Sedução do Cristianismo.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 1996.

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Livro em Destaque

Publicado por Editor em 2007/02/10

LIVRO: NÃO TENHO FÉ SUFICIENTE PARA SER ATEU

Idéias com o objetivo de destruir a fé cristã sempre bombardeiam os alunos do ensino médio e das universidades. Este livro serve como um antídoto excepcionalmente bom para refutar tais premissas falsas. Ele traz informações consistentes para combater os ataques violentos das ideologias seculares que afirmam que a ciência, a filosofia e os estudos bíblicos são inimigos da fé cristã. Antes de tocar a questão da verdade do cristianismo, essa obra aborda a questão da própria verdade, provando a existência da verdade absoluta.

Os autores desmontam as afirmações do relativismo moral e da pós-modernidade, resultando em uma valiosa contribuição aos escritos contemporâneos da apologética cristã. Geisler e Turek prepararam uma grande matriz de perguntas difíceis e responderam a todas com habilidade.

Uma defesa lógica, racional e intelectual da fé cristã.

 

Autores

Norman L. Geisler é pastor, autor e co-autor de mais de 60 livros. Ensina em universidades há quase 40 anos. É doutor em teologia pelo Seminário Teológico de Dallas e doutor em filosofia pela Loyola University. Autor de Introdução bíblica, Eleitos, mas livres; Enciclopédia de apologética e Fundamentos inabaláveis, publicados pela Editora Vida, é presidente do Southern Evangelical Seminary, em Charlotte, na Carolina do Norte, EUA. Frank Turek possui dois mestrados e é doutorando em apologética no Southern Evangelical Seminary, EUA. Seu primeiro livro, também em co-autoria com o dr. Geisler, – Legislating Morality [A legislação da moralidade] ganhou a medalha de ouro da Associação Americana de Editores Cristãos Evangélicos como melhor livro em sua categoria.

Visite a comunidade do livro no Orkut

Fonte: www.editoravida.com.br

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NOVA ERA: feitiçaria em alto nível

Publicado por Editor em 2007/02/10

Por Jossy Soares

As supostas estruturas psíquicas chamadas “chakras” tem mais a ver com o ocultismo oriental do que com ciência. Os “médicos” new ages afirmam que se utilizam dessas estruturas para obter curas diversas nos seus pacientes.

Conceitos de Integração da Saúde Física, Mental e Transpessoal estão sendo colocados como verdade, como uma verdadeira epidemia para a sociedade como se fosse uma verdade comprovada pela ciência. Nesta luta em divulgar o pensamento oriental, sobre vivência holística podemos ver uma verdadeira “rede” de organizações governamentais e não governamentais. Há toda uma influência personificada e curiosamente interligada por trás dessa forma de pensar. As coincidências são estranhas, senão vejamos.
Classifico a tendenciosa transigência da atual sociedade em promover o clímax do antropocentrismo, o homem no centro, o homem-deus, fundido com o meio, rastejante em busca do equilíbrio de tentativa de impor uma ordem espiritual contrária ao cristianismo bíblico. Em suma, a comprovação de que não somente as religiões e grupos de estudos assumidamente esotéricos estão na crista da onda mística, mas nesta estão entrando de cabeça as universidades, as clínicas médicas, as empresas privadas, e as empresas públicas, tipo Sebrae, que funcionam com dinheiro de laicos e teístas. Nessa imensa corrente mística pra frente estão também presentes o “moço do horóscopo”, ”a mulher da bola de cristal”, o “zé da macumba”, as “mães dinah’s” da vida e o inconfundível “ligue-djá”, aquele loiro que arranca 5 milhões de dólares por mês de incautos brasileiros.
Papel aceita tudo, inclusive eventos com nome científico e conteúdo ocultista. Todavia é necessário frisar que nem tudo o que será falado no evento do Sebrae/Aleph será estritamente ocultista, até porque seria muito comprometedor para um órgão de caráter público. Mas é importante frisar que conceitos de Esoterismo, Nova Era, Reiki, Bionergia, Astrologia, Neurolinguística, Medicina Holística, etc., vão, inicialmente, de braços dados com a ciência até ali na frente, quando viram a esquina, suas teorias não encontram respaldo científico para subsistirem, então apelam para o ocultismo, iniciação luciférica, terapias de vidas passadas, magias, horóscopos e o sombrio terreno da Nova Espiritualidade do Século.

O “EU” e a Nova Era

Mais um final de milênio desponta e o misticismo vem mais forte do que nunca. É muito comum escutar expressões do tipo “auto conhecimento, auto-estima, auto-ajuda, auto cura, etc. O prefixo “auto” é colocado para identificar a independência do homem e sua mais cobiçada “descoberta”: o homem também é deus. Esta é decididamente a era do ego, o “eu”, o poder interior, o controle das coisas a partir de si mesmo. É claro que o ser humano deve valorizar-se, afinal de contas ele é a imagem de Deus. Mas colocar-se no lugar do próprio Deus é orgulho fatal do tipo que derrubou a humanidade no Éden. Éden, criação, Deus, Jesus Cristo, Verbo, é exatamente isto que incomoda a Nova Era. John Ankerberg, dedicado pesquisador americano afirma: “o pressuposto básico da terapia de auto ajuda é a suposição de que cada pessoa tem um ‘núcleo divino’, ou ‘eu superior’ que pode ser contatado através de métodos apropriados tais como meditação, visualização, práticas xamanistas, etc.” (Ankerberg, The Facts on Holistic Health). O Cristianismo diz que desde o Éden o homem tem procurado se tornar como Deus, mas sempre tem fracassado. Neste final de milênio, esta seja, talvez, a maior tentativa de todos os tempos do homem ser Deus. Será que vai conseguir?
A Nova Era é um sistema que aglutina pensamentos vários e está presente em todas as atividades humanas. Apesar de várias formas de atuação, seu objetivo é um só: extinguir o Cristianismo. E isto importa em estabelecer uma nova ordem mundial onde valores cristãos são reputados por antiquados. Apesar de no Brasil a Nova Era ainda ser tímida, no mundo seus membros são mais afoitos. Veja a declaração de David Spangler, professor da Universidade de Wisconsin, que escreve no New Age Magazine: “Lúcifer atua dentro de cada um de nós para nos levar à plenitude e, conforme caminhamos para a Nova Era, que é a era da plenitude do homem, cada um de nós, de alguma maneira, é levado a um ponto que chamamos de iniciação luciférica, a porta de entrada pela qual o indivíduo deve passar, se pretender chegar a presença da luz e de sua plenitude. Essa é a iniciação luciférica. É aquela que muitas pessoas hoje, e nos dias futuros, estarão enfrentando, porque ela é uma iniciação à Nova Era.”(David Spangler, Reflections on the Christ, 40/44).

Bioenergia, a “força” da Nova Era

O seriado Guerra nas Estrelas protagoniza bem o mundo da Nova Era. Como os conceitos são relativizados, as forças retratadas em Guerra nas Estrelas são os lados brilhante e sombrio da mesma energia. Deduzindo: Lúcifer no lado brilhante e Satanás no lado sombrio, formam uma só força. Não seria esta a famosa energia vital da Nova Era, a bioenergia anticientífica, que nem de longe submete-se aos conceitos da física quântica ainda que muitos bruxos tentem “orgonizar” tal explicação. Curiosamente George Lucas, o idealizador de Guerra nas Estrelas foi aluno de Joseph Campbell, que disse que dentro dele estava o céu, o inferno e todos os deuses. A escola junguiniana que influencia a psicanálise da Nova Era está no currículum de Joseph Campbell. Dr. Maurice Rawlings, cardiologista do Pentágono afirma: “o inconsciente coletivo de Jung expandiu o conceito freudiano de que a mente humana faz parte do universo. Trata-se do deus dentro do indivíduo e não do Deus Criador. O eu era parte integrante do universo, parte das energias controladas pela força, cuja finalidade era energizar a Nova Era.(…) Se cada um de nós é um deus, existem pelo menos quatro milhões de deuses correndo soltos pela terra, cada um fazendo a sua própria vontade. Sem ninguém para tomar conta, cada um estabeleceria a sua própria verdade.”( Maurice Rawlings, To Hell and Back, Nashville, EUA)
Para a Nova Era o homem tem um poder interior que supre suas necessidades físicas, espirituais e sociais. Este poder pode curá-lo e guiá-lo a uma consciência superior. Tudo que o homem precisa é entrar em equilíbrio com a “energia vital”, que mantém todos os segredos da vida e do cosmo. Assim, desenvolvendo sua auto-estima, “religando-se” a tal bioenergia, o homem se torna um deus. Ora, se o homem pode tudo, porque ele precisaria de um Deus Criador? ou muito menos de se Filho Jesus Cristo? Entretanto, como não pode a Nova Era assustar os incautos no Ocidente Cristão, tenta-se apequenar a Cristo, traduzindo-o como um “espírito de luz”, e não como a “Luz do Mundo”, como “espírito evoluído” e não como o “Verbo que se fez carne”. A Nova Era apresenta um Jesus que não é o da Bíblia, pois o Jesus da Bíblia é o Salvador que garante a liberdade total sem precisar de vedas, avatares, mantras, terapias de vidas passadas, etc. O Jesus da Bíblia define a vida do homem a partir do presente e não com base em traumas do passado. Jesus Cristo garante fazer tudo novo para o homem sem precisar ir em busca de sofrimentos e traumas no passado (2.º Coríntios 5.17).
A bioenergia, conceito coqueluche dos novos feiticeiros, nunca foi provada cientificamente. Todavia, é a base para a manipulação dos visitantes do submundo new age. É necessário percepção acurada para não confundir conceitos dispares. O comportamento dos campos elétricos do corpo humano submete-se à leis da física. Não se pode buscar num sistema físico analogia incompatível como o sistema espiritual. As supostas estruturas psíquicas chamadas “chakras” tem mais a ver com o ocultismo oriental do que com ciência. Os “médicos” new ages afirmam que se utilizam dessas estruturas para obter curas diversas nos seus pacientes. Provando que se trata de operações espirituais, tal procedimento está intrinsecamente ligado a estados alterados de consciência.

Porque feitiçaria?
As práticas da medicina da Nova Era, ou medicina holística, utilizam conceitos de bioenergia e consciência corporal extraídos do nascedouro do ocultismo oriental. A Terapia Reiki é uma antiga técnica japonesa de manipulação de “energias” místicas redescoberta pelo Dr. Mikaousui em 1800. A medicina ayurvédica se apóia numa abordagem hindu do corpo e da vida em geral. Sua dependência do hinduismo a torna atraente para muitos terapeutas da Nova Era. A crença na suposta forma latente de energia adormecida kundalini (do sâncrito enrolado) que através da ioga desperta a sai da base da coluna dorsal subindo e ativando os pontos chakras guiando a pessoa ao céu nirvânico, está profundamente comprometida com o paganismo. As serpentes sempre estiveram ligadas ao ocultismo oriental. Buda sentou sobre uma serpente quando escapou duma grande inundação. Os deuses Vishnu, Brahma, e Shiva a trindade do hiduismo têm ligações com serpentes. Shiva o deus da destruição, do hinduismo é conhecido como o “deus das forças” e porta o Rei-Serpente (Bhuja-gendra) no pescoço e aos conceitos new ages.
A Nova Era criou novos termos para perpetuar a feitiçaria em nossa sociedade. Advinhadores são conhecidos como futuristas, possessão demoníaca é traduzida por canalização ou viagem astral, as antigas bolas de cristais deram lugar a pequenos cristais, meditação substituiu auto hipnose, etc. Além disso, os meios de comunicação há muito se filiaram à corrente mística promovendo a Nova Era, sendo vetado outras visões sobre os fenômenos apreciados em suas programações.
Poderíamos provar a falácia da psicologia transpessoal que é um embuste para que a meditação da Nova Era seja ensinada em congressos e nos currículos universitários. Um exemplo claro do grande embuste oculto é a história de Johana Michaelsen, em seu livro A face atraente do mal, editora Candeia. Outro depoimento marcante é do ex-sacerdote brâmane Rabi R. Maharaj, em seu livro Morte de um Guru, editora Vida Nova.
Moisés escreveu: Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha [praticante de magia negra], nem advinhador [cartomante, leitura de mãos], nem prognosticador [médiuns, paranormais, astrólogos], nem agoureiro [hipnotizador, superticiosos], nem feiticeiro [seguidores de satanás, adeptos de culto afro], nem encantador [os que usam tábuas de Ouija, cartas de Tarô, I Ching, pêndulos, psicografias, cristais, talismãs], nem necromante [os que invocam os mortos ou os guias espirituais, ioga, percepção extra sensorial, controle da mente e fenômenos psíquicos], nem mágicos [praticante de ocultismo, bruxos], nem quem conulte os mortos [por meio de sessões espíritas]; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor teu Deus; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança de diante de ti. (Deuteronômio 18.10-12- compilador: Maurice Rawlings) Apesar da parapsicologia tentar explicar esses fenômenos, sempre haverá um momento que o apelo ao sobrenatural é indispensável, e reinos espirituais existe apenas dois: o de Deus, que condena aquelas práticas, e o reino de Satanás.
De forma geral a sociedade está como que seduzida pelo ocultismo oriental deixando que tais terapias tomem conta de nosso mundo, sem nenhum questionamento. A única explicação que concebo é a da Bíblia que fala de um sentimento anticristão no final dos tempos e uma apostasia generalizada, onde os homens deixariam a verdade e voltariam para as fábulas. Isto não é de se admirar pois já tem gente dizendo que acredita em duende.
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Fonte consultada:
1 – Eles viram o inferno – Maurice Rawllings – Multiletra
2 – Os fatos sobre saúde holística e a nova medicina – Weldon e Ankerberg – Chamada da Meia Noite
3 – Entendendo o Oculto – Josh McDowell – Candeia
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Jossy Soares é advogado e Coordenador da Agência Pés Formosos – jossy.soares@uol.com.br

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Cristo, nossa Páscoa

Publicado por Editor em 2007/02/09

por Jossy SoaresA palavra páscoa, segundo o dicionário brasileiro, significa festa anual dos judeus em comemoração à sua saída do Egito, ou festa anual dos cristãos em comemoração à ressurreição de Jesus Cristo. Pesach, do hebraico, pode significar passagem. Para muitos, a passagem do Anjo destruidor sobre os primogênitos do Egito.

Quando se fala de páscoa na atualidade vemos o quanto a nossa sociedade consumista tem se distanciado do real sentido e significado da festa. A páscoa é usada fraudulentamente para satisfazer a hipocrisisa de uma sociedade que tentar esconder sua ganância atrás de ovos, coelhos, velas, sinos e outras miçangas que nada tem a ver com uma festa de tamanho significado para o Cristianismo. Enquanto outros tentam colocar o podre lençol da religião para cobrir seus pecados secretos, embriagando-se num ritual voluptuoso regado a vinho e peixe ainda pensam que estão santificando a si mesmos apenas pelo fato de se absterem um dia apenas da carne nossa de “quase” cada dia, quase pois o Plano Real não está lá essas coisas.
E como se não tivessem nada mais para fazer, ainda carregam, todos os anos, um cristo feio, amarelo, desfigurado e sem vida rua acima, rua a baixo, ridicularizando o meu Jesus que foi morto mas vive para todo sempre. Bem que falou o profeta Isaías: “Nada sabem os que conduzem em procissão sua imagens de esculturas, rogando a um deus que não pode salvar” (Isaías 45.20).Análise do Fato

Os fatos bíblicos nunca aconteceram por acaso. As cerimônias religiosas do Antigo Testamento eram antitipos, símbolos das do que iria acontecer Novo Testamento com a Nova Aliança entre Deus e os homens através do sangue de Jesus Cristo. O que culminou com a formação da Igreja.
A Páscoa foi estabelecida por Deus, quando o seu povo, os judeus, estavam escravos no Egito, padecendo grandes aflições. Deus já havia enviado pragas sobre o Egito devido a insistência do Faraó em não deixar os israelitas saírem para Canaã, a terra prometida. Diante da dureza do Faraó, Deus resolveu ferir a todos os primogênitos do Egito e, devido a tristeza do luto que cairia sobre aquelas terras, Faraó, atemorizado, finalmente deixaria o povo de Deus sair para celebrar a Deus no deserto. Para que os primogênitos de Israel não fossem mortos juntamente com os do Egito, Deus ordenou a Moisés que determinassem à todas as famílias de Israel a matança de um cordeiro de um ano, sem mácula, perfeito, tirassem o seu sangue e com ele pintassem os umbrais das portas das casas. Isto seria o sinal para o anjo destruidor não ferir ninguém naquela casa.

A carne do cordeiro (ou cabrito) seria assada no fogo e no dia 14 do mês todos deveriam comer pães asmos e ervas amargosas. Esta era a Páscoa do Senhor (Êxodo 12.3 a 11). E naquele dia Deus livraria o seu povo do Egito.

Coincidentemente, a Páscoa aconteceu na época em que os pastores egípcios comemoravam a festa da primavera, uma festa pagã que nada tinha a ver com a Páscoa. A Páscoa tinha seus símbolos próprios determinados por Deus: o pão asmo, as ervas amargas e o cordeiro. A festa da primavera tinha seus símbolos pagãos, dentre eles, o coelho, que simbolizava a fecundidade.
A Bíblia afirma que Babilônia, a grande cidade da Mesopotâmia, foi a mãe de toda a prostituição espiritual dos povos. Com ela se prostituíram todas as nações da terra (Apocalipse 18.3). Babilônia tinha um poderoso sistema religioso pagão. Em Babilônia era comum a fabricação de bolos e tortas com a esfinge de divindades do paganismo. O profeta Isaías já protestava contra tal abominação em seu tempo. (Isaías 44.19), Semíramis, conhecida também por Istar era adorada como a deusa da fecundidade. Esta deusa também possuía o título de Rainha do Céu, hoje herdado pela Igreja Romana em tributação a Maria, mãe de Jesus. Deus usou os profetas Jeremias e Ezequiel para protestar contra este tipo de feitiçaria camuflada.

Os judeus estiveram escravos em Babilônia e alguns desobedientes entre eles passaram a festejar os costumes pagãos, desprezando as ordenanças de Deus. Mas a maior contribuição para a profanação da Páscoa deu-se mais tarde quando o cristianismo de Roma aderiu ao Estado. Não só a Páscoa, mais outras festas e ordenanças cristãs sofreram o impacto do paganismo absorvido pela liderança da igreja de Roma. Pois com a queda do poder político de Babilônia, a core religiosa de Babilônia instalou-se em Pérgamo (487 a.c.), que foi chamada por Jesus de Trono de Satanás e, mais tarde, devido Roma ser império mundial, toda a autoridade da ordem eclesiástica pagã de Babilônia ficou sobre o bispo de Roma, Dâmaso (378 d.c.). Assim o líder da igreja de Roma tornou-se o pontífice que resultou ao cristianismo de Roma. Dentre as paganizações sofreu a Igreja Romana, podemos citar o batismo de crianças, velas, sinos, purgatório, imagens, os títulos de Mãe de Deus e Rainha do Céu dados a Mãe de Jesus, títulos estes que eram da deusa Semíramis, e que significavam uma verdadeira blasfêmia à Deus, confira Jeremias 44.15 a 19. Os resultados desse casamento mal sucedido da simbologia cristã com a mitologia mitologia pagã resultou no que é hoje o romanismo: Cristianismo paganizado.

Alguns países herdaram do paganismo o costume de se oferecer durante as confraternizações da primavera ovos cozidos e coloridos com diversas tintas. Como lembranças da renovação de vida, milhares deles eram oferecidos à demoníaca deusa Istar. O coelho era o animal símbolo das festividades pagãs e também era considerado o símbolo da fertilidade na primavera. Depois, Pio XII adotou o ovo como símbolo oficial da Páscoa.O que é realmente a Páscoa para os cristãos

A Páscoa representa para os cristãos o próprio Cristo e seu sacrifício. O cordeiro que Deus mandou Moisés sacrificar já significava Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo (João 1.29). O cordeiro pascoal não poderia ter o mais ínfimo defeito, tinha quer ser perfeito. Jesus jamais teve defeito algum, inclusive nenhum osso seu foi quebrado, mesmo na cruz.
O sangue daquele cordeiro pascoal livrou os israelitas da morte, assim também o sangue de Jesus Cristo livra a todo aquele que nele crer da condenação do pecado e da morte eterna (1º João 1.7).

Como judeu, Jesus celebrou a Páscoa, mas como Cristo, instituiu a Santa Ceia (Marcos cap. 14). A Bíblia afirma “E comendo eles (a Páscoa) , Jesus tomou o pão (a Ceia) e abençoando-o (Marcos 14.22), partiu e disse: tomai, comei, isto é o meu corpo que é partido por vós. Fazei isto em memória de mim” (1º Coríntios 11.24). E semelhantemente procedeu com o cálice. Cristo ordenou que nós os cristãos, celebremos a Santa Ceia até que ele volte (Coríntios 11.26) e isto com pão e vinho.A Páscoa era uma cerimônia para os judeus que eram escravos no Egito. A ceia é uma ordenança para nós que fomos libertos por Cristo da escravidão de pecado e o aguardamos em glória. Assim como aquele sacrifício do Velho Testamento era a Páscoa para os judeus, o sacrifício de Jesus na crus á a nossa Páscoa. Jesus é o Cordeiro Pascoal que foi sacrificado para nos dar a salvação. O apóstolo Paulo entendi muito bem o sentido da Páscoa e disse: Cristo, a nossa Páscoa, foi sacrificado por nós! (Coríntios 5.7)

Para nós, cristãos, a Páscoa não lembra ovos, coelhos, velas, ou qualquer outro mecanismo pagão que sirva o aumento das vendas no comércio desta época. A nossa páscoa é Cristo que nos remiu com o seu precioso sangue (1º Pedro 1.18 e 19). Comamos a sua carne e bebamos o seu sangue para que a sua vida permaneça em nós e mós permaneçamos nele. Nossa páscoas é Jesus Cristo!

Jossy Soares é advogado e Coordenador da Agência Pés Formosos

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O alcance do evangelho

Publicado por Editor em 2007/02/09

Por Marcos Guimarães

O evangelho de Jesus Cristo é impressionante, e seu alcance inimaginável. O calor de sua mensagem é capaz de aquecer o coração frio do mais indigno entre os homens, transformar sua mente e seu caráter. A história de três pessoas narradas no Novo Testamento são relatos vibrantes desta realidade. São elas, Maria Madalena, Zaqueu e o gestor dos tesouros de Candace, rainha dos etíopes. A respeito de Maria Madalena, lê-se nos evangelhos que fora possuída por sete espíritos malignos, mas, ao encontrar-se com Jesus, foi radicalmente liberta.

Desde então, seguiu-o, e a seus discípulos, por onde estes andavam anunciando o reino de Deus. Zaqueu era um coletor de impostos, função tão desprezível aos olhos de seus compatriotas que o Talmude, um de seus livros sagrados, classifica os publicanos (como eram conhecidos os coletores de impostos), como salteadores e assassinos e declara que para tais homens não há chance de arrependimento. Pensava-se que nenhum publicano podia ser homem honesto, tão má era a reputação dos que pertenciam a esta categoria.

Mesmo diante deste cenário, Zaqueu procurou conhecer a Jesus e o recebeu em sua casa, foi tocado por suas palavras, e ficou convencido de sua vida mesquinha de engano e usurpação, tomando logo a decisão de restituir o que havia extorquido através de sua profissão. Nos Atos dos apóstolos, livro histórico do novo testamento, não se registra o nome do etíope que conversou com Filipe, um dos evangelistas da igreja primitiva. Lemos a seu respeito, que era administrador dos bens da Rainha dos etíopes chamada Candace (talvez uma insígnia). Este homem Tinha posição social privilegiada, era culto, considerando que estava lendo o rolo que continha o livro do profeta Isaías, certamente escrito em hebraico ou aramaico (língua falada naqueles dias em Israel).

Este homem havia ido até Jerusalém para adorar a Deus. Regressando o etíope de Jerusalém, Deus moveu Filipe, de modo que este o encontrou e lhe falou a respeito de Jesus, começando pelo livro de Isaías. Ele foi tão profundamente tocado pela mensagem do evangelho, que, tão logo encontraram água pelo caminho, tomou a decisão de ser batizado, e ao ser indagado por Filipe se tinha convicção do que estava por fazer, respondeu com firmeza: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. Os relatos supracitados nos mostram que, a mensagem de Jesus conduz ao arrependimento, atende necessidades e produz fortes convicções. E esta realidade esta disponível pela fé. Ao ser humano cabe crer Nele, buscá-lO com coração sincero e confessa-lO diante dos homens.

A história registra que nos últimos momentos da vida de Napoleão Bonaparte, ele foi enviado a uma ilha que funcionava como prisão, para ali terminar seus dias, tendo se deparado com um exemplar das escrituras sagradas, passou a lê-lo. Após sua morte, encontraram algumas palavras escritas, acerca desta experiência. Acredito que suas palavras acerca de Cristo e de seu evangelho, nos mostrem o seu alcance do ponto de vista de quem se depara com a leitura do Novo Testamento: “tudo em Cristo me deixa perplexo. Seu espírito me intimida e sua vontade me confunde. Entre Ele e qualquer pessoa do mundo, não existe termo possível de comparação.

Ele é verdadeiramente um ser por si mesmo, procuro em vão na história encontrar o semelhante a Jesus Cristo, ou qualquer coisa que se possa aproximar do evangelho. Nem a história, nem a humanidade, nem os séculos nem a natureza me oferecem qualquer coisa com a qual possa compará-lo ou explicá-lo. Aqui tudo é extraordinário!”. Cuiabá, 07/02/2007

marcosguimaraes.mt@gmail.com

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Novas armas, Velhas artimanhas

Publicado por Editor em 2007/02/08

Por Marcos Guimarães

A inconsistência no estudo sistemático das escrituras sagradas e o abandono das doutrinas fundamentais da fé cristã, tem levado muitos cristãos a aceitarem como doutrinas, práticas que após “espiritualizadas” tem sido facilmente assimiladas como doutrinas bíblicas. Estas por sua vez, revestidas de velhas artimanhas tem prejudicado sensivelmente o crescimento espiritual de muitos cristãos.As velhas armas
Durante a caminhada da igreja, identificamos o nosso adversário lançando mão de diferentes armas. Nos primeiros séculos, a mais contundente foi tentar fazer do cristianismo uma mera ramificação do judaísmo, incorporando costumes e práticas judaicas aos novos conversos, tais como, a guarda do sábado, a obrigação da circuncisão e a observação de práticas dietéticas especifícias ao povo judeu.

A segunda arma foi a perseguição. Milhares de cristãos tiveram suas propriedades confiscadas, foram mortos ao fio da espada, jogados às feras, feitos espetáculo deste mundo como assinalou o apóstolo Paulo (1 Cor. 4:9). A igreja venceu e cresceu de maneira impressionante.Paganismo e Secularismo

No limiar do terceiro século da era cristã, houve uma tentativa quase triunfante do inimigo para estagnar ou prejudicar a caminhada da igreja de Cristo, através de duas frentes principais. Quando o cristianismo foi alçado a religião oficial do império por decreto do imperador Constantino, resultou-se em uma organização mística, que cristianizou o paganismo, lançou mão da veneração de ídolos, estabeleceu a figura do “Pai” da igreja, na ocasião o bispo de Roma, uma cópia disfarçada da veneração ao imperador romano; entre outras práticas condenáveis.
Em ação quase simultânea, a doutrina dos apóstolos foi bombardeada pelo agnosticismo, pelo arianismo, entre outros ensinos que tentaram corrompê-la. O apóstolo Paulo alertou Timóteo com insistência (II Tim. 2:15-18). Durante os próximos séculos, o mundo viu a ascendência de uma organização religiosa corrompida e seduzida pelo poder, que estabeleceu dogmas que eram uma tentativa arrogante de suprimir as verdades bíblicas. O cristianismo viveu dias tenebrosos.

As novas armas
As armas diabólicas de hoje, tem um misto de tudo o que já foi usado no passado, aliado à velha artimanha do engano, tais como, a exaltação do espiritualismo e do papel dos anjos, auto-ajuda disfarçada de evangelho, porém, considero que nenhum ensino tem sido tão prejudicial, quanto a onda de “triunfalismo”, que propalada sob a égide da teologia da prosperidade, promove seus veiculadores, estimulam a emoção, produzindo feridas psicológicas e espirituais que podem comprometer seriamente a teologia pentecostal.Vencendo as artimanhas malignas
O apóstolo Paulo nos exorta “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef. 4:14,15)”.

Não vejo outro objetivo de Deus com a igreja na terra, a não ser refletir por ela um ambiente livre de toda sorte de modismos e práticas místicas, para que os pecadores se arrependam e venham ao conhecimento da verdade.
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo (Ef. 6:10,11). Esta é a minha esperança para um ano novo de muitas vitórias espirituais.

marcosguimaraes.mt@gmail.com

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Não somos ilhas

Publicado por Editor em 2007/02/08

Por Marcos Guimaraes

O poeta cristão John Donne citado por Charles Colson, escreveu – “Nenhum homem é uma ilha”. Esta reflexão nos remete, segundo Colson, a um dos grandes mitos dos nossos dias, o de que nós somos ilhas – que as nossas decisões são pessoais e que ninguém tem o direito de nos dizer o que fazer nas nossas vidas particulares.

A sociedade pós-moderna parece evidenciar exatamente este pensamento. Colson reitera que nos esquecemos facilmente de que cada decisão particular contribui para o ambiente moral e cultural em que vivemos, propagando-se em círculos cada vez maiores. Primeiramente, na nossa vida pessoal e familiar, e depois na sociedade como um todo.

Os resultados de decisões egoístas são desastrosos. Vejamos o caso da revolução sexual, a partir daí surgiu o ímpeto por relacionamentos sexuais fora do casamento, responsáveis pela disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, pelo crescente número de abortos e filhos criados em lares sem pai. A promiscuidade homossexual e a prostituição levaram milhares de pessoas à morte por intermédio da AIDS. Mesmo diante deste cenário, e por mais que se passaram quatro décadas, a atividade sexual continua sendo uma decisão de “cada um”.

O escritor C. Colson faz referência em seu livro “O cristão na cultura de hoje” que pesquisas realizadas nos Estados Unidos revelaram que até 70% de todas as doenças são resultado das escolhas do modo de vida. As pessoas sabem que deveriam deixar de fumar, deixar de comer alimentos sem valor nutritivo, e fazer exercícios regularmente. Mas quantos dão estes passos básicos de cuidado preventivo? E quando os seus hábitos não salutares lhes dão uma doença cardíaca, ou câncer de pulmão, eles esperam que o seguro saúde ou o governo os proteja das conseqüências dos seus próprios maus hábitos. Hedonisticamente falando, o prazer do indivíduo está acima do que isto possa significar para a sociedade.

A realidade é que o ser humano quer ser dono de si mesmo. Na concepção do escritor C.S. Lewis essa foi a idéia que Satanás colocou na cabeça dos nossos ancestrais – de que poderiam “ser como deuses” – poderiam bastar-se a si mesmos como se fossem seus próprios criadores; poderiam ser senhores de si mesmos e inventar um tipo de felicidade fora e à parte de Deus. Dessa tentativa, que não pode dar certo, diz o escritor, vem quase tudo o que chamamos de história humana: o dinheiro, a miséria, a ambição, a guerra, a prostituição, as classes, os impérios, a escravidão – a longa e terrível história da tentativa do homem de descobrir a felicidade em outra coisa que não Deus.

O mesmo autor ainda nos lembra que os seres humanos julgam uns aos outros pelas ações externas. Deus, porém, os julga por suas escolhas morais. O apóstolo Paulo reiterou isto quando escreveu aos Gálatas dizendo que Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Daí a relevância de nossas escolhas.

Quando os seres humanos agem deliberadamente contra os princípios morais estabelecidos por Deus no Universo, sem manifestar arrependimento, disse Paulo em sua carta aos Romanos no capítulo primeiro – eles são entregues aos próprios desejos, para desonrarem o seu corpo entre si; Deus os abandona para que realizem as paixões mais infames. No caso das mulheres quando mudam o uso natural, no contrário à sua natureza, bem como os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamam em sensualidade uns para com os outros, homem com homem. Isto evidencia o quanto escolhas individuais irresponsáveis conduzem à perversão e à promiscuidade toda uma sociedade.

Qual a finalidade de nos preocuparmos com nossas ações e nossas escolhas? Elas definirão nosso futuro. Ao contrário do que muitos imaginam, nós não fomos criados somente para esta vida, e sim para a eternidade. Questões como estas levaram Lewis um ex-agnóstico a concluir – há várias coisas com as quais eu não me preocuparia se fosse viver apenas setenta anos, mas que me preocupam seriamente com a perspectiva da vida eterna.

marcosguimaraes.mt@gmail.com

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Conservador, mas não legalista

Publicado por Editor em 2007/02/02

por Jossy SoaresNão podemos negar que, no esmerado zelo para manter os padrões santos da Igreja frente a ameaça mundana que bate à nossa porta, muitos dos nossos tem aberto as portas ao legalismo e negligenciado a graça. A graça é a manifestação do amor de Deus. É doutrina eterna (1.º Co. 13.13; Tt. 2.11). Este o grande diferencial do Cristianismo das religiões deste mundo.

A luta pela preservação dos marcos antigos tem respaldo bíblico (Dt. 19.14) , mas muitos tem abusado desse respaldo para criar preceitos além da Bíblia. Pior: para supervalorizar a tradição em detrimento da graça.

Sou assembleano desde o berço. Aprendi na infância a diferença básica entre doutrina e costume . Enquanto aquela é eterna e universal, este é temporal e regional. Aprendi também que uma boa doutrina gera um bom costume. Este é o abecedário que tem marcado a característica de nossa gloriosa Igreja ao longo desses 90 anos.

A Doutrina Bíblica é sistêmica. Não é pretextual. Não se pode pegar uma citação bíblica de uma carta paulina e aplicá-la como doutrina, sem estabelecer uma relação de tal citação com toda a Bíblia. Por exemplo, a expiação é uma Doutrina porque, uma vez confrontada ao longo da Bíblia, vamos verificar que ela encontra respaldo com o sacrifício que Deus fez para vestir o homem e a mulher (Gn. 3.21), com o Cordeiro que Deus providenciou para subsitutir Isaque (Gn. 22.8,13), com o Sistema Levítico (Lv. 16) e finalmente com a Cruz de Cristo (Jo. 1.29; Rm. 3.24). Se determinada recomendação não é compatível com Sistema Bíblico, não é doutrina. Poderá ser pretexto ou, no máximo, costume.

A observação sectária de costumes sem a compreensão e aplicação da graça e do amor é inútil. Pasmem! mas tal deslize é consuetudinário em nosso meio. Essa visão equivocada é tão viva entre nós que invertemos a ordem das coisas. Por exemplo, quando falamos da tríplice constituição do homem, ao invés de falarmos espírito, alma e corpo, falamos corpo, alma e espírito. Isto é uma demonstração clara de que valorizamos excessivamente o exterior do copo. A santificação exigida em 1.º Ts. 5.23 começa no espírito e prossegue até o corpo. Isto indica que a obra do Espírito começa realmente no interior e não acontece sempre simultaneamente na alma e no Corpo. A mudança exterior antes da mudança interior é anomalia religiosa, não é santificação.

A obra do Espírito na vida da pessoa que se entrega a Cristo é perene. Temos facilidade de fazer juízo de valor sobre determinado irmão porque ele não se adequa aos nossos estereótipos clericais e não vemos que o Espírito Santo se move em seu interior. Tentamos criar limitações à graça de Deus com prerrogativas não-bíblicas, pois só somos ‘espirituais’ para observar o exterior. Se este estiver de acordo com o que pensamos, tudo bem. Alguém pode dizer que o exterior reflete o interior, mas não essa visão que Jesus teve dos fariseus ao chamá-los de Supulcros caiados (Mt. 23.27). Nem sempre o exterior reflete o interior. Jesus não quer somente o coração, como dizem os liberais. Ele nos quer por inteiros. Mas não adianta nada Ter um exterior “enquadrado” e Ter um interior sem graça e amor.

Legalismo no sentido literal é o apego à letra, das proibições impostas pela norma. Os legalistas acham são salvos, por esforço próprio, porque deixaram de fazer isto, de tocar naquilo de não vestir aquiloutro ou de usar o cabelo dessa ou daquela forma, e assim minimizam a graça. Alguém preceitua que tal comportamento é a diferença entre o justo e o ímpio, mas a Bíblia diverge dizendo claramente que a diferença entre o justo e o ímpio é que enquanto este pratica obras da carne, aquele produz o Fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl. 5.22). Este é o verdadeiro sinal do salvo. O legalista é capaz de deprezar alguém simplesmente por não está ‘enquadrado’ em seu sistema, não obstante ter esse alguém as características maravilhosas do Fruto do Espírito. Assim, comprovasse quão mortífero é o caldo do legalismo, como diz Malcolm Smith.

Basicamente as disciplinas legalistas se baseiam no exterior. Você já viu alguém ser discipinado por inimizade? por maledicência? por inveja?, por faccões grupinhos na igreja? Alguém já foi cortado da comunhão porque não ama a seu irmão? Agora tenho certeza que você conhece pelo menos um caso em que uma pessoa foi disciplinada por uma conduta que jamais seria motivo de Jesus discipliná-la. Ah mais isto é Jesus! Mas não é a ele que dizemos imitar?

O legalismo deixa de praticar determinada conduta para obter méritos diante de Deus. O homem espiritual deixa de praticar a mesma conduta para agradar a Deus. O legalista jamais pode ser espiritual, pois no seu íntimo pensa em seus esforços como mecanismo de se chegar a Deus. O homem espiritual reconhece sua fraqueza e inutilidade, sabe que só pode chegar a Deus por causa da Graça. Philip Yancey conceituou bem esse aspecto: “Não há nada que eu possa fazer para Deus me amar mais. Não há nada que eu possa fazer para Deus me amar menos”. Mas o legalista insiste: “eu tenho que pagar o preço”. Como diz o irmão Francisco Daniel, o espiritual prega a “Doutrina” (conteúdo bíblico que produz vida), o legalista prega a “Dotrina”, (preceitos baseados no exterior).

O homem espiritual preocupado com a pressão do mundo à porta da Igreja, resiste contra o mundanismo e resiste na fé, pregando a Palavra e a mudança interior, para que, produzindo o Fruto, o cristão possa dizer não àqueles que querem converter a graça em dissolução. A ação desse homem é pelo Espírito. Este é o conservador.

De pronto rejeito o liberalismo, mas quero dizer que o cristão autêntico é conservador e espiritual. O legalista é apenas conservador, dizima a hortelã, o endro e o cominho, mas esquece a justiça, a misericórdia e a fé (Mt. 23.23). Sejamos conservadores, mas nunca legalistas.

Jossy Soares é advogado, Secretário do Projeto Pés Formosos e membro da AD, Santa Cruz, Cuiabá-MT.

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