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O blog da Escola Bíblica Dominical

Posts de Janeiro, 2007

Estaríamos negligenciando a nossa vocação?

Publicado por Editor em 2007/01/24

por Jossy SoaresHá quase dois mil anos o nosso amado Senhor Jesus Cristo fez um convite para desafiarmos o mundo. Ele disse: vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens! (Mateus 4.19 ). Hoje, no crepúsculo do século XX, cabe a nos refletirmos se estamos de fato ou não empenhados em cumprir esse desafio, e mais ainda se estamos alcançando os resultados esperados.

O Cristianismo proposto por Jesus Cristo não consistia em um amontoado de regras e ritos. Não era um sistema de crenças e praticas cansativas, que só visavam o exterior. Muito menos o Cristianismo tinha objetivo de propor um sistema de partidarismo ideológico onde os vários seguimentos competiam, as vezes até de forma hostil, entre si para crescer e aparecer como o maior grupo, denominação, etc.

Ao contrário de tudo isto, o Cristianismo propunha ao mundo uma melhor esperança (Hebreus 7.19), uma vida dinâmica cheia de fé, obras, santidade e amor. Todos os conceitos da época caíram literalmente diante da superioridade do Cristianismo, que trazia ao mundo a concepção da justificação pela fé sem as obras da lei (Romanos 3.28). Jesus Cristo, de uma forma impressionante, trazia ao mundo morto a vida plena. Contrastava o legalismo do farisaísmo com a misericórdia, a exploração do governo da época com o amor ao próximo, as trevas tenebrosas do paganismo com a verdadeira luz quem vem ao mundo, a fome da multidão com a abundância de pão, a tempestade com a bonança, a condenação com a libertação, a morte com a vida, o amor próprio com a renuncia, a gloria humana com a submissão a Deus. Como falou o Profeta Isaias, ele veio para ser luz aos que estavam em trevas, liberdade aos presos, e apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia do Senhor (Isaías 61.1 e ).

Com a expressão “… vos farei pescadores de homens”, Jesus deixou claro que a humanidade precisava ser pescada, resgatada da sua vã maneira de viver. Isto mostra como Deus vê o homem submergido nas águas turvas do pecado, afogando-se sem esperança. Diante desse quadro Jesus Cristo resolveu passar sua experiência para seus discípulos ensinando-os a pescar almas. O ensino de Jesus consistia em transformar crentes em discípulos. Jesus estava tão interessados que seus discípulos fossem peritos em teologia ou doutrina quanto que suas vidas fossem realmente a evidencia do que se aprendia nas letras. Seus ensinos consistia em pratica, demonstração do amor de Deus em todos os sentidos, ate mesmo para com os inimigos. Outra vez, depois de seus discípulos terem acompanhado toda a sua trajetória, Ele falou: “Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda criatura!” (Marcos 16.16). Pois ele era sabedor de que somente o Evangelho, a Boa Nova, poderia dar vida ao mundo acabado e reconciliá-lo com Deus.

Jesus Cristo não fez restrição quando determinado grupo diferente de discípulos pregava e expulsava demônios em seu nome, apesar das reclamações dos discípulos. Tão somente ele falou que quem não era contra era a favor, quem não espalhava, ajuntava. Notamos que ele não perdeu seu tempo precioso de fazer sua missão para discutir questões de jurisdição eclesiástica. Seus ensinamentos não concordavam que a igreja X prepara-se um plano para se contrapor a igreja Y, sua irmã, tão somente por questões políticas.

O pecador cotinua afogando-se no mar turvo do pecado enquanto lá na praia os pescadores que ainda não aprenderam a lição de Jesus continuam a brigar entre si, indiferente ao clamor dos que perecem, fazendo a equipe de salvamento perder forcas e mostrar-se incapaz de resolver o problemas das vitimas do pecado. Estaria o dono da companhia de salvamento satisfeito com esta situação?

Quando analisamos a frase de Jesus, “ide por todo o mundo”, vemos que a Igreja tem a responsabilidade de conquistar o mundo. Ao invés de perdermos tempo com nugacidades, pieguices e questões irrelevantes, devemos aplicar estratégias de conquistar o mundo. As almas estão ao redor de nos esperando o socorro, enquanto estamos presos nos embaraços e em falta para com a nossa maior vocação que e de ganhar almas. E quase inacreditável, devido seu grau de inadimissibilidade, mas ha igrejas locais ou regionais que ainda não tem um plano de evangelização definido, nelas não ha a menor perspectiva de como se vê hoje a necessidade de usar diferentes métodos de evangelismo face a velocidade de evolução do mundo. Enviar missionários seria inovação nociva para algumas lideranças nessas igrejas. Interessante e que ha recursos para tudo, carros, casas, etc., mas quando se fala de evangelismo, missões e obra social, o dinheiro desaparece. Diz a Bíblia “digno e o trabalhador do seu salário” (Mateus 10.10) e ainda “e dando que se recebe”, por mais que uma igreja não tenha recursos quando ela investe em missões e evagelismo o Senhor abre as janelas do céu e esta igreja passa a ser uma igreja onde recursos jorram como a fonte de um grande rio. Não e de se admirar que já existe hoje uma cobrança por parte da sociedade e de setores políticos, pois determinadas igrejas tem patrimônios invejáveis, e não tem um obra de assistência social pelo menos para atender a comunidade que lhe pertence. Existem ate edifícios sem nenhuma utilidade, enquanto há tanta carência de escolas, postos médicos e moradia. Será que tais lideres sabem o que e depender do atual sistemas de saúde de nosso pais? a esses diz a Escritura em Provérbios: “Procura saber do estado das tuas ovelhas”. Estaria a igreja cumprindo sua missão abrindo as portas de seus templos três a cinco vezes apenas por semana em intervalos inferiores a duas horas enquanto ha milhares de pessoas necessitando de libertação, cura e outros cuidados? Estaria sendo o templo um aprisco permanente ou um abrigo temporário? E o que falar de determinados templos e gabinetes onde o acesso e quase impossível a pessoas comuns como acontece nos grandes centros? Seria o esse ministério agentes de vida ou executivos de uma grande empresa da fé racional?

E diante de um quadro como este que perguntamos se estamos ou não negligenciando a nossa vocação.

Mas agora pergunto: será que realmente os pescadores aprenderam a lição que Jesus Cristo ensinou? e se não aprenderam porque não o procuram para receber uma aula de reforço? Será que a fama e o “status” evangélico os impedem de recomeçar?
Há hoje na Igreja uma multidão de pessoas comuns, crentes cheios do Espirito Santo que estão tendo profundas visões de como expandir a Obra do Senhor, porem as vezes são impedidos pôr seus superiores devidos um leve temor que estes tem de serem superados e esquecidos. Para estes pergunto: Onde esta a renovação do Espirito Santo em vossas vidas? Seriam as aspirações pessoais e as considerações ministeriais mais importante do que o Plano de Deus para com sua Obra? Estariam os protocolos eclesiásticos acima da urgente necessidade de renovação e alcance do mundo perdido? Particularmente acreditamos que o grande poder do Senhor há de manifestar nesses últimos dias e muitos verão que Deus fará verdadeiramente nos compreendermos que operando Ele, quem impedira?

E evidente que devemos pensar na Igreja do Senhor com um Reino uno e poderosíssimo, pois reino dividido contra si mesmo não sub-existe, segundo o próprio Senhor. Não quero aqui justificar que a Igreja de Jesus deva se misturar com denominações que já perderam de vista a santidade, a pureza, os prodígios, os milagres e uma vida piamente aos pés do Senhor. Nem tampouco proponho aceitação dos rebeldes dentro do aprisco, sem um verdadeiro arrependimento e mudança de vida. Combato aqui a atitude de muitos que criam preceitos sem fundamento bíblico para exercer dominação sobre o povo de Deus, levando-o a ter uma vida estéril, como verdadeiros robôs programáveis, sem contemplar a plenitude da liberdade
que e o Cristianismo proposto por Jesus Cristo.
Pecamos ao Senhor que mande Obreiros com visão para sua Seara e que renove a visão dos que estão precisando.

Jossy Soares é membro do Projeto Pés Formosos e trabalha com o GPEU(Grupo Pentecostal de Evangelização Universitária – entidade doutrinariamente assembleiana e que pretende estender-se por todo território nacional observando determinações dos Ministérios locais

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A Escola Bíblica Dominical

Publicado por Editor em 2007/01/09

BÊNÇÃO DE DEUS, RESPONSABILIDADE NOSSA

por Josivaldo de França Pereira

O objetivo deste artigo é chamar a atenção para o valor e importância que devemos dar à escola dominical.
Fundada na Inglaterra pelo jornalista evangélico Robert Raikes, em 1780, a escola dominical foi uma criação que deu certo. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. O casal Robert e Sarah P. Kalley fundou a primeira escola dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855. E a escola dominical existe até hoje!
Não é por acaso que a escola dominical existe até hoje. Ela é parte integrante da Igreja do Senhor Jesus Cristo, de quem temos a promessa de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). A escola dominical é uma bênção de Deus com características próprias, isto é, por mais que uma pessoa participe dos cultos e das atividades da semana de sua igreja, tem coisa que só será aprendida na escola dominical.
Infelizmente não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da escola dominical. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: Ausentando-se da escola dominical quem perde as bênçãos de Deus é você.

A ESCOLA DOMINICALE A RESPONSABILIDADE DO ALUNO

O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas, é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, propriamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual. Não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente “estou aqui”, “cheguei” ou “agora o superintendente não vai pegar no meu pé”. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Ele faz a lição de casa. Lê a Bíblia e sua revista; anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.
É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana; sem sua Bíblia e/ou sem revista. E olha que eu não estou falando dos pequeninos, e sim, de gente grande mesmo! Pode parecer grosseiro de minha parte, mas muitas vezes eu me ponho a pensar: “O que alguém que não leva Bíblia, revista (ou algo semelhante), e que não estuda em casa vai fazer na escola dominical?”. Aprender? Duvido! Não se pode aprender quando o básico é menosprezado.
De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos. É o que eu costumo dizer aos meus alunos, sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim.
Quando o aluno não se prepara em casa, conforme já mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo ganha a classe e o professor também. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer “pecado”) da negligência semanal. É preciso que você aluno reverta esse quadro se porventura está sendo negligente; pois quantas vezes a culpa de uma aula má dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro. É claro que o professor tem suas responsabilidades, como veremos adiante, mas nenhum professor, a menos que esteja doido, teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado.
Seja professor, ou seja aluno, ambos devem fazer tudo para a glória de Deus.

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR

O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha em alcançá-la. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: “…o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7). Paulo recomenda àquele que ensina a dedicação total desse ministério. Dedicação que resultará num progresso constante do professor, quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos; quer seja em relação a sua própria vida cristã.
O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz. Como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de última hora e preparar a aula às pressas nunca dá certo. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor, ele não apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus.
Além de viver o que ensina, o bom professor conhece seus alunos. Ele nunca deve acreditar que basta, por exemplo, pegar a revista e ensinar o que está ali, por melhor que seja o seu trabalho de pesquisa. O professor da escola dominical deve conhecer a sua classe, cada um de seus alunos. É importante que o professor conheça seus alunos, até mesmo para uma transmissão mais natural e eficaz de sua aula.
Quanto ao preparo e a exposição da aula propriamente dito, os editores dos Estudos Bíblicos Didaquê apresentam sugestões preciosas que ajudarão em muito os professores da escola dominical. Com ligeiras adaptações passo a transcrevê-las:
Utilizar sempre a Bíblia como referencial absoluto.
Elaborar pesquisas e anotações, buscando noutras fontes subsídios para a complementação das lições.
Planejar a ministração das aulas, relacionando-as entre si para que haja coerência e se evite a antecipação da matéria.
Evitar o distanciamento do assunto proposto na lição.
Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra oferecendo respostas prontas.
Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas.
No final da aula, despertar os alunos quanto ao próximo assunto a ser estudado, mostrando-lhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar durante a semana.
Depender sempre da iluminação do Espírito Santo, orando, estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instrução de outros.
Verificar a transformação na vida dos alunos, a fim de avaliar o êxito de seu trabalho.
Duas coisas, pelo menos, têm levado muita gente a perder o interesse pela escola dominical hoje em dia, ou seja, a falta de criatividade do professor e dinâmica das aulas. Professor: Faça de sua aula algo interessante; seja criativo, gaste tempo nisso. Criatividade e dinamismo são, em boa parte, o segredo do sucesso do professor eficaz.
É necessário que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministério que Deus lhe deu e que, por isso mesmo, precisa ser realizado da melhor maneira possível. “… o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7).

A ESCOLA DOMINICALE A RESPONSABILIDADE DOS PAIS

A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical é dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assíduos e freqüentes na escola dominical. Os pais que vão somente ao culto vespertino, achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema, certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível, pois, afinal de contas, nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos.
Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial, visto que está diretamente relacionado ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender mais e mais das verdades do Senhor; por outro lado, por causa dos filhos. Perdoe-me a batida na mesma tecla mas isso é importante. Os filhos desejam e precisam ver nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. E isso, por si só, deve ser motivo de reflexão para os pais , pois os pais precisam, pela vida e pela palavra, mostrar aos filhos que a escola dominical é um importante veículo de crescimento espiritual.
Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à escola dominical. Boa parte delas já faz isso durante a semana. Porém, os pais devem passar para os filhos que a escola de domingo também é especial por uma série de razões. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à escola dominical, apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana, ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Esse é um tipo de compaixão que não procede. É nessa hora que os pais, amigavelmente, devem mostrar aos filhos que a escola dominical é especial para toda a família.
Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. Quando perguntei a uma irmã porque não trouxe o filho, que na época devia ter cinco anos de idade, ela me respondeu: “Ele não quis vir”. Eu não sei como está ou por onde anda aquele que agora é um rapaz. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmãos mais velhos que abandonaram a igreja porque a mãe comodamente aceitava o fato de que eles não quiseram vir.
Papai e mamãe, levem seus filhos à escola dominical, tenham eles vontade ou não. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus filhos para serem batizados ou apresentados. Pois, como no caso daquela mãe, amanhã poderá ser tarde de mais para chorar o que podia ser evitado ontem.

A ESCOLA DOMINICALE A RESPONSABILIDADE DO SUPERINTENDENTE

O superintendente da escola bíblica dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da EBD é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.
Antes de tudo, o superintendente deve ser alguém verdadeiramente compromissado com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiéis, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, todo crente, e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança; a saber: pastor, presbítero, diácono, professor, etc.
Além disso, o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. Destaco a palavra “academicamente” de propósito. O que isso quer dizer? Quer dizer que o superintendente não precisa necessariamente ser um expert em educação cristã, mas precisa ter noção do que ela significa e representa. Afinal de contas, é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do bom ensino que ele estará supervisionando. Pensando nisso, um experiente diretor de escola dominical escreveu aos superintendentes: “Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lição, ou já se acostumaram aos improvisos?”. E continua: “Que os seu professores não se contentem com o preparo já conseguido. Incentive-os a ler, a estudar, a pesquisar, a descobrir novas metodologias, a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada, como também na pedagogia e na didática”.
Como eu disse, o superintendente não precisa ser um especialista, mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. Se tiver experiência como professor, melhor ainda.
Some-se a isto a visão do superintendente. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente, o que é ideal, ele não apenas saberá conduzir a igreja bem, no sentido de unidade de propósitos, mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores. Promoverá encontros, congressos e uma série de eventos que ajudarão na formação e reciclagem dos professores.
O superintendente é o carro-chefe da escola dominical que, em comum acordo com o pastor, melhorará toda a escola dominical quando melhorar seus professores. Quando se investe na liderança da escola dominical todo mundo sai ganhando.
Finalmente, mas não menos importante, o superintendente precisa ser dinâmico a fim de dinamizar sua escola dominical. Para isso precisa se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Deve ser uma pessoa inovadora, com idéias saudáveis que revigoram a escola dominical. Eu acredito na escola dominical porque, como dissemos no início deste artigo, é uma bênção de Deus e por isso deu certo. Entretanto, a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalização. Meu irmão superintendente: torne a sua escola dominical dinâmica, criativa, bíblica e funcional. Algo que dá gosto de se vê e participar. Promova, juntamente com seu pastor e professores, o vigor e a saúde da escola dominical através da motivação de seus alunos. Evite a rotina, a monotonia e aquela mesmice insuportável. As aulas da escola dominical devem ser prazerosas. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à igreja, a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. Olhe com carinho para tudo isso e Deus, com certeza, o recompensará.

A ESCOLA DOMINICALE A RESPONSABILIDADE DO PASTOR

Como ministro do evangelho, sei que não são poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. Comecemos com algumas de suas atribuições. Compete ao pastor: orar com o rebanho e por este; apascentá-lo na doutrina cristã; exercer as suas funções com zelo; orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus; prestar assistência pastoral; instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados; governar.
Escrevendo aos efésios, diz o grande pastor e apóstolo Paulo: “E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.11-15).
Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessariamente ligado à escola dominical. Ele é o superintendente ex-officio da escola dominical. Por isso mesmo, ao pastor nunca jamais deve faltar a informação necessária acerca do que está sendo ensinado na escola dominical. Para isso, o superintendente deve ser seu maior aliado. Um verdadeiro braço direito na condução da igreja. O superintendente que não estiver disposto a andar com o seu pastor não conseguirá promover a paz e a unidade no corpo de Cristo. Enfim, o pastor precisa saber o que os professores ensinam ao seu rebanho, quem ensina e como se ensina. Esta informação ele adquirirá primeiramente com o superintendente e através das constantes reuniões com o conselho de ensino.
O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores. Diálogo é fundamental. É imprescindível que o pastor e a liderança da escola dominical falem uma só língua e se ajudem mutuamente, conforme recomenda Paulo em 1 Coríntios 1.10: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no parecer”. A escola dominical agradece!
Ademais, pela experiência e formação pastoral que tem, o pastor precisa estar atento às carências de seus professores e superintendente. Ele deve zelar pelo aprimoramento de sua escola dominical investindo pesado em sua liderança. Precisa indicar e sugerir bons livros, mostrando a importância e valor da leitura. Também, é necessário que o pastor incentive a sua liderança a participar de e a promover eventos educacionais. Acredite: O pastor é a chave que abre a porta do sucesso da escola dominical. Se você, pastor, tiver visão pedagógica, além de administrativa é claro, ninguém segurará sua escola dominical. O Espírito Santo gosta de pessoas assim e quer usar pessoas assim.
Além disso, é necessário que o pastor tenha propósitos permanentes e bem definidos para a escola dominical. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola bíblica dominical? São basicamente estes: 1) promover a edificação da igreja na Palavra para o serviço, 2) ganhar vidas para Cristo e discipulá-las e 3) formar líderes capacitadores.

Pr. Rev. Josivaldo de França Pereira – Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (I.P.B.) em Santo André – SP. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (J.M.C. – SP), Licenciado em filosofia pela F.A.I. (Faculdades Associadas Ipiranga – SP) e mestrando em missiologia pelo Seminário Teológico Sul Americano (S.T.S.A.) em Londrina – PR.E-Mail: rev.p@ig.com.br

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O verdadeiro líder

Publicado por Editor em 2007/01/09

Por Valmir Nascimento M. SantosRecentemente ouvi um colega inserir o livro “O monge e o executivo” de James Hunter entre os escritos de auto-ajuda, incluindo-o na mesma seção de Lair Ribeiro e a “turma do sucesso”. A intenção foi boa, afinal queria ele advertir seus ouvintes acerca do crescimento de uma praga chamada auto-estima, a qual tem produzido uma quantidade considerável de literatura e se alastrado pelos quatro cantos da terra. De forma que os livros são comercializados como alimento, lidos como revistas e praticados como doutrinas.

Ocorre que meu amigo equivocou-se. “O monge e o executivo” não é um trabalho de auto-ajuda, pelo contrário o escrito de James Hunter vai exatamente na contramão desse pensamento. Ele conta a história de John Daily, um homem de negócios bem sucedido que percebe, de repente, que está fracassando como chefe, marido e pai. Numa tentativa desesperada de retomar o controle da situação, ele decide participar de um retiro sobre liderança num mosteiro, comandado por Leonard Hoffman, um influente empresário que abandonou tudo em busca de um novo sentido para sua vida.

A principio, Daily e os outros cinco alunos que participam do seminário reagem com um certo ceticismo aos conceitos apresentados, mas depois eles se rendem à sua experiência. Afinal, Hoffman ganhou fama no mundo dos negócios por sua capacidade de recuperar empresas em crise, transformando-as em exemplos de sucesso. Segundo ele a base da liderança não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor dedicação e sacrifício. E diz ainda que respeito, responsabilidade e cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande lider.

Ele acredita que liderar não é ser chefe (Chefia pressupõe autoritarismo). Liderar também não é o mesmo que gerenciar. Você gerencia coisas e lidera pessoas. Liderar é servir. Embora ’servir’ tenha uma conotação de fraqueza para alguns, a liderança servidora pode ter um impacto positivo em nosso desempenho como pais, treinadores, cônjuges, professores, pastores ou gerentes – afinal, todos querem se tornar os líderes que as pessoas precisam e merecem.

Um dos conceitos fundamentais é exatamente a palavra liderança. Segundo ele liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Com efeito, a liderança eficaz é baseada nos bons relacionamentos e na autoridade, que é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.

Hunter baseia todos os seus princípios de liderança em consonância com a verdades bíblicas, especialmente, no modelo de liderança de Cristo, cuja essência era “Se você quiser liderar, primeiro deve servir”. E Jesus demonstrou isso durante todo o seu ministério terreno. Lembremos, Ele não era detentor de qualquer tipo de poder político, econômico ou religioso da época. Herodes, Pôncio Pilatos, os romanos e muitos judeus religiosos tinham poder, mas Jesus não. Ele possuía autoridade. Influência sobre as pessoas que o seguiam. Influência essa que era baseada principalmente na forma como servia ao povo.

O livro ainda coloca as características do amor ágape como o modelo para o líder, assim o capítulo 13 de I Corinthios apresenta-se como o texto áureo da verdadeira liderança. Para verificar, basta trocar as palavras amor/caridade pela expressão verdadeiro líder e terás a seguinte paráfrase: O verdadeiro líder sofre, é bondoso. O verdadeiro líder não é invejoso, não é leviano e não é arrogante. O verdadeiro líder não se porta com indecência, não é mesquinho, não se estressa facilmente e não suspeita o mal. O verdadeiro líder não folga com a injustiça, ama a verdade. O verdadeiro líder acredita, é paciente e tudo suporta.

Em conclusão, “o monge e o executivo” é um livro que deveria ser lido por todos quantos almejam a liderança. Ou melhor, deveria ser lido e relido por todos os cristãos. Afinal, liderança não se circunscreve somente ao limites eclesiásticos e ao mercado de trabalho. Pelo contrário deve estar presente em todas as esferas de nossa vida: família, amigos, escolas, universidades e demais entidades. Eis que como cristãos precisamos influenciar as pessoas e a sociedade em que estamos inseridos. Precisamos conduzir e não sermos conduzidos. Precisamos impactar e não sermos impactados.

Porém, as perguntas que ficam em relação ao modelo de liderança servidora são as seguintes: Quem está disposto a servir? Quem está disposto a lavar os pés dos seus liderados?
Pensemos nisso!

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