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O blog da Escola Bíblica Dominical

Posts de Outubro, 2006

Criação e Evolução

Publicado por Editor em 2006/10/26

É possível conciliar uma “terra jovem” com um Universo que existe há bilhões de anos?
As evidências científica apontam para um Deus que projetou o Universo e a vida em toda sua complexidade? Ciência e teologia podem atuar em harmonia? Criação e evolução analisa as três diferentes linhas de pensamento sobre esse tema palpitante:
criação recente, ou terra jovem;
criação progressiva, ou terra antiga;
evolução teísta ou criação evolutiva. As discussões a respeito dos diferentes pontos de vista são um grande desafio. No entanto, o interesse dos cristãos pela verdade é um fato, uma vez que foram chamados a proclamar e a defender as abordagens que adotam diante de um mundo incrédulo. Autores J. P. Moreland (editor geral) é professor de filosofia na Talbot School of Theology em La Mirada, Califórnia. John Mark Reynolds (editor geral) é diretor do Torrey Honors Institute at Biola University em La Mirada, Califórnia. Paul Nelson é um sócio do Centro for Renewal of Science and Culture in Seattle, Washington. Robert C. Newman é um dos diretores da Interdisciplinary Biblical Research Institute at Biblical Theological, Hatfield, Pensilvânia. Howard J. Van Till é professor de física na Calvin College Grand Rapids, Michigan

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Matrix: A realidade é real?

Publicado por Editor em 2006/10/24


“Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora” (Neemias 9.6).

por Dr. Samuel Fernandes M. Costa

A realidade existe? Nossas vidas não passam de um programa de computador que roda nas nossas mentes? Nossas imagens são apenas uma projeção mental do nosso “eu digital”? Apenas sonhamos enquanto damos um duro medonho no trabalho? Adormecidos, nos entregamos em amor, enquanto as máquinas que dominam o mundo se alimentam das nossas energias?

Com o lançamento do filme Matrix Revolutions, o último da trilogia Matrix dos irmãos Wachowsky, essas perguntas voltam a povoar o consciente da humanidade.
No primeiro episódio da série, o personagem Morfeu nos esclareceu o que é Matrix:

Morfeu: A Matrix é um mundo dos sonhos gerado por computador… Feito para nos controlar… para transformar o ser humano nisso aqui (Morfeu mostra uma bateria).
Neo: Não. Eu não acredito. Não é possível!
Morfeu: Eu não disse que seria fácil, Neo. Eu só disse que seria a verdade.

A realidade existe? Nossas vidas não passam de um programa de computador que roda nas nossas mentes? Nossas imagens são apenas uma projeção mental do nosso “eu digital”?
A questão da verdade de Matrix em contraposição com a verdade do cristianismo já foi abordada anteriormente no artigo “Matrix e sua filosofia pós-moderna“.

Não é só a trilogia Matrix que afirma que nosso mundo é virtual. Outros filmes são regidos pela mesma cartilha.

Em 1999, no mesmo ano em que foi lançado o primeiro filme da série Matrix, também chegava aos cinemas o 13º Andar, de Josef Rusnak, com Craig Bierko. No décimo terceiro andar do prédio de uma grande companhia, cientistas recriaram a Los Angeles dos anos 30 de forma tão realista que os habitantes nem desconfiavam que não existiam de fato – eram apenas um programa de computador. No final, ficamos sabendo que o nosso mundo contemporâneo também não passa de uma simulação.

Em 2002, foi lançado S1m0ne (com um 1 no lugar do i e um zero no lugar do o. É a abreviação de “Simulation One”), de Andrew Niccol, com Al Pacino e Catherine Keener. Pacino interpreta Victor Taranski, cineasta de pretensões artísticas, que consegue criar uma linda estrela de cinema virtual e com isso atinge inesperado poder e popularidade. Essa mulher virtual chama-se S1m0ne.

A civilização contemporânea está cada vez mais submersa no cyberespaço. A internet é um fenômeno perfeitamente real, que faz parte do nosso mundo e está afetando nossas subjetividades, nossas cosmovisões e nossos modos de ser e viver. A dinâmica da tecnociência é nossa aliada e passamos a viver fortemente influenciados por esses ambientes digitais. Até aí tudo bem, pois continuamos diferenciando o real do irreal, o fato da ficção, o verdadeiro do imaginário.

O problema é perdermos o senso crítico e acreditarmos que o nosso mundo é uma ilusão. Nesse ponto passamos a fazer parceria com a trilogia Matrix, o hinduísmo e o budismo, entre outras visões de mundo.

O hinduísmo
No hinduísmo, acredita-se que o deus Brahman teve um sonho em que gotículas saíam do seu corpo como gotículas de suor. Elas foram crescendo, transformando-se e evoluindo no cosmo, nas galáxias, nos planetas, nos homens, nos animais, na natureza… e tudo o que hoje conhecemos como o mundo fisicamente real não passa de um sonho do deus Brahman. Portanto, a única realidade seria apenas Brahman.

Vivemos, então, supostamente em uma ilusão (maya) criada por Brahman. Para que Brahman criou essa ilusão? Os hinduístas respondem que Brahman a criou para sua própria diversão (lila). Resumindo, no hinduísmo, nosso complexo mundo físico, com todos os seus ecossistemas, e nosso sofisticado corpo humano não passam de uma realidade virtual, como um joguinho de computador, semelhante ao The Sims, Sim City ou Age of Empires.

A solução budista está em cada pessoa descobrir a sua própria “não-existência”.

O budismo
No budismo, aprendemos que Gautama Buda era um príncipe hinduísta que abandonou seu castelo, sua esposa e seu filho para descobrir a causa de tanto sofrimento. Meditou embaixo de uma figueira e descobriu que a razão do sofrimento seria, resumidamente, o apego e o desejo. A solução budista está em cada pessoa descobrir a sua própria “não-existência”.
Segundo o budismo, o homem simplesmente deve entender que não existe o “eu”. As últimas palavras de Buda, aos oitenta anos e antes de morrer de disenteria, foram: “tudo é impermanente”.

O cristianismo
O ensinamento de Jesus é que o homem existe e deve “negar-se a si mesmo”, negar o seu “eu” e tomar a sua cruz (veja Marcos 8.34). No cristianismo, o “eu” existe e deve ser subjugado, morto, e não enaltecido.

Quando o apóstolo Paulo falou aos filósofos gregos no Areópago, em Atenas, fez referência ao altar que tinha a inscrição: “Ao Deus Desconhecido” (Atos 17.23). Paulo disse que estava anunciando esse Deus para os atenienses. Na verdade, o altar “ao Deus desconhecido” tinha uma história, de que tanto Paulo quanto aqueles filósofos tinham conhecimento.

Quando Jesus se faz conhecido, uma luz ilumina as trevas, como um farol que norteia os marinheiros em uma tempestade, e cessa a pestilência espiritual que parecia não ter mais fim.
Ao mencionar que em Deus “vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17.28), Paulo estava citando o poeta Epimênides de Creta (do sexto século a.C.). Conta-se que Epimênides foi convocado de Knossos, na ilha de Creta, para Atenas, quando os habitantes da cidade enfrentavam uma terrível peste. Nenhum dos deuses de Atenas tinha sido capaz de livrá-los dessa praga e o oráculo de Delfos indicava a existência de um Deus que não estava sendo agradado pelos atenienses. Epimênides sabia como agradar a esse Deus “ofendido e desconhecido”. Quando chegou a Atenas, soltou um rebanho de ovelhas no Areópago, orientando a população a erguer um altar “ao Deus desconhecido” no local onde elas parassem para repousar. Vários altares foram construídos e a praga cessou.

Epimênides talvez seja um exemplo do homem pagão que, mesmo em trevas espirituais, “apalpou” e encontrou o Deus verdadeiro “que não está longe de cada um de nós” (Atos 17.27).
A vida espiritual também é assim. Enquanto os homens não conhecem o Deus de Israel, a vida é sem motivo e sem razão, a esperança no porvir é tão escura como o breu, a existência é uma ilusão doentia e a morte eterna é seu destino final (pois sofrem de um flagelo espiritual). Sem Deus, a humanidade enfrenta uma epidemia espiritual caracterizada pela mortandade.

Quando, porém, Jesus se faz conhecido, uma luz ilumina as trevas, como um farol que norteia os marinheiros em uma tempestade, e cessa a pestilência espiritual que parecia não ter mais fim. Ele é a certeza de que chegaremos à bonança do lar eterno após uma vida sofrida. Jesus nos dá a convicção de que não tateamos mais no escuro. Com Cristo, marchamos firmes e certos de que um dia estaremos para sempre no descanso do Senhor, pois “nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17.28).

Conclusão
Nosso mundo é tão real como uma rocha. Uma rocha é constituída por átomos, como outros objetos do mundo. E os átomos, formados por quarks. Os quarks podem ser produzidos por supercordas. Se prosseguirmos além disso, entramos em terreno cientificamente desconhecido.

A fronteira entre a existência e a inexistência pode não ser muito bem determinada nas ciências humanas (especialmente na filosofia), mas é clara na Bíblia Sagrada: quando saímos da existência física, passamos para uma existência espiritual, invisível, mas também real.
Sim, a realidade existe tanto na dimensão física (visível e palpável) como na espiritual (invisível e impalpável). Somos reais e criaturas do Deus vivo. Como afirma Todd Charles Wood, geneticista do Institute for Creation Research (Instituto de Pesquisa da Criação): “Deus criou o organismo no Gênesis em um estado maduro, e o genoma é o banco de dados que garante sua continuidade no estado maduro”. Ou, como relata o profeta Isaías: “Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada. Eu sou o Senhor, e não há outro” (Isaías 45.18). Essa é a emersão da nossa realidade! É o nosso devir! E Deus seja louvado! Amém. (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costahttp://www.chamada.com.br/)

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Uma reflexão antes de desistir

Publicado por Editor em 2006/10/21

por Wallace Sousa Circuncisão

“Pois eu estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no Dia de Cristo Jesus”. Filipenses 1.6 (NTLH)Uma reflexão torna-se necessária quando os sonhos parecem fracassar e as forças se exaurem, forçando-nos a desistir e desanimar, pensando que chegou o fim. É nessas horas que o Senhor chega com socorro, pois estava apenas esperando chegarmos ao fundo do poço, ao beco sem saída, à encruzilhada da vida, para sentarmos desolados e sem qualquer perspectiva e esperança, para então descobrimos que Ele é o socorro bem presente na hora da angústia. E plenamente capaz de reverter nossos aparentes insucessos e eventuais fracassos em vitórias até então inimagináveis.

Aconteceu com José, ao sair do cárcere para o palácio. Da cela para o trono. Quem jamais pensaria tal coisa? Mas os planos de Deus são assim. Inescrutáveis. Sublimes. Surpreendentes. Então todas as lágrimas derramadas serão recompensadas com novas companheiras, mas desta vez de alegria incontrolável e incapazes de exprimir a gratidão de um coração consolado pelo Carpinteiro de Nazaré. Sim, Ele sabe como endireitar aquilo que nasceu torto. Ele é capaz de transformar um rude tronco em um móvel luxuoso e útil, e valioso também, pois todo trabalho artesanal é mais valorizado. Leva tempo, dá trabalho, mas o resultado é totalmente compensador.

E cada obra é única, incomparável, ímpar. Assim, desta mesma forma, Deus está trabalhando conosco, moldando-nos segundo Seus planos soberanos e perfeitos, para nos fazer alcançar os sublimes objetivos por Ele traçados para nós.

Não desista!
Se Thomas Edison tivesse desistido após mais de 1.000 tentativas frustradas, não teríamos a lâmpada a nos iluminar. As suas trevas de hoje não hão de se comparar com a radiante luz que te espera. Se Abraham Lincoln tivesse desistido após perder eleições importantes em sua trajetória política, os Estados Unidos teriam perdido um de seus melhores presidentes de todos os tempos! Talvez seu fracasso de hoje seja porque Deus tem coisa melhores para você. Melhores e maiores. Se Lincoln tivesse ganho o pleito almejado, teria continuado a carreira política até culminar na presidência? Não sei, não sabemos, mas algo me diz que não. Além do mais, a escravatura deixaria de receber um golpe mortal e milhares de escravos jamais conheceriam liberdade como a conhecemos. Se você desistir hoje, o que o mundo deixará de ganhar amanhã? O que Deus deixará de realizar através de você, e somente você?
Quando o vaso se quebra, a responsabilidade de reconstruí-lo não é dele próprio, do vaso, mas sim do oleiro que o construiu, ou mesmo que permitiu que se quebrasse. Descanse nas mãos do Oleiro e apenas observe como Ele pode juntar cacos aparentemente imprestáveis e transformá-los em algo novo e totalmente diferente daquilo que foi antes. Remodelado. Sem qualquer sombra das cicatrizes passadas, e mesmo que ainda sejam visíveis, serão de tal forma orientadas e ajustadas que se tornarão belas, como parte de um projeto bem definido e orquestrado.

Algumas telas dos grandes pintores são parecidos com borrões de tinta para alguns, incapazes de reconhecer sua harmonia dentro de uma aparente confusão de cores. Mas essas mesmas obras alcançam milhões de dólares em leilões de arte, onde colecionadores meticulosos sabem muito bem avaliar os traços e compassos do gênio por trás do pincel, bem como do intento de sua mente fantástica.

Sua vida parece sem sentido? O Divino Mestre ainda não concluiu Sua obra. Seu projeto não foi ainda completado. Você faz parte de um Plano maior, onde cada peça se ajusta perfeitamente, e aquelas que ainda não encontraram seu devido lugar estão sendo transformadas, desgastadas, polidas, diminuídas, para se encaixarem na engrenagem principal.

Se as coisas parecem ter se estagnado, se pararam de repente, não se desespere. Talvez Deus esteja fazendo alguns ajustes em você para fazê-lo assumir um lugar mais importante, e para isso Ele precisa de um tempo. Deixe Deus trabalhar em você. Logo mais, você irá vê-lo trabalhando com você, para, afinal, trabalhar por você. Enquanto isso, descanse. Poupe o Oleiro de atrasos desnecessários, de mais tempo amassando o barro antes de tê-lo pronto para uma nova fôrma. O resultado final, você se surpreenderá, compensará todo o trabalho, todo o sofrimento, todas as lágrimas. Tudo. Você verá. Creia. Você verá.

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Solidão – Um Mal Contemporâneo

Publicado por Editor em 2006/10/21

por Wallace Sousa

Quantas vezes tivemos a impressão de estarmos sozinhos, mesmo em meio a uma multidão? É estranho sentir solidão em meio a várias pessoas, não acha? Achamos realmente estranho… quando acontece com os outros… mas se é conosco, logo temos milhões de justificativas, desculpas e razões na ponta da língua para nos sentirmos assim.

Temos motivos de sobra para explicar o inexplicável, afinal no mundo relativista em que vivemos, qualquer pessoa se acha no dever de ter sua própria explicação para tudo e no direito de todos terem a obrigação que concordar com ele. Já parou para pensar onde as pessoas se acham mais solitárias? Nas grandes cidades. Como é possível alguém sentir solidão em meio a milhares, talvez milhões de pessoas? O ser humano é gregário por natureza, ou seja, prefere a companhia de outros seres humanos e faz da amizade verdadeira, quando a encontra, um bem inegociável.

Apesar disso, ainda há pessoas que preferem o isolacionismo, e por isso é que encontramos eremitas modernos. Tendo passado um período de minha infância na zona rural, período que sempre me traz belas recordações, faço a seguinte análise e quero que você acompanhe o meu raciocínio, mesmo que jamais tenha vivido na zona rural.

Nunca encontrei alguém que reclamasse de solidão nos sítios, com vizinhos que distavam por vezes quilômetros, ou seja, uma visita de cortesia significava, não raro, uma caminhada de vários minutos. Mas todos se conheciam, todos se ajudavam e todos compartilhavam o que tinham de mais precioso, a amizade, as longas e aprazíveis conversas, os ?causos?, histórias sérias e engraçadas, risos e lágrimas… bons tempos aqueles. Está sentindo o mesmo que eu? Talvez um pequeno aperto no coração, um nó na garganta ou uma pontinha de saudade? Não importa, se está sentindo, alegre-se, afinal você está vivo e já passou por bons momentos (porque pelos maus todos passamos, queiramos ou não).

A solidão é um mal contemporâneo… talvez já existisse com outro nome, mas jamais com a intensidade que vemos agora, é um fenômeno social. Vá a uma festa e encontrará alguém se sentindo sozinho, vá a um baile apinhado de gente dançando e lá você também encontrará alguém se sentindo sozinho. Num final de semana, em um bar, você verá alguém rodeado de várias pessoas, sentado a uma mesa… sozinho. Talvez uma dessas pessoas tenha sido você.

A solidão é mal antigo, mas a diferença é que já esteve mais controlado. No princípio, quando Deus criou o mundo, colocou um homem para cuidar do jardim (Éden) que havia feito. Lá o homem tinha de tudo que se pode imaginar ou querer que o satisfizesse. E era tudo dele. Só dele. Unicamente dele. Miseravelmente e solitariamente dele. Mas havia também Deus, sim, Deus estava lá. E conversava com o homem. E Deus olhou para o homem e disse:?não é bom que o homem esteja só?. E Deus procurou uma companheira para Adão (do hebraico Adam=homem).

A leoa, esposa do rei dos animais, não serviu. A gazela, tão graciosa, não serviu. A águia, tão imponente, também não serviu. A papagaia, tão tagarela, coitada, sem chance. Então veio a idéia: ?far-lhe-ei uma adjutora (companheira) que lhe seja idônea?. Fez cair um profundo sono em Adão, retirou-lhe uma costela, fechou a carne no lugar e moldou a mulher, diferentemente do homem que foi formado do pó da terra. Que surpresa teve Adão ao abrir os olhos. Que visão! Que coisa estupenda! ?Esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne?. Que cara de sorte esse Adão. Solidão? Nunca mais! Agora tenho tudo que preciso: estou no jardim de Deus com a mulher que Deus me deu ? deve ter pensado ele… mas apenas um deslize e tudo foi perdido.

Expulso e humilhado, o casal outrora tão feliz amargaria a dura realidade de descobrir que estavam sós. Como sós, não tinham um ao outro? Sim, mas haviam perdido a comunhão com Deus, a comunicação com o Divino Ser, tudo por darem ouvidos à serpente e serem enganados por ela. Ah, se no jardim do Éden tivesse PROCOM, lá ia um processo de perdas e danos por causa de propaganda enganosa! Desde então, o homem tem procurado restaurar a comunicação com Deus e se curar da verdadeira solidão, aquela causada pela ausência de Deus em nossas vidas. Aquela solidão que as pessoas classificam como um vazio dentro de si. Sim, um vazio do tamanho do infinito, do tamanho de Deus. Apesar de tantos esforços, o homem nunca mais conseguiu religar a comunhão com Deus. Por isso tantas religiões (do latim religare=ligar de novo), todas falhas. Então tudo está perdido? Não. Deus vendo os infrutíferos esforços humanos, tomou uma decisão: Ele mesmo iria restaurar a comunicação perdida.

Cumprindo sua promessa dada na ocasião da expulsão do homem do jardim (a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente), esclarecida pelos profetas (nasceria de uma virgem, ou seja, da semente da mulher, do óvulo somente) e seu nome seria Emanuel, que significa Deus conosco, nasceu Jesus. João, o evangelista, ao se referir a Jesus, disse: ?No princípio era o Verbo (do grego Logos=palavra)… e o Verbo habitou entre nós?. Vivendo entre os homens, Ele veio trazer uma mensagem, o evangelho (boa notícia, do grego), dizendo que através dEle o homem teria seu relacionamento com Deus religado. Por isso Jesus não é uma religião, do ponto de vista humano, Ele é Deus que se fez homem para trazer de volta o homem para si ?…e o Verbo era Deus?. Em Apocalipse 3.20 Jesus disse: ?eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo?. Os seus dias de solidão acabaram, você encontrou Jesus, de quem o sábio Salomão escreveu: ?há um amigo mais chegado que um irmão?. Sabe qual o grande defeito da amizade: alem de não ser perfeita não dura para sempre. Mas com Jesus é diferente, a amizade é perfeita e durará por toda a eternidade, pois ?Ele enxugará de seus olhos toda a lágrima, e já não haverá mais morte, nem angústia, nem dor, pois todas as coisas são passadas?. Abra a porta e deixe Jesus entrar.

Solidão? Nunca mais! A Josué, sucessor de Moisés (aquele que abriu o Mar Vermelho, das pragas do Egito, que falava face a face, ou seja, tète-a-tète, com Deus, lembra?), ainda inseguro e precisando de apoio e incentivo, Deus lhe disse: ?não te deixarei, nunca jamais te abandonarei… não temas, eu sou contigo por onde quer que andares?. Talvez, amparado por esta promessa, Davi compôs um dos mais belos salmos, carinhosamente conhecido como o salmo do Pastor. Ele conhecia bem o ofício de pastor, pois o havia exercido quando jovem, por isso, sabendo da relação de confiança e obediência existente entre o pastor e a ovelha, quando idoso assumiu o papel da ovelha. Veja que cena poética: o idoso pastor querendo ser a ovelha do Sumo Pastor, por quem declarou ? ?ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte não temerei mal algum, porque tu estás comigo? Salmo 23. Que palavra! Que incentivo! Que promessa! Em outro salmo, o de n.º 46, está escrito: ?Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia… o SENHOR dos Exércitos está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio?. Você já viu ou ouviu algo igual, de quem quer que seja? Existe alguém, que como Deus, teve a coragem de fazer e é capaz de cumprir tal promessa? No Novo Testamento, Jesus se intitula como o Bom Pastor. Sabe o que isso significa? Leia de novo no lá no início: eis que estou convosco…

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O Triunfalismo Cristão é de Deus ou do Diabo?

Publicado por Editor em 2006/10/21

por Wallace SousaEstamos hoje em dia vendo um fenômeno interessante e ao mesmo tempo preocupante: o triunfalismo ganhando cada vez mais terreno no arraial evangélico. Mas o que é triunfalismo? Que significa esta palavra esquisita? Triunfalismo advém de triunfo, que é o mesmo que vitória, conquista, sucesso, etc. Todavia, no meio cristão isto veio a representar uma atitude positivista frente às adversidades da vida.

Teoricamente, não chega a ser uma má coisa. Teoricamente. Sim, porque o desânimo tem afogado muitas pessoas nas águas lamacentas da mágoa e desesperança, causando o naufrágio de muitos sonhos brilhantes. Logo, é louvável ter uma atitude de não esmorecer frente às dificuldades tão presentes no corre-corre diário. Mas daí permitir que essa atitude chegue às raias da arrogância e do orgulho é simplesmente solapar o alicerce do caráter cristão expresso nas palavras de Jesus: aprendei de mim que sou humilde e manso de coração.

Presenciamos hoje, no meio cristão, cenas impensáveis até algum tempo atrás. Talvez o acréscimo rápido nas estatísticas eclesiásticas não tenha sido acompanhado de um plano eficaz de doutrinamento bíblico e discipulado, o que faz acender um alerta para o perigo do mesmo fato ocorrer na China comunista, palco do maior avivamento evangélico dos últimos anos.

Infelizmente, junto com o expressivo crescimento evangélico no Brasil, assistimos um decréscimo repugnante no nível de caráter apresentado pelos cristãos evangélicos de um modo geral. Ser crente (ou pastor) não é mais sinônimo de caráter ilibado e idoneidade moral. Infelizmente, observamos cada vez mais o distanciamento entre o comportamento assumido dentro da igreja e fora dela. O cristão evangélico de hoje, dependendo da forma como foi doutrinado ou se é que o foi, é uma incógnita teológica: não sabe em que crê, por que crê e como crer de forma ortodoxa. Às vezes, chegamos a pensar que a Igreja evangélica está importando idéias mirabolantes do imaginário popular futebolístico. Em jogo da seleção brasileira, todo torcedor é um técnico em potencial que sabe melhor do que ninguém, inclusive que o próprio técnico oficial, qual a melhor escalação, quais jogadores devem ser convocados e quais não, qual a melhor tática, etc. Penso que se fossem montar todas as seleções possíveis desses técnicos, não haveria jogadores brasileiros suficientes. Em se tratando de futebol brasileiro e seleção nacional, parece que a única unanimidade entre os torcedores tupiniquins é a aversão assumida contra os argentinos.

Penso que o cenário está se repetindo entre os evangélicos: todo crente agora deseja ser um teólogo respeitado e criar uma nova teologia em cima de um suposto melhor entendimento das Escrituras. Mas querem fazer tudo isso desrespeitando princípios teológicos seculares sem sequer terem dedicado algumas horas em meditar acerca do que estão defendendo. Uma verdadeira lástima. Isso tem preocupado muitos líderes sinceros e respeitados, e sua preocupação é totalmente abalizada.

Acredito firmemente que a chamada Teologia da Prosperidade foi a responsável por esse afrouxamento perigoso de padrões que resultou nesse caos teológico. Foi como se tivessem sacramentado o pensamento pluralista – que aceita idéias contraditórias ao mesmo tempo – na teologia cristã. Agora qualquer pessoa pode advogar ter recebido uma nova revelação e sair por aí se autoproclamando o último profeta do momento, tal qual aquele pãozinho francês recém saído do forno, crocante e apetitoso. Oxalá eles tivessem mesmo entrado em um forno antes de falarem suas asneiras a torto e a direito; um profeta desses a menos não faria falta alguma, ou será que alguém aí discorda?

O triunfalismo nada mais é que o principal produto da famigerada Teologia da Prosperidade, a qual acrescento o “Material”, ficando assim: Teologia da Prosperidade Material (ou TPM dos crentes…). É um tal de não aceito isso, não aceito aquilo outro, doente não posso ficar, miséria não é pra mim e por aí vai… A aceitação, ou melhor, a proclamação da Teologia da Prosperidade foi a institucionalização da arrogância entre os crentes. Por que essa “nova revelação” não surgiu na época da igreja primitiva? Seria muito útil lá, afinal a perseguição era terrível e cruel. Ser cristão naquela época era quase que ser considerado terrorista da Al Qaeda nos dias de hoje. Mas os intentos de Satanás foram frustrados, visto que para cada cristão que morria surgiam dez em seu lugar! Parecia que era fertilizante e não sangue que corria em suas veias. Cada gota de sangue cristão derramado irrigava uma nova safra de crentes mais dispostos que a anterior, para desespero do diabo. Aquilo pra ele era um verdadeiro inferno. Escaldado com essas experiências negativas (ou seria melhor dizer positivas?), ele resolveu mudar de tática: descobriu que melhor que matar um crente fiel era deixá-lo vivo, mas tornando-o infiel. Com isso, o benefício seria duplo: enquanto a morte de um crente fiel produzia piedade em vários outros, a vida de um crente infiel (se é que isso existe!) traz vilipêndio ao nome de Jesus e desmoralização à sua igreja, que é o seu corpo. Preciso reconhecer, todavia, que não existem pessoas perfeitas. Há pessoas sinceras e que expressam um compromisso com Cristo que ainda se encontram em processo de lapidação e aperfeiçoamento do caráter que cometem muitos vacilos na fé. Existe uma variação de humor e atitude por parte destes que tornam sua caminhada cristã muito semelhante a uma jornada de montanha-russa. Uns dias lá no alto, já outros lá em baixo. Esse tipo de crente é uma incógnita e um desafio ao entendimento do ser humano. Apesar de ser sincero e buscar com todas as forças ser arrolado entre os fiéis, ele sempre tem um pecado aqui ou acolá, geralmente de estimação, cultivado há anos e mantido sob o maior sigilo enquanto se decide se o abandona de vez ou não ou se apenas o suprime temporariamente para vê-lo surgir mais adiante. Estes crentes bem que poderiam, ao se relacionarem com outras pessoas, identificarem-se com um crachá tipo “CUIDADO: CRENTE EM OBRAS”. Todavia, esse não é o tipo que traz maior prejuízo ao Reino de Deus, embora inquestionavelmente o faça. Talvez um exemplo bastante significativo seja o rei Davi e seu caso extraconjugal com Bate-Seba. Apesar de já haver demonstrado várias vezes seu grande valor e imensa coragem em inúmeras batalhas, sua misericórdia ao poupar mais de uma vez a vida de seu mais feroz perseguidor e tantas outras coisas louváveis, acabou caindo desgraçadamente nos braços de uma mulher que lhe era proibida (como se houvesse escassez de mulheres a seu dispor no palácio…). É necessário ressaltar que Davi não foi seduzido por ela, mas sim a seduziu.

Este talvez seja um dos maiores mistérios de toda a Bíblia: tentar entender por que um homem como Davi, repleto de tantas qualidades, acabou se tornando o mentor intelectual de um assassinato com o único objetivo de usufruir dos deleites sexuais da viúva. Por que aquele gigante da fé e baluarte da moral sucumbiu tão miseravelmente ante sua própria natureza carnal? Talvez minha maior dúvida não seja esta, mas sim por que Deus não o fulminou antes de perpetrar o fato ou mesmo depois de consumar o ato? Tremo só de pensar nisso, visto que minha vida seria alvo de coisas piores que as que prescrevi a Davi. Pesando ambos na balança, Davi e eu, penso que seria semelhante a tentar comparar o peso de um mosquito com o de um elefante. Obviamente, Davi não é o mosquito, claro. Penso com certa dose de convicção que Davi serve de espelho para a grande maioria dos crentes fiéis no Brasil. Capazes de grandes feitos heróicos e suscetíveis a escabrosos fracassos também, mas indubitavelmente alvos do grande e imerecido amor de Deus. Infelizmente, crentes como José ‘do Egito’ e Daniel ‘da Babilônia’ (relatados no AT), fiéis a toda prova, imaculados no meio da lama, são raridade mesmo na narrativa bíblica. No NT temos o exemplo de Pedro, o apóstolo da liderança e o crente da inconstância, líder nato e volúvel até os ossos, bem parecido com vários irmãos que conheço, inclusive eu. Parece uma febre: queremos fazer grandes coisas para Deus, revolucionar o mundo, mas nem sequer conseguimos arrumar a própria casa. Queremos ganhar o mundo para Cristo, enquanto que no oculto de nossas ações individuais perdemos a batalha da obediência no altar enganoso da indecência. Afinal, o que somos? O que isso significa? Que nossos maiores esforços individuais não são páreos para a força do pecado que em nós habita e milita. Sem a ajuda de Deus, ou se virarmos as costas para Ele, podemos nos tornar uma caricatura de Hitler a qualquer momento na primeira oportunidade. Se com o Espírito Santo habitando em nós ainda fazemos coisas reprováveis sabendo que o são, como não nos afundaríamos no lamaçal perigoso do pecado se o abandonarmos? Tenho para mim que essa forma de Deus permitir que nossas fraquezas nos deixem em situações embaraçosas demais para as ignorarmos é uma maneira de Ele nos preservar humildes e dependentes de seu poder e graça. É óbvio que se eu pudesse escolher, jamais escolheria esta forma tão humilhante de submissão; o único e maior problema é que eu sou o servo e não o senhor… mas meu maior medo é que esta seja não apenas a melhor mas sim a única forma de eu conseguir permanecer próximo a Deus. E se for, com alegria a suportarei, porque me prova quão grande amor Ele tem por mim para me suportar mesmo assim. Entretanto, o que me traz preocupação não é o fato de haver tantos cristãos nessa situação, porque era de se esperar que fosse mesmo assim por causa de nossa natureza decaída. Mas o que me preocupa realmente é haver aqueles que se acham imunes ou isentos às mesmas paixões e tribulações comuns a todos os mortais. E é aí que entra a Confissão Positiva e a Teologia da Prosperidade, que engana o ser humano decaído alçando-o a uma posição de filho de Deus no que concerne apenas aos direitos, mas não aos deveres. Como filho de Deus, segundo a Teologia da Prosperidade, tenho todo o direito de exigir de Deus tudo o eu que quiser, cabendo a Ele o dever de me atender sem pestanejar ou questionar. É impressão minha ou nós invertemos os papéis? Ah, se todos os crentes fossem assim para com Deus, cumprindo toda sua vontade imediatamente e plenamente! Não apenas a igreja seria diferente, mas o mundo! Mas esse pensamento está fora de moda, hoje a ordem do dia é fazer Deus obedecer você e não você obedecer a Deus, entendeu? Nem eu. Parece-me que essa tal Teologia da Prosperidade é uma repaginação da proposta satânica a Eva no Éden: sereis como Deus. Você já ouviu algum adepto dessa estranha teologia pregar que se somos filhos de Deus, à sua imagem e semelhança, somos como pequenos deuses, tal qual filho de peixe peixinho é? Preste atenção: esses “crentes” realmente se parecem com Deus? Acho que não. Então com quem eles se parecem? Parecem com o diabo! Duvida? Reflita: quando o diabo levou Jesus ao topo do monte e lhe mostrou a glória dos reinos, qual foi sua proposta ao Mestre? Tudo isto te darei, se prostrado me adorares. É isso que está acontecendo hoje. Os crentes estão querendo ver Jesus ajoelhado aos seus pés apenas aguardando a última ordem. Nós dizemos ao Senhor: eu te servirei (darei a Ti a minha alma) se me adorares (fizer o que mando). Em uma coisa a Teologia da Prosperidade acertou: os crentes que acreditam nela realmente se tornam pequenos deuses, deusinhos: caprichosos, arrogantes, intolerantes e insuportáveis. Mas estão se tornando a cada dia mais e mais parecidos com o deus que lhes serve de parâmetro – o diabo. Quem mais ousou usurpar o lugar de Deus?

Depois dele, agora os crentes que acreditam nessa aberração teológica e estapafúrdia. Os crentes que mais se parecem com Jesus são os humildes e mansos, não os arrogantes e orgulhosos. A Teologia da Prosperidade deveria se chamar Teologia da Miserabilidade, visto que torna os crentes derrotados, miseráveis, mesquinhos, orgulhosos, iludidos e presunçosos. E por fim, le grand finale: a perdição eterna. Uma teologia assim só pode ter vindo das mais profundas profundezas do inferno, bem debaixo do asqueroso trono de satanás. Isso é prosperidade? Desde quando? Se ainda tem alguma dúvida, leia a opinião de Jesus em Apocalipse 3 a respeito da igreja de Laodicéia, que a si mesma se considerava rica e importante, e verá um reflexo bem próximo desses “irmãos”. Confira você mesmo.

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Salvação e relativismo

Publicado por Editor em 2006/10/19

A influência do Relativismo na compreensão da doutrina da SalvaçãoPor Marcos Antônio Guimarães

Entre os mais variados temas teológicos, a doutrina da salvação merece atenção especial, pois, trata-se de um tema central em toda Bíblia, e está de alguma forma presente em quase todas as formas de religiosidade que conhecemos. Isto sugere que existe uma necessidade implícita no gênero humano de libertar-se do poder e da influência do pecado. Ainda que a grande maioria dos povos não possua esta revelação de forma clara como encontramos na Bíblia Sagrada.
Salvação: conhecimento revelado
Sendo assim, observamos todo o cuidado do Senhor Deus em revelar à humanidade o conhecimento à respeito da salvação, ou seja, a compreensão de um plano de salvação perfeitamente elaborado, onde a criatura reconheça sua condição de queda, entenda a necessidade de arrependimento e aceite pela fé a redenção promulgada por Jesus Cristo, cujo ápice se deu com sua morte no calvário seguido de sua ressurreição no terceiro dia, sendo Jesus Cristo o único caminho pelo qual o homem pode ter acesso à Deus.

O termo salvação, portanto, implica a ação operada por Deus de, por meio da obra de Jesus Cristo, libertar o ser humano do poder e dos efeitos do pecado e da queda, de maneira que a criação em geral e o ser humano em particular possam desfrutar da plenitude da vida projetada por Deus.

Entendendo o relativismo
A salvação conforme revelada nas Escrituras Sagradas, tem sido alvo constante dos críticos relativistas. O termo deriva do latim, relatus, “relativo”, “cognato” de alguma coisa. Na filosofia, esse vocábulo indica que coisa alguma subsiste isolada, não podendo ser considerado um absoluto por si mesmo. Antes, todas as coisas seriam interdependentes, modificando-se umas às outras.

Teoria esta contrária à idéia de que o ser humano tenha algum conhecimento objetivo e universalmente significativo, que haja alguma realidade metafísica (transcendente) suprema e imutável como, por exemplo: Deus, pessoas, espaço, tempo, leis naturais ou absolutos morais. Desta forma, na concepção relativista, o significado e a verdade são relativos a cada cultura e período histórico, a cada pessoa, situação, relacionamento e resultado. Dá a entender um estado mental e uma maneira de pensar que repele as reivindicações absolutas.

A idéia do relativismo não é algo novo, o filósofo grego Protágoras (490-410 A.C) já dizia sobre a verdade “o homem é a medida de todas as coisas” e Aristóteles (388-322 A.C.) comentando as palavras de Protágoras escreveu – Em outras palavras,[Protágoras]estava dizendo que cada impressão particular é absolutamente verdadeira. Mas se essa posição for adotada, decorre-se que a mesma coisa é e não é, que é tanto boa quanto ruim, e assim por diante em outras contradições; porque por fim, determinada coisa parecerá bela para um grupo de pessoas e feia para outro e, pela teoria em questão, cada aparência será “a medida”.

A influência do relativismo na compreensão da salvação
O entendimento do que foi supracitado conduz o indivíduo a crer que, a questão da salvação muda de acordo com o seu contexto, ou seja, não se trata de um absoluto, de uma verdade imutável, mas como querem conceituar, está vinculado ao entendimento temporal e cultural de cada indivíduo, sendo assim, dentro deste entendimento, não importa a fé praticada, no final todos serão salvos, mesmo aqueles que não professam a fé em Cristo.

O referido entendimento tem permeado todos os níveis de pensamento, da educação à teologia. Sendo assim, não nos surpreendemos em ouvir discursos a este respeito provenientes de pensadores seculares, quaisquer que sejam eles, ou de líderes religiosos não-cristãos, mas é preocupante quando ouvimos: “Deus não é cristão. Não somos nós que devemos impor limites ao que Deus é e a quem aceita. Gostaria que todos tivessem a experiência de conhecer o Dalai Lama. Encontrei poucas pessoas tão santas como ele. Trata-se de alguém que recebeu graças extraordinárias. Se não aceitamos que elas vieram de nosso Deus, então nosso Deus não é Deus – disse. Afirmou ainda que os seguidores do cristianismo não devem estar obcecados com a conversão do próximo: Temos muito o que aprender com as outras religiões. Deus acolhe a todos – Palavras do arcebispo Anglicano Desmond Tutu por ocasião da 9ª Assembléia Mundial do Conselho Mundial de Igrejas, que na ocasião falava aos mais diversos segmentos religiosos e sociais ali presente.

O arcebispo Anglicano desprezou a ordenança vital de Jesus aos seus discípulos conforme a narrativa de Marcos 16:15 “ide por todo o mundo pregai o evangelho à toda criatura, quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. Cristo não pregou a destruição de culturas, mas insistiu que a todos os homens sobre a terra fosse anunciado a mensagem do evangelho.

A Salvação não pode ser compreendida fora do contexto Bíblico
Para o Dr. R. N. Champlin o relativismo (manipulado pelos estudiosos e teólogos liberais) tem procurado anular o caráter inigualável do cristianismo, fazendo o Senhor Jesus, o Cristo, ser apenas um de nossos mestres, e não, necessariamente, o nosso grande Mestre espiritual, o manancial de todo conhecimento e sabedoria, “o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Col. 2:2b3). Por semelhante modo, muitos eruditos liberais deixam-se atrair pela ética relativista, visto que eles não dependem da moral que nos foi divinamente relevada na Bíblia. O filho de Deus que ama a sua Bíblia e o Senhor da Bíblia não aceita o relativismo aplicado à fé religiosa.

No primeiro contato com a vida cristã, é apresentado ao ser humano um padrão de vida moral e ética elevados. Sendo assim, o cristianismo não é uma fé inclusivista, uma vez que a permanência do ser humano numa vida de iniqüidade é inaceitável, pois, ao pecador é demonstrado seu estado de iniqüidade e o caminho para a sua libertação, que é Jesus Cristo.

Não relegamos a segundo plano, o fato de que todo ser humano é pecador e precisa de arrependimento, qualquer que seja sua condição social ou étnica, importa que seja liberto, que seja feito nova criatura. Não se trata de uma postura de exclusivismo, e sim de mudança de vida.

Um caráter moldado pelo materialismo e pelo individualismo tem afastado os homens de Deus, produzindo angústia e desespero, e quanto mais profundamente caminham para longe Dele mais solitários e necessitados se tornam. E, somente Jesus Cristo pode conduzir o homem de volta para Deus, onde se encontra a Paz verdadeira.

Se todos os caminhos levassem a Deus, não teríamos um mundo mais harmônico, mais pacífico? Pelo contrário, observamos que a multiplicidade religiosa não pode fornecer ao homem respostas que sua alma tanto anseia, mas o evangelho de Jesus Cristo tem estas respostas. Nas escrituras sagradas se encontra revelada a verdade como ela é, transparente e desafiadora, porém, incisiva, e regeneradora.

Referências:
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 7ª ed. São Paulo: Hagnos, 2004.
GRENZ Stanley J., GURETZKI David, NORDLING Cherith F. Dicionário de Teologia. São Paulo: Ed. Vida, 2000.
MORELAND, J. P., CRAIG, William Lane. Filosofia e cosmovisão cristã. São Paulo: Vida Nova, 2005.
COMÉRCIO, Jornal do. Desmond Tutu prega tolerância entre igrejas. 21 fevereiro de 2006. Disponível em: http://jc.plugin.com.br/noticias.aspx?pCodigoNoticia=10987&pCodigoArea=36, Acesso em 25/09/2006.

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VERDADE

Publicado por Editor em 2006/10/17

Podemos construí-la ou ela é uma Revelação Divina?

Por Marcos Antônio GuimarãesA compreensão relativista do mundo, diz que a verdade é resultado da situação, do relacionamento, da cultura e do período histórico que o indivíduo está inserido. Sendo assim, o pensamento relativista afirma que cada indivíduo constrói sua própria verdade.Um diálogo acerca da verdade
Um autor desconhecido parafraseou habilmente um suposto diálogo acerca da verdade entre a filosofia relativista de Protágoras e a filosofia de Sócrates, e demonstra que o anseio de construir a própria verdade já palpitava desde a Antigüidade clássica na Grécia:

Protágoras: A verdade é relativa. É somente uma questão de opinião.
Sócrates: Você quer dizer que a verdade é mera opinião subjetiva?
Protágoras: Exatamente. O que é verdade para você, é verdade para você, e o que é verdade para mim, é verdade para mim. A verdade é subjetiva.
Sócrates: Você quer dizer realmente isso? Que minha opinião é verdadeira em virtude de ser minha opinião?
Protágoras: Sem dúvida!
Sócrates: Minha opinião é: A verdade é absoluta, não opinião, e que você, Sr. Protágoras, está absolutamente em erro. Visto que é minha opinião, então você deve conceder que ela é verdadeira segundo a sua filosofia.
Protágoras: Você está absolutamente correto, Sócrates.

A construção da própria verdade despreza os valores morais
A revista Veja noticiou em entrevista recente com um autor de novelas, que os brasileiros não estão interessados em novelas que valorizem aspectos morais. Mas interessam-se por cenas de adultérios, valorização da temática homossexual, violência e pornografia. Os filmes que geram as maiores bilheterias parecem atender exatamente a mesma demanda, a mesma fome de imoralidade e perversão.

Segundo o escritor Philip Yancey, só nos Estados Unidos mais de 2 milhões de adolescentes praticam aborto anualmente em clínicas financiadas pelo governo. Segundo a revista Época em matéria recente o número de mulheres infectadas pelo vírus da AIDS aumentou assustadoramente nos últimos anos.

Estas circunstâncias mostram o quanto valores e princípios morais fundamentais para o fortalecimento da sociedade estão sendo relegados à um passado distante.

Verdade: uma revelação Divina
A verdade é associada na Bíblia à gentileza, à sinceridade, fidelidade, fé e convicção, a fim de expressar o aspecto moral. A palavra grega Alétheia, sugere que alguma coisa tenha sido descoberta, revelada, segundo a sua verdadeira natureza, dando a idéia daquilo que é real e genuíno, em contraposição com o que é imaginário ou espúrio, ou ainda, aquilo que é veraz, em contraposição com o que é falso.

Em contraste com o conhecimento de um historiador, que depende de pesquisas do passado distante, a busca pela verdade depende da revelação. A revelação depende do interesse de Deus pelo mundo, e é evidência do mesmo, e a encontramos nas escrituras sagradas.

O indivíduo começa a construir a sua verdade, quando rejeita a Verdade revelada nas escrituras sagradas. Charles Colson escritor cristão americano, afirma que as pessoas são agentes morais genuínos, e fazem escolhas morais reais, sendo assim, as ações são resultados das escolhas morais de cada um, e estas escolhas são reafirmadas pelo senso de certo e errado que as pessoas possuem.

A Verdade, portanto, não é uma questão de construção, e sim de revelação. Desta forma, compreendemos que Deus é o Deus da verdade, Cristo é a verdade de Deus revelada ao mundo, e o Espírito Santo é o Espírito da verdade que nos guia por meio da sua Palavra.

Referências:
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 7ª ed. São Paulo: Hagnos, 2004.
COLSON, Charles & PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
MARTHE, Marcelo. A moral esta torta. Revista Veja. 21 Junho de 2006. Disponível em: http://veja.abril.com.br/210606/entrevista.html. Acesso em 13/10/2006.

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Novas armas, Velhas artimanhas

Publicado por Editor em 2006/10/16

Práticas modernas que prejudicam o crescimento espiritual da igreja
Por Marcos Antônio Guimarães

A inconsistência no estudo sistemático das escrituras sagradas e o desprezo pelas doutrinas fundamentais da fé cristã têm levado muitos cristãos a reconhecerem determinadas práticas que uma vez “espiritualizadas”, passam por doutrinas bíblicas genuínas.

Estas práticas modernas revestidas de velhas artimanhas têm prejudicado sensivelmente o crescimento espiritual de muitos cristãos.

As velhas armas
Durante a caminhada da igreja, identificamos o nosso adversário usando diferentes armas contra a igreja de Cristo. A primeira tentativa (mais explícita) do diabo foi fazer do cristianismo uma mera ramificação do judaísmo, implantando costumes e práticas judaicas aos novos conversos, quer seja na guarda do sábado, ou pela obrigação da circuncisão, ou a observação de práticas dietéticas específicas ao povo judeu. A igreja conseguiu vencer.

A segunda arma foi a perseguição. Milhares de servos de Deus tiveram suas propriedades confiscadas, seus filhos arrancados de si, foram mortos ao fio da espada, jogados às feras, feitos espetáculo deste mundo como assinalou o apóstolo Paulo (1 Cor. 4:9). A igreja também venceu e cresceu de maneira impressionante, pois cada cristão perseguido era um missionário em terras distantes.

Paganismo e Secularismo
No limiar do terceiro século da era cristã, houve uma tentativa quase triunfante do inimigo para estagnar ou prejudicar a caminhada da igreja de Cristo, considero que houve duas frentes principais, uma delas foi o cristianismo ter se tornado a religião oficial do império, por decreto do imperador Constantino. Este fato resultou em uma organização mística e permeada por práticas condenáveis, sob o manto da cristianização do paganismo, quer seja pela veneração de ídolos, ou a criação da figura do “Pai” da igreja, então o bispo de Roma, uma cópia disfarçada da veneração ao imperador romano.

A outra frente foi o ataque à sã doutrina, por intermédio de ensinos que se distanciavam das verdades bíblicas, ou que procuraram corrompê-las, tais como o agnosticismo e o arianismo, entre outros. Durante os próximos séculos, o que se viu foi uma organização religiosa corrompida, que procurava atender às suas próprias necessidades, estabelecendo dogmas que eram uma tentativa arrogante de suprimir as verdades bíblicas.

Contudo, Deus conservou um povo separado paralelamente. A partir daí quem perseguia os verdadeiros servos de Deus, não era mais o império (apesar de outros períodos de perseguição), mas a própria igreja organizada que se tinha deixado seduzir pelo poder.

As novas armas
Atualmente o diabo tem procurado gerar confusão na mente dos que já são cristãos, e principalmente daqueles que podem vir a serem, usando outras armas, porém, com a velha artimanha do engano. São práticas cômicas tais como uma espécie de barganha financeira com Deus, exaltação do espiritualismo ao invés da constância na santificação, exaltação do papel dos anjos na presente dispensação.

Considero que nenhum ensino tem sido tão prejudicial, quanto o que tem sido propagado sob a tutela da teologia da prosperidade, provocando uma onda de “triunfalismo” que pode comprometer seriamente a teologia pentecostal. Estas práticas são marcadas por muita emoção e autopromoção de seus propagadores.

Vencendo as artimanhas malignas
O apóstolo Paulo nos exorta “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo (Ef. 4:14,15)”. E ainda que “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef. 5: 25b-27).

O objetivo principal de Deus por intermédio da igreja na terra, é promover um ambiente livre de toda sorte de modismos e práticas místicas, para que os pecadores se arrependam e venham ao conhecimento da verdade.

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo (Ef. 6:10,11), só assim venceremos as velhas artimanhas do maligno.

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A “literatura” antibíblica e premiada de Paulo Coelho

Publicado por Editor em 2006/10/16

Por Marcos Antônio Guimarães

O escritor Paulo Coelho é lido em mais de 60 idiomas, em 150 países, e dono da marca de 75 milhões de livros vendidos. Ele também é campeão de críticas. Apesar de ser considerado um bom narrador, existe um ponto comum observado nas vozes que ecoam da crítica quando se referem aos seus livros: “ele escreve muito mal”.

O artigo “A marca do Coelho” de 11/08/2006, publicado no site: www.revistalingua.com.br, destacou que “falar da obra de Paulo Coelho do ponto de vista dos especialistas e da crítica é sinônimo de polêmica”. O mesmo artigo traz declarações surpreendentes como a do cartunista e escritor Ziraldo: “Paulo Coelho escreve mal feito poucos, mas é um narrador extraordinário”. E a de Antônio Gonçalves Filho, um dos mais respeitados críticos de arte, atualmente no Jornal O Estado de S. Paulo: “Se for feita uma análise acurada dos textos de Coelho, não será possível considerá-lo bom escritor”.

A revista Veja, de 27 de setembro de 2006, trouxe artigo assinado por Jerônimo Teixeira, sob o título “A bruxa está à solta”, uma referência ao novo lançamento de Coelho: A bruxa de Portobello. O articulista de Veja foi ainda mais enfático em suas declarações quanto às falhas na escrita de Paulo Coelho quando declarou que “o lançamento de seu novo livro é uma boa oportunidade para reafirmar o fato fundamental: ele é um péssimo escritor”. Teixeira ressaltou que o novo livro contém sérios problemas de estruturação gramatical e fala de um assassinato que teria de ocorrer “em circunstâncias absolutamente normais”.

Diante do exposto, qual seria a razão para o sucesso de Paulo Coelho, se os críticos são quase unânimes em afirmar que ele escreve mal? Na opinião de Antônio Gonçalves Filho tal sucesso “se deve mais à sua capacidade de suprir necessidades de um tipo de leitor em busca de mensagens positivas para a vida do que à produção de alta literatura”. Sendo assim, o que as pessoas estão buscando nos escritos de Paulo Coelho são respostas às suas necessidades, não materiais, mas espirituais. Esta é a razão de seus livros serem verdadeiros manuais esotéricos.

Ocultismo com máscara de boa literatura
Os livros de Paulo Coelho transmitem mensagens do tipo “o encontro com a energia superior está ao alcance de qualquer um”, porém, sem definir quem é tal energia. Em “O diário de um mago” ele escreve que Barrabás significa “filho do pai”, e quando Pilatos pediu que o povo escolhesse entre Jesus e Barrabás, ele apresentou um homem flagelado e humilhado – Jesus, e outro de cabeça erguida, um revolucionário – Barrabás. E segundo o escritor, Deus sabia que o povo enviaria o mais fraco para a morte, para que ele pudesse provar o seu amor. Sendo assim, qualquer um que fosse o escolhido – Jesus ou Barrabás – o “Filho do Pai” é que terminaria sendo crucificado. Isso é um agravo à hermenêutica Bíblica, e um escárnio à fé cristã.

Livros como os de Paulo Coelho são para o público jovem e adulto o correspondente a Harry Potter para o público infantil. Ambos aliciam mentes à bruxaria e ao ocultismo, pulverizando princípios e doutrinas esotéricas e, portanto, antibíblicas. Para o escritor Samuel Costa – A igreja cristã tem de identificar e desmontar os andaimes do ocultismo, camuflados por trás dessa série, antes que a feitiçaria seduza, cative e azucrine as mentes dos nossos pré-adolescentes e adolescentes.

Em referência à literatura supracitada, o norte-americano Harold Bloom, “o mais importante crítico literário em atividade”, disse em entrevista à revista Veja edição 1.685 de 31 de janeiro de 2001: “A linguagem é um horror. [...] E o livro inteiro é assim, escrito com frases desgastadas, de segunda mão”.

O articulista Jehozadak Pereira do jornal A Tarde e do site Aleluia, foi bem mais incisivo em um artigo na internet acerca desta temática, enfatizando que “a mesma é profundamente mística e inteiramente comprometida com bruxaria, feitiçaria e esoterismo, e é apresentada como literatura mimetizada em contos pueris, quando na realidade é perversa e advinda do inferno”.

Posicionamento
Diante do crescente sucesso das publicações esotéricas, as famílias cristãs podem se posicionar de duas formas. Primeiro, ignorar – fazer de conta que este tipo de literatura nunca vai chegar ao alcance de seus filhos. Ou Alertar e ensinar, através do conhecimento do assunto e a orientação contínua, pautada no amor fraterno, pois, assim a Bíblia orienta: Instrui o menino no caminho em que deve andar (Pv. 22:6).

Devemos ser prudentes (Mt. 10:16), e agir de forma pro ativa. O comportamento reativo não constrói nada, pelo contrário, ele destrói. Sendo assim, a leitura de livros que acrescentem conhecimento, pautados nas Escrituras Sagradas devem ser prioritários. Os que apresentam mensagens místicas e esotéricas, além de acrescentar pouco conhecimento gramatical e literário, não irão contribuir para um crescimento espiritual sadio.

Referências:
ALBANESE, Ronaldo. A marca do coelho. Revista língua portuguesa. Agosto de 2006. Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11172. Acesso em 13/10/2006.
COSTA, Samuel F. M. Harry Potter: Enfeitiçando uma cultura. Porto Alegre: Actual, 2001.
MOURA, Flávio. Leio, logo existo. Revista Veja. 31 Janeiro de 2001. Disponível em: http://veja.abril.com.br/310101/entrevista.html. Acesso em 13/10/2006.
PEREIRA, Jehozadak. Harry Potter – o oleiro maldito. 09 Dezembro de 2000. Disponível em: http://aleluia.uol.com.br/2002/?section=articles&id=79. Acesso em 13/10/2006.
TEIXEIRA, Jerônimo. A bruxa está a solta. Revista Veja. 27 setembro de 2006. Disponível em: http://veja.abril.com.br/270906/p_125.html. Acesso em 13/10/2006.

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A internet e a globalização da fé

Publicado por Editor em 2006/10/16

Por Marcos Antônio Guimarães

Para entendermos a velocidade com que as mudanças no âmbito religioso estão acontecendo, e o quanto estas têm influenciado tão profundamente o pensamento cristão ocidental, temos que compreender o desenvolvimento da globalização e da internet.

Globalização
Grande parte dos historiadores afirma que o processo de globalização teve início a partir dos séculos XV e XVI com as grandes navegações e as descobertas marítimas. A partir de então, o homem europeu estabeleceu relações comerciais e culturais com povos de outros continentes. Contudo, somente após a queda do socialismo no final do século XX e o avanço do capitalismo é que a globalização efetivou-se.

No Século passado, portanto, identificamos o crescimento espantoso das empresas, queda das barreiras políticas e econômicas, o avanço do multiculturalismo, das tecnologias, a solidificação das instituições bancárias, e a formação de blocos econômicos (União Européia, Nafta, Mercosul, etc.).

A queda do muro de Berlim em 1989 na Alemanha, marcava o fim da guerra fria, e a ascensão do capitalismo e da globalização. Para atender à demanda crescente do capitalismo, surgiram novas ferramentas tecnológicas, entre elas a internet.

Internet
A internet nasceu de uma experiência militar norte-americana para conectar computadores em várias partes do mundo, estendeu-se às universidades, e hoje é uma imensa rede de redes que se estende por todo o planeta. Os computadores são interligados através de rádio, linhas digitais, satélite, fibras-ópticas, linha telefônica, entre outras formas de conexão. Isso já estava no cronograma divino “e a ciência se multiplicará” (Dn. 12.4).

Através da internet, o homem pode estar virtualmente presente em toda a parte do planeta, as pessoas podem se comunicar de maneira eficiente, divulgar sua cultura, seu conhecimento e seu pensamento religioso.

E a fé neste cenário?
O evangelho de Jesus Cristo é universal. Temos uma ordenança para que ele seja anunciado em todo o mundo, para toda criatura (Mc. 16:15).

O teólogo Esequias Soares destacou em um comentário das lições Bíblicas no 3º trimestre de 2000, que o evangelho é uma mensagem globalizada, e que o cristianismo é transcultural, ou seja, o evangelho está acima das culturas. E, portanto, pode perfeitamente atender às necessidades e anseios gerados pela pós-modernidade.

O homem pós-moderno se tornou vazio, materialista, carente de vida espiritual. Um retrato da igreja de Laodicéia (Ap. 3:17).

Estatísticas
O teólogo já citado, ainda destaca que, existem atualmente mais de 6 bilhões de seres humanos, distribuídos em mais de 1.739 grupos étnicos ao redor do mundo. Dados estatísticos nos mostram que cerca de 33% dos moradores da terra ainda não ouviram falar de Jesus. O quadro é mais ou menos assim: 2 bilhões de pessoas seguem o Cristianismo, incluindo os cristãos nominais; 2 bilhões já ouviram falar de Jesus pelo menos uma vez e 2 bilhões nunca ouviram falar de Jesus.

Estamos iniciando o século XXI com 2.500 missionários transculturais brasileiros, de todas as denominações, em mais de 70 países de todos os continentes, com 13% deles na Janela 10/40. É muito pouco. No mundo todo, segundo dados do livro Intercessão Mundial, há 76.120 missionários protestantes estrangeiros num total de 138.492, incluídos os missionários que atuam em seus próprios países. Eis a estatística desse mundo globalizado, com todos os recursos disponíveis. Isso mostra o tamanho do nosso desafio.

Anunciando o evangelho globalmente
Além dos métodos já conhecidos de evangelização, a internet é uma excelente oportunidade, pois permite que milhões de pessoas em todo o mundo ouçam ao mesmo tempo o evangelho: “a sua palavra corre velozmente” (Sl. 147.15).

Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa (Jo. 4:35). Podemos anunciar o evangelho até os confins da terra, mesmo estando em Jerusalém. Pense nisto!

Referências:

SOARES, Ezequias. Missões transculturais no séc. XXI. Disponível em: http://www.ejesus.com.br/conteudo.php?id=5533. Acesso em 13/10/2006.

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